13 de julho de 2014

Lição nº 04 - O líder espiritual é comprometido com a oração

LIÇÃO 04 – 27 DE JULHO DE 2014 - EDITORA BETEL
O LÍDER ESPIRITUAL É COMPROMETIDO COM A ORAÇÃO

TEXRO ÁUREO
“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos”. Ef 6.18

VERDADE APLICADA
A oração é o elo da comunicação entre o homem e Deus. Nela dizemos quem somos e o que precisamos, e Ele diz quem é e o que pode fazer.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ø  Relembrar algumas forças contrárias à oração;
Ø  Mostrar que, como rotina, a oração exige disciplina;
Ø  Apresentar o padrão paulino de oração.

TEXTO DE REFERÊNCIA
1Tm 2.1 – Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens.
1Tm 2.2 – Em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito.
1Tm 2.3 – Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,
1Tm 2.4 – O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
1Tm 2.5 – Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

INTRODUÇÃO
É uma verdadeira incisão na alma ouvir um homem conectado a Deus. Quando Jesus falava havia impacto, as pessoas abandonavam o que faziam para segui-lo, ninguém era mais o mesmo após ouvi-lo (Mt 7.29). Mesmo assim, observamos em Jesus uma qualidade invejável em nossos dias, a oração. Mas orar não é fácil, é batalha, exige disciplina. Sempre haverá tribulações para desestimular a frequência de um líder na presença de Deus, por isso, o líder deve ser sábio e perseverar na oração (At 6.4).
A oração é uma das mais antigas práticas da igreja. Não se sabe muito bem sobre como era o culto da Igreja Primitiva, quais práticas litúrgicas ela possuía. Mas sabemos que orar fazia parte do cotidiano da igreja e, talvez, fosse a única finalidade das reuniões dos primeiros cristãos. Logo após se despedirem de Jesus quando foi assunto aos céus após a ressurreição, os apóstolos retornaram do monte das Oliveiras e se reuniram no cenáculo onde “perseveravam em oração e súplicas” (At 1.14) junto com Maria, mãe de Jesus e seus irmãos. Ainda nesses primeiros momentos da igreja, quando foi tomada uma das mais importantes decisões da nascente comunidade dos santos – a substituição de Judas por um outro que se assentaria entre os doze como igual – os apóstolos fizeram da oração o ato central da ocasião (At 1.25). Provavelmente no dia de Pentecostes, ainda que o texto não seja explícito, no momento em que o Espírito Santo selou a igreja vindo sobre eles como o “som de um vento veemente e impetuoso” (At 2.2), eles estavam em oração. Lucas faz questão de mencionar que os primeiros conversos, ao se ajuntarem aos apóstolos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão e nas orações” (At. 2.42), de maneira que das poucas práticas da igreja, a oração estava presente sempre. Logo após Pedro e João serem libertados pelo Sinédrio, ao contarem aos irmãos o que se lhes acontecera, toda a igreja orou apresentando ao Senhor ações de graças de tal forma que o Espírito Santo “moveu o lugar em que estavam reunidos” (At 4.24-31). Quando Pedro foi preso, “a igreja fazia contínua oração por ele a Deus” (At. 12.5). Na noite em que foi tirado da prisão pelo anjo, ele foi à casa de Maria “onde muitos estavam reunidos e oravam” (At. 12.12).

1. ALGUMAS FORÇAS CONTRÁRIAS À ORAÇÃO
A oração é uma prática na vida de todo o bom líder. Os grandes avivalistas do século passado tinham uma coisa em comum em seus discursos, a maneira de orar. Ainda que não se veja um pregador(a) em oração, o auditório sabe muito bem se ele esteve ou não na presença de Deus. Porém, precisamos estar alertas. Porque muitas coisas contrárias se unem para que não estejamos na presença de Deus. Vejamos algumas:

1.1. A ausência de disciplina
Um dos problemas mais comuns que conflitam com a devoção de um líder espiritual é a sua falta de compromisso com a prática da oração. O líder que não costuma inserir essa prática que dá sustentação a sua vida ministerial, em sua rotina, está fadado ao fracasso. Não existe liderança espiritual sem oração (Rm 12.12). Cada um sabe sua melhor hora de rendimento e o momento mais conveniente para se dedicar a oração. Mas, quando se trata de um líder cristão, é importante que oferte os primeiros momentos do dia a Deus, não apenas por serem as primeiras horas, mas sim, porque demonstra dedicação ao Senhor e a seu ministério, Isso se chama disciplina diária (Dn 6.10).

1.2. O ativismo
Muitos líderes se tornam ativistas religiosos. Esse ativismo ocupa tanto a vida do líder em resolver as questões da “obra do Senhor” que não sobra energia ao líder para o “Senhor da Obra”. Naturalmente são tantos os compromissos de reuniões, aconselhamentos, visitas e agendas, que o cansaço o impede de cumprir seu devocional. É preciso um programa previamente elaborado para a pratica da devoção pessoal (1Tm 4.16), aqueles momentos que são obrigação de todo o líder cristão, leitura da bíblia, oração, jejum, etc. Uma solução simples seria dividir responsabilidades com outras pessoas, delegar autoridade, e não centralizar as coisas tanto em si. Nem Jesus trabalhou sozinho (Lc 10.1). Custa entender isso?
Uma das funções da liderança espiritual e justamente a oração. Quando os afazeres do líder o impedem de orar, é ora de parar e repensar toda a estrutura. Foi o que os apóstolos fizeram nos primeiros dias da igreja. Em Atos 6 eles convocaram a “multidão dos discípulos” para avaliarem a direção que a sua liderança estava tomando. Os apóstolos abriram mão de exercer influência sobre a comunidade através do ministério do serviço social – o que em qualquer tempo gera bom capital político – porque não poderiam acumular essa função com a de líderes espirituais para a qual foram chamados. Eles se eximiram até mesmo de escolher quem exerceria essa função, delegando aos discípulos a responsabilidade de escolherem entre ele os “varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” que se encarregariam desse “importante negócio” (At. 6.3) para que eles se dedicassem a oração e ao ministério da palavra. Toda a estrutura da igreja foi revista tendo em vista a oração de sua liderança.     
1.3. Prepotência e impaciência
Outro grande empecilho à oração é a prepotência. É comum que um líder, depois de conquistar a confiança da igreja ou equipe, passe a apoiar-se em seu carisma pessoal, em sua unção inicial e vá “empurrando com a barriga” o seu dia a dia. Crer que aparentemente tudo vai bem por causa da sua aceitação na organização é prepotência. Por outro lado, na vida ministerial, existem momentos de esterilidade pelo qual todos passam; e o costume de ver tudo realizar-se rapidamente em nossos dias contribui muito para que um líder não tenha paciência para estar só e quieto diante de Deus por um tempo de oração (Mc 6.46).
Um líder nada mais é que um servo. E como todo o bom servo, ele deve buscar instruções de seu Senhor. Quando um líder cristão sai da condição de servo, pode estar incorrendo em um grande risco, o de tornar-se herege. A dependência está conectada a humildade, e esta, à obediência. Ao observar a derrota dos exércitos de Josué para a insignificante cidade de “Ai”, vamos concluir que o excesso de confiança e a ausência de oração se uniram e conduziram Josué a perder a batalha mais ganha de sua vida (Js 7.1-13).
A primeira oração registrada da igreja é justamente a que foi feita tendo em vista a substituição de Judas, a primeira decisão do colegiado apostólico sem que Jesus estivesse presente. Dada a importância dessa decisão – ela influiria nos destinos de toda a igreja porque o substituto seria testemunha com os demais da ressurreição de Jesus, logo seria fiador da promessa da fé – essa oração reproduzida em Atos 1.24-25, acaba por ser modelo de oração de líderes. Primeiro porque não é pessoal. Pedro ao apresentar a proposta da substituição, baseia-se na escritura e tem em vista o bem da comunidade da igreja como um todo, ele não está preocupado consigo mesmo. Do contrário jamais buscaria eleger mais um para repartir sua autoridade. Em segundo lugar, não é uma oração sem propósito. Os apóstolos sabiam bem qual deveria ser o perfil de um dos doze – alguém que “conviveu” com eles e com o próprio Jesus. O líder apresenta em suas orações os problemas, as opções, ele está consciente do contexto da obra. Depois, as palavras pronunciadas nesta primeira oração dos apóstolos ensinam a todos os líderes como buscar de Deus as soluções para a obra: “Tu, conhecedor do coração de todos, mostra...” A liderança espiritual reconhece que Deus é aquele que tem o melhor caminho para a sua igreja e é Ele quem deve apontá-lo. Orar é buscar a vontade, a direção do Senhor.

