16 de dezembro de 2014

Nova revista 2015 - Fidelidade


                                                1º Trimestre de 2015
Existem temas no nosso cotidiano impossíveis de evitar. E a fidelidade é um deles. Fidelidade significa a atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. É uma característica daquele que é leal, confiável, honesto e verdadeiro. Por isso é um tema importante a ser estudado. 

LIÇÃO 12 - TRÊS JOVENS E O MILAGRE DA FORNALHA

LIÇÃO 12 – 21 DE DEZEMBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
TRÊS JOVENS E O MILAGRE DA FORNALHA

TEXTO ÁUREO
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” Tg 2.14

VERDADE APLICADA
Jamais saberemos o alcance da nossa fé até que sejamos postos diante de uma escolha que peça a renúncia daquilo que mais estimamos e revele quem somos diante da circunstância.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Deixar evidente que a fidelidade é inegociável mesmo diante da opressão e das ameaças;
Mostrar que ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha;
Ensinar que todo aquele que é forjado no calor da provação torna-se puro e flexível.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Dn 3.13 - Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei.

Dn 3.14 - Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?

Dn 3.15 - Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Dn 3.16 - Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.

INTRODUÇÃO
Poucas pessoas podem compreender até que ponto a fé pode ser capaz de renunciar. A magnífica história de Sadraque, Mesaque e Abednego nos ensina que quando o assunto é fidelidade ao Senhor, nem mesmo a morte poderá amedrontar aos que nEle estão alicerçados. (Sl 125.1).

1. FIÉIS NÃO SE VENDEM NEM RETROCEDEM DIANTE DO FOGO
Nabucodonosor era um rei sagaz que oferecia aos príncipes escravos uma faculdade gratuita, uma posição de destaque no reino, e um salário digno. Esse tipo de persuasão fazia com que os cativos se esquecessem de sua terra e vivessem sob a égide de seu domínio, abandonando suas raízes e se tornando parte de seu reino.

Uma vida próspera e tranquila, essas eram as condições oferecidas pelo rei Nabucodonosor aos seus súditos, todavia teriam que se submeter a todas as leis impostas, caso contrário sofreriam a sanção da lei, que nesse caso era a morte na fornalha de fogo. Uma escolha que balançaria o coração de homens infiéis, porém os três jovens preferiram continuar a comunhão com o Deus verdadeiro e recusar as ofertas do rei Nabucodonosor.

1.1. Nabucodonosor e seu inferno particular
Nabucodonosor já havia reconhecido o Senhor como um grande Deus através da revelação de Daniel (Dn 2.47). Porém, não se arrependeu e essa verdade não alcançou seu obstinado coração. Em vez disso, confeccionou uma estátua de ouro com sua imagem para forçar seus súditos a adorá-lo, e aquele que lhe desobedecesse deveria ser lançado na fornalha de fogo ardente. Essa é a forma como age o coração humano quando não glorifica a Deus: o homem glorifica a si mesmo e tenta fazer com que todos o adorem. Como toda religião, Nabucodonosor tinha uma banda, uma lei, um ídolo para adorar, e um inferno particular (a fornalha) que condenava quem não se entregasse a seu credo. Seu maior problema foi achar que mesmo comprando o caráter de alguns, todos eram da mesma estirpe se curvando ao seu sistema.

A Bíblia aconselha aos cristãos a obedecerem aos governos e às leis (Rm 13.1-8). Todavia, também deixa muito claro que os cristãos não podem desobedecer a Deus a fim de obedecer ao governo terreno (At 4.19; 5.29). Quando o governo tenta controlar nossa consciência e nos dizer como adorar, nós obedecemos a Deus em vez de submetermo-nos aos seres humanos, sem levar em conta o preço a pagar por isso.

Sadraque, Mesaque e Abednego foram colocados a prova em meio as situações difíceis da vida. O rei Nabucodonosor determina um decreto (Dn. 03:10-11), qualquer que não obedecesse sofreria a penalidade imposta pelo rei. Em Atos dos Apóstolos no capítulo 5:18, Pedro foi preso por perturbar a suposta ordem pública quando pregava o evangelho de Cristo. Os três jovens e Pedro, não se dobraram as imposições da lei da época em que eles viveram. O maior compromisso dos três jovens era com Deus, de igual forma Pedro. Bem sabemos que é necessário que todos os cidadãos obedeçam as leis, desde que estejam em consonância com a palavra de Deus, pois ela é a lei maior de todo servo do Senhor. Assim é necessário que como servos do Senhor, estejamos em constante oração para que as nossas leis estejam de acordo com a palavra de Deus, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada (I Tm. 2:1,2).

1.2. Sadraque, Mesaque e Abedenego
Não foi fácil para Sadraque, Mesaque e Abedenego permanecerem de pé enquanto todas as outras pessoas “dançavam conforme a música”. Eles desafiaram o sistema porque eram firmes e alicerçados nos ensinos de sua família, e, embora, fosse a Babilônia um lugar ostentador, eles jamais trocariam sua comunhão com Deus por lisonjas ou posições. Um fato curioso que mostra o poder envolvente da Babilônia e que alguns judeus já haviam se vendido, é a qualidade dos instrumentos que deveriam tocar para que todos se curvassem, entre eles estavam alguns de ordem semita como: a flauta, a harpa, e o saltério (Dn 3.5).

