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Conhecendo o arrependimento bíblico e frutífero - Comentários Adicionais

CONHECENDO O ARREPENDIMENTO BÍBLICO E FRUTÍFERO
(Lição 04 - 22 de Outubro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3.8).

VERDADE APLICADA
O arrependimento vai além de uma confissão. Ele é gerado na alma, exposto em palavras e vivido em atitudes.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 APRESENTAR o significado do arrependimento, sua necessidade e os agentes que o acionam;
► DISCORRER acerca das três coisas importantes que envolvem o processo de arrependimento;
► APRESENTAR os frutos do arrependimento, o abandono das práticas antigas e a nova vida.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 21.28 – Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
Mt 21.29 – Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi
Mt 21.30 – E, dirigindo-se ao segundo, falou de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.
Mt 21.31 – Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

INTRODUÇÃO
arrependimento é o primeiro passo para receber, pela fé, a graciosa salvação de Deus. O arrependimento alcança o perdão de nossos pecados. Arrepender-se significa afastar-se do pecado, mudar a direção de sua vida de egoísmo e rebelião contra as leis de Deus. Ao mesmo tempo, você deve voltar-se para Cristo, depender do perdão, da misericórdia, da direção e do propósito dEle. Não podemos salvar a nós mesmos, somente Deus pode fazer isso. Observe o texto bíblico: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. Atos 2.38.

1. A NECESSIDADE DO ARREPENDIMENTO
O arrependimento é vital na vida de qualquer pessoa, pois o pecador arrependido junto com a fé operam para a salvação. É a pessoa arrependida que através da fé crer no sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário, levando-os a abandonar os pecados de outrora, o pecador é perdoado e então passa a experimentar assim, a paz de Deus em seu coração.

1.1. O arrependimento e seu significado
Charles Haddon Spurgeon define o arrependimento como um dom de Deus. É um desses favores espirituais que asseguram a vida eterna. É uma maravilha da graça divina que não somente providencie o caminho de salvação, que não somente convide aos homens a receberem a graça, mas sim que positivamente faça que os homens estejam dispostos a serem salvos. No Antigo Testamento, arrependimento significa mudança de ideia ou de propósito, no sentido de abandonar o pecado e voltar-se para Deus de todo o coração, alma e força (Ne 1.9; Is 19.22). Já no Novo Testamento, a expressão do verbo arrepender é mais forte, pois significa “converter-se” ou “retornar”, esses termos expressam a mudança de mente, a transformação do pensamento, da consciência, das atitudes, caracterizando assim, uma verdadeira metanoia – do grego, “mudança da mente”, mudança do homem interior, ou seja, há uma mudança profunda e radical da mente. O arrependimento de verdade traz uma real tristeza pelo pecado praticado (2 Co 7.10).

1.2. Por que necessitamos de arrependimento
O arrependimento nos livra das amarras do pecado, da culpa que escraviza e tira a alegria de viver, ele nos leva a experimentar a cura da consciência cauterizada pelo pecado (1 Tm 4.2). O arrependimento é necessário para alcançamos o perdão de Deus. O É um verdadeiro sinal de salvação eterna em Cristo; um arrependimento que nos preserva em Jesus através desse estado temporal, e que quando tenhamos passado à eternidade, nos proporciona uma bem-aventurança que não pode ser destruída. Desse modo, a pessoa que se arrepende de verdade, passa a viver a vida com a autoestima sadia, resultando em alegria e paz no coração.

1.3. Os agentes provocadores do arrependimento
O arrependimento é obra de Deus no íntimo do homem gerando uma nova vida em Cristo. É o Espírito que convence o homem do seu pecado e chama ao arrependimento e revela o padrão da justiça de Deus para todo aquele que nele crê. A pessoa que foi alcançada pela graça e teve o perdão de seus pecados passa a viver em novidade de vida. É mudança de vida: “Produzi pois frutos dignos de arrependimentos” (Mt 3.8).

2. O PROCESSO DO ARREPENDIMENTO
O arrependimento na vida do homem é ação do Espírito Santo, (Jo 16.8). Somente Ele pode conhecer e esquadrinhar de forma profunda o coração do homem, as pessoas abertas ao mover do Espírito percebem que precisam de confissão sincera diante do Deus Eterno. Outrossim, é preciso estar ciente de suas convicções e arrependimentos acerca dos erros cometidos no cotidiano. A Bíblia diz: “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas os que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13). A dificuldade é que existe uma tendência do ser humano em não reconhecer, nem confessar seus pecados, continuando assim, a sofrer sob o peso dos pecados inconfessos (Sl 32.4,5).

2.1. A convicção
O homem que não tem a presença de Deus na vida, vive um vazio na alma, não tem como sentir alegria e mesmo que sinta alegria, será apenas momentânea, logo passa e vem a tristeza. Assim, a convicção faz parte do arrependimento, a pessoa reconhece que precisa de mudança porque algo está errado. Isso tudo é obra do Espírito Santo para trazer o pecador nos caminhos de Deus. O arrependimento abrange o ser humano na sua totalidade: intelecto,(Mt 21.29), as emoções (Lc 18.13) e a vontade (Lc 15.18,19).

2.2. A contrição
O sofrimento por nossos pecados pode resultar em mudanças de comportamento. Muitas pessoas sentem tristeza apenas pelos efeitos de seus pecados ou por terem sido surpreendidas pecando (este é o sofrimento sem arrependimento}. Compare o remorso e o arrependimento de Pedro com a amargura e o ato suicida de Judas. Ambos negaram a Cristo. Um se arrependeu, estava realmente contrito e quebrantado e foi restaurado a fé e ao serviço: o outro tirou a própria vida. No Salmo 51, Davi expressa plenamente a experiência pela qual passa a alma que tem sido guiada ao arrependimento: sua humilde confissão de pecado(v 3,4 e 5); seu desejo intenso de ser perdoado pelos méritos do sangue de Cristo (v. 7); sua ansiedade para que o Senhor lhe conceda um coração puro (v. 10) e sua vontade de oferecer algo a Deus por todos os seus benefícios.

2.3. A confissão
O arrependimento se externa quando o pecador confessa o pecado, pois ele reconhece sua condição pecaminosa e admite seus erros. Observe a exigência de Deus através da mensagem do apóstolo Pedro: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). A Bíblia diz que há alegria no céu quando um pecador se arrepende: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mas do que noventa e nove justos que não precisam de arrependimento”. Quando confessamos os pecados através do arrependimento os nossos pecados são apagados (At 3.19). arrependa-se, confesse os seus pecados a Jesus e, pela fé mude de vida.

3. OS FRUTOS DO ARREPENDIMENTO
É evidente que toda pessoa que passa pela experiência do arrependimento tenha sua vida transformada, se é que esse arrependimento foi realmente genuíno, assim, se espera de tal pessoa. Depois disso, a pessoa passa a desfrutar uma nova forma de viver, produzindo frutos digno de arrependimento. Na época de João Batista, ele chamou os judeus para algo maior do que ouvir suas palavras ou praticar rituais: disse-lhes que mudassem de comportamento produzindo frutos dignos de arrependimento. A frase: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”, deve ser entendida como algo que demonstre que a pessoa se arrependeu de seus pecados, aponta para o fato de que Deus vê além de nossas palavras e atividades religiosas. Ele examina se nossa conduta é coerente com o que dizemos, julga as nossas palavras pelas ações que as acompanham.