2. O GRANDE CONFLITO
Estamos envolvidos em um conflito de forças que vão além das pessoas. Embora cada qual seja responsável por suas atitudes, há, porém, forças que um líder espiritual deve enfrentar para o estabelecimento do reino de Deus. Tais forças nem sempre são compreendidas e quase sempre negadas, mas fazem parte do combate de um líder cristão. A luta não é contra a carne nem sangue, ou seja, contra as forças do mundo físico (Ef 6.12).

2.1. Lutando contra as hostes espirituais
Sabemos que a proposta do evangelho é antagônica ao sistema mundano; nós não lutamos contra as pessoas, porém lutamos contra a má influência que nelas está. Mas, como vencer um inimigo invisível? Ou nos tornamos invisíveis como ele, ou entramos em seu mundo. A única maneira de vencer um bom adversário é conhecendo seus pontos vulneráveis e que tipo de armas utiliza na batalha (Mc 3.27). Mas, como fazer isso se a batalha não é carnal? A resposta é: entra na mesma dimensão em que ele está, conhecer seu mundo e sua esfera de ação. Saber se realmente estamos preparados ou não. Paulo descreve nossos inimigos invisíveis como principados, potestades, dominadores, hostes da maldade, eles são a força que controla as esferas de poder (Ef 6.12). São agentes invisíveis com ações visíveis em nosso mundo, é contra eles que consiste a luta da Igreja Cristã.
Paulo tinha consciência que estava lutando contra um sistema controlado pelas forças das trevas, e essas forças convergiriam contra a igreja, perseguindo-a e tentando anulá-la. Ao compreender como agiam e de onde o mal procedia, ele decidiu ser combativo, dedicou-se a influenciar a igreja e demais obreiros, abrindo seus olhos para que se equipassem, e assim com ele, combatessem esse inimigo invisível e real (Ef 6.10-18).

2.2.  A preparação de cada dia
Antes de todo o combate, faz-se necessário uma preparação para ele. Ninguém em são juízo enfrenta um adversário sem o devido preparo (Lc 14.31-32). Existem dias calmos, dias intensos, e o dia que o Apóstolo Paulo denominou como: “O dia mau”, e para todos esses devemos nos preparar antecipadamente (Ef 6.13). Qualquer pessoa e, principalmente, um líder, deve estar pronto para resistir em todo o tempo. Embora Paulo use a expressão “dia”, ele não estava falando de um dia de 24 horas, e sim, de acontecimentos surpreendentes como: tentações, luto, divisões, guerra, rebeliões, impiedade, etc. Tragédias são inevitáveis, todavia, estar preparado é uma recomendação bíblica: “Tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau” (Ef 6.13).
É interessante notar que depois de Paulo descrever a armadura espiritual do cristão para que ele possa resistir “as astutas ciladas do diabo”, ele exorta a orar em todo o tempo, como se fosse a oração o próprio combate a ser combatido com as armas espirituais (Ef 6.18). Não é somente orar, vigiar em oração. O soldado, após estar armado e tendo sido treinado, se vacilar em combate, põe a perder todo seu esforço e seu investimento. A oração aqui é colocada como a finalidade de toda essa preparação: “vigiando nosso com toda a perseverança”.

2.3. Dois pontos de convergência da oração
O Senhor Jesus orientou seus discípulos que orassem a Deus para que enviasse ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37-38). De outro modo, Paulo insistiu que Timóteo juntamente com a igreja utilizasse todo o tipo de modalidade de intercessão pelas autoridades (1Tm 2.1-2). Paulo fala da prática de súplicas, orações, intercessões e ações de graça, por todos  os homens e em favor dos reis e demais autoridades. As finalidades são para que os crentes em Jesus tenham uma vida quieta e sossegada (Jr 29.7); bem como, eles sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Esses são os dois pontos de convergência da oração, os quais envolvem líderes cristãos e seculares.
Nos dias de Paulo, o maior obstáculo ao evangelho de Cristo era o sistema pagão, o governo despótico romano e a própria adoração requerida por ele. Os únicos isentos da adoração a César eram os judeus. Porém, quando os cristãos vieram a crescer e a destacar-se por todo o império, isso se tornou um sério problema: perseguição, julgamento, mortes, etc. Como Paulo era um líder de grande discernimento espiritual sabia que, por trás do Império Romano, havia forças que a influenciavam e controlavam. Ele fala de seres espirituais e os chama de governantes desse mundo tenebroso.

3. ESTABELECENDO UM PADRÃO DE ORAÇÃO
O estabelecido padrão paulino de oração na carta aos Efésios (Ef 6.18), diz respeito ao tempo de oração a ser dedicado, a intensidade e à abrangência com ações de graça. Trata-se de um padrão conciso, sem rodeios e eficaz. Uma vez adotado, pessoal e coletivamente, trará grandes e duradouros resultados.

3.1. O tempo de oração – “Orando em todo o tempo”
É fácil entender o que a Bíblia nos ordena, orai sem cessar. Mas a oração foi difícil até mesmo para Jesus. Quantas vezes Ele tentou orar com seus discípulos, mas eles sempre deixavam a desejar (Mt 26.40). Marcos narra um fato interessante onde os discípulos trabalharam sem sucesso para expulsar um demônio, e ao interrogaram a Jesus Ele lhes expôs a ausência da oração e jejum, como motivo do fracasso nos confrontos do mundo espiritual (Mc 9.28-29). A oração não dá IBOPE, ela é solitária e um período de batalhas, é secreta e, é investimento em longo prazo. Contudo, há um segredo em orar. Jesus orava sempre ao amanhecer mas, quando saía a campo, com apenas uma palavra, curava enfermos, libertava pessoas oprimidas, ressuscitava mortos, dava vista aos cegos. Devemos observar que os discípulos nunca pediram par Jesus lhes ensinar a fazer maravilhas, mas a orar pediram (Lc 11.1). Eles compreenderam que quem é disciplinado em orar não perde o dia tentando resolver com a razão aquilo que só no espírito se vê.

3.2. A intensidade da oração – “Com toda a oração e súplicas”
Intensidade não tem nada a ver com a posição da oração que está sendo feita. Intensidade diz respeito ao fervor, à animação e à intimidade com que se ora (Gl 4.6; Mc 14.36a). Essa intensidade deve proceder do íntimo do nosso ser, João Bunyan disse certa vez: “Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração”. A intensidade varia de acordo com a necessidade pelo que se está orando. As nossas palavras devem ser harmônicas com o nosso sentimento. Assim, tal sentimento deve ser demonstrado simultaneamente com as palavras, seja tanto em público quanto em particular. Todavia, há orações que são verdadeiros júbilos, dessa feita, tornam-se orações alegres de vitória. É importante que nunca falte ações de graça nas orações.

3.3.  Vigiando na intercessão, na oração – “por todos os santos”
A oração de um líder nunca é pessoal, sempre está voltada para aqueles a quem presta serviço. Uma vida de oração pede que, em dado momento, nos anulemos (Ef 3.13-14) e venhamos lutar por quem milita, por quem administra, preside, e por todos que são contados como autoridades (1Tm 2.2). Na verdade, não falta motivos para orarmos. O líder dedicado jamais deixará fora de sua agenda de oração: sua família, os componentes da organização ou departamento que lidera, os necessitados e os aflitos. Como o Sumo Sacerdote, leva o povo a Deus e traz Deus ao povo, o líder deve sempre entender que foi constituído como uma ponte entre o povo e Deus.
O Espírito Santo atua maravilhosamente quando se decide viver pela fé. Ele tanto transforma as nossas débeis orações em poderosas súplicas quanto usa o nosso espírito (Rm 8.26), colocando-o na brecha da oração para determinado proposito. Assim podemos orar em todo o tempo.
CONCLUSÃO
As forças contrárias à oração precisam ser anuladas, antes que anulem a nossa atuação no Reino. Devemos superar o obstáculo do ativismo que gera cansaço, distração e fraqueza, e também a falta de programa preventivamente estabelecido que sirva de direção. Uma vez superados esses entraves, mantenhamos um padrão de oração (1Ts 5.17) para o nosso próprio crescimento espiritual.

QUESTIONÁRIO
1. Cite uma das forças contrárias à oração.
R. Falta de programa; ativismo; prepotência e impaciência.    
2. Do que o líder precisa para vencer o ativismo?
R. Um programa previamente elaborado para a prática da devoção pessoal (1Tm 4.16).
3. A proposta do evangelho é antagônica a que?
R. Ao sistema mundano.
4. Quais são os dois pontos de convergência da oração?
R. Orar por causa da necessidade de líderes cristãos e pelos líderes seculares.
5. Para quem está voltada às orações de um líder?
R. Àqueles a quem presta serviço.

