17 de novembro de 2014

LIÇÃO 8 – ELISEU E O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO

LIÇÃO 8 – 23 DE NOVEMBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
ELISEU E O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO

TEXTO ÁUREO
“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hb 11.6

VERDADE APLICADA
É muito importante saber honrar as pessoas, principalmente, honrar aqueles que foram levantados por Deus para nos revelar Seu intento, Seu caminho e Sua vontade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar sobre a sunamita e como seus atos de bondade redundou em bênçãos;
Falar sobre o encontro com o profeta e como a sunamita agiu diante da morte de seu filho;
Descrever o livramento e a restituição como frutos da bondade da sunamita.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
2Rs 4.16 - E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu SENHOR, homem de Deus, não mintas à tua serva.
2Rs 4.17 - E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte, segundo Eliseu lhe dissera.
2Rs 4.18 - E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores.
2Rs 4.19 - E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe.
2Rs 4.20 - E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio-dia, e morreu.
2Rs 4.21 - E subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus; e fechou a porta, e saiu.

INTRODUÇÃO
A mulher de Suném que o texto se refere, era descendente dos filhos de Issacar, que segundo o registro do primeiro livro das Crônicas, eram aqueles que aconselhavam o reino e conheciam a ciência dos tempos (Js 19.17-18; 1Cr 12.32). Ou seja, o rei só se movia debaixo de seus conselhos.

1. A MULHER DE SUNÉM
A versão espanhola (RV – Reina Valera) apresenta a sunamita como uma “mulher importante”. O termo “importante” significa: Pessoa com dignidade, que tem méritos; pessoa que tem uma formosa maneira de ser. Ela era uma mulher rica em todos os sentidos da palavra.

Uma das histórias mais comoventes da Bíblia é esta sobre a Sunamita. Uma mulher de nome desconhecido, mas que o seu testemunho de vida atravessou milênios, em um verdadeiro exemplo de fé. A história da Sunamita ocorreu aproximadamente entre 874 ­ 782 antes de Cristo, época em que apareceu no reino do norte de Israel o profeta Eliseu, que foi discípulo de Elias. O nome pelo qual ficou conhecida vinha da cidade de Suném, que traduzido significa [declive], pois Suném estava localizada em uma elevação de terras a cinco quilômetros ao norte do vale de Jezreel. Rodeada por cactos e pomares, logo a sua frente estava o monte Carmelo, onde Elias lutou com os quatrocentos profetas de Baal. Bem próximo ao sul, podia se ver o caminho inclinado que levava ao monte Gilboa. De Suném se contemplava toda a planície de Jezreel, uma rica área agrícola. Muitos fazendeiros moravam no vale de Jezreel. O solo fértil favorecia o crescimento dos grãos, proporcionando grandes colheitas, o que acentuava o contraste entre a fertilidade do local, com a infertilidade que sofria a Sunamita.

1.1. Uma mulher sensível e de fácil entendimento
Por dom natural, as mulheres são portadoras de uma sensibilidade muito preciosa. Sem que Eliseu dissesse uma palavra acerca de si, ela confidencia com seu marido acerca do profeta dizendo: “Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus” (2Rs 4.9). De uma só vez ela identificou o Deus que o profeta servia e a qualidade de sua vida espiritual. Santo! Ela não discerne somente o ministério de Eliseu, mas discerne também o caráter; a autenticidade, e a identidade desse homem de Deus, atitude que vai desencadear poderosas bênçãos sobre sua família, inclusive um filho que não poderia ter (2Rs 4.10,14).

Nossos lares serão transformados quando construirmos um lugar de adoração para o Senhor, um lugar onde o Senhor possa estar. O simbolismo da acomodação de profeta e o que pôde realizar revela simplesmente o que acontece em nossas vidas quando abrimos a porta para Deus e permitimos que Ele se torne íntimo a todos nós.

A Sunamita tem um discernimento espiritual que ninguém teve em Suném. A sua atitude de ajudar o profeta Eliseu e Geazi refletia o zelo e o amor a Deus, que ela possuía em seu coração. Ela era uma mulher bondosa e hospitaleira. E as Escrituras mostram que no passado, pela hospitalidade, os servos do Senhor haviam hospedado anjos, sem saber. E ela pensava que ter o homem de Deus em sua casa representava uma oportunidade de um maior contato com o espiritual. Pra ela, fazer o bem ao homem de Deus era como se estivesse honrando ao próprio Deus. Então, a Sunamita em uma atitude de amor para com Deus e o seu profeta Eliseu, pede a seu marido que construísse um quarto na parte superior da sua casa, onde poderia abrigar Eliseu. O acesso ao piso superior da casa era feito por uma escada pelo lado de fora do imóvel. E o cômodo de cima era muito mais fresco e ventilado, e oferecia um melhor isolamento do barulho e sons que vinham da rua. Eliseu não seria incomodado e teria mais privacidade para buscar a Deus em suas orações.

