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26 de junho de 2016

Comentários Adicionais da Revista Betel

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

REVISTA BETEL - 3º TRIMESTRE DE 2016

"MATEUS - Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei".  

Comentarista da Lição: Bispo Manoel Ferreira. 

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Mateus: O Evangelho do Reino - Comentários Adicionais

MATEUS: O EVANGELHO DO REINO
(Lição 01 - 3 de Julho de 2016)

Texto Áureo
“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 4.23).

Verdade Aplicada
O evangelho de Mateus demonstra que o Senhor Jesus é o Rei prometido previsto no Antigo Testamento.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
·  Ensinar os elementos usados por Mateus para a redação de seu evangelho;
·  MOSTRAR o que Mateus tinha em mente quando reuniu todo o material que comportaria o seu evangelho;
·  APRESENTAR características peculiares ao evangelho de Mateus.

Textos de Referência
Mt 4.23 - E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Mt 4.24 - E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.
Mt 4.25 - E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia, e de além do Jordão.

INTRODUÇÃO
O estudo do evangelho de Mateus nos irá proporcionar a alegria e o prazer de conhecer Jesus, não só como salvador, mas também como o Rei Eterno, cuja trajetória começa com sua genealogia e nascimento (Mt 1 e 2) e vai até sua morte e ressurreição (Mt 26 a 28). No entanto, o destaque do livro está na visão do evangelista acerca do caráter messiânico de Jesus e de sua visão do Reino dos Céus. É este Reino instaurado entre os homens que fez e continua fazendo a diferença na humanidade (Mt 3.1 a 7.29). O estudo desta primeira lição tem como proposta refletir sobre os aspectos gerais do Evangelho de Mateus, também denominado: Evangelho do Reino.

1. QUEM FOI MATEUS?
Na ordem bíblica, Mateus é aceito pela maioria dos estudiosos como o autor do primeiro livro do Novo Testamento. Chamava-se Levi, e era filho de Alfeu (Mc 2.14-17; Lc 5.27-31). Seu nome em aramaico era “Mattatyah” e significa “Dádiva de Deus”. É consenso entre os estudiosos que o autor do Evangelho, além de judeu e cristão, tinha também profundo conhecimento do trabalho dos publicanos (Mt 5.46; 9.10-11). Ele tinha também uma mente extremamente organizada e procurou estruturar seu livro de forma a facilitar a compreensão por parte dos leitores. Com isso, o seu trabalho, além de organizado e fácil de ser estudado é também pedagógico e próprio para leituras públicas, com estrutura própria não só para o ensino, como também, para o uso nos cultos, o que tornou o seu evangelho, não só o mais lido, como também, o mais utilizado e comentado pelos cristãos primitivos. 

1.1. Mateus, um coletor de impostos
Mateus era um cobrador de impostos e servia ao rei Herodes Antipas em Cafarnaum, no porto do Mar da Galileia (Lc 3.1). Provavelmente coletava os impostos sobre os produtos que passavam pelo porto, bem como dos pescadores que ali exerciam suas profissões. O Império Romano certamente mantinha também pessoas espalhadas pelo reino encarregadas de recolher impostos e taxas que o povo devia ao imperador. Por serem funcionários públicos a serviço de Roma, eram também conhecidos como publicanos (Mt 10.3). Essas pessoas, obviamente, não eram bem-vistas pelos próprios conterrâneos, pois, tinham esse trabalho como uma afronta à liberdade de seu povo, além de os acusarem de extorquir propinas e de receberem subornos (Lc 3.12-14). Mateus, como bem disse o comentarista da lição, não era um publicano comum. Ao que parece ele exercia muita influência sobre os demais cobradores de impostos (Mt 9.9-13). Era homem rico, educado, conhecedor da língua grega e aramaica, mas sua profissão fazia com que ele fosse desprezado pelos judeus, que os considerava como pecadores (Mt 11.19; Mc 2.16; Lc 7.34; 15.1-2). Mateus estava em pleno exercício de sua ocupação profissional quando Jesus o chamou para seguir. “Depois, indo adiante, Jesus viu assentado na alfândega um homem, chamado Mateus, e lhe disse: Seja meu seguidor” (Mt 9.9). Ele imediatamente deixa as suas responsabilidades profissionais de coletor de impostos e se torna um discípulo de Jesus (Mt 9.9; Mc 2.14; Lc 5.27-28). A exemplo de Mateus, quantas pessoas também tem sido atingidas pelo evangelho em seu ambiente de trabalho, desenvolvendo suas habilidades profissionais? A Palavra de Deus deve chegar até os pecadores não importa onde e a quem! (Mc 16.15; Mt 28.19-20).