Comentários adicionais:


Presbítero Herivelton Paiano Nascimento

14 de maio de 2014

Homenagem ao Dia das Mães

A Escola Bíblica Dominical homenageia às Mamães pelo seu dia oferecendo um café especial às 8h 30 da manhã. Parabéns a todas as Mamães pelo seu dia!!!!!





Veja mais fotos na página: "Imagens dia das mães"

25 de março de 2014

Lição 01 - O perfil bíblico de um líder

LIÇÃO 01 – 06 DE JULHO DE 2014 - EDITORA BETEL
O PERFIL BÍBLICO DE UM LÍDER

TEXTO ÁUREO
“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e, por meio de nós, manifesta, em todo lugar o cheiro do seu conhecimento”. 2Co 2.14

VERDADE APLICADA
A capacidade de liderar é dada por Deus, Preparar-se é um dever de todo aquele que lidera.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 Mostrar que um líder é aquele que se relaciona em três dimensões distintas;
 Apresentar o impacto causado por um líder nessas três dimensões;
 Demonstrar as qualidades pessoais indispensáveis de um líder.

TEXTOS DE REFERÊNCIAS
1Sm 17.48 - E sucedeu que, levantando-se o filisteu, e indo encontrar-se com Davi, apresentou-se Davi, e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu.
1Sm 17.49 – E Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa, e a pedra se lhe encravou na testa, e caiu sobre o seu rosto em terra.
1Sm 17.50 – Assim Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou; sem que Davi tivesse uma espada na mão.
1Sm 17.51 – Por isso correu Davi, e pôs-se em pé sobre o filisteu, e tomou a sua espada, e tirou-a da bainha, e o matou, e lhe cortou com ela a cabeça; vendo então os filisteus, que o seu herói era morto, fugiram.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos sobre a liderança e o que é necessário para entendê-la e praticá-la. Nesta lição, falaremos biblicamente sobre o perfil geral de um líder. Há pelo menos três dimensões de vínculo relacionais que tornam uma pessoa líder em alguma coisa. O líder se relaciona com pessoas, com a organização e consigo. Vejamos de maneira concisa e prática como essas dimensões se desenvolvem.

Um bom líder é alguém que vê as necessidades das outras pessoas. Está sensível para com elas. Ele procura, na maneira do possível, ajudá-las a superar os seus obstáculos, é alguém que demonstra um amor genuíno, como um amor de pai para filho. Afinal de contas, eles são o rebanho que Deus lhe confiou nas mãos e um dia prestará contas disso. Deve ser possuidor de caráter e ser digno de confiança. Para Jesus, liderar era reproduzir nos seus seguidores o seu próprio caráter. Por esta razão, Ele disse: Aprendei de mim(Mt. 11:29). Aquilo que a gente aprende com o líder, é um registro que levamos para o resto da vida. É bom lembrar que conhecimento é informação compartilhada. O líder deve viver ensinando e ensinar vivendo (Mt 4:23;5:2;9:35; 11:1).

1. O LÍDER EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS
A palavra líder procede do inglês (leader) que tem, como significado, aquele que pastoreia, isto é, um pastor ou aquele que lidera. Dessa maneira, um líder é alguém que guia ou conduz pessoas a algum lugar para realização de um propósito (Jo 10.3-4). O líder é aquele que sabe para onde vai. Daí se pressupõe que um líder é alguém que sabe o que está fazendo, principalmente quando diz respeito ao bem estar das pessoas.

1.1.   Um líder inspira através do seu exemplo
Quer aceitemos ou não, somos influenciados uns pelos outros. Influenciar exige esforço, boas ideias e muitos riscos. Na verdade, ninguém deseja seguir as ideias de um derrotado. Por isso, líderes precisam ser inspiradores, ter ousadia e, acima de tudo, coragem. Davi foi o primeiro homem a derrotar um gigante em sua geração. Sua coragem e ousadia inspiraram o tremente e acovardado exército de Saul (1Sm 17.11). O que fez Saul? Nada. Davi tinha unção, Saul também, mas unção sem atitude não forma um líder. Um líder é diferente de um chefe. Enquanto um dá as ordens, o outro inspira e motiva através de seu exemplo (1Pe 5.2). Influenciar o outro exige esforço, porque, na vida, tudo o que pode conduzir à vitória, requer empenho e dedicação, o que é dignificante (Jo 15.13).

Por que existem recordes? Recordes existem para serem quebrados. Porque alguém sempre inspira alguém a vencer obstáculos. Porque quando as coisas acontecem com facilidade, sem luta, sem batalha, sem envolvimento, há a tendência de não darmos o devido valor. A Bíblia ensina que a operação de influenciar as pessoas é função do Espírito Santo (Jo 16.8), mas “Ele não fará nada” se não estivermos dispostos a cooperar em nossa parte.

Ser líder não deve ser tomado como uma honra e sim como uma oportunidade de servir a Deus, servir a Deus, é motivo de honra, porém não se pode servir a Deus sem servir aos homens. Antes de ser um líder entre os homens você precisa ser um humilde servo diante de Deus. Uma característica indispensável ao líder é a honestidade. As palavras de um líder devem ser sinceras, pois suas atitudes e ações deve inspirar confiança aos seus liderados. pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens”. 2Coríntios 8:21.

1.2. O líder influencia na tomada de decisões
Tomar decisões acertadas envolve conhecimentos, experiência, coragem, riscos, perdas ou vitórias. Um líder é uma pessoa decidida, proativa, firme e imparcial na tomada de decisões com relação a um grupo, família, igreja, etc. Nada é corrigido sem liderança (1Co 4.17). Quando algo está errado, é para ser tratado e corrigido. É preciso ter coragem para confrontar e isso, até mesmo na família. A postura de liderança de Davi foi decisiva para trazer vitória aos hebreus. E, depois que derrotou o primeiro gigante, outros foram inspirados a fazê-lo. Não importa a condição que exista, em qualquer situação, nada muda sem liderança. Reclamar não muda a situação, liderar sim! (1Sm 17.39-40;45-46).

Um líder tem de ser um homem íntegro e possuir coragem e firmeza diante de situações difíceis. Tem que possuir caráter reto e integridade de princípios morais. Ele precisa conhecer e defender o que é justo, mesmo em face da desaprovação popular. Só então é que ele terá a força interior que inspira outros a segui-lo com confiança.  

1.3.   Um líder conduz seu povo ao cumprimento de metas
Todo líder deve ter visão (Gn 13.14), sem visão ninguém chega a lugar algum. Porque a visão nos leva a um destino, e, líder sem alvo é povo sem destino. Ser líder é ter essa chama acesa e contagiar outros através dela. A alegria de um líder são os seus liderados, e o destino dos liderados dependem da visão do líder (Nm 14.6-8). Que triste seria desperdiçar uma vida inteira sem descobrir o propósito pelo qual fomos criados. No relacionamento com pessoas o líder é alguém que exerce um papel especial para incentivar seus liderados a alcançarem suas metas (Sl 77.20). Apesar de estarmos falando no perfil geral da liderança, não estamos esquecidos de que, no Reino de Deus, todo líder tem o compromisso de ser um servo, logo uma característica indispensável no líder cristão é a humildade. Essa é a maior virtude de um líder: ser servo (Jo 13.14-17).

Um líder solitário nada poderá construir, mas ao agregar qualidade a um grupo e trazer ânimo a seus liderados, tudo se torna mais fácil, até mesmo, os alvos mais impossíveis se cumprirão em tempo recorde. (Exemplo Bíblico: Neemias).

O líder que coloca Deus em primeiro lugar em sua vida e é leal ao seu empregador, demonstra que tem verdadeiro interesse pelos outros. Seu altruísmo fará com que ele trate dignamente aqueles que trabalham com ele. Ele procurará a melhoria pessoal de cada um, e colocará o bem-estar dos seus empregados acima do seu próprio. Eles, por sua vez, responderão com trabalho qualitativo e quantitativamente melhor e se sentirão entusiasmados para alcançar seus objetivos.

