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Lição 09 - O Senhor é soberano entre as nações

O SENHOR É SOBERANO ENTRE AS NAÇÕES
(Lição 09 – 28 de maio de 2017)

TEXTO ÁUREO
“E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam.” (Jr 27.6)

VERDADE APLICADA
O plano de Deus é que todas as nações sejam abençoadas por intermédio de Jesus Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
COMPREENDER que Deus usa quem Ele quer;
 ENTENDER que Deus é o Senhor das nações;
 COLOCAR-SE à disposição para o ide do Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 27.2 – Assim me disse o Senhor: Faze umas prisões e jugos e pô-los-às sobre teu pescoço.
Jr 27.3 – E envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pela mão dos mensageiros que vêm a Jerusalém ter Zedequias, rei de Judá.
Jr 27.4 – E lhe darás uma mensagem para seus senhores, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis aos seus senhores:
Jr 27.5 – Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder e com o meu braço estendido, e a dou àquele que me agrada aos meus olhos.

O perigo de ser enganado por falsos profetas - Comentários Adicionais

O PERIGO DE SER ENGANADO POR FALSOS PROFETAS
(Lição 08 - 21 de Maio de 2017)
                                   
TEXTO ÁUREO
E disse Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta: Ouve agora, Hananias: Não te enviou o Senhor, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras” (Jr 28.15).

VERDADE APLICADA
Deus é quem dá a vida e é a fonte da verdade; o diabo destrói a vida e é o pai da mentira.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que a mentira é uma arma do Diabo;
REVELAR que a mentira pode destruir uma nação;
MOSTRAR que Deus não conta com homens mentirosos na Sua obra.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 28.14 – Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de Babilônia; e servi-lo-ão, e até os animais do campo lhe dei.
Jr 28.15 – E disse Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta: Ouve agora, Hananias: Não te enviou o Senhor, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras.
Jr 28.16 – Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; este ano, morrerás, porque falaste em rebeldia contra o Senhor.
Jr 28.17 – E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.

INTRODUÇÃO
O perigo de sermos enganados por falsos profetas ou por falsos mestres é real, pois, além de saberem falar a linguagem do povo cristão, costumam também apresentar uma suposta autoridade espiritual (Mt 7.15; 2 Pe 2.1-3). Algumas vezes é possível o cristão identificar o perigo à sua volta e reconhecer sua fonte (Mt 7.16-19), mas, muitas vezes, tais profetas e mestres se apresentam de forma sutil, falam em nome do Senhor (Mt 7.20-23; Mc 13.22-23), e, geralmente suas mensagens vêm de encontro aquilo que as pessoas gostam de ouvir, dificultando com isto o discernimento sem a ajuda do Espírito Santo (Jr 5.31; Cl 2.8). Hoje, mais do que nunca, necessitamos de conhecer a Palavra do Senhor e de buscar discernimento espiritual para distinguir o real do aparente e a verdade da mentira (1 Co 2.14-16; 12.8-10; Tg 1.5; Ef 5.8-10; Sl 119.99, 129-130, 99; Pv 1.1-6; 20.5; Jó 34.4). 

1. O PERIGO DO FALSO PROFETA
Desde os tempos antigos, Satanás vem usando os seus agentes a fim de levar o povo de Deus a tropeçar. No tempo do Antigo Testamento ele usava os falsos profetas (Jr 23.10-18; 27.9-10), já no tempo do Novo testamento, ele usa os falsos mestres (2 Pe 2.1-3, 10-19). Precisamos estar atentos, pois uma profecia proferida por um falso profeta, ou um ensino ministrado por um falso mestre pode trazer enormes prejuízos à igreja e danosas consequências à vida dos cristãos (At 20.28-30; 2 Pe 3.15-18). O cuidado para não sermos enganados é necessário, pois o alvo dos falsos profetas e falsos mestres sempre foi e sempre será de nos afastar da verdade do evangelho e combater os autênticos profetas e mestres da Casa de Deus (Cl 11.13; At 20.30-31). Este foi o objetivo de Hananias com suas falsas profecias e é também dos falsos mestres com suas vãs doutrinas (Jr 23.13-16; Mq 3.5-11).
           
1.1. Guardai-vos dos falsos profetas
Profeta, no contexto cristão, é todo aquele que fala por Deus e em nome de Deus. É aquele que se coloca como porta voz para levar e proclamar os autênticos oráculos de Deus, a fim de levá-los à obediência de Sua Palavra e conduzi-los à Sua presença (Ez 33.7). Já o falso profeta ou falso mestre, são pessoas contrárias a real vontade de Deus e aos autênticos ensinos bíblicos, e por isso, organizam movimentos, princípios, doutrinas, regras e normas que além de satisfazê-los, carregam muitos consigo, mantendo-os sobre seu domínio doutrinário. Nosso grande desafio, em relação aos falsos profetas e falsos mestres, é que eles não o fazem isto de forma aberta, mas usam de sutileza e do nome do Senhor para enganar aqueles menos avisados, e muitas vezes, até os mais entendidos. Denominam-se como “escolhidos” para trazer uma “revelação especial” da parte de Deus, sem, contudo, representar ou pertencer a Ele (Jr 28.1-4; Mt 7.15; Rm 16.17-18; 2 Pe 2.1). Jesus nos adverte dizendo que devemos estar precavidos, pois são lobos devoradores, disfarçados de ovelhas (Mt 7.15); O Apóstolo Paulo, por sua vez, pede aos irmãos que se desviem deles, pois são impostores, que estão infiltrados no meio do rebanho, com interesses pessoais e escusos, com palavras suaves e agradáveis, tentando enganar os corações inocentes, causar dissenções e/ou provocar escândalos doutrinários (Rm 16.17-18); O Apóstolo Pedro também chama a atenção dos cristãos dizendo que eles se infiltram no nosso meio com a intenção de produzir “disfarçadamente” heresias destruidoras (2 Pe 2.1). Como cristãos, não podemos jamais ignorar essas advertências, e muito menos ainda, perder de vista as diretrizes e o conhecimento da Palavra de Deus (Jo 5.39; Mc 12.24; Mt 22.29; Os 4.6; Sl 119.99,129-130).

1.2. O confronto de Hananias
Esse confronto entre Hananias e Jeremias, isto é, entre o falso e o verdadeiro profeta de Deus, ocorreu no início do reinado de Zedequias (Jr 27.1; 28.1). Nesse tempo Jeremias, por ordem do Senhor, fez alguns jugos ou cangas de madeira, e no tempo certo, o pôs sobre seu pescoço e saiu a proclamar e exortar Judá e alguns reinos sobre a submissão e obediência ao império da Babilônia (Jr 27.2-8; 28.2-4). Jeremias dizia que assim como o boi é dominado pela canga de seu dono, Judá e as nações deveriam sujeitar-se ao domínio dos caldeus, sendo inútil tentar livrar-se de Nabucodonosor (Jr 27.12-13); pregava ainda que a duração do cativeiro seria de setenta anos (Jr 25.11; 29.10) e que os deportados para Babilônia junto com o príncipe Joaquim (Jeconias), filho de Jeoaquim, não mais regressaria do cativeiro (Jr 22.24-30). Para confrontar Jeremias, Hananias, o falso profeta, diante do povo e dos sacerdotes, começa a proferir uma mensagem, como vinda de Deus e que todos gostariam de ouvir: O fim do cativeiro em dois anos, e não em setenta; a volta de todos os exilados, inclusive do príncipe Jeconias (Joaquim); e, a devolução de todos os utensílios tirados do templo (Jr 28.2-5). Estava ali, a palavra dele contra a de Jeremias. Quem estava certo? No aspecto popular, Jeremias ficou na desvantagem, pois tudo o que o povo queria ouvir naquele momento era uma mensagem de “vitória”. E, isto o falso profeta Hananias, que não tem compromisso com a verdade, ofereceu! Já o profeta Jeremias, que tinha compromisso com a verdade, não podia oferecer! Diante deste embate, restou a Jeremias advertir o povo e a não se empolgar nem se entusiasmar com as predições de Hananias, pois apesar de ser um discurso bonito e agradável, faltava ainda passar no teste do tempo, no qual as Escrituras ensinam: O profeta só será reconhecido como profeta, quando suas predições se cumprirem no tempo (Dt 18.22; Jr 28.9). Neste aspecto, Jeremias levou vantagem, pois todas as profecias preditas se cumpriram integralmente, enquanto que as de Hananias, todas caíram por terra, inclusive ele! (Jr 28.15-17; 52.31-34; 2 Rs 25.27-30; 2 Cr 36.22-23; Dn 9.2).

1.3. Dois profetas: dois exemplos
Hananias era do tipo que impressionava: Destemido, ousado, audacioso, dramático, que buscava projeção popular e que por isso, além de anunciar o que todos almejavam que acontecesse, também falava como profeta e tinha discurso de profeta (Jr 28.2-5). No intuito de se tornar mais dramático e convincente, Hananias quebrou o jugo ou a canga de madeira que estava no pescoço de Jeremias e reafirma seu discurso, diante do povo, dizendo: “Assim diz o Senhor: É deste modo que quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e o tirarei do pescoço de todas as nações no prazo de dois anos” (Jr 28.11 NVI). Jeremias, por sua vez, era homem humilde em suas vestimentas, simples no seu falar, bondoso e piedoso em seu proceder e não carregava consigo ganância e nem pretensões de popularidade. A Bíblia diz que depois disto, Jeremias simplesmente limitou-se a “tomar o seu caminho”, como alguém que não tinha na boca uma palavra para replicar (Jr 28.11b). E agora? Como reconhecer quem era o legítimo mensageiro de Deus? Para nós, hoje, que estamos cientes de que a verdade estava do lado de Jeremias, é fácil compreender. Agora, se coloque no meio aquele povo, naquela época, assistindo aquele embate, com os discursos e características pessoais de cada um. No intuito de esclarecer essa tamanha contradição entre o verdadeiro e o falso, e entre a verdade e a mentira, Deus reanima Jeremias e coloca novas palavras em sua boca e manda-o voltar e falar contra Hananias. A questão ficou mais séria, pois Jeremias agora acusa-o de mentiroso e de falso Profeta, mesmo antes de confirmar ou não o cumprimento de sua profecia. Disse Jeremias a Hananias: ”... não te enviou o Senhor, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras” (Jr 28.15). A Bíblia nos dar respalde e legitimidade para julgar as profecias e discernir os espíritos, mesmo antes de seu cumprimento (Mt 7.15-17; 1 Co 12.20; 14.29; 1 Jo 4.1).
 
2.    A Palavra de Deus permanece
Já dizia o profeta Isaías: A relva murcha e as flores caem, mas a Palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Is 40.8 NVI). O início do confronto entre Hananias e Jeremias aconteceu no quinto mês (Jr 28.1). Hananias morreu no mesmo ano, no mês sétimo (Jr 28.17). Isso mostra que a profecia de Jeremias se cumpriu em menos de dois meses. A veracidade das profecias bíblicas pode ser confirmada através de sua precisão e cumprimento. Ao longo da história Deus tem velado pela Sua Palavra e tem feito cumprir todas as profecias, anunciados pelos seus verdadeiros arautos: “... velo para que a minha Palavra se cumpra” (Jr 1.12). Tudo em nossa vida e em nossa volta pode mudar, transformar ou até mesmo acabar, mas a vontade de Deus permanece intacta acima de todas as coisas. Por isso, não desanime, apenas confie. Deus é fiel em cumprir a sua palavra!(Nm 23.19; Sl 33.4; Mt 24.35; 2 Tm 2.11-13). 

2.1.Um povo vulnerável em sua fé
Os sinais de vulnerabilidade do povo de Judá são perceptíveis em todo o livro de Jeremias, mas principalmente, nesse confronto entre o profeta Jeremias e Hananias. O falso profeta foi desmascarado e morto. O cumprimento das predições de Jeremias, em menos de dois meses, constituía-se numa prova incontestável de sua vocação e inspiração divina. Por que o povo não se arrependeu de seus pecados, e preferiu continuar a confiar nas mentiras dos falsos profetas e serem destruídos? Essa vulnerabilidade ou insensatez do povo de Judá, infelizmente, é apenas mais um de tantos outros casos que já ocorreram no meio do povo de Deus e que acontece com os cristãos, hoje! Infelizmente, somos propícios a acatar aquilo que nos é mais conveniente do que aquilo que retrata a verdadeira vontade de Deus (Jr 5.31). Um grande exemplo é o povo de Israel que foi liberto do Egito, vivenciaram os maiores milagres que a Bíblia registra, mas por causa de sua vulnerabilidade ou insensatez, não puderam entrar na terra prometida, antes, foram condenados e mortos por causa de seus pecados. Esses fatos ocorridos com o povo de Judá e de Israel, também são recorrentes na igreja dos dias atuais: Com tantas bênçãos e privilégios que Deus nos outorga através de Cristo, muitos são os cristãos que proferem viver “intensamente” este mundo sem Deus, e outros, por pura conveniência, procuram trazer o mundo para dentro da igreja. Não medem “esforços” para promover práticas e festejos mundanos, e ainda dizem: que mal tem isto? Preferem trocar a glória da eternidade pelos prazeres banais e vis deste mundo. Fomos regenerados e transformados pela Palavra para viver neste mundo o novo estilo de vida segundo o padrão de Deus e não do mundo. Precisamos viver separado do pecado e do mundo e estar sempre atento para não nos tornarmos vulneráveis nas mãos do inimigo (Tg 4.4; Rm 12.1-2; Jo 15.19; 17.14; 1 Jo 5.19; 1 Pe 5.8).

2.2. Devemos tomar cuidado com os profetas mentirosos
Sempre houve e haverá quem se aproveita da boa fé e simplicidade dos outros para conseguir seus maliciosos intentos e objetivos. Estaríamos nós livres desses agentes dissimuladores de mentiras? Não é à toa que o próprio Jesus e os seus apóstolos sempre advertiu os crentes a que estejam atentos a esses falsos profetas e mestres, que se introduziriam dentro das igrejas, com aparência de piedade (2 Tm 3.5; Mt 7.15; 24.11; 2 Pe 2.1; 2 Co 11.13-15; Gl 2.4). É essa aparência de piedade que torna os falsos profetas e mestres muito mais perigosos. A Igreja e os cristãos individualmente devem estar preparados para detectar e desmascarar essas sutilezas, sabendo que tais agentes se apresentam com palavras fingidas, pensamentos aparentemente corretos, mas distorcidos e corrompidos; capazes de converterem as verdades de Deus em mentiras, que variam conforme suas próprias intenções carnais (Rm 16.17-18; At 20.28-31; Cl 2.8; 2 Pe 2.2-3; 1 Tm 4.1; 6.3-5; Jd 4). Seus argumentos são recursos retóricos bem elaborados e persuasivos, para convencer o povo a crer em suas mentiras (1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9). A recomendação bíblica é que o nosso cuidado deve ser contínuo para que não nos tornemos presas desses doutores do engano, e andemos de acordo com o evangelho, a fim de ficarmos arraigados, edificados e firmados na Palavra de Deus (Mt 7.23-27; Jo 16.13; Hb 13.9; Sl 119.105; Gl 1.8). 

2.3. Cristo, o maior profeta
Em relação á Igreja, Jesus é tido como o profeta maior, pois Ele é o começo e o fim, e também o centro de todas as “profecias” das Sagradas Escrituras. Ele cumpriu com Êxito o seu Ministério Profético (Lc 24.19; Jo 4.34; 5.30; 6.38; 14.24). O livro de Hebreus começa com a seguinte revelação: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hb 1.1-2). Deus, o Todo Poderoso, sempre procurou comunicar-se de modo pessoal com os homens. No Antigo Testamento, utilizou os profetas e alguns homens escolhidos e qualificados por Ele, para falar conosco e para que tomássemos conhecimento acerca de Sua Pessoa, de Sua vontade e do Seu plano de Salvação. Agora, porém, no Novo testamento, essa revelação acontece plenamente através de Cristo e do Espírito Santo. Essa revelação que agora Deus faz de si, através de Seu Filho Jesus, é muito maior e mais sublime do que aquela realizada pelos profetas e patriarcas antigos. Aqueles acontecimentos e profecias falavam por intermédios de sombras e prefigurações, sendo Jesus o cumprimento de todas elas (Lc 24.44; Hb 9.11-28; 10.1). Por isto, hoje, não temos mais o oficio ou ministério de profeta, mas apenas o dom de profecia. Todavia, através desse dom, o Senhor continua a utilizar os seus servos para revelar a Sua vontade ao Seu povo (Ef 4.11-14; 1 Co 12.28; 14.3; 2.10-13; Rm 12.6).  

3.    NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE
Como cristãos não podemos ser dominado pelo hábito de mentir e nem deixar que as mentiras confundam nosso conhecimento da verdade. A verdade por mais dura que seja deve sempre prevalecer em nosso viver. O povo de Deus deve ser conhecido como um povo que vive na verdade e pela verdade (Lv 19.11; Ef 4.25; Cl 3.9-10). Mas, o que é verdade, e o que é mentira? Popularmente, verdade é tudo aquilo que está de acordo com os fatos ou realidades. Biblicamente, ela é imutável, infalível e incorruptível e não tem haver com opiniões (Sl 119.89; Is 40.8; Jo 10.35); Jesus e as Escrituras Sagradas são tidos como premissas absolutas da verdade (Sl 33.4; 119.160; Jo 1.1; 14.6; 17.17; Cl 1.16-17; Ap 19.11-13); Já a mentira é o oposto a tudo que se diz sobre a verdade, e são popularmente conhecidas como afirmações ou negações transmitidas por alguém que tem plena consciência de que é contrário ao real e verdadeiro, no intuito de que seus ouvintes sejam enganados. Biblicamente, a mentira é algo que não pode ser praticada por Deus já que Ele é a verdade (Tt 1.2; Nm 23.19; Dt 32.4); Deus não tolera aqueles que praticam a mentira (Pv 6.16-19; 12.22); Jesus veio para destruir as obras e as mentiras do Diabo (Jo 8.32); aqueles que praticam a mentira não tem parte no Reino dos Céus (Sl 101.7), pelo contrário, serão lançados no lago de fogo (Ap 21.8; 22.15); o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44).

3.1. O pai da mentira
O diabo é o criador e fundador da mentira (Gn 2.16-17; 3.1-5). Esta é a única criação das quais as Escrituras atribui ao diabo, por isso, o chama de o pai da mentira (Jo 8.44). A Bíblia gosta de ilustrar alguns contrastes entre Deus e o Diabo no intuito de nos fazer compreender suas naturezas, objetivos e ações. Em João 14.6, ela declara que Jesus é a “verdade e a vida”, já em João 8.44, declara que o Diabo é mentiroso e homicida. Apesar de o diabo ter grande conhecimento da verdade, ele não tem nenhuma afeição por ela (Mt 4.1-11; Dt 8.3; Sl 91.11). Pelo contrário, ele é inimigo da vida porque Deus é o Deus da vida; ele é inimigo da verdade porque Deus é o Deus da verdade. As Escrituras declara que a verdade é parte do caráter de Deus e, por isso, não tem como Ele mentir (Tt 1.2), por outro lado, declara também que a mentira é parte do caráter do diabo e, por isso, a verdade não pode estar nele (Jo 8.44). Outro texto diz que o ladrão (se referindo ao diabo) veio matar, roubar e destruir. Mas, Jesus veio trazer vida e vida com abundância (Jo 10.10). Estes e outros textos deixam claro que o Diabo é exatamente o oposto de Deus e de Jesus Cristo em suas intenções, ações e caráter. Diante disto concluímos que a mentira só trás males e frustrações, nunca uma proteção ou conforto duradouro (Pv 21.6; Sl 101.7; Ml 3.5). 

3.2.A primeira mentira do mundo
Em regra, a mentira existe em função da verdade e/ou de fatos reais. Ela surge na tentativa de distorcer uma realidade ou fazer calar a verdade. Foi exatamente isto que o diabo fez ao pregar a primeira mentira no mundo. Ele chegou-se a Eva, através de uma serpente, e lhe convenceu a comer do fruto proibido, pois disse que Ela teria o conhecimento do bem e do mal. Ate ai, nada de mentira. Mas, em seguida disse que ela e Adão não morreriam ao comer do fruto, fazendo assim de Deus, o mentiroso, pois o Senhor havia afirmado justamente o oposto! Vejamos o que diz o texto: E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; PORQUE NO DIA EM QUE DELA COMERES, CERTAMENTE MORRERÁS” (Gn 2.16-17). ”Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. ENTÃO A SERPENTE DISSE À MULHER: CERTAMENTE NÃO MORREREIS. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. (Gn 3.1-5 – Destaque nosso). Aqui, o Diabo além de ser o mentiroso, ainda disse que Deus é quem era mentiroso. Mas, porque Adão e Eva ao invés de reconhecerem a superioridade de Deus, que os criou, preferiram crer na mentira do Diabo? Lamentavelmente, ao aceitarem a mentira como verdade, não o fizeram porque eram tão “inocentes”, como muitos pensam, mas, porque essa mentira lhes agradaram e lhes eram mais conveniente, pois simpatizaram com a ideia de se “tornarem como Deus”. Foi assim que o Diabo se tornou o criador e pai da mentira; foi assim que o povo de Judá, agiram depois que o profeta Jeremias desmascarou os falsos profetas; e é assim que nós, seres humanos, agimos na maioria das vezes! (Gn 6.5; Jr 5.31; Rm 7.19; Jo 3.19-20); 

3.3. O cinto da verdade
O cinto da verdade é um acessório que Deus nos concede no intuito de nos preparar para enfrentar as batalhas contra o inimigo e suas mentiras. Ao ajustar o Cinto da Verdade, o cristão está dando o primeiro passo na sua preparação para a luta constante contra o maligno (Mt 4.1-11). Observe também que o cinto é um acessório que deve ser usado exteriormente, portanto, estar cingido com o cinto da verdade, significa também que quando uma pessoa se entrega ao Senhor Jesus, a primeira coisa que deve ficar em evidência, em sua vida, é a verdade, pois na conversão trocamos o cinto da mentira pelo cinto da verdade (Fp 4.8). Nos seus ensinamentos Jesus disse: “seja a vossa palavra sim, sim; não, não...” (Mt 5.37). Devemos assumir a postura de ser cristão, sustentando sempre a verdade, sem receio de enfrentar afrontas, ameaças, calúnias ou mentiras, ainda que venham dos príncipes das trevas ou potestades dos ares (Ef 6.13-14). A única coisa que pode destruir as mentiras do diabo são as verdades de Deus! (Jo 8.32; 3.19-21; Ef 6.12-13).
                              
CONCLUSÃO
Falsos profetas estão no nosso meio, sendo usados pelo diabo para fazer com que os crentes não cresçam na fé e até sejam destruídos, pois afinal a responsabilidade é pessoal, e se você quer realmente agradar a Deus deve buscá-lo na Palavra e não dar ouvidos a pessoas que podem enganar, simplesmente, por ter uma boa oratória ou uma palavra eloquente. Examine tudo na Palavra! Faça como os homens da cidade de Bereia que foram conferir nas Escrituras tudo o que Paulo falou (At 17.11-12).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Jeremias – Deus convoca seu povo ao arrependimento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 103. Lição 08 – O perigo de ser enganado por falsos profetas.

BÍBLIA DE ESTUDO MATTHEW HENRY. Português. Tradução Elen Canto, Eliane Mariano e outros. Editora Central Gospel Ltda. 1ª Edição. Rio de Janeiro – RJ. 2014.

BÍBLIA DE ESTUDO NVI - Português. Tradução de Nota: Chown, Gordon. Editora Vida.

BÍBLIA EXPLICADA/McNair, S. E. - Português. Editora Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 4ª Edição. Rio de Janeiro/RJ. 1983.

LIÇÕES BÍBLICAS – Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Editora CPAD. 2º Trimestre de 2010. Jeremias – Esperança em tempos de crise.

LIÇÕES BÍBLICAS – Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Editora CPAD. 3º Trimestre de 2010. O Ministério Profético na Bíblia – A voz de Deus na terra.

VERDADE X MENTIRA QUEM TEM MAIS PODER? http:i9-comentariosbiblicos.blogspot.com.br/2013/06/verdade-x-mentira-quem-tem-mais-poder-o.html> Acesso em 28 de abril de 2017.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; Bacharel em Direito pela faculdade PROJEÇÃO; Bacharel em Missiologia pela antiga Escola Superior de Missões de Brasília; bacharel em   Teologia Pastoral, pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília); Pastor credenciado na CONAMAD e membro da ADTAG, Subsede de Samambaia Sul/DF.

A coragem de um profeta levantado por Deus - Comentários Adicionais

a coragem de um profeta levantado por deus
(Lição 07 - 14 de maio de 2017)

TEXTO ÁUREO
Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até ao dia de hoje” (Jr 36.2).

VERDADE APLICADA
Poucas pessoas nas Escrituras exibiram fé, coragem e resiliência como Jeremias.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
CITAR que precisamos ser valentes em nossa missão;
RECONHECER que precisamos ter atitude;
CONHECER a liderança de Cristo em nossas vidas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 36.1 – Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do Senhor a Jeremias, dizendo:
 Jr 36.2 – Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até ao dia de hoje.
Jr 36.3 – Ouvirão, talvez, os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes, para que cada qual se converta do seu mau caminho, e eu perdoe a sua maldade e o seu pecado.

INTRODUÇÃO
Devido aos seus lamentos Jeremias se tornou conhecido na história bíblica como o profeta chorão. Mas, dado ao conteúdo, à forma e às circunstâncias pela qual o profeta anunciava suas mensagens, ele também poderia ter sido qualificado e tornado conhecido como o profeta da coragem. Desde a sua chamada ministerial até sua morte, nenhum profeta mostrou tanta coragem e perseverança diante da opressão e do sofrimento, como Jeremias.

1. CORAGEM PARA DECIDIR QUAL LADO FICAR
Coragem era tudo que Jeremias precisava para decidir o seu destino e que tipo de serviço prestaria no reino de Deus, fosse na área sacerdotal, fosse como profeta. Como sacerdote (pois ele era de linhagem sacerdotal), certamente ele teria uma vida mais tranquila, pois a classe sacerdotal, nesta época, era tida como nobreza e desfrutava de altos privilégios; Já como profeta ele precisaria de coragem, de muita coragem, pois sua vida iria ser dura. Deus tinha um chamado e um propósito para a vida de Jeremias, mas ele sabia que esta chamada e propósito viriam com lágrimas e dor (Jr 11.18-21; 20.1-2; 29.1; 23.9; 26.8; 28.1; 29.8; 36.23-26; etc). Ele seria rejeitado, odiado e perseguido e precisaria abrir mão de tudo, inclusive da convivência de seus familiares (Jr 12.6). Se ele não tivesse tido coragem, certamente não teria aceitado ou quem sabe teria desistido no meio do caminho, mas com coragem e convicção ele foi até o fim e cumpriu o propósito definido por Deus (Jr 1.4). Essa coragem e ousadia de Jeremias me faz pensar o quanto somos “covardes e tímidos” no desenvolvimento de nossa chamada e ministério. Quantos não se acovardam, quando precisam renunciar alguma coisa, no cumprimento da vontade de Deus? Quantos não se acovardam, e desistem da fé, diante dos primeiros obstáculos e dificuldades? Quantos não se acovardam e abandonam sua chamada e ministério, quando ao invés de reconhecimento ou status social, vem à crítica ou rejeição? Deus espera que cada um de nós sejamos corajosos e destemidos!

1.1. A loucura do rei Jeoaquim
Jeoaquim era filho do rei Josias, e se tornou conhecido na história Bíblica, como sendo um rei injusto, presunçoso e mau, que abusava do seu próprio povo (Jr 22.13-14), além de perseguir e matar os servos de Deus (Jr 26.20-24). A sua loucura, no entanto, aconteceu quando ele literalmente queimou e destruiu a Palavra de Deus (Jr 36.23). Naquele tempo, Deus instruiu Jeremias a escrever uma profecia contra Jerusalém, dizendo que se eles não se arrependessem, seriam destruídos (Jr 36.1-4). Impedido de entrar em Jerusalém, Jeremias, solicita que Baruque fosse ao templo e lesse os escritos em alta voz (Jr 36.5-7). Quando alguns membros da corte ouviram as palavras proféticas, logo comunicou ao rei Jeoaquim, que ouvindo o relato mandou o oficial trazer-lhe o rolo para que fosse lido em sua presença (Jr 36.11-21). Depois que foram lidos alguns trechos do rolo, o rei cortou a parte que já tinha sido lido e lançou no fogo. Assim ele fez, até que todo o rolo se consumiu no fogo (Jr 36.23). Essa atitude do rei Jeoaquim revelava, não somente sua hostilidade contra as advertências proféticas de Jeremias, como também seu desprezo pela Palavra Escrita de Deus. Devemos cuidar para que nosso amor e respeito à Palavra e revelação de Deus se mantenha sempre viva em nossos corações! Provavelmente, este rei insano, pensou que não tinha de prestar contas a ninguém, certamente esqueceu que é Deus quem tem sempre a última palavra. Nenhum homem, seja ele quem for, pode em sua arrogância ou bel prazer, alterar ou destruir a Palavra de Deus e escapar impune, a não ser que se arrependa (Ap 22.18-19; Mt 5.18-19; Lc 16.17).

1.2. Jeremias se esconde do rei
Antes que o rolo com a palavra profética de Jeremias fosse levada até o rei Jeoaquim, alguns príncipes em Judá também ouviram e parecem que temeram, por isso, mandaram que Baruque se juntasse ao profeta Jeremias e se escondessem (Jr 36.15-19). Isto indica que Jeremias, na ocasião, não estava preso, mas apenas impedido de entrar no templo. Depois de queimar o rolo com as palavras proféticas, o rei deu ordem para que seus homens fossem até a Baruque e ao profeta Jeremias a fim de prendê-los. Mas as últimas cinco palavras do versículo 26 do capitulo 36 de Jeremias fazem toda a diferença: Mas o Senhor tinha-os escondido”. Quem pode achar aquele a quem Deus esconde? Mesmo sendo procurados, Baruque e Jeremias agora estavam em segurança. Queridos! Em tempos de dificuldades devemos crer que Deus é o nosso refúgio e fortaleza (Sl 46.1-3; 119.114). Não importa o tamanho das ameaças e dos riscos que o dia a dia nos impõe, se estivermos no esconderijo do Altíssimo, teremos paz e descanso (Sl 91.1).

1.3. Resiliência
Resiliência é um termo bastante utilizado na física, na psicologia, na ecologia, na sociologia e etc, e, significa a capacidade que um corpo ou objeto tem de voltar ao seu estado original após alguma situação crítica ou mudança fora do comum. Na física, por exemplo, o elástico ou a liga de borracha, depois de sofrer bruscamente uma ação de esticamento volta rapidamente ao seu estado original. Na psicologia, a resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não lidar com a pressão, se sabe superar desafios ou ter flexibilidade e postura otimista diante de situações contrárias. Em suma resiliência é a capacidade de adaptar-se ou superar adversidades. Interessante, que os obstáculos e as pressões foram suficientes para tirar Jeremias do foco de sua missão, pelo contrário, os seus momentos de crises só vieram contribuir com o seu fortalecimento. Precisamos aprender a não só transformar nossas crises em oportunidades, como também, a sairmos delas mais fortalecidos. Jeremias, depois de certo tempo, e por ordem do Senhor, prepara um segundo rolo, com a mesma escritura anterior mais alguns aditamentos, inclusive, uma punição ao rei Jeoaquim, no qual dizia: “Você queimou aquele rolo... porquanto assim diz o Senhor acerca de Jeoaquim, rei de Judá: Ele não terá nenhum descendente para sentar-se no trono de Davi; seu corpo será lançado fora e exposto ao calor de dia e à geada de noite. Eu castigarei a ele, aos seus filhos e aos seus conselheiros por causa dos seus pecados. Trarei sobre eles e sobre os habitantes de Jerusalém e sobre os homens de Judá toda a desgraça que pronunciei contra eles, porquanto não me deram atenção” (Jr 36.29-31 NVI).

2. A IMPORTÂNCIA DA COOPERAÇÃO
Toda missão demanda um esforço a ser despendido e um preço a ser pago. Dependendo do tamanho da missão ou da tarefa, pode haver uma sobrecarga muito grande, necessitando-se de cooperadores. Jeremias não trabalhou sozinho, ele contou com a cooperação de Baruque, um copista hábil na arte de escrever, cheio de vigor e disposto a ser usado com seu talento para apoiar Jeremias na sua missão. Baruque, provavelmente, estava ciente dos perigos envolvidos na execução dessa tarefa, mas ainda assim se dispôs a cooperar.

2.1. O sucesso de Jeremias estava na sua atitude
Nossa vida leva a dois caminhos um de vida e outro de morte (Jr 21.8). São nossas atitudes e nossas decisões que direcionam o rumo da nossa vida (Dt 30.1; 1 Sm 12.24-25). O Senhor havia dito à Jeremias e pediu que ele repassasse também ao povo: “Diga a este povo: Assim diz o Senhor: Ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte” (Jr 21.8 NVI). As atitudes dos governantes, dos líderes, dos sacerdotes e de todo o povo de Judá, direcionava-os ao caminho de morte, pois eles haviam quebrado a aliança com Deus, praticando idolatrias e correndo atrás de coisas efêmeras, além de rejeitarem a Sua Palavra (Jr 1.15-16; 2.4-13; 7.1-10; 13-17; 22.13-16; 23.1-4; 9-12; 26.7-8; 28.15-17). Jeremias e Baruque, entretanto, tiveram a atitude de andar com Deus e trataram de fortalecer ainda mais sua aliança com Ele. Precisamos de sabedoria para escolher o melhor, e a nossa mais sábia decisão e atitude é optar e seguir pelo caminho da vida (Jo 10.10). Todavia, escolher o caminho do Senhor não significa, necessariamente, dizer que as coisas serão fáceis, ao contrário, exigirá de nós constante vigilância, a fim de que possamos transpor tudo aquilo que surgir no nosso caminho.

2.2. Deus sempre coloca pessoas para nos ajudar
Acredito que quando estamos debaixo da vontade de Deus, seja qual for à situação ou necessidade, Deus sempre arranja um meio de colocar pessoas em nosso caminho para nos ajudar: seja para nos auxiliar, seja para nos encorajar, seja para nos fortalecer, seja para nos fazer enxergar e compreender que nunca estamos sós. Deus colocou Baruque no caminho de Jeremias para ajudar-lhe a copiar as palavras proféticas em um rolo e depois ler ao povo de Judá (Jr 36.4-6). Não sabemos, ao certo, se ele apoiava e cooperava com o profeta apenas em situações esporádicas, ou se já o acompanhava continuamente em sua missão. Cronologicamente, na narrativa bíblica, ele aparece pela primeira vez, quando Jeremias já servia há 23 anos como profeta, mas especificamente no quarto ano do rei Jeoaquim (Jr 25.1-3; 36.1-4). Baruque atende inicialmente ao pedido de Jeremias para ajudá-lo a escrever todas as profecias já proferidas desde o início de seu ministério até aquele momento (Jr 36.2-4), e depois, acaba se unindo a ele na missão, para auxiliá-lo e secretariá-lo, acompanhando-o, provavelmente, em todo o restante de sua missão (Jr 32.11-16; 43.2-3; 45.1-5). A cooperação de Baruque foi, não só importante, como também providencial, pois foi a partir daqui, que o ministério de Jeremias, passou a sofrer as mais duras rejeições e perseguições, e a companhia de alguém para dividir a carga e o sofrimento, lhes dar força e disposição para enfrentar os próximos obstáculos com confiança e coragem. Aproveitando a oportunidade, solicito aos pastores, teólogos e professores de escolas dominicais de todo Brasil, ajuda e cooperação no sentido de elaborarem comentários adicionais e nos enviar para que possamos postar e compartilhar com todos os demais. Os interessados em cooperar e ajudar com este trabalho, favor nos envie um e-mail para ebd316samambaiasul@gmail.com comunicando sua intenção e que lição deseja comentar.

2.3. Baruque: um amigo na alegria e na dor
Temos poucas informações acerca de Baruque. Tudo o que sabemos é que ele foi secretário e amigo fiel do profeta Jeremias (Jr 32.12; 36.4), além de se tornar copista, isto é, o responsável por escrever as profecias daquele profeta (Jr 36.1-4, 18, 32), e em algumas vezes, o seu porta voz (Jr 36.5-10). Era filho de Nerias, filho de Maaseias (Jr 32.12; 51.59), portanto, descendentes de família nobre. Seu avó fora governador em Jerusalém, no tempo do rei Josias (2 Cr 34.8), e, Seraías, seu irmão, fazia parte da corte e comandou o acampamento real na “visita” do rei Zedequias à Babilônia (Jr 36.32; 51.59). Não sabemos ao certo o que motivou esse jovem erudito e nobre a se juntar a Jeremias, já que poderia ter galgado alguma posição na corte real. A única certeza que temos é que, naquele momento, Baruque preferiu colocar os seus serviços corajosamente à disposição de Deus e de seu fiel amigo Jeremias (Jr 36). Alguns estudiosos acham que Baruque, posteriormente, tenha se arrependido de sua decisão e entrado em crise (Jr 45.3), e outros, que ele tenha sentido as mesmas dores de Jeremias ao saber que a nação caminhava para destruição e havia pouca possibilidade de reversão, e depois, por ver a destruição de Jerusalém e do templo, por isso, foi orar e desabafar com Deus (Jr 45.1-5).

3. CUMPRINDO A MISSÃO EM TEMPOS DIFÍCEIS
Não importa quando Deus chamou, onde chamou ou para quê chamou. No cumprimento de uma missão divina sempre encontraremos “tempos difíceis”. Nunca espere que sua missão seja fácil! A missão profética de Jeremias não foi algo fácil, primeiro, porque Jeremias sabia que o seu chamado não era apenas uma proposta de atividade em alguma área de sua vida, mas um projeto para a sua vida como um todo; segundo, porque ele recebeu instrução de Deus para denunciar a idolatria do povo, a corrupção dos sacerdotes e líderes de Judá, e ainda, anunciar que Deus destruiria a cidade de Jerusalém através do império babilônico. No Reino de Deus, denunciar o pecado e anunciar a destruição do povo é sem dúvida um dos ministérios mais difíceis e árduos que alguém possa receber. Mas, se estamos conscientes e convictos da missão para a qual fomos chamados, assim, como Jeremias, nossa vida será moldada tanto para obedecer como para cumprir a missão. Estamos dedicando nossa vida no cumprimento da missão que Deus nos deu?

3.1. Convicção da chamada de Deus
Cumprir uma missão é o mesmo que moldar a vida para obedecer ao chamado de Deus. Jeremias foi um profeta que teve sua vida modelada para cumprir sua missão e agradar ao Senhor. Ele precisou moldar sua vida para servir a Deus até o fim, ainda que isto viesse a custar a sua própria vida. É por isso, que no cumprimento de uma missão, primeiro, precisamos ter certeza de que fomos chamados, e depois, convicção de que estamos em plena obediência a Deus, pois dificuldade, obstáculos e oposições certamente virão (Jr 1.17-19).

3.2. Crer na Palavra de Deus
É difícil imaginar alguém realizando, qualquer tipo de missão no Reino de Deus, sem estar plenamente convencido daquilo que faz ou prega. Nossa missão, seja ela qual for, está intimamente relacionada ao crer na Palavra de Deus. Tanto Jeremias como outros homens de Deus, quer no Velho Testamento, quer no Novo Testamento, são exemplos para quem quer fazer a vontade de Deus, no cumprimento de sua missão de evangelizar. Assim expressou Davi: “Cri, por isso, falei...” (Sl 116.10a).  O Apóstolo Paulo e seus cooperadores impulsionados, pelo mesmo espírito de Davi, disse: “...Nós cremos também; por isso, também falamos” (2 Co 4.13b). A confiança pessoal de cada um deles, em Deus e na Sua Palavra, também deve nos impulsionar a fazer o mesmo.

3.3. Perseverança
Não é fácil manter-se firme no empenho de uma missão, ainda mais quando se prevê que os resultados desejados poderão nem acontecer. Jeremias foi um dos poucos profetas que teve a experiência de quanto custa perseverar com esforços que exigem sacrifícios continuados e, de antemão, saber que ao final os resultados dificilmente seriam alcançados, mas, mesmo assim, perseverou até o fim em sua missão. No Reino de Deus, a verdade é que os frutos de nossa missão só se conseguem com muita luta e paciência, e aquele que quiser conseguir realizá-la com excelência, terá que vencer a sensação de que não adianta continuar e perseverar independente dos resultados, eliminar aquele sentimento de que o preço a pagar é muito alto, e finalmente, triunfar sobre o cansaço. Compreender que nossa missão envolve “almas” e que os resultados poderão vir ou não, é essencial para o cumprimento de nossa missão. Façamos como Jeremias que aprendeu a ser perseverante e a vencer os desânimos exaustos!

CONCLUSÃO
Mesmo sob as mais duras condições e provas, Jeremias cumpriu corajosamente e fielmente o seu ministério. Mesmo não alcançado os resultados desejados, não deixou de falar Palavra de Deus, de combater as iniquidades do povo, e, de chamar a nação ao arrependimento. Mesmo sendo rejeitado e perseguido, em nenhum momento recuou, mas mostrou ser um autêntico, fiel e corajoso homem de Deus. Nossa oração é que o Senhor Jesus também possa levantar, em nosso meio, homem como Jeremias, que não se amedronta diante dos obstáculos e dos adversários. Homens e mulheres que não estejam preocupados com os índices de popularidade, mas sim, em fazer a vontade do Senhor. Que esta lição e o exemplo de Jeremias inspirem a cada um de nós a ter compromisso mais firme com o Senhor e com Sua Palavra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Jeremias – Deus convoca seu povo ao arrependimento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 103. Lição 07 – A coragem de um profeta levantado por Deus.

LIÇÕES BÍBLICAS – Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Editora CPAD. 2º Trimestre de 2010. Jeremias – Esperança em tempos de crise.

BÍBLIA DE ESTUDO MATTHEW HENRY. Português. Tradução Elen Canto, Eliane Mariano e outros. Editora Central Gospel Ltda. 1ª Edição. Rio de Janeiro – RJ. 2014.

BÍBLIA DE ESTUDO NVI - Português. Tradução de Nota: Chown, Gordon. Editora Vida.

BÍBLIA EXPLICADA/McNair, S. E. - Português. Editora Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 4ª Edição. Rio de Janeiro/RJ. 1983.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; Bacharel em Direito pela faculdade PROJEÇÃO; Bacharel em Missiologia pela antiga Escola Superior de Missões de Brasília; bacharel em Teologia Pastoral, pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília); Pastor credenciado na CONAMAD e membro da ADTAG, Subsede de Samambaia Sul/DF. 

Lições 07 e 08 Já estão disponíveis

Os comentários da Lição nº 07 "A coragem de um profeta levantado por Deus" e da Lição 08 "O perigo de ser enganado por falsos profetas", já estão disponíveis na página: Comentários Adicionais! É só dá um clic em cima da lição e ela ficará disponivel!

Atenciosamente, 

Pr. Osmar Emídio de Sousa

O Senhor, Justiça Nossa - Comentários Adicionais

O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA
(Lição 06 – 7 de maio de 2017)

TEXTO ÁUREO
“Nos seus dias, Judá será alvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com que o nomearão: O Senhor, Justiça nossa.” (Jr 23.6).

VERDADE APLICADA
Em Jesus somos perdoados e recebemos justificação por intermédio de Seu sangue.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
RECONHECER que somos dependentes da justiça divina;
ENTENDER que Deus é um justo juiz;
APRENDER que tem horas que chorar é preciso.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 23.1 – Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.
Jr 23.2 – Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.
Jr 23.5 – Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra.

INTRODUÇÃO
A Bíblia Sagrada afirma que Deus é justo. “Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e reto ele é" (Dt 32.4; 2 Cr 19.7; Rm 9.14). A justiça é uma característica própria de Deus, ela faz parte da sua bondade e misericórdia (Sl 116.5). Deus é justiça por ser imparcial, honesto e reto. O Eterno Deus sempre age com justiça, nunca procede de forma desonesta, Ele retribui a cada pessoa aquilo que merece. Sua justiça é repleta de misericórdia. Deus castiga o pecador, mas perdoa aquele que se arrepende. A mensagem, portanto é: “Arrendei-vos, portanto, e converte-vos para que assim sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”, (At 3.19).

1. DEUS É A NOSSA JUSTIÇA
“Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jr 9.24). Deus declara nesse texto, bem como em outros a sua justiça, vale frisar que o modo de Deus trabalhar é fundamentado pela justiça e pela verdade, Ele atende todos aqueles que buscam ajuda. “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.21-23). O apóstolo Paulo explicou que Deus, por meio de sua graça, pode declarar nos inocentes. Quando um juiz em um tribunal declara o réu inocente, todas as acusações são retiradas de todos os registros. Legalmente, é como se a pessoa nunca tivesse sido acusada. Quando Deus perdoa nossos pecados, nossa vida fica completamente limpa. Da perspectiva de Deus, é como se nunca tivéssemos pecado.

1.1. Quem ainda não sofreu uma injustiça?
Deus é justo, Ele sempre estará ao lado da verdade e da justiça. Ele sempre vai defender a causa dos injustiçados e dos  inocentes. Jesus Cristo sofreu a injustiça dos homens, mesmo sem cometer nenhum crime foi condenado. Por isso Ele, que sofreu, defenderá os inocentes. Mas por ser o Eterno Deus justo, certamente não se agrada dos injustos, os infiéis, mentirosos, corruptos e contra os maldizentes. Assim, é importante sempre ficar do lado da verdade, da honestidade e da justiça, pois assim Deus estará do nosso lado para nos livrar de todo mal. “Longe está o Senhor dos perversos, mas ouve a oração dos justos.”(Pv 15.29). “Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado” (Salmos 140.12). É melhor sofrer o dano, o prejuízo e a injustiça do que praticá-la. Deus defenderá sempre o justo. Jesus é o Advogado deste, e não há Advogado melhor do que Deus. Deus sabe de todas as coisas e sabe também a melhor maneira de retribuir e de defender a justiça e a verdade. Ele trabalha da melhor forma para honrar os que merecem, bem como humilhar os que humilham. A justiça de Deus não falha e é perfeita.

1.2. Os líderes destruíam o povo
Jeremias reprovou todos os líderes "pastores" de Judá pela forma cruel com que trataram o povo desamparado (Jr 23. 1-4). Esses líderes não estavam preocupados com o bem-estar da nação. Em vez de conduzirem o rebanho com amor, comandaram impiedosamente e exploraram suas ovelhas. Os pastores não se importavam com as ovelhas, mas Deus sendo justo cuidaria para que esses líderes fossem punidos. Por terem desobedecido a lei e se recusado a confiar no Senhor, esses líderes destruíram a nação e dispersaram o rebanho entre os gentios. No entanto, Deus prometeu ajuntar seu povo e transformar o remanescente numa nação. De fato, um remanescente voltou para Judá depois do cativeiro, reconstruiu o templo e restaurou a terra. Esses líderes deveriam conduzir Israel ao caminho de Deus, mas não o fizeram e foram responsabilizados pela situação difícil da nação; por este motivo, Deus decretou um juízo severo contra eles. A começar pelos reis no cap. 22 e outros líderes que falharam na tarefa de assegurar o bem-estar do povo, assim como os sacerdotes e profetas (v.11). Os líderes são responsáveis pelos que estão confiados a seus cuidados. Quem Deus colocou aos seus cuidados? Lembre-se de que você é responsável, diante de Deus, por quem lidera.

1.3. Encher o povo de falsas esperanças
Os verdadeiros profetas sabem como é algo sério ser chamado por Deus para proclamar sua Palavra, essa responsabilidade é aceita com temor e tremor. Certamente foi muito angustiante para Jeremias presenciar pessoas que se diziam profetas, porém não possuíam o temor de Deus, esses falsos profetas viviam como pecadores, estavam cometendo adultério e se reunindo nas casas de prostituição (Jr 5.7). Depois, iam ao templo e fingiam adorar a Jeová (Jr 23.11), transformando a casa de Deus num covil de salteadores (Jr 7.9-11). Vale ressaltar que a palavra “adultério” também inclui a adoração que prestavam a ídolos, abandonando o Deus vivo (com quem Israel era "casada") e sendo infiéis as promessas da aliança. Eles ofereciam ao povo uma falsa esperança (Jr 23.16-20). “O Senhor disse: Paz tereis [...]. Não virá mal sobre vós" (ver 6.13-15; 8.10-12). É lógico que se tratava de uma mensagem que agradava o povo. No entanto, eram mentirosos, pois não haviam recebido essas mensagens da parte de Deus; inventaram-nas em seu próprio coração. Em lugar de paz, o Senhor estava preparando uma tempestade (Jr 23.19). Nesse  tempo Jerusalém estava se tornando igual Sodoma e Gomorra - cidades tão perversas que Deus teve de destruí-las (Jr 20.16; Gn 18 - 19). Além de dá ao povo uma falsa esperança, também ministravam sob uma falsa autoridade (Jr 23.21-24). Deus não havia lhes falado e, mesmo assim, profetizavam. Deus não os havia chamado e, mesmo assim, se diziam enviados por ele. Se fossem verdadeiros profetas da parte de Deus, teriam vivido em piedade e encorajado o povo a abandonar sua perversidade. Em vez disso, ensinavam uma “teologia” que agradava o povo e que tornava conveniente aos judeus ser religiosos e continuar a viver em pecado.

2. O SENHOR É JUSTO JUIZ
Juízo e justiça são atributos do Senhor Jesus. O SENHOR Justiça Nossa: Jeová Tsidkenu – "Jeová é justo". (ver Jr 33.15, 16). O sinônimo de justo é reto, e a Bíblia é inequívoca ao afirmar que Deus é justo: “Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e reto ele é” (Dt 32.4). Justiça aqui tem duplo significado de “justiça” e “salvação” (cf. Is. 46.13; 51.6, 8; Rm. 1.16, 17). Deus aqui é visto como Salvador ou Libertador. De acordo com (1Co 1.30 e 2Co 5.21), esse nome exaltado aplica-se somente a Jesus Cristo. Quando depositamos nossa fé em Jesus Cristo, a justiça dele nos é imputada e somos declarados justos diante de Deus. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente (Sl 19.9).

2.1. Chorar é preciso
A angústia do coração do profeta Jeremias foi profunda. Frequentemente ele é mais conhecido como o “profeta chorão". Porém suas lágrimas nasceram de um coração partido. Como profeta de Deus, ele sabia o que aguardava Judá, seu país, e Jerusalém, a capital e “cidade de Deus”. O juízo do Senhor e a destruição sobreviriam. Assim. Jeremias chorou. As lágrimas de Jeremias não foram derramadas por motivos egoístas; ele não se lamentou por causa de uma perda ou sofrimento pessoal. Chorou porque o povo tinha rejeitado o seu Senhor, o Deus que os tinha criado, amado e que repetidamente tentava abençoar Judá. Seu  coração estava partido, porque ele sabia que o egoísmo e o pecado do povo acarretaria muito sofrimento e um exílio prolongado. As lágrimas de Jeremias foram de empatia e simpatia por seu povo. Na verdade, o coração do profeta estava magoado pelas mesmas atitudes que ferem o coração de Deus.

2.2. O Senhor que nos encoraja
A nossa força é oriunda do Senhor, é Ele quem nos capacita e nos enche de coragem para realizar sua obra. Os problemas que surgem em nossa vida podem nos desanimar e deixar-nos abatido, por isso devemos sempre recorrer ao Senhor, é Ele quem nos fortalece. Tanto Jeremias como os demais profetas só conseguiram cumprir suas tarefas porque Deus estava com eles.  Os problemas que enfrentamos podem não parecer tão terríveis quanto os de Jeremias, mas podem subjugar-nos! A promessa de Deus para Jeremias é também para nós. Ele nos ajudará em meio aos problemas mais difíceis. Enfrente cada dia, com a certeza de que Deus estará presente em sua vida e o ajudará a vencer as dificuldades! Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. (Jr 1.8).

2.3. O profeta não pode desanimar em meio às adversidades
Jeremias estava enfrentando muitos desafios, ele advertia a nação quanto ao juízo de Deus devido aos diversos pecados praticados. Mas quanto mais falava, mais era desprezado. O povo preferia acreditar em falsas profecias do que acreditar no profeta de verdade. Em meio às adversidades ele não desanimava, além de advertir o povo, ainda intercedia junto a Deus em prol da nação. Ciente do juízo que estava na iminência de acontecer, Jeremias perguntou a Deus, mediante intercessão se o arrependimento de Judá impediria o castigo. Mas Deus se recusou a socorrer a nação (Jr 15.1), porque o povo não era sincero; era mau e obstinado. Todos os judeus sabiam que o Senhor queria abençoá-los e o que precisava ser feito para isso. Eles esperavam que Deus fizesse sua parte, mas não queriam fazer a deles. É fácil expressar tristeza pelos erros, especialmente quando desejamos algo, mas devemos estar dispostos a parar de fazer o que é errado. Deus perdoará os que verdadeiramente se arrependerem, porém os hipócritas serão severamente punidos. Mesmo diante de tanta angústia, Jeremias continuou firme na sua missão, afinal ele confiava em Deus. A promessa é que Deus chamará seu povo de todas as nações do mundo, os reunirá em sua terra, os purificará e, então, enviará o Messias prometido (Jr 30; Is 2.1-5; 4.1-6; 9:1-7; 11.1 – 12.6; Zc 12 - 14). Mesmo que a “árvore” da família de Davi tivesse sido cortada, um “renovo” cresceria de um rebento e se tornaria o Rei dessa nação (Is 11.1; 53.2). A confiança é o alicerce de tudo em nossas vidas. Confiar em Deus é a atitude mais acertada que um ser humano pode ter. Isto porque essa confiança nos dá segurança, alegria e força para enfrentar qualquer desafio.

3. DEUS PROTEGE OS INJUSTIÇADOS
Deus estará sempre do lado da verdade e da justiça. “O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos”(Salmos 103.6). Deus sendo justo, sempre trabalha pela justiça e pela verdade, é Ele quem defende a causa dos pequeninos. Portanto, devemos confiar no Senhor. É o Advogado dos injustiçados, consola todos os que choram e atende o clamor dos necessitados. Tudo isso é promessa Dele, do Deus que não mente e que tudo que fala torna-se verdade. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.” (Selá. - Salmos 46.1-3).

3.1. Sua missão era maior que sua dor
Grande era o sofrimento do profeta Jeremias, ele conhecia como o povo se distanciava do Deus verdadeiro e de sua Lei indo atrás dos ídolos e de falsas profecias, como se isso tivesse algum valor. A nação estava mergulhada na idolatria, na corrupção e ainda assim, vivia com a consciência tranquila. Tanto Deus como os seus profetas são ignorados. O povo queria mesmo era ouvir as falsas esperanças. Por isso não havia outra alternativa, a nação teria mesmo de ser punida por Deus. Apesar de seus sentimentos, a missão de Jeremia em proclamar a Palavra de Deus prevaleceu acima de tudo. A mensagem dos verdadeiros profetas é como um martelo que pode destruir e reconstruir (ver Jr 1.10) bem como quebrar até mesmo as pedras mais duras (Jr 23.29). A Palavra é como fogo que consome e purifica qualquer coisa que toca. Jeremias tinha a Palavra ardendo em seu coração (Jr 20.9) e em seus lábios (Jr 5.14). Era o acrisolador de Deus, usando o fogo da Palavra para testar a vida do povo (Jr 6.27).

3.2. As tentativas de calar Jeremias
A verdade sempre irá incomodar aqueles que preferem viver na mentira, talvez seja por isso que o profeta Jeremias não era bem visto pelo povo e nem pelas autoridades de sua nação, pois Jeremias sendo profeta verdadeiro tinha compromisso de anunciar a Verdade revelada por Deus ao povo. Na tentativa de calar o profeta Jeremias, o insensato Hananias desafiou-o no templo predizendo a total restauração de Judá dentro de dois anos.  (Jr. 27.2). Ele quebrou o jugo simbólico de Jeremias (Jr. 28.10-11). A Septuaginta chama Hananias de falso profeta. E, realmente, era isso o que ele era, sem dúvida um dentre a multidão que vivia enganando o povo de Judá. Aqueles homens continuavam a pregar sua falsa esperança de “paz”, conforme sempre fizeram (ver Jr 6.14 e 8.11). Jeremias falava a verdade, porém era impopular; Hananias falava mentiras, mas produzia falsas esperanças e conforto para o povo. Deus já havia revelado as características de um verdadeiro profeta (Dt 13; 18.20-22). As predições de um verdadeiro profeta sempre se cumprem e suas palavras nunca contradizem uma revelação anterior. As profecias de Jeremias estavam se cumprindo, Hananias morreu naquele mesmo ano (ver Jr 28.16-17) e as invasões babilônicas assolariam Jerusalém. Mas o povo ainda preferia ouvir mentiras confortantes ao invés de verdades dolorosas.

3.3. Jesus Cristo é o preço pago para nossa justiça
Jesus Cristo é a nossa justiça. Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa. (Jr.23.5-6). A era do Reino de Deus trará justiça e salvação nacional a todo o povo de Israel. Ver Rm. 11.26. Através de Israel, o remanescente de outras nações também será levado à salvação, visto que o conhecimento do Senhor cobrirá a terra como os oceanos enchem o leito dos mares (Is. 11.9). O Messias assumirá o título de O Senhor Justiça Nossa no tocante a todas as nações. (Cf. I Co. 1.30). A vontade de Deus será realizada universalmente no Messias, que cumprirá toda a justiça (ver Mt. 3.15). (Cf. Rm. 4.5 e Isa. 45.17,24-25; 46.13; 51.1,6,8). No tempo do Antigo Testamento, a retidão era buscada através da observância da lei mosaica, pois a lei era o guia de Israel (ver Dt. 6.4 ss.), nos tempos neotestamentário, a retidão vem através de uma Pessoa e Sua provisão por meio do Espírito Santo, que nos transforma em Sua imagem (observe 2 Co. 3.18; 1 João 3.2). Esse tipo de operação continuará na era do Reino e será universal, pois o Messias reinará.

CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o melhor advogado de defesa do universo e está pleiteando a nosso favor (1 Jo 2.1). Jesus é a propiciação por nossos pecados (1 Jo 4.10). Ele estar na presença de Deus como nosso Mediador porque sua morte satisfez a ira de Deus contra o pecado e pagou a pena de morte que nos era devida. Deste modo, Cristo satisfaz os requisitos de Deus e também remove os nossos pecados. n'Ele somos perdoados e purificados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia de Estudo. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

Bíblia Sagrada Shedd. São Paulo: Vida Nova, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman, Ph. D. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. Jeremias, volume 5. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. Antigo Testamento, Isaías a Malaquias. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Jeremias – Deus convoca Seu povo ao arrependimento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2017. Ano 27, n° 103. Lição 06 –  O Senhor, Justiça Nossa.

Sociedade religiosa edições Vida Nova e Associação religiosa.  Jeremias e Lamentações. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1984.

Warren. Wiesbe. Comentário Bíblico Expositivo Volume IV - Proféticos. Antigo Testamento. Santo André, SP: Geográfica editora, 2006.

UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:


Pb.ANCELMO BARROS DE CARVALHO
Servo do Senhor Jesus Cristo.