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Palavra Pastoral

PALAVRA PASTORAL

Pastor Almerindo Luna Gois

PONTOS DE VISTAS: 


3 comentários:

Missionária Teresinha Brito disse...

Bom dia na Paz do Senhor Jesus. Li o texto sobre a institucionalização da igreja e concordo plenamente. Sei que talvez estejamos caminhando na contra mão da maioria, porém também ainda fico com a simplicidade do evangelho. O que vemos hoje é de fato uma busca desenfreada por poder e riqueza (não espiritual), status e coisas desse gênero. Templos suntuosos, carrões, salários quem nem nós simples mortais que estudamos e trabalhamos secularmente a vinda inteira conseguimos. A pergunta é: Como Deus vê tudo isso? Como será a avaliação de Deus a esse respeito? Concordo plenamente que deve haver as contribuições com os dízimos e ofertas, mas jamais concordei com a exploração dos fiéis como muitos fazem por aí. A igreja cresceu, mas infelizmente gradativamente vem perdendo a essência do verdadeiro evangelho.

Missionária Teresinha Brito disse...

Li todos os textos e concordo em gênero, número e grau meu amigo. Oremos para que os poucos que restam não percam a fé.

Anônimo disse...

CAPÍTULO VII - UMA VISÃO DO FIM - REIS E PROFETAS DE JUDÁ


4. Juízo Contra os Pastores de Judá (23:1-4)

A rigor, quem Jeremias deveria mencionar a seguir era o rei Zedequias, o último da dinastia de Davi. Entretanto, Jeremias trata dos pastores, pois os reis eram pastores do povo, e, como tais, deviam guiar o rebanho para bons pastos. Infelizmente não o faziam, pois cada qual cuidava de si, com as naturais exceções. Os reis são tratados como pastores, mas o dono do rebanho é Deus, que promete fazer voltar as ovelhas dispersas, de maneira que nem uma só falte. Aqui está a promessa da volta do cativeiro, quando as ovelhas espalhadas por longes terras voltariam. Os pastores eram falsos e iam ter a sua recompensa, quando o Justo Senhor levantar o Pastor verdadeiro, que não deixará as ovelhas desgarradas.








5. O Renovo da Justiça (23:5-8)

Jeremias junta-se a Isaias, para prometer a vinda de um pastor, que iria cuidar das suas ovelhas. Jeremias o chama de "Renovo Justo" ou de Justiça, enquanto Isaias o denomina "Emanuel", a Raiz de Jessé (Is. 7:14; 11: 10). É a primeira vez que Jeremias penetra no futuro escuro, para nós apresentar o pastor verdadeiro, que Jesus, em João 10, declara ser. Este pastor será o Yavé, o Tsidkenn, o Senhor, Justiça nossa. Um Renovo, a tudo ia renovar (v. 5); um Rei que já reina, e reinará e executará a justiça na terra. Era uma promessa de esperança que só uns 700 anos mais tarde chegaria, mas chegaria a tempo de mostrar que Deus é justo e ama e exige a justiça. A nação, como árvore
arrancada, veria renascer, do seu tronco, das suas raízes, um renovo, um rebento, que ia implantar a ordem e a justiça que Judá nunca soube aproveitar. Há uma oliveira no Getsêmane, cujo tronco já foi comido pelo tempo, mas da sua casca nasceram alguns rebentos e estão dando azeitonas muito bonitas. O Rebento será assim, surgirá de uma árvore seca, mas frutificará, e o que a árvore jamais foi capaz de dar, ele dará. O povo de Deus pode deixar de dar seus frutos como uma árvore que pára de florescer. No entanto, no devido tempo, voltará a dar rebentos e folhas e frutos. O que conhecemos a respeito de Israel, só pelo poder de Deus se pode admitir que ainda exista, e pretenda dar frutos. Um rebento dessa grande árvore lá está numa nesga de terra na Palestina, lutando para sobreviver, e os que não conhecem a Deus nem a Sua história não acreditam que possam sobreviver no meio de tantos inimigos, como são os seus parentes árabes. Lutarão, mas vencerão e voltarão a dar os seus frutos. Nos seus dias Israel habitará seguro. Judá será seu servo, e o nome pelo qual há de ser chamado será O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA (v. 6). Virão dias em que não mais se dirá: Vive o Senhor, que tirou os filhos de Israel da terra do Egito; mas: Vive o Senhor, que tirou e que trouxe a linhagem da casa de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha arrojado (vv. 7 e 8). Temos a história e podemos agora dizer o que Jeremias só poderia afirmar por visão. É certo que nem todos vieram do exílio.

Entretanto, a ordem era para voltar à terra de seus pais, a Jerusalém. Os que permaneceram por longes terras ficaram dando o seu testemunho, o que antes não haviam conseguido. Acreditamos que a permanência dessa gente em Babilônia e na Pérsia valeu por todos os anos de idolatria e má vida na sua terra. Vejamos o que nós ensina o Profeta Daniel, vivendo nas cortes de Babilônia e Pérsia, interpretando sonhos e visões em nome de Deus. Quantos teriam entrado em contato com Javé? Recorde-se o incidente do Livro de Ester, quando os judeus, condenados à destruição, foram salvos pela mediação de Ester e Mardoqueu, isto em todo o Império Persa, que compreendia o mundo inteiro daqueles dias (Ester 8:9). O temor de Deus caiu sobre todos os povos e raças e línguas, e nem um cão poderia mover a língua contra os judeus.




Estudo no livro de Jeremias

Antônio Neves de Mesquita