1.2. Um bom relacionamento produz bênçãos poderosas
Algo moveu o coração daquela mulher em relação ao profeta que passava a sua porta. Ela chama seu marido e diz: façamos-lhe, pois, um pequeno quarto (2Rs 4.10). Seu desejo em abençoar era a chave que abria a porta de seu futuro. Pois, o quarto que construiu para o profeta foi o local em que seu filho veio a ressuscitar. Pelo desempenho dessa mulher, seu marido certamente lhe confiava à administração das coisas do lar, e sabemos que existem mulheres muito sábias na administração, mulheres que são verdadeiras árvores frutíferas (Sl 128.3). Esse marido investia na esposa e lhe deu meios para a realização da obra, não foi machista, foi sábio quanto ela. Biblicamente, a mulher virtuosa, dada por Deus, é eficaz na administração do lar (Pv 31.10-31). Pois a mulher tem o poder de edificar ou derrubar. Porém, a sábia age como essa mulher, investe nas coisas santas e edifica seu lar (Pv 14.1).

Ela pôs os seus bens a serviço do Senhor, pois para a Sunamita as coisas espirituais eram de grande valor, importavam mais do que as materiais. E Eliseu vendo a sua dedicação, lhe faz uma última prova de fé. Oferece recompensas materiais ou honras sociais. Mas a resposta da Sunamita revela muito do que estava em seu coração. Ela valorizava a vida, o amor, a família. Não estava preocupada em adquirir mais bens materiais, posição social ou títulos honoríficos. Ela reconhecia o valor imensurável da reunião familiar, o capital imponderável da felicidade de estar entre amigos.

1.3. É dando que se recebe
“Eis que tu nos tem tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão dos exércitos”? (2Rs 4.13). A bondade feita sem interesse sempre será recompensada pelo Senhor. Eliseu estava grato e desejou recompensar de algum modo aquela família. Geazi lhe informou que aquela bondosa família não possuía herdeiros (2Rs 4.14). Ela era habilidosa, rica, mas infeliz por ter um lar vazio e um marido já de idade avançada, uma mulher sem descendência, sem frutos, e sem sucessão. Mas sua bondade em trazer a presença de Deus para sua casa honrando o profeta lhe abriu a porta dos milagres, e pôs para sempre um fim em sua esterilidade.

De acordo com êxodo 23.26, uma mulher israelita não ter filhos era estar debaixo de maldição. Observe o peso espiritual dessa palavra: “Ela não tem filho”. Segundo o costume da época, por ser de idade avançada, seu marido não dormia no mesmo quarto que ela. A palavra “velho” indica que era um homem de aproximadamente de oitenta anos.

Eliseu ouve o sábio conselho de Geazi que lhe informou que a Sunamita não tinha filhos, um antigo sonho dela, que desejou tanto, imaginou as roupinhas do bebê, podia até ver uma linda criança correndo pelos corredores da casa. Mas era apenas um sonho, esquecido, relegado ao passado. Mas Deus contemplava a sua generosidade e a sua hospitalidade, a dedicação em servir ao Senhor através da ajuda que oferecia ao seu servo Eliseu. E esta atitude de amor para com o homem de Deus, gerou uma promessa, que ela mal podia acreditar; a Sunamita nunca esperou tamanha benção. E dentro de nove meses a promessa de Deus se cumpriu, porque amor gera vida, paz e alegria. Ela concebeu e deu à luz um menino, filho da promessa, tal qual foi Isaque para Abraão e Sara.

2. ELISEU E O FILHO DA SUNAMITA
A profecia de Eliseu se cumpriu no tempo determinado, o “tempo da vida” corresponde a nove meses, o tempo de uma gestação (2Rs 4.16a). Sua palavra foi tão poderosa que naquela mesma noite o homem se tornou fértil, e a mulher foi curada de sua esterilidade.

2.1. O menino adoece e morre
Todas às vezes que uma bênção grande nos advém, podemos estar certos de que as forças opostas irão tentar nos desestabilizar e até roubar nosso benefício se não estivermos atentos. De forma repentina, o menino teve uma dor de cabeça e veio a falecer nos braços de sua mãe, que de forma surpreendente, não desperdiçou uma lágrima, o levou ao quarto que havia construído para o profeta, e foi até seu marido também sem esboçar nada do acontecido, dizendo estar tudo bem, e informando que ia encontrar o profeta (2Rs 4.23). Devemos ressaltar a qualidade dessa mulher. Uma mulher determinada e equilibrada, que sabia resolver as crises do lar, e que também sabia como e a quem se dirigir nos momentos difíceis e trágicos da vida (Ef 6.10-13).

O que as atitudes dessa mulher nos remete é uma segurança sobrenatural, uma confiança em Deus que não a desespera. Qual mulher pegaria seu filho morto nos braços e apenas o deixaria numa cama, e partiria ao encontro do profeta? É uma atitude sã e ao mesmo tempo sobrenatural. Pois, nem a seu marido ela conferiu o ocorrido. Ainda dizem que mulheres são frágeis!

