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Deus quer realizar grandes milagres em nossa vida - Comentários Adicionais

DEUS QUER REALIZAR GRANDES MILAGRES EM NOSSA VIDA
(Lição 02 - 8 de janeiro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.” Hc 2.3

VERDADE APLICADA
A visão dada por Deus é como uma semente que necessita de tempo para amadurecer. Tanto o que somos quanto o que iremos realizar dependerá da fé que projetarmos nessa visão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que nossa visão determina nossa esfera de conquistas;
MOSTRAR que Deus sempre age por caminhos seguros;
ESCLARECER que Deus é sobrenatural e se revela sobrenaturalmente.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Êx 14.2 - Fala aos filhos de Israel que voltem, e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar.

Êx 14.3 – Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.

Êx. 14.4 - E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.

Êx. 14.17 - E eis que endurecerei o coração dos egípcios, para que entrem nele atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

INTRODUÇÃO
Para muitos a vida é uma tarefa difícil, e às vezes, para alguns, até insuportável. Mas, se direcionarmos nossa vida, em Deus, através de Cristo, logo perceberemos que temos condições, não só de enfrentar qualquer dificuldade, como também de alcançar e realizar grandes milagres em nossas vidas. Lógico que Cristo nunca prometeu ausência de problemas e conflitos aos que O servem, mas prometeu estar conosco para que juntos sejamos mais que vencedores (Jo 16.33; Rm 8.37).

1. MUDANDO A GEOGRAFIA DA MENTE
Assim, como os israelitas no deserto, há muitos cristãos presos em seus próprios entendimentos e incredulidades (Hb 3.19). Apesar de estarem livres, em Cristo, para usufruir das bênçãos que essa liberdade lhes outorga, continuam escravos de si mesmo. O grande problema do povo de Israel naquele tempo era que seus corpos haviam saído do Egito, mas suas mentes continuavam geograficamente lá. Ainda que estivessem livres, pensavam como escravos e se sentiam tentados a retornarem à vida de escravo (Êx 14.11-12; Nm 14.3-4). Ao invés de usarem o ânimo de sua liberdade e a força do Senhor para possuir as bênçãos por Deus prometidas, ficaram apavorados e vacilaram em sua fé. Irmãos! Nunca perca a sua bênção por desistir e recuar antes da vitória! Aqueles que se queixam das lutas e desistem facilmente, nunca chegarão a gozar dos frutos da vitória.

1.1. A visão determina nosso alcance
Existe um grande abismo entre um sonhador e uma pessoa com visão. Um sonhador tem muitos sonhos e raras vezes converte esse sonho em realidade, enquanto que uma pessoa com visão, não somente tem sonhos, como também sabe como os converter em realidade (Dn 2.36). Visão é a capacidade que uma pessoa tem de ver não somente o que é, mas o que pode vir a ser. A função dos olhos é enxergar, mas a visão se estende além do globo ocular, quem a possui tem um alvo e um destino a chegar, vive e respira por ela, é incansável em sua caminhada, e nem mesmo a afronta e a presença da morte o pode desestimular. Isso significa que para obedecer necessitamos somente de vontade para caminhar naquilo que Deus nos mostra. Na medida em que caminhamos, a porta se amplia, a perspectiva se aclara, e podemos visualizar mais na medida em que avançamos. Muitos de nós não vamos além porque não queremos “sair” de onde nos encontramos.

1.2. Um grande inimigo, uma grande vitória
Não existe vitórias sem lutas e nem conquistas sem perseverança. Quanto maior o inimigo ou a luta, maior será a vitória. Às vezes, pensamos em desistir de algo só porque nos defrontamos com grandes ameaças ou situações perigosas, nos esquecendo que a vida é feita não só de obstáculos e oposições, mas também de superações e conquistas. Inimigos e opositores sempre existiu e existirão em nosso caminho, com o objetivo de nos fazer barrar e de nos intimidar para que os propósitos de Deus sejam frustados. Ser vitorioso, aqui, não significa necessariamente que seremos “superhumanos” ou “seres inatingíveis”, mas que superaremos os obstáculos e prevaleceremos sobre essas estratégias opositoras dos nossos inimigos. Precisamos ensinar essa geração a serem vitoriosos e a vivenciarem os grandes milagres de Deus!