2. O LÍDER EM RELAÇÃO À ORGANIZAÇÃO
Uma organização se refere a um grupo de pessoas, uma instituição ou órgãos que sirvam a determinados interesses. A isso incluímos à igreja local, evidentemente (1Co 12.14-20). Um líder, em relação a uma organização, é alguém que pode atuar de diferentes maneiras, pois devemos reconhecer que existem qualidades que caracterizam bons líderes.
O papel do líder na organização é imprescindível, uma vez que se faz necessário que a igreja ou outros órgãos tenha um caminho a percorrer em busca de objetivos satisfatórios. Portanto, o líder faz a integração dos liderados na execução dos seus trabalhos, buscam soluções através de uma aprendizagem mais consistente, que se aproxima da realidade da organização. Mas para isso é preciso saber como manter um relacionamento equilibrado com seus liderados, de modo a impulsioná-los para frente.

2.1. Bons líderes organizam
Os líderes não existem para manter as coisas, a função de um líder é sempre melhorá-las. Bons líderes tomam decisões que produzem crescimento e qualidade, mesmo que isso não agrade a muitos. Agradar a Deus nem sempre é agradar ao povo. Casa que não tem liderança vira bagunça! Observe o conselho de Paulo ao jovem pastor Tito: “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei” (Tt 1.5). Tito não estava em Creta, para realizar cultos, ele foi enviado para “colocar as coisas em ordem”. Sem liderança nada será corrigido.

O fracasso ou o sucesso de uma organização são resultados de uma liderança. Não devemos jamais colocar a culpa nas pessoas se somos nós quem a lideramos. O sucesso de um líder não é brilhar, mas trazer luz onde havia trevas. Disse John C. Maxwell: “a pessoa bem-sucedida é aquela que pega a água fria jogada em seus planos, aquece-a com entusiasmo e produz o vapor que ajuda a seguir adiante”.

2.2. Bons líderes administram
Administrar é exercer autoridade de acordo com as regras, mas também significa servir alguém ou ainda gerir. Uma palavra muito comum para referir-se à administração no grego do Novo Testamento é “oikonomia”. Essa palavra faz parte do vocabulário do português na forma de “economia”. Mas “oikonomia” é formada por duas palavras “oikos” que significa casa e “nomos” que significa regra, princípio e normas. Logo, Economia refere-se à administração de um lar ou dos afazeres de um lar. Líderes são pessoas que cuidam de administrar a casa de Deus com todos os recursos a eles confiados. Para que alguém possa ser recomendado como um líder na casa de Deus deve dar provas na sua administração doméstica. Caso ele não prove ser bom administrador do seu lar, fica a pergunta: “pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (1Tm 3.4-5; Tt 1.6-7).

2.3. Bons líderes trabalham com propósitos e unidade
Resultados não acontecem sem planejamento, sem trabalhos, ou sem foco. Um líder deve estabelecer metas a curto, médio e longo prazo para ser bem sucedido (Lc 14.28). Sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. O êxito de um líder é o êxito de sua equipe de liderados que cooperam com ele. Mas, para que isso aconteça, todos devem falar uma mesma língua e focalizar um mesmo objetivo. Podemos considerar a torre de Babel como um grande trabalho de equipe (Gn 11.1-4). Embora seus desígnios fossem maus perante Deus, o próprio Deus considerou que a unidade é produtiva. E disse o Senhor: “Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer” (Gn 11.6).

O grande afã de um líder é trabalhar para alcançar resultados através de sua equipe de liderados, o que exige unidade (Sl 133). Vejamos como exemplo o conselho de Jetro (Ex 18.17-26).

3. O LÍDER EM RELAÇÃO A SI MESMO
Vimos acima que um líder é alguém que se relaciona com pessoas e com coisas (administrativas). Agora, porém, veremos que os relacionamentos chegam a uma dimensão intrapessoal. E quem sabe, seja esse o principal requisito, visto que envolve o possuir de uma imagem e a relação do equilíbrio consigo (Rm 14.7).

3.1 Um líder deve ser fiel à visão recebida (1Co 11.23ª)
Um líder deve fiel a visão recebida. A visão é sua respiração, é quem o motiva a acordar mais cedo, ela é seu destino. Os líderes são possuídos pelo futuro, pelo senso de direção, eles não vivem só o presente. O que dizia Jesus? Meu reino não é deste mundo. Ele estava aqui, seu pensamento e alvo não. Até hoje, muitos não compreendem porque Paulo e Silas cantavam enquanto eram chicoteados. Eles tiveram uma visão do futuro, viviam e respiravam através dela, sabiam que havia algo tão maravilhoso que o viver aqui lhes era de pouca importância (Fp 1.21). É lastimável quando vemos pessoas morrendo por coisas efêmeras, porque jamais tiveram um vislumbre das coisas eternas (2Co 12.1-4).

A autêntica visão envolve também o atender de uma vocação e aptidão para realização de um propósito específico através de seus meios próprios. Ninguém no Reino de Deus pode ficar sem uma visão. Há pessoas que recebem uma visão para levá-los a efeitos, outros devem abraçar a visão de seus líderes, tomando-a como sendo deles mesmos, visto que ninguém deve ficar parado ou como “peso morto” na Casa de Deus.

O segredo do sucesso de um líder espiritual está relacionado pela visão que ele possui. Toda liderança começa a partir da visão.  Possuir uma visão é saber, de forma clara, o que deseja que seu grupo seja ou faça. A partir dessa imagem clara que se tem, começa o planejamento, a fim de que isso se torne realidade. A visão é base de sustentação de todo ato de liderança. Sem visão não pode haver uma missão adequada. Deus deu a Noé a visão de uma arca, e ele a construiu. Deus deu a Abraão a visão de uma cidade, e ele a buscou. Deus deu a Neemias a visão de um muro, e ele o levantou. Deus deu a Paulo a visão de ser o apóstolo dos gentios e ele cobriu a terra com a mensagem de Cristo.

3.2. Um bom líder busca seu próprio crescimento
Alguém que se considera vocacionado para uma determinada liderança deverá se preparar para seu exercício, ou caso já exerça, deverá buscar a cada dia, o crescimento (2Pe 1.5). Isso inclui investimento, tempo, aprendizado, erros e acertos. Lembremos o exemplo de Davi, que cresceu e tornou-se popular ao derrotar a Golias, depois se tornou oficial do exército de Saul e continuou crescendo mesmo numa caverna escura, onde encontrou forças para liderar um bando de homens endividados e amargurados de espírito, transformando-os em grandes heróis (1Sm 22.2). Davi cresceu mais, e foi crescendo até tornar-se rei de todo o Israel. Vemos em Davi, um homem de contínuo crescimento. Todavia, ele jamais foi um homem obcecado pelo poder.

Veja as Palavras de Jesus, O maior de todos os líderes - “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11.29). O grande desafio para qualquer líder é continuar crescendo, mesmo depois de ter alcançado um nível de respeitabilidade considerável. O  crescimento determina quem você é. E Quem você é, determina quem você atrai, e quem você atrai, determina o sucesso de seu ministério. Todo líder que deseja que seu ministério continue crescendo, têm que manter-se educável. Observe o que disse Ray Kroc: “Enquanto você estiver verde, estará crescendo. Quem para de crescer, é porque já se acha maduro demais. Agora, a tendência é apodrecer... Para continuar crescendo, é preciso desistir do orgulho e manter-se aberto para aprender sempre. Newton, o homem que descobriu a lei da gravidade, disse: “O grande oceano da verdade continua inteiramente desconhecido diante de mim”. É necessária uma atitude humilde, que cria condições para receber o conhecimento e a capacidade que levam ao sucesso. “Quem pensa que sabe tudo, ainda não sabe como convém saber” (C.RA. Filho).

3.3. Um bom líder possui satisfação pessoal
Como pode uma pessoa que vive em conflito consigo mesma liderar a outros? As pessoas querem seguir quem lhes tragas soluções e não problemas. Quem tem uma imagem de si mesmo desiquilibrada e ou sentimentos negativos de mágoas, vingança, etc., terá dificuldades de influenciar outros e permanecer liderando. Você consegue pensar em algum líder que não tenha autoestima, que não seja entusiasmado? É muito difícil não é? Assim, quem lidera deve ser uma pessoa que se ame, ame imensamente o ser humano, e que se satisfaça em conduzi-lo também a satisfação. Pense em como Davi transformou muitos fugitivos, desacreditados, amargurados em heróis (1Sm 22.2). Davi era um perito soldado, mas descobriu homens valorosos e com capacidade de guerra muito acima das que ele mesmo possuía. Davi soube honrá-los, soube ser generosos para com eles, e tantos outros que jamais saberemos seus nomes. Daí se conclui facilmente que a satisfação de um líder é a satisfação simultânea de seus liderados, visto que trabalham para uma mesma meta em comum.