Muitos tem se contaminado com o sistema mundano, se rendendo as iguarias do príncipe deste mundo. Vivemos em um mundo onde a corrupção do gênero humano tem se aumentado de forma estrondosa. O homem não tem se preocupado com os seus passos e suas atitudes, deixando se corromper pelos pratos oferecidos por satanás. É bem verdade que fazemos parte deste mundo, mas temos que ter em mente que não necessariamente temos que fazer parte do sistema que satanás tem implantado. Há como viver sem se misturar, pois, da mesma forma em que a água e o óleo não se misturam em uma mesma panela, assim somos nós e os ímpios neste mundo. Sadraque, Mesaque e Abede-nego estavam no meio de um sistema, corrompido, idólatra e mundano, mas não se misturaram, provando que sabiam em quem tinham crido (2 Tm. 1:12).

1.3. Babilônia, o sistema de Satanás
Na Bíblia, “Babilônia” é mais que uma cidade ou império; ela representa um sistema Satânico. Babilônia se iniciou através da obra de Ninrode, que com um audacioso projeto, desejava conquistar o mundo através do esforço humano, sendo impedido por Deus, que confundiu às línguas e dispersou seu reino pelo mundo afora por causa da sua arrogância (Gn 10.8-10; 11.1-9). Nabucodonosor desejava fazer o mesmo, ele possuía um esquema centrado no homem, que tentava conquistar o coração, a mente, e o corpo das pessoas, e nesse sistema não havia espaço para Deus. O nome “Babel” significa: “portão de Deus”. Ela finge ser o caminho para o céu. No entanto, é o caminho para o inferno.

Os verdadeiros crentes não participam desse sistema mundano (Ap 18.4-5). Como os três jovens hebreus, devemos permanecer firmes contra a Babilônia e testemunhar a verdade da Palavra do Senhor, mesmo que isso custe nossa segurança.

Desde a antiguidade, a cidade de Babilônia vem simbolizando o desafio contra Deus (Gênesis 11:1-4). Sua torre era um monumento da apostasia e um centro de rebelião, obra iniciada por Ninrode, com o intuito de conquistar o mundo por meio do esforço humano. Seus projetos foram impedidos pelo próprio Deus quando confundiu às línguas. O servo de Deus deve tomar cuidado para não se associar ao sistema de satanás, sistema esse, onde as pessoas se unem a fim de conquistar fama e glória. Corramos desse sistema que visa à conquista do céu com as próprias forças e grandezas contrárias aos propósitos de Deus.

2. AS PROMESSAS DE UMA FORNALHA EM CHAMAS
O rei ficou enfurecido ao saber que seu decreto foi desobedecido. Ele deu outra chance aos jovens. Mas eles preferiram antes enfrentar o fogo a ter que se curvar a seu ídolo. Assim, eles foram lançados na fornalha amarrados com as próprias vestes. Três promessas se destacam nessa história. Vejamos:

Sadraque, Mesaque e Abede-nego estavam literalmente passando por uma prova de fogo, para eles restavam duas alternativas: 1ª – Adorar a imagem feita por mãos humanas que é reprovável diante de Deus (Êxodo 20:04) ou; 2ª – Desobedecer ao decreto de um rei enfurecido, enfrentar o fogo e não se curvar aos ídolos do rei.

2.1. Seguir ao Senhor não nos isenta de uma fornalha
Não existe evangelho fácil. Ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha. Todo aquele que se dedica ao Senhor não está isento da provação. Nós estamos no mundo, mas não somos amigos dele, somos a contramão de um sistema que a cada dia tenta nos absorver e nos desvincular de nossa profissão de fé (Jo 15.18-20; Fp 1.29). Esses três jovens desafiaram o sistema, envergonharam o rei diante de todos, eles preferiram morrer a negar seu Deus. Eles são um exemplo para todos aqueles que creem; que ainda não se deixaram levar pelo sistema; que não negaram a fé. Mesmo sabendo que a fornalha seria aquecida além do normal, eles confiaram no Senhor, acreditaram que pela vida ou pela morte o Senhor não os deixaria.

Esses três jovens destilaram uma mescla de fé unida a uma audaciosa coragem. Eles enfrentaram a morte e como prêmio encontraram a vida. É o medo de perder que nos impede de conquistar grandes vitórias e altos níveis de comunhão como o nosso Deus.

A nossa fidelidade a Deus não nos isenta das provações, Sadraque, Mesaque e Abede-nego são exemplos de integridade, pois recusaram seguir o sistema mundano e seguiram o caminho estabelecido por Deus. Mesmo diante da fornalha de fogo aquecida sete vezes eles não comprometeram suas convicções. Os três jovens sabiam o que estava prestes a acontecer, mas para eles o que importava era que suas almas diante do Senhor permanecessem fiéis.