1.3. A visão correta
A visão correta é aquela que está em consonância com a vontade e direção de Deus. A verdadeira fonte espiritual de uma visão não está na visão em si mesma, mas em uma revelação que vem da parte de Deus para dar sentido a sua vida. Sua visão deve ser mais que uma boa ideia, deve ser um destino inspirado por Deus (At 16.10). O conteúdo de uma visão divina e o interesse em realizá-la coloca criador e criatura em plena sintonia. Assim, devemos avaliar nossa visão de acordo com a vontade e direção de Deus, e aprender a comunicar isso àqueles que influenciamos. O mundo precisa urgentemente de pessoas visionárias capazes de romper com o natural (Pv 29.18; Rm 8.19). Abraão hoje está calado, mas sua vida fala e ensina gerações e gerações através de seu exemplo de fé (Tg 2.23).

2. A ESTRADA DA LIBERDADE
Evidente que a estrada da liberdade, quando se sai de uma escravidão de mais de 400 anos, não é um caminho tão fácil e simples de ser percorrido. Muita coisa nova deverá ser aprendida. O deserto foi a escola que Deus estabeleceu para ensinar os Israelitas a dependerem e a confiarem N'ele (Dt 8.2). Todavia, ela não foi suficientemente capaz de mudar aquela geração liberta. O grande esforço de Moisés no final de seu ministério foi levar a nova geração de israelitas a entender que precisavam mudar de mentalidade para evitar o mesmo fim tragico que tiveram os seus pais (Dt 1.6 – 3.29). Era importante olhar para os prejuízos do passado e valorizar a conquista tão sonhada de uma geração que não morreu escrava no Egito, mas que morrera escrava de sua própria mentalidade (Dt 4.1,40; 5.1, 29-33; 6.3,18; 7.9; 8.10; 12.28-30; 30.19-20; 32.47).

2.1. O caminho da liberdade é mais longo
Liderados por Moisés, aquela geração de israelitas caminhavam rumo à liberdade e à terra prometida, mas era ainda uma geração com mentalidade de escravos, pois haviam nascidos na escravidão e viveram a vida inteira apanhando e trabalhando apenas pela comida e moradia. Apesar de libertados, aquela geração, ainda não estava preparado para agir como povo livre, tanto é verdade, que as Escrituras nos conta que Moisés não quis guia-los pela rota dos filisteus, embora fosse um caminho mais curto, mas levou o povo para o sul, ao longo da planície costeira, afim de evitar que eles ao se defrontarem com as guerras, desejassem voltar ao Egito (Êx 13.17). Porém, mesmo antes de começarem a trilhar o caminho da liberdade, ainda em terras egípcias, ante aos primeiros obstáculos, demonstraram que o caminho da liberdade iriam ser de fatos “longos” para eles. Quando os israelitas vêem que os egípcios os perseguem, dizem a Moisés: “Será que não havia sepultura lá no Egito? Você nos trouxe ao deserto para morrermos! Por que nos tratou assim, tirando-nos do Egito? Não é isso que nós dizíamos a você lá no Egito: ‘Deixe-nos em paz, para que sirvamos aos egípcios’? O que é melhor para nós? Servir aos egípcios ou morrer no deserto?” (Ex 14.11-12). A verdadeira liberdade só é alcançada quando o indivíduo se liberta do jugo da escravidão. Não basta viver fisicamente livre de amarras é preciso também aprender a viver a liberdade, sem cair em novas opressões.