CONCLUSÃO
Biblicamente, por princípio Divino, toda a liderança procede de Deus (Rm 13.1). Esteja Deus onde estiver, seja igreja ou empresa, etc., a liderança deve ser uma forma de pôr, em movimentos, os dons recebidos de Deus. Tais dons e aptidões devem servir para que outros possam atingir seus objetivos, a fim de glorificar a Cristo Jesus.

Se você anda “à procura da excelência”, no que se refere ao desenvolvimento das suas aptidões de liderança, olhe bem de perto para Jesus Cristo, — O maior líder que de todos os tempos. Nenhum de nós pode se igualar ao Bom Pastor, mas podemos aprender, através de seu exemplo, a cuidar melhor do nosso rebanho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Português. Bíblia Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
CYRILJ. Barber. NEEMIAS e a dinâmica da liderança eficaz. São Paulo: Editora Vida, 2005.
GONÇALVES. Josué. 37 Qualidades do Líder. São Paulo: Editora: Mensagens Para Todos.
IBETEL.  Liderança Geral e Cristã. São Paulo
Revista do professor: Jovens e Adultos. Liderança cristã. Rio de Janeiro: Editora Betel - 3º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 92. Lição 01.


Dc. Ancelmo Barros de Carvalho.  Email: ancelmobarros@gmail.com

17 de março de 2014

Tema da Lição do 2º Trimestre de 2014

O PRÓXIMO TEMA DA REVISTA BETEL,JOVENS E ADULTOS,SERÁ:


"ENFERMIDADES DA ALMA"
Para conhecer os temas das 13 lições, favor clicar na página "Lições Bíblicas".

27 de dezembro de 2013

Confraternização da Classe Sarah 2013

A classe Sarah realizou no último dia 21/12/2013, na casa da aluna Rosa Maria, sua confraternização de fim de ano. O Evento foi marcado com muita alegria e descontração.

  Veja mais fotos na página da Classe Sarah

Confraternização dos Jovens 2013

O grupo de jovens realizou sua confraternização no último dia 21/12/2013 com grande estilo. O tema deste ano foi: "Oscar Mocidade Filadélfia 2013" e teve desfile com premiação para todos os jovens. 

Veja mais fotos na página: Classe Nova Vida

Como identificar e refutar as seitas e heresias - Lição e comentários adicionais


Texto Áureo

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, segundo os seus próprios desejos” (2Tm 4.3).

Verdade Aplicada

O cristão deve saber identificar os falsos mestres e seus ensi­nos, para não ser enganado ou até mesmo desviado da verda­deira palavra de Deus.

Objetivos da Lição

01) Ensinar a definição de seitas e heresias;

02) Apresentar as principais ca­racterísticas dos falsos ensinos;

03) Mostrar como combater, à luz da Bíblia, as doutrinas dissimu­ladas.

Textos de Referência

2Tm 4.1 Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino;

2Tm 4.2 prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admo­esta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.

2Tm 4.3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutri­na; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, se­gundo os seus próprios desejos,

2Tm 4.4 e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

2Tm 4.5 Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cum­pre o teu ministério.

INTRODUÇÃO:

Como educadores cristãos caberão a nós, durante este primeiro trimestre de 2014, a responsabilidade de admoestar e alertar nossos alunos quanto ao perigo que as religiões, seitas, heresias e seus modismos doutrinários tem se apresentado entre nós (1 Tm 4.1; Mt 24.24). Esta série de 13 lições bíblicas servirá, também, para sinalizar a nós, cristãos, que o sentimento religioso é um dos mais insofismáveis indícios da existência de Deus e mostrar que o homem se tornou um “animal religioso”. A expulsão do primeiro casal do Éden dá inicio a uma longa caminhada do homem em busca de um relacionamento com Deus (mesmo que pôr caminhos estranhos). Não se estranhe, mas é pôr intermédio das mais diversas religiões e seitas, que o ser humano está procurando o “elo”, que no Éden, ligava ao seu Criador. Isto nos quer dizer que Deus está vivo, e a humanidade anela pôr sua companhia. Davi, o salmista, externou sua inquietação religiosa dizendo: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma pôr ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42.1,2). “O meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo” (Sl 84.2). Anelando pôr Deus, e não sabendo como encontrá-Lo, o homem é capaz de inúmeras loucuras: idolatrar as forças da natureza; fabricar deuses de madeira, pedra, prata ou ouro; sacrificar-se ritualmente; e até cultuar os demônios. A necessidade de conhecermos as “religiões, suas seitas e suas heresias” se impõe porque o surgimento delas é parte inseparável do cumprimento das profecias a ter lugar nestes dias que antecedem o arrebatamento da Igreja.

O cristão deve estar atento a cerca de inovações, modismos, novas unções, novas revelações sem qualquer fundamentação bíblica, e também deve ter cuidado com a interpretação equivocada da Palavra de Deus, pois aí estão as fontes de muitas heresias.

Devemos redobrar nossos cuidados, pois algumas inovações, modismos e desvios doutrinários contemporâneos em seus variados aspectos e nuanças tem se apresentado de forma sorrateira, disfarçada e até subliminar confundido a mente e minando a resistência daqueles que seguem a doutrina de Cristo, dos apóstolos e da verdadeira adoração a Deus. Infelizmente, muitos cristãos e até mesmo nossas igrejas vêm se deixando contaminar por estas inovações e modismos doutrinários os quais abrangem os mais diversos nomes: pensamento positivo, triunfalismo, maldição hereditária, teologia da prosperidade, regressão psicológica, filosofia holística, teologia liberal, etc.

1. identificando as seitas e heresias

Estes termos são definidos pelo Dicionário Aurélio do seguinte modo: “Seita – doutrina ou sistema que diverge da opinião geral”; “Heresia – doutrina contraria ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé”. No grego bíblico (ou koiné), é empregada a palavra “hairesis” com dois sentidos principais: Seita – no sentido de facção ou partido, um corpo de partidários de determinadas doutrinas (At 5.17; 24.5; 26.5; 28.22); e a opinião contraria a doutrina prevalecente, de cujo ponto de vista é considerada Heresia (2Pe 2.1).

Os professores precisam estar atentos às muitas definições de termos utilizados na Bíblia Sagrada por dicionários das línguas modernas, pois diferente do que se crê, nem sempre conseguem expor o real significado de expressões da Bíblia. O ideal é recorrer ao uso do termo nos dias em que o texto bíblico foi produzido; por essa razão, é importante utilizar um dicionário bíblico. A palavra grega “hairesis” é um exemplo. No livro de Atos dos Apóstolos, onde estão seis dos nove exemplos registrados no Novo Testamento, refere-se aos partidos dos fariseus e dos sacudeus como grupos dentro da comunidade judaica (At 5.17; 15.5; 26.5). Outro exemplo do emprego da palavra “hairesis”, é que, do ponto de vista judaico, os cristãos também são descritos como “sendo” membros de uma “hairesis” (At 24.5; 24.14; 28.22). É baseado nestes textos que outros credos utilizando a palavra de Deus de forma equivocada e fora do contexto; tentam utilizar estes versículos contra o próprio cristianismo. Daí a importância de entender que, até na Bíblia, o termo seita foi empregado no sentido genérico, surgindo a natureza particular e não autorizada de um grupo ou partido. Assim, qualquer credo pode utilizar estes termos em relação a outras confissões por se tratar de um termo comum.

Como identificar uma religião, seita ou heresia?

1 - Religiões: Antes de verificar como identificar cada religião é importante saber que existe: Religiões Monoteístas, que admitem a existência de um único Deus, como o Islamismo, Judaísmo e Cristianismo; Religiões Politeístas, que admitem a existência de mais de uma divindade suprema, como o Budismo, Mormonismo, Confucionismo, Zoroastrismo, Hinduísmo, Bramanismo, Taoísmo, Xintoísmo, e; Religiões Fetichistas, que consistem no culto às forças da natureza e na adoração de ídolos, como paganismo, correntes filosóficas, e etc. De um modo geral, é simples identificar uma religião, principalmente as monoteístas, pois toda grande religião precisa ter: a) Um Profeta, b) Um Deus ou deuses (se for politeísta) e, c) Um livro sagrado. Exemplos: Islamismo (Profeta: Maomé, Deus: Allah, Livro Sagrado: Alcorão); Judaísmo (Profeta: Moisés; Deus: Iavé; Livro Sagrado: A Bíblia – Antigo Testamento); Cristianismo (Profeta: Jesus Cristo, Deus: Deus criador dos céus e da terra, Livro Sagrado: A Bíblia – Antigo e Novo Testamento); e assim por diante.

