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A evangelização de grupos específicos - Comentários Adicionais

A EVANGELIZAÇÃO de grupos específicos
(Lição 05 – 30 de julho de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10).

VERDADE APLICADA
Ao evangelizar grupos que estavam à margem da sociedade, Jesus não somente nos deu um exemplo, como também nos confiou um legado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que o amor divino nos inspira a evangelizar grupos específicos;
ENFATIZAR a necessidade de se evangelizar grupos que sofrem abandono;
MOSTRAR como podemos alcançar os diversos grupos de viciados, encarcerados e ex-presidiários.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 19.1 – E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
Lc 19.2 – E eis que havia ali um varão, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico.
Lc 19.3 – E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
Lc 19.4 – E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali.
Lc 19.5 – E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.

INTRODUÇÃO
Deus manifestou a sua graça através de Cristo Jesus trazendo ao homem um evangelho pleno, único de arrependimento. Independente de grupo social, cultural, raça, língua e povos. Evangelho esse, que atravessa séculos e não muda seu caráter libertador como única via de ligação que possibilita um relacionamento do homem com Deus, o único recurso para o perdão dos pecados e o único caminho para a salvação.

1. O INSPIRADOR AMOR DE JESUS
Ás vezes é necessário pararmos para pensar no grande de amor de Deus enviando Jesus a este mundo e que por sua vez tolerou e suportou a dor, quando insultado não revidava, mas de maneira simples ele deixava o julgamento nas mãos de Deus, e assumia para si a tarefa de atrair os rejeitados da sociedade, surpreendentemente falou em defesas dessas pessoas. “Pai, perdoa-os porque não sabes o que fazes.” (Lc 23.34).

1.1. O amor que busca o pecador
O Jesus que atraiu multidões era único, suas palavras não foram palavras de um homem comum, nelas era manifestada um grande amor, ele não trabalha com a nossa lógica, em nosso raciocino, nem se vale de cálculos aritméticos para alcançar seus desígnios na vida do mais vil pecador, nós seres humanos não conseguimos entender essa graça salvadora, como está escrito em (Is 55.8), porque os seus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor...”. como o próprio contexto nos diz: “O amor que busca o pecador”. muitas vidas foram buscadas por esse grande amor, lembramos nesse momento de uma mulher por nome Maria madalena, uma prostituta cheia de demônios, muda seu foco e se transforma em seguidora de Jesus. Nele ela encontrou o preenchimento para aquele vazio que sempre a incomodou, pois ele supriu suas necessidades. Assim, decidiu mudar de caminho e segui-lo de perto. E quanto ele a honrou por isso! Ela teve o privilégio de ser a primeira, a saber, e ver que Jesus ressuscitara e recebeu dele o comando para ir e anunciar isso aos discípulos. Nesse momento ele fez dela uma missionária de boas novas. Esse é o amor que chamamos de amor incondicional, sem preconceito e que entra nos lugares mais escuros da vida do pecador e faz uma faxina espiritual, limpando, purificando, transformando e enviando para levar esse evangelho de arrependimento a todos os homens. Em fim, o evangelho de cristo vai além de o nosso imaginar. (Rm 5.8).

1.2. O amor misericordioso
Jesus passava um bom tempo com os pecadores, se fosse aos dias de hoje muitos também escandalizariam de ver Jesus jantando na casa de prostituas, pousando na casa de cobradores de impostos, “publicanos”, sempre deixou claro que não concordaria com certos comportamentos, mas pelo seu misericordioso amor tolerava a fim de conceder ao homem uma oportunidade de entrar em sua vida e provocar uma transformação através de sua graça salvadora, venceu barreiras religiosas e culturais, a ponto de ser criticado pelos fariseus, Saduceus e os políticos, deixando claro que a tradição religiosa não era maior que o seu amor, e que Ele veio para os doentes de alma e não para os sãos, Ele quebrou paradigmas para mostrar que sua vinda a este mundo foi com uma única missão de alcançar não os justos e sim os pecadores dando uma oportunidade de regeneração, não de aceitação do pecado, mas de amor ao pecador, vendo além da vida miserável do homem e fazendo com este, através de sua palavra, pudesse ter a chance de arrepender-se e receber o dom da salvação.(Rm 6.22). Às vezes, apontamos tanto o pecado das pessoas e não mostramos o remédio para a cura. Vemos a história de Zaqueu, Jesus o enxergou em meio a uma grande ramagem, ali estava um homem escondido, no entanto queria, pelo menos, ver Jesus. (Lc 19. 9). Muitas pessoas também estão escondidas dentro de seu próprio pecado procurando respostas dos porquês de certas situações e não encontra uma palavra de misericórdia, devemos mostrar que seu estado é um estado pecaminoso, mas que o nosso Deus é misericordioso e que tem poder de libertá-lo, basta deixar claro, que ao aceitá-lo como salvador receberá a libertação de todo vício pecaminoso e isso o tornará livre da condenação eterna. (Mt 22.34).

