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Jesus, o missionário excelente - Comentários Adicionais

Jesus, o missionário excelente
(Lição 08 – 20 de Agosto de 2017)

TEXTO ÁUREO
Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (Jo 12.46).

VERDADE APLICADA
Para nos resgatar das trevas, Cristo se fez homem e morreu por nós, demonstrando um amor incondicional.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
APRESENTAR a identidade de Jesus como missionário do Pai;
MOSTRAR a natureza excelente da missão de Jesus;
REVELAR os principais aspectos da missão de Jesus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 1.1 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1.2 – Ele estava no princípio com Deus.
Jo 1.3 – Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jo 1.4 – Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
Jo 1.5 – E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Jo 1.12 – Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

INTRODUÇÃO
A palavra de Deus é fiel e digna de toda aceitação, Cristo veio ao mundo para salvar pecadores. Em Mateus 1.21 diz: “E ela dará á luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Assim, Cristo Jesus veio ao mundo e resgatou e redimiu o seu povo, Ele pagou o preço, deu a sua vida em resgate de muitos para livrá-los da maldição da lei e da escravidão de Satanás e do pecado, (Mateus 20.28), (Gálatas 3.13).

1. A EXCELÊNCIA DO MISSIONÁRIO
O conceito de “missão” no contexto bíblico teológico é “enviar” e vem da palavra grega “apóstolos”. Esse vocábulo é usado no Novo Testamento para designar os doze apóstolos: “e escolheu doze deles, a quem deu o nome de apóstolos” (Lc 6.13). O Senhor Jesus Cristo ofereceu-nos o perfeito exemplo de missionário, Ele não somente cumpriu sua maravilhosa missão de salvação quando morreu na cruz no lugar de toda humanidade, mas também separou, instruiu e capacitou seus discípulos, dando-lhes a tarefa de testemunhar em todo o mundo. Ele também instituiu a igreja e enviou o Espírito santo, cabe a nós imitá-lo se quisermos ser testemunhas de excelência na obra do Mestre Jesus.

1.1. Jesus, a palavra eterna
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava à vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.1-5 e 9.14). Os primeiros dezoito versículos do Evangelho de João tratam da Pessoa e obra de Cristo, e contém evidência irrefutável de duas verdades: Sua preexistência eterna e sua filiação. João mostra que o Verbo, que é eterno e é Deus no v.1, é aquele que “Se fez carne e habitou entre nós”. O versículo 14 explica que Jesus, o Verbo eterno encarnado, é de fato, o “Unigênito do Pai”. O v. 18 continua explicando que a expressão “o Unigênito do Pai” significa que Ele é o “Filho Unigênito”. Isto declara a verdade fiel que Jesus, que viveu entre os homens, é a palavra eterna; e que o Verbo eterno é o Filho Unigênito de Deus. O “Verbo” e o “Filho” são uma e a mesma pessoa eterna. Depois fala quanto à Sua obra, João explica que o Verbo Eterno mediou à criação completa. “Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” (v. 3). Dentro dos limites destes versículos estão verdades ligadas à Filiação eterna de Cristo que são de magnitude eterna. O Verbo é eterno; o Verbo é Deus, mas não é o Pai; o Verbo foi o criador de todas as coisas; o Verbo se fez carne e habitou entre os homens; o Verbo é o unigênito filho de Deus. Junto com o testemunho do céu acerca do filho, o v. 15 registra o testemunho do maior dos profetas: João Batista: “Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu”. João nasceu antes de Jesus, mas Jesus já existia antes do seu nascimento e do de João. Devemos nos prostrar em profunda adoração ao contemplarmos a excelência e a glória das verdades aqui apresentadas. Ele era o filho enquanto aqui na terra, Ele era o filho na criação, Ele era o filho na eternidade antes da criação. O filho de Deus veio a ser Jesus de Nazaré sem deixar de ser o que Ele sempre era: o eterno Deus!

1.2. Jesus, a vida
Quando Jesus referiu-se a si mesmo como a vida, estava falando de vida abundante, de paz, vida genuína, de harmonia, vida de alegria. Ele não estava pensando apenas no dia a dia do cotidiano, mas sim fazendo referência também a vida eterna. “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isso?” (Jo 11.25-26). A vida é a maior bênção criada por Deus, Ele nos criou para a vida. Quando Jesus diz que Ele é a vida está expressando claramente que Ele é a fonte da vida, Ele mesmo iria mais tarde vencer a morte e ressuscitar cheio de vida. É Ele quem nos deu a vida eterna com Deus, cheio de plenitude. Somente através Dele a vida é possível. O pecado nos separa de Deus, trazendo a morte, mas, através de Jesus, podemos ser ressuscitados e ter a vida eterna. Quem aceita Jesus como seu salvador agora tem uma vida nova e completa.

1.3. Jesus, a luz do mundo.
No evangelho de João capítulo 1.9, a palavra luz refere-se a Jesus. Quando Ele declarou ser a luz do mundo, quis dizer que é a solução para as trevas em que o mundo se encontra. O diabo é o príncipe das trevas, e viver no pecado é caminhar na escuridão, o mundo jaz em trevas, o inimigo cegou o entendimento das pessoas, por isso, aqueles que estão presos nas amarras do pecado vivem em densas trevas. João 1.4,5 está escrito: “Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Em Jesus está a vida, a qual como uma luz, pode tirar os homens das trevas em que vivem, não há como as trevas resistirem à luz. Quando a luz chega, as trevas são dissipadas, e Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo, libertar os cativos e dar vista aos cegos. O mestre é a luz do mundo e a luz prevalece nas trevas. Onde a palavra de Deus é anunciada, a escuridão é vencida. Onde a verdade de Deus prevalece, não há espaço para a escuridão. Jesus é a luz que veio ao mundo para iluminar todos os homens. Aqueles que nele creem não andam em trevas. Aqueles que nele confiam sabem para onde vão. Ele disse que é a luz do mundo, não uma luz no mundo. Só em Jesus há salvação. 

2. A EXCELÊNCIA DA MISSÃO
O Senhor Jesus Cristo é o único cuja história atinge a vida humana, ninguém pode ficar alheio à sua vida e obra, Ele é o nosso modelo em tudo; a bíblia diz que em tudo foi perfeito (I João 3.5); é nele que devemos nos espelhar e inspirar, Ele é o missionário por excelência.

2.1. Jesus o Verbo que se fez carne
Deus se fez homem e veio habitar entre nós; assumiu a nossa humanidade para nos resgatar do pecado e da morte. O Verbo se fez carne para tornar-nos participantes da vida divina (2 Pe 1.4).  O Pai enviou seu Filho como o Salvador do mundo (1 Jo 4.14). Este apareceu para tirar os pecados (1 Jo 3.5), logo, o verbo se fez carne para a nossa salvação. A carta aos Hebreus explica este mistério, falando que sacrifícios de animais, e mesmo de um simples homem, não poderia salvar a humanidade; então o Verbo se fez homem (Hb 10.5-7). Com isso, Deus se fez homem, o Rei dos reis se fez servo, o criador e dono do mundo se fez pobre, tudo isso, por amor a nós, para nos salvar.

