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Pecado: Uma realidade humana - Comentários Adicionais (Ev. Samuel)

PECADO: UMA REALIDADE HUMANA
(Lição 02 - 8 de Outubro de 2017)

TEXTO ÁUREO
”Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3.23

VERDADE APLICADA
A realidade do pecado na vida humana e a providência de Deus devem sempre estar presentes em nossa mente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 MOSTRAR alguns problemas causados pela essência do pecado na vida humana;
► APONTAR as principais consequências do pecado;
► APRESENTAR a necessidade de um libertador, de arrepender-se e de congregar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Rm 1.28 – E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim, Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Rm 1.29 – Estando cheios de toda iniquidade, prostituíção, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Rm 1.30 – Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e as mães.
Rm 1.31 – Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia.

INTRODUÇÃO
   O projeto de Deus perfeitamente cumprido segundo seus propósitos, ( I Pedro 1:20, II Timóteo 1:09) contempla uma criação inicial do homem sem pecados e por isto em plena comunhão com o criador, porém a queda do homem o torna pecador em sua natureza decaída e junto a esta queda a condenação para todos descendentes de Adão sem exceções, (vide Romanos 3:10 – 23)


1. O PECADO É MAIS DO QUE UM PROBLEMA
   Conforme o texto que citamos na introdutória deste estudo (Rm. 3: 10-23) o homem mostra-se totalmente incapaz de providenciar sua atenção ao chamado divino, isto faz com que o pecado seja bem mais que um problema, mas uma condenação efetiva a raça humana que dependerá totalmente da iniciativa divina a reconciliação, hoje as duas linhas de estudos de interpretações bíblicas para o plano da salvação, a ideia aqui não é dizer qual está mais precisa segundo as escrituras mas apresentá-las de maneira isenta, a primeira linha de estudo soteriológico afirma que a salvação é uma obra de Deus do início ao fim cabendo ao homem a aceitação da graça irresistível que atrai o homem para Deus e o justifica em seu modo de viver conduzindo-o assim a salvação infalível como projeto de Deus, esta linha é chamada como Calvinista, já que suas interpretações derivam da escola de teologia do movimento de reforma cristã por João Calvino reformador na Suíça contemporâneo de Martinho Lutero que abraçava a mesma linha teológica.
   Em contrapartida a linha teológica Calvinista, segue a linha que diz que a salvação é uma resposta do livre arbítrio do homem a uma graça que pode ser resistida pelo homem em negar o chamado de Deus a salvação, e assim sendo a salvação é uma parceria do chamado de Deus e da resposta do homem coagindo mutuamente, esta linha é conhecida como Arminiana, já que suas bases foram fundamentadas por um teólogo chamado Jacob Arminius.
  Uma vez que toda raça humana está condenada, o pecado torna-se o viés condenativo, muito mais que um problema, uma setença.

1.2. Insensatez
    Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas. Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia. (Pv 5:21-23).
   O pecado é loucura, ele obscurece a razão humana. No entanto, o pecador não se apercebe disso exatamente porque o pecado o cegou. Se o pecador não for iluminado pela graça de Deus, quando finalmente compreender que o pecado é loucura já será tarde demais, a morte então será inevitável, o salário do pecado é a morte, e a recompensa do pecador é se afogar em meio ao pecar. (Rm 1:18)

1.3. Dívida para com Deus
  Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Colossenses 2:14          
  De acordo com as Sagradas Escrituras, todo o homem é devedor a Deus. E sua dívida não pode ser paga. Sendo todo o homem pecador (Rm.3:23), não há quem possa purificar seu pecado, não há como oferecer algo a Deus em troca do seu perdão. A dívida para com Deus é impagável, é caríssima, e todos os recursos humanos se esgotariam antes (Sl.49:8).                     
  Como então o homem, o qual não pode pagar sua dívida para com Deus, pode ir para o céu? É aqui que a palavra “perdão” deve ser compreendida. É exatamente o que Deus quer dar ao homem: o perdão dos seus pecados, o perdão da sua dívida.                    
  O fato de Deus querer dar perdão ao homem, significa que para este o pagamento da sua dívida é uma dádiva de Deus, é um dom, é de graça. Para o homem é de graça, mas para Deus custou um alto preço. Não há como o homem pagar sua dívida para com Deus e assim ter o direito a um lugar no céu. Há Um, Único e Todo Suficiente, o qual, para pagar o preço da nossa salvação eterna, se entregou para morrer; morreu para nos dar vida… Seu nome: Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

2. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO   
  A queda de nossos primeiros pais, trouxe consequências desastrosas não apenas para eles, mas também para toda a humanidade. Entender o que aconteceu com Adão e Eva após o primeiro pecado é chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra hoje. Isto porque, Adão não agiu como uma pessoa particular, mas como representante de toda a humanidade.              
 Todo homem estava irremediavelmente morto e condenado por toda a eternidade, mas, em Cristo, recebe vida e completa solução para o pecado. Veja o quadro seguinte:
JUSTIFICAÇÃO

A Condenação
Os pecados colocam o homem debaixo da ira de Deus e o condenam a castigo eterno. Rm 1.18, 32; 2Ts 1.7-9; Ap 21.8.
O Perdão
Por meio da Morte de Cristo. Ele morreu por nós, em nosso lugar, pagando a nossa dívida. Rm 4.24-25; 5.8-9; 2Co 5.21; Is 53.5-6.
SANTIFICAÇÃO

A Escravidão
O pecado tem domínio sobre o homem, como um senhor dele, fazendo-o pecar. Jo 8.34; Rm 7.14; 3.12.
A Libertação
Por meio da Vida de Cristo em nós. Ele vive em nós, livrando-nos do poder do pecado. Rm 6.5-13; 2Co 5.17; Gl 2.20, 1Jo 4.9.
GLORIFICAÇÃO
A Habitação
O pecado habita na carne do homem por toda a sua vida. Rm 7.15-23.



A Glorificação
Por meio da Volta de Cristo. Quando Ele voltar, nos ressuscitará com novos corpos, sem pecado. Rm 8.22-23; 1Co 15.51-57; Fp 3.20-21; 1Ts4.16-18.

2.1. A perda da comunhão      
  Para que o homem fora criado? Para viver em pecado? Não, porque quando Deus criou o mundo e tudo o que nele há, não existia o pecado. Deus mesmo disse depois de ter acabado a sua obra que tudo era muito bom. Isso quer disser que Deus criou tudo o que existe de uma maneira perfeita. Porque não existia pecado no mundo. Mas, para que Deus criou o homem? Deus criou o homem para o louvor de sua glória. Ele em tudo glorificava a Deus. Em tudo ele refletia o Senhor dos senhores. O Rei dos reis. E Soberano dos reis da terra. O seu trabalho era governar o mundo como Deus governa. Um governo reto e justo. Um domínio absoluto sobre os seres criados por Deus. O SENHOR havia dado esse domínio ao homem. Ele deveria exercer domínio sobre a criação de Deus. Deveria subjugar a tudo debaixo dos seus pés. Ele também deveria cultivar a terra. Cuidar dela. E também recebeu a tarefa de encher a terra com os seus descendentes. Em todos esses atos Deus seria glorificado pelo homem. Era uma obediência prazerosa. Sem constrangimento. O homem obedecia a Deus por amor ao seu Criador.                               
  Porém, esse mesmo homem criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Não permaneceu no seu estado em que fora criado. Ele desobedeceu a ordenança de Deus. Ele jogou fora tudo o que Deus lhe tinha concedido. Tudo por uma oportunidade de ser igual a Deus. Eles – o homem e a mulher – desprezaram as palavras de Deus. Não deram ouvidos a sua proibição. Antes ouviram a serpente. Deram ouvido as artimanhas de Satanás. Assim acharam que poderiam ser como Deus. Quando desobedeceram e comeram do fruto proibido, perceberam que não se tornaram deuses. Antes, passaram a sentir vergonha um do outro. A fugir da presença de Deus. A tentar desfazer o cometido. Tentaram cobrir o pecado com folhas. Mas, nada adiantou. O homem transgrediu o mandamento de Deus. Passaram por cima de sua palavra santa. Estragaram a criação do Soberano. Arruinaram a obra de suas mãos. Arruinaram suas vidas e de seus descendentes, por uma oportunidade de serem deuses. O casal violou os limites imposto pelo Senhor. Eles querem decidir o limite. Mas, em vez de decidir o limite, cai em pecado, desobediência e morte. Se torna um rebelde da vontade de Deus. Perde os privilégios que Deus concedera a ele. A comunhão com o senhor Deus é quebrada pela transgressão da ordem probatória do senhor.