1.3. O amor perdoador
Ao se tratar de maneira clara desse amor que vê além das imperfeições da alma humana, uma vida. Obra prima de Deus, Jesus cristo imperava todas as virtudes com um amor inigualável e eterno que jamais será ofuscada com o passar dos anos, operando o seu perdão milagrosamente e incondicionalmente entrando na vida dessas pessoas como fez com Mateus cobrador de impostos, chamando-o, preparando-o e enviando-o. A transformação foi tão grande que Mateus, de um homem odiado por muitos, como era os cobradores de tributos, foi o primeiro escritor do primeiro evangelho. O amor perdoador, é maior que a extensão da ingratidão humana. Deus, Ele não leva em conta o tempo da ignorância (At 17.30) quanto maior a irreverência humana, maior o perdão de Deus. O pecado mergulhou todos os homens na miséria do mal, mas Jesus é a luz que jamais será ofuscada, veio para tratar o homem, livrando da condenação eterna trazendo o sobrenatural que toda humanidade precisa e todas as limitações de perdão que o homem possui Deus revelou em Cristo e cristo em nós, agora o que nos resta é manifestar esse tão grande amor que oferece perdão e traz paz, harmonia, e esperança de maneira absoluta e lúcida aos corações desgraçados e miseráveis desse mundo independente de quem quer que seja. Toda expressão de amor e perdão se revela em Jesus. Não há amor maior que o dele. Precisamos desse amor!

2. OS GRUPOS DOS NOSSOS DIAS
Os aspectos Sociológicos da educação dizem que a sociologia é uma ciência que estuda a forma de relacionamento entre grupos, assim como as consequências dessa relação. Seu principal objetivo é o estudo da sociedade, focalizando na educação como forma importante de relacionamento entre pessoas, essa ciência é significativa para a conscientização social, auxiliando os interessados a compreenderem melhor o comportamento dos grupos sociais. Pensado nisso, o que nós como igreja temos feito para a inclusão de grupos versátil que a sociedade possui? Precisamos criar meios de inclusão, e não de exclusão, para convertê-los ao evangelho de Cristo.

2.1. Comunidades Carentes
A vida humana independente de qual classe social esteja inserida na sociedade, ela é um bem indivisível, faz parte de um plano divino, Deus preparou um plano maravilhoso para a vida de cada pessoa criada e deseja que ela seja feliz, a vida humana tem muita importância para Deus. Àquelas que vivem a Marginal da sociedade carente possui um gasto maior de responsabilidade, de tempo, de obra social, que a igreja, ou seja, nós que somos a igreja, muitas vezes ficamos fechados na nossa zona de conforto e nem se quer queremos abrir mão do nosso poder econômico em favor de alguém seja ele quem for, o qual foi Deus que nos deu. Quando uma alma precisa de uma ajuda financeira pra pagar um aluguel, uma conta de água, muitos chega a dizer que não devem ajudar, para que ela não venha pelo dinheiro e solução material. Mas quem não conhece Jesus, nem se quer amor possui. Muitas vezes seu coração é tomado de ódio, revolta, vingança, tristeza, angustia, essa pessoa vem precisando de tudo, como por exemplo: um sorriso, um abraço de alguém que a chame pelo nome, e que a reconhece como pessoa e que é amada por Deus, como virá por amor se nem sabe o que é amor! Pela sociedade que vive talvez nunca experimentasse amor de mãe, de pai, pelo contrário muitas são até violentadas dentro da própria casa. Mas Jesus nos ensinou diferente. Porque tive fome, e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber; era forasteiro e me hospedaste; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitaste; preso, e foste ver-me; então perguntou os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? E com sede, e te demos de beber? E te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O rei, respondendo lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste (Mt 25.35-40).