2.2. A personificação do amor divino.
I João 4.19 diz: “Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro”. Nosso amor por Jesus é a consequência de seu amor por nós, e o amor de Deus por nós se personifica perfeitamente em Cristo Jesus, Ele é a personificação do amor do Pai. O amor nunca falha, nunca falhou, cumpriu o plano da redenção até o fim, até bradar: “Está consumado” (João 19.30). Paulo declara em Efésios: “E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5.2). Cristo é nosso exemplo de amor, que os servos de Deus procurem se revestir de amor, que é o vínculo da perfeição, e sejamos imitadores de Cristo também no amor. Ele nos dá o mandamento de amor: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13.34,35).

2.3. A restituição do que foi perdido
Deus criou o homem para gozar a comunhão especial com o criador, com isso, Jesus veio ao mundo com o propósito de buscar e salvar os perdidos (Lucas 19.10). Ele dedicou à vida, e até se entregou em sacrifício, para possibilitar a reconciliação dos pecadores com Deus (2 Coríntios 5.18-21). Apesar do nosso pecado, Deus ainda quer uma relação especial de comunhão conosco. “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55.6-7).

3. A EXCELÊNCIA DO PROPÓSITO.
A Igreja de Cristo é o canal de Deus para atingir seus propósitos na terra. Ela recebeu a ordem de evangelizar o mundo, este é o grande desafio da igreja de Cristo antes de subir aos céus, o Senhor deixou a ordem mais importante aos seus discípulos (Mc 16.15). Fazer missões é uma ordem, um mandamento bíblico, não meramente uma opção, um parecer ou uma recomendação. Portanto, a grande comissão ou o grande desafio não foi dado aos anjos e sim aos homens como eu e você (Mt 28.19,20).

3.1. O Agente Revelador do Pai
Cristo colocou a divindade diante de nossos olhos com todo o seu esplendor, pois é a expressão exata de ser divino, mas em forma humana real (Cl 2.9); e isto de maneira tão verdadeira que aquele que vê o Filho, vê o Pai (Jo 14.9). Ele não é uma divindade inferior, pois há um só Deus que existe e age em três pessoas distintas, pois, a obra de Cristo em todas as esferas é a obra do Deus trino. Jesus veio para revelar o Pai (Jo 1.18), e conhecer Jesus é o mesmo que conhecer o Pai (1 Jo 2.23).

3.2. O Cordeiro de Deus
O cordeiro no antigo testamento era um sacrifício imperfeito, pois era entregue por mãos humanas, todos os anos os homens tinham de entregar um cordeiro ao sacerdote, era um sacrifício imperfeito e repetitivo. Porém, Jesus, foi o único sacrifício perfeito pelos pecados que não precisa ser repetido. Cordeiro de Deus é uma designação que Jesus recebeu, pois Ele é como aquele cordeiro do antigo testamento, a sua missão era dar o seu sangue no lugar do nosso sangue. Jesus foi o cordeiro dado pelo próprio Deus, perfeito, e veio para substituir definitivamente os pecadores que estavam destinados à condenação. Por esta razão, Jesus deu todo o seu sangue naquela cruz, Ele ocupou o lugar que era nosso, aquele que crê no cordeiro de Deus e na sua missão tem seus pecados perdoados e é salvo da condenação. “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (Jo 3.36).

3.3. O direito de filiação divina
Ser chamado de filho de Deus é a maior graça que poderíamos desejar, pois a maior dignidade que Ele nos dá é a da filiação divina. O amor de Deus é a razão de sermos chamados filhos de Deus, pois este mesmo amor é derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo que habita em cada servo de Deus (Romanos 5.5). I João capítulo 3:2 diz: “Amados, agora, somos filhos de Deus”. No presente somos filhos de Deus e isso somente foi possível porque nascemos de novo, uma vez que compreendemos esse mistério, nossa vida se torna diferente, pois passamos a viver essa realidade diariamente de glória em glória na presença do Senhor. Somos filhos de Deus, e como filhos somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8.17). Todas as bênçãos do Senhor são nossas por direito de herança incluindo a vida eterna ao lado do nosso Pai Celestial.

CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o maior exemplo de vida segundo a vontade de Deus, tudo que Jesus fez foi para cumprir o propósito de Deus e nos ensinar como viver segundo a vontade do Senhor. A vontade humana é passageira e nem sempre é a melhor, mas a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12.2). Por isso precisamos conhecer a vontade de Deus para nossas vidas. Assim como Jesus foi enviado por Deus, também nos envia para pregar o seu evangelho (Mateus 28.18-20).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA JOVENS E ADULTOS – 3º Trimestre de 2017 (Jesus, o missionário excelente.);

BÍBLIA DE REFERÊNCIA THOMPSON – Tradução João Ferreira de Almeida – São Paulo: Editora Vida, 2007.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Joana Darc da Silva Pinheiro - É membro da Igreja Assembleia de Deus de Madureira – QN 316 Samambaia – Sul. Professora da Escola Bíblica Dominical.

Missões no Antigo Testamento - Comentários Adicionais

missões no antigo testamento
(Lição 07 – 13 de Agosto de 2017)

TEXTO ÁUREO
Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, dirás.” (Jr 1.7).

VERDADE APLICADA
Missões é doutrina bíblica. Não se trata de modismo ou fruto da criatividade da Igreja.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
REVELAR que a obra de Missões foi planejada na eternidade;
MOSTRAR resumidamente o trabalho missionário no Antigo Testamento;
DEMOSTRAR como Missões no Antigo Testamento serviu de base para o Novo Testamento.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Is 6.5 – Então disse eu: Ai de mim! Que vou perecendo! Porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos.
Is 6.6 – Mas um dos serafins voou para mim trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
Is 6.7 – E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado.
Is 6.8 – Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

INTRODUÇÃO
Atualmente estamos vivendo a ordem missionária no período do Novo Testamento. Porém, precisamos compreender que Deus também tinha interesse em missões no período do Antigo Testamento. Sendo assim veremos no decorrer desse comentário e dessa lição que missões, não é uma tarefa iniciada no tempo da Igreja da nova aliança, mas uma continuação com o Reino de Deus. Assim também como o povo era responsável por cumprir a sua missão, o povo (Igreja) da nova aliança, também tem a responsabilidade missionária nos dias atuais.