2.2. O vazio existencial
I. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque A Vida É Transitória.
  - Eclesiastes 1:4 “Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre”.
   - Salmos 90:10 “A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos”.
   Se você está agora com 35 anos - você tem apenas 12.000 dias restante em média - Mas isso é um estalar de dedos em comparação com a eternidade. Tiago 4:14b “...Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”.
   Então, o que vale a pena na vida?
   A verdade é que, se você encontrar a Cristo, você é imediatamente bem sucedido na vida, mas se você tiver tudo o que esse mundo tem a oferecer, e não encontrar Deus através de Cristo, a sua vida é "vazia e insatisfatória".
II. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque O Conhecimento Não Traz Paz.
   - Eclesiastes 1:16-17 “Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão”.
A. O conhecimento que não reconhece Deus traz "aflição de espírito".
  Por exemplo, os intelectuais do nosso tempo, dizem que em algum momento do passado sem idade, uma única célula viva surgiu por geração espontânea ou casualmente. E a partir desta célula plantas evoluíram gradualmente, multicelulares invertebrados, em seguida, peixes e insetos, em seguida, anfíbios, em seguida, répteis, em seguida, aves e mamíferos e finalmente o homem.
  O autor desta teoria se angustiou em seu espírito e disse "por que se as espécies descendem de outras espécies por graduações finas, não estamos em todos os lugares vendo inumeráveis ​​formas de transição? Pela evolução da teoria; inumeráveis ​​formas de transição devem ter existido, por que não as encontramos encaixadas em números incontáveis ​​na crosta da terra?”.
  O ponto aqui é que o intelectualismo não traz paz, porque na maior parte ignora a sabedoria de Deus e, portanto, o pecado permanece.
  - I Coríntios 1:20-24 “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que creem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”.
III. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque O Prazer, A Riqueza, E As Obras Não Trazem Satisfação Duradoura.
A. Prazer
  Eclesiastes 2:1 “Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade”.                Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas, um palácio, e era o homem mais rico do mundo.
  Lembre-se, vaidade significa transitória, insatisfatória. A Bíblia nos diz em Hebreus 11:25 que Moisés escolheu "antes ser maltratado com o povo de Deus, do que desfrutar dos prazeres do pecado por algum tempo"
  No final da vida, as coisas que pensávamos ser tão importantes no momento, parecem vazias porque não trouxeram nenhuma satisfação duradoura.
  Vamos dar uma olhada cuidadosa em 1 João 2:16-17 – “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre”
 Quanto de nossas vidas são gastos perseguindo as coisas no versículo 16, mas o versículo 17 nos diz que tudo isso passa.
B. Riqueza e obras
  - Eclesiastes 2:4-11 “Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas; fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies. Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores. Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém. Ajuntei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número. Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho. Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol”.
  - Eclesiastes 5:10 “Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade”.
  - Eclesiastes 5:15 “Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão”.
IV. A Vida Sem Deus É Vazia Por Causa Do Pecado
Eclesiastes 7:20 – “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e não peque”.
A. Este versículo nos diz que o pecado é um mal universal, somos todos afetados por ele.
B. Mas os homens pensam que não serão pegos: Eclesiastes 8:11 – “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal”.
  C. O julgamento virá, portanto, não perca sua juventude e torne a sua vida vazia.
  - Eclesiastes 11:9-10 “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo. Afasta, pois, do teu coração o desgosto, remove da tua carne o mal; porque a mocidade e a aurora da vida são vaidade”.
  - Eclesiastes 12:1 “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles;”

