NOSSOS SEGUIDORES

23 de fevereiro de 2015

Revista do Próximo Trimestre

2º TRIMESTRE DE 2015

No próximo trimestre serão abordados profundos assuntos concernentes à vida de Moisés, um dos maiores e mais importantes personagens do Cânon Sagrado. Moisés viveu as dificuldades de sua época e nem sempre soube lidar com elas de maneira adequada. Porém, apesar de suas limitações, temores e dúvidas que tinha quanto à sua habilidade e capacitação para a tarefa que Deus lhe designava, ele cedeu à vontade divina, permitiu que o Senhor moldasse seu caráter e personalidade e se tornou uma das maiores personalidades tanto da história do povo judeu, quanto da história da humanidade. Moisés foi um gigante em todos os aspectos. Ele liderou o Êxodo, testemunhou a divisão do Mar Vermelho, e guiou uma congregação de dois milhões de pessoas por um deserto sem estradas, ele foi poderoso em palavras e obras (At 7.22). Moisés jamais acreditou em seus relatórios de marketing e nunca se levantou pela manhã para ver o que as manchetes tinham a dizer sobre sua atuação na véspera. Ele estabeleceu recordes incríveis que não foram e nunca serão alcançados, mas nunca se perdeu em seu orgulho. Permaneceu sempre real, confiável e humilde (Pv 18.12; 27.2). Podemos afirmar que Moisés era um homem cuja força e sucesso estava nas mãos do Deus Todo-Poderoso.

Fidelidade na aplicação dos talentos - Comentários Adicionais

FIDELIDADE NA APLICAÇÃO DOS TALENTOS

(Lição 09 – 01 de Março de 2015)

COMENTÁRIOS ADICIONAIS



INTRODUÇÃO
      
     
1. Princípio da motivação


1.1. Movidos pelo valor dos talentos
     
A parábola dos talentos (Mt 25) nem sempre é compreendida em plenitude. Muitos que a lêem pensam que um “talento” seja uma “habilidade” ou “dom”. Isto está de acordo com os conceitos atuais e com o dicionário da língua portuguesa. Entretanto, no texto bíblico, o talento é uma medida financeira. Muitas pessoas sabem disso, mas pensam que o talento seja uma pequena moeda. Assim, ficam até compadecidas daquele servo que recebeu apenas um talento. Porém, o talento representa cerca de 20 kg. de prata. A palavra grega traduzida por “dinheiro” em Mt 25.27 é “argurion”, que significa prata. Um talento valia 6000 denários. Sabendo que 1 denário era o pagamento por 1 dia de trabalho na lavoura, um talento corresponderia a 20 anos de trabalho. Portanto, aquele servo não recebeu quantia insignificante. O que dizer então dos que receberam 2 e 5 talentos? Compreendendo o valor financeiro utilizado por Jesus na parábola, temos uma percepção mais clara do que ele queria ensinar em relação ao investimento que Deus faz nos seus servos. Depois de compreendermos isso, poderemos comparar o talento a tudo o que Deus nos deu.


1.2. Movidos pelo privilégio de servir
     
Este é um privilégio que envolve duplo benefício, ou pelo menos deve ser assim, tanto para os que servem, como para os que são servidos. Fora do meio cristão, o ato de servir é tido como algo reservado para os “inferiores”, e os “superiores” são aqueles que são servidos. Nos dias de Jesus, já era esse o pensamento geral. Tanto era assim, que Ele mesmo precisou explicar para os discípulos, que embora Ele fosse Senhor “não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20.28). Pedro resistiu a esta ideia e precisou ser convencido por Jesus para permitir que Ele lhe lavasse os pés (João 13.8-9). Jesus ensinou com palavras e atitudes que no ambiente cristão servir é um dos privilégios mais elevados. Servir a Deus, à igreja e às pessoas é um dever e privilégio conferido a todos os crentes. É ideal cristão o “servir uns aos outros” com o coração desprovido de privilégios terrenos. A motivação correta e singular sempre será o amor. Qualquer serviço sem amor, mesmo que “em nome de Deus”, será irrelevante na dinâmica do Reino dos céus.

1.3. Movidos pelo resultado

A verdadeira religião segundo a palavra de Deus é: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:37-39). É inquestionável a importância da palavra de Deus à nossa vida; porém sem uma aplicação prática, ela se torna sem efeito. Muitas vezes vamos à igreja, nos enchemos da palavra, porém falta-nos compartilhar e praticar o que aprendemos e recebemos: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes." (Tiago 1:22). “Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem”. (Autor Desconhecido). A nossa aceitação a Cristo como único e suficiente salvador envolve reconhecermos que a verdadeira fé n’Ele envolverá também sofrimento em nome d’Ele. Porém, Paulo diz: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (1 Coríntios 15.58). Os apóstolos, quando açoitados e recebendo ordens para que não falassem em nome do Senhor Jesus, naquele episódio no sinédrio (Atos 5.38-42) saíam de lá regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome! Temos que olhar para Ele que é o Autor e consumador da fé e crê em suas promessas, Ele garantiu: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. (Jo 14.2)”.

2. Princípio da responsabilidade
     

2.1. Responsabilidade de acordo com a capacidade
Cada pessoa recebe de Deus habilidades especiais. Não importa se muitos ou poucos, a importância dos talentos está no fato de que devem ser usados. Necessariamente não precisam ser grandiosos. Podem ser pequenas habilidades que, se forem usadas no trabalho de Deus, ajudarão a construir Seu reino neste mundo. Há pessoas que usam seus talentos para benefício próprio. Bom é usá-los desinteressadamente no serviço do Mestre. Quanto mais forem usados, mais se multiplicarão segundo o princípio da íntima relação entre semeadura e colheita. Deus não deixou nenhum de nós sem talentos. Não importa quantos e quais sejam, mas sim, se são usados na hora necessária. Isso é o que realmente importa. Há pessoas que são capazes de fazer mais de uma coisa com muita habilidade. Por exemplo: Ser um excelente pintor e pianista; falar mais de uma língua estrangeira e ensinar muito bem. O que poderíamos afirmar sobre a pessoa? (Que tem o talento artístico da pintura e da música, o talento de línguas e o de ensinar.) mas pode ser que essa mesma pessoa não consiga falar em público. Quando precisa, tem dificuldades tremendas. E também não sabe cuidar de doentes, O que diríamos? (Que ela não tem o talento da oratória nem o talento da cura). Assim o Senhor ao ter autorização para usar seus servos, Ele vai usar segundo a capacidade de cada para o que for útil. (I Co. 12. 1-31).


2.2. Responsabilidade no investimento
Na Parábola dos talentos o mestre e senhor é Cristo que é o Senhor absoluto e Proprietário de todas as pessoas e coisas que há no mundo. Será Ele que reservará a cada um no final dos tempos qual será a sua parte em relação ao que devem herdar, quer seja no céu, quer seja no inferno, porque é o Senhor absoluto que tem recebido do Pai toda autoridade tanto no céu quanto na terra. E os servos são todos aqueles que se denominam servos de Deus, especialmente nós cristãos, porque não estão excluídos do domínio da parábola os líderes de Israel e até mesmo todo o povo de Israel, que viveram debaixo do Antigo Pacto, porque quando a parábola foi pronunciada, ainda vigorava a Antiga Aliança e certamente Jesus tinha por alvo também esclarecer os discípulos quanto à real condição dos sacerdotes, dos escribas, dos fariseus, dos Saduceus e de todos os religiosos de Israel que julgavam estarem investindo no reino de Deus da maneira devida. Contudo, o trabalho deles não produziu o fruto esperado pelo Senhor. De igual modo, os cristãos nominais que estão ligados à igreja de Cristo, e que aumentarão muito em número no tempo do fim, estarão preocupados apenas com os seus próprios interesses e negócios, porque não conhecem de fato e não amam ao Senhor. Eles não investirão no reino de Deus com os dons de Deus, porque eles desprezam as coisas e assuntos do reino e o interesse deles diz respeito apenas aos seus próprios negócios. E eles buscam a Deus para ampliarem os seus próprios negócios e serem prósperos segundo o mundo, mas não para serem instrumentos a Seu serviço, para fazerem a Sua exclusiva vontade. E isto está particularmente ilustrado de modo muito claro na parábola na atitude daquele servo inútil (que não fez nada efetivamente para Deus) e que foi lançado nas trevas exteriores.

2.3. Responsabilidade no tempo confiado
A parábola insinua que Deus nos confia os Seus bens na expectativa de que os utilizemos para a Sua glória fazendo com que estas graças aumentem auferindo lucros para Ele e não propriamente para nós mesmos. E para tanto, nenhum dos servos de Deus poderá ser inativo, e deverão remir o tempo para não desperdiçar nenhuma oportunidade para fazer com que aumente aquilo que d’Ele têm recebido por graça. Na medida em que têm recebido por graça também deverão dar por graça, porque em vez de serem esgotados, estes dons serão aumentados sobrenaturalmente por Deus, porque este é o Seu método, a saber, fazer aumentar aquilo que damos segundo a Sua vontade.

3. Princípio das consequências

3.1. O Julgamento será inevitável
Os cristãos verdadeiros devem aprender deste exemplo porque se diz na parábola que aqueles que irão para o inferno são aqueles que não se ocupam diligentemente com a obra de Deus. Que são inteiramente indolentes quanto ao que deveriam fazer para Ele que não têm nenhum interesse nos negócios relativos ao reino dos céus. Então qual deve ser o tipo de diligência que deve ser encontrada permanentemente nos cristãos, não apenas no querer, como também no realizar, naquilo que se refere em trabalharem para Deus? É isto que a parábola quer ensinar e de modo nenhum que entremos em cogitações se o servo infiel era um verdadeiro cristão ou não. Porque certamente não era esta a intenção de Jesus quando proferiu a parábola. Ele queria destacar qual era a característica daqueles que estão verdadeiramente servindo a Deus. E alertar quanto ao grande desagrado de Deus quanto aos seus servos que são negligentes quanto aos talentos que têm d’Ele recebidos.

3.2. Repreensão e condenação
Certamente o servo infiel da parábola não era um cristão verdadeiro, porque estes jamais diriam o que aquele homem falou ao Senhor, chamando-o de homem duro e que ceifa onde não semeou, e que recolhe onde não joeirou, e tentou justificar o que fez enterrando o talento dizendo que o fizera porque tinha medo dele. Ora, estes não são de fato sentimentos de verdadeiros cristãos que conhecem a bondade e amor do Senhor. Que grande infâmia fez aquele homem da parábola. Quanta desonra ao Seu santo nome! E a parábola destaca também que todos os cristãos terão que prestar contas da sua mordomia ao Senhor por ocasião do Tribunal de Cristo, que será levantado por ocasião da Sua volta. 

3.3. Reconhecimento e aprovação
E os mordomos fiéis de Cristo provarão a sua fidelidade a Ele naquele dia pela evidência das suas obras. Dos frutos que produziram para Ele. Daí a necessidade de diligência, porque sem isto não haverá frutos espirituais sendo produzidos para Deus. “Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurado os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.” (Ap 14.13). E a fidelidade dos cristãos no pouco lhes promoverá a posições mais elevadas quando o Senhor lhes recompensar no porvir. E haverá uma grande desproporção entre o trabalho e a recompensa, porque estes cristãos fiéis serão príncipes com tronos e coroas no céu, e haverá muitas coisas em que eles serão glorificados por Deus. A medida da recompensa será sacudida e recalcada, e não tem sido revelada a medida desta recompensa para que não sejamos fiéis pela mera cobiça do prêmio, senão pelo desejo de servir e amar desinteressadamente ao Senhor. Serão exatamente aqueles que mais fizeram e mais foram fiéis sem nada esperarem de volta, que mais receberão da Sua parte efetivamente.
CONCLUSÃO



FOTES BIBLIOGRÁFICAS

·         Bíblia Sagrada, Revista e Corrigida, Tradução de João Ferreira de Almeida.

Links:

·         http://www.montesiao.pro.br/estudos/financas/financa_biblia.html
·         http://www.preciosasemente.com.br/artigo.php?id=82&secao=1
·         http://pensador.uol.com.br/frase/MTIyMzU4OQ/


COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo d

15 de fevereiro de 2015

Curso Teológico Paulo Leivas Macalão

Estão abertas as inscrições para o 2º Curso Básico de Teologia "Paulo Leivas Macalão".  O curso tem duração de 2 anos, com encontros semanais (uma vez por semana) na Igreja. Interessados procurar o irmão ANCELMO na igreja ou ligar para o nº  (61) 8329-8113.
Foto da 1ª Formatura - Dez 2014

Fidelidade no Ministério - Comentários Adicionais

FIDELIDADE NO MINISTÉRIO
(Lição 08 - 22 de Fevereiro de 2015)

COMENTÁRIOS ADICIONAIS 


TEXTO ÁUREO
“Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância”. (Tt 1.7).

VERDADE APLICADA
A principal virtude no ministério do obreiro é a fidelidade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 Apresentar a fidelidade como característica primária do ministério cristão;
 Compreender como se processa a fidelidade à Igreja e à família;
 Analisar as principais credenciais exigidas no ingresso ao ministério.

Textos de referência
Tt 1.6 - Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.

Tt 1.7 - Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;

Tt 1.8 - Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;

Tt 1.9 - Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.

INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo expõe princípios essenciais para os que creem em Deus e desejam ingressar no ministério da casa do Senhor, bem como os servos que já faz parte desse ministério. Como referencial de pastor, Tito deveria servir de exemplo aos jovens (1 Co 11.1), em tudo que faz, Tito deveria ser modelo de boas obras, mostrando a qualidade de não ser corrompido pelo erro doutrinário e nem aceitá-lo na Igreja, mas permanecer fiel quanto à doutrina de seu ministério. A atitude e postura do servo de Deus devem ser genuinamente íntegras, de linguagem sadia em tudo que diz, de modo a não encontrar motivo de condenação, mostrando-se irrepreensível. Viver uma vida santa, piedosa e justa, rejeitando as paixões mundanas, ter uma mentalidade equilibrada pela ajuda do Espírito Santo.

1. AS EXIGÊNCIAS DO MINISTÉRIO
Muitos crentes estão enfrentando problemas familiares, dentre outros porque se dedicaram exclusivamente na obra do Senhor; não estou dizendo que seja errado trabalhar em prol da obra de Deus, aliais, é muito bom ser útil e contribuir na obra do Senhor, porém é preciso equilíbrio para qualquer atividade que façamos, o que não pode é o obreiro esquecer-se de cuidar de sua família dando ênfase somente nos trabalhos da Igreja. Um bom ministro deve ser um homem equilibrado em tudo que faz, deve cuidar da família com dedicação, ser fiel à sua Igreja e ser vocacionado para seu ministério.

1.1.    Fidelidade à família
As relações familiares são tão importantes aos olhos de Deus, que Paulo diz que uma pessoa que negligencia suas responsabilidades familiares nega a fé. “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1Tm 5.8). Se um homem ou uma mulher não sustentar seus pobres familiares, de fato negou a fé. Cristo queria confirmar a lei de Moisés e, mais especificamente a lei do quinto mandamento, que diz: Honra teu pai e a tua mãe. Assim, esses que desobedecem a essa lei, negam a fé quando não proveem o sustento para suas esposas e filhos, que são parte deles mesmo. Se gastarem dinheiro com luxúria e outras coisas mundanas em vez de gastá-lo com a família, nega a fé e são piores do que os infiéis.

1.2.    Fidelidade à Igreja
A Igreja é formada por muitos tipos de pessoas, de variadas funções e níveis culturais diferentes, existe na Igreja uma pluralidade de dons e habilidades que podem ocasionar divisões entre os crentes, como aconteceu na igreja de Corinto. Mas apesar das diferenças, todos os crentes possuem algo em comum: a fé em Jesus Cristo. E nessa veracidade é essencial, a Igreja encontra a unidade, assim, não perdemos a nossa identidade individual, mas todos juntos temos a unidade em Cristo. Quando aceitamos a Cristo, temos a presença constante do Espírito Santo em nossas vidas, e nascemos na família de Deus. Ao dizer que “todos nós fomos batizado em um Espírito”, significa falar que cada um de nós tem o mesmo Espírito Santo. Como membros da família de Deus, podemos ter dons e interesses diferentes, ainda assim, estamos todos unidos pelo Espírito em um corpo espiritual, de modo, que a atuação do Espírito Santo molda cada crente a viver em unidade e serem fiéis uns com outros, e nos compromissos da Igreja.

1.3.    Fidelidade à vocação ministerial
Todo ministro da Palavra tem o dever de ser fiel a sua vocação ministerial, íntegro e fidedigno em sua responsabilidade de transmitir a Palavra de Deus para a Igreja de forma verdadeira. As atitudes dos obreiros devem se marcadas pela humildade em toda área de atuação de sua vida, porém não deve esquecer-se de zelar pela doutrina, antes, é importante reter firme a fiel Palavra (Tt 1.9), e apegar-se a doutrina de Cristo, a palavra de sua graça, e dedicar-se a ela de acordo como foi ensinado, este era o consolo do apóstolo Paulo, “Nunca deixou de vos anunciar todo o conselho de Deus (Atos 20.27); Combati o combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).

2. AS CREDENCIAIS PARA O MINISTÉRIO
Muitas são as qualificações para ser ministro do Evangelho, o que torna essencial para a credibilidade da Igreja ter uma pessoa idônea que transmite confiança a todos os membros. Deve ser uma pessoa irrepreensível, sem que se encontre alguma mancha em seu caráter, ou seja, incensurável; ser homem de uma só esposa, ser vigilante, ético em sua conduta, correto e ter sua vida centrada em Cristo, hospitaleiro, que tem amor pelos outros. Talentoso e qualificado para ensinar, manso, não sendo avarento, nem ganancioso, ser paciente e amável e ter boa reputação na comunidade, enfim, são bastantes as credenciais para o ministério, mas quando nos dispomos a trabalhar na obra, o Espírito Santo nos torna capaz de satisfazer a vontade de Deus. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2Co 5.17).

2.1. Ético
O apóstolo Paulo, dando conselhos práticos a respeito da vida cristã, exorta a Tito para ser um bom exemplo para todas as pessoas à sua volta, a fim de que eles vissem as suas obras e pudesse imitá-los. Tito foi eficaz no seu ministério, manteve-se ético com Deus, consigo mesmo em relação ao seu próprio modo de viver e sempre teve bons relacionamentos com seus liderados. Todo cristão como filhos de Deus deve ter sua vida pautada numa conduta ética e humilde, ter sido regenerado através do Espírito Santo e andar em amor, assim como Cristo nos amou e deu a Sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus. (Ef 5.1-2). Uma vida cristã coerente com os ensinos do evangelho de Cristo faz-nos parecidos com Ele, e isso faz com que outros procurem conhecer mais sobre Aquele que dirige o nosso viver.

2.2. Piedoso
O Evangelho visa à piedade, ensinando a reverência, temor e obediência a Deus, essa verdade deve ser conhecida e reconhecida, portanto deve ser mostrada na palavra e vivenciada na prática cotidiana. Um dos desígnios do Evangelho é gerar esperança e fé, afastar a mente e o coração das coisas do mundo para que o cristão possa pensar as coisas do céu. A fé e a piedade dos cristãos levam à vida eterna.

2.3. Equilibrado
As recomendações de Paulo a Tito quanto a seu modo de vida e do trabalho na Igreja, (Tt 1.5-9) estas recomendações continuam sendo a mesmas a todo ministros que trabalha em prol da obra do Senhor. Atualmente existem muitos líderes cheios de conhecimento teológico pregando sermões eloquentes nos púlpitos, mas não têm controle de si mesmo, não sabem manter-se equilibrados na sua vida ministerial. É verdade que o conhecimento é importante, todavia a igreja precisa de homens que sejam cheios do Espírito Santo, onde seu sermão mais eloquente é aquele vivido no lar, na igreja e na sociedade. Ele não prega apenas aos ouvidos, mas também aos olhos. Não prega apenas com palavras, mas, sobretudo com vida e com exemplo. O ministro precisa ser vocacionado para a obra, ter caráter íntegro, ser cheio de piedade e ter domínio de si próprio. Perceba que a maioria das qualificações envolve o caráter, e não o conhecimento ou habilidade. O estilo de vida e os relacionamentos de uma pessoa demostra quem ela é de verdade. É o que o apóstolo Paulo adverte em suas cartas a Timóteo (I Tm 3.1-7) e a Tito (Tt 1.5-9).

3. COMPROMISSO NO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO
O ministro do Evangelho deve manter-se fiel e compromissado no exercício de seu ministério. A Bíblia diz que devemos “apresentar a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, mas que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). Todos os trabalhos da igreja são importantes, pois a Igreja do Senhor é luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13-14). Se um tempero não tiver sabor, não fará diferença, assim, os cristãos devem ser compromissados com o Evangelho da graça a fim de fazerem a diferença influenciando as pessoas do mundo. O ensino da Palavra é de suma importância para a igreja permanecer firme na verdade. Observe as palavras do apóstolo Paulo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade; Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.15; 3.16,17). É esta a mensagem de Deus ao homem espiritual que é compromissado no ministério, ficar firme, não ceder às pressões, manter-se com fidelidade o compromisso com o Senhor Jesus Cristo.

3.1. Conhecer a Palavra de Deus
É muito importante conhecer a Palavra de Deus, Nela aprendemos a Seu respeito e de Sua vontade para nós. Sua Palavra nos cerca de proteção, liberta nossa mente e coração das coisas do mundo. Deus por meio da Palavra restaura e salva o pecador. Mas para saber da Palavra é necessário horas de estudos e orações para que o Espírito Santo nos capacite a entendê-la. Ela guia nossos caminhos e nos dá entendimento, ilumina a nossa mente e nos concede sabedoria. No entanto, não podemos ser egoístas e reter o conhecimento de Deus para si mesmo, é necessário compartilhar, ensinar e proclamar a mensagem do Senhor para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer a Deus a fim de que sejam libertos do pecado e obtenha a salvação. O profeta Oséias adverte para que “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3a), ou seja, devemos estudar a Palavra de forma contínua, todos os dias. Quanto mais conhecermos e aplicarmos em nossas vidas, mais firmes estaremos contra os ensinos dos falsos mestres e das falsas doutrinas que existem para nos desviar da presença de Deus.

3.2. Amar a Palavra de Deus
A Bíblia declara que o supremo mandamento, dito por Jesus é o amor, amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22. 36-39). Este mandamento apresenta o imperativo de amar para todas as pessoas. O amor não está restrito apenas nos relacionamentos pessoais, mas em todas as atitudes e ações que praticamos. Um item fundamental para compreender a Escritura é o amor dedicado a Palavra, pois estudar sem gostar, sem amar, se torna um exercício fatigante e pesado para o mestre. O amor dedicado às ovelhas, aos estudos e em todo trabalho na obra, fortalece cada membro na doutrina e edifica a Igreja do Senhor junto à sociedade. Note as instruções de Paulo aos filipenses: “E esta é a minha oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção, para que possais discernir as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e inculpáveis até ao dia de Cristo" (Filipenses 1:9-10).

3.3. Ensinar a Palavra de Deus
Ensinar a Palavra de Deus é um ministério de extremo valor, todavia, pouco valorizado, talvez, prejudicado pelo sistema de governo de nossas igrejas, que, não dão importância a esse ministério, alguns mestres vocacionados para o ensino são aconselhados a atuar em outras áreas. As Igrejas sem mestres são igrejas fracas espiritualmente. Por isso, deve-se reconhecer a importância e a necessidade do minis­tério do ensino. É através do ensino sadio e racional, inspirado pelo Espírito Santo, que a igreja se justifica contra as falsas doutrinas e se fortifica contra os ataques espirituais de Satanás. Uma igreja não vive só de pregações; precisa também de ensino constante e firme.

CONCLUSÃO
As verdadeiras doutrinas do Evangelho são sãs doutrinas (Tt 2.1), precisas e eficazes. Elas são em si mesmas boas e santas, e tornam os crentes assim. Elas os tornam aptos e vigorosos para o serviço de Deus. Os ministros precisam tomar cuidados para ensinar somente essas verdades, assim como as “conversas dos cristãos não podem ser de palavras torpes, mas falar somente o que edifica, para que dê graças aos que ouvem” (Ef 4.29), tanto mais deve ser a pregação dos ministros. Todo cristão deve estar fundamentado nas verdades na Bíblia Sagrada, para que não sejam influenciados pela boa oratória dos falsos mestres.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

CABRAL, Elienai.Comentário Bíblico Efésio. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

HENRY’S, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Fidelidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 94. Lição 8 – Fidelidade no ministério.

UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Diácono Ancelmo Barros de Carvalho, servo do Senhor Jesus.

Email: ancelmobarros@gmail.com

11 de novembro de 2013

A Classe Jóias Preciosas inaugura nova sala, com nova mobília e novos materiais didáticos

A Classe Jóias Preciosas inaugurou neste domingo (10/11/2013) sua nova sala, com novas mobílias e novos materiais didáticos. O projeto de restauração e renovação da sala surgiu com a mãe de um aluno, LEILA RAMOS, que ao ver a dificuldade das professoras em ministrar suas aulas, devido à condições do espaço, dos móveis e do material didático utilizado, resolveu fazer alguma coisa para ajudar na restauração e renovação deste pequeno espaço. Ela juntamente com as professoras MANASSÉS TRINDADE e ANTÔNIA DA SILVA NEVES realizaram um bazar numa escola pública, cantinas na igreja e outras atividades no intuito de arrecadar fundos. Também contou com a ajuda e doações de familiares e irmãos da igreja para concluir o projeto. O projeto inclui a restauração da sala (retoques e pintura), troca dos móveis e materiais didáticos. A ideia agora é continuar e fazer o mesmo com as salas dos "Amiguinhos de Jesus" e os "Cordeirinhos". Que Deus abençoa a irmã Leila, Manassés e Antônia pela iniciativa e conclusão deste abençoado projeto. Parabéns a todas!      

Pr. Saulo, dirigente da Igreja, cortando a fita de inauguração
Veja outras imagens na página: "Classe Jóias Preciosas"

3 de outubro de 2013

Dia Nacional da EBD

Nossa Escola Bíblica Dominical, em comemoração ao dia Nacional da EBD,  homenageou algumas classes e alunos destaques do 1º semestre de 2013. Quatro alunos receberam um certificado de Honra ao Mérito, por ter sido NOTA 10, neste primeiro período de 2013. foram eles: Valmir Teodoro, Magna Batista, Vitória da Silva e Izabela da Silva (Não tiveram nenhuma falta). Na ocasião, foram também homenageados o aluno destaque de cada classe: Vitória da Silva Neves (classe Jóias Preciosas, Izabela da Silva Neves (classe Amiguinhos de Jesus), Izadora Batista de OLiveira (classe Cordeirinhos), Izamara Batista de Oliveira (classe Nova Geração), Luana Ramos Lopes (classe Nova Vida), Valcir Gonçalves da Silva (classe Elias), Valmir Teodoro (classe Gideão), Cleidiane Batista de Oliveira (classe Lídia) e Rosa Maria Rodrigues (classe Sarah). As Classes Destaques no Semestre foram: AMIGUINHOS DE JESUS com 71% de FREQUÊNCIA no Semestre 1º semestre e CLASSE SARAH, com 65% de FREQUÊNCIA. PARABÉNS A TODOS.

 

13 de agosto de 2013

CAMPING EBD 2013

 A Escola Bíblica Dominical da 316 realiza neste ultimo final de semana, seu 4º Acampamento. Foi uma bênção de Deus para as nossas vidas!! Obrigado a todos os acampantes! 


Veja as fotos na página: "Camping Ebd 2013"

7 de agosto de 2013

CAMPING EBD 2013


Data: 9,10 e 11 de Agosto de 2013
Local: Sítio Dona Izabel  
Valor: R$ 70,00


FOTOS DO LOCAL
Mais Fotos na Página: "Camping Ebd 2013"

28 de maio de 2013

Ebd e Gincana no Cefis


A EBD realizou neste último domingo (26/05) sua Escola Bíblica no Clube do Cefis. O evento marcou o encerramento da 1ª etapa da Gincana Ebd 2013. Assim, depois da Aula ministrada pelo Pb. Erivelton Paiano, foram realizadas várias brincadeiras valendo pontos. Esteve presente entre alunos e convidados, quase 200 pessoas. Próximo domingo dia 02/06 começa a nova etapa da Gincana e a atividade iniciando esta nova etapa é a arrecadação de óleo de cozinha, para composição das cestas básicas para a viagem missionária no Piaui e para o Camping Ebd 2013. Deus abençõe a todos!
  

 Mais Fotos na página:"Fotos da Ebd no Cefis"