1.2. Mateus, um dos doze apóstolos
Não há dúvida, quanto à identidade do antigo publicano Levi com o posterior Apóstolo Mateus, principalmente, quando se compara as passagens paralelas (Mc 2.14-17; Lc 5.27-31), bem como os costumes dos judeus de adotarem novo nome, por ocasião de alguma circunstância ou evento importante na vida (Gn 17.5; 35.10; Mc 3.16; Jo 1.42; At 4.36; 12.12; 13.9). Ao incluir seu nome na lista dos apóstolos, é trocado o nome de “Levi” por “Mateus”, porém, mantém o cognome de “o publicano”, ou seja, trocou o seu antigo nome, mas não suprimiu seu cognome, ainda que fosse desprezível (Mt 10.3; Mc 3.18, Lc 6.15). Segundo o comentarista da lição, apesar dele ser citado poucas vezes no dia a dia do ministério de Jesus, não significa dizer que ele não tenha participado ativamente junto com o mestre e os demais apóstolos. Ele é citado, por exemplo, junto com os demais fazendo parte da comissão enviada por Jesus para evangelizar (Mc 3.18; Lc 6.15). Estava também com os outros discípulos no cenáculo depois da ascensão de Cristo (At 1.13), etc. O martirologista Inglês, John Fox, no “Livro dos Mártires”, diz que o Apóstolo Mateus passou seus últimos anos de vida na proclamação do evangelho na Etiópia e outras regiões. Morreu martirizado na cidade de Nadabá no ano 60 dC.

1.3. Mateus, um evangelho precioso
Do ponto de vista literário, o evangelho de Mateus, tem sido dentre todos os demais evangelhos, o mais precioso. A literatura cristã dos primeiros séculos faz mais citações a Mateus do que qualquer outro evangelho. Os pais da igreja colocaram o evangelho de Mateus no começo do Cânon do Novo testamento, provavelmente, por causa da influência e da importância que lhes atribuíam. De fato, o livro de Mateus é precioso em seus materiais e por isso não pode ser estudado e analisado sob apenas um aspecto ou fator. O Comentário Bíblico Broadman, disse que: “Mateus foi um livro eclesiástico destinado a satisfazer muitas necessidades: evangelismo, missões, apologia, ensino, disciplina e adoração.”
    
2. AS ORIGENS E O PROPÓSITO DO EVANGELHO
Mateus, assim como os demais evangelistas, não escreveram para satisfazer a curiosidade em torno da história de Jesus. Apesar deste não ser o objetivo, Mateus e os outros evangelistas acabaram traçando uma biografia de Jesus no Novo testamento. O propósito primordial do evangelho de Mateus era mostrar a gloriosa culminação do tipo e da profecia do Antigo testamento, ou seja, provar que Jesus Cristo era o filho de Davi, o rebento do tronco de Jessé, o Messias prometido; e, revelar também que o nascimento, a vida, o sofrimento, a morte e a ressurreição de Cristo são cumprimentos da Antiga Aliança, o qual fornece evidencias tanto pela tábua genealógica, no qual reivindica que Jesus é o Filho de Davi, como pela referencia contínua que faz ao Velho Testamento. Ele inclui em seu livro  53 citações e pelo menos 76 referências ao Antigo Testamento. Usa, por exemplo, inúmeras vezes a frase “para que se cumprisse”, mostrando que em Jesus estava se cumprindo as grandes profecias da antiguidade (Mt 1.22; 2.15,23; 4.14-17; 5.17-20; 12.17-18; 13.34-35; 21.4-5; 27.9-10). Estes foram os principais fatos cujo autor desejava imprimir aos seus leitores.

2.1. Data
Não se conhece a data exata em que foi escrito este Evangelho. Na verdade o que existe são apenas especulação em torno da data e da língua à qual foi escrito originalmente. Uns admitem ter sido escrito entre os anos 50 e 60 dC, outros entre os anos 60 e 70 dC, outros depois do ano 70 dC. Contrário do que supõe o nosso comentarista e outros estudiosos, pode-se duvidar de que tenha sido escrito depois do ano 70 d.C., pois na profecia de que trata sobre a ruína de Jerusalém, não se alude à referida queda como fato consumado (Mt 24.1-28). Os que dizem ter sido escrito posterior ao ano 70, são geralmente os mesmo que não atribuem a Mateus a autoria. Já quanto à especulação originaria da língua à qual foi escrito o evangelho, os pais da igreja concordam em afirmar que este evangelho, não só foi escrito por Mateus, como também ele escreveu primeiro em aramaico e depois traduzido para o grego, muito embora, não se tenha evidências sobre a existência do original em aramaico, mas somente no grego.  

2.2. Destinatários
Muito embora alguns textos do livro de Mateus e o testemunho dos pais da igreja deixem entender que ele tenha sido destinado aos judeus recém-convertidos, como uma espécie de manual de instrução na fé, não podemos deixar de observar, como fez o comentarista da lição, de que esse é o mais universal de todos os evangelhos (2.1-12; 8.11-12; 13.38; 21.43; 28.18-20). O fato de o evangelista fazer inúmeras citações e alusões ao Antigo Testamento, bem como não perder tempo com explicações sobre costumes judaicos, demonstra que ele escreveu direcionado a uma comunidade que conhecia bem esses costumes. No entanto, não podemos afirmar que Mateus restringiu seu evangelho somente a estes. Assim, não obstante os textos indicarem que seu público alvo seja os judeus, ou judeus convertidos, sua visão é universal, pois também visava satisfazer ás necessidades da igreja em crescimento. Ele tinha uma visão muito clara entre a Antiga e a Nova Dispensação, entre o Judaísmo e o Cristianismo (Mt 9.16-17).

