Pessoas que acompanham nosso site

4 de maio de 2016

Gozo: a alegria do Espírito Santo - Comentários Adicionais

GOZO: A ALEGRIA DO ESPÍRITO SANTO
(Lição 06 – 8 de maio de 2016)

TEXTO ÁUREO
“Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).

VERDADE APLICADA
Quem tem a Cristo, mesmo em momentos difíceis, experimenta a alegria do Espírito Santo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ø  ENSINAR como experimentar um sentimento maravilhoso;
Ø  MOSTRAR como nos é garantida uma alegria duradoura;
Ø  REVELAR como podemos nos alegrar em tempos difíceis.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Sl 32.11 - Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.
Jo 15.10 - Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Jo 15.11 - Tenho-vos dito isto para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
Fp 4.4 – Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.

Introdução

A alegria do cristão, quando esta é ocasionada pelo fruto do Espírito Santo de Deus, jamais será um sentimento momentâneo, mas sim duradouro.  O qual é impossível de descrever se comparado a outros.

1. UM SENTIMENTO MARAVILHOSO

É impossível descrever tal sentimento que é derivado do fruto do Espírito, principalmente quando comparado a outros sentimentos. Porque sabemos que tudo de melhor que nos é dado, provém da bondade de Deus Pai.

1.1.    Uma alegria de dentro para fora

Não podemos reconhecer um regozijo verdadeiro e sincero enquanto este indivíduo não passar por uma transformação. Sabemos que muitas mudanças são inseridas em nosso meio diariamente com a intenção de nos afastar daquilo que provém de Deus, em contrapartida, o cristão está alicerçado na palavra que nos revela o gozo mais sincero (Salmos 119.105).

1.2.    Uma alegria permanente

É evidente que a alegria só é permanente quando vivemos aquilo que vem do Senhor (Filipenses 3.11). Viver a Cristo é renunciar a si mesmo, ainda que venhamos ser tentados pelas novidades do mundo, não nos deixaremos contaminar. Temos a plena convicção que o gozo produzido pelo Espírito é real porque o mesmo é gerado, criado e amadurecido na pessoa de nosso Senhor.

1.3.    Quem está em Cristo vive alegre

Em Filipenses 4.4 o apóstolo Paulo escreve do fundo de uma prisão (nas piores condições possíveis) exortando a igreja “Regozijai-vos sempre no Senhor”. Em Filipenses 3.8 ele diz que conhecer a Cristo era o maior ganho que ele pudesse vir a ter. Com essa experiência do apóstolo, podemos afirmar que a maior alegria é estar em Cristo Jesus, ainda que as circunstâncias sejam adversas.

2. ALEGRANDO-SE EM TEMPOS DIFÍCEIS

Somente o Espírito Santo de Deus nos faz ter o equilíbrio para estarmos firmes nas promessas. Tendo em vista as circunstâncias, momentos e lutas que atravessamos, Ele tem o cuidado de nos colocar em posição de regozijo, ainda que as circunstâncias sejam desfavoráveis.

2.1. Deus age produzindo alegria

Quando o salmista diz: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30.5) é notório afirmar que não estamos livres das lutas e pelejas, mas quando Deus age, Ele vem sempre com respostas para quebrar todo o tipo de situação contrária. Aonde havia tristeza, agora paira o gozo do Espírito. Entretanto, devemos ressaltar que é necessário o indivíduo estar de baixo da presença do Senhor, e não se deixar levar por manjares oferecidos diariamente com o intuito de nos afastar da presença de d’Ele.

2.2. Desfrutando o gozo do Espírito

Há quem diga que o cristão não consegue alegrar-se porque o mesmo não compartilha daquilo que o mundo oferece. De fato não conseguimos nos alegrar com os prazeres mundanos, todavia, o nosso gozo vem do Espírito Santo. É nele que alcançamos o refrigério de nossa alma. Há uma certeza no meio da igreja que o melhor ainda estar por vir (Apocalipse 1.7). Maior alegria não há quando se cumprir a vinda do nosso Senhor.

2.3. Testemunho de louvor

Salmodiar ao Senhor enquanto tudo vai bem é fácil, não exige sacrifício. Mas entoar cânticos em tempos difíceis é confrontante. No entanto, Davi no seu pior momento, sabendo que o Espírito Santo já não estava sobre a sua vida, grita e brada ao Senhor: “Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito.” Aqui o salmista nos ensina que devemos louvar ao Senhor em qualquer situação.

