NOSSOS SEGUIDORES

18 de abril de 2015

A Missão Profética de Moisés - Comentários Adicionais

A MISSÃO PROFÉTICA DE MOISÉS
(Lição nº 04 – 26 de Abril de 2015)

TEXTO ÁUREO
“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel” (Êx 7.2).

VERDADE APLICADA
O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1. Compreender o lado profético de Moisés no cumprimento de sua função libertadora dos filhos de Israel;

2. Ver como Deus trouxe Seu juízo ao Egito através de Seus embaixadores Moisés e Arão;

3. Estudar como Israel saiu do Egito por meio da voz profética de Moisés. Textos de referência Êx 5.1-4

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 5.1 - E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.

Êx 5.2 - Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.

Êx 5.3 - E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.

Êx 5.4 - Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vossas cargas.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO
À partir desta lição inicia a terceira etapa da vida e jornada de Moisés. Quando tinha 40 anos de idade e com todo vigor físico e um ardente desejo de ajudar os seus compatriotas, tentou, mas não conseguiu fazer nada por eles, pois não estava ainda preparado o suficiente para assumir a missão (At 7.23-29). Agora, com oitenta anos, sem todo aquele vigor de outrora, mas com um longo e árduo período de 40 anos de aprendizado, Deus, finalmente, o chama no meio de uma sarça ardente e o encarrega de uma missão profética (At 7.30-34). Moisés é recordado nas Escrituras como o profeta que Deus suscitou para libertar Israel da escravidão do Egito (Os 12.13).

1. MOISÉS, PROFETA DE DEUS AO EGITO
O Senhor, depois de chamá-lo, manda descer ao Egito, com voz profética e dizer a Faraó que Jeová, o Deus Todo Poderoso, lhes dava ordens para liberar o povo de Israel da escravidão (Êx 3.10-18). No Antigo Testamento, profeta era uma pessoa divinamente vocacionada e autorizada para falar por Deus e em lugar de Deus. O Senhor, segundo o Seu querer, podia agir diretamente e tirar com suas próprias mãos Israel do Egito. Contudo, o método de Deus é sempre usar homens e mulheres, com seus defeitos e virtudes, para o cumprimento de missões em seu nome aqui na terra. Por isso, aprouve a Ele fazer de Moisés o seu porta-voz. Um embaixador, que passou a representar o seu próprio Ser e os interesses do Seu reino aqui na terra (Êx 4.16; 7.1-2). Assim, como Moisés, na Antiga Aliança, nós da Nova Aliança, também temos a autoridade de um nome que é sobre todo nome. O nome de Jesus Cristo (Ef 1.20-22; Fp 2.9-10; Hb 2.8; Ap 1.8; 21.6). Com Ele, temos a palavra profética e o poder para cumprir a missão de libertar as almas do mundo, do pecado e do diabo (Mc 16.17-18; Jo 14.13; At 4.12). Foi Ele quem constituiu e comissionou a Igreja para que o representasse neste mundo (1 Pe 2.9).  

1.1. Os anciões de Israel
Depois de comunicar a Jetro, seu sogro, sua intenção de voltar para o Egito, Moisés tomou sua mulher e seus filhos, segura com firmeza vara em suas mãos e sobre um jumento busca o caminho do Egito (Êx 4.18-20). Interessante aqui, é que Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o real motivo pelo qual estava voltando para o Egito. Ele apenas disse: “Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem” (Êx 4.18). O líder chamado por Deus sabe o momento adequado de revelar seus projetos. Parece que agora ele aprendera o tempo certo de Deus. Entretanto, ele não poderia partir sem o consentimento de sua família. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação de sua família. Chegando ao Egito Moisés não foi procurar de imediato a Faraó. Os primeiros passos de Moisés e de Arão, ao retornarem para o Egito, foram transmitir aos líderes e anciões de Israel as “Boas Novas” e a “Palavra Profética” que Deus revelara para serem pronunciadas contra o Egito (Êx 4.29-31). Palavra Profética, em linhas gerais, pode ser aqui entendida como aquela que obedece a comandos espirituais, liberadas com unção e poder, para atender propósitos específicos no mundo físico. Se no mundo físico tudo se move em função da matéria, no mundo espiritual tudo se move pela palavra profética. Quem comanda a unção é o Espírito Santo, mas quem libera a palavra é a pessoa que foi ungida por Deus. É por esta razão que a palavra de vida e de libertação proferidas por Moisés aos seus irmãos veio acompanhada de muitos sinais (Êx 4.30).      