2.3. A morte
  “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Deus estabelece uma ordem e uma consequência caso essa ordem fosse desobedecida, que era a morte. Esse é o primeiro texto da Bíblia que fala diretamente sobre morte.
  Mas o que seria essa morte? A punição de Deus por causa da desobediência atingiu todo o nosso ser. Isso significa que haveria a partir daquela desobediência, como primeira consequência direta, a morte física do ser humano. Passamos a ser criaturas que voltam ao pó. E também, por conta da mesma desobediência, a morte espiritual passou a fazer parte da vida do ser humano desobediente, pecador, caído. A morte espiritual pode ser explicada como a nossa distância de Deus. Perto de Deus há vida, longe Dele, não.

3. COMO LIBERTAR-SE DO PECADO
  Em Mt 11.28 Jesus disse: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. No entanto, para que consigamos nos achegar a Cristo e receber o alívio que só ele pode nos dar, é necessário que leiamos este outro texto (Mt 16.24): Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
  Cristo não apenas nos convidou para que o sigamos e encontremos alívio de nossos vícios e pecados, mas nos orientou que, para segui-lo, seria necessário que nos negássemos. Negássemos tudo aquilo que poderia manter vivo o velho homem dentro de nós. Ainda que, para isso, tivéssemos que nos desfazer de certas coisas ou privilégios. Tudo o que nos fizesse reviver o tempo de escravidão ao pecado deveria ser tirado de nossas vidas. Tudo o que nos liga aos velhos ídolos do nosso coração deveria ser extirpado. Se não houver um corte radical, nunca nos veremos livres cabalmente.
  E não é possível que esse corte seja feito sem que haja oração. Sem oração não há ruptura. Sem oração não é possível que morramos para este mundo e tudo aquilo que nos tenta.
  Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8.1,2)

3.1. A necessidade de um libertador
  Desde o princípio, ao ter visto a obra de Satanás em levar o homem a se tornar escravo do pecado (Gênesis 3), Deus providenciou um Libertador. O Senhor Deus não criou o homem para servir o inimigo, mas criou-o para o servir. Mas como “ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6:24), é necessário que as “correntes” do pecado sejam quebradas, a fim de que o homem seja liberto e sirva ao Deus vivo e verdadeiro, ficar liberto do pecado significa que o poder condenatório do pecado precisa ser desfeito, através do perdão e purificação, e só o Senhor Jesus Cristo pode libertar. Jesus Cristo é o único que pode libertar-nos da escravidão do pecado!
  O Senhor Jesus se manifestou neste mundo para desfazer as obras do diabo (I João 3:8). Ao morrer numa cruz, Ele recebeu o castigo contra os nossos pecados, pagando o nosso preço e, ressuscitando dos mortos, Ele selou assim Sua vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás. Na cruz central do Calvário, todos os nossos pecados foram castigados em Seu corpo santo, o peso do meu pecado e do seu pecado caíram sobre o Salvador, mas Ele não permaneceu na sepultura: JESUS RESSUSCITOU TRIUNFANTE SOBRE A MORTE! E foi assim que Ele desfez as obras do diabo.
  “Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:20)
  “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (I Coríntios 15:55)
  Mas isso não significa que, com a morte de Cristo, todos os homens deixaram de ser pecadores e escravos, significa que a libertação está propiciada pelo salvador, o Filho de Deus é o Libertador, se um escravo souber que há uma carta de liberdade, pronta para que ela a receba, o que será que ele faria? É certo que receberia com grande alegria! Assim também é a libertação do pecado.
  Não se engane. Nem suas virtudes e qualidades, nem suas boas obras, nem religião alguma pode te libertar do teu pecado.    A verdadeira libertação vem do Senhor Jesus Cristo! É o sincero arrependimento e a fé no sangue do Cordeiro de Deus que pode te dar a vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás. É só Jesus que salva o pecador, que tira as suas culpas e te conduz ao céu.
  “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (João 8:32)

