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Revista do Próximo Trimestre

2º TRIMESTRE DE 2018

Neste trimestre estudaremos sobre diversos assuntos relacionados ao dia a dia do povo de Deus, os quais são relevantes para o aperfeiçoamento de cada membro do Corpo de Cristo. São lições que muito contribuirão para motivar cada discípulo de Cristo à reflexão bíblica, tão necessária nos dias atuais, marcados pelo imediatismo, relativismo, pragmatismo, muitos modismos, distorções e desvios doutrinários, entre outros. Como membros do Corpo de Cristo, somos chamados ao crescimento e aperfeiçoamento, visando a nossa participação na edificação da Igreja para a glória de Deus (Ef 4.12; 2Pe 3.18). Portanto, trata-se de um processo dinâmico até a volta de Jesus Cristo. Nenhum membro do Corpo de Cristo está isento de participar na obra do ministério, pois o “aumento do corpo” se dá quando cada parte cumpre a sua responsabilidade (Ef 4.16). Que o Espírito Santo nos conduza neste estudo e nos capacite no enfrentamento dos muitos desafios nesses tempos trabalhosos e difíceis.

A consagração do sacerdote - Comentários Adicionais (Ev. Aliendres e Natália)

a consagração do sacerdote
(Lição 08 - 25 de Fevereiro de 2018)

TEXTO ÁUREO
“Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.” (Lv 8.12).

VERDADE APLICADA
O sacerdócio de Jesus Cristo diante de Deus é a certeza de sempre sermos aceitos pelo Senhor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
MOSTRAR o privilégio e a responsabilidade de Arão e seus filhos perante Deus e a nação;
LEMBRAR que a Igreja tem um sacerdócio santo;
ENSINAR que quando fazemos conforme a vontade de Deus Sua manifestação é gloriosa.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lv 8.10 – Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;
Lv 8.12 – Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.
Lv 9.1 – E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão, e a seus filhos, e aos anciões de Israel,
Lv 9.23 – Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
Lv 9.24 – Porque o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces.

comentários adicionais

Introdução
Podem-se destacar três figuras básicas na organização do culto no Antigo Testamento: os escribas, os levitas e os sacerdotes. Os escribas eram os escreventes, cuja principal função era copiar as Escrituras. Levitas são descendentes de Levi, um dos doze filhos do patriarca Jacó, filho de Abraão, o Pai da fé. Da tribo de Levi, Deus levantou a Moisés e Arão, para libertação e consagração do povo de Israel. Estabelecido o culto ao Deus Verdadeiro, Deus separou a tribo de Levi em duas classes: (1) Arão e seus descendentes para exercer o sacerdócio, e (2) os que serviam de auxiliares aos sacerdotes, conhecidos apenas como Levitas. Os sacerdotes, por sua vez, eram encarregados do culto divino. Atuavam como mediadores entre Deus e o povo.

1. O Sumo Sacerdote
Era o principal dos sacerdotes, o mais alto dignitário da religião judaica. Sua função mais importante era fazer a expiação, uma vez por ano, pelos pecados do povo. Tinha a seu cargo a supervisão geral do santuário e as demais atividades sacerdotais e presidia o Sinédrio, no julgamento de questões religiosas. Para esse honrado serviço Deus escolheu o irmão de Moisés, Arão, e seus filhos. Escolhido Sumo Sacerdote e os sacerdotes, Deus estabeleceu os requisitos para a consagração (Ex 28), quais sejam:

Requisito
Simbolismo
Lavagem em água,
Limpeza, transformação de vida
Veste especiais
Santificação, glória e ornamentação
Unção com azeite
Revestimento de poder de Deus
Sacrifício para expiação do pecado

Perdão e habilitação para servir ao Deus Vivo, pois o pecador Arão, jamais teria condições de se apresentar diante de Deus
Sacrifício para holocausto
Reconhecimento e louvor a Deus
Sacrifício para consagração
Selo de Deus, compromisso e dedicação exclusiva a Deus. O sangue no ouvido e nos polegares direito simbolizava que suas ações e sentidos seriam dirigidos por Ele.

Merece destaque aqui a composição da vestimenta do Sumo Sacerdote: Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra, e um cinto. Na éfode (ombros) e no peitoral (coração) o Sumo Sacerdote levava os nomes das doze tribos de Israel, ou seja, sobre si e em seu coração ele levava o povo a Deus. (Ex 28.29). Além disso, o Sumo Sacerdote trazia sobre sua testa uma lâmina de ouro com o selo: Santidade ao Senhor. Todo o dia Arão via e sentia a lâmina de Santidade ao Senhor e todas as pessoas que passavam por ele também a viam, como memorial eterno para consciência da necessidade de santidade dos que servem a Deus.