1. O planejamento de Missões
Há uma necessidade de compreendermos o plano de salvação, reestabelecido desde o início.

1.1. Conceito de Missões no Antigo Testamento
Entretanto podemos até pensar que no Antigo Testamento não havia Missões, isso vindo do fato de que não existia uma ordem específica como a de Jesus (Mc 16.15; Mt 28.20), para ir pregar a Palavra. Outro motivo talvez seja por não percebermos ou não enxergarmos a realização da obra missionária naquela época através da nação de Israel. Porém muitos eruditos na atualidade afirmam que não houve lugar para missões no Antigo Testamento. Portanto cometem um grosseiro erro de hermenêutica e exegese. Porque à existência de missões no Antigo Testamento é clara, tendo inicio pela própria origem da palavra, mesmo que sua origem não seja hebraica. Muitos pregadores na atualidade dizem que a palavra missões vem do Latim (Missão = missio-onis, que significa: envio ou ato de enviar), e isso é um grande “MITO”, porque além de estar no Latim, o termo está fora da tradução Bíblica do original, que é a palavra no Grego: (Missão = APOSTELOS: Que significa: Também enviar, mas o termo aqui é mais abrangente, nos trazendo uma melhor interpretação, como: Um encargo, uma tarefa, uma incumbência, um propósito; É uma função específica que confere a alguém para fazer algo, é um compromisso, um dever, uma obrigação a executar, sendo por pedido ou ordem. Essa palavra é muito utilizada principalmente no militarismo com o seguinte jargão: “Missão dada e missão cumprida”. É usada no meio empresarial, que também esta dentro desta terminologia grego. Partindo desse princípio podemos observar que no Antigo Testamento há muitos textos com uma incumbência direcionada aos Israelitas, mostrando que Israel não era o único alvo de Deus. E que as Escrituras Sagradas do Antigo Testamento estão cheias de textos demonstrando que a salvação não era apenas para Israel: (Gn 12.3; Sl 67.2,7; Sl 117; Is 2.2-5; Mq 4.1-3; Zc 14.16; Gn 49.10; Ag 2.6,7; Jr 33.9; Is 42.1,6; 49.6; 52.15; Sl 2; Sl 96; Is 61.5-11; 1Rs 8.43,60; Sl 33; Sl 66; Sl 72; Sl 98; Sl 145; Sl 86). Particularmente, é de fundamental importância observarmos que realmente “Deus é o autor de Missões”, assim como está escrito na Carta aos Hebreus (12:1-3). Também o Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios no capítulo 1 onde ele nos afirma que nós fomos escolhidos desde antes da fundação do mundo. E no texto de referência dessa lição 7 o comentarista foi feliz em utilizar o texto do Livro do profeta Isaias, que nos traz uma visão que o profeta teve, onde a maioria dos teólogos concordam que essa visão foi para o período do Antigo Testamento, e explicando de forma bem rústica também é uma visão “Espiritual e Escatológica”, onde na interpretação dessa visão, há uma reunião da Trindade nos Céus, em que um dos três Deuses se manifesta respondendo a pergunta : “A quem enviarei? E quem á de ir por nós? ELE responde: “Eis me aqui envia me a mim!”“, tendo isso ocorrido antes da fundação do mundo. Onde nos dá o entendimento e confirmação desse texto aos Efésios escrito pelo Apostolo Paulo: “Que a nossa salvação foi proposta antes da fundação do mundo”; E que segundo George Ladd, “se foi antes da fundação (Criação do mundo), foi também antes da criação do homem”. Sendo assim não cabe nenhuma interpretação duvidosa de que Deus criou na hora da queda do homem um segundo plano, como vários pastores tem pregado na atualidade, e isso é o contrário do que nos afirma as Sagradas Escrituras, onde ela nos diz que os planos de Deus nunca podem ser frustrados (Jó 42.2).

1.2. Princípios da obra missionária
Então Deus inicia essa “missão” a tarefa do Resgate e Redenção da humanidade. Como disse o comentarista no (tópico 1.1) resgatar da queda e condenação do homem “por terem sido enganados pela serpente”, citado por Moisés no Livro do Gênesis nos capítulos 2 e 3; onde especialmente para Wayne Gruden em sua teologia sistemática afirma que no capítulo 3 no verso 15 aparece a figura Cristocêntica do Messias, em que Deus fez vários pactos ou alianças com a humanidade. Ele apresenta a linha conservadora pactos/alianças com: Adão, Noé, Abraão, Moisés, Nova Aliança; Já na linha pentecostal: pactos/alianças: Edênica (Gn 2.16,17), com Adão (Gn 3.15), Noé (Gn 9.11-15), Abraão (Gn 12.13), Moisés (Êx 19.5,6), Davi (2Sm 7.16), Nova Aliança (Jo 3.16), segundo eles chamada as 7 dispensações.

1.3. O texto bíblico usado por Pedro e Paulo
Sendo assim podemos afirmar com base em textos Bíblicos que “missões é um assunto que com certeza esta presente no nas Sagradas Escrituras do Antigo Testamento, e não apenas como vários pregadores tem afirmado que iniciou se na Grande Comissão em (Mt 28.18-20).

2. A continuação do Deus Missionário
Observa-se que na continuação da história, mesmo nos períodos mais longos e difíceis, Deus sempre esteve presente e dando continuidade no seu plano missionário.

2.1. Revelação Geral e Relação Especial
Na história do Livro de Gênesis desde a entrada do pecado na humanidade, e logo após a demonstração do amor de Deus através da Sua Graça nos faz enxergar a salvação logo no início. Por exemplo, vendo a consagração de vida de Abel, Enoque, Noé... Todos foram salvos pela fé nas promessas de Gênesis 3.15. Depois desse período, vemos Deus formalizando uma relação pactual com os seus escolhidos, a partir da promessa feita a Abraão (Gn 12.1-3), onde Deus faria do homem uma grande nação para si com a qual se relacionaria de forma especial. Até aqui dá a entender que Deus se relacionava com todo o mundo (nações); Do capitulo 12 em diante encontra-se uma focalização específica na nação de Israel.

2.2. O Evangelho anunciado a Abraão
E isso é inegável que agora do capitulo 12 de Gênesis em diante temos o foco voltado para Abraão e sua descendência. Nesse pano de fundo histórico observamos que Deus manifesta a sua salvação independente de nacionalidade, entendendo o que ELE disse em Gn 12.3 “... Seriam benditas todas as famílias da terra”. Israel foi apenas um veículo de Deus para abençoar a terra, através de Cristo. Portanto a formação dessa nação não mudou o propósito divino. Larry D. Paty Doutor e PHD em teologia histórica do Antigo Testamento, afirma isso: “Com suas promessas a Abraão, Deus deu inicio a um novo capítulo na história da humanidade”. O plano divino para a redenção humana, tanto a indivíduos como as nações, não havia mudado. Deus apenas iniciou um método novo. Deus se identificaria de modo especial com um povo de uma nação específica promoveria o crescimento desse povo, determinaria o seu sistema social e político, e o protegeria, livrando-os dos seus inimigos. ELE viria a ser conhecido como o Deus de Israel. OBS: Nesse tópico o comentarista disse que Deus “anunciou o Evangelho primeiro a Abraão”, porém ha um equivoco quanto a esta colocação, porque a palavra “Evangelho” no seu significado de origem significa: conjunto de ensinamentos de Jesus Cristo. Outra coisa os Evangelhos (livros) narram a vida, doutrina, e a ressurreição de Cristo. Portanto não foi o evangelho que Deus pregou para Abraão, mas sim o seu plano de salvação (projeto/propósito).

2.3. A ação missionária na Terra Prometida
Deus identificou-se com Israel a fim de revelar se ao mundo. Sendo assim observamos que Israel foi o veículo missionário entre todos os povos ímpios.

3. Israel, a nação missionária
É certo que eles eram missionários, como já abordamos anteriormente, mas a missão de Israel era realizada por um método diferente. O povo de Israel não foi chamado para proclamar a mensagem de salvação às outras nações afim delas conhecerem a redenção do Messias prometido. Porém os israelitas deveriam “viver a salvação procedente do Messias, demonstrando assim o Deus salvador e criador do universo”. Sua missão, portanto, consistia em testemunho de vida às nações em redor. Todos deveriam conhecer Deus em sua Onipotência, Onisciência, Onipresença, Majestade, Santidade, Justiça, Graça, Amor... Por meio da vida religiosa, social e moral de Israel.