2.3. O propósito
Como bem disse o comentarista da lição, o Evangelho de Mateus cumpre vários propósitos simultaneamente. Ao mesmo tempo em que ele escreve com o propósito de provar que Jesus de Nazaré era o Messias prometido, também, escreve com o propósito de levar as Boas Novas provendo aos seus leitores um relato da vida e  ministério de Cristo. Para levar a efeito os seus propósitos, ele destaca a linhagem davídica e abraâmica de Jesus (Mt 1.1). Este texto liga imediatamente às duas importantes alianças do Velho Testamento. A aliança Davídica de estabelecer seu trono eterno (2 Sm 7.8-16; Is 9.6-7; Jr 23.5-6) e a aliança abraâmica da promessa (Gn 12.3; Gl 3.8; Jr 23.5; 33.15; Hb 11.17-19). Assim, simultaneamente ele apresenta Cristo como o Messias Prometido, o descendente direto do trono de Davi, bem como, expõe relatos da vida terrena do Filho do Homem.      

3. CARACTERISTICAS GERAIS DO EVANGELHO
Nas características gerais apresentadas pelo comentarista da lição, ele introduz fazendo algumas perguntas: quem era Jesus e o que pretendia? Como Ele se destaca no evangelho de Mateus? O evangelista Mateus apresenta um Jesus do qual ninguém pode ignorar. A despeito de tudo que ele apresenta, do nascimento miraculoso até a ressurreição em glória, para provar que Jesus era o Filho de Deus, o Messias Prometido. Ignorá-Lo seria uma grande loucura. Ele próprio interroga seus leitores dizendo: “Quem é este que até o vento lhe obedece?” (Mt 8.27). Mateus e o próprio Jesus quer que nós saibamos quem de fato Ele é! Ele quer que nós O conheçamos! (Mt 16.13-19). Sabes tu dizer quem Ele era? Se Jesus não era tudo o que Mateus alegava que Ele era, teremos no livro de Mateus, e, porque não dizer na Bíblia, a maior fraude de toda a história da humanidade. Mateus e todos os demais escritores bíblicos seriam mentirosos e Jesus um doente mental, pois nenhum ser humano, em sã consciência, seria capaz de falar o que Jesus disse de si mesmo (Jo 11.25-26; Jo 8.51-59). Particularmente, não tenho dúvida! Jesus é o Filho de Deus, Salvador e Senhor Supremo e Absoluto na minha vida!    

3.1. Contexto histórico inicial do evangelho
O contexto histórico apresentado por Mateus para a primeira vinda de Jesus situa-se dentro de um ambiente cultural da civilização grego-romana e de um ambiente político do Império Romano. Depois de um século de relativa independência, sob a influência dos gregos, os judeus caíram sob o domínio romano em 63 a.C. O império foi hierarquicamente estruturado em inúmeras províncias. A Palestina era uma das províncias de Roma e Herodes, o grande era quem governava (Mt 2.1-19). O termo “Herodes” não era um nome propriamente dito, mas um título, dado a um clã de governadores no tempo de Jesus. A vida e o destino dos membros deste clã quase todos cruzaram com a vida de Jesus e de seus apóstolos. Vários membros desse clã são mencionados no Novo Testamento, o que gera confusão na hora de identificar cada um deles. Quando Herodes, o grande, morreu, ainda na infância de Jesus, Roma dividiu a palestina em quatro partes, cada qual governada por um tetrarca (tetrarca significa governante de um quarto). Três filhos de Herodes, o grande (Arquelau, Herodes Antipas e Herodes Filipe II) recebeu cada um uma parte e um quarto foi conferido a um homem que não pertencia ao clã, chamado Lisânias (Lc 3.1). Arquelau foi constituído tetrarca da Judeia, Samaria e Idumeia (Mt 2.19–23); Herodes Filipe II, tornou-se tetrarca da Itureia e de Traconite (Lc 3.1), e; Herodes Antipas, simplesmente conhecido como “Herodes” nas Escrituras (Lc 8.3) tornou-se tetrarca da Galileia e Pereia (Mt 14.1; Lc 3.1, 19; 9.7; At 13.1). Este se tornou o Herodes mais conhecido do Novo Testamento, pois reinou na Galileia durante o ministério pessoal de Jesus e foi o responsável pela decapitação de João Batista (Mt 2.13-18; 14.1-12; Mc 6.14–29).