Aplicação Pessoal
Deus, nosso Pai, nos elegeu em Cristo Jesus (Ef. 1.4), nosso Sumo Sacerdote, que entrou no Santo dos Santos por nós (Hb 9.24) e por meio de sua morte na cruz, nos fez sacerdócio real (1 Pe 2.9), nação santa, povo adquirido. Mas para exercer esse sacerdócio real é necessário que sejamos nascidos de novo, da água do seu batismo e do Espírito Santo (arrependimento e mudança de vida). Sendo lavados pela Palavra de Deus para transformação (implantação do caráter de Cristo); e nos vistamos de vestes espirituais e armadura de Deus, sem mácula ou ruga ou coisa semelhante, mas como igreja do Senhor, santa e gloriosa. Fazendo isso, seremos revestidos de poder do alto (unção) e consagrados para o serviço cristão no templo, em casa, na rua e até os confins da Terra levando vidas ao conhecimento da luz de Cristo e louvor da sua glória. Tendo nossos ouvidos ungidos e atentos à voz de Deus, nossas mãos e pés dirigidos pela vontade de Deus.

2. A Consagração dos Filhos de Arão
Deus escolheu Arão para Sumo Sacerdote. Sobre seus ele recaiu a maior responsabilidade. Mas o detalhe que nos chama atenção é que Deus disse: “Chama a Arão e seus filhos COM ele” (Ex 28.1). Deus fez questão de estender esse chamado à família de Arão para todos eles “Administrarem” o ofício sacerdotal. É importante observar que tal como Arão, seus filhos, embora não tenham sido ungidos, passaram por todo o processo de consagração, ou seja, foram lavados com água (Lv 8.6); foram vestidos com vestes especiais (v.13); juntamente com Arão, tiveram os pecados expiados (v. 14), ofereceram holocausto (v. 18), foram consagrados para o serviço (v. 22) e tiveram o sangue do sacrifício colocado em suas orelhas e polegares direitos.

Aplicação pessoal
Nossa família é parte integrante de nosso ministério; e mais que isso, a família é a base de apoio no caminhar da vida cristã do homem e da mulher de Deus. Isso não significa que todos os membros da família devem exercer ministério na igreja, mas significa que todos precisam ser crentes salvos e compromissados com Cristo e sua obra. O apóstolo Paulo destaca que um dos pré-requisitos para exercer o ministério é ter nossa família nos pés de Cristo (1 Tm 3.4). Josué foi chamado por Deus para suceder a Moisés; ele liderou o povo de Israel e fez uma grande obra, mas independente do sucesso de seu ministério, Josué tinha um objetivo de vida: servir ao Senhor com toda sua casa. (Js 24.15). Josué sabia que nenhum sucesso ministerial compensa o fracasso espiritual de nossa família. A família é nossa principal congregação. A família é um projeto de Deus e o Senhor nos colocou nela como um protetor de modo a garantir que esse seja um projeto de sucesso diante de Deus, dos homens e dos reinos espirituais. Se nossa família está servindo a Deus, os demais ministérios que nós e nossa família desempenharmos será grandioso para glória de Deus.

3. A glória e o fogo do Senhor
Moisés, Arão e seus filhos e a congregação obedeceram milimetricamente ao que Deus estabelecera desde a preparação à consagração. E depois disso, entram no templo e lá ficaram na presença do Senhor e na sua dependência, se alimentando do que há no templo. Como resultado de sua obediência aos preceitos de Deus, “a glória do Senhor apareceu a todo o povo”. Além disso, o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto, provando que Deus estava aceitando a oferta do povo, sua dedicação, serviço... Trazendo alegria na alma de toda a congregação.

Aplicação Pessoal
Servir a Deus com sinceridade de coração cria o ambiente necessário para que a glória de Deus esteja sobre nossas vidas e para que o poder de Deus (fogo) atue desde as coisas simples e rotineiras de nossa vida às coisas grandes e ocultas que o nosso Deus tem preparado para nós. Glória a Deus!

Conclusão
Cristo Jesus se tornou um com a humanidade a fim de se tornar sumo sacerdote e, assim, representar os crentes diante de Deus (Hb 2.17). Cristo, nosso sumo sacerdote, entrou no céu, diante do Deus todo poderoso, e por nós intercedeu, oferecendo a si mesmo, para tirar os pecados de muitos. Um único sacrifício, perfeito, para de uma vez por todas expiar os pecados de todos os que creem nele. Através de sua morte remidora, o sumo sacerdote eterno removeu a cédula de acusação que era contra nós, cravando-a na cruz do calvário. E agora a nossa comunhão com Deus não é mais medida por cerimoniais, roupas ou sacrifício de animais, mas sim por meio das leis de Deus escrita em nossos corações e entendimentos, pelas vestes espirituais e por uma adoração que se faz em espírito e em verdade ao nosso Deus.

Comentários Adicionais:

Ev. Aliendres Souto e Natália Souto, servos de Cristo Jesus.

Lição 08 - A consagração do Sacerdote

a consagração do sacerdote
(Lição 08 - 25 de Fevereiro de 2018)

TEXTO ÁUREO
“Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.” (Lv 8.12).

VERDADE APLICADA
O sacerdócio de Jesus Cristo diante de Deus é a certeza de sempre sermos aceitos pelo Senhor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
►  MOSTRAR o privilégio e a responsabilidade de Arão e seus filhos perante Deus e a nação;
►  LEMBRAR que a Igreja tem um sacerdócio santo;
ENSINAR que quando fazemos conforme a vontade de Deus Sua manifestação é gloriosa.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lv 8.10 – Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;
Lv 8.12 – Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.
Lv 9.1 – E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arão, e a seus filhos, e aos anciões de Israel,
Lv 9.23 - Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo.
Lv 9.24 – Porque o fogo saiu de diante do Senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces. 

O Altar Sempre Aceso - Comentários Adicionais (Pb. Ancelmo)

O ALTAR SEMPRE ACESO
(Lição 07 - 18 de Fevereiro de 2018)

TEXTO ÁUREO
“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.” (Lv 6.13).

VERDADE APLICADA
A vida do salvo deve ser como um altar continuamente aceso, sempre pronto para oferecer sacrifícios a Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que no altar tudo é oferecido a Deus;
MOSTRAR que o homem foi criado com o propósito maior de ser um adorador;
DEMONSTRAR que a alegria faz parte do caráter do cristão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lv 6.9 – Dá ordem a Arão e aos seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: O holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele;
Lv 6.10 – E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirás as calças de linho sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.
Lv 6.12 – O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

INTRODUÇÃO
O altar era uma estrutura elevada sobre a qual o adorador oferecia sacrifícios ou queimava incenso, altar é um lugar de encontro com Deus. Os sacrifícios eram ofertados neste altar. Significava que ninguém poderia adentrar a porta e ter acesso a Deus, a menos que fosse purificado. A oferta contínua com fogo que nunca se apagava retrata Jesus Cristo oferecendo-se continuamente na presença de Deus em nosso favor. Sua presença no santuário celestial é incessante e infinitamente eficaz. O fogo no altar representa a presença de forma sobrenatural do Espírito Santo na vida de cada cristão. É o fogo ardendo no altar, sem jamais se apagar.

1. O ALTAR É LUGAR DE ENTREGA
Deus instruiu os sacerdotes para que mantivesse o fogo do altar sempre aceso. O sacrifício devia ser queimado por meio desse fogo. Em primeiro lugar o sacerdote tirava a cinza do altar (Lv 6.10). Depois o sacerdote colocava a lenha, pois era o fogo da lenha que queimava o sacrifício. Em seguida era sacrificado o holocausto sobre o altar (Lv 6.12). O primeiro fogo que acendeu a lenha do sacrifício depois da consagração de Arão como sacerdote foi ateado por Deus, (Ex 9.24). A origem sobrenatural do fogo no altar nos ensina que, embora o sacrifício seja feito pelo homem é somente pela graça de Deus que o é consumido, o que o torna aceitável, que faz dele um meio de expiação. Nenhum fogo feito pelo homem poderia ser usado no altar do Senhor, e por isso era tão importante que os sacerdotes conservassem sempre acesa a chama que veio a existir de maneira tão notável. O altar é lugar de entrega de toda nossa adoração, é ponto de encontro do homem com Deus. O pecado de oferecer sacrifícios com fogo estranho, fogo ateado pelos homens e não por Deus, foi justamente o que provocou a morte de Nadabe e Abiú. (Ex 10.1-2).

1.1. Entregar no altar o que tem valor
A oferta que era trazida no altar a Deus não podia ter nenhum defeito, significa que ao Senhor, temos que oferecer somente o melhor. No holocausto, em contraste com outras ofertas, a entrega era total, tinha que ser dedicado inteiro ao Senhor. Além de entregarmos a Deus o que temos de valor, devemos  observar que essa entrega não pode ser em parte, tem que ser total, indicando nossa completa adoração a Deus. Deus estava provando a Abraão quando pediu que ele sacrificasse Isaque (Gn 22. 2). Na verdade, Deus queria provar a Abraão se ele amava mais a Ele ou seu filho Isaque e também se Abraão era obediente a sua Palavra. Tanto é verdade, que na hora do sacrifício Deus proveu um carneiro no lugar de seu filho Isaque (Gn 10-14). O melhor sacrifício que devemos oferecer a Deus é nosso sacrifício de louvor e obediência. Portanto, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. Analise a palavra do profeta Samuel: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”. (1 Sm 15.22; Hb 13.15).

1.2. Altar aceso é a lei do holocausto
A ordem de Deus é que mantivesse o fogo do altar sempre aceso, por isso o sacerdote tinha a obrigação de limpar as cinzas do altar e colocar lenha nele, pondo em ordem o holocausto, assim o fogo nunca se apagava. “O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacificas. 0 fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Lv 6. 12-13). Por esta lei somos ensinados a manter sempre acesa a luz do Espírito Santo em nossas mentes e corações. Embora não estejamos, continuamente, oferecendo sacrifícios ao Senhor, devemos manter o fogo do amor santo sempre ardendo em nosso interior.

1.3. No altar Deus cheira o suave cheiro
As ofertas de cheiro suave ao Senhor são assim chamadas porque tipifica Cristo na sua própria perfeição e na sua dedicação à vontade do Pai. O holocausto tornava-se uma espécie de incenso, e esperava-se que o cheiro de carne queimada fosse agradável a Deus. A declaração de que o aroma era agradável a Deus, seja como for, é apenas uma expressão antropomórfica, o que está em foco aqui é a ideia de aceitação do sacrifício terminado, por ter Deus ficado satisfeito em que o homem reconhecera sua culpa e pedira perdão. De modo semelhante, em Cristo, o sacrifício é, ao mesmo tempo, completo e aceitável, e Nele temos vida, e não morte. No trecho de Efésios 5.2, lemos que o sacrifício de Cristo foi, para Deus, um “aroma suave”. Assim como os filhos imitam os pais, a Igreja do Senhor deve seguir seu exemplo, exalando o bom perfume de Cristo para o mundo. Devemos viver segundo a vontade do Senhor Jesus, mesmo nas adversidades precisamos renunciar a si mesmo seguir a Jesus. Então disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mt 16.24).

2. O ALTAR É LUGAR DE ADORAÇÃO
O sacrifício de animais já era um elemento da adoração do Antigo Testamento antes de Deus dar a Lei a Moisés. O próprio Deus realizou o primeiro sacrifício da história ao matar dois animais para providenciar roupas para Adão e Eva depois que ambos pecaram (cf. Gn 3.21). No altar os holocaustos representavam um sacrifício voluntário e simbolizavam o compromisso assumido pelo adorador com Deus. Era uma expressão de gratidão e confiança, uma indicação do seu desejo de estabelecer uma comunhão com o Senhor. Jesus deu a sua vida para podermos receber o perdão. Agora, sendo o seu povo, não devemos viver para nós mesmos a vida que Ele redimiu. Ao contrário, devemos entregar a Deus nossa adoração verdadeira e nos comprometer alegremente a viver para o Senhor, em consagração e santidade.

2.1. O altar de bronze
Deus mandou que Moisés construísse um altar de bronze, (Ex 27.1-8). Esse altar de bronze foi colocado do lado de dentro da única porta que abria para o interior do pátio em torno do próprio Tabernáculo. O altar, embora tivesse propósito de sacrifício, também é um local de adoração. Deus O havia libertado Israel da servidão. Ele os levou para o Sinai e lhes deu a Lei pela qual deveriam viver. Mesmo que lei provesse padrões claros, ela também tornava culpados aqueles que a violavam porque a culpa faz uma separação entre Deus e o povo! Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59.2). Deus mandou Moisés construir o altar a fim de prover uma maneira para que os pecadores se aproximassem dEle e o adorassem.

2.2. Uma oferta de fé
A Bíblia diz para se achegar a Ele é necessário ter fé, acreditar que Ele exista, Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreu 11.6. De acordo com essa premissa, a lógica é que a pessoa que oferta a Deus acredita fielmente na Sua existência e tem plena confiança que será ouvido e atendido. Assim, a pessoa oferecia sua oferta no altar com fé, entendimento e a adoração sincera a Deus, sua oferta era consciente e oferecida de boa vontade. Agindo o ofertante dessa maneira, agrada o coração de Deus. A oferta que agrada a Deus é aquela é feita com sincera adoração.

2.3. Um altar de adoração
Todos os sacrifícios eram ofertados neste altar. Significava que ninguém poderia adentrar a porta e ter acesso a Deus, a menos que fosse purificado. É a forma mais simples e mais antiga de expressar a fé em Deus e adorá-lo. (Ex 30.1-6; Dt 27.5; Js 8.30; Rm 12.1; Hb 13.10,15; 1 Pe 2.5). O altar é o lugar do homem se encontrar com Deus, é símbolo de nossa adoração e sacrifício. O animal sacrificado representa a nossa vida no Altar. Nosso “Velho Homem” tem que ser queimado no fogo do sacrifício. Nossa vida deve ser um altar contínuo! A Chama do Espírito Santo continuará acesa em nossa vida, se não houver adoração em espírito e em verdade, não há com Deus operar.

3. O ALTAR É LUGAR DE ALEGRIA
Alegria é o mesmo que prazer, gozo, satisfação e faz parte das características do fruto do Espírito Santo. Alegria é uma das virtudes de Deus conforme declarou Davi. “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Sl 16.11); ”... Portanto, não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne  8.10). A pessoa entregava sua oferta no altar com alegria, pois aquele momento era de adoração ao Senhor, sabia ele que através daquele sacrifício alcançava o perdão de Deus. Isto explica o porque o homem de Deus é sempre um homem feliz e vitorioso. Gozo, alegria, é uma virtude de Deus que é comunicada ao homem pelo Espírito Santo – “Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo, paz em crença, para que abundes em esperança pela virtude do Espírito Santo” Romanos 15:13.

3.1. Alegria pelo perdão
O perdão é algo vital na vida de qualquer pessoa, não há como viver alegre distante da presença de Deus, pois são justamente os nossos pecados que nos afastam de Deus (Is 59.2). A pessoa que não tem a presença de Deus na vida, vive um vazio na alma, não tem como sentir alegria e mesmo que sinta, será apenas momentânea, logo passa e vem a tristeza. Por isso, Deus criou no Antigo Testamento os rituais de sacrifícios para que o homem pudesse se reconciliar com Ele e obter o perdão. Pelo perdão de Deus a pessoa tira o peso da culpa, passa a reviver novamente a alegria da presença do Espírito.

3.2. Alegria pela presença de Deus
O rei Davi sabia muito bem o valor e a importância da presença de Deus em sua vida:Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário”. (Sl 51. 11-12). Isso tudo é obra do Espírito Santo para trazer o pecador nos caminhos de Deus. No Antigo Testamento, o perdão era adquirido através dos sacrifícios oferecidos no altar. No Novo Testamento a pessoa que pela fé crer no sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário, levando-os a abandonar os pecados de outrora, é perdoado e então passa a experimentar assim, a paz e alegria da presença de Deus em seu coração.

3.3. Alegria por ser o altar de Deus
A alegria do adorador eleva-se mais ainda, por está no altar de Deus, às vezes é até difícil explicar essa alegria, pois somente entenderá melhor o cristão salvo em Cristo. O altar do Senhor é motivo para estarmos contentes, pois é lugar de intercessão, adoração, comunhão e perdão. Davi iria a triunfo até o altar de Deus, onde ofereceria sacrifícios; entoaria os hinos apropriados durante as cerimônias; e faria seus votos e promessas. (Sl 43.4). No altar o fogo aceso não podia ser apagado, simbolizando a presença sobrenatural do Espírito Santo na vida dos crentes, dos líderes e na Igreja.  É o fogo ardendo no altar, sem jamais se apagar. Nossa vida deve ser um altar contínuo! Que a Chama do Espírito Santo nunca venha apagar em nós.

CONCLUSÃO
Deus ordenou que Moisés construísse um Tabernáculo que simbolizaria a sua presença. Na sua entrada, havia o altar para sacrifícios. O povo pecaria, mas o sangue cobriria o pecado do ofertante; e permitiria que o tal se aproximasse de Deus. A realidade simbolizada pelo altar é a morte de Cristo no Calvário. Por causa do sangue de Cristo, o nossos pecados foram apagados, e nós podemos nos chegar a Deus livremente, sabendo que o perdão é nosso. Deus jamais teve a intenção de que o pecado isolasse os seres humanos dEle para sempre.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia de Estudo Joyce Meyer. A Bíblia da vida diária. Editora, Bello Publicações, 2010.

Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada, tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri, SP: SBB, 2013.

A Bíblia Explicada. S.E. McNAIR. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
Bíblia SHEDD. São Paulo: Vida Nova, 1997.
Bíblia Sagrada King James BKJ. Edição de Estudos 400 anos. Niteroi-RJ: BV Books Editora, 2012.

CHAMPLIN, Russell Norman, Ph. D. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo, volume 2 . São Paulo: Hagnos, 2001.
HENRY’S, Mathew. Comentário Bíblico Novo Testamento. Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LAWRENCE, O Richards. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Levítico. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2018. Ano 28 n° 106. Lição 7 – O altar sempre aceso.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Pb. Ancelmo Barros de Carvalho. Servo do Senhor Jesus.

Lição 07 - O altar sempre aceso

O ALTAR SEMPRE ACESO
(Lição 07 - 18 de Fevereiro de 2018)
                              
TEXTO ÁUREO
“O fogo arderá continuamente sopbre o altar; não se apagará.” Lv 6.13

VERDADE APLICADA
A vida do salvo deve ser como um altar continuamente aceso, sempre pronto para oferecer sacrifícios a Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que no altar tudo é oferecido a Deus;
MOSTRAR que o homem foi criado com o propósito maior de ser um adorador;
DEMONSTRAR que a alegria faz parte do caráter do cristão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lv 6.9 – Dá ordem a Arão e aos seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: O holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele;
Lv 6.10 – E o sacerdote vestirá a sua veste de linho, e vestirás as calças de linho sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto ao altar.
Lv 6.12 – O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.

Canal: Fórum de Debates

“FÓRUM DE DEBATE”.
A paz do Senhor!.
Gostaria que as participações relacionadas as lições fossem discutidas e postadas diretamente na seção "COMENTÁRIOS" que fica logo abaixo dos respectivos comentários adicionais de cada lição.
Lá, eu postei alguns questionamentos para reflexões.   

Obrigado e bom estudo a todos!

Pr. Osmar Emídio de Sousa

O sacrifício pela culpa - Comentários Adicionais (Pb Ancelmo)

O SACRIFICIO PELA CULPA
(Lição 06 - 11 de Fevereiro de 2018)

TEXTO ÁUREO
“No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor.” Lv 7.2

VERDADE APLICADA
A culpa é um sentimento que toma conta do coração do homem por algum ato errado, mas em Cristo este sentimento é apagado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que somente Deus tem a capacidade para avaliar o que é certo e o que é errado;
EXPLICAR que quando há algum dano tem que haver restituição;
MOSTRAR  a necessidade do ensino da Palavra de Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lv 5.15 – Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor, por expiação, um carneiro sem mancha do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o ciclo do santuário, para expiação da culpa;
Lv 5.16 – Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda mais acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ela, e ser-lhe-á perdoado o pecado.
Lv 5.19 – Expiação de culpa é; certamente se fez culpado ao Senhor.

INTRODUÇÃO
O sistema de sacrifícios criado por Deus para seu povo só tinha valor se a oferta da pessoa que cometeu o pecado fosse trazida com atitude de arrependimento, e, além disso, teria que está disposta para confessar o pecado. Atualmente, por causa da morte de Cristo na cruz não precisamos sacrificar animais. No entanto, a confissão é fundamental porque demonstra consciência do pecado, reconhecimento da santidade de Deus, humildade perante Ele e disposição para deixar de pecar (Sl 51.16,17).

1. CULPADO NAS COISAS SAGRADAS
A forma mais comum de culpa nas coisas sagradas consistia na retenção das ofertas (dízimos, primeiros frutos etc) ou na apresentação de ofertas não adequadas aos padrões determinado por Deus. Em cada um desses casos, isso era sem intenção, por enganos ou por esquecimento, por falta de cuidado ou zelo. Até porque se o erro foi praticado de forma intencional, e desprezo à lei, o transgressor morreria sem misericórdia, (Hb 10.28). Nos casos em que se exigia a oferta pela culpa, o bem  adquirido de forma indevida teria que ser restaurado na sua totalidade. Também, o infrator tinha de pagar sobre o valor do que havia sido retido mais um quinto (20 por cento) ao sacerdote porque tiveram perdas, já que se havia negado a eles a sua porção designada das coisas consagradas ao Senhor (v. 15). O propósito de tudo isto é mostrar o grande mal e iniquidade que há em um sacrilégio. Acã, que foi culpado de cometer este pecado com presunção, morreu por isso. De modo semelhante, morreram Ananias e Safira. É algo muito ruim se apropriar das coisas de Deus, portanto, devemos ser cautelosos para nos abstermos de todas as aparências desse mal. Devemos cuidar de nós mesmos com cuidado santo.

1.1. Pecando por ignorância nas coisas sagradas
Deus é bondoso, santo e justo, sabendo Ele que o homem não é perfeito, o Eterno Deus criou esses rituais para que o pecador tivesse a oportunidade de se reconciliar novamente com Ele. Apesar de pecar por o engano, ou falta de atenção e zelo, Deus disse a Moisés o que deveria ser feito caso fosse confirmada a transgressão. O pecador deveria trazer uma oferta para o Senhor:  um carneiro sem mancha de “dois anos”. Também tinha que restituir o sacerdote, com avaliação justa daquilo que foi tirado, e acrescentar uma quinta parte, a fim que pudesse aprender a prestar mais atenção da próxima vez que se apropriasse das coisas consagradas a Deus. Com essas regras o transgressor descobriria, por seu preço, que nada seria ignorado e que ele pagaria por sua inadvertência.

1.2. Pecando e obrando contra algum mandamento
Mesmo que o homem diga que errou alegando que não sabia o mandamento de Deus, não é motivo para se desculpar e continuar praticando aquilo que não agrada a Deus, se ele fez o que não devia fazer, mesmo que ninguém veio a saber desse fato, a sua própria consciência acusa a si mesmo e também diante de Deus, porque para Deus não há nada escondido, tudo Ele sabe. o Salmo 139.7 diz: “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?”. Não podemos fugir dEle, o Senhor nos vê em qualquer lugar. Ele conhece nossos pensamentos de longe (v.2). Então, o homem é culpado assim mesmo. Destarte, o pecado nos afasta de Deus e não há alguém nesse mundo que não tenha cometido pecado. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Deus sabe avaliar aquilo que é certo ou errado melhor de que nós, Ele sonda a intenção do coração. Ciente disso, Ele proveu um meio para o homem se achegar a Ele através dos sacrifícios e assim ter a comunhão restaurada.

1.3. Restituição perante Senhor
Esse tipo de sacrifício tratava de pecados para os quais se exigia algum tipo de restituição. Um bem roubado por exemplo, devia ser restituído com o acréscimo de uma multa (vinte por cento) e uma oferta pela culpa. Em todos os casos, o animal oferecido era um carneiro. É importante analisar a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa, porque esses dois sacrifícios têm relação com nossas aflições: a oferta pelo pecado, com nosso pecado, e a oferta pela culpa, com os nossos pecados. Mas Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus tomou sobre si nossas aflições. Ele tornou-se nossa oferta pela culpa, tomando sobre Si toda culpa, todos os atos culpáveis, de toda humanidade de todos os tempos. E a Bíblia declara isso: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Mais Jesus Cristo vai mais além, Ele tornou-se também a oferta pelo pecado. “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Co 5.21). A oferta pelo pecado trata do caráter do homem e a oferta pela culpa dos seus atos pecaminosos. Para os cristãos do Novo Testamento, a morte de Jesus Cristo é a oferta definitiva e completa pela culpa. Os cristãos são perdoados por causa da obra consumada de Cristo na cruz. Todavia, nos casos em que o pecado cometido pelo cristão permite a restituição à parte lesada, isso deve ser feito (Fm 1.17-19).

2. CULPADO NEGANDO AO SEU PRÓXIMO
Nossos relacionamentos devem ocorrer da forma mais honesta, sadio e sincero com todas as pessoas. O cristão que não procede dessa maneira, além de ser visto de forma negativa por todos ao seu redor, ainda mancha a reputação de sua igreja. Quem peca de forma intencional contra o seu próximo mostra claramente que não ama seu irmão. A Bíblia diz que aquele que odeia a seu irmão, também não ama a Deus. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (1 Jo 4.20). Não podemos amar verdadeiramente a Deus enquanto negamos o amor àqueles que foram criados à sua imagem.

2.1. Prejuízos causados ao próximo
As transgressões que eram cometidas contra Deus, bem como ao homem, precisava fazer a restituição com o acréscimo de um quinto (vinte por cento ou dízimos dobrados). No caso da ofensa ser contra o Senhor, a quinta parte era dado ao sacerdote. Ainda que todos os casos se relacionem ao nosso próximo, ela é chamada de transgressão contra o Senhor, porque, embora o dano seja feito imediatamente ao nosso próximo, é considerada uma afronta  feita ao Criador que é o nosso Senhor. Daquele que fala mal de seu irmão é dito que fala mal da lei, e consequentemente do Legislador, Tiago 4.11. Mesmo que a pessoa prejudicada seja perversa e desprezível, e de algum modo inferior a nós, o dano é refletido contra Deus que nos deu o mandamento de amarmos nosso próximo como a nós mesmos. (Mc 12.31).

2.2. Reparando o dano
Mesmo tentando fazer tudo certo, às vezes comentemos falhas em algumas coisas, por isso é indispensável que o cristão ao praticar algum dano tenha a humildade de pedir perdão pelo pecado cometido e corrigir os erros, se tão somente suspeitarmos de que sejamos culpados. No dia da expiação, a pessoa vendo a si mesma culpada diante de Deus por algum erro cometido contra o próximo, tinha o dever de restaurar fielmente tudo o que tomou por fraude ou opressão com uma quinta parte acrescida, fazendo reparação ao dono pela perda ou transtorno causados,  fazendo isso, a pessoa denotava arrependimento. Arrepender-se significa desfazer o que foi feito de errado. E seja qual for a intenção, ninguém pode ser considerado arrependido até que tenha restituído o que foi tomado, como Zaqueu (Lc 19.8), fazendo a reparação do erro cometido.

2.3. A necessidade da oferta pela culpa
Os sacrifícios eram necessários para a comunhão do homem com Deus. As infrações citadas aqui são contra a lei de Cristo, que se baseava tanto na justiça e na verdade quanto na lei da natureza ou na lei de Moisés. Portanto, há sempre a necessidade da pessoa vir e fazer a sua oferta, trazendo a sua expiação pela culpa ao Senhor a quem ofendeu. E o sacerdote era o responsável de fazer uma expiação por ele, (Lv 6,7). Esta expiação da culpa não poderia, por si mesma, fazer a reparação pelo pecado, nem a reconciliação entre Deus e o pecador, mas apenas simbolizava a expiação que deveria ser feita pelo nosso Senhor Jesus, quando Ele faria de sua vida uma oferta ou pecado, uma expiação da culpa.