3.    LIÇÕES PRÁTICAS

A cada dia nos deparamos com situações que muita das vezes é boa, em outras, nos levam a ficarmos em estágio profundo de abatimento. E muitos momentos não estão preparados para recebermos tais notícias.

3.1. O Senhor garante uma alegria duradoura.

O ser humano tem necessidade de experimentar alegria, essa é uma realidade na vida de qualquer pessoa. Entretanto, muitas pessoas tentam satisfazer essa necessidade de maneira errada, através de uma dependência de fatores externos.  Mas só o Senhor tem o poder para nos direcionar a real e verdadeira alegria.

3.2. Depender de Deus nos torna forte

O apóstolo Paulo nos faz entender essa dependência de Deus quando ele nos trás suas experiências vividas em Filipenses 4.10-15. Em toda e qualquer situação o servo do Senhor abria a boca para dizer: Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor, ainda que as condições não fossem as melhores, ele proferia tais palavras reconhecendo submissão em entender que é Deus em nossas vidas.

3.3 - Experimentando a perfeita alegria

Não há alegria maior que não seja estar aos pés do nosso Senhor. Em uma caminhada árdua, cheia de obstáculos, somente com Ele conseguiremos prosseguir para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3.14).

CONCLUSÃO
“Aquele que ouviu a mensagem da ressurreição não pode viver uma vida triste nem levar uma existência mal humorada, pois somos chamados a nos alegrar com vitória de Deus”. (Karl Barth).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada, tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri, SP: SBB, 2013.

POOHL, Adolf. S Gálatas. COMENTÁRIO ESPERANÇA. Curitiba-PR: Editora Evangélica Esperança, 1997.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Fruto do Espírito. Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 99. Lição 06 – Gozo: a alegria do Espírito Santo.

Revista EBD/CPAD 3º trimestre 2014

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:


Presbítero Clodoaldo Alves Carvalho

3 de maio de 2016

Palavra Pastoral

Pr. Almerindo Luna Gois

A partir deste mês estaremos postando semanalmente com o nosso pastor Dirigente Almerindo Luna Gois, uma palavra pastoral.