2.2. A estrada exige paciência e confiança
Quando Deus nos leva para a estrada do deserto, Ele nos quer ensinar a paciência e a confiança. É bem verdade que no deserto a vida não é tão fácil e confortável, mas é recheada de maravilhas e sinais operados por Deus. Israel nunca contemplou tantos sinais, milagres e maravilhas quanto nos quarenta anos de peregrinação no deserto (Ex 14.1-3; 15.20-26; 16.4-8; Nm 20.1-13). Deus age assim, porque na Sua pedagogia não é o tempo que gera a paciência e a confiança. O que gera a paciência e a confiança são as tribulações (Rm 5.3-5). A melhor maneira de compreender essa pedagogia de Deus é estando vazio de si mesmo, e esperar a hora e o momento D'ele agir. Só assim, aprendemos que tudo está nas Suas mãos, e que nada está fora do Seu controle.

2.3. A estrada troca orgulho por dependência
A cultura que nos rodeia valoriza mais a soberba do que a dependência. Dão muito mais importância aos “status sociais”, aparências, diplomas, anéis, dinheiro, poder, do que a dependência, a fé, a piedade, a santidade e etc. Se vangloriam no sucesso, nos elogios e nas palmas e se esquecem de suas origens e de render ações de graças a Deus por suas vidas. Pode parecer cruel e amargo, mas não há nada melhor para curar o orgulho e a soberba do que a experiência vinda do “deserto”. Em muitos casos, é o único tratamento que dá certo (Dn 4.1-37). Existe duas formas de se aprender uma lição: uma sem dor e outra com dor. A sem dor é preventiva e ocorre quando na escassez do deserto a pessoa reconhece sua pequenez, fragilidade, limitações e principalmente sua dependência de Deus (1 Pe 5.6); Já a com dor é punitiva e inflexível, e ocorre quando não existe a preventiva: “Pois todo aquele que a si mesmo se exalta será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23.12). Dai o Senhor fazer inúmeras exortações a Israel: “Lembre-te de que foste escravo no Egito e que eu, o Senhor, seu Deus, o tirei de lá com mão poderosa e com braço forte...” (Dt 5.15 – Veja também 24.22). Moisés em seus conselhos e na renovação do pacto com a nova geração, volta a recomendar o povo dizendo: “Tomem cuidado para não ficarem orgulhosos e esquecerem o Senhor, nosso Deus, que os tirou do Egito, onde vocês eram escravos” (Dt 8.14).

3. NOVA GERAÇÃO, NOVAS DIRETRIZES
Depois de 40 anos, uma nova geração que nada sabia do Egito nem das duras experiências de seus pais, estavam nas planícies de Moabe prestes a tomar posse da terra prometida (Dt 1.5). Estavam ansiosos para entrarem em Canaã. Sabendo disto, Moisés exorta essa nova geração a não repetir os mesmos erros cometidos pelos seus pais durante a caminhada pelo deserto e recomenda-lhes a confiar em Deus e guardar os Seus estatutos (Dt 5.1; 11.32). Ele os aconselha a observar a lei a fim de estarem seguros e fossem bem sucedidos e prósperos, como nação, quando entrassem para possuir a terra da promessa (Dt 4.1,40; 5.29-33; 6.3,18; 7.9; 8.10; 12.28-30; 30.19-20; 32.47).

3.1. O problema humano nunca foi externo
Como escravos no Egito, Israel não podia adorar a Deus de maneira apropriada, pois eram obrigados a trabalhar sem parar, cada ano que se passava mais eles perdiam sua identidade de adoradores. Contudo, Deus libertou e restaurou este relacionamento. Será que nós não estamos agindo de modo igual ou pior do que aquela geração de Israel? Deus nos resgatou da escravidão do pecado! E a conclusão que chego, é que nós também estamos cada vez se distanciando da liberdade que Deus nos deu e buscando uma “falsa liberdade” nas coisas deste mundo. Quantos não estão deixando a liberdade que Cristo outorgou na cruz, para tornar escravo dos próprios prazeres e das coisas que o Egito (mundo) oferece?