2.2. O Senhor jamais nos abandona durante a provação
Fogo que Deus se faz presente sempre tira de nós o que nos impede de caminhar. Eles foram lançados no fogo amarrados, de repente, foram vistos passeando dentro do fogo. O que nos prova que somente as cordas se queimaram (Dn 3.25). Nabucodonosor avistou uma pessoa a mais com eles a passear, Deus nunca abandona os seus quando passam por provações aterradoras. Ele pode não impedir que entremos na fornalha, mas entrará conosco e nos preservará para sua glória (Is 43.2). Os homens que lançaram eles no fogo morreram queimados instantaneamente, eles, porém, além de não sofrerem nenhuma lesão, nem cheiro de fogo passou sobre eles (Dn 3.22,27). Deus sabe preservar os que lhe são fiéis (Hb 11.30-34).

A epístola de Tiago no capítulo 1 versículo 2 nos diz que devemos ter grande gozo quando passarmos por provações. Diante desse versículo é preciso mudar a nossa perspectiva com a qual vemos as provações, se a encararmos com pessimismo, não veremos nada além de um fim tenebroso a nossa frente. O Senhor se manifesta em nossas vidas quando estamos passando por dificuldades e situações impossíveis aos nossos olhos. Não importa qual seja à fornalha da nossa vida, o Senhor pode livrar-nos de todas elas, pois a sua palavra nos garante em Isaías que em qualquer dificuldade Ele estará conosco! (Isaías 43:02).

2.3. A fornalha produz um nível de crescimento
Somente quando atingimos o fogo é que nos tornamos cônscios da presença do companheiro Divino andando ao nosso lado, mostrando aos nossos inimigos Sua grandeza. Que privilégio para esses jovens! Eles receberam uma revelação pessoal de Cristo Salvador antes mesmo dEle revelar-se para o mundo. O que uma fornalha não pode nos revelar? O fogo os livrou de suas amarras da mesma forma que sofrer por Cristo, hoje, nos liberta jubilosamente do pecado e do mundo. A experiência deles glorificou a Deus diante dos outros (1Co 6.19-20), e o rei os promoveu e deu-lhes honras. Primeiro, o sofrimento; depois, a glória (1Pe 5.1,10-11).

Esses moços não poderiam ter permanecido de pé, se não fossem sustentados por uma fé inabalável e sobrenatural. Eles não pensaram em si defender, estavam prontos a morrer se Deus assim desejasse. Eles tomaram uma atitude de fidelidade ao Deus soberano e a mantiveram independente de qualquer expectativa de libertação (Dn 3.16-18).

Talvez, quando passamos pelas “fornalhas” da vida, a intenção divina é a de nos libertar de algumas amarras, a experiência de cada um identificará quais são elas. As provações pelas quais o servo de Deus passa, visa o aperfeiçoamento do seu caráter e seu crescimento espiritual. “Sabendo que a prova da vossa fé desenvolve a perseverança. Ora, a perseverança deve terminar a sua obra, para que sejais maduros e completos, não tendo falta de coisa alguma”. (Tiago 1:3-4).

3. FORJADOS PELO FOGO DA PROVAÇÃO
Nabucodonosor foi publicamente envergonhado, mas também ficou maravilhado com o que viu na vida desses três jovens. Ele se aproximou da fornalha e não se queimou (Dn 3.26), uma prova real de que a confiança em Deus nos exalta diante dos nossos inimigos. Vejamos três aspectos importantes desse capítulo.

Quando os três jovens optaram fidelidade a Deus, o nome do Senhor foi glorificado diante de seus inimigos, que pensaram que a fornalha seria o fim, mas a confiança de Sadraque, Mesaque e Abede-nego em Deus os exaltaram diante de seus inimigos.

3.1. Somos mais que vencedores
“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37). Como podemos nos tornar tão grandes vencedores? Quando durante os conflitos de nossas vidas adquirirmos uma disciplina que não somente fortaleça a nossa fé, mas que consolide nosso caráter espiritual. A tentação se faz necessária para firmar e confirmar nossa vida espiritual, ela é como fogo para o metal mais precioso, que além de purificá-lo, o torna flexível. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, porque neles aprendemos que o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota (Dn 3.28-29).

Nosso Salvador já experimentou todas as dificuldades que agora nos impede para enfrentar, e não nos pediria para atravessá-las, se não estivesse certo de que não são difíceis demais para nós, nem estão além das nossas forças.

O cristão deve ter em mente que quando uma provação começa a vitória já está garantida, não temos de nos preocupar ou ter medo, Deus está do nosso lado e somos mais que vencedores por aquele que nos amou (Rm 8.37). Podemos nos sentir como Sadraque, Mesaque e Abedenego, diante de uma fornalha aquecida sete vezes, mas eles tinham a certeza de que Deus estava com eles na adversidade. Não há nada no universo, nenhum problema muito grande que possa nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm. 8.39).

3.2. Deus age no meio do fogo
“Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, que enviou seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, se não o seu Deus” (Dn 3.28). Em todos os lugares difíceis a que Deus nos leva, ele sempre está criando oportunidades para que nossa fé possa ser exercitada. Esses jovens pareciam iminentemente derrotados enquanto os inimigos observavam para vê-los arder naquelas chamas. Ao fim da provação nem um fio de cabelo foi atingido (Dn 3.22-27). Eles sacrificaram seus corpos, demonstrando aos seus algozes que sua fé era coerente e sua fidelidade inegociável, que lição para aqueles que sacrificam o sagrado!