No campo, estando ajudando seu pai, o menino sente uma forte dor de cabeça, possivelmente uma meningite, e é levado à sua mãe. Depois de algum tempo ele vem a falecer. Momentos terríveis passou aquela mulher, era o vale da sombra da morte. Ver seu único filho, quem ela amamentou com tanto zelo, muitas vezes acordando no meio da noite. Ela deu amor, deu carinho, ensinou as primeiras palavras, os primeiros passos. E ele estava ali, nos seus joelhos, ela podia sentir a sua vidinha pouco a pouco se esvaindo, sem poder fazer nada. Eu particularmente não posso nem imaginar a dor que seja passar por uma situação como essa. E a Sunamita olha para o seu filho, o seu sonho de ter uma família, agora frio, gelado, morto em seu colo. Mas se estava passando pelo vale da sombra da morte, ela não temeu. Ela não aceitou a morte do seu sonho! Tomando­o em seus braços, o põe carinhosamente na cama do profeta Eliseu, e parte para um duro embate, um caminho longo, uma jornada de 24 quilômetros na estrada que subia até o monte Carmelo, para recuperar a vida de seu filho, fruto da promessa de Deus. Ao longe ela responde ao profeta com palavras que demonstravam a sua certeza, a fé de que a vida do seu filho seria restaurada. A frase "vai tudo bem", faz me lembrar da resposta de Abraão ao seu filho Isaque, quando este iria oferecê-lo em sacrifício a Deus.

2.2. O encontro com o profeta
A sunamita sabia que o mesmo que se tornou fonte para sua alegria portava consigo uma palavra acompanhada de milagre. Ao chegar ao monte, ela não revelou o motivo de sua chegada a Geazi e, cautelosa, busca apenas orientação do homem de Deus. Essa mulher nos chama atenção exatamente pela maneira como conduz as coisas (2Rs 4.25-27). Ela é uma pessoa que não fica sofrendo pelos cantos, pedindo orações desesperadas a um e outro, mas usa o tempo e modo de forma correta; buscando também as pessoas corretas a quem deve se dirigir para a solução de seus problemas. Ela não faz alarde ao seu marido, não falou com a vizinhança, não andou chorando pelas ruas. Ela age discretamente, parece estar muito convicta do que faz (Pv 24.10).

Ao chegar diante de Eliseu, ela se prostra com o coração quebrantado. E Eliseu sendo um homem poderoso em palavras e obras, nos deixa também uma lição de humildade aqui. Ao invés de tentar "dar uma de advinho", ele reconhece que Deus não havia lhe revelado o que estava acontecendo naquele momento. "Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para retirá-la; disse, porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma está triste de amargura, e o SENHOR me encobriu, e não me manifestou." 2 Reis 4:27


2.3. Eliseu ressuscita o menino
Eliseu envia Geazi, mas existem coisas que somente nós mesmos podemos fazer. Enquanto Geazi sai para a frustrada missão, a sunamita usa diante de Eliseu uma linguagem profética (2Rs 4.30). A palavra usada por ela é a mesma usada por Eliseu diante de Elias (2Rs 2.4). Era como se lhe dissesse: “Eu sei as palavras que você disse a Elias quando desejou porção dobrada da unção. Se funcionou com você, vai funcionar comigo também. Eu não te deixarei, e assim como a bênção dele passou para sua vida, a sua bênção passará para mim. Sei que você é um portador de milagres e só saio daqui quando o meu acontecer. Lembra! Foi você quem começou a boa obra, agora termine de concluí-la”. Após tal declaração Eliseu não teve alternativa, a não ser tomar uma atitude em relação a seu caso e resolvê-lo.

Que mulher! Ela possuía uma maneira especial e uma fenomenal habilidade para se conduzir nas questões da vida. Uma mulher equilibrada, prudente e inteligente. Ela realmente revela a ciência de Issacar, uma capacidade para entender os tempos e se mover.

Eliseu manda o seu discípulo Geazi por o seu bordão sobre o rosto do menino morto. Mas há tarefas que não são para Geazi realizar. Certas coisas exigem a presença do homem de Deus. A Sunamita sabia disso, e luta por seu filho, insistindo com o profeta que não o deixaria enquanto ele não fosse com ela. Eliseu vendo a disposição e a fé dela, levanta­se e a acompanha. Geazi que foi na frente deles, volta com notícias não muito boas, o bordão não funcionou. Algo parecido havia acontecido também com Jairo, quando buscava pela ajuda de Jesus e os seus familiares chegaram dizendo que sua filha já estava morta, ao que o Mestre lhe deu a boa instrução: Crê somente. O bordão de Eliseu não funcionou porque para se ressuscitar sonhos é preciso intercessão, súplicas e "calor humano". Eliseu teve que orar de portas fechadas, pois "ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." Mateus 6:6. É preciso insistência, "Pedi, e dar­se­vos­á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir­se­vos­á." Mateus 7:7. Eliseu após a oração transmite "calor" ao jovem através do contato direto com o morto. Uma simbologia de que não podemos nos isolar daqueles que estão "mortos espiritualmente", necessitando da nossa ajuda. Tal como Jesus, Eliseu não temeu a impureza cerimonial da lei, mas voltou a deitar-se sobre o menino, querendo-o novamente e transmitindo-lhe vida. Muitas vezes é preciso agir de igual forma, abraçando com muito amor os pecadores, a quem desejamos ver "ressuscitados".