2.2. Crianças abandonadas
A igreja tem um objeto de estudo específico que é a palavra de Deus, e devem se preocupar com os diferentes problemas da sociedade, pós-moderna. Colocando de forma crítica e reflexiva diante deles, assim, um dos problemas com que se deve preocupar é o número de crianças abandonadas nas ruas, pedindo esmolas nos semáforos, dormindo nas calçadas, debaixo dos viadutos, isso não falando daquelas abandonadas dentro de seus próprios lares, lugar este, que deveria ser um lugar de aconchego familiar, se torna um inferno, cheio de trauma e sofrimento pra muitas crianças indefesas e inocentes, principalmente nas grandes metrópoles e certas regiões do NORTE e NORDESTE. Diz à estatística que o número de crianças abandonadas supera a bem mais de dois milhões de crianças que vivem a mercê das drogas dos estupros e da violência. Acreditamos, porém que a igreja não será indispensável à formação religiosa dessa classe tão carente que além de ser vista por Jesus com um olhar de ternura ainda assim, poderemos livrá-las do grande perigo que esse mundo oferece e fazê-las grandes cidadãos de bem para termos no futuro uma geração mais sólida e mais justa (Mt 19.14).

2.3. Anciãos
A grande preocupação da maioria das pessoas depois de certa idade é com a velhice e com a própria vida. Aumentam o cansaço, as doenças a desilusão, a tristeza, a insônia, a solidão e muitos outros problemas. A maioria depois de ver os filhos criados, cada um com sua vida formada, olham para tudo isso e passa a refletir como o rei Salomão disse. “Assim o atribui que pode ser o escritor de Eclesiastes” muitas vezes pensou e chegou declarar sobre a busca do sentido da vida. A vida vale a pena ser vivida ou ela não passa de uma existência sem sentido que acaba em futilidade. O Pregador propõe uma análise de questionamentos e respostas sobre todo trabalho, riquezas, deleites e prazeres que corremos atrás numa busca constante durante toda a nossa vida (Ec 12.13-14). Agora vem o comentarista dessa lição nos dizendo algo sobre essa classe de pessoas, realmente, a bíblia exorta aos mais novos, a ser submisso aos mais velhos (IPd 5.5). Lá fora, se faz baile da terceira idade, existem também caravanas turísticas da terceira idade, em fim, muito se constrói com a perspectiva dos direitos e deveres dos idosos. No contesto das organizações democráticas esse processo tem sido tratado com uma participação significativa para promover uma aproximação maior entre essa classe de pessoas. Devemos como igreja, não ficarmos indissociável quanto ao trabalho de alcançar essas vidas pra Jesus, dizendo a elas que Deus as amam, e muito elas tem para oferecer ao reino de Deus. (Ec 2.24).

3. OUTROS GRUPOS A SEREM EVANGELIZADOS
Para que tenhamos êxito na evangelização e necessário identificarmos os problemas da sociedade, fazermos um planejamento evangélico, ampliar nossos conhecimentos e deliberar tempo e atenção para que o trabalho de evangelismo tenha sucesso.

3.1. Alcoólatras e dependentes químicos
Algumas igrejas promovem organizações diversas com o fim de tratamento desse tipo de dependência, na realidade é necessário que seja angariado recursos financeiros, realização de reuniões religiosas, (cultos) festividades, esportes, dinâmicas, trabalhos manuais, diálogos e muito cuidado com o dependente químico. Não basta apenas distribuir um folheto ou oferecer uma bíblia ou outro tipo de literatura uma vez que a mente do viciado está inteiramente dependente da droga e isso o faz incapaz de dominar sua mente, ele não consegue pensar em outra coisa que não seja usar a droga que seu organismo pede. Existem programas governamentais e também entidades filantrópicas com a finalidade de tratamento do dependente químico, todas elas são boas, mas nenhuma tem o poder de libertar a alma da pessoa viciada, só o poder do evangelho poderá efetuar uma libertação total e perdoar os pecados cometidos. (IPd I. 3). A participação da igreja é fundamental e vai além de toda organização filantrópica ou governamental, mas infelizmente a maioria das igrejas tem ficado de braços cruzados esperando que outro fizesse. A efetividade, a participação coletiva e os estreitamentos de laços com as vidas têm sido cada vez menos em nossos dias. Esquecemos que Deus nos chamou e a nossa finalidade aqui na terra não é outra a não ser pregar esse evangelho sem discriminação de pessoas, devemos preocupar com vidas (Tg 2.13).