O mesmo rei que pensou que nenhum Deus poderia livrar os jovens de suas mãos, agora está bendizendo e reconhecendo que não há Deus que possa livrar como o Deus daqueles jovens. Nabucodonosor havia recebido uma impressão tão forte de Deus que mandou baixar um edito de que todo aquele que falasse mal do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego deveria ser morto (Dn. 3.29).  Deus exalta de maneira gloriosa os servos que se recusam a desonrá-lo. Ao final daquele dia glorioso, todos conversavam sobre o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, quando saímos da fornalha, saímos fortalecidos e mais íntimos de Deus.

3.3. A última fornalha
O capítulo três de Daniel é uma tipologia profética de Israel nos dias da Grande Tribulação (2Ts 2.1-12; Ap 13.1-18). Nabucodonosor simboliza o anticristo; sua estátua representa a imagem do anticristo que será erigida; e os três hebreus representam os crentes judeus que serão protegidos durante a tribulação. O milagre da fornalha tipifica um retrato dos eventos nos últimos dias. Daniel não estava presente quando essas coisas aconteceram. Em sua ausência o rei confeccionou seu perverso ídolo. Isso ilustra o arrebatamento da Igreja: quando a Igreja estiver fora da terra, então Satanás poderá levar avante seus planos diabólicos a fim de escravizar a mente e os corpos das pessoas.

“A vinda do Senhor está próxima”. Nós, cristãos, temos que atravessar a “fornalha de fogo” antes do retorno de Jesus. Mas não temos nada a temer, pois Ele estará conosco. E é muito melhor atravessar uma fornalha de fogo que viver em um lago de fogo por toda a eternidade.

Confie em Deus e fique firme, o mesmo Deus que livrou Sadraque, Mesaque e Abede-nego da fornalha de fogo é o mesmo Deus que tem o poder de livrar os fiéis do lago de fogo e enxofre que está preparado para satanás e seus anjos (Mt. 25:41). Faça parte da geração que é fiel no espírito, alma e corpo.

CONCLUSÃO
A fornalha não trouxe morte, mas libertação das amarras, revelação pessoal de um Deus justo, e honra diante dos inimigos. A tribulação produz sempre paciência, experiência, esperança (Rm 5.3-4). Parece incrível, mas esses jovens estavam mais seguros dentro da fornalha do que fora dela. Deixemos o fogo cortar nossas cordas impeditivas!

QUESTIONÁRIO

1. Qual a origem e significado de Babilônia?
R. Origina-se de Babel e significa: a porta do céu (Gn 10.8-10; 11.1-9).
2. Cite três instrumentos semitas.
R. Flauta, a harpa, e o saltério (Dn 3.5).
3. Qual a única coisa que o fogo da fornalha queimou?
R. As cordas que amarravam suas vidas (Dn 3.20-25).
4. Que revelação os três jovens receberam na fornalha?
R. A revelação pessoal do Cristo Salvador (Dn 3.25).
5. O que tipifica Daniel capítulo três?
R. Os dias da Grande Tribulação (2Ts 2.1-12; Ap 13.1-18).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Referência Thompson – Tradução João Ferreira de Almeida – São Paulo: Editora Vida, 2007.

Dicionário Bíblico Universal – Buckland – 1981: Editora Vida.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 12 – Três jovens e o milagre da fornalha. 

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Evangelista Aldemir Pinheiro da Silva e sua esposa Joana Darc.
Matrícula: 16470 – CONAMAD (Convenção Nacional das Assembleias de Deus de Madureira).
São membros da Igreja Assembleia de Deus de Madureira – QN 316 Samambaia – Sul (Pr. Saulo Gonçalves).

Deus vos abençoe em Cristo Jesus!






8 de dezembro de 2014

LIÇÃO 11 - OBEDE-EDOM, O MILAGRE DA PRESENÇA DE DEUS

LIÇÃO 11 – 14 DE DEZEMBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
OBEDE-EDOM, O MILAGRE DA PRESENÇA DE DEUS

TEXTO ÁUREO
“O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta” 1Sm 2.7

VERDADE APLICADA
Conhecer a Deus e não reverenciar as coisas sagradas pode ser tão perigoso quanto ignorar Sua presença.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar que a irreverência às coisas sagradas pode trazer juízo e morte;
Revelar os benefícios produzidos pela presença de Deus na casa de Obede-Edom;
Mostrar o paulatino crescimento espiritual de Obede-Edom e suas lições espirituais.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Cr 13.10 - Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus.

1Cr 13.12 - E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus?

1Cr 13.13 - Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu.

2Sm 6.11 - E ficou a arca do Senhor em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a sua casa.

INTRODUÇÃO
A arca da aliança era feita de Acácia, a madeira mais nobre e mais resistente, e de ouro, o metal mais precioso, símbolos da eternidade e da glória de Deus. Em toda batalha travada por Israel, a arca ia adiante como um símbolo de que Deus estava presente e que garantiria a vitória.