3. OS FRUTOS COLHIDOS PELA ATUAÇÃO DA BONDADE
Ao acolher o profeta em sua casa, a mulher sunamita não somente teve o benefício de um filho e a experiência sobrenatural de um milagre, ela viu seu lar totalmente transformado. Agora, uma fome se estende pela terra, e ela é a única que é avisada. Vejamos mais esses frutos por ela colhidos.

3.1. O aviso e o livramento
Pessoas que sabem honrar sempre são honradas por Deus. Uma fome se estende por toda a cidade, mas só existe o registro de uma pessoa que foi avisada, a mulher de Suném (2Rs 8.1-2). É muito importante entender o que Eliseu diz. Ele está revelando a sunamita que Jeová era quem estava enviando a fome sobre a terra, e que durante sete anos (um tempo específico) aquela terra seria visitada pela escassez. No meio de toda aquela população somente uma mulher foi avisada. Eis a recompensa pelo que fez ao profeta. “...a terra passaria pela fome, mas ela e sua família não”. Pessoas conectadas com Deus sabem perfeitamente a origem dos eventos ocorridos na terra, e são preservadas pela retidão de suas orações (Ap 3.10).

O Espírito Santo chama a mulher e diz: “Jeová mandou a fome sobre a terra”. Ela foi avisada, poucos o são. Ela tinha ouvidos apurados para discernir a voz de Deus. O profeta lhe avisa, e ela prontamente avisa sua família e deixa suas terras segundo o aviso profético.

A Sunamita, pelo zelo espiritual, foi avisada sobre sete anos de muito sofrimento e fome em sua terra; ela voltou depois de passar todo esse período peregrinando na terra dos filisteus. Lembrando-se da história desta mulher, a parte que mais me chama a atenção é justamente a parte em que ela reconhece Eliseu como homem de Deus e o acomoda dentro dos seus termos. Eliseu pra nós é sinônimo de presença de Deus, sinônimo de ação do Espírito Santo, a leitura que aquela mulher fez a partir do que viu, foi o que fez a diferença em toda a sua vida. Muitas vezes nós deixamos a benção passar na nossa frente tantas vezes e não conseguimos fazer a leitura certa daquilo que o Espírito Santo está falando conosco porque somos analfabetos espirituais.

3.2. Movendo-se no tempo certo
A sunamita saiu no tempo de Deus, e agora se move no mesmo tempo profético para voltar às suas terras. Como Issacar, ela se move com sabedoria, e na direção de Deus. O Senhor viu seu investimento na vida do profeta, e milagrosamente cuidou de tudo o que possuía enquanto esteve ausente (Dt 6.25). Segundo a lei judaica se uma pessoa se ausentasse de suas terras por sete anos, o estado deveria confiscar seus bens. Legalmente, ela havia perdido sua casa e suas terras. Porém, como ela saiu no tempo e debaixo de uma revelação Divina. Deus cuidou de tudo o que lhe pertencia. Enquanto Geazi falava ao rei das proezas de Eliseu, a sunamita chega a sua presença e exatamente nesse momento é restituída.

A sunamita foi avisada pelo profeta da fome que viria e que ela precisava sair e peregrinar em terra estranha durante sete anos. Meus irmãos muitas vezes somos avisados pelo Espírito de que passaremos por um período de luta, peregrinaremos em terra estranha, e isso são o cuidado de Deus nos permitindo passar por aquele período de dificuldades sem sentirmos tantos os efeitos, é a multiforme graça do Senhor agindo para que nós vivamos na sua dependência; quando volta a sua terra a sunamita recorre ao rei porque aquilo que era dela tinha sido tomado por outros, o interessante disto é que quando chega ao palácio do rei o que fez a diferença não foi a sua fala cheia de pedido de misericórdia, o que fez a diferença foi a sua vida de experiência na presença do Senhor, de como o Senhor havia cuidado da sua vida, detalhadamente o Senhor havia dirigido o seu ser. O filho da sunamita estava vivo, tudo o que o rei precisava saber era que o filho da sunamita estava vivo, o que Deus quer saber em nossa vida é se o Filho, o Senhor Jesus está vivo na nossa vida e se tiver tudo o que o Senhor tem pra nós será restituído, todas as bênçãos serão derramadas por amor do seu Filho.

3.3. A restituição de todas as perdas
Então o rei lhe deu um oficial, dizendo: “Faze-lhe restituir tudo quanto era seu, e todas as rendas das terras desde o dia em que deixou a terra até agora” (2Rs 8.3-6). O rei aqui é um tipo de Cristo, aquele que nos restitui de todas as coisas. Três coisas lhe foram devolvidas. A casa, suas terras, e todos os valores desses sete anos ausentes. O Estado sabia tudo o que fora arrecadado durante estes sete anos de ausência, toda quantidade de frutos produzidas por suas terras, toda a quantidade de azeite, de cereais, de vinho, e de tudo. Então o rei ordenou a um oficial do palácio dizendo: “faça com que se devolvam a essa mulher todas as coisas que eram suas e tosos os frutos de suas terras, desde o dia em que deixou o país até agora” (2Rs 8.3-6; Jó 33.26; Tg 5.16).

