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24 de agosto de 2015

Revista Betel do Próximo Trimestre

               

"MATURIDADE ESPIRITUAL -  Capacitando o cristão para cumprir os desígnios de Deus com uma vida de fé e atitudes". Esse é o tema da Revista Betel  - Jovens e Adultos - do 4º Trimestre de 2015, comentada pelo Pr. JOSÉ FERNANDES CORREIA NOLETO, Presidente da AD de Cuiabá/MT.

                        



A Irreverência Destruiu Ananias

A IRREVERÊNCIA DESTRUIU ANANIAS E SAFIRA
(Lição 09 – 30 de agosto de 2015)

TEXTO ÁUREO 

“E houve um grande temor em to­da a igreja, e em todos os que ouvi­ram estas coisas” (At 5.11)

VERDADE APLICADA 

Deus conhece o interior da alma de cada ser humano, Ele jamais é injusto. Quando age com juízo, é porque viu o que nenhum de nós poderia ter visto.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Alertar a Igreja quanto aos ardis de Satanás e frisar a importância do discernimento espiritual;

Falar sobre a cultura orgulhosa e materialista do primeiro século, e a transformação produzida pelo Espírito Santo

Apresentar como o juízo pode surgir em meio à graça e o temor produzido pelo julgamento divino.

TEXTOS DE REFERÊNCIA 

At 5.3 – Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu cora­ção, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?

At 5.4 – Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu po­der? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

At 5.5 – E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um gran­de temor veio sobre todos os que isto ouviram.

At 5.9 – Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO     

Lucas relata como viviam os irmãos na Igreja primitiva, eles viviam unidos de alma, todas suas atividades eram orientadas sob o impulso controlador do Espírito Santo, que direcionava todas as suas ações. Porém, em meio a essa harmonia, sempre há pessoas que não retém a lealdade em seus corações e que pode desestabilizar o clima de confiança na vida comunitária da Igreja. E geralmente isso sucede por meio da cobiça e da desonestidade. Assim foi o caso de Ananias e Safira; O nome de Ananias, que é um nome judeu bastante comum em Atos é provável que signifiquem “o Senhor é gracioso”. O nome Safira aparece uma só vez nas Escrituras e significa “formosa”. Esse casal desejava compartilhar da glória e da atitude recomendável de generosidade dos primitivos cristãos, mas na verdade, não eram generosos em seus corações. Quando venderam sua propriedade, de forma propositada ficaram com parte do valor da venda e decidem doar o restante para a Igreja, mas mentem dizendo que está entregando o valor total da venda adquirida. Eles queriam mostrar que eram generosos e almejavam seres elogiados pela Igreja, é provável que tiveram inveja de Barnabé e decidiram imitá-lo. Porém não possuíam a integridade e a honestidades de Barnabé, eram hipócritas e mentirosos, viviam de aparência e falácias, na verdade, eles não amavam a Deus, mas ao dinheiro.

1. A GRAÇA É INTERROMPIDA PELO JUÍZO

A Igreja Primitiva compartilhava bens e propriedades como resultados da união trazida pelo Espírito Santo, a união, a generosidade e simpatia espiritual dos primeiros cristãos atraiam outros. Aquela estrutura organizacional apesar de não ser uma ordenança bíblica, nos ensina importantes princípios dignos de serem adotados. A disciplina imposta a Ananias e Safira pode até parecer que foi muito dura, mas foi correta, serviu para os demais crentes terem temor com a obra de Deus. É bom salientar que a Igreja estava começando seu ministério, portanto, tinha que ser exemplo de espiritualidade, fé, honestidade e reverência pela Doutrina de Jesus Cristo que comissionou a Igreja para proclamar o evangelho da graça. Assim, a disciplina ao casal Ananias e Safira foi justa. A história da Igreja não poderia ter iniciada sendo tolerante com o mau, a Igreja deve ser pura e santa desde o princípio e assim deve continuar. Não é porque estamos na Dispensação da Graça, que devemos fazer vista grossa para o pecado. A Igreja tem que ser cheia da “graça”, essa graça tem que ser valorizada, ela não é graça barata e sim cara, a graça não é sinônimo de irreverência e pecado. As pessoas estão procurando a graça de Deus para suas vidas e a Igreja é o lugar ideal para irradiar essa preciosa graça de Jesus, onde as pessoas após ouvir a mensagem da graça encontram a graça que tanto precisa para suas vidas.

1.1.    Ananias e Safira

Depois de retratar a conduta exemplar de Barnabé, Lucas descreve a conduta avarenta de Ananias e Safira. Sem qualquer introdução, ele narra que esse casal decide vender um campo, levam o dinheiro aos apóstolos e os fazem saber que sua oferta corresponde ao valor total recebido pela venda da propriedade. Ananias e Safira pertencem à comunidade cristã de Jerusalém e juntos buscam louvor e admiração dos membros dessa comunidade. O que ele ressalta nesse relato é a intenção do casal ao ofertar a quantia da venda da propriedade, não estava entregando porque queria ajudar os irmãos necessitados, eles desejavam apenas os aplausos da comunidade e serem vistos como pessoas caridosas, estavam tentando enganar a Igreja. Observe alguns paralelos desse relato na Escritura do Antigo Testamento. Na pureza do Paraíso, Satanás entrou para instigar Eva a pecar contra Deus (Gn 3.1). O seu pecado afetou toda a raça humana. O pecado de Acã, (Js cap. 7) roubando de Deus, destruiu efetivamente a pureza moral de Israel. Desse modo o seu pecado afetou a cada israelita. De igual modo, a fraude de Ananias poderia ter destruído a pureza da igreja primitiva, demonstrada pela união, pelo amor e pela harmonia. Esses exemplos servem-nos como advertências para manter a pureza da Igreja.

1.2.    A palavra de juízo

Pedro era um discípulo guiado pelo Espírito Santo, ele tem o discernimento que é Satanás que está agindo no coração de Ananias. Foi por este motivo que Pedro faz a pergunta: “Ananias, por que Satanás encheu o seu coração?” (v.3). De experiência própria, Pedro sabe que Satanás o persuadiu a negar Jesus três vezes (Lc 22.31,32), e que Satanás colocou no coração de Judas Iscariotes a intenção de trair Jesus (Lc 22.3; Jo 13.2,27). Ele percebe que com o crescimento inicial da igreja, Satanás tenta criar devastação entrando no coração de um crente. Geralmente, quando Satanás vai a um crente para levá-lo a pecar, a pessoa é inteiramente responsável se lhe der permissão para entrar em sua vida. O casal desejava obter honra e glória para si mesmo e conseqüentemente estaria enganando a Igreja através de suas ações fraudulentas. Ananias e Safira agiram como se Deus não conhecesse as transações diárias da igreja e ignorasse a sua fraude. O crente deve estar consciente das investidas de Satanás e do poder que possui, embora este poder seja limitado, não podemos deixar ser persuadidos, temos que resistir a ele por meio da perseverança na fé (1 Pe 5.8,9).

1.3.    A providência divina

Lucas descreveu minuciosamente o cenário dos primeiros cristãos da Igreja primitiva. Essa harmoniosa vivência divina de fé e amor estava presente na nova Igreja como uma dádiva pura do alto, pelo poder do Espírito Santo. Mas infelizmente essa Igreja possui um inimigo mortal. Veja as palavras que Pedro escreveu, em tom de advertência: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). Temos o desafio de manter continuamente a pureza da Igreja onde é manifestada a Palavra da Verdade. Porém infelizmente Satanás se infiltra dentro da Igreja através de falsos devotos a fim de desestruturar os fiéis e fazer que Igreja perca a credibilidade perante o mundo. No grupo desses devotos hipócritas,suas atitudes religiosas propiciam reconhecimento e honra, desviam o olhar para Deus preferindo os aplausos das pessoas! Essa é a hipocrisia sutil que ameaça permanentemente nossa vida de fé. É a partir dessa questão decisiva que precisamos ler o relato sobre Ananias e Safira, compreendendo assim o juízo severo que Deus executou naquela ocasião. Ele eliminou de forma eficaz a primeira hipocrisia consciente e intencional (que aos nossos olhos, foi muito aterrador como falamos de forma apressada). Contudo, essa atitude de Deus gerou o profundo temor que era vital justamente para essa primeira Igreja no contexto judaico, tão acostumado à hipocrisia.

2. Uma cultura orgulhosa e materialista

Era o início da Igreja, a comunidades cristãs viviam escondidas devidos as perseguições do império romano, mas, mesmo diante dos problemas internos e as perseguições externas que afligia a nova Igreja todos estavam juntos num só propósito, eles continuavam perseverantes na fé, havia união entre todos, o que possuía eram compartilhados a fim de suprir as necessidades dos outros. Todos continuavam firmes no ensino dos apóstolos, viviam em amizade uns com os outros, e se reuniam para as refeições e as orações. Os cristãos desta época tinham um sentimento de irmandade, caridade e fé, inegavelmente muito maior que o cristão de hoje. A cultura da nova Igreja era diferente de Israel. Jesus havia dito aos judeus que faria uma Nova Aliança com aqueles que lhe fossem fiéis (Mt 16.18, essa aliança foi selada com seu próprio sangue (Lc 22.20). Assim os líderes judeus cheio de orgulho, arrogância e interesse materialista ficaram com medo e tentaram impedir o avanço da Igreja. Mas, em meio a tudo isso. A Igreja de forma ousada manteve seu foco naquilo que era mais importante: divulgar as Boas Novas de Jesus Cristo.

2.1. Uma cultura arrogante

Os crentes se dedicam a formar uma comunidade de comunhão (At 2.42), que acha expressão em compartilhar as possessões com os necessitados. Como exemplo posi­tivo de comunhão, Lucas chamou atenção a Barnabé (At 4.36,37); em contraste, Ananias e sua esposa são exemplos negativos (At 5.1-11). A Igreja baseada na humildade se esforçava em manter-se íntegra e fiel a Doutrina dos apóstolos. Diferente da Igreja, nesta época Roma que mantinha o poder sobre Jerusalém, ostentava riqueza e orgulho, também os líderes religiosos cheio de ganância em manter-se no poder não se preocupava em ajudar as pessoas carentes. Dar esmola ao um pedinte seria para eles uma oportunidade de demonstrar diante das pessoas que eram caridosos, transmitiam uma falsa aparência de bondade, quando na verdade, eram hipócritas. De nada serve a riquezas se não estarem disposto a fazer a vontade do Senhor. Os irmãos da igreja primitiva nos ensinam ser zelosos pela fé, porém sem esquecer-se de ajudar os necessitados, pois cuidava dos pobres e das viúvas que não tinham mantimento. O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um "importante negócio" (At 6.3). Por isso houveram-se eles com dili­gência na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos neces­sitados também é visto como prioridade. Jamais podemos deixar-nos ser influenciados pela cultura arrogante de nossos dias. Como ministros de Cristo, temos prioridades: a oração e a proclamação da Palavra de Deus. Todavia, que jamais venhamos a descuidar das obras de miseri­córdia. O Mestre jamais deixou de saciar os famintos. Por que agiríamos nós diferentemente? É hora, portanto, de zelarmos pelo ministério cotidiano, para que o nome de Cristo seja exaltado e magnificado sempre.

2.2. Pregando sem palavras

Nossas ações falam mais que meras palavras, o que adianta falar e não fazer? Algum tempo quando estava fazendo curso na polícia militar de Brasília, havia escrito na parede da sala de aula a seguinte frase: “As palavras convencem, mas os exemplos arrastam”. Falar é fácil, difícil é ser exemplo e demonstrar o que falamos em ações práticas na nossa vida. Este é o desafio para cada um de nós, viver a verdade. Assim era os ensinos de Jesus Cristo, os discípulos tiveram a honra de conviver ao seu lado e aprender toda verdade. Seus ensinos era tão impactante que o povo "se admirava, porque ele os ensinava como quem tinha autoridade, e não como os es­cribas" (Mc. 1.22). O fato de viver aquilo que ensinava também inspirava confiança naquilo que dizia. O povo viu corporificado no que Ele praticava aquilo que Ele queria que eles fizessem. Jesus influenciou seus discípulos para que colocassem em práticas tudo aquilo que foi ensinado. A Igreja de Cristo deve procurar viver essa realidade, proclamar a Palavra de Boas Novas, todavia, não esquecendo de dar bons testemunhos através  de nossas ações e atitudes (Mt 5.16; At 9.36; Ef 2.10). Que os crentes, pois, sobressaiamos igualmente pelas boas obras. Não alerta Tiago que a fé sem as obras é morta? (Tg 2.17). A assistência social na Igreja Cristã não pode ser á menosprezada.

2.3. Servindo com reservas  

Pedro revela o âmago do pecado de Ananias. Ainda que de tempos em tempos Satanás influencie o coração de todos, no caso de Ananias ele enchera completamente o seu coração. Conseqüentemente, Ananias mentiu ao Espírito Santo, expulsou Deus de sua vida e pecou deliberadamente. Seu pecado, pois, não é apenas uma mentira, mas uma fraude total. Ele queria que a igreja acreditasse que estava doando dinheiro para agradar a Deus. Como Pedro coloca, ele não mentira aos homens, e sim, a Deus (v. 4). Paulo informa aos crentes de Corinto: “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7). Quer dizer, Deus se alegra quando um crente dá de coração. Ele deseja que seus filhos dêem generosamente, sem compulsão. Ananias não era obrigado a doar nada para a Igreja, doando ele o valor, até poderia ficar com parte da quantia, desde que falasse a verdade, não ia ter nenhum problema. Observe as palavras de Pedro: “Enquanto a terra permanecia sem ser vendida, não era ela sua? ”E depois de ter sido vendida, não estava o dinheiro a sua disposição? ”Se Ananias tivesse sido honesto e direito, ele saberia que a propriedade e, depois de sua venda, o dinheiro, pertenciam-lhe enquanto permanecessem sob sua posse. Poderia fazer deles o que quisesse e não estava sob nenhuma obrigação. No entanto, permitiu que Satanás enchesse seu coração, recusou-se a adorar a Deus e fez do dinheiro o objeto de sua adoração. Ao servir a esse ídolo, ainda assim desejava o elogio do povo de Deus por sua generosidade dissimulada. Ele deveria saber que o homem não pode servir a dois senhores – a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24; Lc 16.13).

3. LIÇÕES DE UM JUÍZO INESPERADO

As Escrituras revelam outros casos semelhantes, onde Deus puniu pecadores com mortes súbitas. Por exemplo, quando os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, apresentaram fogo estranho perante Deus, ele os atingiu com fogo e eles morreram no mesmo instante (Lv 10.1,2). Quando Uzá tentou segurar a arca de Deus colocada num carro de bois em vez de ser carregada pelos sacerdotes, Deus o atingiu e ele morreu ao lado da arca (2 Sm 6.7). O veredito de Deus contra Ananias e Safira resultou também em rápida execução. Essas punições de Deus por meio da pena de morte revelam uma verdade fundamental: o povo de Deus deve saber que existe para servi-lo e não vice-versa. Em todos os casos foi o próprio Deus que executa o juízo divino para aplacar o pecado. Da mesma forma, ele usa Pedro como porta-voz, mas o próprio Deus é quem mata Ananias. Por meio desse juízo “sobreveio grande temor a todos que tinham conhecimento desse fato. A vontade de Deus é que a Igreja permaneça pura e sem mácula. Foi preciso eliminar a culpa do pecado de Ananias, bem como a sua esposa, da comunidade dos cristãos primitivos. Se Deus tivesse permitido que esse pecado ficasse impune, a Igreja não teria nenhuma defesa contra a acusação de que ele tolerava engano contra si e seu povo. Agora, no início de seu ministério, a Igreja está livre dessa acusação.

3.1. Juízo em tempo de graça

A história da Igreja não poderia ter iniciada sendo tolerante com o mau, a Igreja deve ser local de pureza, imaculada desde o princípio ao fim. As pessoas estão carentes da graça de Deus para suas vidas e a Igreja tem que ser cheia da graça para irradiar a mensagem graciosa de Deus. O juízo de Deus aplicado a Ananias e Safira serviu para eliminar o engano dentro da Igreja. Após a morte de Ananias e Safira, Lucas relata o medo e o espanto do povo (veja 2.43; 5.11; 19.17). Os crentes que testemunharam a morte de Ananias na presença dos apóstolos ficaram cheios de espanto, e outros que ouviram a notícia por intermédio dessas testemunhas foram também tomados de santo temor. Todos entenderam a verdade de que “Deus exerce terrível vingança sobre os enganadores”.

3.2. O temor do Senhor

Lucas relata que ouve “grande temor” por causa da morte de Ananias (v.5), as pessoas ficaram claramente com medo, no entanto, temor não trata somente de medo, temor também é sentimento de respeito profundo ou de reverência por: temor a Deus. A intervenção divina para fazer parar o engano dentro da igreja primitiva causa medo no coração de cada membro da igreja. Todos os que ouvem a respeito das mortes de Ananias e Safira percebem o juízo de Deus. Deveríamos entender que Deus não condena riquezas nem as pessoas opulentas. Ele pune aqueles que enganosamente tentam colocá-lo à prova fingindo ser doadores generosos, mas que, na realidade, roubam a Deus. O relato da morte de Ananias e Safira se espalharam por toda parte, levando a mensagem de que Deus não tolera engano e falsidade na Igreja. Portanto, o relatório continha sendo uma advertência a qualquer um que desejasse infiltrar-se na assembleia dos crentes com o propósito de enganar. O súbito juízo de Deus serviu como repressão e manteve a Igreja como um reduto da verdade e da integridade.

3.3.  Ananias e Safira foram salvos?

Nesse episódio, nota-se que tanto Ananias quanto Safira mentiu ao Espírito Santo (vs.3,4) e concordaram em tentar o Espírito de Deus (v.9). Apesar de não terem blasfemado contra o Espírito, deliberadamente colocaram-no à prova. Da mesma maneira como os israelitas que puseram Deus à prova morreram no deserto, assim também Ananias e sua mulher morreram. O escritor da Epístola aos Hebreus, comentando acerca da morte de um blasfemo, pergunta: “Julgai-vos, quanto maior castigo merecerá quem feriu os pés do Filho de Deus, profanou o sangue da aliança pelo qual Ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça?” (Hb 10.29). E ele conclui: “terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (v.31). Ananias e Safira insultaram o Espírito Santo, mentiram-lhe, puseram-no à prova. Conseqüentemente, pereceram, se foram salvos ou não; isto pertence a Deus, mas, como relata o autor da revista, imagina-se que não tiveram essa maravilhosa graça.

CONCLUSÃO

O pecado que Ananias e Safira cometeram não foi simplesmente o da mesquinhez, por guardarem parte do dinheiro: eles tinham a liberdade de vender ou não sua propriedade; sendo vendida, eles poderiam dar quanto quisessem. O pecado deles foi mentir diante de Deus e de seu povo. Dizendo que deram a quantia total, quando, na verdade, guardaram parte para si; eles mentiram, a fim de parecerem mais generosos do que realmente eram. O apóstolo Pedro não faz nenhuma distinção entre Deus e o Espírito Santo. No versículo 3, ele declara que Ananias mentiu ao Espírito Santo e no versículo seguinte diz que Ananias mentiu a Deus. Portanto, Pedro identifica o Espírito Santo com Deus. Num versículo subseqüente (v. 9), ele menciona o Espírito do Senhor. Logo, para ele o Espírito Santo é Deus; é a terceira pessoa da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Tal pecado foi severamente julgado, porque a desonestidade, a cobiça e a avareza são destrutivas para a Igreja, pois impede que o Espírito Santo trabalhe eficazmente. Toda mentira é ruim, mas quando mentimos para tentar enganar a Deus e a seu povo sobre nosso relacionamento com Ele, destruímos nosso testemunho a favor de Cristo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

BOOR, Werner. Atos dos Apóstolos. Comentário Esperança. Curitiba-PR: Editora Evangélica Esperança, 2002.

KISTEMAKER, Simon J. Comentário do Novo Testamento – Exposição de Atos dos Apóstolos. São PAULO: Editora Cultura Cristã, 2003.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 9 – A irreverência destruiu Ananias e Safira.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Presbítero ANCELMO BARROS DE CARVALHO, servo do Senhor Jesus

Email: ancelmobarros@gmail.com

23 de agosto de 2015

Lição 09 - A irreverência destruiu Ananias e Safira

A IRREVERÊNCIA DESTRUIU ANANIAS
(Lição 09 – 30 de agosto de 2015)

TEXTO ÁUREO 

“E houve um grande temor em to­da a igreja, e em todos os que ouvi­ram estas coisas” (At 5.11)

VERDADE APLICADA 

Deus conhece o interior da alma de cada ser humano, Ele jamais é injusto. Quando age com juízo, é porque viu o que nenhum de nós poderia ter visto.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Alertar a Igreja quanto aos ardis de Satanás e frisar a importância do discernimento espiritual;

Falar sobre a cultura orgulhosa e materialista do primeiro século, e a transformação produzida pelo Espírito Santo

Apresentar como o juízo pode surgir em meio à graça e o temor produzido pelo julgamento divino.

TEXTOS DE REFERÊNCIA 

At 5.3 – Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu cora­ção, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?

At 5.4 – Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu po­der? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

At 5.5 – E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um gran­de temor veio sobre todos os que isto ouviram.


At 5.9 – Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

21 de agosto de 2015

A unção no Antigo e Novo Testamento - Comentário Extra

A UNÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

COMENTÁRIO ADICIONAL EXTRA
(Leia também o Comentário Adicional da Lição)
INTRODUÇÃO
A palavra unção, apesar de ser um termo comum em nosso vocabulário e bem conhecida no rol das Escrituras, não é um termo tão fácil e simples de ser entendido e muito menos de ser explicado. Ainda há muita confusão e maus entendidos acerca do tema. Por isso, resolvi escrever esse pequeno artigo para complementar e melhor esclarecer o assunto, sem me prender ao roteiro da lição. Destacaremos aqui uma visão literal e espiritual à partir do que diz o Antigo e o Novo Testamento.
1. A UNÇÃO E SEU SIGNIFICADO NO ANTIGO TESTAMENTO
Para começar é preciso, antes de tudo, entender que a unção ou a aplicação do óleo no Antigo Testamento era apenas uma tipologia do que Deus cumpriria no Novo Testamento (Hb 10.1; Cl 2.16-17). Assim, o que havia sido prefigurado na antiga dispensação, deveria tornar-se uma realidade espiritual plena para os crentes na nova dispensação. O ato de ungir literalmente objetos, sacerdotes, reis, profetas e outros chamados para um serviço determinado, os consagrava, credenciava e indicava a presença do Espírito Santo em suas vidas, e assim, exercerem muito bem seus respectivos ofícios (Nm 11.29; 1 Sm 10.6; 16.13; Êx 38.3; 31.3). Essa ideia, irá servir de base para a unção no Novo Testamento, onde ela ganhará contornos espirituais e práticos (Lc 4.18; 24.49; At 1.8).
Origem da palavra Unção no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, o vocábulo hebraico que serviu de referência à palavra unção é “Masah”. E, é também a mesma que deu origem à palavra "Messias", cujo o seu significado é: "o ungido" - para fazer referência à Cristo (Is 9.7; 11.1-5; 53). "Jesus" é um nome comum, mas o termo "Cristo" é um título que significa "o Ungido". Todo o Novo Testamento claramente revela Jesus como sendo “o Cristo”, isto é, “o Ungido” (Jo 1.41; 4.25-26).
Significados e Propósitos da Unção no Antigo Testamento
Em geral, a unção no Antigo Testamento tinha três importantes propósitos e significados a) Consagrar e santificar aqueles a quem Deus separou, bem como o altar e os objetos a serem utilizados no serviço de adoração (Êx 30.26-29); b) Investir de autoridade aqueles a quem Deus escolheu para os ofícios de: Sacerdotes (Êx 28.41; 29.4-7; 30.30; 40.12-15; Lv 8.12), Reis (1 Sm 10.1; 16.1-13; 2 Sm 2.4; 1 Rs 1.34-39; 2 Rs 9.3-6; 11.1-19), e Profetas (1 Rs 19.16; Sl 105.15); c) Capacitar com o Espírito Santo aqueles que foram vocacionados e chamados, indicando que Deus estava diretamente associado com a realização da tarefa por Ele designada (Êx 31.3; 38.3; Nm 11.29; 1 Sm 6.1-13; 10.13; 2 Rs 2.9-15).
A aplicação do óleo da Santa Unção
A prática da unção era usual entre muitas culturas do antigo Oriente e tinha um uso tanto comum quanto religioso. Estes povos, incluindo os israelitas, usavam unguentos e óleos para ungir, não somente com propósitos sagrados ou políticos, mas também de higiene e embelezamento corporal (Rt 3.3; Dn 10.3), para tratamento de certas doenças (Is 1.6; Jr 51.8; Mc 6.13; Tg 5.14), etc. Entretanto, vale aqui salientar que o óleo utilizado para consagração, era um óleo especialmente preparado por quem conhecia do assunto e seguia uma fórmula composta por azeite de oliva, mirra, canela, cálamo e cássia, prescrita diretamente por Deus (Êx 30.23-25), que depois de pronto não poderia ser usado para outras finalidades e por ninguém que não fosse autorizado. O seu uso era, exclusivamente, para unção e consagração (Êx 30.37-38).
2. A UNÇÃO E SEU SIGNIFICADO NO NOVO TESTAMENTO
Nas Escrituras do Novo Testamento, ainda que mantido o significado original, ela alcança um significado prático e espiritual mais profundo e, é associada à presença do Espírito Santo, que traz consigo: autoridade, poder e dons necessários para cumprirmos os mistérios de Deus (At 10.38; 1 Jo 2.20,27). No Antigo Testamento, o crente comum não tinha unção dentro dele ou sobre ele. O Espírito Santo era concedido esporadicamente, somente, àqueles que eram chamados e ungidos no intuito de capacitá-los a exercer seus respectivos cargos. Nesta dispensação, diferente daquela, o Espírito Santo é dado para fazer morada em nossos corações e mantermos um relacionamento permanente com Ele (João 14. 16-17; 2 Co 1.21-22). Assim, em certo sentido, unção é a presença do Espírito Santo em nossas vidas. Mas, isto não significa dizer que unção é o mesmo que batismo com o Espírito Santo. A unção está diretamente ligada ao chamado de um indivíduo para cumprir uma tarefa temporária ou chamada ministerial dada por Deus.
O Significado da Unção no Novo Testamento
No Novo Testamento três palavras diferentes são usadas para dar significado ao termo unção: a) a primeira palavra é Aleipho” e representa a unção do enfermo para se pedir, com fé, a cura de Deus (Mc 6.13; Lc 7.38, 46; Tg 5.14); b) a segunda é Chrio”, usada para indicar uma designação ou comissão especial de Deus que separa e unge determinadas pessoas para cumprirem tarefas maiores e específicas (2 Co 1.21; Hb 1.9), como a de pastorear, governar, liderar, ensinar e etc (Ef 4.11-12). Neste caso, a unção está diretamente ligada ao chamado de um indivíduo para cumprir uma tarefa ministerial dada por Deus; c) a terceira é Chrisma” usada como referência a uma capacitação ou poder do Espírito Santo operando em conjunto com a Palavra de Deus no coração do crente. Quando Deus ordena que alguém faça alguma coisa, Ele lhe dá a capacitação divina para fazê-lo!
Aplicação do óleo da unção no Novo Testamento
O Novo Testamento não prescreve aplicação de óleo na unção de obreiros, mas somente a imposição de mãos (At 6.5-6; 13.2-3; 1 Tm 5.22). Na Nova Aliança, a aplicação do óleo da unção é utilizado somente sobre os enfermos (Mc 6.13; Lc 7.38, 46; Tg 5.14). Esse assunto tem gerado muita polêmica e por isso, precisa ser cuidosamente analisada. O termo no original utilizado para descrever esse tipo de unção é “Aleipho”, cujo significado é o usual e comum, e não o sagrado como os termos Chrio” e Chrisma”. (Veja outros textos com sentido usual e comum - Mt 6.17; Mc 6.13; 16.1; Lc 7.38,46; Jo 11.2; 12.13; Tg 6.14). Os poucos textos que falam da unção do enfermo indicam que esse procedimento pode ter apenas um sentido espiritual e simbólico. O que significa dizer que o poder que sara o doente é o da oração e não o da unção. Tiago é claro ao afirmar isto: “a oração da fé salvará o doente” (Tg 5.14). A unção é só um detalhe acrescentado pelo texto. É importante frisar isto, pois, há muitos por aí vendendo óleo que veio de israel, como se o poder estivesse no óleo. Além do mais a unção é para o doente e não para a doença (Tg 5.13-15). Digo isto, pois há ainda, aqueles que unge barriga, quando a pessoa tem problemas de estômago, as costas, quando a pessoa tem problema de coluna, as genitálias, quando se tem um problema reprodutivo, etc.
O Significado Espiritual e Pratico da Unção
Na dispensação da graça, diferente na do Antigo Testamento, unção é algo mais do que meras cerimônias ou rituais, os quais se possa vê ou tocar, é algo que se traduz espiritualmente no Serviço de Deus. Embora, em si, ela não seja visível, os resultados que ela traz produz milagres, sinais e maravilhas. A Igreja Primitiva, nos serve de exemplo, pois ela entendeu e viveu o sentido espiritual e prático que carrega o termo, e, em poucos anos, se transformou numa igreja poderosa e impactante, adquirindo uma atmosfera viva, cheia de fé, sinais, maravilhas (At 2.1-13, 37-47). Em termos práticos, seria uma força espiritual e sobrenatural, que nos leva a transcender as nossas limitações naturais. É a presença do Espírito Santo trazendo consigo autoridade, poder e os dons necessários para equipar os crentes a serem cheios de poder e uteis no seu Reino. É na unção do Espírito Santo, por exemplo, que o crente encontra força e se torna forte para vencer o pecado! É na unção do Espírito Santo que o crente testemunha, canta, toca, prega, impõe as mãos sobre os enfermos e Deus simultaneamente se manifesta, realizando os seus milagres! Na prática, quando dizemos que alguém está ungido, queremos dizer que a Pessoa do Espírito Santo está singularmente presente na vida daquela pessoa, para realizar a vontade de Deus, através Dele.
Os Propósitos da Unção no Novo Testamento
Dentre outros, a unção traz consigo dois elementos importantíssimos: um transformador e outro libertador. O elemento transformador ocorre quando Deus chama e unge uma pessoa e o envolve num processo de mudanças e transformações. É como se Deus estivesse cavando as bases para fixar fundamentos profundos e lançar fortes alicerces. Mesmo que às vezes não se perceba de imediato, a unção mudará você, transformará seu caráter e ajustará seu mundo interior para que os desígnios eternos do Senhor se cumpram na sua vida. É impossível o propósito de Deus se cumprir em nossa vida sem que antes Ele lide com o nosso caráter! O Espírito Santo usa a Palavra de Deus para falar conosco e moldar o nosso caráter (Jo 14.26; 2 Tm 3. 16-17). Já o elemento libertador ocorre quando a pessoa que foi ungida está exercendo o serviço cristão em todos os seus aspectos. Todos fomos chamados por Jesus e colocados numa posição de honra diante de Deus e dos homens. Mas, o mundo precisa saber que o Senhor é conosco e para isso Ele nos ungiu e nos revestiu com seu Espírito de graça e de poder (At 1.8). Ele quer operar através daqueles que se colocam à sua disposição para libertar almas oprimidas pelo diabo. O próprio Jesus ao expressar sua unção, outorgada pelo Espírito de Deus, declara: “... porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Is 61.1; Lc 4.18-19; At 10.38; Hb 1.9). Todo crente que queira servir bem na obra de Deus, deve esvaziar de si mesmo e buscar ser cheio do Espírito Santo e os dons espirituais sobre a sua vida, pois só assim, estará capacitado para toda a boa obra (At 7.22). Quanto mais nos entregamos ao espírito de Deus para sermos dominados por ele, tanto mais unção teremos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo testamento. 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 08 – A unção que produz milagres. Rio de Janeiro: Editora Betel.
HINN, Benny. A UNÇÃO. Editora Bom Pastor. 2000.
A UNÇÃO DO ESPIRITO SANTO – Igreja Batista Missionária. Disponível em <https://rededajuventudeibm.files.wordepres.com/ 2010/05/microsoft-word-lição-2-unção.pdf> Acesso em: 19 de agosto de 2015.

COMENTÁRIO ADICIONAL EXTRA: Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito, em Missiologia e em Teologia Pastoral.

17 de agosto de 2015

A unção que produz milagres - Comentários Adicionais

A UNÇÃO QUE PRODUZ MILAGRES
(Lição 08 – 23 de Agosto de 2015)

(Leia também o Comentário Adicional Extra)

Texto Áureo
E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção” (Is 10.27).

Verdade Aplicada
A responsabilidade nos qualifica para a unção, pois o que nos confirma diante de Deus e das pessoas é a maneira como vivemos e administramos o poder que nos foi concedido por Ele.

Objetivos da Lição
EXPLICAR o significado e o propósito da unção;
RESSALTAR que irresponsabilidade atrasa a obra de Deus e que autoridade não é sinônimo de responsabilidade;
MOSTRAR os benefícios e o ônus produzidos pela unção.

Textos de Referência
Lc 4.18 - O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,
Lc 4.19 - A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.
Lc 4.20 - E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
Lc 4.21 - Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
(Leia também o Comentário Adicional Extra)
INTRODUÇÃO
Na lição desta semana, veremos a unção literal e espiritual na vida daqueles que foram vocacionados e chamados por Deus. Trata-se de um assunto muito falado, porém, pouco estudado e consequentemente pouco conhecido pela maioria dos crentes. Em termos de unção e poder do Espírito Santo, a igreja hodierna está vivendo mais em torno do seu passado do que necessariamente de seu presente. Estamos vivendo um período muito singular onde a fraqueza, o pecado e as enfermidades da alma têm inundado a vida dos cristãos e da igreja em todos os lugares do mundo. Os valores morais, éticos e o interesse pelas coisas espirituais têm ficado em segundo plano. Se, por exemplo, perguntarmos para alguns crentes o que eles mais valorizam na vida cristã, além da salvação, certamente ficaremos estarrecidos com as mais variadas respostas, e pode ficar certo que poucas ou quase nenhuma, serão em torno da “Palavra de Deus” ou da “unção”. Nesta dispensação, a “Graça”, a “Palavra” e a “Unção” são os bens mais preciosos que podemos encontrar, e, por incrível que pareça, estão sempre disponíveis e alinhados à medida que o crente busca. Tanto Deus, quanto Jesus Cristo e o Espírito Santo, quer nos conceder essas imensuráveis bênçãos.
1. A UNÇÃO E SEU SIGNIFICADO
Os propósitos da unção vêm desde o Antigo Testamento, em que sacerdotes, reis e profetas eram ungidos com óleo, para indicar a presença do Espírito Santo em suas vidas e, assim, exercerem suas funções (Nm 11.29; 1 Sm 10.6; 16.13; Ex 38.3; 31.3). Essa ideia também é a base da unção no Novo Testamento, porém, dotados de significados espirituais e práticos (Lc 4.18; 24.49; At 1.8). Se compararmos as primeiras gerações da igreja com as gerações da igreja dos dias atuais, iremos facilmente perceber que o sucesso daquelas gerações ocorreram, principalmente, porque elas entenderam o significado espiritual e prático que carregava a palavra unção. Unção é algo muito mais do que se possa vê ou tocar, é algo que se traduz em exercício prático para o Reino e o Serviço de Deus (At 2.42-47). Aquela igreja, após alguns anos, tinha se transformado completamente, adquirindo uma atmosfera viva, cheia de fé, sinais, maravilhas e espontaneidade, incrivelmente impactantes (At 2.42-47). A profundidade e preciosidade da unção reside exatamente aqui. Embora ela em si não seja visível, os resultados que ela trás são e produz milagres. Está mais do que na hora desta nossa geração despertar e encontrar disposição para buscar a presença e a unção de Deus. Só assim, seremos capazes de fazer a diferença.
1.1. Conhecer não é saber
Como bem disse o comentarista na lição, a palavra “unção”, apesar de ser um termo comum em nosso vocabulário e bem conhecida no rol das Escrituras, não é um vocábulo tão fácil e simples de ser explicado. Para descobrirmos a profundidade que nela existe, há vários outras implicações e termos os quais devem ser considerados, tais como: propósito, desígnios, entrega, busca, obediência, submissão, santificação, responsabilidade, autoridade, poder, óleo, Espírito Santo, etc.
1.2. O que significa a unção?
Gramaticalmente falando, esse vocábulo vem do latim “unctione” e significa: "ato ou efeito de ungir". Já o verbo “ungir” quer dizer: "Untar com óleo”, isto é, aplicar um óleo ou unguento (mistura de substância gordurosa e aromáticas) sobre alguém ou alguma coisa. Os povos do antigo Oriente Médio, de um modo geral, usavam unguentos e óleos para ungir, não somente com propósitos religiosos ou políticos, mas também de higiene e embelezamento corporal (Rt 3.3; Dn 10.3), para tratamento de certas doenças (Is 1.6; Jr 51.8; Mc 6.13; Tg 5.14), para honrar os entes queridos que morriam (Gn 50.2; 2 Cr 16.14; Mt 26.12; Mc 16.1), e, em sinal de honra a um hóspede importante (Lc 7.38-46). Nas Escrituras do Antigo Testamento o óleo da santa unção prescrito para uso nos rituais tinha de ser composto de azeite de oliveira, mirra, canela, cálamo e cássia (Êx 30.23-25), que depois de pronto não poderia ser usado por ninguém que não fosse autorizado (Êx 30.37-38). O seu uso era, exclusivamente, para unção e consagração dos objetos a serem utilizados na Obra do Senhor (Êx 30.22-28; Lv 8.10); e das pessoas os quais Deus vocacionou e separou para exercer o serviço de sacerdote (Êx 28.41; 29.4-7; 40.12-15), de reis (Jz 9.8; 1 Sm 10.1; 16.1-13; 2 Sm 2.4; 1 Rs 1.34-39 2 Rs 9.3-6; 11.1-19), e de profeta (1 Rs 19.16; Sl 105.15; Gn 20.6-7). Nestes últimos casos, a unção com o óleo da santa unção servia para dar posse e investir-lhes de autoridade, capacitando-os e credenciado-os a cumprirem uma missão específica dentro dos propósitos de Deus. Ela os tornava separados e santificados para exercerem esse chamado. Nas Escrituras do Novo Testamento, ainda que mantido o significado original, aqui, ela alcança um sentido espiritual mais profundo, e, é, geralmente, associada à presença do Espírito Santo trazendo consigo a autoridade, o poder e os dons necessários para cumprirmos a vontade de Deus (At 10.38; 1 Jo 2.20,27). Em termos práticos, seria uma força espiritual e sobrenatural que nos leva a transcender as nossas limitações naturais. Seria uma espécie de “capacitação” divina, por meio do Espírito Santo, para nomeação e realização de determinados serviços, no qual não se conseguiria realizar em sua condição natural. É na unção do Espírito Santo, por exemplo, que o crente encontra força e se torna forte para vencer o pecado! É na unção do Espírito Santo que o crente testemunha, canta, prega e Deus simultaneamente se manifesta e realiza os seus milagres!
1.3. O propósito da unção é libertar
Dentre outros, a unção traz consigo dois elementos importantíssimos: um transformador e outro libertador. O elemento transformador ocorre quando Deus chama e unge uma pessoa e o envolve num processo de mudanças e transformações. É como se Deus estivesse cavando as bases para fixar fundamentos profundos e lançar fortes alicerces. Isto aconteceu com Moisés, com Davi e com tantos outros personagens e acontece com todos nós que fomos chamados na nova dispensação. É difícil o propósito de Deus se cumprir em nossa vida sem que antes a unção de Deus lide com o nosso caráter. Mesmo que às vezes não se perceba de imediato, a unção mudará você, transformará seu caráter e ajustará seu mundo interior para que os desígnios eternos do Senhor se cumpram na sua vida. Já o elemento libertador ocorre quando a pessoa que foi ungida está exercendo o serviço cristão em todos os seus aspectos. Aqui entra o que disse o comentarista na lição: “Ninguém é ungido por Deus para desfrute pessoal. A unção de Deus em nossas vidas é para produzir liberdade para as pessoas”. O próprio Jesus ao expressar sua unção, outorgada pelo Espírito de Deus, para cumprimento de seu ministério, declara: “... porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Is 61.1; Lc 4.18-19; At 10.38; Hb 1.9). A unção para exercício do serviço cristão, debaixo do qual também estamos inseridos, fará exatamente isto. A diferença entre frutificarmos com alegria e gozo na alma ou esgotarmos plantando sobre pedras, reside exatamente no fato de entendermos os propósitos da unção.
2. UNÇÃO SIGNIFICA RESPONSABILIDADE
A unção não significa, necessariamente, responsabilidade, mas com certeza requer de seus agentes responsabilidades. Se compararmos a unção de Saul e de Davi, por exemplo, podemos observar que os dois foram ungidos por Samuel (1 Sm 15.1; 16.13), os dois receberam o Espírito Santo da parte de Deus, confirmando a unção (1 Sm 10.1,10; 16.13) e os dois reinaram 40 anos (At 13.21; 1 Rs 2.11; 2 Sm 5.4-5). Portanto, tiveram iguais condições e tempo de liderarem a nação de Israel. Saul, contrário do que alguns pensam, não estava predestinado ao fracasso, pois enquanto agiu com responsabilidade e esteve na presença de Deus, obteve grandes vitórias (1 Sm 11.6-13). Nem tampouco, Davi estava automaticamente destinado ao sucesso (1 Rs 11.38). A grande diferença entre eles estava na responsabilidade, isto é, na forma como cada um procederiam ante aos seus chamados (Js 1.6-9). São as nossas responsabilidades, atitudes e decisões que ratificarão ou não a nossa unção (1 Sm 12.24-25; 1 Sm 18.5). A irresponsabilidade de Saul e a responsabilidade de Davi os levaram para rumos totalmente diferentes (1 Sm 13.13; 1 Rs 11.38). Não é possível alguém permanecer na unção de Deus se a responsabilidade e os seus fundamentos espirituais forem derrubados.
2.1. Qual a nossa responsabilidade?
É evidente que o princípio da vocação divina é a soberania de Deus (1 Cr 28.4-5). Todavia, isso não significa que o Eterno não leve em conta a nossa responsabilidade na realização de seus propósitos (1 Cr 28.6-7). Na dispensação da graça, a unção não está no cargo ou título que alguém possui, mas no grau de responsabilidade e comprometimento de quem foi ungido. Não é o título que faz alguém ter unção. É a unção faz esse alguém ter o título. Infelizmente, hoje os títulos valem mais do que o caráter e mais do que a própria unção. Que falta faz a unção! (Sl 24.3-5). A recomendação do comentarista de que devemos ter cuidado na hora de ungir alguém para o ministério é válido e importante, pois de fato, por causa de cargos ou títulos, têm-se ungidos pessoas sem padrão de integridade e moralidade (qualificações mínimas necessárias), e isto, têm prejudicado e atrasado, em muito, a obra de Deus. Separar e ungir obreiros para o ministério desprezando essas qualificações, e as demais exigidas, é no mínimo um desrespeito à Palavra de Deus e à autoridade de Cristo que é o cabeça da Igreja. Infelizmente, têm muitas igrejas e crentes por este mundo afora se arrebentando, pois vem agindo por iniciativa e esforço próprio, tentando fazer aquilo que Deus não mandou. Mas, a unção só será poderosa e frutífera se estiver dentro dos propósitos de Deus e imbuídas de responsabilidades.
2.2. A importância de ser responsável
Segundo a lição a mesma unção que produz salvação, também pode trazer maldição, e, usa como exemplo a história de Noé. Este quando foi responsável salvou o mundo; mas quando foi irresponsável trouxe maldição à sua própria casa (Gn 6.13-14; 9.20-25). A vida de um ungido não pode ser conduzida de qualquer maneira. Suas responsabilidades e obrigações, quando bem ou mal sucedidos, influenciam positivo ou negativamente na história dos membros do corpo de Cristo. O caráter e a responsabilidade daqueles que são ungidos é mais importante do que posição ou realizações acadêmicas. Por isso, a primeira qualificação de quem vai ser separado e ungido é ter uma vida irrepreensível (1 Tm 3.2). Ser irrepreensível significa não ter nada em sua vida que Satanás, ou qualquer outra pessoa, possa se valer para atacá-lo. Isto não denota perfeição, mas apenas um viver de modo santo e respeitável (Ef 5.3).
2.3. Autoridade não é sinônimo de responsabilidade
Como ser humano, podemos ficar fascinados por tudo aquilo que brilha aos nossos olhos, e, facilmente ser conduzidos por caminhos tortuosos. Nos deleitamos em nos vestir com as vestes resplandecentes do poder. Amamos o poder do prestígio, o poder da fama, o poder da influência, etc. Infelizmente, no meio cristão, muitos também são seduzidos e chegam ao cúmulo de fazer da “unção” e de suas bênçãos uma moeda de troca. Unção e bênçãos de Deus não se vendem e nem se compram. Pode alguém comprar a “bênção” de Deus? Esse fato nos leva a uma reflexão sobre aqueles que foram ungidos e concluir que “autoridade” não pode ser sinônimo de “responsabilidade”. Ainda que autoridade e responsabilidade estejam uma juntinha da outra, não significa dizer que elas sejam a mesma coisa. Uma coisa é alguém ter autoridade, outra coisa é esse mesmo alguém ser responsável. Autoridade é algo representativo e pode ser delegado, tirado ou modificado. Enquanto a responsabilidade é algo que está intrínseco ao caráter de quem a possui, e por isso não pode, por exemplo, ser tirado. Uma pessoa responsável não a deixa de ser, ainda que não detenha do poder lhe conferido pela autoridade.
3. A UNÇÃO TRAZ BENEFÍCIOS E ÔNUS
Em regra, a unção credencia e outorga autoridade a quem foi ungido. Neste caso, autoridade se torna algo mais elevado do que o poder. O poder é apenas um benefício extra conferido aos que possuem unção e autoridade. É comum nós cristãos buscar sempre o poder e negligenciar a busca por unção. Quando buscamos unção recebemos também autoridade e junto com a autoridade o bônus do poder! Por isto é interessante buscar a unção! Além do mais, o poder é um benefício que só afeta aqui na terra, já a autoridade proveniente da unção afeta a terra e também os céus. Em contrapartida, o compromisso do dever cristão e a responsabilidade são ônus que devem agir internamente como agentes para a realização da missão e do serviço, bem como reguladores para inibir os abusos de poder e de autoridade. Uma das coisas que me deixa maravilhado com a Bíblia é que ela além de contar a história da salvação, ela também, conta a história dos sucessos e fracassos daqueles que foram ungidos. Ela é sempre realista na historicidade daqueles que dela participaram e não omite virtudes ou fraquezas de quem quer que seja! Ela não esconde nada! Se você tem se distanciado da rota da unção de Deus, arrepende-se e volte a se alinhar com os altos caminhos do Senhor! Busque novamente a unção, e verás que o poder de Deus e os milagres serão apenas mais um bônus na sua vida!
3.1. Não se brinca com a unção
Vale ressaltar que a unção no sentido de capacitação é sempre muito pessoal e varia de pessoa para pessoa, afinal nem todos tem o mesmo chamado. Em algumas pessoas o efeito da unção é imediato, porém, em outras Deus usa de mais tempo e mais circunstâncias para que o aprendizado fosse lapidado. Foi o caso de Davi. Com a unção ele estava credenciado a ser rei, porém, por que não foi logo para o palácio reinar? Por que ele teve de esperar treze anos para poder reinar? Meu entendimento é que Deus queria mostrar a Davi como funcionava a monarquia e ensinar como ele jamais deveria agir ou se portar como monarca. Deus queria temperar o caráter do futuro rei. Ele ainda era criança e necessitava tornar-se um homem maduro e responsável para a função que iria exercer. Isto nos faz pensar que unção é algo sério e que com ela não se pode brincar! Atualmente consagrações ministeriais e cargos de liderança são distribuídos a pessoas sem chamadas, sem experiência e sem maturidade, e o que é pior sem respeitar as qualificações bíblicas exigidas. É preferível ter cadeiras vazias no púlpito, do que vê-las ocupadas por homens que não foram colocadas por Deus. É bem verdade que às vezes chega a ser triste a falta de obreiros na igreja, contudo, mais triste e humilhante ainda é vermos os lugares sendo ocupados por homens incapazes. A obra de Deus deve ser atendida por homens chamados e ungidos por Deus e que exerçam bem sua vocação ministerial. A unção requer de seus agentes responsabilidade!
3.2. A irresponsabilidade pode frear uma geração inteira
A Bíblia diz que Josué falecera, bem como todos os seus líderes contemporâneos, e que a geração que sucedera aquela geração que conquistara a terra prometida foi uma geração que se corrompeu pela falta de conhecimento do Senhor e dos seus feitos. Geração que fez o que era mau aos olhos do Senhor (Jz 2.10-11). Hoje, está também adentrando na igreja uma nova geração. São crentes, tem carteiras de membros, alguns já são até mesmo obreiro! Porém, não conhecem a Deus, nem a sua unção e muito menos o seu poder! Geração que já deixou de ouvir a voz de Deus, que não tem mais visões ou revelações da parte de Deus, por isso, quando falam não falam mais pelo Espírito Santo; geração que ignoram o “não vos conformeis com este mundo”. São mais amigos dos deleites da vida do que das coisas de Deus; Geração que não confrontam mais com o pecado. Praticam sexo fora do casamento e participam normalmente das atividades da igreja; Geração que corrompem a Casa de Deus. No sábado à noite tocam nos bailes e festas mundanas e no domingo com os mesmos instrumentos tocam e cantam nas igrejas; Geração que não possuem nenhum compromisso com Deus. Cada um faz o que dá na telha sem se importar com a Palavra de Deus. São poucos os que realmente tiveram uma experiência com Deus! O que me causa mais espanto é o quanto eles se apoiam na irresponsabilidade e na ignorância! Jesus em certa ocasião fez esta pergunta: “A quem hei de comparar esta geração”? (Mt 11.16). É preciso que clamemos a Deus para que haja uma manifestação poderosa da parte de Deus e traga arrependimento, transformação, novo nascimento, mudança de vida e muita unção e poder de Deus!  
3.3. Ser livre é ser responsável
A liberdade sempre foi e sempre será uma questão fundamental para a raça humana. Mas, afinal o que é ser livre? Como o homem pode se sentir livre? Ser livre não significa ter liberdade para fazer tudo o que quer, pois isto, gera escravidão ao pecado. Existe muitos por aí querendo “ser livres” para não ter que assumir suas responsabilidades! Mas, ser livre é ser responsável em si mesmo. Liberdade sem responsabilidade vira libertinagem. A Bíblia afirma que como agentes morais e livres, somos responsáveis por nossas ações e decisões. Ninguém deve sair por ai agindo em nome de sua liberdade, sem medir suas responsabilidades e o peso das suas consequencias. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos estes casos, de quem é a culpa? Deus, o meio social ou algum outro ser foram os responsáveis diretos pelas ações desses homens? É bem verdade que as pessoas e o meio em que vivemos exercem uma poderosa influência sobre nós, mas isso não nos exime de nossa responsabilidade. A responsabilidade desses atos foram de cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas. A culpa é nossa! Cada um é responsável por aquilo que faz e cada um sofrerá as consequencias de seus próprios atos. O reconhecimento por parte do ser humano de suas responsabilidades é importante, pois não é possível nenhum processo de restauração quando não reconhecemos isto.
CONCLUSÃO
Vimos nesta lição que o ato de ungir fora estabelecido por Deus para caracterizar a unção divina sobre os seus escolhidos. Nesta dispensação, todos nós fomos achados por Jesus e colocados numa posição de honra diante de Deus e dos homens. Mas, o mundo precisa saber que o Senhor é conosco e para isso Ele nos ungiu e nos revestiu com seu Espírito de graça e de poder (At 1.8). Ele quer operar através daqueles que se colocam à sua disposição para libertar almas oprimidas pelo diabo. Portanto, todo crente que queira servir bem na obra de Deus, deve esvaziar de si mesmo e buscar ser cheio do Espírito Santo e os dons espirituais sobre a sua vida, pois só assim, estará capacitado para toda a boa obra (At 7.22). A unção que recebemos do Senhor nos consagra, nos renova e nos dá poder para realizarmos a sua obra.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo testamento. 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 08 – A unção que produz milagres. Rio de Janeiro: Editora Betel.
A UNÇÃO DO ESPIRITO SANTO – Igreja Batista Missionária. Disponível em <https://rededajuventudeibm.files.wordepres.com/ 2010/05/microsoft-word-lição-2-unção.pdf> Acesso em: 19 de agosto de 2015.
HINN, Benny. A UNÇÃO. Editora Bom Pastor. 2000.
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Davi, a lâmpada de Israel. 4º Trimestre de 2014. Ano 23 n° 89. Rio de Janeiro. Editora Betel.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Davi. Editora CPAD – 4º Trimestre de 2009.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS: Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito, em Missiologia e em Teologia Pastoral.