3.2. A apresentação de Jesus
Mateus, como os demais evangelhos apresentam alguns traços comuns da vida e da humanidade de Jesus, ainda que não tão quanto à sua divindade. De uma maneira geral, o credo da cristandade formula a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente humano, ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a forma humana (Jo 1.14), tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens. No entanto, o estudo sobre a humanidade de Jesus, ainda que aceito por todos, é pouco falado, estudado e na maioria das vezes, mal compreendido. Embora sua concepção tenha sido um pouco diferente dos demais seres humanos (foi gerado pelo Espírito santo), os demais estágios da vida como: nascimento, crescimento, desenvolvimento, vida familiar, etc foram idêntico ao de qualquer ser humano normal, tanto no seu aspecto físico como intelectual e emocional (Mt 1.1-17; 4.3; 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; 26.37; Mc 3.5; 10.14; 11.12; Lc 2.6-7; 2.52; Jo 4.6; 11.33-38; 18.22; 19.2-3; 19.28). No entanto, vale ressaltar que embora Ele tenha assumido todos esses reveses da natureza humana, não abriu mão de sua natureza divina (Fp 2.6-7).     

3.3. Questões escatológicas
As questões escatológicas apresentadas pelo comentarista da lição se referem a uma rápida apresentação dos aspectos presentes e futuros do Reino dos céus. Mas, se um de seus alunos lhe exigisse maiores explicações sobre o Reino dos céus, o que você diria a ele? Por que os evangelhos sinóticos de Marcos e de Lucas citam somente a expressão “Reino de Deus” (Mc 4.11,26,30; 10.30; Lc 7.28; 8.10; 13.18,29) e, Mateus cita tanto “Reino dos céus” como “Reino de Deus”? (Mt 19.23 e 24). Há distinção entre os dois reinos? Ainda que para alguns essas citações paralelas entre os sinóticos se refiram à mesma coisa. Mateus, ao contrário, parece enxergar algo além nestas duas expressões. Se não fosse assim, ele não teria usado por cinco vezes a expressão “Reino de Deus” e trinta e duas vezes a expressão “Reino dos Céus”. O Reino dos Céus pode ser o Reino de Deus, mas o Reino de Deus não é, necessariamente, o Reino dos Céus. Assim, o Reino dos Céus é parte do Reino de Deus, porém, distinto deste. O Reino de Deus pode ser definido como o governo universal de Deus e inclui tanto os seres celestiais como os terrenos de todos os tempos (Lc 13.28-30). É o governo soberano que Deus exerce sobre tudo e sobre todos (1 Co 15.24-28). Este é Eterno e vai de antes da criação do mundo até a eternidade. Já o Reino dos céus pode ser entendido como o governo que se manifestou gloriosamente sobre a face da terra (Mt 6.10; 3.1-2; 4.17). É o governo terreno do Messias, pois se trata do reino prometido no pacto estabelecido com os descendentes de Davi (2 Sm 7.7-10;  Zc 12.8;  Lc 1.32-33). Ele é espiritual e se torna prático com a igreja, por isso, é uma realidade presente no mundo hoje (Jr 23.5; Mt 6.1; 10.7). Diferentemente do Reino de Deus, o Reino dos céus é temporal e vai de João Batista até o final do Milênio (Ap 11.15). O Reino de Deus receberá o Reino dos Céus quando Cristo houver completado sua missão de salvação e tiver colocado todos os seus inimigos debaixo de seus pés (1 Co 15.24-28). O fato do “Reino dos Céus” está inserido no “Reino de Deus”, provavelmente, levaram os evangelistas, Marcos e Lucas, a usarem somente a expressão geral: ”Reino de Deus”. Entretanto, Mateus, por ser o Evangelho do Reino, usa as duas expressões como se quisesse trazer ao nosso conhecimento uma distinção entre duas as expressões. Parafraseando os aspectos presente e futuro do Reino dos céus, seria mais ou menos assim: No seu aspecto presente (Dispensação da Graça), Deus trata com a Igreja, para inseri-la no seu Reino (Jo 3.3-7, Hb 12.14). No aspecto futuro, com a Grande Tribulação, Deus vai tratar com os Judeus, a fim de inseri-los no seu Reino (Zc 12.10; 14.4; Is 66.8; Mt 24.29-31; Rm 11.26); e, no Milênio, Jesus vai tratar com as Nações, para inseri-las no seu Reino (Jl 3.2, 9-16; Ap 20.8-9).