1. A ARCA DO SENHOR, A IRREVERÊNCIA E O JUÍZO
A história de Obede-Edom é riquíssima, ela apresenta a transformação de um homem que aparece do nada, e que é favorecido pela presença da arca em sua casa. Ela mostra um contraste gigantesco do agir de Deus, onde uns em nada são abalados, e outros são extremamente transformados e abençoados.

Quando o Senhor Jeová manda que Moisés construa a Arca do Senhor, Ele diz que a sua PRESENÇA iria com o povo. Então a Arca do Senhor representava a presença do Senhor no meio do povo. A palavra SHEKINAH é hebraica que significa PRESENÇA, então a SHEKINAH não é a GLÓRIA DO SENHOR, pois a palavra hebraica para ela é KAVOD. Mas é notório que o Senhor Jeová quer que sua SHEKINAH esteja no meio de seu povo, mas isso é o que menos temos visto dentro de seu povo, onde observamos pastores, líderes, corruptos e inescrupulosos, querendo somente riquezas. Busquemos a SHEKNAH, e deixemos de ver coisas pequenas, e vejamos as grandes, por que o nosso Deus é um Deus infinitamente grande.

1.1. A trajetória da arca do Senhor
Durante muitos anos a arca foi para o povo israelita um símbolo da presença de Deus, era como se o próprio Deus estivesse em pessoa entre eles, a pelejar suas guerras. Essa mesma arca havia sido levada pelos filisteus, após a morte de Eli (1Sm 4.10-18). Posta no templo, a arca trouxe grande terror ridicularizando seu deus Dagon, que diante dela teve sua cabeça e braços decepados. O povo também foi punido com hemorroidas e uma praga de ratos, tendo que fabricar ratos e hemorroidas de ouro para aplacar a ira do Senhor. Por onde a arca passava trazia terror, até que, finalmente, chegou à casa de Abinadabe, e lá se estabeleceu por um período de vinte anos, após consagrarem Eleazar, seu filho como guardião da arca (1Sm 5.1-12; 6.1-21; 7.1-2).

Explique aos seus alunos que a arca de Deus se tornou um símbolo de tragédia na vida de pessoas que jamais puderam entender seu verdadeiro sentido. Uns ela feriu, outros ela matou. Enfim, ela encontra um local preparado para habitar, onde a ira do Senhor foi aplacada. Todavia, durante o período que passou na casa de Abinadabe nada aconteceu além de um silêncio profundo.

A Bíblia diz que quando no meio do caminho uma catástrofe acontece com um homem da tribo de Judá, filho de Abinadabe, chamado Uzá, o rei Davi deixa de levar a arca e a coloca em uma casa que estava à beira do caminho. A Bíblia nos relata que Obede-Edom morava na beira da estrada que levava a Jerusalém.

1.2. Davi e a arca do Senhor
Durante o tempo que a arca ficou na casa de Abinadabe, Deus preparou o jovem Davi para reinar em Israel, e após sua ascensão, ele resolveu buscar a arca e levar a Jerusalém. Segunda a lei a arca deveria ser conduzida nos ombros dos sacerdotes, e jamais em carros de bois (1Cr 15.15). Davi anelava por Deus, queria sua presença, queria que Jerusalém fosse inundada de graça. No entanto, ele agiu da mesma forma que os filisteus; ele a puxou numa carruagem. Se ao menos observasse o currículo de Abinadabe saberia que em vinte anos ele apenas guardou a arca e nada mais. A morte de Uzá é uma prova de que a irreverência mata, e mesmo que houvesse boas intensões, seguir o modelo errado é incorrer em juízo (1Sm 2.6-7).

Lemos que quando o rei Davi assumiu o reinado em Israel, logo ele DECIDE BUSCAR A Arca do Senhor que estava há muitos e muitos anos, longe de seu lugar, estava na casa de Abinadabe, homem que tinha dois filhos, Uzá e Aiô. Davi parte cheio de pressa e boa intenção, mas se esquece que a pressa é inimiga da perfeição e que de boas intenções o inferno está cheio.

1.3. O toque irreverente de Uzá
Uma razão pela qual temos a dificuldade em compreender a morte de Uzá é que nós próprios temos “o ponto de vista de Uzá” a respeito de Deus. Pois, tendemos a reduzir o Senhor a um símbolo de boa sorte, numa caixa. Uzá conhecia a pena de morte, era um levita, um coatita especificamente encarregado de tomar conta da arca (Nm 4.4-20). Tratar as coisas sagradas com leviandade é como tocar na arca, Uzá foi irreverente, não santificou o nome do Senhor. Uzá cresceu olhando para a arca, para ele a arca era apenas uma religiosidade, um culto como outro qualquer. Durante vinte anos nada aconteceu em sua casa, nada aconteceu em sua vida, não existe registro algum que aquela presença possa ter alterado alguma coisa em sua família.

O resultado de conduzir a presença erroneamente é “morte” e não “vida”. A presença de Deus também mata. Mata quem? Quem está fora de seu padrão tentando segurá-la. Uzá Pagou um alto preço, morte tragicamente. O texto diz que ouve uma rachadura em seu corpo, que ele caiu fulminado. Tudo isso por causa de uma coisa: “a falta de reverência” (1Co 11.29-30). Ele havia esquecido que a arca só poderia ser transportada nos ombros dos sacerdotes (1 Cr 15.13-15).