3.2. A necessidade de arrependimento
  Extraído de "Arrependimento", no livro Old Paths, reimpresso em inglês por Banner of Truth.
  "Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13.3).
  À primeira vista, este versículo parece rude e severo. Posso imaginar alguns dizendo: "Isto é o evangelho? Estas são as boas notícias? São as boas novas sobre as quais falam os pastores? É um discurso árduo, quem o pode suportar?" (cf. Jo 6.60).
  No entanto, de quem eram os lábios que proferiram estas palavras? Elas vieram dos lábios dAquele que nos ama com um amor que excede todo entendimento, o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Foram ditas por Aquele que nos amou tanto, que deixou o céu, desceu à terra, viveu de modo pobre e humilde durante 33 anos, por nossa causa; foi à cruz, morreu e foi sepultado por nossos pecados. As palavras que vieram de lábios como esses têm de ser, com certeza, palavras de amor.
  Afinal de contas, há maior prova de amor do que avisar um amigo quanto ao perigo vindouro? O pai que vê seu filho caminhando em direção à beira de um precipício e, quando o vê, grita fortemente: "Pare, pare!", não é um pai que ama o filho? A mãe carinhosa que vê sua criança a ponto de ingerir algo venenoso e clama intensamente: "Pare, pare! Largue isso!", não é uma mãe que ama o filho? É a indiferença que deixa as pessoas sozinhas e permite que continuem seguindo o seu caminho. O amor, amor compassivo, adverte e ergue o clamor de alerta. O grito de "Fogo! Fogo!", à meia-noite, pode, às vezes, arrancar uma pessoa de seu sono - de modo rude, desagradável, severo. Mas, quem reclamaria se tal grito fosse o meio de salvar a vida daquela pessoa? As palavras "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" podem, à primeira vista, parecer severas e rudes. Contudo, são palavras de amor e podem ser o meio de livrar do inferno almas preciosas.
  Consideremos agora a necessidade de arrependimento. Por que o arrependimento é necessário? O versículo citado no início deste artigo mostra claramente a necessidade de arrependimento. As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo são claras, enfáticas e distintas: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". Todos, todos, sem exceção, necessitam de arrependimento para com Deus. O arrependimento não é necessário somente para bêbados, ladrões, assassinos, adúlteros, fornicadores e encarcerados. Não. Todos os nascidos da descendência de Adão - todos, sem exceção - precisam de arrependimento para com Deus. A rainha no trono, o pobre que trabalha em seu ofício, o rico em sua sala de visitas, a empregada na cozinha, o professor de ciências na universidade, o jovem pobre e ignorante que trabalha no arado - todos precisam, por natureza, de arrependimento. Todos são nascidos em pecado; todos necessitam arrepender-se e converter-se, se desejam ser salvos. Todos precisam ter seu coração mudado quanto ao pecado. Todos têm de se arrepender e crer no evangelho. "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
  O que torna necessário o arrependimento? Por que Deus usa uma linguagem tremendamente forte a respeito desta necessidade? Por que o arrependimento é necessário?
a) Primeiramente, sem arrependimento não há perdão dos pecados. Ao dizer isso, tenho de guardar-me de mal-entendido. Peço-lhe enfaticamente que não me entenda erroneamente: lágrimas de arrependimento não removem pecados. Dizer que elas o fazem é teologia errada. Remover pecados é uma competência e uma obra exclusiva do sangue de Cristo. A contrição não produz qualquer expiação de pecado. Dizer que ela o faz é teologia pervertida. Nossa melhor contrição tem defeitos suficientes para nos lançar no inferno. "Somos reputados justos diante de Deus somente por causa de nosso Senhor Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas obras ou merecimentos",1 não por nosso arrependimento, santidade, caridade aos pobres ou qualquer coisa desse tipo. Tudo isso é verdade. Contudo, não é menos verdade que a pessoa justificada sempre se arrepende e que um pecador perdoado sempre será uma pessoa que lamenta e abomina seus pecados.
  Em Cristo, Deus está disposto a receber homens rebeldes e dar-lhes paz, se vierem a Ele, em nome de Cristo, não importando quão ímpios tenham sido. Contudo, Deus exige, com justiça, que o rebelde deponha suas armas. O Senhor Jesus Cristo está disposto a ter compaixão, perdoar, dar alívio, purificar, lavar, santificar e preparar para o céu. Todavia, Ele deseja ver o homem odiando os pecados para os quais deseja obter perdão. Se quiserem, alguns homens podem chamar isso de "legalidade". Se lhes agrada, que o chamem de "servidão". Eu fico ao lado das Escrituras. O testemunho da Palavra de Deus é claro, inconfundível. Pessoas justificadas sempre são pessoas penitentes. Sem arrependimento, não há perdão de pecados.