CONCLUSÃO
Era muito conhecida entre o povo a promessa que Deus fizera a Davi de que a partir de sua semente viria o Messias. Naquela época já havia uma expectativa geral pelo seu aparecimento (Mt 9.27; 15.22; 20.30; Mc 10.47; Lc 18.35). Assim, a ideia de Mateus era apresentar claramente aos seus contemporâneos e cristãos que o Reino dos Céus estava sendo instaurado através de Jesus, o Messias. Para Mateus o Reino dos céus não é algo indescritível, nem é uma ideia vaga ou uma esperança utópica, mas uma realidade que se evidencia em superação de doença, sofrimento, pecado, morte, bem como, em libertação dos poderes maléficos que aprisionam os homens. Sendo assim, Jesus não só anunciou a chegada do Reino (Mt 4.17) como também a notificou através de seu ministério de cura, expulsão de demônios e de muitos outros milagres (Mt 11.1-5; 12.28). Mateus foi uma testemunha competente de tudo aquilo que registrou nos dando ampla evidência de que podemos crer que Jesus é o autêntico Filho de Deus e compartilhar com aqueles que ainda duvidam!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Revista BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Mateus – Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 100. Comentarista: Bispo Manoel Ferreira. Lição 01 – Mateus: o Evangelho do Reino.

BÍBLIA. Português. Nova Versão Internacional. Tradução das Notas de Gordon Chown – Editora Vida. 2001.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Pentecostal. Tradução de João Ferreira de Almeida – com Referências e Variantes. Revista e Corrigida. CPAD – Edição de 1995.
BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Matthew Henry. Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel. 1ª Edição, 2014.

COMENTÁRIO BÍBLICO BROADMAN. Novo Testamento. Editor Geral Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira. 3ª edição. Editora JUERP. Rio de Janeiro. 1986. Volume 8.

FOX, John. Livro dos Mártires. Distribuído gratuitamente pelos Semeadores da Palavra. Traduzido do espanhol para o português por Daniela Raffo.

ALLISON, Haroldo B. - A Doutrina das Últimas Coisas. Editado por Roberto Collins. Editora IBR. São paulo. 1985. 

DICIONÁRIO BÍBLICO. Disponível em:  http://biblia.com.br/dicionario-biblico/m/mateus/ > Acesso em 20 de Junho de 2016.

HUMANIDADE DE JESUS. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/Cristologia/Cristologia-HumanidadeJesus-Kelson.htm > Acesso em 22 de Junho de 2016.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa. Servidor Público Federal; Bacharel em Direito pela faculdade PROJEÇÃO; Bacharel em Missiologia pela antiga Escola Superior de Missões de Brasília; bacharel em Teologia Pastoral, pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília); Pastor credenciado na CONAMAD e superintendente da EBD, na AD316, Subsede da ADTAG.

24 de junho de 2016

Comentários Adicionais da Revista Betel

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

REVISTA BETEL - 3º TRIMESTRE DE 2016

"MATEUS - Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei".  

Comentarista da Lição: Bispo Manoel Ferreira. 

Comentários Adicionais: Pr. Osmar Emídio de Sousa


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22 de junho de 2016

Temperança: Uma vida controlada pelo Espírito - Comentários Adionais

TEMPERANÇA: UMA VIDA CONTROLADA PELO ESPIRITO
(Lição 13 – 26 de Junho de 2016)

TEXTO ÁUREO
Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”(Gl 5.22).

VERDADE APLICADA
Temperança é a total moderação desenvolvida por aquele que vive sob o domínio do Espírito Santo.

OBJETIVOS DA LICÃO
ENSINAR como viver sob o controle do Espírito Santo;
MOSTRAR que a tentação não é derrota;
REVELAR que igrejas temperantes servem para mudar o mundo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Tt 2.7 - Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
Tt 2.8 - Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Tt 2.11 - Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
Tt 2.12 - Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, a última do trimestre, estudaremos mais uma das características do fruto do Espírito: A Temperança. O crente, que aceita que o Espírito Santo o transforme segundo a imagem de Jesus, desenvolverá esta virtude em todas as áreas da vida (2Co 3.18). O fruto da temperança, domínio próprio ou autocontrole como é conhecido, não é simplesmente natural ou aprendido por meios de cursos, mas somente é concedido através da presença real do Espírito Santo na vida da pessoa. A ideia principal de “temperança” é força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância, brutalidade e vanglória. É o controlar a si mesmo sob a orientação do Espírito Santo.

1. VIVENDO SOB O CONTROLE DO ESPÍRITO
Essa temperança, autocontrole ou domínio próprio não é algo natural, é uma ação do Espírito Santo em nossas vidas como um delimitador para nós. Não é como uns dizem, “conta até dez”, ou ainda “mentaliza”... é muito mais do isso, é deixar ser controlado pelo Espírito Santo. O crente que nele há a temperança vive sobre total controle do Espírito Santo.

1.1. Controlando os desejos e paixões
Todos nós temos desejos pecaminosos e não podemos ignorá-los. A fim de podermos seguir a orientação do Espírito Santo, devemos, decididamente, enfrentá-los, crucificá-los (Gl 5.24). Esses desejos incluem pecados evidentes como imoralidade sexual, incluem, também, outros que são menos óbvios, como hostilidade, ciúme e ambição egoísta. Aqueles que ignoram esses pecados, ou se recusam a enfrentá-los, mostram que não receberam o dom do Espírito que leva a uma vida transformada. Para se viver de modo que agrade ao Senhor, é preciso crucificar as paixões que brotam na carne e as concupiscência, e ter a certeza de que Deus sempre nos dá o êxito (1Co 15.57; Gl.5:24). É necessário deixar que Jesus domine sobre nós, estando submissos a Ele.