Davi chega à casa de Abinadabe e leva a arca de forma errônea, e em dado momento Jeová se ira e um dos bois tropeça, e Uzá toca na Arca e é fulminado pela presença de Deus, onde suas entranhas são expostas diante de todos. Então o rei Davi para e todos ficam amedrontados com o ocorrido e Davi diz uma frase que devemos repetir todos os dias de nossa humilde vida: Como trarei a mim a Arca do Senhor? Que traduzindo para nossos dias seria: Como trarei a mim a presença do Senhor? Um homem morreu como alerta de que não se pode conduzir indevidamente a presença do Eterno. É como se Deus dissesse... “Se vocês me querem, tem que ser do meu jeito!” Hoje, muitos estão no papel de Uzá, ou seja, estão em busca de um evangelho “light”, sem peso nos ombros, sem sacrifício, sem observância dos Princípios estabelecidos pelo Senhor. As pessoas querem a presença de Deus, mas erram ao buscá-la segundo seus próprios métodos, construindo para si carros novos, pagos com ofertas negociadas, em campanhas que confundem espiritualidade com supersticiosidade, onde se trata o Shekiná como um amuleto.

2. A ARCA NA CASA DE OBEDE-EDOM
Abalado pela morte de Uzá, Davi temeu e disse: “Como trarei a mim a arca de Deus?” (1Cr 13.12). Sua preocupação era: se Deus está matando o que vamos fazer? Então, guiado por Deus, ele conduz a arca para a casa de Obede-Edom e volta com sua comitiva frustrada para Jerusalém.

Diante do fato ocorrido com o filho de Abinadabe, todos pararam no caminho e uma questão ficou em evidência, de que tudo estava errado. Mas Davi dá uma olhada de lado e vê uma humilde casa e que alguém estava em casa. Davi se dirige para a casa de Obede-Edom, e lhe conta o ocorrido e lhe informa o desejo de hospedar a Arca do Senhor em sua casa e este a recepciona de bom coração.

2.1. Obede-Edom, um homem especial para Deus
A tragédia que trouxe morte para Uzá produziu vida para Obede-Edom. Parece que Deus havia tomado uma decisão: “Ele nem habitaria na casa de sacerdote e nem tampouco habitaria com o rei”. Era como se estivesse enojado com o sistema e a maneira cega que lhe conduziam. Deus resolveu habitar na casa de alguém sem “status”, alguém que estava fora de alcance para todos. Deus deixou de habitar com os nobres, para transformar aquele que para todos era um anônimo. Obede-Edom significa: servo de Edom, os edomitas eram descendentes de Esaú, os quais Deus mandou exterminar da terra e os amaldiçoou. A tragédia favoreceu toda a sua casa, um exemplo de graça onde jamais ouve uma perspectiva de mudança.

Aquele era um momento de grande responsabilidade e extrema oportunidade. A presença do Senhor que por tanto tempo estivera longe, agora estava ali, disponível. Um avivamento estava prestes a acontecer em Jerusalém, mas quem pagaria o preço por ele?

Quem realmente era este homem? Então vejamos: Seu nome significa “servo de Edom” e os edomitas eram um povo amaldiçoado, descendentes de Esaú, que vendera seu direito de primogenitura por um prato de repasto. Mais que isso, a Bíblia diz que ele era um “geteu”, referência feita a Gate, terra natal dos filisteus, ou mais provavelmente a Gate-Rimon, uma cidade levítica da terra de Dã. Logo, ou ele era um cananeu sem raiz espiritual, ou um levita sem a presença do Senhor. De todo modo, fosse ele um pagão sem herança de fé, fosse um religioso sem a glória de Deus, ele atraiu para si a benção do Senhor! Mas como? O que diferia Obede-Edom de Abinadabe, o que esse homem tem a nos ensinar? Abinadabe guardou a Arca por vinte anos, mas não se menciona qualquer benção especial sobre a sua casa, todavia, sobre à casa de Obede-Edom um curto espaço de três meses foi suficiente para o Senhor abençoar Obede-Edom e toda a sua casa.

2.2. Obede-Edom assumiu os riscos da presença de Deus
Quando ninguém queria ariscar-se num compromisso tão radical com Deus, ele abre as portas de sua casa e decide ser o modelo que aquela nação precisava. Obede-Edom teve coragem, pois qual homem que assistindo ao funeral de alguém fulminado pela arca colocaria em sua casa? Obede-Edom arriscou sua vida e a de sua família, e, é exatamente isso que acontece quando a presença de Deus entra em nossa casa. Nós corremos risco (Sl 44.22; Rm 8.36). Evangelho nunca foi fácil, sempre trouxe marcas, perseguição, e sangue (Mc 13.12). Hoje é que as coisas mudaram. Não se sabe mais quem é ou quem não é; quem realmente serve ou quem apenas guarda a arca. Tudo está tão misturado; tão comum, e tão fácil, que a graça se tornou engraçada para muitos.

Talvez se fosse eu ou você, ao sabermos de que Deus matou Uzá só por tocar na Arca, e ainda era da tribo de Judá, como um Edomita (caso ele não fosse um descendente Levita) seria poupado? Mas mesmo assim Obede-Edom aceita e recebe a Arca do Senhor. Mas antes de sair o rei Davi lhe informa que logo que pudesse voltaria para recuperar a Arca, pois ela era a presença de Deus, a Shekinah do Senhor. Obede-Edom concorda.