3.1. Abandono das práticas do velho homem
Da mesma maneira que se espera que uma árvore frutífera produza os devidos frutos, o povo de Deus deve produzir uma safra de boas obras. Não há utilidade para as pessoas que, embora se autodenominem cristãs, viverem de forma incompatível. Como nos dias de João Batista, muitos são povo de Deus apenas nominalmente, mas isso não tem valor. Se as outras pessoas não puderem comprovar nossa fé pela maneira como as tratamos, não poderemos ser considerados, de forma alguma, povo de Deus. Nossa antiga forma de vida, antes de crermos em Cristo, pertence totalmente ao passado. Devemos deixá-la para trás. É como se fosse uma roupa velha a ser jogada fora. Quando decidimos aceitar o presente de Cristo, a salvação (Ef 2.8-10), não houve apenas uma decisão momentânea, mas prosseguimos em um compromisso diário e consciente. Não devemos ser dirigidos por desejos ou impulsos, mas vestirmos nossa nova natureza, caminhamos em uma nova direção e assumimos a forma de pensar concedida pelo Espírito Santo.

3.2. A novidade de vida
Em Cristo, somos novas criaturas, o passado ficou pra trás portanto, devemos andar em novidade de vida. Procurando sempre fazer o bem ao próximo e agradar a Deus que nos concedeu o perdão. Agora como pessoas que andam na luz, nossos atos devem refletir a fé. Devemos ter uma vida acima de qualquer censura moral. E, dessa forma, refletir a bondade de Deus ao próximo. Jesus enfatizou esta verdade em seu Sermão do Monte (Mt 5.15.16). Medite no conselho do apóstolo Paulo aos filipenses: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4.8).

3.3. Diligência
Sabemos que por natureza somos fracos para fazermos a vontade do Senhor, assim, é necessário ser diligentes e nos esforçarmos para ser fortalecidos por meio de sua graça. Por isso, o arrependimento deve ser um ato contínuo durante a vida inteiraA vida cristã é cheia de desafios e de muitas batalhas contra o pecado, o diabo e o fascínio do mundo. As tentações se multiplicam ao nosso redor e no nosso próprio interior, através de nossos desejos pecaminosos, de modo que necessitamos estar continuamente revestidos pela graça para que possamos viver de modo vitorioso. O Senhor é a nossa força, por isso precisamos estar em comunhão e receber a graça devida para sermos fortalecidos em Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
O arrependimento é um desvio e afastamento contínuo de uma vida de mal e desobediência a um caminho de pensar e viver obediente que resulta num relacionamento pessoal com Deus e um relacionamento piedoso com as pessoas. Por isso, devemos confiar totalmente em Jesus Cristo e desfrutar de todas as bênçãos espirituais que Ele tem pra nós. Ao cristão arrependido de seus erros, cabe esforçar-se para manter-se longe do que outrora causou-lhe tanta dor. Agora, como nova criatura, tudo é novo!.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Charles Haddon Spurgeon – Sermão Arrependimento para Vida.

Lição Bíblica CPAD. Mestre. 4º trimestre 2017. A Obra da Salvação. Lição 09 – Arrependimento e fé para a salvação.

Revista do professorJovens e Adultos. Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Editora Betel – 4º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 105. Lição 04 – Conhecendo o arrependimento bíblico e frutífero.

Novos Convertidos: Doutrinas Fundamentais. Rio de Janeiro: Editora Betel – Conhecendo sua nova vida em Cristo.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Pb. ANCELMO BARROS DE CARVALHO – Servo do Senhor Jesus Cristo.

Lição 04 - Conhecendo o arrependimento bíblico e frutífero

CONHECENDO O ARREPENDIMENTO BÍBLICO E FRUTÍFERO
(Lição 04 - 22 de Outubro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8).

VERDADE APLICADA
O arrependimento vai além de uma confissão. Ele é gerado na alma, exposto em palavras e vivido em atitudes.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
APRESENTAR o significado do arrependimento, sua necessidade e os agentes que o acionam;
DISCORRER acerca das três coisas importantes que envolvem o processo de arrependimento;
APRESENTAR os frutos do arrependimento, o abandono das práticas antigas e a nova vida.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 21.28 – Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
Mt 21.29 – Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi
Mt 21.30 – E, dirigindo-se ao segundo, falou de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

Mt 21.31 – Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

A maravilhosa e inefável graça de Deus - Comentários Adicionais

A MARAVILHOSA E INEFÁVEL GRAÇA DE DEUS
(Lição 03 - 15 de Outubro de 2017)

TEXTO ÁUREO
”Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças, para a glória de Deus.” 2 Co 4.15

VERDADE APLICADA
A graça é o ato misericordioso de Deus pelo qual Ele oferece salvação e vida eterna a todos os pecadores.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 APRESENTAR uma definição acerca da graça e contrastá-la com a lei;
► MOSTRAR como a graça se desenvolve na vida cristã;
► REVELAR quem éramos, quem somos, e nossa responsabilidade devido à graça.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 1.3 – Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,
Ef 1.4 – Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,
Ef 1.5 – E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
Ef 1.6 – Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.

INTRODUÇÃO
Deus criou o homem para ser a imagem de Deus na terra, mas a queda do mesmo tornou-se abandonado pela sua própria consciência, pela qual ficou contaminada pela natureza do pecado herdado, estabelecendo assim, a lei da pena da morte. O homem perdeu a gloria de Deus, a Santidade de Deus e o direito de viver eternamente puro. Com isso não significa que Deus se esqueceu do homem, em cada período de tempo, ou seja, “dispensações” Deus usa formas de dirigir-se ao homem e estabelecer meios de reconciliar-lhe novamente a Ele.  Até que, após passar por várias dispensações inclusive a dispensação da lei, que foi estabelecida apenas a um povo, começando pela chamada e promessa dada a Abraão passando ao seu filho Isaque e em seguida Jacó e seus doze filhos, em um período de 1.500 anos, “segundo os estudiosos”. Nessa promessa feita a Abraão Deus Já havia traçado um plano futuro para o homem (Ex 19; 23) (Lc 22; 20) dizendo que através de Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas. Isso se realiza na graça, que é Cristo e sua morte na cruz.

1. COMPREENDENDO A GRAÇA DE DEUS
A revelação da graça de Deus trouxe algo sublime à vida do homem, é um dos períodos que abrange todos os povos, é uma dispensação mundial, inclui tanto judeu quanto gentios. A responsabilidade do homem durante a graça é arrepender-se dos seus pecados, crerem em Jesus e entregar sua vida a Ele, assim será cumprido e restituído o propósito eterno de Deus, só então o homem torna novamente moldado ao caráter e semelhança de Deus e volte a desfrutar de uma salvação plena junto a Deus (Jo 3;18). Na graça temos o Espírito Santo que habita conosco, Ele é o nosso consolador, é aquele que convence o homem de que, ele é um pecador e que precisa de um libertador (Jo14; 16-26). Todas as diferenças externas foram abolidas, todos nós tornamos irmãos e filhos do mesmo pai, toda a humanidade está inserida na graça, basta querermos, a senha o Senhor nos deu com seu próprio sangue na cruz do Calvário. Quando o homem aceita essa graça, ele começa a desfrutar das bênçãos espirituais de Deus e a certeza de que seu nome será gravado no livro da vida, isto é, se permanecer firme na graça de Deus, receberá o direito de vida eterna com Deus!

1.1. Uma Definição bíblica a respeito da graça.
Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, e sua grande misericórdia. Deus dispôs espontaneamente Sua Graça a uma humanidade pecadora, isso significa outorgar ao homem uma oportunidade de salvação imerecida. A definição da palavra graça, no Grego é “charis” que significa: favor, benção, ou bondade. Mas quando Ela atribui o amor de Deus ao homem como um meio restaurador, seu significado torna-se bem maior que um simples favor ou uma benção, a Bíblia diz que o homem pecou e foi destituído da glória de Deus (Rm 3; 23). A Graça de Deus escolheu perdoar, apagar de vez o pecado do homem. O que merecíamos era a condenação, mas a manifestação da graça em Cristo Jesus, ofereceu a humanidade uma nova chance de salvação, trazendo condição plena de segurança e vida eterna com Deus!  Uma nova aliança entre Deus fez e o homem foi criado, outras alianças já teriam sido feitas com intuito de resolver o problema do homem, mas nenhuma teve um resultado tão perfeito como a graça, essa jamais substitui à antiga, mas pressupõe e lhe confere uma nova dimensão de sentido, reforçando a natureza pessoal de Deus que foi revelada na antiga e definindo tal natureza como abertura a todos os que responderão fielmente entre todas as nações (Zc 8;20-23; Sl 87).

1.2. A graça é inexplicável
A expressão Graça nos remete o caráter resgatador inexplicável de Jesus Cristo, o Messias profeticamente foi enviado para o deleite de Deus como um filho obediente que se agrada em cumprir o propósito de Deus “Pai.” Os evangelistas fizeram questão de apontar esse aspecto messiânico em Jesus ao registrar a voz de Deus, “Este é meu filho amado em quem me comprazo! (Mt 3; 17) Imagina, a condição do homem sem Deus, condenado eternamente, sem chance nenhuma de salvação? Como se estivesse em um corredor da morte? Assim é o salário do pecado, “morte”, (Rm 6; 23), essa morte não se trata de separação do corpo e do espírito mas sim morte eterna sem Deus, a Graça pagou a conta, ou seja, a dívida do homem para com Deus, negócio esse, que o próprio Deus vendo a incapacidade do homem promoveu a estratégia entregando seu próprio filho para derramar seu Sangue, porque sem derramamento de sangue não há remissão de pecado! (Hb 9;22), mas Jesus Cristo trouxe em si mesmo o perdão e a reconciliação plena com Deus (Ef 2.11-13). Em (Ap 01;13-18) diz que ele foi morto mas que agora vive e tem a chave da morte e do inferno. Em (1Pd 3;18-20) Diz: no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas almas se salvavam pela água, a graça alcançou também essas almas. Esse é o poder inexplicável da graça! A nova aliança tem por base e fundamento a antiga aliança com o povo de Israel e torna possível a nova aliança em Jesus cristo que é a abertura da graça de Deus aos homens. Jesus vive no tempo da antiga “aliança” mas com sua obra salvívica indica uma relação com Deus que se realiza de modo diverso para os judeus e para os cristãos.

1.3. A graça comparada à Lei
A lei foi o “raio-x” usado por Deus para exibir a real condição humana depois da queda adâmica: porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas a onde não há lei o pecado não é levado em conta”. (Rm 8; 13) Então, a lei, através do conhecimento do pecado, veio diagnosticar a “doença” inserida pelo primeiro homem na criação e trazer a morte anunciada por Deus a Adão, quando disse: “Se você pecar certamente morrerá”! Porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado, a lei porquanto tirou a desculpa que o homem poderia dizer que não sabia e que era inocente, a lei mostrou sua condição, ante a face de Deus, seu estado, frente à santidade de Deus. Que diremos, pois, é a lei pecado? De modo nenhum, contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei. E outrora eu vivi sem lei; mas assim que veio o mandamento, eu morri. (Rm 3;20; Rm7;7-9) O mais lindo é sabermos que por meio de Moisés, Deus deu a lei mais elevada e eles deixaram de cumpri-la. Esta consistia de muitos princípios, normas, cerimônias, rituais e símbolos com a finalidade de fazer com que se lembrasse de Deus e da obrigação  para com Ele. Grande parte da lei cerimonial foi cumprida com a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, que puseram fim ao sacrifício por derramamento de Sangue. A criação alcançou a cura espiritual e definitiva através de sua obra na cruz. Se a lei é o diagnóstico da “doença” adâmica, a graça de Deus em Cristo, foi, (e é) o remédio infalível de Deus para a situação do homem.

2. O MOVER DA GRAÇA NA VIDA CRISTÂ
Louvemos a Deus pela sua maravilhosa graça, que Ele nos deu gratuitamente por meio do seu querido filho. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de cristo, tudo que existe no céu e na terra. (Ef 4b-10). Podemos desfrutar dessa graça ainda hoje!

2.1. A graça nos ensina
A graça nos trouxe ensinamentos gloriosos e benéficos para nossa vida cristã, Ela não anula a educação cristã que a igreja deva possuir para desfrutar de tão grande perdão que por Ela somos perdoados. Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente séculos, sensata, justa e piedosamente, (Tt 2. 12) “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andaste segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestade do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre o quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e era por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef 2; 1-3). A graça de Deus foi manifestada para trazer vida ao homem morto pelo pecado, quando dizemos que estamos dentro da graça e não temos mudança de vida, enganamos a nós mesmo, se estamos em Cristo devemos mostrar isso em nós através dos frutos do Espírito que é capaz de refrear a dependência emocional e pecaminosa e andar como ovelhas que conhece bem a voz do seu pastor, (1 Co 5;17 e Jo 10; 14)  qualquer gloria terrena e efêmera contradiz o Espírito da graça que é “ Cristo Jesus” e teve o propósito de atrair a todos através do seu sangue. (Jo 1; 11-12). Na lei, o pacto era “BILATERAl, ou seja, o homem deveria cumprir toda a sua parte (Gl 5;3) era o famoso “pagar o preço”, em graça nessa nova aliança o acordo é UNILATERAL, ou seja, Deus cumpriu a parte dele e a nossa também (Ef 2;9), pois este era o seu prazer e a sua vontade, mas não significa que assim vivamos uma vida manipuladas pelos prazeres mundanos. O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Tessalonicenses nos diz que podemos examinar todas as coisas, mas só podemos reter o que é do bem (I ts 5;21)

2.2. A graça nos fortalece
Como a graça desenvolve e nos fortalece em nossa caminhada e trajetória cristã? Para que isso aconteça Jesus fez se conhecer a todos, mostrando que é nele que encontramos força para que possamos viver e crescer Nele, isso não significa que estamos isento de lutas e perseguições, e que devemos anular a nossa vida pessoal, mas descobrir uma nova dimensão de vida mais profunda dinâmica e feliz. Devemos praticar o cristianismo, e deixar que a graça torna-se uma dimensão de compromisso que nos leva a um referencial que norteia a nossa vida cristã.  Assim sentiremos motivados por Ela e primamos pela excelência espiritual e refletimos como luz do mundo e como o sal da terra (Mt 5. 13-16) Quando estamos fortalecidos com a graça de Deus temos uma visão diferente em nossa vida cristâ, ela nos faz enxergar as coisas de ângulos diferentes e com mais realidade. Alguém disse que a vida cristã é como a experiência do homem que estava na capital dos Estados Unidos, Washington. Um dia ele encontrou um monumento que, de perto, tinha a constituição gravada, más à medida que afastava, notava que formava a face de George Washington. À medida que avançamos para a graça, à medida que caminhamos com o Senhor, mudamos a nossa maneira de ver e viver a vida cristã e a certeza da nossa salvação, À proporção que nos aproximamos, sentiremos fortalecidos por essa graça maravilhosa!

2.3. A graça nos capacita para o serviço
Tudo que fazemos é necessário uma capacitação, um aprendizado, um curso, uma formação acadêmica para que possamos desenvolver o serviço com qualidade e segurança. Jamais alguém se milita á fazer qualquer obra sem saber ou conhecer a determina obra, sem uma didática, uma dinâmica para que seu trabalho seja bem feito e elogiado pelo dono, ou seja, pelo patrão. No serviço de Deus não é diferente, é necessário que exista um esforço na capacidade do serviço, e o próprio Deus capacitou você, “sim você”, com esquema de dons espirituais bem característicos, e de que Ele, o colocou exatamente onde Ele quer que você exerça o serviço, é uma dimensão vibrante que só a graça pode realizar na vida do crente. Não há no mundo maior experiência que cause maior prazer, satisfação e realização do que tornar-se consciente de que somos instrumentos de atuação Divina na vida de outras pessoas, fazendo o serviço para Deus, unicamente capacitada pela graça de Deus! Esta experiência está à espera de todo cristão verdadeiro que esteja disposto a dedicar tempo e reflexão para aprender a palavra de Deus, examiná-la com cuidado e submetê-la a autoridade e revelação da graça de Deus, o efeito da atuação do serviço de Deus é aperfeiçoar o trabalho com gosto e amor, pois sabemos e temos certeza que estamos trabalhando para Aquele que já pagou pra nós. Vários são os serviços que podemos fazer para Deus e podemos encontrar várias oportunidades para fazê-los. O cristão que tem o Espírito de Deus dentro de si possui dons e talentos (I Co 12.7) esses precisa ser exercidos. A prática leva a perfeição. Paulo escreveu ao jovem Timóteo, dizendo-lhe: “reavive o dom de Deus que há em ti” (II Tm. 1.6) à medida que desenvolve a habilidade de um dom, a benção espiritual que ele traz se tornará sempre mais evidente, seja um talento musical, pregar, artístico, liderar, dirigir, organizar, em fim, busque a graça que ela te capacita!

3. A GRAÇA DIVINA E DOUTRINAS ESTRANHAS
Em todo tempo existiu doutrina e fundamentos filósofos que nada tem a ver com o que Deus revelou através de seu Espírito aos homens, procurando manter com o homem uma intimidade pura oferecendo seu amor e segurança eterna para a vida do homem. Más o próprio homem sempre procurou por si só, outros meios vãos e heréticos em nome de sua própria fé, este mal, tem sido a causa de muitas doutrinas de homens que permeiam entre os que se dizem cristãos, mas vivem a mercê de verdadeira confusão, doutrina que não tem nada a ver com a verdadeira graça de Deus. Com esses, a Bíblia nos orientam que dos tais deveremos fugir, pois são lobos enganadores!

3.1. Antinomismo
É um termo literalmente contra a lei. Afirma que não há nenhum princípio moral que, aplicado as circunstâncias da vida nos permita estabelecer em referencias de certo ou errado. Em síntese admite que não haja normas. Distorce a doutrina bíblica da graça e distribui o pensamento de que a graça isenta regras, e que Cristo fez tudo e agora basta crer Nele e tudo pronto. Muitos dizem que o que importa agora é o coração e leva uma vida desenfreada e sem critérios, outros buscam doutrinas heréticas que contradiz o que realmente a mensagem da cruz significa, procurando enquadrar textos isolados dentro de suas próprias vontades. O apóstolo Pedro escreve em sua primeira epistola (I Pd 4;1-5). Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para no tempo que vos resta na carne, já não vivais mais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e os mortos. Outros vivem como se ainda não encontrou uma libertação genuína, vivem a procura de ventos de doutrinas que só traz confusão e distorce a palavra verdadeira a qual Jesus veio manifestar (2 Tm 4;3-5).

3.2. Legalismo
Trata-se de outro extremo. Anula a graça e volta lá na doença antes de ser diagnosticada, procurando respostas pelos seus próprios méritos e obras, querendo com isso conquistar a salvação com obras, concentra toda a atenção ao comportamento humano. Muitos hoje, sem o devido conhecimento deste novo pacto, ficam tentando através de obra da lei tudo o que cristo conquistou e já nos concedeu pela graça. Em suma: a graça é totalmente de Deus. O homem não tem nenhuma participação na graça do Senhor e isso para que a glória seja totalmente dele: não vem das obras para que ninguém se glorie. (Ef 2; 9). O profeta Isaias profetizou: mas todos nós somos como imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia; e todos nós murchamos como folha, e as nossas iniqüidades como vento nos arrebatam. (Is 64; 6). A figura da velha aliança, ou seja, o legalismo aconteceu como figura e como Deus organizou a vida cristã desde quando ele separou para si um povo, escolhendo Abrão, fazendo promessas, permitido tempo no Egito, depois no deserto, mas o que Deus fez com Israel natural retrata as experiências do Israel espiritual. Deus retirou Israel do Egito passando pelo Mar Vermelho e pelo deserto, onde enfrentou provas e tribulações e pelo rio Jordão, chegando a Canaã. Isso nos fala como figuras, já nos apontando para a graça. “No deserto ele aplicou suas leis”. O Egito tipifica o mundo, quando nos convertemos, saímos de debaixo do jugo e governo do mundo, e passamos para outro governo, ou seja, para outro rei, o Senhor Jesus!

3.3. A falta do uso da disciplina na igreja
A tarefa do pastor é usar a palavra de Deus para purificar e alimentar o rebanho, a igreja primitiva compreendeu que a palavra de Deus e a disciplina é o instrumento de crescimento da igreja. Paulo se dirigiu uma vez aos mesmos presbíteros a quem é endereçada a carta aos Efésios, dizendo-lhes: Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para edificar e dar herança entre todos os que são santificados (At. 20; 32). E mais uma vez, no final de sua carreira, ele escreveu ao seu filho na fé, o jovem Timóteo, instando com ele a que ensinasse as Escrituras inspiradas, que nos foram dadas a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (2Tm 3;17). A igreja não é um clube religioso, e nem uma associação polícia, cultural e religiosa. A igreja está inserida na cultura, na política, na religião na sociedade, mas, ela é muito mais que isso. Na carta do apóstolo Pedro (1pd 2; 9a) ele diz: Vós sois geração eleita, sacerdote real, nação santa, povo de Deus. Sendo assim, nunca devemos andar como quem não temos ética moral e bons costumes, somos um povo referência no mundo, como antes já foi citado: somos o sal da terra e a luz do mundo (MT 5; 13) Vós sois o sal da terra; ora, se o sal for insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para ser pisado pelos homens. A igreja não foi criada para ser motivo de critica entre os homens, ela foi criada para atrair os homens para dentro dela, e como fará isso sem uma verdadeira disciplina?

CONCLUSÃO
A definição verdadeira acerca da graça é que, ela nos dá o conhecimento de quem éramos antes de conhecer o grande amor de Deus, que foi revelado através de seu filho na cruz do Calvário, curando o mal que existia antes na alma do homem. Este foi revelado pela lei que não pode abolir este mal, porque pelo próprio homem, jamais teve condição de cumpri-la, mas através do conhecimento pleno da graça vindo depois o arrependimento, esse alcançou o grande favor imerecido, GRAÇA! A permanente fidelidade eletiva de Deus expressa nas alianças precedentes jamais foi repudiada (Rm 9,4; 11,13). A nova aliança não revoga as alianças precedentes, mas leva-as a cumprimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A Beleza de Cristo e o Caráter Cristão - R695b Rodovalho, Rosobson - Edição – Cássio E. M. Barbosa - 7ª edição SBE - Editora Sara Brasil Edições e produções.

Bíblia de Estudo, “Vida” e “Almeida Revista e Atualizada” Escatologia - Paulo Leivas Ma calão - Editora- Visão.

Igreja Corpo vivo de Cristo - Ray C. Stedman - Editora Mundo Cristão - São Paulo-SP

Lição Bíblica, Jovens e Adultos – 2º Semestre, 2001- CPAD.

Lição Bíblica, Jovens e Adultos - Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo - Rio de Janeiro – RJ, Editora, Betel – 4° Trimestre de 2017 - Ano 27, Nº 105 – Lição 03 – A Maravilhosa e Inefável Graça de Deus.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS           
                                         Missionária Gidersi V. B. Viana – 62499, Conadab Ministério de Madureira.

 

PECADO: UMA REALIDADE HUMANA

PECADO: UMA REALIDADE HUMANA
(Lição 02 - 8 de Outubro de 2017)

TEXTO ÁUREO
”Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3.23

VERDADE APLICADA
A realidade do pecado na vida humana e a providência de Deus devem sempre estar presentes em nossa mente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 MOSTRAR alguns problemas causados pela essência do pecado na vida humana;
► APONTAR as principais consequências do pecado;
► APRESENTAR a necessidade de um libertador, de arrepender-se e de congregar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Rm 1.28 – E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim, Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Rm 1.29 – Estando cheios de toda iniquidade, prostituíção, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Rm 1.30 – Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e as mães.
Rm 1.31 – Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia.

INTRODUÇÃO
   O projeto de Deus perfeitamente cumprido segundo seus propósitos, ( I Pedro 1:20, II Timóteo 1:09) contempla uma criação inicial do homem sem pecados e por isto em plena comunhão com o criador, porém a queda do homem o torna pecador em sua natureza decaída e junto a esta queda a condenação para todos descendentes de Adão sem exceções, (vide Romanos 3:10 – 23)


1. O PECADO É MAIS DO QUE UM PROBLEMA
   Conforme o texto que citamos na introdutória deste estudo (Rm. 3: 10-23) o homem mostra-se totalmente incapaz de providenciar sua atenção ao chamado divino, isto faz com que o pecado seja bem mais que um problema, mas uma condenação efetiva a raça humana que dependerá totalmente da iniciativa divina a reconciliação, hoje as duas linhas de estudos de interpretações bíblicas para o plano da salvação, a ideia aqui não é dizer qual está mais precisa segundo as escrituras mas apresentá-las de maneira isenta, a primeira linha de estudo soteriológico afirma que a salvação é uma obra de Deus do início ao fim cabendo ao homem a aceitação da graça irresistível que atrai o homem para Deus e o justifica em seu modo de viver conduzindo-o assim a salvação infalível como projeto de Deus, esta linha é chamada como Calvinista, já que suas interpretações derivam da escola de teologia do movimento de reforma cristã por João Calvino reformador na Suíça contemporâneo de Martinho Lutero que abraçava a mesma linha teológica.
   Em contrapartida a linha teológica Calvinista, segue a linha que diz que a salvação é uma resposta do livre arbítrio do homem a uma graça que pode ser resistida pelo homem em negar o chamado de Deus a salvação, e assim sendo a salvação é uma parceria do chamado de Deus e da resposta do homem coagindo mutuamente, esta linha é conhecida como Arminiana, já que suas bases foram fundamentadas por um teólogo chamado Jacob Arminius.
  Uma vez que toda raça humana está condenada, o pecado torna-se o viés condenativo, muito mais que um problema, uma setença.

1.2. Insensatez
    Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas. Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia. (Pv 5:21-23).
   O pecado é loucura, ele obscurece a razão humana. No entanto, o pecador não se apercebe disso exatamente porque o pecado o cegou. Se o pecador não for iluminado pela graça de Deus, quando finalmente compreender que o pecado é loucura já será tarde demais, a morte então será inevitável, o salário do pecado é a morte, e a recompensa do pecador é se afogar em meio ao pecar. (Rm 1:18)

1.3. Dívida para com Deus
  Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Colossenses 2:14          
  De acordo com as Sagradas Escrituras, todo o homem é devedor a Deus. E sua dívida não pode ser paga. Sendo todo o homem pecador (Rm.3:23), não há quem possa purificar seu pecado, não há como oferecer algo a Deus em troca do seu perdão. A dívida para com Deus é impagável, é caríssima, e todos os recursos humanos se esgotariam antes (Sl.49:8).                     
  Como então o homem, o qual não pode pagar sua dívida para com Deus, pode ir para o céu? É aqui que a palavra “perdão” deve ser compreendida. É exatamente o que Deus quer dar ao homem: o perdão dos seus pecados, o perdão da sua dívida.                    
  O fato de Deus querer dar perdão ao homem, significa que para este o pagamento da sua dívida é uma dádiva de Deus, é um dom, é de graça. Para o homem é de graça, mas para Deus custou um alto preço. Não há como o homem pagar sua dívida para com Deus e assim ter o direito a um lugar no céu. Há Um, Único e Todo Suficiente, o qual, para pagar o preço da nossa salvação eterna, se entregou para morrer; morreu para nos dar vida… Seu nome: Jesus Cristo, o Salvador do mundo.

2. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO   
  A queda de nossos primeiros pais, trouxe consequências desastrosas não apenas para eles, mas também para toda a humanidade. Entender o que aconteceu com Adão e Eva após o primeiro pecado é chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra hoje. Isto porque, Adão não agiu como uma pessoa particular, mas como representante de toda a humanidade.              
 Todo homem estava irremediavelmente morto e condenado por toda a eternidade, mas, em Cristo, recebe vida e completa solução para o pecado. Veja o quadro seguinte:
JUSTIFICAÇÃO

A Condenação
Os pecados colocam o homem debaixo da ira de Deus e o condenam a castigo eterno. Rm 1.18, 32; 2Ts 1.7-9; Ap 21.8.
O Perdão
Por meio da Morte de Cristo. Ele morreu por nós, em nosso lugar, pagando a nossa dívida. Rm 4.24-25; 5.8-9; 2Co 5.21; Is 53.5-6.
SANTIFICAÇÃO

A Escravidão
O pecado tem domínio sobre o homem, como um senhor dele, fazendo-o pecar. Jo 8.34; Rm 7.14; 3.12.
A Libertação
Por meio da Vida de Cristo em nós. Ele vive em nós, livrando-nos do poder do pecado. Rm 6.5-13; 2Co 5.17; Gl 2.20, 1Jo 4.9.
GLORIFICAÇÃO
A Habitação
O pecado habita na carne do homem por toda a sua vida. Rm 7.15-23.



A Glorificação
Por meio da Volta de Cristo. Quando Ele voltar, nos ressuscitará com novos corpos, sem pecado. Rm 8.22-23; 1Co 15.51-57; Fp 3.20-21; 1Ts4.16-18.

2.1. A perda da comunhão      
  Para que o homem fora criado? Para viver em pecado? Não, porque quando Deus criou o mundo e tudo o que nele há, não existia o pecado. Deus mesmo disse depois de ter acabado a sua obra que tudo era muito bom. Isso quer disser que Deus criou tudo o que existe de uma maneira perfeita. Porque não existia pecado no mundo. Mas, para que Deus criou o homem? Deus criou o homem para o louvor de sua glória. Ele em tudo glorificava a Deus. Em tudo ele refletia o Senhor dos senhores. O Rei dos reis. E Soberano dos reis da terra. O seu trabalho era governar o mundo como Deus governa. Um governo reto e justo. Um domínio absoluto sobre os seres criados por Deus. O SENHOR havia dado esse domínio ao homem. Ele deveria exercer domínio sobre a criação de Deus. Deveria subjugar a tudo debaixo dos seus pés. Ele também deveria cultivar a terra. Cuidar dela. E também recebeu a tarefa de encher a terra com os seus descendentes. Em todos esses atos Deus seria glorificado pelo homem. Era uma obediência prazerosa. Sem constrangimento. O homem obedecia a Deus por amor ao seu Criador.                               
  Porém, esse mesmo homem criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Não permaneceu no seu estado em que fora criado. Ele desobedeceu a ordenança de Deus. Ele jogou fora tudo o que Deus lhe tinha concedido. Tudo por uma oportunidade de ser igual a Deus. Eles – o homem e a mulher – desprezaram as palavras de Deus. Não deram ouvidos a sua proibição. Antes ouviram a serpente. Deram ouvido as artimanhas de Satanás. Assim acharam que poderiam ser como Deus. Quando desobedeceram e comeram do fruto proibido, perceberam que não se tornaram deuses. Antes, passaram a sentir vergonha um do outro. A fugir da presença de Deus. A tentar desfazer o cometido. Tentaram cobrir o pecado com folhas. Mas, nada adiantou. O homem transgrediu o mandamento de Deus. Passaram por cima de sua palavra santa. Estragaram a criação do Soberano. Arruinaram a obra de suas mãos. Arruinaram suas vidas e de seus descendentes, por uma oportunidade de serem deuses. O casal violou os limites imposto pelo Senhor. Eles querem decidir o limite. Mas, em vez de decidir o limite, cai em pecado, desobediência e morte. Se torna um rebelde da vontade de Deus. Perde os privilégios que Deus concedera a ele. A comunhão com o senhor Deus é quebrada pela transgressão da ordem probatória do senhor.

2.2. O vazio existencial
I. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque A Vida É Transitória.
  - Eclesiastes 1:4 “Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre”.
   - Salmos 90:10 “A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos”.
   Se você está agora com 35 anos - você tem apenas 12.000 dias restante em média - Mas isso é um estalar de dedos em comparação com a eternidade. Tiago 4:14b “...Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”.
   Então, o que vale a pena na vida?
   A verdade é que, se você encontrar a Cristo, você é imediatamente bem sucedido na vida, mas se você tiver tudo o que esse mundo tem a oferecer, e não encontrar Deus através de Cristo, a sua vida é "vazia e insatisfatória".
II. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque O Conhecimento Não Traz Paz.
   - Eclesiastes 1:16-17 “Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão”.
A. O conhecimento que não reconhece Deus traz "aflição de espírito".
  Por exemplo, os intelectuais do nosso tempo, dizem que em algum momento do passado sem idade, uma única célula viva surgiu por geração espontânea ou casualmente. E a partir desta célula plantas evoluíram gradualmente, multicelulares invertebrados, em seguida, peixes e insetos, em seguida, anfíbios, em seguida, répteis, em seguida, aves e mamíferos e finalmente o homem.
  O autor desta teoria se angustiou em seu espírito e disse "por que se as espécies descendem de outras espécies por graduações finas, não estamos em todos os lugares vendo inumeráveis ​​formas de transição? Pela evolução da teoria; inumeráveis ​​formas de transição devem ter existido, por que não as encontramos encaixadas em números incontáveis ​​na crosta da terra?”.
  O ponto aqui é que o intelectualismo não traz paz, porque na maior parte ignora a sabedoria de Deus e, portanto, o pecado permanece.
  - I Coríntios 1:20-24 “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que creem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”.
III. A Vida Sem Deus É Vazia, Porque O Prazer, A Riqueza, E As Obras Não Trazem Satisfação Duradoura.
A. Prazer
  Eclesiastes 2:1 “Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade”.                Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas, um palácio, e era o homem mais rico do mundo.
  Lembre-se, vaidade significa transitória, insatisfatória. A Bíblia nos diz em Hebreus 11:25 que Moisés escolheu "antes ser maltratado com o povo de Deus, do que desfrutar dos prazeres do pecado por algum tempo"
  No final da vida, as coisas que pensávamos ser tão importantes no momento, parecem vazias porque não trouxeram nenhuma satisfação duradoura.
  Vamos dar uma olhada cuidadosa em 1 João 2:16-17 – “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre”
 Quanto de nossas vidas são gastos perseguindo as coisas no versículo 16, mas o versículo 17 nos diz que tudo isso passa.
B. Riqueza e obras
  - Eclesiastes 2:4-11 “Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas; fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies. Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores. Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém. Ajuntei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número. Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho. Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol”.
  - Eclesiastes 5:10 “Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade”.
  - Eclesiastes 5:15 “Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão”.
IV. A Vida Sem Deus É Vazia Por Causa Do Pecado
Eclesiastes 7:20 – “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e não peque”.
A. Este versículo nos diz que o pecado é um mal universal, somos todos afetados por ele.
B. Mas os homens pensam que não serão pegos: Eclesiastes 8:11 – “Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal”.
  C. O julgamento virá, portanto, não perca sua juventude e torne a sua vida vazia.
  - Eclesiastes 11:9-10 “Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo. Afasta, pois, do teu coração o desgosto, remove da tua carne o mal; porque a mocidade e a aurora da vida são vaidade”.
  - Eclesiastes 12:1 “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles;”

2.3. A morte
  “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Deus estabelece uma ordem e uma consequência caso essa ordem fosse desobedecida, que era a morte. Esse é o primeiro texto da Bíblia que fala diretamente sobre morte.
  Mas o que seria essa morte? A punição de Deus por causa da desobediência atingiu todo o nosso ser. Isso significa que haveria a partir daquela desobediência, como primeira consequência direta, a morte física do ser humano. Passamos a ser criaturas que voltam ao pó. E também, por conta da mesma desobediência, a morte espiritual passou a fazer parte da vida do ser humano desobediente, pecador, caído. A morte espiritual pode ser explicada como a nossa distância de Deus. Perto de Deus há vida, longe Dele, não.

3. COMO LIBERTAR-SE DO PECADO
  Em Mt 11.28 Jesus disse: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. No entanto, para que consigamos nos achegar a Cristo e receber o alívio que só ele pode nos dar, é necessário que leiamos este outro texto (Mt 16.24): Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
  Cristo não apenas nos convidou para que o sigamos e encontremos alívio de nossos vícios e pecados, mas nos orientou que, para segui-lo, seria necessário que nos negássemos. Negássemos tudo aquilo que poderia manter vivo o velho homem dentro de nós. Ainda que, para isso, tivéssemos que nos desfazer de certas coisas ou privilégios. Tudo o que nos fizesse reviver o tempo de escravidão ao pecado deveria ser tirado de nossas vidas. Tudo o que nos liga aos velhos ídolos do nosso coração deveria ser extirpado. Se não houver um corte radical, nunca nos veremos livres cabalmente.
  E não é possível que esse corte seja feito sem que haja oração. Sem oração não há ruptura. Sem oração não é possível que morramos para este mundo e tudo aquilo que nos tenta.
  Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8.1,2)

3.1. A necessidade de um libertador
  Desde o princípio, ao ter visto a obra de Satanás em levar o homem a se tornar escravo do pecado (Gênesis 3), Deus providenciou um Libertador. O Senhor Deus não criou o homem para servir o inimigo, mas criou-o para o servir. Mas como “ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6:24), é necessário que as “correntes” do pecado sejam quebradas, a fim de que o homem seja liberto e sirva ao Deus vivo e verdadeiro, ficar liberto do pecado significa que o poder condenatório do pecado precisa ser desfeito, através do perdão e purificação, e só o Senhor Jesus Cristo pode libertar. Jesus Cristo é o único que pode libertar-nos da escravidão do pecado!
  O Senhor Jesus se manifestou neste mundo para desfazer as obras do diabo (I João 3:8). Ao morrer numa cruz, Ele recebeu o castigo contra os nossos pecados, pagando o nosso preço e, ressuscitando dos mortos, Ele selou assim Sua vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás. Na cruz central do Calvário, todos os nossos pecados foram castigados em Seu corpo santo, o peso do meu pecado e do seu pecado caíram sobre o Salvador, mas Ele não permaneceu na sepultura: JESUS RESSUSCITOU TRIUNFANTE SOBRE A MORTE! E foi assim que Ele desfez as obras do diabo.
  “Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:20)
  “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (I Coríntios 15:55)
  Mas isso não significa que, com a morte de Cristo, todos os homens deixaram de ser pecadores e escravos, significa que a libertação está propiciada pelo salvador, o Filho de Deus é o Libertador, se um escravo souber que há uma carta de liberdade, pronta para que ela a receba, o que será que ele faria? É certo que receberia com grande alegria! Assim também é a libertação do pecado.
  Não se engane. Nem suas virtudes e qualidades, nem suas boas obras, nem religião alguma pode te libertar do teu pecado.    A verdadeira libertação vem do Senhor Jesus Cristo! É o sincero arrependimento e a fé no sangue do Cordeiro de Deus que pode te dar a vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre Satanás. É só Jesus que salva o pecador, que tira as suas culpas e te conduz ao céu.
  “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (João 8:32)

3.2. A necessidade de arrependimento
  Extraído de "Arrependimento", no livro Old Paths, reimpresso em inglês por Banner of Truth.
  "Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13.3).
  À primeira vista, este versículo parece rude e severo. Posso imaginar alguns dizendo: "Isto é o evangelho? Estas são as boas notícias? São as boas novas sobre as quais falam os pastores? É um discurso árduo, quem o pode suportar?" (cf. Jo 6.60).
  No entanto, de quem eram os lábios que proferiram estas palavras? Elas vieram dos lábios dAquele que nos ama com um amor que excede todo entendimento, o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus. Foram ditas por Aquele que nos amou tanto, que deixou o céu, desceu à terra, viveu de modo pobre e humilde durante 33 anos, por nossa causa; foi à cruz, morreu e foi sepultado por nossos pecados. As palavras que vieram de lábios como esses têm de ser, com certeza, palavras de amor.
  Afinal de contas, há maior prova de amor do que avisar um amigo quanto ao perigo vindouro? O pai que vê seu filho caminhando em direção à beira de um precipício e, quando o vê, grita fortemente: "Pare, pare!", não é um pai que ama o filho? A mãe carinhosa que vê sua criança a ponto de ingerir algo venenoso e clama intensamente: "Pare, pare! Largue isso!", não é uma mãe que ama o filho? É a indiferença que deixa as pessoas sozinhas e permite que continuem seguindo o seu caminho. O amor, amor compassivo, adverte e ergue o clamor de alerta. O grito de "Fogo! Fogo!", à meia-noite, pode, às vezes, arrancar uma pessoa de seu sono - de modo rude, desagradável, severo. Mas, quem reclamaria se tal grito fosse o meio de salvar a vida daquela pessoa? As palavras "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" podem, à primeira vista, parecer severas e rudes. Contudo, são palavras de amor e podem ser o meio de livrar do inferno almas preciosas.
  Consideremos agora a necessidade de arrependimento. Por que o arrependimento é necessário? O versículo citado no início deste artigo mostra claramente a necessidade de arrependimento. As palavras de nosso Senhor Jesus Cristo são claras, enfáticas e distintas: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis". Todos, todos, sem exceção, necessitam de arrependimento para com Deus. O arrependimento não é necessário somente para bêbados, ladrões, assassinos, adúlteros, fornicadores e encarcerados. Não. Todos os nascidos da descendência de Adão - todos, sem exceção - precisam de arrependimento para com Deus. A rainha no trono, o pobre que trabalha em seu ofício, o rico em sua sala de visitas, a empregada na cozinha, o professor de ciências na universidade, o jovem pobre e ignorante que trabalha no arado - todos precisam, por natureza, de arrependimento. Todos são nascidos em pecado; todos necessitam arrepender-se e converter-se, se desejam ser salvos. Todos precisam ter seu coração mudado quanto ao pecado. Todos têm de se arrepender e crer no evangelho. "Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."
  O que torna necessário o arrependimento? Por que Deus usa uma linguagem tremendamente forte a respeito desta necessidade? Por que o arrependimento é necessário?
a) Primeiramente, sem arrependimento não há perdão dos pecados. Ao dizer isso, tenho de guardar-me de mal-entendido. Peço-lhe enfaticamente que não me entenda erroneamente: lágrimas de arrependimento não removem pecados. Dizer que elas o fazem é teologia errada. Remover pecados é uma competência e uma obra exclusiva do sangue de Cristo. A contrição não produz qualquer expiação de pecado. Dizer que ela o faz é teologia pervertida. Nossa melhor contrição tem defeitos suficientes para nos lançar no inferno. "Somos reputados justos diante de Deus somente por causa de nosso Senhor Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas obras ou merecimentos",1 não por nosso arrependimento, santidade, caridade aos pobres ou qualquer coisa desse tipo. Tudo isso é verdade. Contudo, não é menos verdade que a pessoa justificada sempre se arrepende e que um pecador perdoado sempre será uma pessoa que lamenta e abomina seus pecados.
  Em Cristo, Deus está disposto a receber homens rebeldes e dar-lhes paz, se vierem a Ele, em nome de Cristo, não importando quão ímpios tenham sido. Contudo, Deus exige, com justiça, que o rebelde deponha suas armas. O Senhor Jesus Cristo está disposto a ter compaixão, perdoar, dar alívio, purificar, lavar, santificar e preparar para o céu. Todavia, Ele deseja ver o homem odiando os pecados para os quais deseja obter perdão. Se quiserem, alguns homens podem chamar isso de "legalidade". Se lhes agrada, que o chamem de "servidão". Eu fico ao lado das Escrituras. O testemunho da Palavra de Deus é claro, inconfundível. Pessoas justificadas sempre são pessoas penitentes. Sem arrependimento, não há perdão de pecados.
b) Em segundo, sem arrependimento não há felicidade nesta vida. Existem coisas como exultação, entusiasmo, sorrisos e contentamento, enquanto as pessoas desfrutam de boa saúde e têm dinheiro no bolso. Mas essas coisas não são a felicidade inabalável. Há uma consciência em todos os homens; e essa consciência tem de ser satisfeita. Portanto, enquanto a consciência sente que ainda não houve arrependimento do pecado e que este não foi perdoado, ela não terá quietude e não permitirá que a pessoa fique tranquila em seu íntimo...
c) Em terceiro, sem arrependimento não pode haver adequação para o céu, no mundo por vir. O céu é um lugar preparado, e aqueles que vão ao céu têm de ser um povo preparado. Nosso coração tem de estar em harmonia com as disposições do céu, pois, do contrário, o céu nos será um lugar infeliz. Nossa mente tem de estar em harmonia com a mente dos habitantes do céu, pois, do contrário, a comunhão das pessoas do céu nos seria intolerável... O que você faria no céu, se chegasse lá com um coração que ama o pecado? Com qual dos santos você conversaria? Ao lado de quem se assentaria? Com certeza, os anjos de Deus não entoariam música agradável ao coração daquele que não pode suportar os santos na terra e nunca louva o Cordeiro por seu amor redentor! Com certeza, a companhia dos patriarcas, dos apóstolos e dos profetas não seria satisfação para nenhum homem que agora não lê a sua Bíblia e não se interessa em saber o que os apóstolos e os profetas escreveram. Oh! não! Não! Não haveria felicidade no céu, se chegássemos ali com um coração impenitente...
  Rogo-lhe, pelas misericórdias de Deus, que guarde no coração as coisas que acabei de dizer e pondere-as bem. Você vive em um mundo de engano, imposição e decepção. Não permita que ninguém o engane quanto à necessidade de arrependimento. Oh! que a igreja professa veja, saiba e sinta (mais do que o faz) a necessidade, a absoluta necessidade do verdadeiro arrependimento para com Deus! Há muitas coisas que não são necessárias. Riquezas e saúde são desnecessárias. Roupas finas não são necessárias. Amigos nobres não são indispensáveis. O favor do mundo é desnecessário. Muitos chegaram ao céu sem essas coisas. Talentos e erudição são dispensáveis. Milhões chegaram ao céu sem essas coisas. Milhares e milhares estão indo ao céu sem elas. Contudo, ninguém chegará ao céu sem o "arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.21).
  Não permita que ninguém o convença de que um sistema de doutrina em que o arrependimento para com Deus não tem lugar de grande proeminência merece ser chamado de evangelho. Não há evangelho, se o arrependimento não é um dos principais elementos. Tal evangelho é do homem, e não de Deus. Procede da terra, mas não do céu. Não é evangelho de maneira alguma. É antinomianismo e nada mais. Enquanto você estiver apegado e preso aos seus pecados, você terá os seus pecados, embora fale o quanto quiser sobre o evangelho. Os seus pecados ainda não estão perdoados. Você pode chamar isso de legalismo, se quiser. Pode dizer, se quiser: "Espero que tudo saia bem no final. Deus é misericordioso, Deus é amor, e Cristo morreu. Espero que irei ao céu no final". Não, eu lhe digo. Tudo não sairá bem. Você está errado diante de Deus... Está menosprezando o sangue da expiação. Ainda não tem parte ou herança em Cristo. Enquanto você não se arrepender de seus pecados, o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é evangelho para sua alma. Cristo é um Salvador do pecado, e não um Salvador para o homem no pecado. Se um homem quer continuar em seus pecados, chegará o dia em que o misericordioso Salvador lhe dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41).
  Não permita que ninguém o engane, levando-o a supor que pode ser feliz neste mundo, sem arrepender-se. Oh! não!... Quanto mais você viver sem arrepender-se, tanto mais infeliz será o seu coração. Quando a velhice lhe sobrevier, e os cabelos grisalhos lhe encherem a cabeça; quando você for incapaz de ir aonde costumava ir e satisfazer-se no que outrora lhe dava prazer, a sua infelicidade e miséria irromperão como um homem armado... Escreva isto nas tábuas de seu coração: sem arrependimento, não há paz!
  Espero ver muitas maravilhas no último dia! Desejo ver à direita do Senhor Jesus Cristo alguns daqueles que antes eu temia vê-los à sua esquerda. Verei à sua esquerda alguns do que eu supunha serem bons cristãos e esperava vê-los à direita. Todavia, há algo que, com certeza, não verei: à sua direita não verei nenhum homem que não se arrependeu.

3.3. A necessidade de andar em Espírito
  Os Cristãos têm o Espírito de Cristo e a esperança da glória dentro deles (Colossenses 1:27). Aqueles que andam no Espírito demonstram sua santidade diariamente, em cada momento. Isso acontece quando o Cristão conscientemente escolhe por fé depender do Espírito Santo para guiar cada pensamento, palavra e ação (Romanos 6:11-14). A falha de depender da direção do Espírito Santo resulta em um Cristão que não está vivendo de acordo com a missão e posição que salvação providencia (João 3:3; Efésios 4:1; Filipenses 1:27). Podemos saber se estamos andando no Espírito se as nossas vidas demonstram o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Estar cheio (andar) do Espírito é o mesmo que permitir que a Palavra de Cristo (a Bíblia) habite em nós ricamente (Colossenses 3:16).
  O resultado é gratidão, cânticos de louvor e gozo (Efésios 5:18-20; Colossenses 3:16). Os Filhos de Deus serão guiados pelo Espírito de Deus (Romanos 8:14). Quando os Cristãos escolhem não andar no Espírito, assim pecando e o entristecendo, Deus já providenciou uma forma de restauração através da confissão do pecado (Efésios 4:30; 1 João 1:9). “Andar no Espírito” é seguir a liderança do Espírito. É essencialmente “andar com” o Espírito, permitindo-lhe que guie seus caminhos e conforme a sua mente. Em resumo, do mesmo modo que temos recebido a Cristo através da fé, por fé Ele nos pede que andemos com Ele, até que sejamos levados ao céu e escutemos “Muito bem!” (Colossenses 2:5; Mateus 25:23).

CONCLUSÃO
  O pecado é uma sentença condenatória a todo homem, somente a graça de Deus tem poder de libertar o homem desta sentença, isto é a mensagem do evangelho, a compreensão da dimensão do pecado no homem torna maior a compreensão da obra redentora de Cristo Jesus.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Ev. Samuel de Souza.