1.2. Ser temperante é uma escolha do homem
Ser temperante é ter uma vida equilibrada, é viver com moderação. Isto significa que devemos evitar os extremos de comportamento ou expressão, conservando os apropriados e justos limites. Paulo descreve as duas forças opostas que lutam em nosso interior: o Espírito Santo e a nossa natureza pecaminosa (os iníquos desejos ou inclinações gerados pelo nosso corpo). Observe que Paulo não está dizendo que essas forças são iguais, na verdade, o Espirito Santo é infinitamente mais poderoso. Porém, contando apenas com nossa própria sabedoria, faremos escolhas erradas. Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos. O único caminho para nos libertarmos de nossos desejos pecaminosos é nos deixar ser guiado por intermédio do poder recebido do Espirito Santo (ver Rm 8.9; Ef 4.23,24; Cl 3.3-8).

1.3. Náo andando segundo a carne, mas segundo o Espírito
Andar "segundo o Espírito" é buscar a orientação e a capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de Deus. É estar sempre consciente de que estamos na presença de Deus, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que precisamos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós. É impossível obedecer à carne e ao Espírito ao mesmo tempo (Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do Espírito Santo, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne, torna-se inimigo de Deus (Tg 4.4) Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de Deus, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele. Sem o auxílio do Espírito de Deus, nossas inclinações naturais cedem facilmente aos desejos pecaminosos. Todavia, ao nascermos do Espírito, a nova natureza divina em nós esforça-se por cumprir toda a sua vontade e agradá-lo.

2. A TENTAÇÃO NÃO É DERROTA
No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos através dos meios de comunicações, que são aparentemente inofensivos, mas com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com Deus. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto em nossa mente, por isso precisamos da ajuda do Espírito Santo a fim de conservá-la pura (Fp 4.8). O servo de Deus pode até ser tentado no mundo onde não se conhece a Deus. Todavia, o Espírito Santo nos capacita para sermos mais que vencedores naquele que nos fortalece.(Fp 4.13).

2.1. O domínio próprio sufoca os desejos da carne
O desejo de Deus é que todos vivam de modo correto, exercendo o autodomínio, não cedendo as tentações, procurando ter um coração mais puro e santo. Ter o pensamento voltado nas coisas de Deus é indispensável para sufocar os desejos da carne. Pois, são tantos os meios que podem nos distanciar da presença de Deus. Quando não há domínio próprio nos pensamentos, nas palavras e ações, logo aparecerá o mau testemunho. Veja as recomendações da Palavra de Deus em (Pv 15.1; 1Co 10.31; Fp 4.8). O êxito na carreira cristã é algo que precisa ser buscado por todo cristão. Deus quer sempre conduzir o Seu povo em triunfo (1Co 2.14).

2.2. Domínio próprio, agente da santificação
É certo que o domínio próprio é necessário para a santificação, como bem disse o autor da revista. Para termos domínio próprio temos que deixarmos ser primeiramente dominados pelo Espírito Santo que é agente de santificação na vida do homem. A santificação é uma obra de Deus, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8). A santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com Cristo (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de Deus (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de Deus (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniquidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de Deus (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do Espírito Santo (Rm 8.14; Ef 5.18).

2.3. O domínio próprio eleva o nosso nível
Existem ainda muitas pessoas para as quais o “domínio próprio” tem relação a uma bebida forte, mas é quase desnecessário salientar que o domínio próprio tem uma aplicação ampla para cada um dos nossos apetites, não só os apetites físicos, mas os mentais e espirituais também. ‘Em tudo se domina’ é o objetivo de Paulo (1 Co 9.25); é o alvo para o crente. É possível ser abstêmio até o ponto da ‘disciplina do corpo’ (Cl 2.23), e, ainda assim, ser totalmente imoderado no domínio próprio, falando demais ou na busca de elogio e poder. A falta de domínio próprio nos apetites físicos é uma das formas mais predominantes da fraqueza e do pecado. Um cristão com domínio próprio irá desfrutá-las com gratidão quando lhes forem convenientes e proveitosas, mas continuará, igualmente sereno quando não puder dispor delas. Quando Jesus entra no coração, seu Espírito, controlando o interior, produz, como fruto final, domínio próprio e amor em todas as coisas.

3. LIÇÕES PRÁTICAS
Os meios de comunicações tentam de todas as formas nos atrair através de seus programas, apesar de expor alguns conteúdos bons, nem tudo que é apresentado pela mídia deve ser considerado proveitoso. Algumas informações não condizem com a verdade dos fatos, coisas erradas estão sendo considerados certas. É preciso ficar atentos e agir com discernimento espiritual e seguir a recomendação sábia do apóstolo Paulo que nos manda examinar tudo e reter o bem e abster-se de toda espécie do mal (1 Ts 5.21-22).