Eliseu e Geazi estavam em Sunén e o rei conversava com este lhe pedindo informações acerca dos feitos do homem de Deus. Vejam só como o Deus providência e restitui os bens da mulher: o moço falava ao rei justamente sobre a restauração mais importante ocorrida na vida da Sunamita, a ressurreição de seu filho operada por Eliseu, quando esta chegou e clamou a Ben-Hadade para reivindicar a sua casa e terras, isso não se pode chamar de coincidência mas sim de providência divina. O rei após interrogá-la e tomar ciência dos fatos acontecidos, determina a um de seus oficiais que providenciasse a restituição de tudo quando havia sido depositado acrescido das rendas que a terra produziu. 2 Rs 8:6

CONCLUSÃO
O Senhor recompensou a obediência com a restituição de todos os bens. Seu único esforço foi sair e voltar no tempo certo, foi mover-se no tempo de Deus. Como seria sábio para algumas pessoas retornarem ao lugar da bênção, da revelação, e do livramento!

QUESTIONÁRIO

1. Quem eram os descendentes de Suném?
R. Os filhos de Issacar (Js 19.17,18).
2. O que a mulher de Suném discerniu ao ver o profeta?
R. O Deus a quem servia e o nível de sua vida espiritual (2Rs 4.9).
3. Quais as duas dificuldades da sunamita?
R. Ela não tinha filhos e seu marido era velho (2Rs 4.14).
4. Onde a sunamita pôs seu filho após morrer?
R. No quarto do profeta, em sua cama (2Rs 4.21).
5. Cite as três coisas que foram devolvidas a sunamita?
R. A casa, suas terras, e todos os valores dos anos ausente (2Rs 8.1-6).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 8 – Eliseu e o milagre da ressurreição.

Links:
http://www.rudecruz.com/eliseu­ressuscita­o­filho­da­sunamita­estudo­biblico.php
http://pr­albertovilanova.blogspot.com.br/2011/11/sunamita­volta­sua­terra.html
http://www.ministerioluzevida.com.br/estudosrestituicao.htm

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.



13 de novembro de 2014

LIÇÃO 7 – ELISEU E O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DO AZEITE

LIÇÃO 7 – 16 DE NOVEMBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
ELISEU E O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DO AZEITE

TEXTO ÁUREO  
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” Fp 4.19

VERDADE APLICADA
Os grandes milagres vividos pelos servos de Deus em todos os tempos sempre se originaram da simplicidade das coisas ou das pessoas que deles se acercavam.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Apresentar o contraste da visão de Eliseu e da viúva, e a importância de um profeta;
Mostrar as atitudes de fé e os passos que produziram esse grande milagre;
Alertar sobre os tipos de vasos e o valor de um vaso moldado pelo oleiro.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
2Rs 4.1 - E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.

2Rs 4.2 - E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

2Rs 4.3 -
Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.

INTRODUÇÃO
A Bíblia relata que uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, pois seu marido havia falecido, e deixado uma dívida que ela não tinha condições de pagar, e por isso, os credores vieram a sua casa para levar seus filhos como escravos (2Rs 4.1).

A escravidão como forma de pagar uma dívida com trabalhos era permitida de acordo com a lei de Moisés (Êx 21.1-2; Lv 25.39-41; Dt 15.1-11). O povo, entretanto passou a abusar dessa concessão. Ainda que lei mosaica limitasse a duração de semelhante servidão e exigisse que as pessoas sujeitas a esse sistema fossem tratadas como trabalhadores contratados, com respeito e dignidade. O profeta Eliseu tem o cuidado de mostrar que o milagre realizado por Deus não visava a sua promoção pessoal nem sensacionalismo público, mas sim a graça e misericórdia derramada sobre a vida dessa mulher que foi escolhida por Deus. Da parte dessa mulher viúva, nota-se uma demonstração de fé sincera e obediente à Palavra do Senhor. Ela reconheceu em Eliseu a pessoa de um “santo homem de Deus” (v.9). Esta expressão hebraica kâdoshe (santo) não é aplicada a qualquer outro profeta do Antigo Testamento.

1. CLAMANDO POR UM MILAGRE
Como se não bastasse perder o marido, essa mulher ainda teve que suportar a pressão dos credores, que desejavam a todo custo levar seus filhos cativos como pagamento das dívidas deixadas pelo falecido. A escravidão naquele tempo era tão séria que era iminente a destruição de sua família.

Os credores foram bastante severos com a mulher, ela tinha dois filhos que era o apoio do seu estado de viuvez, e o trabalho deles é calculado como bem ativo em suas mãos. E por isso eles deveriam se tornar escravos por um período de sete anos (Êx 21.2) para quitar seus débitos. É importante não deixarmos dívidas sob a responsabilidade do restante da família, pois podem causar problemas ainda mais graves. Nessa aflição a pobre viúva recorre a Eliseu, confiando na promessa de que a semente do justo não será desamparada. A descendência do justo pode esperar socorro na providência de Deus e auxílio da parte de seus profetas.