2 - Seitas: De um modo geral, também não é difícil identificar uma seita. O termo sem conotação pejorativa, nada mais é do que, denominações ou facções dentro das grandes religiões. São todas aquelas cisões que ocorreram pôr distorções doutrinarias dentro de uma religião principal, formando um novo grupo unido em torno desse credo doutrinário. Daí a idéia de dissensão, divisão, cisão, facção, grupo ou partido (Atos 5.17; 15.5; 24.5,14; I Co 11.19 e Cl 5.20). Assim, dentro de Cada religião existem inúmeros grupos ou credos que os chamamos de seitas. Exemplos: dentro do Islamismo existe o grupo ou a seita dos Sumitas, Xiitas, Sufistas, Baha’ismo e outros; dentro do Judaísmo existe o grupo ou a seita dos Fariseus, Saduceus, Essênios, Zelotes e outros; dentro do Cristianismo existe o grupo ou a seita dos Católicos Romanos, Ortodoxos gregos, Anglicanos, Protestantes Tradicionais, Protestantes Pentecostais, Protestantes Neopentecostais, e outros. Atualmente o termo adquiriu um tom pejorativo e é usado no sentido de que todo e qualquer grupo ou credo que assim seja denominado, seja também automaticamente chamados de heréticos, o que não é totalmente verdade.

3 - Heresias: O termo deriva-se da palavra grega “hairesis” e significa: “escolha, seleção, preferência”. Na literatura clássica a palavra trazia um sentido de escolha filosófica ou política. Na teologia moderna, apesar de seu conceito estar relacionado aos ensinamentos que sustentam opiniões contrárias aos ensinos da Palavra de Deus. Ela também carrega consigo o sentido de escolha religiosa (daí o sentido da palavra se fundir, e às vezes se confundir, com a palavra “seita”). Por se tratar de conteúdo doutrinário, identificar uma heresia já não é tão simples como identificar uma religião ou seita, pois requer daqueles que farão tal análise maior habilidade conferida pelo Espírito Santo e discernimento para distinguir o real do aparente e a verdade da mentira.  Precisa do conhecimento das principais doutrinas ortodoxia cristã, tais como: a doutrina de Deus, do Senhor Jesus Cristo, do Espírito Santo, do homem, do pecado, da expiação, etc. Se toda heresia viesse em forma aberrações doutrinárias, seria fácil de identificá-las, porém a maioria delas surge de forma sutil, sorrateira e com aparências de que não são nocivas, e quando se percebe, muitas vezes, o estrago já foi feito.

1.1.   Surgimento das Seitas e Heresias

A historia registra que, desde os tempos mais remotos, os desvios doutrinários e os falsos ensinos existem: Cultos pagãos (Jr 13.10); sacrifício de seres humanos (2Rs 16.13 – na versão atualizada); sodomitas no templo (2Rs 23.7). A igreja primitiva enfrentou as mesmas dificuldades com grupos que disseminavam ensinos contrários aos princípios dos preceitos ministrados por Jesus. Daí, uma das principais necessidades das Cartas dos Apóstolos, pois foram escritas também para combater as heresias, que, nos primórdios da igreja, sofria com a existência dos falsos mestres e seus ensinos (Cl 2.18). Aliás, nos dias de Jesus, não foram diferentes. Os grandes opositores, em termos de doutrinas, foram os “doutores da lei”, que tentavam enquadrar Jesus em suas interpretações da lei Mosaica (Jo 5.18).

Atenção professores, para conhecer um pouco melhor a ação desses agentes do mal, precisamos conhecer melhor algumas cartas apostólicas escritas especificamente para combater falsos ensinamentos dentro da igreja, tais como Gálatas, 2 Pedro, 2 João e Judas. Desde a fundação da igreja, Satanás vem trabalhando e usando os seus agentes a fim de levar o povo de Deus aos desvios, levando-os a desacreditar na Sua divindade e em sua Palavra. Desde o início os falsos mestres e profetas vêm se disfarçando entre os filhos de Deus para disseminar suas heresias. A Bíblia classifica-os como agentes de satanás que se transfiguram em “ministros de justiça” (2 Co 11.13-15). Jesus disse que esses mestres do erro apresentam-se “vestidos de ovelhas”, mas interiormente são “lobos devoradores” (Mt 7.15). Como você pode perceber o inimigo sempre trabalhou para desviar os crentes da vontade de Deus, induzindo-os de uma forma ou de outra a práticas e crenças que desonram ao Criador. Estejamos atentos como os crente de Bereia (At 17.10,11), para quando um “movimento” ou “novos ensinos” apresentarem-se diante de nós com argumentos “aparentemente convincentes”, possam ser confrontados com a Bíblia, pois elas podem ser “doutrinas” que não estão de acordo com a Palavra de Deus (Cl 2.4-11). Por “doutrina” entendo-se como o conteúdo de um ensino ou crença. Ela pode ser divina (Mt 7.28; Jo 7.16; Tt 2.10); Humana (Cl 2.22; Tt 1.14) e Demoníaca (I Tm 4.1). A doutrina divina é Bíblica, sadia e ortodoxa. A humana e a de demônios são heréticas, que levam o homem à condenação e perdição.

1.1.   O histórico dos fundadores das Seitas

Geralmente, os fundadores das seitas têm um passado nada digno de ser seguido. Conforme o Apóstolo Pedro alerta: são movidos pela ganância e pelo fingimento, com o intento de fazer da fé um negocio (2Pe 2.3). Homens e mulheres insubmissos á liderança, com olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar, com a intenção de enganar as pessoas (2Pe 2.14; Mt 28.19,20; Gl 3.3).

Atualmente não somente é claro como evidente a existência desses falsos mestres e falsos profetas entre nós. Homens, que sem afeto e qualquer compromisso com a verdade, ignoram os preceitos divinos. O pior é que eles usam uma capa para esconder o seu verdadeiro caráter. Pedro em sua epístola ressalta que eles conduzirão muitas pessoas a cometerem erros e até blasfemarem do caminho da verdade (2Pe 1-22). Os fundadores de seitas possuem, geralmente, as mesmas características e modos de ação dos falsos mestres/profetas. Todos ou quase todos eles começam como falsos mestres e/ou falsos profetas trazendo “novas doutrinas” e “revelações” e logo se tornam líderes formando seus próprios movimentos ou seitas. Suas principais características são: valorizam a luxúria e a popularidade, são mentirosos (Mt 24.11), fraudulentos (2Co 11.13; 1 Tm 6.5), gananciosos (Jd 11; Tt 1.11), dissolutos (2 Pe 2.2), atrevidos, arrogantes, blasfemo (2 Pe 2.10), intrometidos (Gl 2.4), amantes de si mesmo (2 Tm 3.2-4), etc.         

1.2.   Os adeptos das Seitas

Os membros das seitas são, na sua grande maioria, pessoas que deixaram a fé genuína e muitos deles pertenciam a uma denominação evangélica. Pessoas que deixam a verdade e enveredam por caminhos contrários a Palavra de Deus, cometendo blasfêmias (2Pe 2.2). Preferem dar ouvidos aos ensinos de Balaão (2Pe 2.15) a ouvirem seus pastores. Pessoas que, via de regra, não freqüentam os cultos de ensino e muito menos a escola bíblica dominical.

Os adeptos e propagadores das seitas, geralmente, iniciam seus movimentos de duas maneiras: a) alguns até iniciam sua carreira com sinceridade e genuína fé em Cristo. Porém, depois, por causa de seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal a Cristo vai desaparecendo lentamente tornando-se agentes de satanás, disfarçados de ministro da justiça (2 Co 11.15); b) outros nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de satanás, eles estão na igreja desde o início de suas atividades (Mt 13.24-28; 36-43). Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de Cristo.

2.    CARACTERISTICAS DAS SEITAS E HERESIAS

Em geral, minimizam ou desvalorizam a pessoa de Cristo e deturpam ou rejeitam as principais doutrinas da Bíblia Sagrada.