3.1. Igrejas temperantes para mudar o mundo
A Igreja do Senhor Jesus é uma agência do reino de Deus no mundo. Ela deve se portar com pureza e zelar pelas coisas de Deus, não deve aceitar como certo o que a Bíblia considera errado, embora os meios de comunicações tente impor como certos na sociedade aquilo que é duvidoso. A Igreja está no mundo, mas não é do mundo. A igreja está firmada em Cristo e caminha para a glória, enquanto o mundo jaz no maligno e segue rumo à perdição. Jesus diz: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5.13). De modo semelhante ao sal que tem o poder de preservar contra qualquer decomposição. A igreja é fundamental para preservar e proclamar a verdade aos que vivem na ilusão do pecado. A igreja é a luz do mundo, que anuncia aos pecadores Jesus que ilumina o homem. A igreja deve ter o cuidado de nunca deixar de ser temperante, a igreja não pode ser sal inútil e insípido, ela é sal no mundo a fim de coibir o mal e dá sabor à vida.

3.2. Uma igreja transformada vivendo em meio a uma geração perversa
vivemos em meio a uma geração perversa obcecado na contemplação visual da imoralidade, iniquidade, brutalidade, violência, pornografia e todos os tipos de males, a fim de satisfazer sua concupiscência e desejo pelo prazer. No entanto, Aqueles que verdadeiramente servem ao Senhor, jamais deverão apegar-se a esse tipo de coisa e perder a comunhão com o Senhor, muito pelo contrário, eles aborrecerão a tudo isso, e deles se apartarão (Sl 97.10). Que Deus nos guarde em meio a essa geração que contemplam interesses materiais e tem uma vida diária caracterizada pela indiferença e pelos desejos pecaminosos. A igreja é o aroma de Cristo e o aroma tem o poder de atrair. O aroma de Cristo não passa despercebido. Assim é a igreja. Ela é o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem (2 Co 2.15,16).

3.3. Operando Deus quem impedirá?
O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. O cristão que confia plenamente da presença do Espírito santo em sua vida, nenhuma artimanha do inimigo pode fazê-lo cair, pois quem poderá impedir o agir de Deus na vida de um crente fiel? Todavia, devemos está ciente que é o Espírito Santo que nos capacita a superar as adversidades. De modo algum conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos ser obedientes a Sua Palavra, temos que unir nossa vida a d'Ele (ver Jo 15.4.5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo.

CONCLUSÃO
O fruto da temperança suscitado pelo Espírito Santo opõe-se a todas as obras da natureza pecaminosa carnal e humana. No momento em que somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós. A partir de então, não podemos estar mais sob a escravidão do pecado. Ao longo da vida terrena, precisamos exercer o governo disciplinado sobre os desejos da carne. Esta (a natureza inatamente pecaminosa) fará tudo para recuperar o seu domínio sobre nós. Busquemos todos, sempre, a renovação espiritual e tenhamos uma vida inteiramente rendida a Jesus como Senhor. Nessa dimensão espiritual nasce e cresce o fruto do Espírito. A falta de temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do Espírito Santo, porque desta maneira estaremos sob o seu controle. Ele nos ajuda a dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

GEE, Donald. Como receber o batismo no Espírito Santo. Rio de Janeiro:Editora CPAD, 2001.

MAIA, Israel. Vivendo o fruto do Espírito. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2016.

POHL, Adolf. Comentário Esperança. Cartas aos Gálatas. Curitiba-PR: Editora Evangélica Esperança, 1999.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Fruto do Espírito. Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 99. Lição 13 – Temperança: uma vida controlada pelo Espírito.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Pb. Ancelmo Barros de Carvalho. Servo do Senhor Jesus.

20 de junho de 2016

Temperança: Uma vida controlada pelo Espírito - Comentário Adicional Extra

TEMPERANÇA: UMA VIDA CONTROLADA PELO ESPIRITO
(Lição 13 – 26 de Junho de 2016)