IGREJA INSTITUCIONALIZADA

Existem duas características no funcionamento da igreja nos moldes existentes, na era presente, as quais são: 1ª Organismo e 2ª Organização. A diferença entre as duas é a seguinte: Organismo se refere a algo vivo, conjunto de órgãos vivos que se interagem de maneira invisível e silenciosa, porem eficaz. O corpo humano é um organismo, pois o mesmo é composto de vários órgãos vivos que funcionam interdependentemente, e o que o faz ser um organismo é a vida, pois se um deles morrer, logo todos morrerão. Organização é um conjunto de elementos físicos, visíveis e palpáveis composto de normas regras e objetos que juntos constituem a operacionalidade e materialização do organismo. Exemplo: o organismo que sou, precisa da estrutura física: organização dos ossos, nervos, tecidos etc. para poder se expressar. Em se tratando da igreja, a meu ver, DEUS não a fez dependendo de organização, pois ela é um organismo cujos órgãos vitais são os indivíduos crentes vivos através dos quais se torna visível, funcional e operante. A igreja como organismo e usando como seu instrumento materializador, o indivíduo crente vivo, não necessitará de estruturas físicas tais como: grandes templos, conta bancária, estatutos, corpo ministerial oneroso etc. Basta entender que cada crente vivo é um templo do DEUS vivo. Mas, onde os crentes se reuniriam para o culto, e para pregarem o evangelho? É ai que quero chegar: Em nenhum lugar nas escrituras, o fundador da igreja (JESUS), nem os seus apóstolos, falam em construções de templo e nem em igrejas funcionando em templos, salvo em 1º coríntios capítulo 11, quando Paulo regulamentando a ceia insinuou a existência de um local de reunião quando disse que quem tivesse fome que comesse em suas próprias casas. A ausência dessas referências na escritura, somada ao fato de JESUS ter realizado a maior parte de seus milagres em casas de irmãos, mais a expressão paulina dirigindo-se á igreja que está na casa do irmão ou da irmã tal, nos leva a crer que o projeto de igreja idealizado por JESUS era que esta funcionasse em casas, sob liderança de um dos chefes de família que ali congregasse e isso faz uma enorme diferença, pois só teríamos vantagens conforme algumas enumeradas a seguir: 1ª – A igreja funcionando em uma residência será impedida de crescer muito e assim evitaria tornar sua administração nos moldes bíblicos inviável; 2ª - A igreja com poucos membros não poderá captar muitos recursos, eliminando assim a expectativa de altos salários por parte de seus dirigentes; 3ª – Uma igreja funcionando assim, não tem despesas, pois não terá gastos com construções, aluguel, conta de luz, de água, zelador, nem prebenda, pois o trabalho de apenas dirigir os cultos não a justificaria, além de que isso se faria apenas por prazer visto que não haveria problemas para tirar a tranquilidade de quem o faz; 4º - Esse modelo possibilitaria o exercício do primeiro mandamento do nosso SENHOR JESUS, o amor, pois em um grupo pequeno é fácil saber quem são os verdadeiros necessitados e direcionar a ajuda necessária e de maneira justa de modo a proporcionar a igualdade e consequentemente a alegria entre os irmãos (Atos 2.41-47); 5ª – Em uma igreja com essas características, jamais prosperaria a vaidade daqueles que buscam fama, posições, status, riquezas etc; 6ª – Em uma igreja assim jamais proliferaria a falsa espiritualidade, pois o falso e enganador logo seria identificado e extirpado do meio dos santos. Um presbítero, bispo ou pastor, com uma remuneração modesta e ética se encarregaria da supervisão das congregações sobre cada grupo de dez. Concluo meu ponto de vista dizendo que, a igreja depois de institucionalizada e apenas organizada, possibilitou a sua independência de DEUS e se transformou em um esquema meramente religioso onde reina porfias, ganâncias, hipocrisia e tudo mais que a carne humana alienada do salvador pode produzir. Eis ai a razão de estarmos hoje tão decepcionados e porque não dizer, desanimados com tantas mazelas acontecendo em nosso meio. Mas graças a DEUS que nos dá a vitória em CRISTO JESUS e faz com que sempre haja os remanescentes fieis no meio de tudo isso, e que nunca se deixam contaminar com o erro da maioria. A graça e a paz sejam com estes. Amem.

Caso queira fazer alguma ponderação ou comentários, favor use o "link para esta postagem".

Lição 06 - Gozo: a alegria do Espírito Santo

GOZO: A ALEGRIA DO ESPÍRITO SANTO
(Lição 06 – 8 de maio de 2016)

TEXTO ÁUREO
“Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).

VERDADE APLICADA
Quem tem a Cristo, mesmo em momentos difíceis, experimenta a alegria do Espírito Santo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ø  ENSINAR como experimentar um sentimento maravilhoso;
Ø  MOSTRAR como nos é garantida uma alegria duradoura;
Ø  REVELAR como podemos nos alegrar em tempos difíceis.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Sl 32.11 - Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.
Jo 15.10 - Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Jo 15.11 - Tenho-vos dito isto para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
Fp 4.4 – Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.

24 de abril de 2016

O amor puro e insondável, proveniente de Deus - Comentários Adicionais

o amor puro e insondável, proveniente de deus
(Lição 05 – 1º de maio de 2016)

TEXTO ÁUREO
“E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27).

VERDADE APLICADA
Demonstrar amor nem sempre é suficiente, importante é como você ama.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
MOSTRAR o amor como dom divino;
ENSINAR como compartilhar o amor;
REVELAR para que serve o amor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1 Co 13.1 – Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
1 Co 13.3 – E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.
1 Co 13.4 – A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece.
1 Co 13.6 – Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
1 Co 13.7 – Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

INTRODUÇÃO
Esta lição inicia de fato o estudo sobre o “Fruto do Espírito”, conforme proposta advinda do próprio tema da Revista. Não que os títulos das lições anteriores não tivessem nenhuma relação com o tema, mas porque foram abordadas de forma indireta, destacando apenas os seus aspectos, de um modo geral, à era pós-modernidade. Nesta lição, portanto estudaremos o significado do amor como Fruto do Espírito e como ele se manifesta na vida do crente (Gl 5.22-25).