3.2. Caminhos seguros
Evidentemente que Deus poderia ter resolvidos todos os problemas de Israel sem que eles precisassem passar por qualquer dificuldade. Mas, por que motivo Ele não agiu assim? A Bíblia revela-nos ao longo de suas páginas e de sua história que nem sempre o caminho de Deus é o caminho mais curto, o caminho mais perto, o caminho mais fácil, o caminho mais cómodo, nem tão pouco o caminho que do ponto de vista humano parece ser o mais certo ou o mais lógico. Nem sempre o caminho do homem é o caminho de Deus e nem sempre o caminho de Deus é o caminho do homem. O próprio Deus, por intermédio do profeta Isaías disse: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR" (Is 55.8). Há momentos que tudo parece confuso, as coisas não acontecem como esperamos, e é difícil acreditar que Deus está ao nosso lado, a impressão que temos é que Ele está totalmente indiferente a tudo que está a acontecer connosco. Isto acontece porque queremos que as coisas saiam da maneira como planejamos, procuramos às vezes o caminho mais curto, mais lógico, mais fácil para alcançar os nossos objetivos. Nós trabalhamos no campo da lógica e da razão e Deus trabalha no campo da fé e da obediência. "E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos Filisteus, posto que era mais perto...". (Ex 13.17). Deus age com cada pessoa de acordo como planejou para ela: Para Israel, por exemplo, Deus preparou um caminho no mar e no deserto; para Daniel, Deus preparou um caminho na cova dos leões; para Sadraque, Mesaque e Abedenego, o caminho da fornalha ardente, aquecida sete vezes mais, e assim por diante. Todos que resolveram seguir o caminho que Deus lhes traçou, foram bem sucedidos, pois o caminho do Senhor são seguros!

3.3. Deus sempre criará uma saída para os Seus escolhidos
Deus tem sempre uma saída e escape para os seus escolhidos. Os israelitas foram literalmente guiados e protegidos por Deus durante toda sua peregrinação pelo deserto. A Bíblia registra que esta caminhada foi acompanhada pela presença de Deus, que se mostrou de dia através da nuvem, e de noite através da coluna de fogo (Êx 13.20-22; 14.19-20; 40.34-38; Nm 9.16; 10.29-36). Apesar do coração obstinado deste povo, Deus cuidou, direcionou e deu a eles vitórias e milagres impressionantes (Ex 14.13-14,31; 17.8-16). A caminhada foi marcada também por grandes milagres como a passagem pelo Mar Vermelho (Êx 14.15-31; as águas milagrosas de Mara (Êx 15.22-26); o maná e as codornizes (Êx 16.1-36), a água que brotou da rocha (Êx 17.1-7), etc. Se Israel tivesse tido um pouquinho mais de sensibilidade à voz de Deus, sua peregrinação não teria sido tão longa e desastrosa, mas, infelizmente, a murmuração e a obstinação de alguns conduziram toda congregação ao caos. Mesmo estando em dificuldades, Deus nos guia, orienta e protege através do Espírito Santo. Como filhos obedientes devemos aceitar Sua direção (Is 48.17; Rm 8.14). Infelizmente, costumamos dificultar nossa jornada cristã mais do que o necessário, por causa da nossa desobediência.

CONCLUSÃO
Quem é sábio, não ignora as lições aprendidas com as experiências vividas no passado. Aqueles que não observam essas experiências correm o risco de trilharem os mesmos caminhos errantes de antes e ainda de serem surpreendidos pelos mesmos buracos em que um dia caíram. São as experiências vividas, quer seja positivas ou negativas, que nos ensinam a encararem, com êxitos, o presente e o futuro. Assim, por mais doloroso que seja recapitular nosso passado, às vezes, é necessário fazê-lo. Foi por esta razão que o grande líder, Moisés, reúne aquela nova geração de israelitas e os faz relembrar os episódios que seus pais vivenciaram no deserto e lhes aconselham lições que jamais poderão ser ignoradas ou esquecidas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Aprendendo com as Gerações Passadas. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 102. Lição 02 – Deus quer realizar grandes milagres em nossa vida.