3.2. Ação missionária dos profetas
É por isso que em Gn 12 e em todo o Antigo Testamento, Deus revela-se unicamente para Israel, para que através dessa nação os desígnios fossem revelados para o mundo. Todos os que quisessem conhecer o Deus verdadeiro teriam que se aproximar e conhecer de perto a nação de Israel. Sendo mais objetivo, Deus liderou essa nação para ser seu sacerdócio fiel (Êx 19.5-6), Sua serva e Sua testemunha (Is 40.53), e para difundir seus louvores entre as nações (Is 43.21). Israel era a testemunha viva de Deus, através deles o povo ímpio conheceria a verdade que os libertaria do pecado. Deus refere-se a Israel três vezes como “minha testemunha” (Is 43.10,12; 44.8).

3.3. O reino de Judá disperso e exilado
Importante ressaltar que até durante o cativeiro de Judá ocorreu atividade missionária, por intermédio de judeus tementes a Deus, como os profetas Ezequiel e Daniel. Vide os testemunhos de diversos reis pagãos (2Cr 36.22-23; Dn 2.46-47); 6.25-27). Assim como, também, as sinagogas (“lugares de reunião”) contribuíram para disseminar, entre os judeus nascidos na dispersão e os habitantes das cidades em centenas de regiões fora da Palestina, às promessas divinas de restauração, a fé monoteísta dos judeus, os feitos poderosos de Deus ao longo da história e a expectativa da vinda do Messias, o Salvador do mundo. O próprio Jesus Cristo anunciava a chegada do Reino de Deus nas sinagogas. As sinagogas atraíam também os gentios, que eram despertados pela exposição das Sagradas Escrituras.

Conclusão
Conclui-se desse comentário que há missões no Antigo Testamento, e que a salvação não era realizada, somente por ação direta de Deus. Israel foi um canal para que as nações também alcançassem a salvação. A missão de Israel era de impactar as outras nações com o seu testemunho, para que elas se convertessem a Deus.

Bibliografia
GENEBRA, Bíblia de estudo. Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, Cambuci São Paulo-SP. 2ª Edição Revisada e Ampliada, 2009, p. 1227-1709.

GRUDEM, Wayne, Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. Editora Vida Nova. São Paulo, 1999.

DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, São Paulo, 2001.

LADD, George Eldon, Teologia do Novo Testamento, Editora JUERP, São Paulo, 1993.

KAISER JR, Walter C. Teologia do Antigo Testamento. Editora Vida Nova, São Paulo, 2007.

F. WILBURGINGRICH, FREDERICK W. DANKER, Léxico do Novo Testamento. Editora Vida Nova, São Paulo, 1984.

comentários adicionais

Ev. Wesley Batista, pastor dirigente da ADTAG503 Samambaia Sul, Servidor Público, Bacharel em Teologia pela faculdade Evangélica (FE), Pós-graduado em Docência do Ensino Superior pelo UniCeub.

Deus - O autor de Missões - Comentários Adicionais

DEUS, O AUTOR DE MISSÕES
(Lição 06 - 6 de agosto de 2017)

TEXTO ÁUREO
Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 Jo 4.9).

VERDADE APLICADA
Logo no início da Bíblia encontramos que o Deus Criador é um Deus missionário, interessado em abençoar todas as famílias da terra.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
EXPLICAR aos alunos que o plano de salvação foi elaborado antes da queda do homem;
APRESENTAR a Cristo como a figura central da Palavra de Deus;
MOSTRAR o envolvimento da Trindade nas dispensações.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 20.19 – Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
Jo 20.20 – E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
Jo 20.21 – Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
Jo 20.22 – E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO
O homem foi criado por Deus em estado de perfeição (Ec 7.29), para a glória de Deus (Is 43.7). Porém tendo pecado, ele caiu e perdeu a perfeição que possuía antes. Pela queda de Adão, o pecado passou a todos os homens (Gn 3.1-3; Rm 5.12; I Co 15.22; Gn 6.12). Presentemente, cada homem nasce em pecado, SI 51.5 e vive sempre pecando (Jó 14.1; 25.4; Gn 8.21; Is 48.8), necessitando, então, da plena misericórdia de Deus. Ciente de tudo isso, Deus já havia preparado um plano de redenção para toda humanidade. O sacrifício de Jesus provê redenção para o homem perdido (Mt 20.28). Jesus é o último Adão, o qual conquistou para o homem perdido um novo nome (Ap 2.17), um novo caminho (Hb 10.20) e um novo futuro (Fp 3.10-12).

1. DEUS, O MISSIONÁRIO POR EXCELÊNCIA
Desde o início Deus já se revelava ao homem anunciando a sua Palavra. Ele já sabia da falha do homem, por isso, providenciou um meio de redenção para que o homem pudessem se reconciliar novamente com Ele. Quando Adão e Eva pecaram e esconderam-se de Deus, o próprio criador como missionário foi ao encontro do casal dando a oportunidade de reatar novamente a comunhão. Também Deus estabeleceu um pacto com Abrão, prometendo que ele seria o pai de uma grande nação. Deus disse que não apenas esta nação seria abençoada, mas da mesma forma o seriam as outras nações da terra (Gn 12.3b) através dos descendentes de Abrão. Israel, a nação que viria de Abrão, seguiria a Deus e influenciaria todos com quem tivesse contato. Através da árvore genealógica de Abrão. Jesus Cristo nasceu para salvar a humanidade. Através de Cristo, as pessoas podem ter um relacionamento pessoal com Deus e ser infinitamente abençoadas. O pecado quebra o seu relacionamento íntimo com Deus, assim como tem quebrado o nosso. Porém, Jesus Cristo, o Filho de Deus, abre o caminho para renovar nosso relacionamento com Ele. Deus almeja estar conosco e oferece-nos ativamente o seu amor incondicional.

1.1. A criação revela o amor do Criador
Deus criou todas as coisas, mas a criação mais excelente sem dúvida alguma foi o homem, pois, criou a sua imagem e semelhança. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.26,27). Em que sentido fomos feitos a imagem de Deus? Obviamente Deus não nos criou exatamente como Ele. Porque Deus não possui corpo físico. Em vez disso, somos reflexos da sua glória. Apesar de sermos dotado de razão e criatividade não somos totalmente iguais. Nunca seremos totalmente como Deus. Pois Ele é o Criador supremo, porém temos a capacidade de refletir seu caráter através do amor, perdão, da paciência, bondade e fidelidade. Saber que fomos criados a imagem de Deus e compartilhar muitas de suas características provê uma base sólida para a imagem própria. A criação da natureza mostra um Deus poderoso, inteligente e um Deus que controla tudo, essa é uma revelação geral. Mas, por meio de uma revelação especial, as Escrituras e a vida de Jesus, aprendemos a respeito do amor de Deus, da sua misericórdia e da promessa da vida eterna.

1.2. A missão começa com Ele
Quando o homem pecou teve como primeira consequência o sentimento de vergonha e medo. As cintas de folhas-de-figueira que fizeram para se cobrirem demonstram a tentativa do ser humano de salvar a si mesmo por meio de uma religião de boas obras e sem derramamento de sangue. Quando chamados a se explicar diante de Deus, os pecadores se justificam. Adão disse: “A mulher que me deste por esposa...”, colocando a culpa em Deus (cf. Pv 19.3); e Eva respondeu: “A serpente...” (v. 13). Deus, missionário por excelência, cheio de amor e misericórdia, veio a procura de suas criaturas caídas com a pergunta: “Onde estas?”. Essa pergunta demonstra duas coisas: o homem estava perdido, e Deus veio buscá-lo. Com essa atitude, o Senhor demonstra a pecaminosidade do homem e a graça divina. Foi Deus que tomou a iniciativa na salvação mostrando o grande amor pela humanidade. Muitos se encontram perdidos sem nenhuma esperança, como servos de Deus devemos anunciar as Boas Novas de salvação e buscá-los ao encontro do Pai celestial.