1. AMOR: UM DOM DIVINO
A Bíblia não diz que Deus poderia e nem tão pouco que Deus poderá amar. Diz que Deus é amor (1 Jo 4.16). Portanto, amor é mais do que “um dom divino”, é a própria essência do seu Ser e de sua Natureza. Uma vez que Deus é amor, é absolutamente natural que Ele ame (Jo 3.16), mas isto não é um dom em si é a sua própria essência (1 Jo 4.16). É por isso que podemos afirmar, sem medo de errar, que não existe uma só pessoa vivendo sobre a face da terra que não seja amado por Deus. Mais ainda: Ele ama cada uma dessas pessoas da mesma maneira, pois é da natureza Dele amar. Entender essa diferença é importante até mesmo para nós que somos reflexos do seu amor. Sabe por que na Bíblia o amor é Fruto e não Dom? Pois vou lhe dizer: 1) Os dons são repartidos (1 Co 12.11), enquanto o fruto é produzido (gerado) dentro de cada um de nós (Gl 5.22); 2)Os dons identificam-se com o que fazemos (1 Co 12.7), enquanto o fruto identifica-se com o que somos (Mt 12.35); 3) os dons vêm de fora (At 2.2), enquanto o fruto brota do interior (Mt 12.35); 4) dons habilitam a servir com poder (1 Co 12.1-11), enquanto fruto capacita a ser como Cristo(Gl 2.20; Ef 4.24; 1 Co 1.30); 5) Dons são vários e distintos(1 Co 12.1-11), enquanto o fruto é um só, acompanhado de nove qualidades singulares(Gl 5.22-23); 6) dons são manifestações rápidas (1 Co 14.27); enquanto o fruto cresce e desenvolve gradativamente (Tg 5.7); 7) dons são temporais (1 Co 13.8), enquanto o fruto permanece para a eternidade (1 Co 13.8); etc. Diante disto, podemos afirmar que o Amor divino é mais do que um mero dom, ele é a vitória sobre a natureza carnal, obtida mediante o fruto do Espírito Santo e com ele somos desafiados a amar até mesmo nossos inimigos (Gl 5.22; Mt 5.43-47; Rm 12.9-14; 17-21; Cl 3.14).

1.1. O amor identifica o servo de Cristo
No Reino de Deus, o serviço só tem valor quando o amor divino está presente no coração daqueles que professam servir a Jesus (1 Co 13.3). O verdadeiro discípulo de Jesus é identificado pelo amor (Jo 13.35). A Bíblia nos assevera que sem esse amor nada tem importância ou expressividade uma vez que todas as coisas se anulam pela ausência do amor (1 Co 13.1-3). De que adianta ao crente ser dotado de todos os dons e até demonstrar auto-sacrifício, se ele não pratica o amor de Deus em sua vida cotidiana? Sem o verdadeiro amor de Deus operando em nossos corações, os mais destacados dons tornam-se ineficazes (1 Co 13.1-3). É com amor altruísta e desinteressado que devemos servir ao Senhor Jesus e ao próximo (Mc 12.31; Lc 10.25-37; 1 Jo 3.16). Quem não exercita o amor não pode ser tido como verdadeiro serve de Cristo (1 Jo 4.7-8; Jo 13.35; Rm 5.5-8).

1.2. Amor, essência do Evangelho
O Evangelho existe porque o amor existe. O amor de Deus só é sentido verdadeiramente e em sua plenitude por aqueles que já experimentaram o evangelho da graça de Deus. O amor é a própria essência do Evangelho, e Jesus Cristo é nosso exemplo. Sua vida aqui na terra foi um legado de amor. Ele curou os enfermos, ergueu os debilitados e salvou os pecadores. Seu amor é de tal natureza que garante um constante interesse no bem estar físico e espiritual de suas criaturas, a ponto de levá-Lo a fazer um sacrifício além da concepção humana para manifestar esse amor. Sendo assim, seu amor já não é um mero sentimento, mas um ato totalmente manifesta através da graça, e, isto por si só, prova que a virtude do amor, é não só, a essência do Evangelho, mas a essência de todas as virtudes morais de Cristo, germinada pelo Espírito Santo na vida do crente (1 Co 13.13).