b) Em segundo, sem arrependimento não há felicidade nesta vida. Existem coisas como exultação, entusiasmo, sorrisos e contentamento, enquanto as pessoas desfrutam de boa saúde e têm dinheiro no bolso. Mas essas coisas não são a felicidade inabalável. Há uma consciência em todos os homens; e essa consciência tem de ser satisfeita. Portanto, enquanto a consciência sente que ainda não houve arrependimento do pecado e que este não foi perdoado, ela não terá quietude e não permitirá que a pessoa fique tranquila em seu íntimo...
c) Em terceiro, sem arrependimento não pode haver adequação para o céu, no mundo por vir. O céu é um lugar preparado, e aqueles que vão ao céu têm de ser um povo preparado. Nosso coração tem de estar em harmonia com as disposições do céu, pois, do contrário, o céu nos será um lugar infeliz. Nossa mente tem de estar em harmonia com a mente dos habitantes do céu, pois, do contrário, a comunhão das pessoas do céu nos seria intolerável... O que você faria no céu, se chegasse lá com um coração que ama o pecado? Com qual dos santos você conversaria? Ao lado de quem se assentaria? Com certeza, os anjos de Deus não entoariam música agradável ao coração daquele que não pode suportar os santos na terra e nunca louva o Cordeiro por seu amor redentor! Com certeza, a companhia dos patriarcas, dos apóstolos e dos profetas não seria satisfação para nenhum homem que agora não lê a sua Bíblia e não se interessa em saber o que os apóstolos e os profetas escreveram. Oh! não! Não! Não haveria felicidade no céu, se chegássemos ali com um coração impenitente...
  Rogo-lhe, pelas misericórdias de Deus, que guarde no coração as coisas que acabei de dizer e pondere-as bem. Você vive em um mundo de engano, imposição e decepção. Não permita que ninguém o engane quanto à necessidade de arrependimento. Oh! que a igreja professa veja, saiba e sinta (mais do que o faz) a necessidade, a absoluta necessidade do verdadeiro arrependimento para com Deus! Há muitas coisas que não são necessárias. Riquezas e saúde são desnecessárias. Roupas finas não são necessárias. Amigos nobres não são indispensáveis. O favor do mundo é desnecessário. Muitos chegaram ao céu sem essas coisas. Talentos e erudição são dispensáveis. Milhões chegaram ao céu sem essas coisas. Milhares e milhares estão indo ao céu sem elas. Contudo, ninguém chegará ao céu sem o "arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.21).
  Não permita que ninguém o convença de que um sistema de doutrina em que o arrependimento para com Deus não tem lugar de grande proeminência merece ser chamado de evangelho. Não há evangelho, se o arrependimento não é um dos principais elementos. Tal evangelho é do homem, e não de Deus. Procede da terra, mas não do céu. Não é evangelho de maneira alguma. É antinomianismo e nada mais. Enquanto você estiver apegado e preso aos seus pecados, você terá os seus pecados, embora fale o quanto quiser sobre o evangelho. Os seus pecados ainda não estão perdoados. Você pode chamar isso de legalismo, se quiser. Pode dizer, se quiser: "Espero que tudo saia bem no final. Deus é misericordioso, Deus é amor, e Cristo morreu. Espero que irei ao céu no final". Não, eu lhe digo. Tudo não sairá bem. Você está errado diante de Deus... Está menosprezando o sangue da expiação. Ainda não tem parte ou herança em Cristo. Enquanto você não se arrepender de seus pecados, o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é evangelho para sua alma. Cristo é um Salvador do pecado, e não um Salvador para o homem no pecado. Se um homem quer continuar em seus pecados, chegará o dia em que o misericordioso Salvador lhe dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41).
  Não permita que ninguém o engane, levando-o a supor que pode ser feliz neste mundo, sem arrepender-se. Oh! não!... Quanto mais você viver sem arrepender-se, tanto mais infeliz será o seu coração. Quando a velhice lhe sobrevier, e os cabelos grisalhos lhe encherem a cabeça; quando você for incapaz de ir aonde costumava ir e satisfazer-se no que outrora lhe dava prazer, a sua infelicidade e miséria irromperão como um homem armado... Escreva isto nas tábuas de seu coração: sem arrependimento, não há paz!
  Espero ver muitas maravilhas no último dia! Desejo ver à direita do Senhor Jesus Cristo alguns daqueles que antes eu temia vê-los à sua esquerda. Verei à sua esquerda alguns do que eu supunha serem bons cristãos e esperava vê-los à direita. Todavia, há algo que, com certeza, não verei: à sua direita não verei nenhum homem que não se arrependeu.