2.3. Obede-Edom teve a rotina de sua vida alterada
Obede-Edom não somente arriscou, mas teve a rotina de sua vida alterada. É impossível Deus entrar em uma vida e as coisas continuarem do mesmo jeito. Foram três meses apenas, mas três meses que marcaram a história. Poderíamos até conjecturar dizendo que: no primeiro mês houve a restauração da vida sentimental de Obede-Edom, pois sua mulher engravidou e gerou filhos; no segundo mês aconteceu a restauração financeira, onde seu gado e sua hortaliça produziram absurdamente; no terceiro mês sua vida espiritual deu uma guinada, e ele desejou deixar tudo para seguir o caminho da arca. A morte de Uzá foi à porta de entrada para Obede-Edom, e a bênção na casa de Obede-Edom foi a causa de um avivamento em Jerusalém (2Sm 6.12).

A escolha de Deus foi perfeita, Ele viu algo no coração daquele simples homem que vivia à beira do caminho. O que jamais aconteceu na casa de Abinadabe, e que havia sido maldição para todos, se revela como bênção frutífera na casa de Obede-Edom. Não basta estar na presença, é preciso desfrutar da presença!

Penso que quando Obede-Edom se levantava, se é que conseguia dormir, a primeira coisa que fazia era ir ver a Arca em sua sala e se curvava para se aproximar, e sua esposa fazia o mesmo. Também quando ele chegava de seus trabalhos ele logo ia orar ao Deus de Israel diante da Arca, e sempre que passava pela sua sala lá estava ela, a presença de Deus bem no meio de sua sala. Havia uma grande reverência para com a Shekinah do Senhor na casa de Obede-Edom, algo que não vemos mais com tanta frequência no meio das igrejas de hoje, pois mais nos parecemos com a casa de Abinadabe, do que com a casa de Obede-Edom. Mas o relato é que Deus abençoou tudo quanto havia na casa de Obede-Edom, e não é difícil de imaginar que eles estavam deficientes nas áreas: sentimental, física e espiritual, então vendo Deus que havia uma reverência pela sua SHEKINAH, Ele começa a agir na casa do escravo edomita que era natural de Gate. E assim aconteceu durante três meses.

3. OBEDE-EDOM, UM HOMEM SEDENTO PELA PRESENÇA DE DEUS
Enquanto Davi se preocupa em descobrir a maneira correta para trazer a arca para Jerusalém, a notícia da prosperidade de Obede-Edom se estende por toda a cidade (2Sm 6.12). Porém, Obede-Edom toma uma grande decisão, deixar tudo para seguir a arca por onde quer que ela fosse, e se torna uma figura de destaque na história de Israel.

Apesar da Bíblia não dizer, acredito que Obede-Edom se apaixonou pela Presença de Deus. Ele abriu a porta de sua casa e envolveu sua família no propósito de receber e cultivar a Presença do Senhor. Digo isso baseado no fato de Obede-Edom ter seguido a Presença do Senhor quando Davi mandou trazer a Arca para Jerusalém. Aqueles três meses na Presença do Senhor foram tão significativos para este homem que ele deixou tudo, inclusive as bênçãos materiais que fizeram o seu nome notório e, ajuntando seu povo, sua casa, sua família, seguiu resolutamente para Jerusalém para se manter próximo à Presença de Deus.

3.1. O crescimento espiritual de Obede-Edom
Para Obede-Edom a presença de Deus era mais importante do que os milagres derramados sobre sua vida. Ele segue para Jerusalém, abandona sua residência, deixa tudo e se torna porteiro do Santuário (1Cr 15.17-18). Ele queria ficar perto da presença, mesmo que fosse pelas frestas da porta; com o desejo de entrar mais nessa presença ele se tornou músico (1Cr 15.19-21); em seguida é visto como um guardião da arca, ele anelava por mais e mais de Deus (1Cr 15.24); de guardião ele se tornou um ministro de adoração, liderado por Asafe (1Cr 16.4-5); de repente, o incansável adorador que era liderado por Asafe, deixa de ser somente um ministro de adoração e se torna um líder de sessenta e oito pessoas (1Cr 16.37-38).

O que mais nos chama atenção na vida desse simples homem é o desejo de querer sempre crescer na presença do Senhor. Isso deveria ser lição de vida para muitos cristãos que a semelhança de Abinadabe, nada de novo acontece em suas vidas, e que em vez de ao menos se manterem, declinam na vida espiritual a cada dia que passa.

Nos Capítulos 15 e 16 do livro de I Crônicas vemos citações sobre Obede-Edom, como porteiro e celebrante da Arca. Deus abençoou Obede-Edom porque ele se importou mais com a Presença de Deus do que com aquilo que Deus podia lhe oferecer. De algum modo, Deus, em sua onisciência, perscrutou o coração daquele homem e encontrou fome e sede de Sua própria presença e isso proporcionou o liberar das suas bênçãos.