1.2. Assim diz o Senhor
Depois de comunicar a vontade de Deus às autoridades e anciões de Israel, Moisés e seu irmão Arão, agora se apresentam a Faraó para pronunciar-lhes os propósitos de Deus. O altíssimo, ao mandar Moisés dizer: “Assim diz o Senhor...” Estava querendo mostrar sua vontade soberana e diretiva, e acima de tudo, impor Seus desígnios sobre Faraó (Êx 4.22). Era o Senhor de todas as coisas quem estava dando as ordens a Faraó, através de Moisés. Deus outrora já havia declarado a Moisés que se Faraó não observasse a palavra profética, nem ele e nem aquela nação, poderia escapar dos Seus propósitos de castigá-los (Êx 3.19—20). De fato, se torna impossível alguém escapar das mãos de Deus, quando não se cumpre o que Ele determina (Is 43.13; Jó 11.10).

1.3. A resistência de Faraó
Olhando pelo prisma humano, quão difícil e arriscada era essa missão para Moisés! Afinal, o Faraó era considerado a pessoa mais importante de sua época, a ponto de se julgar deus e como tal exigir que seja venerado. Contrariá-lo seria o mesmo que pedir para morrer. Moisés sabe que Deus o chama, mas, como qualquer um de nós, ele sente medo, diante de tamanho desafio. Não foi à toa que ele quis protelar sua chamada apelando para alguns argumentos, entre eles o de não saber falar, isto é, de não ter a palavra de profeta. O medo de Moisés é tão grande que ele chega a negar a sua capacidade, dizendo: “Quem sou eu para apresentar-me a Faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êx 3.11). A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9) e o imbui de uma autoridade especial (Êx 7.1-2), de forma que, quando ele se apresenta diante de Faraó já estava plenamente consciente e convicto de que Deus era com ele (Êx 3.12). Diante de Faraó Moisés realiza alguns milagres para que este contemplasse uma amostra da autoridade e do poder do altíssimo que estava sobre ele, e, conseqüentemente liberasse o povo de Deus. Quando Moisés mostra e declara a Faraó os desígnios de Deus e pede para ele deixar o povo ir, este recusa de imediato o pedido de Moisés e ainda diz: “Quem é o Senhor, para que eu lhe obedeça e deixe Israel sair? Não conheço o Senhor, e não deixarei Israel sair” (Êx 5.2). Nem os sinais foram suficientemente capazes de quebrar a resistência de Faraó (Êx 7.9-13). Mas isto também, estava dentro da soberana vontade de Deus, pois a Bíblia diz que o Senhor permitiu que o coração do rei se endurecesse (Êx 7.3) para que se cumprissem outros propósitos, tais como: a) multiplicar no Egito os seus sinais e maravilhas (Êx 7.3); b) mostrar aos egípcios que Ele, Jeová, é o Senhor (Êx 7.5); c) tirar os filhos de Israel do Egito com mão forte (Êx 7.5); d) mostrar o seu poder a Faraó e anunciar seu nome em toda a terra (Êx 9.16); e) trazer juízo sobre todos os deuses do Egito (Êx 12.12). 