1.1. Eliseu é chamado pela viúva
É muito gratificante quando existe alguém habilitado por Deus para a realização de milagres. Eliseu é convocado exatamente para isso, porque era um representante legal de Deus naquela região. Ela lhe conta seu drama, e ele lhe faz a seguinte pergunta: “Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E quando ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2Rs 4.2). Observemos que ela disse que não tem nada. E nada é nada! E conclui: “senão uma botija de azeite”. Então ela tinha alguma coisa! Porém diante da sua dívida e da pressão sofrida, ela jamais poderia imaginar que aquilo que via como nada se tornaria a fonte de seu milagre. Ela sabia que a quantidade de azeite que possuía não pagava sua dívida.

Essa mulher passava por um sério desespero, pois além de perder seu marido, ela estava falida e prestes a perder o fruto de seu matrimônio. Filhos que poderia ajudá-la. Sua situação era lastimável e sem precedentes.

O profeta alivia de forma eficaz a aflição dessa necessitada viúva, e coloca em condição de quitar sua dívida e de ter sustento para sua família. Ele não lhe deu somente um pouco de mantimento para aquela ocasião, mas a habilitou neste mundo para vender seu azeite, e pôs um estoque em suas mãos para ela começar. Isso foi feito por milagre, mas demonstra que o melhor método de caridade que alguém pode fazer aos pobres, se possível é ajudá-los de uma forma que aumente o pouco que eles têm.

1.2. A visão do profeta diante da viúva
“Que te hei de fazer?... E ela disse: Tua serva não tem nada em casa...” (2Rs 4.2). Quando a visão do nosso entendimento é aberta por uma verdade espiritual, aquilo que antes reputávamos como nada, pode se tornar a coisa mais valiosa que temos na vida. O profeta sabia que em sua casa havia o produto do milagre, então a despertou dizendo: ”Dize-me que é que tens em casa”. Para a mulher aquela botija de azeite não representava muita coisa, para o profeta era a fonte do milagre. Ela via apenas o azeite. Mas, o profeta, viu além, viu o futuro. Enquanto ela viu uma pequena botija, ele estava vendo dezenas de vasilhas cheias a partir daquele azeite, ou seja, em situações de aperto a receita para o sucesso é apresentar o pouco que temos Aquele que tudo pode!

Que te hei de fazer? O profeta Eliseu perguntou o que ela tinha e que poderia ser usado para pagar sua dívida e descobriu que ela não tinha nada, se não uma botija de azeite (v.2). Nosso Deus é capaz de suprir qualquer carência. Basta confiar o pouco que temos em suas mãos, e Ele suprirá todas as nossas necessidades. Se ela não tivesse a botija de azeite, Deus poderia ter operado um milagre diferente e ter lhe abastecido, mas tendo essa, Ele operará sobre a botija que possuímos, ensinando a fazer o melhor com o que temos.

1.3. A necessidade do profético em nossos dias
Nós somos uma igreja carente de profetas (não nos referimos ao dom de profecia, que muitos estão manipulando e usando insensatamente). Os profetas veem o futuro, eles têm sensibilidade para penetrar no mundo espiritual e mostrar a realidade do amanhã. Assim é o ministério profético (Ef 4.16). No episódio aqui relatado devemos observar duas coisas importantes: a visão da mulher e a visão do profeta. “Ela vê a botija de azeite como nada, ele vê a fonte de tudo o que ela precisa”. Os profetas existem para nos ensinar a usar a ferramenta que temos para seguir adiante. Uma palavra profética pode mudar nossa vida (Mt 8.8; Lc 7.7). Se olharmos para nossas limitações e não crermos na palavra profética nada se moverá. Nosso maior problema com milagres é visualizar o que temos nas mãos.

Milagres são sempre sobrenaturais. Se nos guiarmos pelo que vemos diremos como a viúva: “Não tenho nada”. Mas, se olharmos como Eliseu, os milagres sempre se tornarão realidade em nossas vidas. Denuncia (dizer o que está errado) e pronuncia (fazer o que é certo) são marcas de ministério profético autêntico.

2. OS PASSOS PARA UM GRANDE MILAGRE
Eliseu pede que aquela mulher corra até seus vizinhos, e lhes peça muitas vasilhas emprestadas para que o azeite daquela pequena botija venha enchê-las. Ela deveria confiar na palavra do profeta e agir por intermédio da fé no que ele disse. A fé também exige uma atitude, uma ação (Hb 11.1-6). 

2.1. Pedindo vasilhas emprestadas
A vida cristã pode apresentar muitos contrastes. No caso dessa viúva, ela começa pedindo algo emprestado a alguém, e pedir nunca é fácil (At 20.35). Pelo empréstimo conseguido, observa-se que ela tinha bom relacionamento e boa convivência com seus vizinhos. Pois, sem de má índole e sem relacionamentos seu milagre seria embargado. O profeta não fala a quantidade de vasos que ela deveria pedir, esse ato revela a qualidade e o nível daquilo que ela acreditava. Se ela pedisse mil, todos seriam cheios, se pedisse dez, aconteceria o mesmo. O que nos revela esse tipo de ação? Que podemos tanto limitar o milagre quanto ampliá-lo. Nossa fé pode determinar o tamanho do milagre que desejamos ver acontecer em nossas vidas (Jo 4.50-53; 2Co 5.7).