Os elementos característicos de uma religião, seita ou heresia quase sempre são os mesmo. Elas se caracterizam, entre outras, por apresentar novas revelações, novas interpretações da Bíblia, um Jesus diferente da Bíblia, salvação alcançada pelas obras e não pregam uma vida santificada a Deus. O Cristianismo é a única religião no mundo que prega a salvação pela fé no Senhor Jesus Cristo, a todos os que se arrependem de seus pecados (Jl 3.32; Jo 1.12; 3.15-17; Atos 4.12; 10.43;; Rm 5.10; 8.1; 10.13; Gl 3.26; 2Co 5.17; Ef 1.7; 2.5-8;) e “Santidade ao Senhor” (1 Pe 1.15,16; Lv 11.44,45; 1 Ts 4.7; 1 Co 1.2; Rm 1.7; Ap 22.14). Diferentemente das outras religiões e seitas, no Cristianismo, realizamos as obras não para ser salvos, mas porque somos salvos (Ef 2.8-9). Por isso, uma das formas de identificar uma falsa religião, seita ou heresia é verificando o que elas ensinam sobre Jesus Cristo, sobre a salvação e sobre a santidade. Elas, geralmente, costumam negar o Senhor Jesus que nos resgatou (2 pe 2.1) convertendo a graça de Deus em dissolução (Jd 4). São contra qualquer sistema que tenha uma ética definida e clara que defenda valores morais absolutos e fixos. Costuma admitir em seu meio a cobiça carnal, a imoralidade, o adultério, a ganância, satisfação dos seus desejos egoístas e outras práticas imorais e impuras. Portanto, não pregam a santidade.

2.1.   alegam ter uma revelação especial

Os fundadores das seitas alegam terem recebido de Deus uma revelação especial, reivindicando para tais revelações uma posição igual ou superior a Bíblia. Estes escritos são seguidos e venerados em detrimento aos textos inspirados das Escrituras Sagradas. Pratica esta já conhecida pelo apostolo Paulo, que alerta: ”Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus” ou “outro evangelho”, é uma tática de Satanás para enganar “assim como a serpente enganou a Eva com sua astucia” (2 Co 11.3,4).

As religiões, seitas e heresias, como já vimos, se caracterizam também, por apresentar revelações especiais e trazendo novas interpretações da Bíblia. Por isso, é comum elas rejeitarem ou acrescentarem partes às Escrituras, alegando que novas revelações e interpretações foram apresentadas aos seus líderes. Portanto, colocam com naturalidade as “revelações especiais” de seus líderes como tendo a mesma autoridade da Bíblia ou até mesmo acima delas. A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática (2 Tm 3.16).  

2.2.   Interpretam os textos bíblicos desprezando as regras da hermenêutica

Ignorando ou violando os princípios da hermenêutica, os hereges alegam suposto apoio e nefastos erros das Escrituras para muitos. Os falsos mestres torcem os textos sagrados, e, por conta dessa prática, há tantas religiões e seitas falsas. Ignoram a correta interpretação das Escrituras, conforme as regras da Hermenêutica Bíblica (estudo metódico dos princípios e regras de interpretação das Sagradas Escrituras). Os enganosos mestres deixam de lado a regra fundamental da hermenêutica: a Bíblia interpreta a própria Bíblia.   

A Bíblia é a vontade de Deus comunicada aos homens. Para isso utilizou uma linguagem humana, utilizando variedades de circunstâncias, por um período de 1.500 anos. A Palavra de Deus foi expressa no vocabulário e nos padrões de pensamentos daquelas pessoas, e absolvida pela cultura daqueles tempos e pelas circunstâncias. Por estar distantes deles no tempo, na cultura e no próprio idioma, precisa-se aprender a interpretar a Bíblia, levando em consideração a intenção do autor ao comunicar a vontade de Deus através da inspiração da Bíblia Sagrada. Os escritores da Bíblia utilizaram quase todos os estilos de comunicação disponível: história em narrativas, as genealogias, as crônicas, leis, poesias, provérbios, oráculos proféticos, enigmas, dramas, esboços bibliográficos, parábolas, cartas e sermões; ou seja, a Bíblia contém uma riqueza infindável de estilos literários que precisam ser considerados no momento de interpretá-lo.

Nenhum dos ensinos das seitas e heresias resiste a uma minuciosa exegese bíblica. Comumente as seitas e heresias usam de falsas interpretações, desprezando os principios e regras determinados pela hermenêutica. Toda e qualquer exposição das Escrituras devem seguir os principios e regras universais estabelecidos pela hermenêutica. Portanto, é dever de cada estudante ou expositor das Escrituras desenvolver e aplicar o verdadeiro sentido da palavra ou texto, sem acrescentar e nem diminuir. Não somos livres para dar às palavras ou textos sagrados um sentido qualquer ou àquela que esteja de acordo com os nossos preconceitos (2 Pe 1.20,21). Só podemos determinar o sentido, de acordo com as leis de interpretação. A hermenêutica estabelece algumas regras e princípios que são assim divididos: principios gerais de exegese bíblia, principios gramaticais de exegese bíblica, principios históricos e culturais de exegese bíblica e principios teológicos de exegese bíblica. Nosso espaço não nos permite falar de todas as regras e princípios da hermenêutica, mas devido à sua importância mencionarei apenas três das muitas regras dos principios gerais de exegese bíblica, que são: “Estude a Bíblia partindo do pressuposto de que ela é a autoridade máxima em questão de religião, fé e doutrina”; “Não esqueça de que a Bíblia é a melhor interprete de si mesma, ou seja, a Bíblia interpreta a própria Bíblia”; “interprete a experiência pessoal (sonhos, revelações, etc.) à luz das Escrituras e não as Escrituras à luz da experiência pessoal”. Se nós estudássemos à Bíblia observando estes três princípios já era suficiente para rejeitarmos muitas seitas e heresias, pois a maioria delas não resiste a um confronto com a Bíblia.         

2.3.   Negam a Divindade de Jesus Cristo

A maioria das seitas nega a absoluta divindade de Cristo. As seitas muitas vezes ensinam que Jesus era apenas um grande homem, um mestre maravilhoso e um grande profeta. Porém, a Bíblia ensina e dá evidências provando que Jesus é Deus (1Jo 5.20). É importante entender que Jesus quando “achado na forma de homem” (Fp 2.8), não deixou de ser divino; era “Deus conosco” (Mt 1.23). A Bíblia apresenta Jesus como sendo cem por cento Deus e cem por cento homem (1Jo 1.14).

Outra característica das religiões, seitas e heresias é que elas distorcem as verdades fundamentais sobre Cristo e sua redenção. Eles costumam negar a divindade e/ou a obra expiatória de Jesus Cristo. Negam o sofrimento de Cristo na cruz para livrar a humanidade da culpa do pecado e do poder do pecado. O Jesus que eles apresentam é um Jesus que “amou” a todos sem distinção e que jamais “condenou” ninguém nem se pronunciou contra o pecado de ninguém. O inimigo sabe que Jesus é o único Redentor da humanidade, e que se Ele for desconhecido ou rejeitado as pessoas não se salvarão (Gl 1.6-8; 2 Co 11.4). A verdade, porém, é que Jesus cumpriu voluntariamente o propósito imutável de Deus, em resgatar a alma do homem perdido no pecado. Sofreu a paixão da morte para provar a morte por nós. Não foi sem razão que Jesus padeceu tamanha dor. Jesus Cristo destronou o diabo ao se entregar ao flagelo da cruz, pois a morte não pode retê-lo (At 2.24), visto que Nele não encontrou motivo algum, ou seja, ele se fez pecado por nós (2 Co 5.21). É uma grande insensatez rejeitarmos tão grande salvação efetuada por nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto à divindade de Cristo a Bíblia não deixa dúvidas (Is 9.6; Mt 1.23; Rm 9.5; 10.9,13; Jo 5.23; Fp 2.10-11; 1 Jo 5.20; Hb 1.6-8). Tomemos muito cuidado com aqueles que tentam desvalorizar o sacrifício e a morte de Jesus Cristo em nosso lugar, que rejeitam a sua humanidade e/ou negam que Ele é igual a Deus (2 Jo 9). A Bíblia declara que qualquer que negar que Cristo veio em carne é enganador (2 Pe 2.1).

3.    combatendo as seitas e heresias

A melhor ferramenta para combater as seitas e heresias é o ensino sistemático e constante da genuína Palavra de Deus ministrada aos membros da igreja (2Tm 4.2). È fundamental capacitar os membros a responder com argumentos bíblicos qualquer tentativa de corromper a fé e as doutrinas das Sagradas Escrituras (1Pe 3.15). Jesus Cristo disse: “Errais, não sabendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29).

O dicionário Aurélio define fábula: “história de ficção, de cunho popular ou artístico; mitologia, lenda, narração de coisas imaginárias ou ficção”. O Apóstolo Paulo utiliza do termo para descrever a prática dos falsos mestres que, por não conhecer ou por má fé, não ensinam a genuína Palavra de Deus. Criam para seu próprio proveito verdadeiras doutrinas de demônios, sem nenhuma fundamentação bíblica (1Tm 4.1). Um bom exemplo é a astrologia, uma das grandes fábulas de todos os tempos, que tem desafiado o bom senso e a credulidade humana, que oculta ao homem o seu verdadeiro centro: os deuses pagãos.