BÍBLIA. Português. Bíblia Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 1996 Ano 06 n° 20.

Revista jovens e adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel - 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; Bacharel em Direito; Bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília).

Lição 02 - Deus quer realizar grandes milagres em nossa vida

DEUS QUER REALIZAR GRANDES MILAGRES EM NOSSA VIDA
(Lição 02 - 8 de janeiro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.” Hc 2.3

VERDADE APLICADA
A visão dada por Deus é como uma semente que necessita de tempo para amadurecer. Tanto o que somos quanto o que iremos realizar dependerá da fé que projetarmos nessa visão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que nossa visão determina nossa esfera de conquistas;
MOSTRAR que Deus sempre age por caminhos seguros;
ESCLARECER que Deus é sobrenatural e se revela sobrenaturalmente.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Êx 14.2 - Fala aos filhos de Israel que voltem, e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar.

Êx 14.3 – Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.

Êx. 14.4 - E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.

Êx. 14.17 - E eis que endurecerei o coração dos egípcios, para que entrem nele atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

Influenciando gerações através da conduta e exemplo de vida - Comentários Adicionais

INFLUENCIANDO GERAÇÕES ATRAVÉS DA CONDUTA E EXEMPLO DE VIDA
(Lição 01 - 1º de Janeiro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” ( Js 24.15).

VERDADE APLICADA
Servir ao Senhor é responder positivamente ao Seu favor e reflete em bênçãos às gerações futuras.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR as responsabilidades de uma geração;
MOSTRAR a influência de gerações futuras através de um bom testemunho;
EXPLICAR que a base do sucesso de qualquer família principia no lar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
2Tm 1.3 - Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações noite e dia;
2Tm 1.5 – Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.
2Tm 1.6 - Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
2Tm 1.7 - Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

INTRODUÇÃO
O estudo desta lição é importante, pois queiramos ou não, a nova geração vem introduzindo mudanças radicais no contexto histórico, sociológico, cultural e consequentemente espiritual. Precisamos estar preparados para enfrentar os desafios atuais e procurar influenciar através de nossa conduta e exemplo de vida esta e as próximas gerações. E nada melhor do que discutir, comentar e trocar opiniões pra que possamos entender e lidar com tudo isso.

1. A IMPORTÂNCIA DE UMA GERAÇÃO
Duas coisas são fundamentais no estudo desta lição: o conceito e a importância da influência que uma geração poderá exercer sobre as outras. O conceito de “geração” é bastante diversificado, sendo os mais comuns e usuais aqueles que se referem a grupos de pessoas que, por terem nascidos num mesmo período de tempo, compartilham de ensinamentos e estímulos culturais e sociais similares, e, por conseguinte, externizam comportamentos, gostos e interesses comuns; e, também aqueles associados aos descendentes e/ou ascendentes familiares (avós, pais, filhos, netos e etc), dos quais esta lição dá maior enfoque. Quanto a importância da influência discorreremos nos subtópicos abaixo:

1.1. A responsabilidade de uma geração
Inevitavelmente, uma geração recebe influência de uma geração anterior, que certamente também irá influenciar a geração posterior. A questão é: Quais influências Deus espera que esta geração deixe para a próxima geração? Quais tipos de sementes estão sendo semeadas nesta geração e que irá germinar na próxima geração? Oxalá, que essa geração seja referencial e modelo de vida e de relacionamento com Deus, para esta e para as próximas gerações (Ex 1.6-8; Sl 102,12; 112.1-2; 145.4).