3.2. Obede-Edom, um homem de confiança do rei
O mesmo Davi que designou a arca para a casa de Obede-Edom, também o promoveu como homem de confiança do tesouro do Santuário (2Cr 25.24). Segundo alguns estudiosos, o tesouro do Santuário do Senhor que estava sob a responsabilidade de Obde-Edom corrigidos para nossos dias chegaria a cerca de três bilhões de dólares. A grande lição da presença de Deus na vida desse homem está em como se conduzir na presença dEle. Para Obede-Edom sua maior riqueza era estar na presença de Deus. Que esse seja um caminho para um avivamento em nossos dias.

A Bíblia diz que Obede-Edom se envolveu intensamente no santuário de Deus e se tornou o homem de confiança de Davi nos cuidados da Casa de Deus, a qual citaremos aqui:
• Passou a ser um porteiro do santuário do Senhor (I Crônicas 15: 17-18);
• Passou a ser músico (I Crônicas 15: 19-21);
• Passou a ser guardião da Arca do Senhor (I Crônicas 15: 24);
• Passou a ser Ministro de adoração (I Crônicas 16:4-5);
• Passou a ser Líder de sessenta e oito pessoas (I Crônicas 16:37-38);
• Passou a ser um tesoureiro do ouro e da prata que pertencia ao Santuário do Senhor ( II Crônicas 25:24).

3.3. Os marcos da gratidão de Obede-Edom
Desde aquele dia em que a arca passou a fazer parte da vida de Obede-Edom, ele jamais deixou de ser um homem ligado ao Senhor, e para cada momento vivido, um filho expressava o conteúdo de sua amizade com Deus. Vejamos seus nomes: 1)Semaías – Ouvido por Jeová; 2) Jozadabe – Jeová quem me deus; 3) Joá – Jeová é meu irmão; 4) Sacar – Ordenado; 5) Natanael – Meu amigo é Deus; 6) Amiel – Existe recompensa; 7)Issacar – Portador do salário; 8) Peuletai – Salário (1Cr 26.4-5). Toda geração de Obede-Edom foi alcançada pelo Senhor, e todos se destacaram nas páginas Sagradas como valentes e de força para o ministério (1Cr 26.6-8).

Qual a diferença entre nós e Obde-edom? Também estávamos como ele à beira do caminho, e o Senhor resolveu parar e entrar em nossa casa. Não podemos deixar que essa oportunidade passe e que nada de novo deixe de acontecer em nossas vidas. É impossível ter o Senhor e nada ser transformado.

Agora, é necessário nos lembrarmos que quando abrimos a porta da nossa casa para receber a Arca, todos estarão olhando para lá. Não é possível viver um evangelho de incoerências. O que professamos, precisamos ser e viver. Todo o Israel, desde o seu rei até o menor dos servos, estavam atentos ao que acontecia na casa de Obede-Edom, e ao final de três meses, todos ouviam falar de sua prosperidade por causa da presença da arca. Sabe por que isso aconteceu? Porque este homem conheceu e aceitou as implicações de ter a glória de Deus dentro de sua casa. Ele organizou o seu ambiente familiar e pessoal em torno da Arca, submetendo-se às regras de Deus para ser abençoado. O caso de Uzá, tão recente, demonstrava que o Senhor não se amolda à maneira dos homens de tentarem servi-lo ou manipulá-lo. Podemos deduzir que, a mesma Presença de Deus que destruiu Uzá, também abençoou a Obede-Edom, e uma das razões pela qual isso aconteceu está relacionada ao desejo pela Presença de Deus.

CONCLUSÃO
Da mesma forma que muitas pessoas estão abrindo suas portas para a presença de Deus, e sua sede por Ele tem produzido mudanças generalizadas, alguns estão enveredando pelo caminho de Abinadabe, não passando o temor divino aos seus filhos, e permitindo que morram não somente de forma espiritual, mas literal (Pv 22.6). É tempo de buscar ao Senhor (Is 55.6).

QUESTIONÁRIO

1. Quantos anos a arca ficou na casa de Abinadabe?
R. Vinte anos (1Sm 7.2).
2. Qual o nome do homem que morreu ao tocar na arca?
R. Uzá (1Cr 13.10).
3. Onde Davi resolveu deixar a arca após o incidente?
R. Na casa de Obede-Edom (1Cr 13.13).
4. Quanto tempo passou a arca na casa de Obede-Edom?
R. Três meses (2Sm 6.11).
5. Até que ponto de crescimento chegou Obede-Edom?
R. Homem de confiança do rei e tesoureiro do Santuário (2Cr 24.24).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• Bíblia Sagrada, Revista e Corrigida, Tradução de João Ferreira de Almeida.
Links:
•http://estudosbiblicos.spacebloh.com.br/409289/0-SEGREDO-DE-OBEDE-EDOM/
•http://comunidadebetesda.com.br/artigos/artigo.php?id artigo=56•ttp://comunidadebetesda.com.br/artigos/artigo.php?id_artigo=56
ttp://missaoevangelicaelshaddai.blogspot.com.br/2011/02/arca-do-senhor-na-casa-de-obede-edom.html

Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 11 – Obede-Edom, o milagre da presença de Deus. 

COMENTARISTA ADICIONAL:

PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.