3.2. Encarcerados e ex-presidiários
Também ocorre a importância da evangelização nos presídios. Como foi citado no tópico anterior tudo exige um preparo, em Salmos (50. 23) o salmista expressou, aquele que oferece por sacrifício ações de graças me glorifica; e aquele que bem ordena seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus. Essa salvação tem que ser anunciada também nos presídios, lá aonde existem os maiores criminosos, ladrões e vidas cegas entregues as hostes do diabo, presas duas vezes, pelo pecado e pelos muros de concretos que as distanciam da sociedade por serem pessoas perigosas e infratoras das leis que regem nossa nação, e que o amor de Deus também pode alcançá-las através da pregação do evangelho. Mas, para pregarem a essas pessoas, além do chamado e da coragem e necessário o preparo físico psicológico e espiritual, não adianta só ter vontade, Jesus antes de ser assunto ao céu depois de sua ressurreição, suas últimas instruções aos seus discípulos dizendo-lhes: ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura, (Mc 16.15), o ide é pra todos, más o preparo é fundamental para não corrermos o risco de sairmos envergonhados, é necessário que os homens nos considerem preparados como ministros e despenseiros dos mistérios de Deus.(I Co.4.1).

3.3. A Batalha Contra o Mal
O objetivo de implantar uma evangelização participativa é principalmente alcançar vidas e levá-las a salvação, e isso demanda uma batalha tremenda contra o mal, transformar vidas perdidas entregues ao diabo requer uma batalha constante de oração, jejum, vigilância e uma vida de inteira comunhão com Deus. Isso implica conhecimento da palavra de Deus além de muita paciência e amor às almas perdidas. Esses mecanismos precisam ser urgentes, precisamos como servos de Deus que somos nascidos de Deus e que vencemos o mundo e recebemos a nossa vitória em Cristo que é a nossa fé (I Jo 5.4). Agirmos como Paulo, cheio do Espírito Santo, ao descerem da Selêucia e dali para Chipre e por outros lugares, encontrou um certo judeu mágico, falso profeta, de nome Barjesus, que usado pelo diabo, tentava impedir o procônsul Sérgio Paulo, entender o que Paulo ensinava a respeito de Jesus, todavia Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando os olhos nele disse: Ó filho do diabo cheio de todo engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? (At 13. 10-12). Paulo declarou que a partir daquele momento ele tornaria cego, isso serviu para que o procônsul cresse na mensagem que Paulo pregava, sabemos que a batalha não será tão fácil, o inimigo trabalha de todas as formas para impedir que alguém seja liberto e salvo, pois a missão dele é matar roubar e destruir. Mas aquele que leva a preciosa semente andando e chorando não voltará vazio, mas trará consigo sés molhos! (Sl 126,6).

CONCLUSÃO
Para alcançar os grupos sociais é necessário realizamos análise e procedimentos certos para que eles possam ser alcançados o mais rápido possível, sem perda de tempo, pois os dias são maus, O senhor já cumpriu o seu trabalho, agora está em nossas mãos. O que temos feito?

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Carvalho, Maria Lucia R.D. Escola e Democracia, São Paulo: Epu,1979.

Lucado, Max. Por isso o chamam Salvador, Traduzido por Emirson Justino. - São Paulo: Mundo Cristão, 2014.

Malafaia, Silas. Autoridade Espiritual para profetizar vida. Rio de Janeiro 2012
Editora Central Gospel Ltda.

Bispo: Manoel Ferreira. Editora Betel. 1ª Edição Maio-2016. Rua Carvalho de Souza, 20- Madureira. 21350-180 Rio de Janeiro, RJ

Revista de Escola Bíblica dominical. 3ª Trimestre de 2017 - Ano 27- Nº 104.

Bíblia de Estudos Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada.

COMENTARIOS ADICIONAIS:

Missionária Gidersi Vilar B. Viana - Matrícula: 62497, Conadad, Ministério de Madureira. Curso Básico de Teologia. Graduada: Licenciatura letras e inglês. Pós-graduada: Gestão Pública Escolar.

Um comentário:

Elvis Soares disse...

Que o Senhor nos ajude a cumprir a grande comissão da Igreja, precimos acordar.Deus abençoe o trabalho deste Blog mais uma vez.