1.2. Uma geração deve ensinar outra geração
Evidente que a vontade de Deus é que as gerações levem a salvação a outras gerações. O profeta Isaías já dizia que a salvação do Senhor está a caminho, de geração em geração (Is 51.5-8). Timóteo foi influenciado por duas gerações seguidas (2Tm 1.5). Nós precisamos deixar na memória de nossos filhos e na memória da próxima geração a realidade da salvação de Deus e o ensino de seus princípios. O salmista certa vez disse: “Mas, tu Senhor, permanecerá para sempre, e a tua memória será lembrada de geração em geração” (Sl 102.12); “Uma louvará às tuas obras à outra geração e anunciará a grandiosidade dos teus feitos” (Sl 145.4). Se negligenciarmos em transmitir para as próximas gerações o que recebemos de Deus, tudo que temos morrerá e será enterrado conosco, e os nossos filhos andarão longe dos caminhos do Senhor. Deus deixou o remédio para a cura das gerações, e cabe a nós repassarmos este remédio, que é o poder do Evangelho (Rm 1.16-17; Mt 28.19-20).

1.3. De geração a geração
Olhando o contexto daquela geração pós conquista de Canaã (Jz 2.10), podemos constatar que o fracasso dela se deu pela falha de duas instituições que não cumpriram suas obrigações de ensinar acerca da vontade do Senhor e dos seus grandes feitos (Dt 6.6-9; Ne 8.8-9). As Escrituras são claras quanto a responsabilidade dos pais de criar e ensinar os filhos nos caminhos do Senhor (Dt 6.6-9; Ef 6.4). Permita-me pensar que os pais componentes daquela geração vencedora não tiveram o cuidado de ensinar aos seus filhos a Lei do Senhor (talvez porque estivessem tão ocupados e empolgados com as conquistas materiais que se esqueceram de olhar para dentro de seus lares e pensar no futuro de suas famílias na área espiritual). A outra instituição que tinha a responsabilidade de ensinar ao povo a lei de Deus era os levitas (Ne 8-9). Parece-me que o erro antigo está sendo repetido hoje, pois se percebe que muitos pais e líderes não estão preocupados com a vida espiritual dos “filhos”. O resultado desse descaso, infelizmente, é o surgimento de uma geração secularizada, que “não conhece ao Senhor”, os quais são mais “amigos” dos deleites da vida do que de Deus (2 Tm 3.2-5).

2. UM LEGADO PARA OUTRA GERAÇÃO
Nossa história não termina em nós, daí a necessidade de entendermos o que significa deixar um “legado para outra geração”. Legado é aquilo que se transmite à posteridade. É uma herança, com sentido de realizações, tais como valores, princípios, tradições, etc. É comum, a nós seres humanos, realizar o hoje, com a mente focada no amanhã. Por isso, legado pode ainda ser entendido como alguém pronto para dar seguimento ao que já estava sendo feito, para que “tal fato” não seja desprezada e/ou desapareça com o tempo. Jesus, por exemplo, preparou seus discípulos não apenas para caminhar a seu lado, mas para dar seguimento ao que fazia quando partisse. Ele não deixou riquezas para que seus discípulos administrarem, mas deixou um legado de valores, princípios e ensinamentos que deveria ser compartilhada através deles e daqueles que o recebessem (Jo 17.20).

2.1. Um lar alicerçado é um lar influente
A espiritualidade de uma vida cristã no lar é capaz de produzir frutos que alcançam gerações. Timóteo, por exemplo, foi um jovem cristão influenciado por duas gerações anteriores (2 Tm 1.5; 3.15). Eu, particularmente, sou fruto de três gerações e luto para que a minha próxima geração continue no plano de salvação e seja influenciada pelo toque da Palavra de Deus. No entanto, tenho consciência que a minha conduta e o meu exemplo de vida cristã é uma força poderosa não só para influenciar, como também para transformar o comportamento diuturno dos membros de minha família e daqueles que estão ao meu redor. Creio que à medida que vamos crescendo em santidade de vida, nossa prole, parentela e amigos recebem as influências benéficas da vida que vivemos no altar. Por isso, desejo que cada lar cristão seja um instrumento de Deus para condução de seus integrantes não salvos a Jesus, pela conduta e pelo exemplo de cada membro da família de Cristo. (Mt 12.43-50).

2.2. A fé verdadeira começa em casa
Para que a fé comece em casa é necessário que a conduta, o exemplo, as instruções e os limites estabelecidos por parte dos pais concernentes à vida espiritual, sejam bem definidas. As primeiras impressões na alma de nossos filhos devem ser profundas e feitas por nós os pais, a ponto de marcar-lhes o ser de tal forma, que tudo o que vier posteriormente não tenha o poder de apagar. Nossos filhos precisam ser edificados sobre princípios e valores que tenham solidez. A Bíblia nos ordena ensinar os filhos “no” caminho, isso é tarefa dos pais, não das escolas ou creches. Ela nos diz que se não ensinarmos “no” caminho, eles se desviarão (Pv 22.6). Deus não nos deu filhos para que outros desempenhem nosso papel de pais.

2.3. Uma geração edifica a outra
Durante muito tempo se pensava que uma geração se interagia com a outra de forma a promoverem e contribuir com o progresso e a edificação da outra. No entanto, a história comprova que nem sempre foram ou são assim. Apesar de estrategicamente a geração presente ser a chave para alavancar os projetos de Deus, pois ao mesmo tempo que podería compreender os sentimentos da geração que antecedeu e os anseios da geração que os sucederá, e assim, servir a Deus com excelência e equilíbrio. O que se tem visto e presenciado na transição das gerações são conflitos e extremos antagônicos. Exemplos: É bem verdade que a geração passada excederam no rigor doutrinário e na aplicação dos usos e costumes. Todavia, a geração atual ao invés de refletir e corrigir sobre os erros e excessos da geração anterior, preferiram adotar uma postura antagônica, reivindicando uma “liberdade” totalmente fora dos padrões bíblicos, quando o ideal seria adotar uma postura de equilibrio. Lamentavelmente, a geração atual foram e estão sendo extremamentes energéticos nas criticas aos pais e líderes das igrejas do passado, mas não perceberam que estão se tornando uma geração sem compromisso com Deus, “fazendo o que lhe dá na teia”, sem se importar com a palavra de Deus; não perceberam que estão se tornando uma geração de interesseiros que “usam o evangelho" para enriquecimento; não enxergam que deixaram de ser uma geração que “ouve a voz de Deus” e que não estão tendo mais “visões ou revelações vindas do Espírito Santo”, e por isso, quando falam, falam da carne e não do Espírito; não entendem que estão se transformando numa geração corrompida, que no sábado participam de festas (dançam ou tocam nos bailes e boates), e no domingo (com o mesmo instrumento) tocam ou cantam nas igrejas. Não deveria ser assim, mas infelizmente é o que está acontecendo! É preciso que clamemos a Deus para que esta geração volte sinceramente a enxergar e a virar o seu rosto para Deus. Para que haja uma manifestação poderosa da parte de Deus e traga arrependimento, transformação, novo nascimento e mudança de vida!

3. A INFLUÊNCIA FAMILIAR

A família, desde os tempos mais antigos, corresponde a um grupo social que exerce marcada influência sobre a vida das pessoas, sendo encarada como uma unidade básica com uma organização complexa, inserido em um contexto social mais amplo, com o qual mantém constante interação. O núcleo familiar tem um papel fundamental na constituição dos indivíduos, sendo importante na determinação e na organização da personalidade, além de influenciar significativamente no comportamento individual através das ações e medidas educativas. Nesta perspectiva, a família tem como finalidade estabelecer formas e limites para as relações estabelecidas entre as gerações mais novas e mais velhas, propiciando a adaptação dos indivíduos às exigências do conviver em sociedade.

3.1. Referenciais dentro e fora de casa
Quando Deus criou a humanidade, criou a sua imagem e semelhança (Gn 1.27), de modo a parecer e pensar como Ele, como também carregar suas características e suas qualidades, agindo como Ele. Do mesmo modo, os pais precisam seguir esses mesmos principios e objetivos. O bom pai deve procurar reproduzir seu próprio caráter e comportamento em seus filhos (Gn 5.3). Afinal, qualquer um que enxerga a si mesmo como bom pai, deve se sentir no dever de entesourar uma boa herança para seus filhos e netos (2 Co 12.14). A satisfação de todo bom pai é ver seus filhos crescerem e prosperarem em tudo o que fazem e por isso, se empenham e se esforçam para que o filho seja desprendido e alcance sucesso no futuro, isso porque já recebeu de seu pai o alicerce necessário para ir adiante.

3.2. O poder da influência dos pais
Os pais são os responsáveis primários em repassar valores, costumes, tradições e princípios indispensáveis a sua prole, contribuindo para que no presente e no futuro aplique bons modos educativos (Pv 22.6). No entanto, caráter, honestidade e fidelidade precisam fazer parte da vida dos pais para que reflitam na vida dos filhos. Como esponja os filhos estão ao redor dos pais absorvendo tudo. Pais honestos e fiéis tem grande probabilidade de terem filhos também assim, pois de forma sadia e natural será absorvida para manutenção e conservação de um bom caráter a luz da Bíblia.

3.3. Lâmpada e luz
A disciplina, o respeito, a educação e os bons princípios são os legados mais importantes que se pode deixar aos filhos (1 Tm 3.4). A Bíblia mostra dois bons exemplos: Um positivo, vindo dos descendentes dos recabitas, filhos de Jonadabe que honravam a palavra do pai (Jr 35.1-10); e, um outro negativo, vindo de Hofni e Finéias, filhos de Eli, que desprezaram a palavra do pai e as coisas sagradas (1 Sm 2.12-17). Um adquiriu bênçãos e vida fértil à sua geração (Jr 35.14-19), e outro severa punição e juízo à sua descendência (1 Sm 2.22-25, 30-36). Observemos nossa geração! Muitos filhos hoje não completam maior idade morrendo antes do tempo. E por quê? Desobediência. O mandamento diz que respeito é vida, e desonra, é morte antecipada (Ef 6.1-3).

CONCLUSÃO
Cuidar da família e das futuras gerações é dever de todos. O testemunho e a autenticidade na vida cristã por parte de todos serão refletido no comportamento, não somente desta geração, mas também das próximas gerações. Assim, como Noé, Neemias, Davi, Daniel, Pedro, Paulo e muitos outros homens e mulheres na história bíblica e na história eclesiástica contribuíram para realizar os propósitos de Deus em suas gerações, Deus espera que também realizemos os seus propósitos em nossa geração. Isto só será possível se o mundo olhar para nós e vê a semelhança que temos com Cristo. É somente com a presença e o senhorio Dele em nossa vida que conseguiremos impactar positivamente esta e as próximas gerações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Aprendendo com as Gerações Passadas. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 102. Lição 01 – Influenciando gerações através da conduta e exemplo de vida.

BÍBLIA. Português. Bíblia Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Revista jovens e adultos. Liderança cristã. Rio de Janeiro: Editora Betel - 3º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 92.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; Bacharel em Direito; Bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília).

Lição 01 - Influenciando gerações através da conduta e exemplo de vida

INFLUENCIANDO GERAÇÕES ATRAVÉS DA CONDUTA E EXEMPLO DE VIDA
(Lição 01 - 1º de janeiro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” (Js 24.15).

VERDADE APLICADA
Servir ao Senhor é responder positivamente ao Seu favor e reflete em bênçãos às gerações futuras.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR as responsabilidades de uma geração;
MOSTRAR a influência de gerações futuras através de um bom testemunho;
EXPLICAR que a base do sucesso de qualquer família principia no lar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
2 Tm 1.3 - Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações noite e dia;
2 Tm 1.5 – Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.
2 Tm 1.6 - Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
2 Tm 1.7 - Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.