1.3. Um projeto elaborado desde a eternidade
É de suma importância que o ganhador de almas compreenda bem o plano ou caminho da salvação, para poder explicá-lo claramente à alma que busca a Deus. O plano é simples, pois Deus afastou todas as dificuldades. Ele fez tudo em lugar do pecador. A parte que toca a este é apenas aceitar a salvação consumada. É como está escrito na parábola das bodas: "Tudo já está preparado; vinde às bodas" (Mt 22.4). A Palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3.23). Deus, porém, na sua misericórdia, não quer que ninguém pereça (1 Tm 2.4; 2 Pe 3.9), e proveu salvação para todos que quiserem. Jesus morreu em lugar do pecador, levando sobre si o pecado do mundo (Is 53.6b; Jo 1.29; 2 Co 5.21; 1 Pe 2.24). Quem quiser pode agora ser salvo mediante o Senhor Jesus Cristo (Mt 1.21; Lc 2.10,11; 19.10; Jo 3.16; At 10.43; Rm 10.13; Ap 22.17). O castigo do pecado, que era a morte (Ez 18.4), o Senhor Jesus levou em seu corpo no Calvário.

2. MISSÕES EM VÁRIOS ASPECTOS
Esta é hora da evangelização, o apóstolo Paulo nos orienta que devemos pregar a Palavra em todos os momentos, o importante é anunciar o Evangelho de salvação a todos os povos. Todos precisam ouvir a mensagem do Evangelho, Deus nos deu o pão da vida para que possamos repartir com os que tem fome. “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2). Temos em nossas mãos o anúncio de perdão para os que se acham nos cárceres do pecado. Devemos orientar os perdidos mostrando-lhes o mapa que Deus nos dá na Bíblia. E conduzi-los a Jesus, que é o Caminho, a Verdade, e a Vida.

2.1. O processo ascendente de missões
O homem natural, até que se dê conta de sua condição espiritual, e suas consequências, dificilmente busca a Salvação. O nosso dever é ensinar-lhes que o pecado pode propiciar prazeres ao corpo, mas não pode dar gozo à alma, e que Jesus é a única resposta para a alma. Uma pessoa sem Cristo está perdida, sem rumo na vida, vive em função de seu egoísmo e é escrava de seus próprios desejos. O desejo de Deus é que o homem volte-se para Ele e tenha vida eterna, e como solução Ele revelou as Boas Novas do Evangelho: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). As pessoas precisam saber que Deus o ama muito. O nosso Deus, além de ter o melhor plano para as suas vidas, ainda oferece-lhe o perdão de seus pecados.

2.2. Cristo, a figura central
Jesus Cristo é a figura central da revelação bíblica. As profecias revelam Jesus como figura principal, Ele é Autor da criação e salvador da humanidade. Desde o seu nascimento até a sua segunda vinda e seu reino, tudo foi predito de Gênesis até ao Apocalipse. A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (1 Tm 1.15). Essa, portanto, foi a missão na terra do missionário por excelência. Não há outro ser igual a Jesus, ele é singular. Basta uma lida nos Evangelhos para deixar qualquer um perplexo. A perfeição e a singularidade que encontramos na vida e ministério de Jesus são algo nunca visto na história. Não procurava status e associava-se com os pecadores: publicanos e prostitutas (Mt 11.19; 21. 31,32); embora santo, perfeito e impecável, foi submetido aos nossos sofrimentos e provações. Rompeu barreiras geográficas, culturais, étnicas e religiosas (Mc 7. 24-27); Jo 4.9)). Eis o modelo de missionário: Jesus é de todos e para todos; é o único Salvador do mundo; é dever nosso levar o seu nome para as nações (Lc 24.47; At 1.8). A grandeza do nome de Jesus pode ser vista na Bíblia, na história, nas artes, no nosso dia a dia e, principalmente, no testemunho pessoal de seus seguidores. Mesmo sob perseguição, o seu nome atravessou os séculos e, com a arma do amor, fundou o maior império da história - o único que não será destruído: o Reino de Deus, prometido pelo Senhor a Davi, e cumprido plenamente em Cristo Jesus Nosso Senhor.

2.3. Bíblia, o alicerce
A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Esta é a mais curta definição canônica da Bíblia. Esta posição para com a Bíblia é de capital importância para o êxito no seu estudo. Sendo a Bíblia é o firme alicerce que todos precisam conhecer, é a revelação de Deus, ela expressa a vontade de Deus. Ignorar a Escritura Sagrada é ignorar essa vontade. Declarou corretamente certo autor anônimo: “A Bíblia é Deus falando ao homem; é Deus falando através do homem; é Deus falando como homem; é Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando!” Tudo o que Deus tem preparado para o homem, bem como o que Ele requer do homem, e tudo o que o homem precisa saber espiritualmente da parte dele quanto à sua redenção e felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Tudo o que o homem tem a fazer é tomar a Palavra de Deus e apropriar-se dela pela fé em Jesus. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo, e praticar a Bíblia para ser santo. Saiba-se que conhecemos de fato a Deus, não primeiramente estudando a Bíblia, mas amando-0 de todo o coração e crescendo em comunhão com Ele (1 Jo 4.7; Jo 14.21,23). É nulo o conhecimento espiritual destituído de fé (Hb 4.2.) A Palavra de Deus ê destinada ao coração (para ser amada), e à mente (para ser estudada, entendida), Hb 10.16. O plano de Deus para o crente é que o mesmo tendo uma vez conhecido a verdade salvadora prossiga até o pleno conhecimento dela (1 Tm 2.4; Pv 9.9.). Nenhum outro livro, em todo o Universo, pode ser comparado com a Bíblia, inclusive em seus resultados. Ela é capaz de santificar (Jo 17.17), fortalecer (SI 119.28), esclarecer (SI 119.30), regenerar (I Pe 1.23), limpar (Jo 15.3) e vivificar (Jo 6.63). Bendito seja o Senhor por tão maravilhosa Palavra!

3. MISSÕES E A TRINDADE
As palavras de Jesus afirmam a realidade da Trindade. Algumas pessoas acusam os teólogos de terem inventado o conceito da Trindade e forçado a sua interpretação a partir das Escrituras. Mas, como podemos ver aqui, o próprio Senhor Jesus Cristo não disse para batizar “nos nomes”, mas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A palavra “Trindade” não aparece nas Escrituras, mas descreve muito bem a natureza tríplice de Deus que, sendo um, subsiste na pessoa do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Os discípulos deveriam batizar as pessoas porque o batismo simboliza morrer para o pecado e ressuscitar para uma nova vida em Cristo. O batismo representa submissão a Cristo, disposição de viver de acordo com a vontade de Deus e identificação com o povo da Aliança de Deus. A fórmula do batismo em Mateus (28.19) na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, indica que a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que tanto efetuou a encarnação do Filho, como também aplica a salvação ao homem. A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

3.1. A participação de Deus
A obra missionária não é de origem humana, e muito menos ação filantrópica; surgiu do coração de Deus, e está revelado em sua Palavra. Muitos livros tidos como sagrados, mostram o homem à procura de Deus. Porém, a Bíblia nos apresenta um Deus pessoal, buscando e restaurando a coroa de sua Criação. A Bíblia apresenta a pessoa de Deus como aquele que provê todas as coisas, (Rm 8.32b). Quem O reconhece como pastor, de nada terá falta, (SI 23.1). O grande propósito do Altíssimo é a redenção de todo o mundo. Por esta razão, as Boas Novas destinam-se a todas as raças, tribos e nações. O Texto Sagrado encerra sua revelação com um terno apelo, lançado aos homens: "O Espírito e a noiva dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. O que tem sede, venha e quem quiser receba de graça a água da vida." (Ap 22.17).