3.3. A necessidade de andar em Espírito
  Os Cristãos têm o Espírito de Cristo e a esperança da glória dentro deles (Colossenses 1:27). Aqueles que andam no Espírito demonstram sua santidade diariamente, em cada momento. Isso acontece quando o Cristão conscientemente escolhe por fé depender do Espírito Santo para guiar cada pensamento, palavra e ação (Romanos 6:11-14). A falha de depender da direção do Espírito Santo resulta em um Cristão que não está vivendo de acordo com a missão e posição que salvação providencia (João 3:3; Efésios 4:1; Filipenses 1:27). Podemos saber se estamos andando no Espírito se as nossas vidas demonstram o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Estar cheio (andar) do Espírito é o mesmo que permitir que a Palavra de Cristo (a Bíblia) habite em nós ricamente (Colossenses 3:16).
  O resultado é gratidão, cânticos de louvor e gozo (Efésios 5:18-20; Colossenses 3:16). Os Filhos de Deus serão guiados pelo Espírito de Deus (Romanos 8:14). Quando os Cristãos escolhem não andar no Espírito, assim pecando e o entristecendo, Deus já providenciou uma forma de restauração através da confissão do pecado (Efésios 4:30; 1 João 1:9). “Andar no Espírito” é seguir a liderança do Espírito. É essencialmente “andar com” o Espírito, permitindo-lhe que guie seus caminhos e conforme a sua mente. Em resumo, do mesmo modo que temos recebido a Cristo através da fé, por fé Ele nos pede que andemos com Ele, até que sejamos levados ao céu e escutemos “Muito bem!” (Colossenses 2:5; Mateus 25:23).

CONCLUSÃO
  O pecado é uma sentença condenatória a todo homem, somente a graça de Deus tem poder de libertar o homem desta sentença, isto é a mensagem do evangelho, a compreensão da dimensão do pecado no homem torna maior a compreensão da obra redentora de Cristo Jesus.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Ev. Samuel de Souza.















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