A forma mais simples e eficaz de se combater e discernir as falsas seitas e heresias, sem desprezar a revelação e ajuda do Espírito Santo, é através do conhecimento e da prática da doutrina bíblica ortodoxa (Hb 5.14; 1 Jo 4.1). Não é necessário ser erudito para permanecer salvo, mas é dever de todo cristão saber discernir a doutrina bíblica ortodoxa da doutrina herética. Qualquer um, portanto, com a ajuda do Espírito Santo e um pouco de conhecimento das Escrituras, tem condições de discernir a fonte e origem das seitas e heresias.   

3.1.   Tenha a Bíblia como única regra de doutrina

O Apóstolo Paulo em 2Co 11.4 refuta todo e qualquer ensino que apresenta outro salvador e outro evangelho. Nenhuma outra escritura, revelação ou experiências pessoais devem ser regras de doutrina e fé para o cristão. Pelo contrário, toda e qualquer experiência pessoal ou manifestação espiritual, deve ser balizada pela Palavra de Deus (At 17.10,11). A origem das heresias e fanatismo religioso, às vezes, até dentro de algumas igrejas ditas cristãs, surgem por falta de obediência deste princípio básico e fundamental: a Bíblia é a única e insubstituível Palavra de Deus (Lc 21.33).

As seitas distorcem as verdades acerca de Deus, de Jesus Cristo e de sua Palavra, a tal ponto, que resultam em outro evangelho. E a Bíblia nos diz que tudo aquilo que contrariar a Palavra de Deus seja considerado anátema. Mesmo que um anjo desça dos céus, e anuncie outro evangelho, que seja repreendido em nome de Jesus (2 Co 11.14; Gl 1.7-8). Embora, nos dias atuais, para muitas mentes materialistas, isto pareça vulgar, os padrões bíblicos precisam ser mantidos não só no nível de coletividade (igreja), mas também no nível de nossas escolhas pessoais: Cada decisão, cada atitude, cada tarefa e cada atividade do dia a dia devem ser tomadas à luz dos principios imutáveis da Palavra de Deus (2 Tm 17-17). A igreja ou o crente que diz ser a Bíblia a Palavra de Deus e não se sujeita a ela não tem autoridade para pregá-la.

3.2.   Conheça as regras fundamentais para interpretação correta da Bíblia Sagrada

É fundamental, para aqueles que querem refutar as heresias, conhecer as regras formais da Hermenêutica Bíblica: 1- Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e comum; 2- É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase (algumas palavras cuja definição varia de acordo com o conjunto da frase); 3- É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto; 4- É preciso tomar em consideração o desígnio ou o objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões de difícil entendimento; 5- É indispensável consultar as passagens paralelas; 6- Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia ter significado para seu autor ou seus leitores. 

O comentarista faz aqui alusão há alguns “princípios gramaticais” de exegese bíblica, que tratam do texto propriamente dito e estabelece as regras básicas para o entendimento das palavras e sentenças de uma passagem bíblica. É bom aqui salientar que a aplicação das referidas regras devem sempre basear-se num motivo correto. Quando uma palavra para a qual o contexto indica uma interpretação e você preferir dar outra interpretação é possível que você esteja dando esta interpretação simplesmente porque não quer obedecer ao que literalmente está escrito ou simplesmente porque ela não se enquadra em sua tendência teológica preconcebida, e esses são motivos errados. Cada escritor sacro tinha como propósito comunicar a sua mensagem como um todo. Portanto, ao desenrolar um argumento do escritor sacro, não podemos esquecer que há uma conexão lógica entre uma passagem e a seguinte (contexto). Isto é, há uma inter-relação entre as partes e o todo. Outra regra, diz; que “as palavras dos textos bíblicos devem ser interpretadas no sentido que tinha no tempo do autor”. Mas isso, observe o uso que dela fez o autor, sua relação com o contexto imediato, seu correto uso na passagem que foi escrito, etc.      

3.3.   As Heresias devem ser constantemente refutadas

Não há livro no Novo Testamento que não revele esse combate. Judas diz que pretendia escrever sobre a salvação comum, mas, em virtude das crescentes heresias, ele resolveu, pela direção do Espírito Santo, travar essa batalha contra elas (Jd 1.3,4). O conteúdo da segunda carta de Paulo aos Coríntios, Gálatas e II Pedro é uma luta contínua contra as heresias, para preservação da pureza do Evangelho de Jesus Cristo. O tema central de Colossenses é a defesa da Divindade de Cristo, posto que alguns introduziram o “culto dos anjos” (Cl 2.18). Portanto, é tarefa da igreja atual “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1.3), para manter os cristãos na “doutrina dos apóstolos” (At 2.42).

Os hereges se dedicam ao máximo, em seus estudos, para depois ensinar a outros. Eles não medem esforços para aprender e para disseminar suas heresias. Vão diariamente de porta em porta, levando suas heresias, tentando e até com certo êxito, convencer pessoas a seguir sua seita. Infelizmente, alguns evangélicos não valorizam como deveriam os momentos dedicados ao ensino da Palavra de Deus. Há obreiros, coordenadores de departamentos e líderes de mocidade e de senhoras, que simplesmente não freqüentam a Escola Bíblica Dominical. Assim, não é de admirar que constantemente eles não tenham argumentos para refutar as heresias. Como ensinar, se primeiro não aprender? Como refutar uma falsa doutrina sem primeiro conhecê-la?

Os maiores inimigos da igreja não se acham entre os ateus e comunistas, que agem de fora para dentro. Nossos maiores inimigos estão infiltrados dentro da igreja e agem de dentro para fora. Portanto, não fiquem surpresos se falsos mestres e profetas estiverem hoje infiltrados em sua igreja, pois eles estão em toda parte, procurando desviar os cristãos incautos, da verdade. Cuidado! Pois embora a maioria deles sejam “líderes espirituais”, sua real preocupação é com as coisas materiais. Seu maior objetivo é perverter o verdadeiro evangelho. Porém, a verdadeira Igreja, a igreja do Senhor Jesus Cristo, é determinada pela base doutrinária que ela tem em relação à Palavra de Deus, ou seja, são aquelas em que as suas doutrinas estão de acordo com os oráculos de Deus e segundo a piedade.  (1Pe 4.11; 1 Tm 6.3-10).

CONCLUSÃO

Jesus alertou que, nos últimos dias, surgiriam “falsos cristos” e “falsos profetas” (Mt 24.24). Por isso, o cristão deve ter convicção de que a Bíblia Sagrada é a infalível regra de conduta e fé, agindo como ouvintes de Paulo na cidade de Bereia, que, durante seu discurso, conferiam as Escrituras (At 17.10,11).

Como podemos observar nesta lição, muitas são razões para o surgimento de religiões, seitas e heresias, tais como: a) a ação diabólica no mundo (2Co 4.4); b) a  ação diabólica contra a Igreja (Mt 13.25); c) a ação diabólica contra a Palavra de Deus(Mt 3.19); d) o descuido da Igreja em pregar o Evangelho completo (Mt 13.25); e) a  falsa hermenêutica(2Pe 3.16); f) a falta de conhecimento da verdade bíblica(1Tm 2.4); e g) a  falta de maturidade espiritual entre os cristãos (Ef 4.14). Cresçamos, pois na “Graça e no Conhecimento” de nosso Senhor Jesus Cristo.

Referências bibliográficas

Revista: Jovens e Adultos. Religiões, Seitas e Heresias - Como identificar e refutar os falsos profetas e seus ensinos – Editora Betel. 1º Trimestre de 2014. Lição 01.

CABRAL, J. – Religiões, Seitas e Heresias à luz da Bíblia – 6ª edição. Editora Universal Produções. Rio de Janeiro, 1986.

A BÍBLIA EXPLICADA. McNAIR S.E. – 4ª Edição – Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro. 1983.

Revista: Jovens e Adultos. Seitas e Heresias – o engano das falsas religiões – Editora Betel. 1º Trimestre de 2000.

Revista: Jovens e Adultos. Epístola de Pedro – Avançando e propagando o triunfal arrebamento da igreja – Editora Betel. 4º Trimestre de 2007.

LIÇÕES BÍBLICAS: JOVENS E ADULTOS. Seitas e Heresias – Se alguém vos anunciar outro evangelho seja anátema – Editora CPAD – 2º Trimestre de 1997.

Pr. Osmar Emídio de Sousa

(Osmar Emídio é Servidor Público Federal; pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília).