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25 de janeiro de 2015

A crise de fidelidade na Igreja - Comentários Adicionais

A CRISE DE FIDELIDADE NA IGREJA
(Lição 05 – 1º de Fevereiro de 2015)

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
INTRODUÇÃO

O que é ser cristão no mundo, hoje? Parece que está cada vez mais difícil encontrar relação entre aquilo que nós cristãos dizemos crer com o nosso comportamento na vida cotidiana. Fidelidade não é um termo apenas para ser estudado, antes é um padrão para ser vivenciado. O cristianismo, em si, não é apenas uma forma de ver; é sobretudo um modo de viver (1 Pe 1.15-16; 1 Ts 4.7). Uma coisa é dizermos que somos cristãos, outra coisa é agirmos como cristãos. isto tem comprometido não só nossa fidelidade para com Deus como também nossa unidade e comunhão com os santos, bem como a nossa missão e conceito diante da sociedade.

1. AS DIMENSÕES DA CRISE DE FIDELIDADE NA IGREJA  
 
As dimensões da crise de fidelidade na igreja, diz respeito às mais diversas áreas cristãs comprometidas pela falta de observância e prática dos padrões, conceitos e princípios éticos e Bíblicos e o devido cumprimento de sua missão, quer seja na relação com Deus (comunhão, adoração, etc) quer seja no relacionamento com os domésticos da fé (comunhão, educação, visitação, unidade, etc), quer seja no relacionamento com os não cristãos (evangelização, obra social, ética cristã, etc). Entretanto, o comentarista da lição, restringiu-se a falar apenas sobre a dimensão da crise na igreja no seu relacionamento com os domésticos na fé (unidade e comunhão) e no seu relacionamento para o mundo (ética).

1.1. A crise de unidade

A crise de unidade interna na igreja se estabelece pela falta de fé, piedade, temor, amor, integridade de vida e etc (Rm 1. 21-32). A igreja de Jesus Cristo é constituída de homens e mulheres que foram chamados para deixarem o mundo e ingressarem no exército de Deus e uma de suas missões é promover a edificação de seus membros (Ef 4.11-13). Cada cristão é um membro do corpo de Cristo (1 Co 12.27). Cada um tem uma função diferente dentro desse corpo, mas todos trabalhamos em um só benefício: a edificação desse corpo (Ef 4.12-13). Assim todos fazemos parte de uma unidade homogênea. A unidade interna da igreja é imprescindível para que os desafios sejam vencidos e sua missão seja cumprida (1 Co 1.10). Uma igreja aonde a desordem, a confusão, os ressentimentos e a divisão reina certamente não prosperará (Mt 12.25; 1 Co 3.3-5; 5.1-2; 6.1-7). Um reino unido prevalece, mas o mesmo não acontece com um reino dividido, pois a divisão é o primeiro sinal indicador de derrota para qualquer comunidade. Infelizmente, o inimigo vem usando a arma da desunião contra a igreja e muitas, nos dias atuais, tem se assemelhado com a igreja de Corinto (1 Co 3.1-9). Você tem feito sua parte para manter preservado o corpo de Cristo? Ou tem promovido divisões e dissensões entre os irmãos? Roguemos para que a oração sacerdotal  de Cristo, em prol da unidade da igreja (Jo 17.11,20,21), se cumpra nos dias atuais e lutemos para que a Palavra e o Espírito Santo de Deus possa trazer renovação na nossa relação, tanto com Deus quanto com os nossos irmãos. Deus quer e exige que o seu povo permaneça unido (1 Co 1.10).

1.2. A crise de comunhão

Comunhão, segundo o Dicionário Teológico, é o "vinculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo". Seu conceito não é portanto, um mero casuísmo, mas uma prática que leva cada crente a sentir-se vinculado a um só corpo. Portanto, é a comunhão que faz da igreja um organismo espiritual perfeito de homens e mulheres que, apesar de suas procedências étnicas e diversidades culturais, sentem-se e agem como irmãos (1 Co 12.12; Ef 4. 15). A comunhão faz parte dos grandes propósitos de Deus, desde o início da igreja, e sua prática deve se encontrar em pleno vigor na atualidade. A falta dela conduz a igreja a uma crise sem precedentes. A comunhão é algo belo e agradável, razão pela qual o Senhor sempre procura nos conduzir a uma vida de intimidade com Ele. Embora essa comunhão seja algo individual e pessoal o reflexo dela resulta em comunhão coletiva, isto é, com os irmãos. O salmista exclama com entusiasmo: "Oh! quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união"! (Sl 133.1). O verdadeiro cristão tem e mantem comunhão com outros cristãos, compartilhando suas alegrias, necessidade, sofrimentos e sentimentos (Rm 12.15; Gl 5.13; 6.1; Jo 13.34; Cl 3.13; 1 Ts 4.14; Tg 5.16). Somente uma igreja que experimenta a verdadeira comunhão com Cristo e com os seus membros em particular, sobreviverá neste tempo de crise. Precisamos pois ser unidos e solidários, amando-nos uns aos outros, como filhos do mesmo pai, resgatado pelo mesmo salvador e conduzidos pelo mesmo Espírito (Ef 4.3-4).

1.3. A crise ética

A ética da Igreja deve basear-se no caráter de Deus, segundo o que está revelado na Bíblia. O comportamento ético da igreja perante o mundo deveria ser um referencial de conduta para todos os indivíduos e instituições humanas existentes, mas infelizmente nossa realidade atual é outra. Ao invés de uma missão ética com base nos princípios que levam os crentes a um viver pleno de virtudes, valores morais e espirituais, segundo as Escrituras, o que vivenciamos são as inversões destes valores. Valores, estes, que estão sendo substituídos por valores efêmeros deste mundo. Não se buscam mais o Reino de Deus em primeiro lugar como Jesus ordenou (Mt 6.33; Lc 6.46-49). Lamentavelmente, os crentes da igreja atual estão engajados na busca pela satisfação plena aqui na terra, e ainda, usa o Evangelho como meio de vida e fonte de lucros e vantagens. Parece absurdo, mas as coisas de Deus estão sendo vendidas, negociadas sem nenhum temor. Desprezar os princípios e valores éticos e morais é um grande equivoco, principalmente, da parte dos líderes. Quando apoiamos ou ficamos do lado de pessoas sem os pré-requisitos requeridos pela Palavra de Deus, estamos dizendo que somos iguais a eles, e aí já não é somente inversão, mas falta de dignidade cristã.

2. A CRISE DE FIDELIDADE NA MISSÃO DA IGREJA

Abarcar um estudo sobre a missão da igreja em sua totalidade, não é uma tarefa muito fácil, daí existir muitos posicionamentos quanto à classificação de sua missão. Basicamente, podemos dizer que a igreja existe para: adorar a Deus (Is 43.21; Sl 29.2; 95.6; Mt 4.10; Jo 4.24), levar o conhecimento Dele às nações (Mt 28.19; Mc 16.15-20) e promover a edificação e o crescimento de seus membros (Ef 4.11-16). Em outras palavras a missão da igreja se resume em três aspecto distinto: Sua missão para com Deus, sua missão para consigo mesma e sua missão para com os descrentes. Vale aqui ressaltar que o cumprimento delas devem ocorrer de forma simultânea. Enquanto adora a Deus, edifica-se a si mesma em amor e também expande sua esfera de ação para todas as direções, através do evangelismo.

2.1. Sua Missão para com Deus

Basicamente a missão da igreja para com Deus se constitui na prática do serviço e adoração que prestamos a Deus. Apesar de serem distintos, "Servir a Deus" tem uma relação direta com o "adorar a Deus". O serviço que fazemos para Deus por amor e gratidão é uma forma de adoração. Entretanto, nosso comentarista, coloca a adoração como sendo essencialmente a missão da igreja para com Deus. Nas Escrituras muito se diz sobre o serviço e a adoração prestada ao Deus Criador. Em linhas gerais, o termo "adoração" tem o sentido de "chegar-se a Deus de modo reverente, submisso e agradecido, a fim de glorificá-lo (Sl 95.6; 2 Cr 29.30; Mt 2.11). O homem foi criado para a glória de Deus, e, Ele espera receber de modo livre e espontâneo o devido louvor e serviço de sua criação. Com a queda de Adao e Eva, esse senso de adoração foi completamente desvirtuado. Mas Deus providenciou a restauração da humanidade mediante a revelação de Seu Filho Jesus Cristo. O apóstolo Pedro em sua primeira epistola indica que o crente em Jesus Cristo é conhecido primeiramente como adorador (1 Pe 2-10). Deus é infinitamente sublime em majestade, poder, santidade, bondade, amor, etc. Por isso, devemos adorá-Lo e serví-Lo com toda reverência.

2.2. Sua Missão para consigo mesma

Podemos dizer que a missão da igreja para consigo mesma visa entre outras coisas a formação e edificação do povo de Deus. Deus quer que a igreja se esforce e forme no cristão o caráter de Cristo, deixando-o cada vez mais semelhante a Ele. Na conversão, Ele não deseja que sejam mudados apenas os valores espirituais das pessoas que se regeneram, mas também dos conceitos e prioridades mediante o estudo da Sua Palavra (Jo 17.17). Ele quer que se mude o caráter dela, tratando-as mediante o exemplo e o ensino da Palavra, a qual serve como modeladora. O caráter cristão é fundamental para que os crentes possam perseverar e continuar na jornada cristã. De acordo com o apóstolo Paulo, Jesus quer levantar uma igreja gloriosa e santa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante (Ef 5.26-27); edificada com ouro, prata e pedras preciosas (1 Co 3.11-15); até que todos cheguemos à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13). A não observância desse principio, talvez,  seja a maior responsável pela crise de fidelidade existente na igreja dos dias hodiernos. Entretanto, a igreja que observa esse importante princípio, certamente se tornarão um povo diferente, fiel, de boas obras, humildes, pacientes, mansos, justos, generosos, sinceros, bons, felizes, honrados, íntegros e etc (Tt 2.14).  

2.3. Sua Missão para com o mundo

A missão da igreja para com o mundo é realizada através da propagação do evangelho. Essa é uma  missão que ela jamais poderá negligenciar. A igreja de Cristo não pode se enclausurar dentro de quatros paredes, mas deve cumprir a sua missão para com os descrentes, indo buscá-lo onde quer que estejam (Mt 28.19; Mc 16.15-20). O sucesso da igreja não pode ser avaliados por suas atividades filantrópicas, educacionais e materiais, mas por seu alcance evangelístico. Todas as atividades dentro da igreja são importantes, mas nenhuma é tão prioritária quanto o da evangelização. As Boas Novas do Evangelho deve chegar a todas as extremidades da terra, pois a salvação que Cristo consumou no calvário visa toda a humanidade (At 1.8; Mt 28.19). A propagação do Evangelho é a melhor maneira de fazer a humanidade conhecer a Deus, sua vontade e sua graça salvadora. A igreja precisa buscar e resgatar sua missão.       

3. AS CARACTERISTICA DE UMA IGREJA FIEL

Além de uma igreja frutífera, solidária e missionária outra caracteristica também importante para determinar uma igreja fiel é que ela precisa ter um entendimento correto do Evangelho e manter-se fundamentada na Palavra de Deus (Ap 14.12; Mt 24.45-46; Lc 16.10; Ap 3.8). Igreja fiel e verdadeira é determinada, principalmente, pela base doutrinária que ela mantem em relação a Cristo e à Palavra de Deus, isto é, suas doutrinas devem estar de acordo com as ordenanças de Deus (1 Pe 4.11). A única igreja da Ásia a receber somente elogios da parte de Jesus, foi a Igreja de Filandélfia (Ap 3.7-13), mas o que caracterizava essa igreja, residia no fato deles guardarem a Palavra. A Igreja de Filandélfia era uma igreja fiel, pois ela se achava fielmente submissa à Palavra de Deus. Pregavam, ensinavam, obedeciam, viviam e compartilhava. Não se afastaram da Palavra (Ap 3.8,10). 

3.1. Uma igreja frutífera

Uma igreja frutífera é uma igreja cujo os seus resultados espirituais são oriundos de uma vida cristã fundamentada na Palavra de Deus (Lc 6.43-45). É uma igreja viva, autêntica, ativa, perseverante, graciosa e relevante, que glorifica a Deus e faz discípulos maduros e reprodutivos. Uma igreja onde a adoração é genuina, a evangelização é um estilo de vida, o discipulado é assumido por todos, a comunhão é sentida a cada semana e o serviço é realizado com base nos dons espirituais. Esta é a correta visão de uma igreja frutífera. Cada discípulo um cristão frutífero, eis o ideal das Escrituras (Sl 92.12-14).

3.2. Uma igreja solidária

Uma igreja solidária é uma igreja que está sempre procurando ajudar alguém que precise, quer seja para com os domésticos na fé, quer seja para com os descrentes. A solidariedade era constante na igreja primitiva (At 2.45). De nada adianta a igreja pregar a fé se não tiver obras (Tg 2.14-26), pois embora as obras não garantam a salvação (Ef 2.8-9), nós fomos chamados em Cristo para boas obras, às quais Deus de antemão preparou para que andassemos nelas (Ef 2.10). Ajudar o próximo é uma marca do caráter cristão que nunca pode ser esquecida na igreja. Quando a igreja é solidária, seu testemunho fala mais alto que sua pregação. 
   
3.3. Uma igreja missionária

A igreja de hoje esta ligada à igreja primitiva, não apenas por suas raízes históricas, mas também pela responsabilidade de evangelizar os povos de todas as nações (At 1.8). Nada, a não ser a evangelização do mundo, justifica ainda a presença da igreja na terra. Muitos pensam que a missão da igreja está restrita aos limites da cidade em que ela está localizada, mas isto não é verdade. A extensão da responsabilidade da igreja é grande em sua amplitude. Jesus antes de ser assunto ao céu, disse: "Ide, ensinai todas as nações..." (Mt 28.19). Todos os membros da igreja devem ser treinados para serem testemunhas de Jesus até os confins da terra (At 1.8). A realidade é que nem todos podem fazer isto, mas todos devem está comprometidos e com o coração voltado para esta tarefa tão grandiosa que Cristo confiou a nós (Jo 15.16). Igreja que não evangeliza não é igreja verdadeira e não está apta para o reino de Deus (Lc 9.62).  

CONCLUSÃO

Para vencermos a crise de fidelidade instaurada na igreja dos dias atuais, precisamos por em prática nosso comprometimento com o reino de Deus. O grande problema que a igreja enfrenta nos dias atuais é o pequeno envolvimento dos fiéis para realizar o trabalho de Deus na terra. Há muito trabalho para ser feito, grande expectativa para ser atendida e pouca participação da maioria. Precisamos buscar nossas origens, recuperar nossa identidade e redescobrir nosso padrão de viver segundo os moldes bíblicos.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

JOVENS e ADULTOS - EDITORA BETEL. Ano 25, nº 94 - 1º Trimestre de 2015 – Fidelidade, lição 05 - A crise de fidelidade na Igreja.

JOVENS e ADULTOS - EDITORA BETEL. Ano 21, nº 79 - 2º Trimestre de 2011 – Os desafios da Igreja.

JOVENS e ADULTOS - EDITORA BETEL. Ano 20, nº 75 - 2º Trimestre de 2010 – Família, Igreja e Sociedade.

LIÇÕES BÍBLICAS - EDITORA CPAD. Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 1996. Missões - Janelas para o oriente.

LIÇÕES BÍBLICAS - EDITORA CPAD. Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2007. A Igreja e a sua Missão.

ANDRADE, claudionor Correia de. Dicionário Teológico. Editora CPAD.

Bíblia de estudo pentecostal. Português. Tradução de João Ferreira de Almeida – com Referências e Variantes. Revista e Corrigida. CPAD – Edição de 1995.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pr. Osmar Emídio de Sousa

Osmar Emídio é Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília.

18 de janeiro de 2015

Lição 04 - A fidelidade às Doutrinas Cristãs - Lição e Comentários Adicionais

A FIDELIDADE ÀS DOUTRINAS CRISTÃS
(Lição 04 – 25 de Janeiro de 2015)

TEXTO ÁUREO
“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.” 1Tm 4.6

VERDADE APLICADA         
Precisamos estar atentos para não sermos levados por questões enganosas, por pessoas que se acham detentores de revelações especiais, disseminadoras de ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar as causas do desvio doutrinário;

Apontar as consequências do desvio doutrinário;

Propor um retorno à fidelidade doutrinária.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
I Tm 1.3 - Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina,

I Tm 1.4 - Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.

I Tm 1.5 - Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.

I Tm 1.6 - Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas;

I Tm 1.7 - Querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.

INTRODUÇÃO
A doutrina bíblica é a chave para sermos bem sucedidos na caminhada cristã. Infelizmente, por não ser valorizada, assistimos uma série de novas “doutrinas” surgindo, não para a glória de Deus e sim para o próprio homem. Isso tem feito com que a Igreja do Senhor Jesus experimente um desvio doutrinário e distancie-se do propósito para o qual Deus designou.

A Palavra de Deus é o antídoto contra os falsos ensinos, portanto, devemos estudar a Bíblia Sagrada de forma diligente e com zelo, para que possamos ser aprovados “habilitados” diante de Deus. O crente precisa manejar bem a Palavra revelada de Deus, só dessa forma é possível refutar aos erros daqueles que por interesse próprio ou falta de conhecimento distorcem a verdade ensinada por Cristo e pelos apóstolos. É por isso que o apóstolo orienta a Timóteo que permaneça firme naquilo que tinha aprendido das Sagradas Escrituras para não se deixar ser levado por doutrinas várias e estranhas, pois somente a Escritura Sagrada é divinamente inspirada, portanto, é a Palavra de Deus, Ela é a revelação divina, de que podemos confiar como verdadeira. É proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir todos os erros de julgamentos e práticas, e para instruir em justiça (2Tm 3.16). A Palavra de Deus é nossa regra perfeita de fé e prática; não precisamos de escritos filosóficos, nem de fábulas rabínicas e de lendas para nos orientar, porque a Bíblia Sagrada satisfaz a todas nossas necessidades, portanto, devemos valorizar e amar mais a nossa Escritura, permanecer firme e ficar mais íntimo dela, só assim acharemos a felicidade nela prometida e assegurada a todos nós.

1. DESVIO DOUTRINÁRIO DA IGREJA
Paulo exorta Timóteo a admoestar aos falsos ensinos que estavam entrando na Igreja (1Tm 1.3). Esse desvio doutrinário se caracteriza de várias formas, levando cristãos à distorção ou até mesmo ao abandono da fé. Notemos como esses desvios se caracterizam:

1.1. Abandono do ensino bíblico e entrega às fábulas
Na igreja de Éfeso havia falsos mestres que enfatizavam extensas genealogias judaicas, crendo que a salvação se baseava em ter uma linhagem até Abraão. A palavra “fábula” é usada para descrever uma narrativa fictícia e enganosa, uma história mítica que faz com que os homens se afastem da verdade. Paulo instrui Timóteo a não permitir a introdução desses novos métodos de ensino, incompatível com o legítimo e genuíno Evangelho, pois ele sabia que isso traria deformação e conseqüentemente vícios desnecessários à própria doutrina. A Bíblia ensina no Novo Testamento que precisamos ter a mesma mente de Abraão para sermos salvos (Rm 5.1,2). Não falo de participar de genealogias. Nos dias atuais, precisamos estar atentos para não nos deixar levar por questões enganosas, produzidas por líderes pretensiosos, que se acham detentores de revelações especiais, disseminando ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades, nos distanciando do verdadeiro Evangelho (Gl 1.8).

Alguns mestres da igreja de Éfeso inventaram histórias míticas que eram baseadas no Antigo Testamento e em genealogias, eles eram motivados por seus próprios interesses ao invés de serem motivados pelo interesse de Jesus Cristo, envolveram a Igreja com “fábulas e genealogias intermináveis” com questões irrelevantes e controvérsias desperdiçando tempo precioso que deveria ter sido aproveitado no estudo da Palavra. Da mesma forma hoje podemos perder tempo em assuntos e questões fúteis que não edifica, tais assuntos desviam as pessoas da autêntica mensagem de Cristo, que transforma vidas e traz salvação para as almas. Não podemos desperdiçar nosso tempo em tais questões, pois estas práticas consomem nosso tempo que devemos usar para compartilhar as Boas Novas as outras pessoas.

1.2. Não aplicação do estudo das Escrituras
Paulo declara abertamente que os falsos mestres são ignorantes quanto às verdades das Escrituras (1Tm 1.7). Eles queriam se tornar “famosos” como mestres da Lei de Deus. Eles eram rasos, insensatos, pobres no conhecimento de Deus. Eram cegos querendo guiar outros (Mt 15.14). Para quem deseja ensinar as Escrituras é preciso seguir o exemplo de Esdras (Ed 7.10). Ele propôs, em seu coração, buscar, cumprir e ensinar a Lei do Senhor. Infelizmente, essa seqüência não está sendo observada por muitos que lidam com o ensino das Escrituras. Eles não se aplicam ao estudo da mesma, como orienta o apóstolo Paulo (1 Tm 5.17). A expressão trabalhar dá ideia de um esforço sincero na busca da compreensão do texto bíblico e do ensino.

Os estudos das Escrituras são de suma importância para todos nós, as “sãs Palavras” são a revelação original e fundamental de Cristo e dos apóstolos. Paulo exorta Timóteo a permanecer fiel às doutrinas bíblicas ensinadas por ele e a conservar essas verdades com fé em Jesus Cristo. Devemos pedir ajuda ao Espírito Santo para guardar e defender a todo tempo o Evangelho que nos foi confiado, esse dever é essencial para garantir nossa salvação. O exemplo de Esdras é interessante, pois revela como deve ser um verdadeiro mestre: ele tinha o coração disposto para buscar e aprender a Lei do Senhor foi dedicado ao estudo da Palavra, estava determinado a obedecer aos seus mandamentos e ensinar tanto por meio de suas palavras quanto por seu exemplo (Ed 7.10).

1.3. Ensino das Escrituras com motivações impuras
Falsos ensinos, guiados por motivações impuras, são relatados em diversas partes do Novo Testamento e são um contraste do que Jesus ensinou (Mt 5.8). Há aqueles que ensinavam visando lucros (2Co 2.17), outros por inveja e porfia (Fp 1.15), e ainda aqueles que visavam o domínio do rebanho (1Pe 5.2,3; At 20.30). Esses falsos mestres, contagiados por interesses próprios, tinham a fé adulterada e suas almas distanciadas de Deus, submergidas em meio a um labirinto de vaidades. À semelhança desses falsos ensinadores, ainda hoje existem pessoas que estão trilhando o mesmo caminho, às quais precisamos estar atentos, visto que seus ensinos não produzem verdadeira edificação.

Toda e qualquer infidelidade doutrinária é, aos olhos de Deus, prostituição ou adultério (Tg 4.4). Qualquer desvio ou afastamento doutrinário é causado por motivações humanas (2Tm 3.1-7). Nos dias atuais prega-se a ideia do sinergismo, tirando a centralização de Cristo e colocando em Seu lugar o homem e suas convicções pessoais. Tais pessoas se tornam opositoras do Evangelho dando importância a questões supérfluas, que têm com base um egocentrismo desmedido e oportunista. Não resta dúvida que a cosmovisão atual de muitas igrejas é antropocêntrica ou humanista. No século 21, o desvio doutrinário está mais amalgamado, e de certa forma mais forte, pois no recheio se encontram ideias como o pragmatismo, conceitos neoliberalistas e o mundanismo, que está sendo assimilado em todos os seus tentáculos pós-modernistas.

Devemos conhecer a verdade a fim de defendê-la e nos apegar à convicção de que Cristo veio para nos salvar. Portanto, é preciso nos afastar dos falsos mestres que distorcem as palavras da Bíblia em benefícios de seus próprios interesses. Eles queriam os mesmos prestígios que desfrutavam os escribas, mas nem sequer compreendia o verdadeiro significado da Lei que ensinava e também não se interessava em aprender de fato a Lei, pelo contrário estavam propagando aos cristãos de Éfeso uma heresia legalista que oferecia a salvação através das obras, diziam que a ressurreição do corpo era apenas espiritual. A doutrina das Escrituras não pode adequar com nossas opiniões, pelo contrário, somos nós que devemos concordar e nos moldar a Palavra de Deus. A Escritura Sagrada é o sólido fundamento da verdade de Deus, nunca muda, nunca é abalado e nunca desvanecerá, devemos seguir a verdade de Deus.

2. CONSEQUÊNCIAS DO DESVIO DOUTRINÁRIO DA IGREJA
Os efeitos do desvio doutrinário são perceptíveis aos olhos de todos, pois aquele que se distancia do ensino salutar das Escrituras, passa a ter dificuldades que o igualam às pessoas que não conhecem a Cristo. Essas atitudes afastam as pessoas da Igreja, e, quando não as afastam, faz com que se tornem instrumentos para a disseminação de contendas entre os irmãos.

2.1. Afasta as pessoas da Igreja
O abandono da doutrina cristã afasta as pessoas da Igreja não somente no âmbito físico, mas, acima de tudo, no âmbito espiritual. A falta de amor, de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera promove um afastamento do propósito verdadeiro que foi dado à Igreja desde sua fundação (At 4.31). O próprio Cristo nos ensinou que nos últimos dias, por se multiplicar a iniquidade, o amor, qualidade essencial à vida cristã, se esfriaria (Mt 24.12). Vemos assim que tanto hoje como na época do apóstolo Paulo algumas igrejas vêm sofrendo desvios doutrinários e, conseqüentemente, a perda de valores fundamentais da fé cristã (1Tm 1.5).

Contrastando com os falsos mestres vazio da presença de Deus, a meta do mandamento de Cristo (Cf Jo 13.34; 15.12; Gl 6.2) é o amor, originário de um coração puro (limpo), de uma boa consciência e da fé sincera. As pessoas que seguem os ensinos dos falsos mestres (legalismo) acabam se enredando em discussões sem propósito algum e conseqüentemente se desvia do ensino genuíno da palavra de Deus. Atualmente existem “falsos mestres” propagando ensinos errados da Palavra em prol de seus próprios benefícios e enganando muitas pessoas dentro da Igreja que, ainda não estão suficientes “maduras” na fé, tais pessoas ao descobrirem que foram ludibriadas com falsas promessas acabam saindo da Igreja e o mais triste: ficam decepcionadas e se desviam da fé em Deus.

2.2. Produz contenda e não edificação
Os falsos mestres estavam causando divisão e contendas trazendo enormes prejuízos à obra de Deus. Havia o desejo de um se mostrar melhor que o outro, gerando assim uma disputa dentro da Igreja. Eles se tornaram verdadeiros agentes de Satanás, promovendo a desunião familiar, intrigas entre os irmãos e mal-estar na Igreja. Os que semeiam contendas entre os irmãos e trazem confusão para o meio da Igreja são abominação ao Senhor (Pv 6.16-19). Esses desvio acarretava problemas e divergências de ordem doutrinárias (1Tm 6.3-5; 2Tm 2.14), pessoal e espiritual (1Co 3.1-3; Tg 4.1).

Tudo o que produz questão, não visa edificação, era exatamente o que estava acontecendo na Igreja de Éfeso, alguns mestres queriam ser melhores que outros, não estavam preocupados em ensinar a verdade de Cristo, isto causou muitos problemas internos entres os irmãos, contendas, discordâncias na Igreja não faz bem para o povo de Deus que devem viver unidos em um só propósito, pois as brigas enfraquecem a Igreja em vez de edificá-la, a final, a Igreja de Cristo deve ser um local onde há pessoas de confiança, humildes, que ama Deus e ao próximo como a si mesmo (Mt 22. 37-39). A Igreja deve ser um local de exemplo de integridade e lealdade a Palavra de Deus, pois quem é que gostaria de frequentar uma Igreja cheia de contendas onde não há união! Onde não há fidelidade na verdade da mensagem pregada!

2.3. Alvo fácil de manipulação
A Igreja deve viver afastada do pecado em todas as suas manifestações (Rm 6.1,2). O diabo tem usado tudo o que está ao seu alcance para embaraçar a vida de santidade da Igreja, e seu método mais poderoso para influenciar os crentes a usar e abusar das coisas deste mundo são os meios de comunicação de massa (televisão), internet, jornais, revistas, etc). O uso indevido desses meios, por cristãos que se encontram despercebidos e insensíveis aos perigos que os rondam, tem feitos com que os usos e costumes do mundo adentre em suas vidas e incorpore seu dia a dia sem nenhum temor, enfraquecendo suas vidas espirituais e tornando-os indiferentes ao propósito de Deus.

Essa manipulação ocorre por falta de leitura e meditações nas Escrituras e por não ouvidos aos ensinos pastorais. A consequência disso é que se tornam preguiçosos e analfabetos espirituais, ignorantes, meninos inconstantes (Ef 4.11-14). É preciso que leiamos mais a Bíblia, que oremos mais, que frequentemos mais as reuniões de ensino da Igreja (1Jo 2.15,17).

Paulo alerta para que não sejamos mais meninos inconstante, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente (Ef 4.14). Não podemos ceder às tentações concordando com o capricho de cada um. Crianças são facilmente iludidas. Precisamos cuidar para não sermos inconstante como navio a deriva, como nuvens no céu, em relação às doutrinas que não têm verdades nem solidez em si, mas mesmo assim, espalham por todos os lados. Em Oséias (4.6) o profeta falou que seu povo foi destruído pela falta de conhecimento de Deus. Hoje não são poucos os crentes que, por não conhecerem a Palavra de Deus, estão sendo destruídos pelos costumes do mundo cada vez mais presente em muitos lares através dos meios de comunicações.

3. RETORNO À FIDELIDADE DOUTRINÁRIA
Ao lermos os escritos de Paulo a Timóteo entendemos que a possibilidade de retorno não foi apenas para os insubordinados de sua época, mas também para os de hoje. Portanto, esse retorno ocorrerá:

Somos informados na Bíblia que o propósito primário da Igreja é ensinar ao povo de Deus a Palavra de Deus. Por exemplo, Paulo diz a Timóteo: “escrevo-te... para que saiba como convém andar na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” (1Tm 3.14,15). E Cristo, na Grande Comissão, ordena a Igreja a “fazer discípulos em todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19,20). João Calvino comenta que a Igreja é a coluna da verdade porque, através do seu ministério, a verdade é preservada e difundida... Portanto, temos o oficio de ministrar a doutrina que Deus pôs em nossas mãos, pois, é o único meio para a preservação da verdade. Sendo assim, não podemos deixar de ensinar e pregar o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16.15).

3.1. Quando anunciamos a Palavra com intenção pura
Preservar a Palavra de Deus em nosso coração é o único meio de nutrir intensões puras, a fim de reter o amor de Deus em nós (Sl 119.11). A Palavra tem em si a condição de promover a purificação do nosso homem interior discernindo pensamentos e intenções, possibilitando que o Espírito Santo trate conosco, produzindo assim uma fé sincera (Hb 4.12). Isso produz no cristão uma mente que está em constante transformação, dando a este o entendimento necessário para que viva uma vida de fidelidade, não se conformando com o mundo à sua volta (Rm 12.2). Somente cientes da vontade de Deus poderemos compreender Seu amor, santificando cada vez mais nossas vidas em Sua presença, vivendo com um coração puro e uma fé não fingida.

Devemos confiar plenamente na Palavra de Deus, pois ela tem o poder de transformar nossas vidas. O estudo da Palavra e a oração deve ser a meta de todo servo humilde que deseja ter mais intimidade com Deus, meditar diariamente nas Escrituras fortalece nossa fé, e deixa-nos firmes diante de qualquer adversidade porque cremos que o Senhor estará conosco para nos livrar e ajudar. Ao conhecer a Palavra de Deus, muitas pessoas que se encontrava desesperada por diversos problemas na vida foram libertadas e tiveram forças para superar as dificuldades. Sua Palavra começa a agir no interior, no coração, de dentro para fora e transforma o velho homem em uma nova criatura. Portanto, é nosso dever proclamar as Boas Novas da salvação. A Palavra de Deus nos faz um terno convite para confiarmos no Senhor e saber que Ele é bom. Se tiver alguma dúvida quanto a isso, aproxime-se Dele com pureza de coração, façam prova e descubra como o Senhor é generoso. “Provai e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem que nele confia” (Sl 34.8).

3.2. Quando produz transformação
Em sua ignorância e incredulidade, Paulo, por seu zelo pelo judaísmo e motivação errada, ridicularizou os ensinos de Jesus e perseguiu o povo de Deus. Porém, ao ter um encontro com Cristo, sua vida foi completamente transformada (At 9.1-9). Quando entendemos o verdadeiro objetivo da doutrina não apenas somos transformados em uma nova criatura (2Co 5.17), como também recebemos condições para o crescimento espiritual, (1Pe 2.2) até chegarmos à estatura de varão perfeito (Ef 4.13).

Existem muitos encontros, porém nenhum encontro é mais importante e impactante do que o encontro do homem com Deus. Quando isto acontece, é impossível sair deste encontro sem marcas profundas em todas as áreas da vida. Não foi diferente com homens e mulheres que tiveram um encontro com Deus. Paulo enquanto não conhecia a Jesus era um homem que perseguia os cristãos, mas ao encontrar-se com Jesus sua vida mudou completamente de direção. Quando temos um verdadeiro encontro com Deus somos completamente transformados pelo Seu poder, há mudança de vida quando verdadeiramente encontramos Deus. O Jesus que encontrou Paulo no caminho de Damasco (At 9.3-5) é o mesmo que te encontra hoje, portanto, O deixe fazer morada em seu coração e reger sua vida.  É preciso ter a vida cheia de encontros com Deus, não basta apenas um encontro, temos de almejar diariamente uma vida de comunhão na sua presença e assim estaremos sempre com Ele em nossas mente e corações. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17.

3.3. Quando à doutrina é transmitida com graça
Consciente de o que faz o homem andar firme na presença de Deus é o reconhecimento de Sua graça (1Co 1.4-9), Paulo ensina que nada que façamos por meio de nossos esforços redundará em merecimento diante de Deus (Ef 2.8,9). O que está em evidência é o Seu favor e o exercício contínuo da fé, promovida através do conhecimento da Palavra de Deus, transmitida a nós por meio da vida, ensino e morte de Jesus Cristo.

Ser fiel à doutrina bíblica é uma necessidade urgente a todo cristão! Devemos estudar e meditar intensamente na Bíblia e nas doutrinas cristãs para que sejamos defensores da fé (1Tm 1.18). Ser um cidadão do Reino é ser poderoso na Palavra e na doutrina (Tt 1.9), batalhando pela fé (Jd 3) para ter o discernimento bíblico e ético que gera respostas mansas e cheias de temor a Deus (1Pe 3.15). É possível caminhar nesta vereda conhecendo a Escritura Santa e manejando bem a espada (2Tm 2.15,16). Lembre-se, a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17), logo não existe fé sem o compromisso com a Palavra. Compromissados com a vontade de Deus, estaremos inabaláveis, exortados na doutrina, firmes, sem se desviar da verdade (2Tm 4.1-4).

Uma comunidade cristã saudável se preocupa em ser fiel à doutrina, além disso, tem a capacidade de transmitir a Palavra de forma graciosa a fim de atrair as pessoas para Cristo, era isto acontecia no tempo dos apóstolos. A Igreja primitiva tinha zelo pela adoração e seu amor era contagiante, era uma Igreja cheia da graça de Deus. Uma Igreja que prega a verdade, é saudável e amorosa, certamente conquistará a confiança das pessoas e ganhará muitas almas para o Reino de Deus. “E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração; Louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de se salvar” (At 2 46,47).

CONCLUSÃO
Paulo instrui a Timóteo e a nós que nunca devemos nos apegar às doutrinas cristãs apenas na teoria, mas sim na prática diária, com a intenção de resgatar aqueles que estão se distanciando. Esse trabalho feito com amor não fingido, tendo a fidelidade como bandeira, nos fará firmes até a volta de Cristo.

QUESTIONÁRIO
1. O que significa a palavra “fábula”?
R. Essa palavra é usada para descrever uma narrativa fictícia e enganosa, uma história mítica (1Tm 1.4).
2. Qual era o objetivo da instrução do apóstolo Paulo?
R. Não permitir a introdução desses novos métodos de ensino, incompatíveis com o legítimo e genuíno Evangelho (1Tm 1.3).
3. Qual deve ser a nossa posição contra os falsos ensinos?
R. Não nos deixar ser levados por questões enganosas, produzidas por líderes pretensiosos (Gl 1.8).
4. Quais são as consequências do desvio doutrinário?
R. O afastamento das pessoas da Igreja e a produção de contendas entre os irmãos (Pv 6.16-19).
5. O que devemos fazer para retornar a fidelidade doutrinária?
R. Anunciar a Palavra com intenção pura, ter a vida transformada pelos ensinos das Escrituras e transmitir o ensino da graça (1Tm 1.8).

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2006.
Revista do professor: Jovens e Adultos. Fidelidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 1º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 94. Lição 4 – A fidelidade às doutrinas cristãs.
UNGER, Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Diácono Ancelmo Barros de Carvalho

Email: ancelmobarros@gmail.com

11 de novembro de 2013

A Classe Jóias Preciosas inaugura nova sala, com nova mobília e novos materiais didáticos

A Classe Jóias Preciosas inaugurou neste domingo (10/11/2013) sua nova sala, com novas mobílias e novos materiais didáticos. O projeto de restauração e renovação da sala surgiu com a mãe de um aluno, LEILA RAMOS, que ao ver a dificuldade das professoras em ministrar suas aulas, devido à condições do espaço, dos móveis e do material didático utilizado, resolveu fazer alguma coisa para ajudar na restauração e renovação deste pequeno espaço. Ela juntamente com as professoras MANASSÉS TRINDADE e ANTÔNIA DA SILVA NEVES realizaram um bazar numa escola pública, cantinas na igreja e outras atividades no intuito de arrecadar fundos. Também contou com a ajuda e doações de familiares e irmãos da igreja para concluir o projeto. O projeto inclui a restauração da sala (retoques e pintura), troca dos móveis e materiais didáticos. A ideia agora é continuar e fazer o mesmo com as salas dos "Amiguinhos de Jesus" e os "Cordeirinhos". Que Deus abençoa a irmã Leila, Manassés e Antônia pela iniciativa e conclusão deste abençoado projeto. Parabéns a todas!      

Pr. Saulo, dirigente da Igreja, cortando a fita de inauguração
Veja outras imagens na página: "Classe Jóias Preciosas"

3 de outubro de 2013

Dia Nacional da EBD

Nossa Escola Bíblica Dominical, em comemoração ao dia Nacional da EBD,  homenageou algumas classes e alunos destaques do 1º semestre de 2013. Quatro alunos receberam um certificado de Honra ao Mérito, por ter sido NOTA 10, neste primeiro período de 2013. foram eles: Valmir Teodoro, Magna Batista, Vitória da Silva e Izabela da Silva (Não tiveram nenhuma falta). Na ocasião, foram também homenageados o aluno destaque de cada classe: Vitória da Silva Neves (classe Jóias Preciosas, Izabela da Silva Neves (classe Amiguinhos de Jesus), Izadora Batista de OLiveira (classe Cordeirinhos), Izamara Batista de Oliveira (classe Nova Geração), Luana Ramos Lopes (classe Nova Vida), Valcir Gonçalves da Silva (classe Elias), Valmir Teodoro (classe Gideão), Cleidiane Batista de Oliveira (classe Lídia) e Rosa Maria Rodrigues (classe Sarah). As Classes Destaques no Semestre foram: AMIGUINHOS DE JESUS com 71% de FREQUÊNCIA no Semestre 1º semestre e CLASSE SARAH, com 65% de FREQUÊNCIA. PARABÉNS A TODOS.

 

13 de agosto de 2013

CAMPING EBD 2013

 A Escola Bíblica Dominical da 316 realiza neste ultimo final de semana, seu 4º Acampamento. Foi uma bênção de Deus para as nossas vidas!! Obrigado a todos os acampantes! 


Veja as fotos na página: "Camping Ebd 2013"

7 de agosto de 2013

CAMPING EBD 2013


Data: 9,10 e 11 de Agosto de 2013
Local: Sítio Dona Izabel  
Valor: R$ 70,00


FOTOS DO LOCAL
Mais Fotos na Página: "Camping Ebd 2013"

28 de maio de 2013

Ebd e Gincana no Cefis


A EBD realizou neste último domingo (26/05) sua Escola Bíblica no Clube do Cefis. O evento marcou o encerramento da 1ª etapa da Gincana Ebd 2013. Assim, depois da Aula ministrada pelo Pb. Erivelton Paiano, foram realizadas várias brincadeiras valendo pontos. Esteve presente entre alunos e convidados, quase 200 pessoas. Próximo domingo dia 02/06 começa a nova etapa da Gincana e a atividade iniciando esta nova etapa é a arrecadação de óleo de cozinha, para composição das cestas básicas para a viagem missionária no Piaui e para o Camping Ebd 2013. Deus abençõe a todos!
  

 Mais Fotos na página:"Fotos da Ebd no Cefis"