3.2. A participação de Jesus Cisto
O Senhor Jesus Cristo é divisor de águas de nossas vidas e da História Universal. Ele é o único cuja história afeta a vida humana. Ninguém pode ficar alheio à sua vida e obra. É o nosso modelo em tudo; a Bíblia diz que em tudo foi perfeito; é nEle que devemos nos inspirar. Jesus é o missionário por excelência. Sabemos que só há um meio para a salvação – Jesus Cristo. E somente nós, os cristãos, temos este pleno conhecimento. Como poderíamos, então, deixar de falar de Cristo? “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6). O apóstolo Paulo diz que “E em nenhum outro há salvação; porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (At 4.12) “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem...” (1 Tm 2.5).

3.3. A participação do Espírito Santo
Desde o primeiro até o último capítulo da Bíblia (Gn 1 e Ap 22), as menções ao Espírito Santo se repetem com frequência. Observe a participação do Espírito Santo na história desde o princípio e tudo plenamente descrito na Bíblia. Ela inicia sua mensagem afirmando que o Espírito de Deus se movia. E, conclui afirmando que o Espírito está convidando a todos para beberem de graça da água da vida, (Gn 1.2; Ap 22.17). Qualquer pessoa há de se maravilhar à medida em que estude os atos soberanos e gloriosos do Espírito Santo, quer seja na construção do Universo, quer seja no interior do coração das criaturas. Convém recordarmos alguns desses feitos portentosos, os quais nos conduzirão a um estado de sensibilidade cristã e de profunda fidelidade, pois, quão pequenos somos diante de tão grande Espírito! a. O Espírito Santo participou da obra da criação, (Gn 1.2); b. Continua atuando no Universo criado, (SI 104.30); c. Ele alegra o coração do crente, (Gl 5.22); d. Ele dirige pessoas e igrejas, (At 8.29; 13.1-3); e. Ele esquadrinha o mais interior de nossa vida, (Rm 11.33,34; 8.25-27); f. Ele concede preciosos dons à Igreja, (I Co 12); g. Ele sela os que são chamados para a comunhão com Cristo, (Ef 4.30); h. Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, (Jo 16.8-11), i. Ele adota os pecadores regenerados como filhos de Deus, (Rm 8.15,16); j. Ele consola os corações abatidos, (At 9.31). Assim como o Espírito de Deus se movia sobre a face dás águas no princípio, e daí surgiu a luz, pela Palavra de Deus, hoje o Espírito de Deus está se movendo no coração dos homens, para aplicar neles a Palavra de Deus que produz luz, (Gn 1.2,3; 2 Co 4.6). Quando a igreja de Deus mediante oração fervorosa e perseverante buscar a direção do Espírito Santo, e saírem possuídos do desejo de anunciar a Palavra de Deus, muitas almas serão salvas, elas sairão das trevas para a luz, e muitas igrejas serão estabelecidas.

CONCLUSÃO
A igreja dos dias primitivos cresceu muito depressa porque os crentes, cheios do Espírito Santo, evangelizavam sem parar (At 5.42; 8.4). O resultado foi o maravilhoso crescimento registrado no livro de Atos dos Apóstolos. Hoje, também, a igreja deve possuir crentes cheio do Espírito Santo na tarefa de ganhar almas. A semeadura da Palavra de Deus promove o crescimento e a edificação da igreja.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada. Barueri, SP: SBB, 2013.

REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Evangelismo, Missões e Discipulado. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 104. Lição 06 – Deus, o Autor de Missões.

SILVA, Antonio Gilberto da - A Prática do evangelismo pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

Aprendendo a arte do evangelismo pessoal - Igreja Batista Getsêmani de Luziânia.

Lição Bíblica CPAD. Mestre. 1º trimestre 2007. A Igreja e a sua Missão.

Lição Bíblica CPAD. Jovens e Adultos. 4º trimestre 1980. O Espírito Santo e a Bíblia.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pb. ANCELMO BARROS DE CARVALHO – Servo do Senhor Jesus Cristo.

A evangelização de grupos específicos - Comentários Adicionais

A EVANGELIZAÇÃO de grupos específicos
(Lição 05 – 30 de julho de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10).

VERDADE APLICADA
Ao evangelizar grupos que estavam à margem da sociedade, Jesus não somente nos deu um exemplo, como também nos confiou um legado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que o amor divino nos inspira a evangelizar grupos específicos;
ENFATIZAR a necessidade de se evangelizar grupos que sofrem abandono;
MOSTRAR como podemos alcançar os diversos grupos de viciados, encarcerados e ex-presidiários.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 19.1 – E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
Lc 19.2 – E eis que havia ali um varão, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico.
Lc 19.3 – E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
Lc 19.4 – E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali.
Lc 19.5 – E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.

INTRODUÇÃO
Deus manifestou a sua graça através de Cristo Jesus trazendo ao homem um evangelho pleno, único de arrependimento. Independente de grupo social, cultural, raça, língua e povos. Evangelho esse, que atravessa séculos e não muda seu caráter libertador como única via de ligação que possibilita um relacionamento do homem com Deus, o único recurso para o perdão dos pecados e o único caminho para a salvação.

1. O INSPIRADOR AMOR DE JESUS
Ás vezes é necessário pararmos para pensar no grande de amor de Deus enviando Jesus a este mundo e que por sua vez tolerou e suportou a dor, quando insultado não revidava, mas de maneira simples ele deixava o julgamento nas mãos de Deus, e assumia para si a tarefa de atrair os rejeitados da sociedade, surpreendentemente falou em defesas dessas pessoas. “Pai, perdoa-os porque não sabes o que fazes.” (Lc 23.34).

1.1. O amor que busca o pecador
O Jesus que atraiu multidões era único, suas palavras não foram palavras de um homem comum, nelas era manifestada um grande amor, ele não trabalha com a nossa lógica, em nosso raciocino, nem se vale de cálculos aritméticos para alcançar seus desígnios na vida do mais vil pecador, nós seres humanos não conseguimos entender essa graça salvadora, como está escrito em (Is 55.8), porque os seus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor...”. como o próprio contexto nos diz: “O amor que busca o pecador”. muitas vidas foram buscadas por esse grande amor, lembramos nesse momento de uma mulher por nome Maria madalena, uma prostituta cheia de demônios, muda seu foco e se transforma em seguidora de Jesus. Nele ela encontrou o preenchimento para aquele vazio que sempre a incomodou, pois ele supriu suas necessidades. Assim, decidiu mudar de caminho e segui-lo de perto. E quanto ele a honrou por isso! Ela teve o privilégio de ser a primeira, a saber, e ver que Jesus ressuscitara e recebeu dele o comando para ir e anunciar isso aos discípulos. Nesse momento ele fez dela uma missionária de boas novas. Esse é o amor que chamamos de amor incondicional, sem preconceito e que entra nos lugares mais escuros da vida do pecador e faz uma faxina espiritual, limpando, purificando, transformando e enviando para levar esse evangelho de arrependimento a todos os homens. Em fim, o evangelho de cristo vai além de o nosso imaginar. (Rm 5.8).

1.2. O amor misericordioso
Jesus passava um bom tempo com os pecadores, se fosse aos dias de hoje muitos também escandalizariam de ver Jesus jantando na casa de prostituas, pousando na casa de cobradores de impostos, “publicanos”, sempre deixou claro que não concordaria com certos comportamentos, mas pelo seu misericordioso amor tolerava a fim de conceder ao homem uma oportunidade de entrar em sua vida e provocar uma transformação através de sua graça salvadora, venceu barreiras religiosas e culturais, a ponto de ser criticado pelos fariseus, Saduceus e os políticos, deixando claro que a tradição religiosa não era maior que o seu amor, e que Ele veio para os doentes de alma e não para os sãos, Ele quebrou paradigmas para mostrar que sua vinda a este mundo foi com uma única missão de alcançar não os justos e sim os pecadores dando uma oportunidade de regeneração, não de aceitação do pecado, mas de amor ao pecador, vendo além da vida miserável do homem e fazendo com este, através de sua palavra, pudesse ter a chance de arrepender-se e receber o dom da salvação.(Rm 6.22). Às vezes, apontamos tanto o pecado das pessoas e não mostramos o remédio para a cura. Vemos a história de Zaqueu, Jesus o enxergou em meio a uma grande ramagem, ali estava um homem escondido, no entanto queria, pelo menos, ver Jesus. (Lc 19. 9). Muitas pessoas também estão escondidas dentro de seu próprio pecado procurando respostas dos porquês de certas situações e não encontra uma palavra de misericórdia, devemos mostrar que seu estado é um estado pecaminoso, mas que o nosso Deus é misericordioso e que tem poder de libertá-lo, basta deixar claro, que ao aceitá-lo como salvador receberá a libertação de todo vício pecaminoso e isso o tornará livre da condenação eterna. (Mt 22.34).

1.3. O amor perdoador
Ao se tratar de maneira clara desse amor que vê além das imperfeições da alma humana, uma vida. Obra prima de Deus, Jesus cristo imperava todas as virtudes com um amor inigualável e eterno que jamais será ofuscada com o passar dos anos, operando o seu perdão milagrosamente e incondicionalmente entrando na vida dessas pessoas como fez com Mateus cobrador de impostos, chamando-o, preparando-o e enviando-o. A transformação foi tão grande que Mateus, de um homem odiado por muitos, como era os cobradores de tributos, foi o primeiro escritor do primeiro evangelho. O amor perdoador, é maior que a extensão da ingratidão humana. Deus, Ele não leva em conta o tempo da ignorância (At 17.30) quanto maior a irreverência humana, maior o perdão de Deus. O pecado mergulhou todos os homens na miséria do mal, mas Jesus é a luz que jamais será ofuscada, veio para tratar o homem, livrando da condenação eterna trazendo o sobrenatural que toda humanidade precisa e todas as limitações de perdão que o homem possui Deus revelou em Cristo e cristo em nós, agora o que nos resta é manifestar esse tão grande amor que oferece perdão e traz paz, harmonia, e esperança de maneira absoluta e lúcida aos corações desgraçados e miseráveis desse mundo independente de quem quer que seja. Toda expressão de amor e perdão se revela em Jesus. Não há amor maior que o dele. Precisamos desse amor!

2. OS GRUPOS DOS NOSSOS DIAS
Os aspectos Sociológicos da educação dizem que a sociologia é uma ciência que estuda a forma de relacionamento entre grupos, assim como as consequências dessa relação. Seu principal objetivo é o estudo da sociedade, focalizando na educação como forma importante de relacionamento entre pessoas, essa ciência é significativa para a conscientização social, auxiliando os interessados a compreenderem melhor o comportamento dos grupos sociais. Pensado nisso, o que nós como igreja temos feito para a inclusão de grupos versátil que a sociedade possui? Precisamos criar meios de inclusão, e não de exclusão, para convertê-los ao evangelho de Cristo.

2.1. Comunidades Carentes
A vida humana independente de qual classe social esteja inserida na sociedade, ela é um bem indivisível, faz parte de um plano divino, Deus preparou um plano maravilhoso para a vida de cada pessoa criada e deseja que ela seja feliz, a vida humana tem muita importância para Deus. Àquelas que vivem a Marginal da sociedade carente possui um gasto maior de responsabilidade, de tempo, de obra social, que a igreja, ou seja, nós que somos a igreja, muitas vezes ficamos fechados na nossa zona de conforto e nem se quer queremos abrir mão do nosso poder econômico em favor de alguém seja ele quem for, o qual foi Deus que nos deu. Quando uma alma precisa de uma ajuda financeira pra pagar um aluguel, uma conta de água, muitos chega a dizer que não devem ajudar, para que ela não venha pelo dinheiro e solução material. Mas quem não conhece Jesus, nem se quer amor possui. Muitas vezes seu coração é tomado de ódio, revolta, vingança, tristeza, angustia, essa pessoa vem precisando de tudo, como por exemplo: um sorriso, um abraço de alguém que a chame pelo nome, e que a reconhece como pessoa e que é amada por Deus, como virá por amor se nem sabe o que é amor! Pela sociedade que vive talvez nunca experimentasse amor de mãe, de pai, pelo contrário muitas são até violentadas dentro da própria casa. Mas Jesus nos ensinou diferente. Porque tive fome, e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber; era forasteiro e me hospedaste; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitaste; preso, e foste ver-me; então perguntou os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? E com sede, e te demos de beber? E te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O rei, respondendo lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste (Mt 25.35-40).

2.2. Crianças abandonadas
A igreja tem um objeto de estudo específico que é a palavra de Deus, e devem se preocupar com os diferentes problemas da sociedade, pós-moderna. Colocando de forma crítica e reflexiva diante deles, assim, um dos problemas com que se deve preocupar é o número de crianças abandonadas nas ruas, pedindo esmolas nos semáforos, dormindo nas calçadas, debaixo dos viadutos, isso não falando daquelas abandonadas dentro de seus próprios lares, lugar este, que deveria ser um lugar de aconchego familiar, se torna um inferno, cheio de trauma e sofrimento pra muitas crianças indefesas e inocentes, principalmente nas grandes metrópoles e certas regiões do NORTE e NORDESTE. Diz à estatística que o número de crianças abandonadas supera a bem mais de dois milhões de crianças que vivem a mercê das drogas dos estupros e da violência. Acreditamos, porém que a igreja não será indispensável à formação religiosa dessa classe tão carente que além de ser vista por Jesus com um olhar de ternura ainda assim, poderemos livrá-las do grande perigo que esse mundo oferece e fazê-las grandes cidadãos de bem para termos no futuro uma geração mais sólida e mais justa (Mt 19.14).