Na realização de um milagre a fé e a obediência devem trabalhar em conjunto. Existem pessoas que creem, mas não agem, e a fé exige uma atitude. Davi tinha fé, mas possuía a funda. É preciso ter coragem para oferecer o pouco que temos nas mãos do Deus que tudo pode, para que segundo Sua Palavra, a multiplicação aconteça.

Este milagre tem certa semelhança com o milagre de Elias em (1Rs 17.8-16). Quem almeja ter uma vida cheia de unção do Espírito de Deus, sendo comparado ao azeite, é necessário possuir três qualidades que são as condições de obter essa unção, ou seja, três receptáculos ou vasos simbólicos: 1) O vaso do desejo de receber, (Tg 1.6); 2)O vaso da fé, (Mt 21.22); 3)O vaso da obediência, (Jo 14.15-16). A mulher recebeu azeite para todos os vasos que conseguiu emprestados, sua fé, e sua obediência ao profeta fez com que recebesse o milagre da multiplicação do azeite.

2.2. Milagres extraídos daquilo que não é aparente
Uma atitude de fé sempre estará alicerçada na espiritualidade e na sensibilidade (Gl 5.16; Tg 2.18). Essa mulher estava desesperada, com medo de perder seus filhos, por isso, não pôde ver que o pouco azeite daquela botija era a fonte de sanar suas dívidas. Em muitos casos somos levados pela religiosidade e aparência das coisas, raramente não somos ludibriados pelas belas embalagens que nos rodeiam. A palavra certa aqui seria discernimento, e nesse tempo de coisas tão maquiadas, seria importante que a igreja se aplicasse em buscar o precioso dom de discernir os espíritos (1Co 12.10; 1Jo 2.20). O milagre partiu de onde ela menos imaginava, e aconteceu quando ela tirou de onde aparentemente não havia nada, um sinal que não podemos esperar ter para depois entregar. É do nada que Deus tira o tudo que precisamos. 

Eliseu perguntou o que ela tinha e que poderia ser usado para gerar dinheiro, e descobriu que ele não tinha nada, a não ser uma botija de óleo. Se ela tivesse algum prato ou mobília, lhe teria falado para vender e possibilitar a quitar suas dívidas com os credores. Deus trabalha em nossa vida com aquilo que possuímos, pode parecer pouco, mas Deus pode multiplicar muitas vezes o pouco que temos, o azeite da botija foi multiplicado em muito, as dívidas da viúva foram pagas e ainda tinha azeite o suficiente para viver.

2.3. Milagres de portas fechadas
“Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia” (2Rs 4.4). Uma grande verdade ressalta dessas palavras: “Existem milagres que só acontecem quando a porta está fechada”. Quando a porta está fechada geralmente pensamos em guerrear e lutar com Deus para que se abra. Uma porta fechada pode ser o prenúncio de um grande milagre que está para acontecer. Deus também trabalha no silêncio. Pedro foi salvo milagrosamente enquanto as portas da prisão estavam fechadas (At 12.7,10). José estava com as portas fechadas, quando se abriram as portas ele se tornou governador (Gn 40.3;41,14).

É certo que devemos orar para que as portas se abram, mas também não podemos nos esquecer que porta fechada se refere aquilo que é secreto, que exige silêncio. Muitos perdem as bênçãos porque deixam a porta aberta. Falam demais, contam vitória antes do milagre. Existe o tempo de falar e o de estar calado. Milagres se anunciam depois de concluídos, boas ideias podem ser plagiadas. Cuidado!

O profeta orienta a fechar a porta ficando só ela e seus filhos dentro de casa enquanto enche todos aqueles vasos com o único que possuía. Ela devia fechar a porta a fim de evitar interrupções de credores e de outras pessoas enquanto trabalhava, isso evitaria que eles se jactassem desse suprimento miraculoso e assim, tivesse a oportunidade de orar e louvar a Deus nesse momento extraordinário. A mulher acreditava fielmente no poder Divino, e em obediência ao profeta ela tomou emprestados muitos vasos grandes de seus vizinhos e os encheu de azeite. Um de seus filhos esteve ocupado em trazer os vasos enquanto o outro separava os que já estavam cheios. Todos estavam maravilhados ao verem a botija que tinham, como uma fonte de água viva, sempre fluindo, e ainda cheia. Eles não viram a fonte que abastecia, mas certamente acreditaram que vinha daquele em que estão todas as nossas fontes.


3. BOTIJAS QUE ENCHEM VASOS
Na casa de Deus existem vários tipos de vasos, e cada um tem uma função específica. Existem vasos pequenos, médios, e grandes; vasos de ouro, de prata, de pau, e de barro; vasos para a honra, e vasos para a desonra (2Tm 2.20). Porém, o destaque desse milagre não foi um vaso, e sim uma botija.