1.3. Amar pregando o Evangelho
O Evangelho de Jesus Cristo está sintetizado na prática do amor. Ele nada mais é do que: Amar a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.37-39). Jesus nos deixou como principal mandamento, que nos amássemos uns aos outros assim como Ele nos amou. O nosso amor a Deus manifesta-se através de nosso amor aos nossos semelhantes. Quando amamos ao próximo, estamos amando também a Deus. Se não amamos o próximo, não há como amarmos a Deus (1 Jo 4.7-8,11-12,20-21). Com base no exemplo de Cristo, esse amor não deve ser apenas um sentimento, mas uma prática (1 Jo 3.16-17). Devemos fazer se preciso sacrifícios por alguém, por mais desmerecedor que ela seja. Temos que procurar servi-la como a nós mesmo, sem querer receber algo em troca (1 Co 13.5). Será que amo de fato a Deus e ao próximo? Como tenho demonstrado esse amor? ... Então, por que não evangelizamos? Porque falta o amor. Por que temos dificuldade em perdoar? Porque falta o amor. Por que não mantemos nossa vida em santidade? Porque falta o amor. Por que somos inconstantes ao fazer a vontade de Deus? Por que falta o amor, etc. Deste modo o amor divino deve servir como base para o amor que devemos ter para com o próximo (Lc 10.27; Mt 22.39).

2. COMPARTILHANDO O AMOR
O Fruto do Espírito é imprescindível à vida cristã, pois são virtudes e qualidade geradas pelo Espírito Santo no caráter e na personalidade do crente, objetivando sua transformação segundo a natureza divina (Ef 3.19; 2 Co 3.18; 4.10-11; 2 Pe 1.3-4; Jo 15.1-5). O fruto pode ser visto em três cachos ou aspectos relacionais: 1) Na relação do cristão com Deus: Amor, paz e alegria (virtudes obtidas através de autêntico e verdadeiro relacionamento com Deus); 2) na relação do cristão com os outros: Longanimidade, benignidade e bondade (virtudes que devemos exercitar na relação para com nossos semelhantes); 3) na relação do cristão consigo mesmo: Fé, mansidão e domínio próprio (virtudes ligadas à nossa conduta interna e pessoal). O amor por ser a seiva (base) que ativa o fruto e dá qualidade a ele em todos os cachos ou aspectos, muitos confundem à sua classificação. Alguns apresentam como sendo da relação para consigo mesmo, como apresentado pelo comentarista; outros como sendo de relação com os outros, pois ligam à caridade, que seria o amor buscando o interesse do outro, etc. Mas, isto não tem muita importância, pois não muda a essência do fruto em si. A verdade é que nenhuma parte do fruto do Espírito subsiste isoladamente. Não podemos dizer que temos paz e alegria se não temos amor; nem ainda que somos longânimes, benignos e bondosos se também não demonstrar amor; muito menos que temos fé, mansidão e domínio próprio se não há amor jorrando dentro de nós. 

2.1. Relacionamentos comprometidos
A maioria de nossos relacionamentos está comprometida por causa de nosso individualismo, cujas manifestações trazem consigo o egoísmo, a inimizade, o ódio, etc (Rm 1.29). Precisamos entender que toda nossa vida consiste em relacionamentos. Tudo que o ser humano é reflete-se em seu modo de lidar com as pessoas. Por isso, a Bíblia nos ensina não só a viver em grupo, mas como viver em grupo. O padrão de comportamento, em todo e qualquer relacionamento, conforme ensinado nas Escrituras é e sempre será pautada no amor e ele não aceita que se leve em consideração os próprios interesses (1 Co 13.5), já que a sua base está no amor e se contrapõe ao individualismo egocêntrico tão praticado nos dias atuais. Para evitar que nossos relacionamentos sejam comprometidos ou causem rompimentos precisamos exercitar no dia a dia o amor, pois além de nos conservar perto de quem amamos é também o distintivo de que nossa vida foi realmente transformada pelo poder de Deus.

2.2. O esfriamento do amor
Tudo o que a Bíblia diz sobre os sinais proféticos dos fins do tempo já se cumpriram e estão se cumprindo, e, muitos cristãos de certa forma, estão “atentos” para o cumprimento desses sinais “externos e visíveis”. Todavia, a maioria em todo o mundo (a Bíblia diz: quase todos), tem se esquecido e estão “despreocupados” com um sinal “interior” que é o esfriamento do amor (Mt 24.12). É lamentável que um cristão esteja em alerta quanto ao cumprimento dos sinais proféticos em sua volta e no final se torna vítima do cumprimento de uma em sua própria vida, ocasionando-lhes enormes prejuízos espirituais. Isso deve servir como motivo de alerta para todos nós! Basta uma breve reflexão para ela nos revelar que muitas de nossas ações indicam um esfriamento ou até mesmo a falta de amor em nossas vidas: Lamentavelmente, há entre nós muita hipocrisia; muitos falsos e maus testemunhos; muita falta de compromisso com a verdade, com as coisas santas; muitos que não conseguem suportar e nem perdoar o outro, etc. Nós fomos escolhidos pelo Senhor para fazer a diferença nessa terra, portanto, vamos tomar posse das nossas responsabilidades e fazer com que o amor de Deus seja visto e sentido por todos aqueles que nos cercam.