2.3. Anciãos
A grande preocupação da maioria das pessoas depois de certa idade é com a velhice e com a própria vida. Aumentam o cansaço, as doenças a desilusão, a tristeza, a insônia, a solidão e muitos outros problemas. A maioria depois de ver os filhos criados, cada um com sua vida formada, olham para tudo isso e passa a refletir como o rei Salomão disse. “Assim o atribui que pode ser o escritor de Eclesiastes” muitas vezes pensou e chegou declarar sobre a busca do sentido da vida. A vida vale a pena ser vivida ou ela não passa de uma existência sem sentido que acaba em futilidade. O Pregador propõe uma análise de questionamentos e respostas sobre todo trabalho, riquezas, deleites e prazeres que corremos atrás numa busca constante durante toda a nossa vida (Ec 12.13-14). Agora vem o comentarista dessa lição nos dizendo algo sobre essa classe de pessoas, realmente, a bíblia exorta aos mais novos, a ser submisso aos mais velhos (IPd 5.5). Lá fora, se faz baile da terceira idade, existem também caravanas turísticas da terceira idade, em fim, muito se constrói com a perspectiva dos direitos e deveres dos idosos. No contesto das organizações democráticas esse processo tem sido tratado com uma participação significativa para promover uma aproximação maior entre essa classe de pessoas. Devemos como igreja, não ficarmos indissociável quanto ao trabalho de alcançar essas vidas pra Jesus, dizendo a elas que Deus as amam, e muito elas tem para oferecer ao reino de Deus. (Ec 2.24).

3. OUTROS GRUPOS A SEREM EVANGELIZADOS
Para que tenhamos êxito na evangelização e necessário identificarmos os problemas da sociedade, fazermos um planejamento evangélico, ampliar nossos conhecimentos e deliberar tempo e atenção para que o trabalho de evangelismo tenha sucesso.

3.1. Alcoólatras e dependentes químicos
Algumas igrejas promovem organizações diversas com o fim de tratamento desse tipo de dependência, na realidade é necessário que seja angariado recursos financeiros, realização de reuniões religiosas, (cultos) festividades, esportes, dinâmicas, trabalhos manuais, diálogos e muito cuidado com o dependente químico. Não basta apenas distribuir um folheto ou oferecer uma bíblia ou outro tipo de literatura uma vez que a mente do viciado está inteiramente dependente da droga e isso o faz incapaz de dominar sua mente, ele não consegue pensar em outra coisa que não seja usar a droga que seu organismo pede. Existem programas governamentais e também entidades filantrópicas com a finalidade de tratamento do dependente químico, todas elas são boas, mas nenhuma tem o poder de libertar a alma da pessoa viciada, só o poder do evangelho poderá efetuar uma libertação total e perdoar os pecados cometidos. (IPd I. 3). A participação da igreja é fundamental e vai além de toda organização filantrópica ou governamental, mas infelizmente a maioria das igrejas tem ficado de braços cruzados esperando que outro fizesse. A efetividade, a participação coletiva e os estreitamentos de laços com as vidas têm sido cada vez menos em nossos dias. Esquecemos que Deus nos chamou e a nossa finalidade aqui na terra não é outra a não ser pregar esse evangelho sem discriminação de pessoas, devemos preocupar com vidas (Tg 2.13).

3.2. Encarcerados e ex-presidiários
Também ocorre a importância da evangelização nos presídios. Como foi citado no tópico anterior tudo exige um preparo, em Salmos (50. 23) o salmista expressou, aquele que oferece por sacrifício ações de graças me glorifica; e aquele que bem ordena seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus. Essa salvação tem que ser anunciada também nos presídios, lá aonde existem os maiores criminosos, ladrões e vidas cegas entregues as hostes do diabo, presas duas vezes, pelo pecado e pelos muros de concretos que as distanciam da sociedade por serem pessoas perigosas e infratoras das leis que regem nossa nação, e que o amor de Deus também pode alcançá-las através da pregação do evangelho. Mas, para pregarem a essas pessoas, além do chamado e da coragem e necessário o preparo físico psicológico e espiritual, não adianta só ter vontade, Jesus antes de ser assunto ao céu depois de sua ressurreição, suas últimas instruções aos seus discípulos dizendo-lhes: ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura, (Mc 16.15), o ide é pra todos, más o preparo é fundamental para não corrermos o risco de sairmos envergonhados, é necessário que os homens nos considerem preparados como ministros e despenseiros dos mistérios de Deus.(I Co.4.1).

3.3. A Batalha Contra o Mal
O objetivo de implantar uma evangelização participativa é principalmente alcançar vidas e levá-las a salvação, e isso demanda uma batalha tremenda contra o mal, transformar vidas perdidas entregues ao diabo requer uma batalha constante de oração, jejum, vigilância e uma vida de inteira comunhão com Deus. Isso implica conhecimento da palavra de Deus além de muita paciência e amor às almas perdidas. Esses mecanismos precisam ser urgentes, precisamos como servos de Deus que somos nascidos de Deus e que vencemos o mundo e recebemos a nossa vitória em Cristo que é a nossa fé (I Jo 5.4). Agirmos como Paulo, cheio do Espírito Santo, ao descerem da Selêucia e dali para Chipre e por outros lugares, encontrou um certo judeu mágico, falso profeta, de nome Barjesus, que usado pelo diabo, tentava impedir o procônsul Sérgio Paulo, entender o que Paulo ensinava a respeito de Jesus, todavia Paulo, cheio do Espírito Santo, fixando os olhos nele disse: Ó filho do diabo cheio de todo engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor? (At 13. 10-12). Paulo declarou que a partir daquele momento ele tornaria cego, isso serviu para que o procônsul cresse na mensagem que Paulo pregava, sabemos que a batalha não será tão fácil, o inimigo trabalha de todas as formas para impedir que alguém seja liberto e salvo, pois a missão dele é matar roubar e destruir. Mas aquele que leva a preciosa semente andando e chorando não voltará vazio, mas trará consigo sés molhos! (Sl 126,6).

CONCLUSÃO
Para alcançar os grupos sociais é necessário realizamos análise e procedimentos certos para que eles possam ser alcançados o mais rápido possível, sem perda de tempo, pois os dias são maus, O senhor já cumpriu o seu trabalho, agora está em nossas mãos. O que temos feito?

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Carvalho, Maria Lucia R.D. Escola e Democracia, São Paulo: Epu,1979.

Lucado, Max. Por isso o chamam Salvador, Traduzido por Emirson Justino. - São Paulo: Mundo Cristão, 2014.

Malafaia, Silas. Autoridade Espiritual para profetizar vida. Rio de Janeiro 2012
Editora Central Gospel Ltda.

Bispo: Manoel Ferreira. Editora Betel. 1ª Edição Maio-2016. Rua Carvalho de Souza, 20- Madureira. 21350-180 Rio de Janeiro, RJ

Revista de Escola Bíblica dominical. 3ª Trimestre de 2017 - Ano 27- Nº 104.

Bíblia de Estudos Genebra. 2ª Edição Revisada e Ampliada.

COMENTARIOS ADICIONAIS:

Missionária Gidersi Vilar B. Viana - Matrícula: 62497, Conadad, Ministério de Madureira. Curso Básico de Teologia. Graduada: Licenciatura letras e inglês. Pós-graduada: Gestão Pública Escolar.