2. PALAVRAS DE JUÍZO SOBRE O EGITO
Deus já havia declarado que se Faraó não deixasse seu povo ir, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19-20). No capítulo 7, versículos 4 e 5, Deus reitera o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinham como propósito julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos. Faraó teve muitas oportunidades, mas nunca dera ouvidos à voz do Senhor e preferiu não atender aos apelos de Moisés. A cada punição o coração de Faraó se endurecia ainda mais. Infelizmente ele escolheu resistir a Deus e por conta disto viu o seu país ser completamente devastado pelas pragas. Assim como Faraó, muitos já viram e até experimentaram os milagres de Deus, porém, os seus corações permanecem duros e inflexíveis. Lembre-se de que há um alto preço a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala.   

2.1. Faraó, o filho de Hórus
Os egípcios serviam e adoravam a muitos deuses. Eles acreditavam que seus governantes eram filhos diretos do deus Hórus, deus do céu, e por isso agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia. A reivindicação da filiação divina do faraó era uma forma de reforçar a legitimidade das pretensões reais tanto para exercer o cargo de soberano, quanto para ser adorado como um deus vivo. Era por isso que os Faraós possuíam poderes absolutos na sociedade e decidiam sobre a vida política, religiosa, econômica, militar e também das pessoas.       

2.2. A desestrutura de uma nação
Essa desestrutura foi uma resposta de Deus à Faraó quando este ignorou as ordens de Deus para deixar o povo ir e ainda O questionou: “Quem é o Senhor para que eu o obedeça?” (Êx 5.2). As sucessivas pragas enviadas ao Egito serviram tanto de sinais para demonstrar que o Senhor Deus é o “Grande Eu Sou” (Êx 7.3), como atos divinos pelos quais Deus estava julgando os egípcios (Êx 7.4). Elas também serviram para trazer juízo e humilhação aos deuses egípcios que eles tanto veneravam (Êx 12.12). Estes sinais e juízos sobre os egípcios e seus deuses, e que se sucederam num período relativamente curto, abalaram completamente as estruturas, não somente de Faraó, mas também a toda a nação do Egito (Êx 7.5), pois trouxe desestruturação econômica, social, ambiental, política e religiosa.

2.3. A intensificação da dor
Diante do que Deus falara ao povo por meio de Moisés, era provável que todos esperavam uma saída fácil, sem resistência e imediata. Mas este não era o plano de Deus. O projeto de Deus era libertar Israel de maneira sobrenatural. Ele queria que todo o povo de Israel, bem como os do Egito, tivesse a oportunidade de ver o seu poder. Assim, o aparecimento de Moisés na corte real, exigindo a libertação do povo de Israel, suou como um desafio ao poder de Faraó (Êx 5.3), e este ao invés de libertar, aumentou o volume e a carga de trabalho do povo israelita, intensificando ainda mais a sua dor (Êx 5.8-9). Observe que Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porém, sua obediência não impediu que ele e seu povo sofressem. O fato de estarmos realizando a obra em obediência ao Senhor, não significa dizer que vamos estar isentos ou livres das dificuldades, problemas e aflições. Pode ser que algumas vezes nem conseguiremos entender o motivo de certas dificuldades, mas o que nunca podemos, é deixar de crer que Deus está no comando de tudo.  

Lançaremos em breve os comentários restantes do tópico 3
                                 
FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Revista do professor: Jovens e Adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 04 – A missão profética de Moisés.

Bíblia de estudo nova versão internacional. Português. Tradução das Notas de Gordon Chown – Editora Vida. 2001.

LIÇÕES BÍBLICAS - EDITORA CPAD. Maturidade Cristã nº 28 - 4º Trimestre de 1991. Estudos em Êxodos.

LIÇÕES BÍBLICAS - EDITORA CPAD. 1º Trimestre de 2014. Uma Jornada de Fé.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa

(Osmar Emídio é Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília).

Lição 04 - A Missão Profética de Moisés

A MISSÃO PROFÉTICA DE MOISÉS
(Lição nº 04 – 26 de Abril de 2015)

TEXTO ÁUREO
“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel” (Êx 7.2).

VERDADE APLICADA
O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1. Compreender o lado profético de Moisés no cumprimento de sua função libertadora dos filhos de Israel;

2. Ver como Deus trouxe Seu juízo ao Egito através de Seus embaixadores Moisés e Arão;

3. Estudar como Israel saiu do Egito por meio da voz profética de Moisés. Textos de referência Êx 5.1-4

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 5.1 - E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.

Êx 5.2 - Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.

Êx 5.3 - E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.

Êx 5.4 - Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vossas cargas.

13 de abril de 2015

Escola Bíblica Fora do Templo



A EBD da AD316 realizou neste último domingo (12/04/2015) sua Escola Bíblica no Clube do Cefis. A aula para os adultos foi ministrada ao ar livre, durante a manhã, pela professora MARIA ALVES, em classe única. As crianças também realizaram suas escolinhas ao ar livre. Depois da escola foi servido um delicioso churrasco e à tarde ficou livre para o lazer. O Carlos Fernandes, superintendente da AD de BURITIS-MG, veio junto com sua esposa prestigiar o nosso evento, conforme havia prometido. Foi um dia memorável! Obrigado Carlos Fernando e a todos que participaram conosco!
Veja outras imagens na página "Fotos da Escola Fora do Templo"

O Comissionamento de Moisés - Comentários Adicionais

O COMISSIONAMENTO DE MOISÉS
Lição 03 – 19 de abril de 2015

TEXTO ÁUREO
Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.” At 7.34

VERDADE APLICADA
O processo utilizado por Deus para nosso amadurecimento pode incluir um deserto, um tempo de anonimato e um período de solidão. Nesse tempo, descansar nEle é o mais aconselhável.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Apresentar como Deus prepara um homem em lugar e circunstâncias diferentes para Sua obra;

Mostrar os meios extraordinários empregados por Deus para atrair a nossa atenção;

Ensinar aos alunos como o Senhor Deus ajudou Seu enviado no cumprimento de Sua missão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 3.6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.

Êx 3.10 – Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo os filhos de Israel.

Êx 3.11 – Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?

Êx 3.12 – Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haverdes tirado o povo do Egito, servirei a Deus neste monte.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO
Nada há que possa substituir a comunhão secreta com Deus ou a educação que se recebe debaixo da Sua disciplina. "Toda a ciência dos egípcios" não havia habilitado Moisés para o serviço a que devia ser chamado. Moisés podia ter seguido uma carreira de sucesso nas escolas do Egito e ser cheio de honras literárias, sua mente era brilhante e tinha vastos conhecimentos. Foi instruído e teve os seus títulos nas escolas dos homens, mas tinha ainda de aprender o alfabeto na escola de Deus.

1. SOLIDÃO E ANONIMATO: PREPAROS FUNDAMENTAIS
Moisés, grande servo de Deus teve que viver no anonimato e enfrentar um vasto período de solidão em Midiã, período este que não vai além de quarenta dos seus melhores anos, se assim podemos dizer. O Senhor, na Sua bondade, Sua sabedoria e Sua fidelidade, põe o Seu servo à parte, livre das vistas e dos pensamentos dos homens, para o poder educar debaixo da Sua imediata direção. Moisés tinha necessidade disso. Havia passado quarenta anos na casa do Faraó; e, conquanto a sua estadia ali não deixasse de ser proveitosa, todavia, tudo que tinha aprendido no palácio não era nada em comparação com o que aprendeu no deserto. O tempo passado na corte pode ter sido valioso, mas a sua estadia no deserto era indispensável.