3. A LEI DA EXPIAÇÃO DA CULPA
Além de mostrar-nos a necessidade de obediência as leis de Deus, para que possamos ser abençoados, a lei da expiação da culpa, assim, como outras leis em Levítico, também nos chama à santidade em nossas vidas cotidianas. A ideia dos israelitas de santidade foi baseada em leis e rituais, o nosso conceito de santidade é muito diferente por causa do que Jesus fez na cruz. Embora existam algumas ações que podemos tomar para expressar nossa  santidade, as ações por si só não nos fazem santos. Santidade começa em nossos corações com a fé em Jesus, e Ele nos leva ao desejo de obedecer a Deus em tudo que fazemos. E apesar de agora tenhamos sido perdoados sem uma expiação da culpa, fomos perdoados pelo verdadeiro arrependimento, restituição, conversão e uma fé humilde na justiça de Cristo.

3.1. Uma mesma lei
As leis da expiação pelo pecado e da expiação pela culpa em muitos aspectos, são bem semelhantes. Contudo, uma dizia respeito às transgressões às coisas santas (Lv 5.16). A outra diz respeito às transgressões em coisas comuns. A oferta da expiação do pecado e a oferta da expiação da culpa lidam mais especificamente com a expiação. Portanto, a maioria das referências à expiação tem a ver com essas duas ofertas em Levítico 4 e 5. A diferença entre essas duas ofertas é que a oferta da expiação do pecado era suprida para lidar com a natureza pecadora, ou princípio de pecado, enquanto a oferta da expiação da culpa era para lidar com os pecados da natureza, ou práticas de pecado; ou, para explicar de outro jeito, a oferta da expiação do pecado era para lidar com a raiz do pecado, enquanto a oferta da expiação da culpa era para lidar com o fruto do pecado.

3.2. Fartura no Altar
A fartura no altar citado aqui pelo autor da revista está ligada com o conhecimento de Deus. Por isso, que os sacerdotes e levitas tinham a responsabilidade de ensinar ao povo a palavra de Deus, pois eram pessoas mais esclarecidas. O Conhecimento é muito importante quando tornado em sabedoria e praticado com graça e humildade. A Bíblia diz que Jesus crescia em sabedoria e graça. “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52). O profeta Oséias disse que seu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento (Os 4.6). E mais a frente ele fez um apelo ao povo de seu tempo que continua valendo para todos nós atualmente: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. (Os 6.3). No Antigo Testamento o povo levava sua oferta de sacrifícios ao altar e havia provisão abundante para os sacerdotes e levitas. Hoje em dia, se o povo obter conhecimento de Deus, não somente haverá suprimento suficiente na casa do Senhor para seus ministros, como também haverá fartura de bênçãos espirituais na vida de cada cristão.

3.3. Gordura e sangue para o Senhor
A gordura e o sangue eram porções que pertenciam a Deus. A gordura, por ser considerada preciosa e muito gostosa era queimada como oferta de cheiro suave ao Senhor. O sangue era virtualmente identificado com a vida biológica; e toda vida pertence a Yahweh, que foi quem a deu. Ninguém, pois, podia tomar a vida para si mesmo, mesmo que fosse a vida de um animal. Quanto às leis atinentes à gordura e ao sangue, no que tange aos sacrifícios. Deus ficava com a gordura: no caso das ofertas pelo pecado (Lv 4.8-10,19,26,31,35); no caso das ofertas pela culpa (Lv 7.4,5); e no caso das ofertas pacíficas. Esse tipo de sacrifícios só fará sentido para nós se observarmos algum tipo ou sombra, cujo antítipo seja a morte expiatória de Cristo. O perdão de nossos pecados nos é estendido por meio da virtude da cruz de Cristo.

CONCLUSÃO
As ofertas do Antigo Testamento eram apenas típicas. Portanto, não tinham nenhuma real eficácia de expiação em si; eram simplesmente lições práticas que antecipavam o real sacrifício expiatório dAquele que viria. Por isso, Cristo, o sumo sacerdote da nova aliança, ofereceu a oferta definitiva pelos nossos pecados quando tomou sobre si o castigo de uma vez para sempre pelos pecados daqueles que creem no Senhor (Is 53.5; 1 Pe 2.24).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                                      Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.
Bíblia de Estudo Joyce Meyer. A Bíblia da vida diária. Editora, Bello Publicações, 2010.

Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada, tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri, SP: SBB, 2013.

CHAMPLIN, Russell Norman, Ph. D. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo, volume 2 . São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY’S, Mathew. Comentário Bíblico Novo Testamento. Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

LAWRENCE, O Richards. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
Lições Bíblicas CPAD Jovens e Adultos. Lição 10: A eficácia do sacrifício de Cristo. 3º Trimestre de 2001.

MACDONALD, William. Comentário Bíblico Popular. Antigo Testamento. São Paulo, Mundo Cristão. 1995.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Levítico. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2018. Ano 28 n° 106. Lição 6 – O sacrifício pela culpa.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Pb. Ancelmo Barros de Carvalho. Servo do Senhor Jesus.