3.1. O valor de uma botija
Como seres humanos temos muita dificuldades em valorizar coisas pequenas. Mas esse milagre nos ensina a preciosidade de observar essas coisas (1Co 1.27, Is 53.2-3). O que a mulher tinha em casa? Uma botija. O que o profeta mandou ela pedir aos vizinhos? Vasos. Na lógica e não na visão humana é o vaso que enche a botija. Porém aqui as posições estão inversas. É a botija que enche o vaso. É costumeiro pensar que o pequeno sempre receberá do grande. Todavia, nesse milagre, é o pequeno que dá a vida, é o pequeno quem é a fonte, é o pequeno que visto como nada é quem sobressai. Ela disse: não tenho nada, e foi exatamente do que via como nada que os vasos foram cheios.

É comum valorizarmos títulos, ou o que pensam ao nosso respeito. Precisamos entender que a ótica Divina não escolhe beleza, estatura, ou renome. De onde surgiu Jesus? De Nazaré. De família nobre? Não. Nascido em meio aos animais, mas da simplicidade, Ele se tornou a fonte de tudo o que somos e realizamos.


3.2. Vasos de ouro e de prata
Esses tipos de vasos não existem em qualquer casa, eles além de valiosos, se destacam numa grande mansão. Muitos adorariam ser de ouro e de prata como esses vasos, mas nasceram apenas para ser de pau e barro, materiais fáceis de tomar uma forma diferente, enquanto os valiosos são mais rígidos. Quando os vasos de ouro e de prata aparecem é porque os de pau e de barro já trabalharam por eles. Porque não se prepara uma boa comida em vasos de ouro e de prata! O segredo não é o material com que o vaso foi feito, mas a função que desempenha: honra ou desonra (2Tm 2.20). Uma pequena botija pode ser a salvação de muitos vasos vazios, observamos que não é o tamanho, o material ou a forma, mas o que possui dentro de si que faz a diferença (Mt 25.4).

3.3. Vasos de barro
O vaso de barro possui algumas características interessantes. Ele é frágil, quebra com muita facilidade, o que possibilita o oleiro a refazê-lo sempre que desejar, dando a forma que melhor lhe convém (Jr 18.4). A beleza do vaso de barro está no seu interior. Ele não tem parecer nem formosura, mas porta dentro de si um inestimável tesouro (2Co 4.7). Ou seja, ele porta consigo a grandeza de alguém, todo seu valor pertence ao dono do tesouro que nele está. Vivemos um tempo difícil, onde belos vasos apresentam grosseiras rachaduras de pecado, e o óleo se esvai. E na escassez de vasos para embelezar a mansão, o Senhor está recrutando botijas, e multiplicando o azeite que elas dividem com outros vasos.

O segredo para se encher é estar vazio; Vazio de si mesmo, da vaidade, do pecado, que é a rachadura por onde se derrama toda a unção. O propósito divino é só parar quando todos os vasos estiverem cheios. Fechemos a porta para o pecado, abramos nossas vidas para o puro azeite que o Senhor nos oferece.

CONCLUSÃO
O primeiro estágio dessa mulher era de calamidade total, mas seu final foi milagroso, próspero e sobrenatural. O importante não é como começamos, mas como iremos terminar diante de Deus. Ainda há tempo para mudanças, façamos como essa mulher, convidemos ao Senhor para vir a nossa casa e contemos a Ele o que se passa conosco.

Os milagres mostram a ternura e o cuidado de Deus por todos nós. Essa narrativa revela que Deus cuida dos seus servos quando estão em necessidade e aflição. É uma história de fé e confiança no socorro divino. Deus não desampara aqueles que a Ele permanecem fiéis. A multiplicação do azeite pelo profeta Eliseu, demonstram-nos uma lição do amor do Pai para conosco. Ele jamais abandona os seus servos, mas socorre nas suas angústias, acredite nas horas mais difíceis Ele está pronto para atender os nossos clamores.

QUESTIONÁRIO

1. A que foi dirigido o clamor da mulher viúva?
R. Ao profeta Eliseu (2Rs 4.1).
2. Qual a pergunta feita pelo profeta a mulher?
R. Que te hei de fazer? Dize-me que é que tens em casa (2Rs 4.2).
3. Qual foi a fonte do milagre da vida daquela mulher?
R. A botija de azeite que estava em sua casa )2Rs 4.2).
4. Qual o segredo de ser um vaso escolhido por Deus?
R. A função que desempenha. Se ele é para honra ou para desonra (2Tm 2.20).
5. Onde reside a beleza de um vaso?
R. Em seu interior (2 Co 4.7).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

Bíblia. Português. Bíblia Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia Sagrada, tradução King James Atualizada (KJA). Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Ibero-Americana, 2012.

BÍBLIA. Português. Bíblia de estudo NVI. São Paulo: Vida, 2003.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 7 – Eliseu e o milagre da multiplicação do azeite.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Diácono Ancelmo Barros de Carvalho
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