COMENTÁRIO ADICIONAL EXTRA

Podemos definir o fruto do Espírito, como o resultado da presença do Espírito Santo no homem. Neste sentido, a temperança é uma evidência de Sua atuação, naquele que permite ser guiado pelo Espírito Santo. Trata-se de um conjunto de virtudes morais e espirituais, manifestas na vida daquele que vive em Cristo.
A temperança, também chamada de domínio próprio, é uma capacidade de controle de nós mesmos. É uma virtude que começa em Deus, portanto sua ausência gera infelicidade. É o Espírito Santo que esculpe o caráter do homem à semelhança de Cristo. Aquele que nasceu de novo recebe um novo caráter, o caráter de Cristo e irá moldando-o a cada dia de sua peregrinação nesta terra. A regeneração do homem é uma prova irrefutável da comunhão deste com Deus, pois o Espírito Santo sufoca o velho homem, o domina e o governa.
É importante frisar a necessidade do homem ter em si a mente de Cristo e ter renovado seu entendimento de Deus. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os 6:3). Diante de Deus o homem precisa decidir racionalmente (Rm 12:1), se quer ou não guerrear contra sua própria carne, suas próprias vontades, seus desejos carnais. Ao optar pela guerra, este encontra reforço divino, pois permite que Cristo domine sua carne, vontade e desejos. Decide não pender para a carne, permite que o Espírito Santo desenvolva seu fruto nele.
A temperança pode ser descrita também como uma força, gerada pelo Espírito para o homem mortificar sua carne. Sem Deus o homem não tem forças para dominar sua natureza (Rm 8:12,13). O Espírito Santo ao desenvolver a temperança no homem lhe confere vitória sobre o pecado. A liberdade gerada pelo evangelho não serve, porém para que o homem dê lugar aos desejos da carne, mas para que seja livre para servir a Deus e aos seus irmãos. Aquele que anda no Espírito, vive sob Sua orientação, é guiado por Ele a fazer um autoexame em sua vida, a fim de verificar a existência das obras da carne, que podem ser traduzidas como um tipo de inclinação para o mal, necessitando de arrependimento (Rm 8:14;1 Co 11:28).
O Espírito Santo foi dado ao homem como penhor, apontando para o fato de que a obra da salvação será nele completada. A subjetividade tem dominado a geração atual, as verdades são cada vez mais relativas, apenas aquele que tem em sua vida o fruto do Espírito, tem discernimento para manter-se numa posição de firmeza, onde suas atitudes, dominadas pelo Espírito Santo, temperantes, servirão de influência para o mundo e não absorvidas por ele. O fruto do Espírito produzido no homem, manifesta-se em forma de Temperança ou domínio próprio, e o instrumentaliza a viver uma vida pautada na palavra de Deus. Sobre isto, Billy Graham declara:

Domínio próprio em coisas de comida é moderação. Domínio próprio com respeito ao álcool é sobriedade. Domínio próprio em assuntos de sexo é abstinência para os que não são casados... Temperança quanto ao nosso temperamento é domínio sobre ele. Domínio próprio quanto a roupas é modéstia apropriada. Domínio próprio na derrota é esperança. Domínio próprio em relação aos prazeres pecaminosos é nada menos que abstinência completa (Graham, 2001, p.231).

O nascido de novo é templo, morada e habitação do Espírito Santo e é desta forma que ocorre a transformação do interior do homem, moldado de glória em glória à imagem de Cristo (2 Co 3:18). Faz-se necessário entender que o fruto do Espírito é gerado em nós como evidência de que habita em nosso coração, como evidência de que temos a mente de Cristo e de que não somos controlados pela carne (1 Co 2;16). Seguindo este raciocínio, ainda cabe salientar que o fato de não gerarmos o fruto, não nos isenta de seu cultivo. Cultivar o fruto que o Espírito Santo gerou em nós, implica em crucificarmos nosso “eu” e negarmos a nós mesmos.
Quando valorizamos o sacrifício da cruz, priorizamos a comunhão com os santos, priorizamos a prática da oração, a meditação na palavra de Deus e a adoração, todas essas atitudes são traduzidas como o cultivo do fruto do Espírito e a inclinação para as coisas espirituais. O cristão que cultiva tais atitudes, é temperante, manifesta o domínio próprio, não por seus esforços, mas como consequência de sua caminhada com Deus (Rm 8:1).
Romanos 8:8 diz que aquele que é dominado pela carne não pode agradar a Deus, portanto, urge que sejamos cheios do Espírito Santo para assim, manifestarmos a virtude da temperança em nossas vidas!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Revelação Profética. Revista e Corrigida. Editora: Sociedade Bíblica do Brasil. 4ª edição. 2009.

Graham, Billy. O Poder do Espírito Santo. Rio de Janeiro: Cpad, 2001.

Revista do professor: Jovem e Adulto Ano 26 - nº 99. Frutos do Espírito: Destacando os Aspectos do Caráter Cristão na Era da Pós-Modernidade.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS  
SANDRA REGINA M. FURTADO – Professora da Escola Bíblica Dominical.

Lição 01 - Mateus: O Evangelho do Reino

MATEUS: O EVANGELHO DO REINO
(Lição 01 - 3 de Julho de 2016)

Texto Áureo
“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 4.23).

Verdade Aplicada
O evangelho de Mateus demonstra que o Senhor Jesus é o Rei prometido previsto no Antigo Testamento.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
·   Ensinar os elementos usados por Mateus para a redação de seu evangelho;
·  MOSTRAR o que Mateus tinha em mente quando reuniu todo o material que comportaria o seu evangelho;
·   APRESENTAR características peculiares ao evangelho de Mateus.

Textos de Referência
Mt 4.23 - E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Mt 4.24 - E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.
Mt 4.25 - E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia, e de além do Jordão.