2.3. Difundindo o verdadeiro amor
O verdadeiro amor tem de produzir atitudes, obras e serviços, do contrário a ela poderá ser apresentada como morta e sem valor (1 Jo 3.14; Tg 2.17,26). O amor de Deus em nós é o resultado da transformação espiritual experimentada na conversão, e por isso, só pode ser verdadeiramente sentido e difundido, em sua plenitude, por aqueles que vivenciam a graça. Lamentavelmente, há muitos nos dias de hoje que vivem uma “fé teórica” e acham que deve amar o próximo “do jeito que puder”, dizem que são discípulos de Cristo, mas estão a redil dos compromissos e virtudes cristãs. Encontram seriíssimas dificuldades em evidenciar sua fé por intermédio de suas ações, atitudes e comportamentos, e, alguns quando conseguem, ainda o fazem desprovidos do amor, porque visam interesses pessoais e não ao bem-estar espiritual, físico ou emocional dos outros e muito menos a glória de Deus (Mt 5.16; 1 Jo 3.18). A despeito de nossas limitações o Apóstolo Paulo, declara que o verdadeiro amor segue o mesmo padrão do Meigo Nazareno: “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Ef 5.1-2). O Apóstolo João ratifica o que disse Paulo e apresenta o amor como sacrifício para que os cristãos comprovem o seu verdadeiro amor: “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Alguém ainda pode questionar dizendo: como nós, meros humanos mortais e finitos, podemos imitar o supremo Deus, imortal e eterno? É bem verdade que não há nenhuma possibilidade de nós, seres humanos, nos assemelharmos a Deus em seus atributos naturais, isto é, naqueles atributos que pertencem unicamente à Sua natureza como a onisciência, a onipresença, a onipotência, etc. No entanto, há outros atributos, os quais são conhecidos como atributos morais, que também pertencem à natureza de Deus, mas que, no entanto, foram comunicados e transferidos a nós seres humanos, a fim de nos fazer participantes de Sua natureza, tais como santidade, amor, fidelidade, etc (Hb 12.10). Exemplifiquemos: Deus é Santo (Lv 11.44-45; Ex 15.11; I Sm 2.2; Sl 99.5; Is 6.3). Esse é um atributo moral de Deus e que foi transferido ao homem. É por isso, que Deus requer de todo aquele que com Ele se relacione também seja santo (1 Pe 1.15,16; I Ts 4.7; I Co 1.2; Rm 1.7); Da mesma forma, Deus é amor (1 Jo 4.16; 4.7-8), e todo aquele que com Ele se relaciona deve também amar uns aos outros com amor ágape, isto é, amor sacrificial (1 Jo 4.11-12; 1 Jo 3.16; Ef 5.1-2). O fato é que todo ser humano, ao nascer de novo, adquiri a possibilidade de desfrutar dos atributos morais, isto é, comunicáveis ou transferíveis de Deus.

3. LIÇÕES PRÁTICAS
“Pelos seus frutos os conhecereis...” (Mt 7.16). Disse Jesus acerca dos falsos profetas. Na prática, nós também somos conhecidos pelos nossos frutos, ou para ser mais específico, pelo fruto do Espírito Santo (Gl 5.22-23). Assim como a carne manifestam suas obras (Gl 5.19-21), da mesma forma, o Espírito manifesta-se através do seu fruto.  Quando a carne domina, as suas obras se tornam evidentes. Mas quando o senhorio é do Espírito Santo, torna claro por quem ele está sendo dominado.