1.1 Vivendo atrás do deserto
Moisés fugiu para terra de Midiã, os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa Quetura. Eles moravam no deserto, de modo, que, nesses anos de vida nômade, Moisés conheceu sua esposa Zípora, foi preparado por Deus através de um bom treinamento que durou quarenta anos cuidando das ovelhas de seu sogro. Deus capacitou Moisés para cuidar de Seu povo durante a futura peregrinação rumo à terra prometida. Que contraste na vida de Moisés, com príncipe egípcio e pastor midianita! Sendo príncipe, tinha tudo a sua disposição, pois era o famoso filho da princesa egípcia. Como pastor de ovelhas, no entanto, era obrigado a fazer tudo sozinho, exercendo o mesmo trabalho que aprendera a desprezar (Gn 43.32; 46.33,34) e vivendo como um desconhecido estrangeiro. Passou pela humilhante experiência, mas Deus preparava para ser um líder. Ao viver como pastor e nômade. Moisés aprendeu sobre o costume do povo que viria a conduzir e sobre a vida no deserto. Deus queria libertar o povo de Israel das garras de Faraó e escolheu Moisés para esta missão.

1.2. Aprendendo com a obscuridade
A sabedoria e a ciência humanas, por muito valor que tenham em si mesmas, não podem fazer de ninguém um servo de Deus nem qualificar alguém para desempenhar qualquer cargo no serviço divino. Tais conhecimentos podem qualificar o homem natural para desempenhar um papel importante diante do mundo, porém é necessário que todo aquele que Deus quer empregar ao Seu serviço seja dotado de qualidades bem diferentes, quali­dades estas que só se adquirem no santo retiro da presença de Deus. Ao sair do palácio e fugir para os ermos midianita no deserto do Sinai. Deus prepara Moisés durante quarenta anos com conhecimentos práticos que o ajudariam a libertar e guiar os filhos de Israel pelo deserto. Os verdadeiros servos têm aprendido por experiência a depender da provisão de Deus: Moisés no Sinai, Elias no ribeiro de Querite(1 Rs 17.3-5) Ezequiel junto ao rio Quebar (Ez 1.1), Paulo na Arábia, e João em Patmos, são todos exemplos da grande importância de estarmos a sós com Deus.

1.3. Entendendo os tempos sombrios
Moisés é transferido da corte do Egito para trás do deserto para apascentar um rebanho de ovelhas e preparar-se para o serviço de Deus. Assim, quando vemos Moisés, à idade de quarenta anos, afastado de todas as honras e magnificência de uma corte, para passar quarenta anos na solidão do deserto, Nós havíamos de pensar que a educação de Moisés estava terminada logo que se tornou mestre de toda a sabedoria do Egito. Todavia, ninguém é verdadeiramente educado senão aquele a quem Deus educa. Foi em tempos sombrios que Deus qualifica Moisés para ser um grande líder, é preciso saber esperar o tempo de Deus e submeter-se a Sua vontade. Somente Aquele que quer usá-lo pode prepará-lo.

2. DEUS SE APRESENTA A SEU SERVO MOISÉS
A educação humana de Moisés, recebida n corte de Faraó, não foi suficiente para capacitá-lo para realizar a obra de Deus. A sua solidão com Deus e o tempo de quarenta anos de árduos labores. Cuidando de ovelhas no deserto, foram-lhe também necessários na preparação para sua tarefa futura de pastorear outro tipo de rebanhos “Israel” na peregrinação no deserto. Observe que às vezes passa muito tempo antes que Deus chame seus servos para executar um trabalho que, no passado, já reservara para eles, e que já os estava preparando de forma misericordiosa para desempenhar. Moisés nasceu para ser o libertador de Israel, porém nenhuma palavra a esse respeito lhe é falada até que ele esteja com oitenta anos de idade e tem um encontro com Deus que se apresenta como “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Deus deu a si mesmo o nome pessoal “Eu sou o que Sou”, dizendo a Moisés que quer ser conhecido como o Deus que está presente e ativo. Lembrando a Moisés das Suas promessas feita a Abraão (Gn 12.1-3; 15.17), Isaque (Gn 26.2-5) e Jacó (Gn 28.13-15), usou o nome “EU SOU” que descreve Seu poder eterno e caráter imutável.

2.1. Deus fala na brisa mansa
Não há nada mais interessante e mais instrutivo do que a maneira como aprouve ao Senhor revelar-Se a Moisés nessa aparição supreendente. Ele ia confiar-lhe o encargo de libertar o Seu povo do Egito, para que eles fossem a Sua Assembleia, para habitar no meio deles tanto no deserto como na terra de Canaã; e é do meio de uma sarça que Deus lhe fala. Símbolo belo, solene e próprio do Senhor habitando no meio do Seu povo eleito e resgatado. Nesse encontro, Deus revelou a Moisés a compaixão que sentia pelo povo oprimido e depois delineou os pormenores de seu plano para libertá-lo.

2.2. Diante de uma sarça que não se consumia
Como em Gênesis, vemos a apresentação dos propósitos divinos numa teofania "E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça não se ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima” (Êx 3.2-3). Era efetivamente uma grande visão, porque uma sarça ardia e não se consumia. A corte do Faraó nunca poderia oferecer nada de semelhante. Porém, era uma visão graciosa porque nela era simbolizada de um modo notável a situação dos eleitos de Deus. Eles encontravam-se no meio do forno do Egito; e o Senhor revelava-se no meio de uma sarça ardente. Porém, assim como a sarça se não consumia, tão pouco eram eles consumidos, porque Deus estava com eles. Esta era uma representação da igreja que estava escravizada no Egito, queimando nos fornos de cozer tijolos, mas que não se consumia. Perplexos, mas não desanimados, abatidos, mas não destruídos. "O Senhor dos Exércitos está conosco: o Deus de Jacó é o nosso refúgio" (SI 46:7). Aqui temos força e segurança, vitória e paz. Deus conosco, Deus em nós, e Deus por nós. Isto é provisão abundante para todas as nossas necessidades.

2.3. A mensagem da sarça
Deus falou com Moisés por meio de uma inesperada fonte: uma sarça ardente. Ao vê-la. Moisés foi investigar. Deus usa meios imprevistos de falar conosco, sejam através de pessoas ou outras experiências, precisamos estar atentos ao chamado de Deus. Deus não se importa com status, idades, lugar ou aparências, Ele tem soberania para decidir o que Lhe apraz. Moisés estava morando num lugar deserto, porém nunca esteve isolado da presença de Deus, certamente Moisés não tinha a mesma formosura que possuía no tempo do Egito, todavia, possuía a beleza de Deus em seu interior. O Deus que servimos não olha para aparência exterior, Ele atenta para os desígnios do coração. porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16.7b).

3. O ENVIO DE DEUS
Depois de muito tempo, na solidão do monte de Deus, e do meio da sarça ardente, foi que a mensagem divina ressoou aos ouvidos do servo de Deus. "Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito" (Êx 3.10). Nestas palavras havia verdadeira autoridade. Existe uma grande diferença en ser enviado de Deus e agir sem ser enviado. Ora, é evidente que Moisés não estava apto para o serviço quando ao princípio se dispôs a atuar (Êx 2.11-14). Se nada menos que quarenta anos de disciplina secreta eram precisos, como poderia ter feito a sua obra de outra maneira. Moisés precisava ser ensinado por Deus e enviado por Ele; e o mesmo deve ser com todos aqueles que tomam a carreira de serviço e testemunho por Cristo. Precisamos ter essa lição gravada em nosso coração, de modo que todas as nossas atitudes devem estar sob a autoridade e aprovação de Deus.

3.1. Moisés é chamado de maneira pessoal
Nos capítulos de Êxodo 3, 4, Moisés foi chamado pelo seu nome enquanto pastoreava ovelhas no sopé do monte Sinai, Moisés! Moisés! Aquilo que Moisés ouviu poderia surpreendê-lo muito além daquilo que viu. Os chamamentos divinos são eficazes quando o Espírito de Deus os torna particulares, chamando-nos pelo nosso nome. O fogo na sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de Deus (Gn 15.17; Dt 4.24), e a sarça representava a Israel em sua baixa condição. Como a sarça ardia sem consumir-se, assim Israel não foi consumido no forno da aflição. Deus revelou a Moisés a compaixão que sentia pelo povo oprimido e depois delineou os pormenores de seu plano para libertá-lo. Mandou que ele reunisse os anciãos de Israel e os avisasse do que o Senhor ia fazer. Deus se revelou a Moisés de maneira pessoal e com propósito específico a fim de libertar e guiar esta nova nação e provar a sua confiabilidade de Sua mensagem verbal.

3.2. Quem fez a boca do homem?
Moisés sentiu-se despreparado para a tarefa dada por Deus, mas a questão não era “quem sou eu?” dito por Moisés, mas o “Eu serei contigo” de Deus (Êx 3.11,12). Moisés não acreditava que o povo aceitasse sua liderança ou cresse em seu relato sobre a experiência da sarça ardente, diante disso, Deus lhe deu evidência tangível da Sua presença e bênção, transformando seu cajado de pastor numa serpente e fazendo sua mão ficar leprosa e ficar sarada novamente (Êx 4.1-7). Ainda alegou que não era eloquente, mas diante de suas objeções, Deus prometeu fazer de seu irmão Arão seu porta-voz, o que Deus já havia enviado Arão ao seu encontro (Êx 4.10-17).

3.3. A quem Deus chama também capacita
Deus falou com Moisés através da sarça ardente e designou seus propósitos de livrar Israel da aflição. Moisés apresentou desculpas porque não se sentia capacitado para esta missão. Mas Deus não estava pedindo para Moisés trabalhar sozinho; Deus ofereceu recursos para ajudá-lo: o próprio Deus, Arão e a habilidades de fazer milagres. Deus costuma nos chamar para fazer tarefas que parece difícil, mas não nos pede para realizarmos sozinhos, dessa forma não podemos nos esconder alegando incapacidades, mas confiar que Deus é quem nos capacita para fazer a Sua vontade.

CONCLUSÃO

Foi uma honra muito grande para Moisés ter sido chamado por Deus, ter sido o escolhido para ser o encarregado de tirar Israel do Egito, apesar das objeções de Moisés, ele é persuadido a aceitar a comissão. Todas as desculpas de Moisés podem ser atribuídas a uma humilde falta de confiança em si mesmo e na sua própria suficiência, e não a alguma desconfiança de Deus, ou da Sua Palavra e do Seu poder. Veja que as pessoas que Deus designa para realizar seus propósitos, Ele mesmo é quem prepara até que estejam aptos a realizar Sua missão. Depois de tudo que acabamos de dizer, é evidente para o leitor que o ar que se respira "atrás do deserto" é um ar muito saudável para todo o servo de Cristo. Sinai é o verdadeiro ponto de partida para todos aqueles a quem Deus envia para trabalharem para Si. Foi no monte Sinai que Moisés foi instruído na escola de Deus. Foi na solidão do monte de Deus, e do meio da sarça ardente, que a mensagem divina ressoou aos ouvidos do servo de Deus. "Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito" (Êx 3.10).

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

DAVID, Pat Alexandre. Manual Bíblico SBB. Barueri, SP: SBB, 2008.
DOCKERS, David S. Manual Bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2001.
HENRY’S, Mathew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

HOFE, Paul. O Pentateuco. Santa Catarina: Editora Betânia, 1983.

MACKINTOSH C. H. Estudos sobre o livro de Êxodo. Diadema, SP: Depósito de Literatura Cristã, 2001.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Moisés, O Legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 3 – O comissionamento de Moisés.

UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Diácono ANCELMO BARROS DE CARVALHO, servo do Senhor Jesus

Email: ancelmobarros@gmail.com

12 de abril de 2015

Lição 03 - O comissionamento de Moisés

O COMISSIONAMENTO DE MOISÉS
Lição nº 03 – 19 de Abril de 2015


TEXTO ÁUREO
Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.” At 7.34

VERDADE APLICADA
O processo utilizado por Deus para nosso amadurecimento pode incluir um deserto, um tempo de anonimato e um período de solidão. Nesse tempo, descansar nEle é o mais aconselhável.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Apresentar como Deus prepara um homem em lugar e circunstâncias diferentes para Sua obra;

Mostrar os meios extraordinários empregados por Deus para atrair a nossa atenção;

Ensinar aos alunos como o Senhor Deus ajudou Seu enviado no cumprimento de Sua missão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 3.6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.

Êx 3.10 – Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo os filhos de Israel.

Êx 3.11 – Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?


Êx 3.12 – Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haverdes tirado o povo do Egito, servirei a Deus neste monte.

15 de fevereiro de 2015

Curso Teológico Paulo Leivas Macalão

Estão abertas as inscrições para o 2º Curso Básico de Teologia "Paulo Leivas Macalão".  O curso tem duração de 2 anos, com encontros semanais (uma vez por semana) na Igreja. Interessados procurar o irmão ANCELMO na igreja ou ligar para o nº  (61) 8329-8113.
Foto da 1ª Formatura - Dez 2014

11 de novembro de 2013

A Classe Jóias Preciosas inaugura nova sala, com nova mobília e novos materiais didáticos

A Classe Jóias Preciosas inaugurou neste domingo (10/11/2013) sua nova sala, com novas mobílias e novos materiais didáticos. O projeto de restauração e renovação da sala surgiu com a mãe de um aluno, LEILA RAMOS, que ao ver a dificuldade das professoras em ministrar suas aulas, devido à condições do espaço, dos móveis e do material didático utilizado, resolveu fazer alguma coisa para ajudar na restauração e renovação deste pequeno espaço. Ela juntamente com as professoras MANASSÉS TRINDADE e ANTÔNIA DA SILVA NEVES realizaram um bazar numa escola pública, cantinas na igreja e outras atividades no intuito de arrecadar fundos. Também contou com a ajuda e doações de familiares e irmãos da igreja para concluir o projeto. O projeto inclui a restauração da sala (retoques e pintura), troca dos móveis e materiais didáticos. A ideia agora é continuar e fazer o mesmo com as salas dos "Amiguinhos de Jesus" e os "Cordeirinhos". Que Deus abençoa a irmã Leila, Manassés e Antônia pela iniciativa e conclusão deste abençoado projeto. Parabéns a todas!      

Pr. Saulo, dirigente da Igreja, cortando a fita de inauguração
Veja outras imagens na página: "Classe Jóias Preciosas"

3 de outubro de 2013

Dia Nacional da EBD

Nossa Escola Bíblica Dominical, em comemoração ao dia Nacional da EBD,  homenageou algumas classes e alunos destaques do 1º semestre. Quatro alunos receberam um certificado de Honra ao Mérito, por ter sido NOTA 10, neste primeiro período do ano. foram eles: Valmir Teodoro, Magna Batista, Vitória da Silva e Izabela da Silva (Não tiveram nenhuma falta). Na ocasião, foram também homenageados o aluno destaque de cada classe: Vitória da Silva Neves (classe Jóias Preciosas, Izabela da Silva Neves (classe Amiguinhos de Jesus), Izadora Batista de OLiveira (classe Cordeirinhos), Izamara Batista de Oliveira (classe Nova Geração), Luana Ramos Lopes (classe Nova Vida), Valcir Gonçalves da Silva (classe Elias), Valmir Teodoro (classe Gideão), Cleidiane Batista de Oliveira (classe Lídia) e Rosa Maria Rodrigues (classe Sarah). As Classes Destaques no Semestre foram: AMIGUINHOS DE JESUS com 71% de FREQUÊNCIA no Semestre 1º semestre e CLASSE SARAH, com 65% de FREQUÊNCIA. PARABÉNS A TODOS.