3.1. Os benefícios do amor
A Bíblia sempre mostra que na vida cristã quando nos abnegamos em prol de situações que fogem de nossos próprios interesses, sempre somos recompensados ou beneficiados (Mt 5.12; 6.4-6,18; 10.41-42; 25.14-46). Em relação ao amor, não é diferente. As Escrituras também nos dão a ideia de que quando amamos de fato somos premiados, não com coisas necessariamente materiais, mas com benefícios provenientes do próprio amor. Por exemplo: a) Quando amamos provamos do verdadeiro amor de Deus. Ele não é apenas o nosso exemplo de amor (Jo 13.15), mas também aquele que capacita a amar mediante o Espírito Santo que habita em nós (Rm 5.5; 8.9; 2 Co 1.22); b) Quando estamos arraigados no amor, estamos também arraigados em Cristo (Cl 2.7; Ef 3.17); c) O amor de Deus nos dá segurança e firmeza espiritual (Ct 2.4); d) O amor de Deus afasta o temor (1 Jo 4.18; 2 Tm 1.7); e) O amor de Deus nos torna uma só família (1 Jo 4.21).

3.2. A prova do amadurecimento
A prova do amadurecimento na vida cristã está diretamente proporcional à prática do amor. É o amor que nos dá a capacidade de crescer em todas as áreas de nossa vida até alcançarmos o amadurecimento e a maturidade espiritual. À medida que o homem recebe a luz do evangelho, as trevas vão sendo dissipadas, o Espírito Santo vai transformando e o amor de Cristo vai aperfeiçoando e elevando-nos para as alturas espirituais (Rm 8.29). Só podemos ser considerados espiritualmente adultos ou maduros quando somos aperfeiçoados pelo amor de Cristo (2 Co 12.15). Com o passar do tempo e sendo constantemente exercitado, o amor de Cristo tende a ser cada vez mais intenso e visível (Rm 12.9-10; 13.8-10; Fp 1.9). O homem quando pecou comprometeu a imagem de Deus recebida na criação; porém, quando ele se converte e é redimido no sangue de Jesus, resgata a natureza de Deus que outrora fora perdida. E quando ele se põe atento ao processo de transformação em que o Espírito Santo o colocou, ele é transformado diariamente a fim de alcançar a estatura de varão perfeito (Ef 4.13). O amor é o elo que determina o amadurecimento e aperfeiçoamento dos crentes (Cl 3.14; 2.2).

3.3. Ganhando almas pelo amor
O amor é uma das formas mais eficazes de ganhar almas para o Reino de Deus. Os incrédulos só saberão o que significa amor, quando nós cristãos vivenciarmos e falarmos deste amor. O mundo está cobrando este amor por parte de cada um de nós, e Deus, um dia, certamente também irá cobrar! (1 Pe 4.17). Para ganhar almas é preciso primeiro amor e depois disposição e comprometimento com o Reino de Deus. Da mesma forma como fomos alcançados pelo amor, estando nós ainda mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1), assim devemos encontrar disposição para levar a Palavra de Deus a todos àqueles estão no mundo, a fim de que possam ser também alcançados e ganhados pelo amor. Jesus quer manifestar seu amor através de nós, mas é necessário fazermos uma avaliação de nossos procedimentos e verificar o quanto temos obedecido à Ele tocante à essa pratica.

CONCLUSÃO
O amor cristão é o resultado da transformação espiritual experimentada no Novo Nascimento e a prática central da mensagem da fé cristã. É lamentável que haja no seio da igreja pessoas que acalentam sentimentos de ódio, inveja, contenda, discórdia, rivalidades, etc. Cristãos que aborrecem e odeiam uns aos outros. Tais comportamentos são inaceitáveis aos olhos de Deus (Mt 24.10). É uma tristeza saber que em nosso meio as virtudes do fruto do Espírito sejam tão raras e a impiedade e os conflitos entre irmãos tão comuns! Quem se diz crente, mas se deixa dominar pela ira ou amargura contra seu irmão, não pode ser chamado de discípulo de Jesus e muito menos de filhos de Deus, pois Deus é amor (Jo 13.34-35, 1 Jo 3.10-18; 4.7-8).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Revista do professor: Jovens e Adultos. Fruto do Espírito. Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 99. Lição 05 – O amor puro e insondável, proveniente de Deus.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Fidelidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 94. Lição 11 – Amor: fundamento da fidelidade.

LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Verdades Pentecostais. Editora CPAD – 1º Trimestre de 1998. Lição 11 – O Fruto do Espírito.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Matthew Henry. Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel Ltda. 1ª Edição, 2014.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pr. Osmar Emídio de Sousa - Osmar Emídio é Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília.