20 de outubro de 2014

LIÇÃO 4 - ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE

LIÇÃO 4 –26 DE OUTUBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE

TEXTO ÁUREO
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” Ef 3.20

VERDADE APLICADA
Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar sobre a necessidade de Ana e o projeto de Deus para sua vida e sua nação;
Falar acerca da entrega de Ana, e o que a conduziu a um voto tão audacioso;
Mostrar como Ana obteve respostas que lhe foram além da importância de ser mãe

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Sm 1.1 - Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.

1Sm 1.2 - E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina.

1Sm 1.3 -  E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.

1Sm 1.4 - E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.

1Sm 1.5 – Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.

INTRODUÇÃO
Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

1. ANA, UMA MULHER ATRIBULADA
Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (1Sm 1.15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

1.1. Ana, Penina e Elcana
Ana era uma mulher judia piedosa, devota, que estava numa posição desagradável de ter que dividir o marido com outra esposa. A maioria dos comentaristas acredita que Ana era a primeira esposa de Elcana, mas devido sua esterilidade ele se casou com Penina para ter filhos. Alfred Edersheim escreveu: “a Lei de Moisés tolerava a poligamia, porém, em nenhuma parte aprovava sua prática”. A poligamia era uma prática dos afortunados. Elcana era um homem bom, que amava sua mulher, e por ela oferecia porções especiais (1Sm 1.5,8). Ana era uma mulher triste, não somente por não ter filhos, mas porque todos os dias era afrontada por Penina, sua rival, que excessivamente a irritava (1Sm 1.6).

Sua miséria era dupla: Ela não tinha filhos em uma cultura que venerava as mulheres fecundas e considerava a esterilidade uma maldição; além disso, Penina, sua rival também lhe provocava com severidade. Em Siló Ana se derramava, seu sofrimento era tanto que Eli chegou a pensar que estivesse embriagada.

1.2. O Senhor lhe havia cerrado a madre
O texto deixa muito claro que foi o próprio Senhor quem fechou a madre de Ana, e quando Deus fecha algo é porque alguma lição espiritual deseja ensinar (1Sm 1.5; Ap 3.7). Se Deus fechou é porque tinha um propósito a realizar, e Ana, a cada subida iria descortinar o grande projeto que o Senhor lhe havia destinado. Ana precisava de um filho, e Deus precisava de um sacerdote cuja voz profética fosse ativada. Embora parecesse que somente Ana precisava de algo; Deus não tinha uma sucessão sacerdotal e precisava de uma voz profética que fizesse o povo se voltar para as coisas sagradas. É das entranhas de uma mulher sofrida e humilhada que vai surgir o homem que Deus estava a procurar.

1.3. A lâmpada de Deus se apagava
“... E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (1Sm 3.1). Eis aqui uns dos grandes motivos pelo qual o Senhor resolveu trabalhar a vida de Ana. Era um tempo difícil, os filhos de Eli, Hofnis e Finéias estava se prostituindo no templo, usurpando a oferta de manjares, e por não repreender seus desaprovados filhos, o Senhor estava prestes a trazer juízo sobre toda a casa de Eli (1Sm 2.12-17;22-25).  Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando, aponta para algo terrível, está claramente nos dizendo que a vida de Deus se esvaía no templo, a lâmpada de Deus fala de revelação, por isso, não havia visão manifesta, e um povo sem revelação é um povo sem amanhã (1Sm 3.3).

Quando a provocação é intensa e tudo se parece estar fechado, este é um bom sinal de que o Senhor está preparando algo muito grandioso em nossas vidas. Os filhos de Eli estavam manchando o sacerdócio, já não tinha mais a noção do profano e do sagrado, e Ana surge no cenário para se tornar a mãe de um sacerdócio santo e incorruptível.

2. ANA ENTREGA AO SENHOR SEU BEM PRECIOSO
Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

2.1. Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado
Qual mulher que orando a Deus por um filho, após receber o milagre, o consagraria ao Senhor sabendo que não o teria mais de volta? Segundo os estudiosos rabinos, a busca incessante de Ana por um milagre durou vinte e cinco anos. Mas o que aconteceu com ela durante esse tempo para resolver deixa-lo no templo e consagrá-lo ao Senhor? Precisamos entender que tudo aquilo que se consagra não retorna mais para o dono, porque passa a ser propriedade exclusiva de Deus (1Sm 1.11;Lv 27.28-29). Deus tinha um projeto e Ana tinha a chave em seu ventre. Deus usou a dor para atraí-la, e quando Ana entendeu o propósito divino, descobriu que mais importante que seu orgulho ferido por Penina, e a ansiedade de tornar-se mãe, era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo.

Que Deus tremendo! Ele sempre tem uma forma de nos atrair, e quando pensamos que a razão de nossas vidas é um determinado propósito, Ele se revela sempre com algo maior e mais profundo. Deus sempre nos atrairá para certos fins, mas esses podem ser apenas a porta pela qual nos levará a realização de coisas que jamais pensamos em ser ou realizar.

2.2. Nasce Samuel
O nascimento de Samuel não somente restabeleceu o sacerdócio e o profetismo em Israel, trouxe também o povo de volta ao Senhor. Ele foi um profeta tão poderoso que nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Com o surgimento de Samuel Deus intencionava o estabelecimento da monarquia, e Samuel foi a peça chave para a consagração de Davi. O que Deus planejou no ventre de Ana? Gerar um homem segundo o seu coração para ungir um rei também segundo o seu coração (1Sm 2.35;13.14). O que Deus pode estar gerando através de nossas vidas através de tudo o que temos passado? Será que não seria hora de deixar de se importar com nossas Peninas e consagrar a Ele o melhor que temos?

2.3. Ana deixou de chorar para cantar
Foram vinte e cinco anos de busca incessante, e de revelações poderosas. Ao fim de sua provação, Ana cantou, e pôde finalmente abrir a boca e dizer: “O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de forças... até a estéril deu luz  a sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes...” (1Sm 2.4-8). Ana perseverou, jamais desistiu. Seu cântico expressa sua alegria, e a grandeza de um Deus que sabe honrar aqueles que se derramam diante dEle em oração(Jr 33.3).

A vitória de Ana foi muito maior que sua vergonha, o que prova que Deus sempre nos surpreende além daquilo que imaginamos (Sl 40.1; Ec 3.4). Ana pôde contemplar a reversão de sua esterilidade, de sua vergonha, e da frieza de sua nação.

3. AS LIÇÕES DO INESPERADO
Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (1Sm 2.21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

3.1. Voto cumprido é recompensa certa
Ana soube honrar ao Senhor. Estava convicta da decisão que deveria tomar e de como deveria renunciar. Ela não agiu como algumas pessoas que na hora da dor e da angústia firmam alianças com Deus, e quando obtém o desejado se esquecem de tudo o que lhe prometeram (Ec 5.4-5). Deus sempre nos recompensa acima das nossas expectativas, Ele sempre nos surpreende (Ef 3.20). Quando Ana poderia pensar que seu sofrimento fazia parte de um plano que iria restabelecer o sacerdócio de uma nação, e que seu se tornaria profeta e sacerdote? Será que ela pensaria um dia em ser mãe de mais três filhos e duas filhas após Samuel? Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa.

Ana jamais pôde imaginar que sua renúncia ofertaria gerações futuras, que em suas entranhas estava sendo gerada a solução de uma nação que estava prestes a naufragar sem a presença do Senhor. Quando tudo estava se apagando, Ana trouxe luz a uma nova realidade, tanto em sua vida quanto na vida de seu povo.

3.2. Ana, uma mulher de oração
Ana era uma mulher triste e angustiada (1Sm 1.15-16), que se chegou a Deus não só porque precisava de um filho, mas para satisfazer também seu ego que estava ferido diante da humilhação de ter que dividir o marido com uma mulher fértil que sempre a irritava por não poder gerar filhos. Em Siló, Ana aprendeu coisas com Deus através de sua comunhão e quebrantamento em oração. O tempo passou e Ana encontrou em Deus respostas que foram além da importância de ser mãe, e de dar uma resposta a Penina. Deus tinha nas mãos uma chave que não somente lhe abriria a madre, mas lhe ser a protagonista de um grande avivamento na nação.

3.3. Buscar ao Senhor de forma deleitosa
Estamos habituados a chegar diante do Senhor em grupo louvando-o, com o bater de palmas e cheios de alegrias. Mesmo assim todos tendemos a nos encolher diante do Senhor durante os nossos períodos de tristeza. Ir ao Senhor com deleites não significa estar isento de tristeza e aflição. Ana não temeu dirigir-se a presença de Deus, era sabia que ninguém poderia aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor; e à medida que mantinha uma comunhão íntima e perseverava em oração, o Senhor lhe trouxe a paz restaurando sua alegria (1Sm 1.18). Penina foi esquecida, deletada da história. Ana homenageada por todos porque Samuel se tornou um homem de Deus com prestígio e notoriedade. Deus tem a resposta para toda porta que está fechada em nossas vidas.

Ao final da provocação de Ana nos resta uma pergunta: o que aconteceu com Penina? A partir de Samuel Penina é quem passou a ser ignorada. Ana sempre sofreu calada, e o Senhor respondeu por ela não somente com filhos, mas com honra, tornando-a mulher mais importante da região, a mão do maior profeta daquela época.

CONCLUSÃO
Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se Ele fechou algo para que venhamos a Sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

QUESTIONÁRIO

1. Como se chamava o marido de Ana?
R. Elcana (1 Sm 1.1,2).
2. Qual o nome da mulher que afrontava Ana?
R. Penina (1Sm 1.6).
3. Por que Penina afrontava Ana?
R. Porque o Senhor lhe tinha encerrado a madre (1Sm 1.6).
4. Qual o voto feito por Ana diante ao Senhor? 
R. Consagrar seu filho a Deus (1Sm 1.11).
5. Após Samuel quantos filhos Ana gerou?
R. Três filhos e duas filhas (1Sm 2.21).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 4 – Ana, e o milagre da cura da esterilidade.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Será feito pelo pastor Osmar.

15 de outubro de 2014

LIÇÃO 3 – O MILAGRE DO MANÁ, O SUPRIMENTO DIVINO

LIÇÃO 3 – 19 DE OUTUBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
O MILAGRE DO MANÁ, O SUPRIMENTO DIVINO

TEXTO ÁUREO
“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” Jo 6.32

VERDADE APLICADA
Jesus é o alimento essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar, e Sua salvação nos confere dois grandes privilégios: vida no presente, e no futuro.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Oferecer aos alunos uma dimensão espiritual do milagre do maná;
Demonstrar os principais ensinos que esse milagre nos revela;
Comentar acerca da relação entre Cristo e o maná na Escritura.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 16.14 - E quando o orvalho se levantou, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra.                                                 

Êx 16.15 - E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer.

Êx 16.16 - Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um ômer por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.

Êx 16.17 - E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos.

Êx 16.18 - Porém, medindo-o com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

INTRODUÇÃO
O milagre do maná do deserto do ponto de vista humano é o maior e mais extraordinário milagre de provisão Divina. Além do escopo pessoal de saciar a fome daqueles hebreus recém saídos do Egito, em tal milagre residem verdades análogas mais profundas, com preciosas lições como veremos a seguir.

Estudaremos nesta lição sobre o significado, sentido, qualidade e analogia tipológica do milagre do maná no deserto, no ponto de vista humano e espiritual.

1. A GRANDEZA DO SUPRIMENTO DIVINO
Quando o povo saiu do Egito não demorou muito para ter necessidade de comida e água. Isso para Moisés representou um teste de confiança na provisão de Deus, ele, porém, não vacilou em sua fé, e o milagre de provisão foi realmente grande em relação ao seu povo.

1.1. O significado do maná, uma figura de Cristo
O significado do nome maná no hebraico é: “o que é isso?”, do som desta palavra feito no hebraico é que surgiu o nome “maná”. Essa designação permaneceu pelo fato deles não conhecerem aquele alimento fornecido por Deus quando caminhava pelo deserto, logo após a saída do Egito. “O que é isso?” foi uma expressão que se fixou como designação daquele alimento. Quatros coisas interessante nos chamam a atenção quando descrevemos o maná: 1) Ele veio do céu, era inexplicável, como o mistério da piedade Divina (1Tm 3.16); 2) Era pequeno, o que nos lembra da humildade de Jesus (Êx 16.14); 3) Era branco, o que nos lembra a pureza e a impecabilidade dEle. Ele é o Filho santo de Deus (Êx 16.31).

Por quase 40 anos, foi satisfatório e fortalecedor para a nação alimentar-se do maná (Jo 6.48-50). Tudo que precisamos como alimento espiritual é Jesus Cristo. O Pão celestial enviado por Deus. Devemos nos banquetear com o Pão que nunca nos deixará faminto.

A palavra maná no hebraico significa (man hû), para alguns autores essa palavra veio da sua analogia/aparência com a palavra seiva de tamarisco que no hebraico também significa (man hû), essa seiva brotava das árvores de tamarisco, durante a noite ela ressecava e caia de manhã em forma de pequenas pérolas brancas acinzentadas e muito doces como mel. Os beduínos utilizam o maná em sua dieta até nos dias de hoje.

1.2. A continuidade do milagre
A grandeza do milagre da provisão por meio do maná é impressionante sob o aspecto de sua quantidade, qualidade e continuidade. Essa alimentação fornecida aos filhos de Israel, que eram bem numerosos, possivelmente, dois milhões de pessoas incluindo mulheres e crianças. O maná, rico em nutrientes, caía diariamente durante seis dias da semana, exceto no sétimo dia que era o sábado. O Senhor lhes privou de outros alimentos variados que estavam acostumados. Mas durante quarenta anos nunca lhes deixou faltar o pão do céu (Dt 8.1-3). O cuidado de Deus foi demonstrado de maneira grandiosa e contínua servindo de base para nossa fé (Hb 9.4-9). A alimentação não foi variada, mas foi o que eles precisavam e assim Deus faz conosco ainda hoje.

Isso realmente foi um milagre, segundo Moisés em Ex 16:4 Deus disse a Moisés que faria “chover pão do céu” dentro da necessidade do povo, para sobreviverem no deserto.

1.3. A quantidade do milagre
Milagre é um fenômeno que foge às leis naturais, logo não tentaremos explicá-lo, mas medir de acordo com Êxodo 16.16. Segundo os pesos e mediadas do dicionário Almeida, um “ômer” equivale a um décimo de um “efa”, que possuía 17,62 litros. Isso significa que um ômer possuía 1,76 litros e que essa porção poderia ser despejada numa tigela. O Senhor Deus determinou que se apanhasse um ômer diário por cabeça, e quando consideramos o relato de Número 11.21, concluímos que havia seiscentos mil homens, isso sem contar as mulheres e as crianças. Logo, se esse número for multiplicado por quatro, então nos aproximaremos da quantidade de víveres que o Senhor providenciou. O número da população era em torno de milhões e quatrocentos mil pessoas (2.400,000) e talvez até mais! Isso é extraordinário, pois essa projeção dá quatro milhões duzentos e vinte mil litros de maná diários, durante quarenta anos ininterruptos.

Muito maior que a quantidade desse milagre, era a sua qualidade, ele veio do céu, direto da mesa do Senhor (Sl 78.23-25). Como os judeus tinham acesso fácil ao maná! Eles não tiveram de escalar uma montanha nem atravessar um rio profundo. O maná caiu onde eles estavam (Rm 10.6-8).

Nessa ocasião o milagre foi completo e grande, a quantidade que caia era superior ao número de habitantes, vindo o Senhor a determinar que seria apenas um ômer por cabeça. Dessa forma podemos inferir que onde havia caído o maná tinha mais do que o necessário diário, porque Deus queria mostrar para o seu povo que Ele os alimentaria todos os dias sem faltar o alimento.

2. A INSTRUÇÃO PELO SUPRIMENTO DIVINO
O maná foi concedido ao povo ao longo dos quarenta anos. O milagre da provisão pelo maná era transitório e apontava para algo futuro dentro do plano Divino, tais coisas eram carregadas de lições espirituais para o povo de Deus de todos os tempos.

2.1. Qualidade do maná
Para que o ser humano desfrute de uma boa saúde ele precisa de uma alimentação saudável e variada. Porém, no deserto a única comida que possuíam era o maná. Lá eles não tinham essa variação. Incrivelmente, eles se alimentaram durante quarenta anos no cereal celeste, denominado de: “o pão dos anjos”, isto sem sofrer com qualquer deficiência alimentar. Pois, o maná tinha em si todos os nutrientes que eles precisavam (Sl 78.23-25). Apesar de terem uma única alimentação, exceto pelas codornizes que foram capturadas duas vezes, eles tinham forças e saúde, o que aponta para o Senhor Jesus, o verdadeiro pão que desceu do céu completo em si mesmo (Jo 6.49-51).

O milagre do maná nos ensina a como depender de maneira única e exclusiva do Senhor. No deserto eles tinham pão, mas não havia mistura. Deveriam contentar-se e adequar-se aquele novo sistema de vida, crendo que o mesmo Deus que os libertou, também cuidava deles e sabia o que precisavam dando-lhes apenas o necessário e não o desejado.

Em Sl 78:24b “Cereal do céus”, observamos o quanto Deus é zeloso pelo seu povo, porque, sabemos que nos cereais podemos encontrar nutrientes como: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas, enzimas que é um polissacarídeo da glicose encontrado na natureza, e outras substâncias. Como podemos ver se o grão da terra é assim, imaginemos a qualidade do que desceu do céu, que sustentou o povo no deserto durante 40 anos.

2.2. Disciplina espiritual
A vida dos filhos de Israel estava impregnada do estilo egípcio, seus hábitos e devoção receberam forte influência. O maná representava a desintoxicação espiritual, comida que jamais compreenderam o significado (Dt 8.3). o pão dos anjos era fornecido todas as manhãs, mas era necessário o povo apanhá-los todos os dias, exceto no sábado. Este ir e vir diário representava um relacionamento com Deus, e ao mesmo tempo, a disciplina com o alimento Divino. Inserir o maná era como ter Cristo dentro de si preenchendo todos os espaços da alma e coordenando todas as diretrizes da vida. Guardar era permitir que se estragasse o que representa uma vida sem ação, apenas religiosa. A porção dupla da sexta-feira nos fala de descansar na confiança em Sua provisão (Ex 16.20; Mt 6.25; 1Tm 6.8).

No ponto de vista humano demonstra um povo que queria guardar o maná/alimento para o dia seguinte com medo de faltar no outro dia, indicando assim uma visão humana limitada. Já na visão espiritual Deus queria que antes de tudo o seu povo deve/deveria confiar em sua Palavra e obedece-la. Jesus refere-se a isto em (Mt 4:4; Lc 4:4).

2.3. É necessário curvar-se
A orientação que Deus deu acerca do maná era que todos colhessem apenas o necessário por cabeça, até um ômer por pessoa diariamente (Êx 16.19-21). Era proibido guardar para o outro dia. Isso nos ensina que para cada dia Deus tem um novo alimento, uma nova revelação. Hoje, muito do desassossego e do pecado no mundo resulta de uma fonte espiritual não satisfeita. Há pessoas que vivem com substitutos rejeitando a saudável alimentação que Deus oferece livremente (Is 53.1-3). O maná não caiu sobre mesas ou árvores, mas no chão, e o povo tinha que inclinar-se para pegá-lo. Muitos pecadores não se humilham. Eles não se curvam! Não se arrependem nem se volta para o Salvador.

Destaque para seus alunos que esta é uma clara mensagem para todos nós. Que embora não estejamos no deserto, assim como eles deveriam confiar que teriam a provisão e o cuidado alimentar de Deus a cada dia, devemos confiar que Deus cuidará, a cada dia, de todos nós! Mesmo quando hoje trabalhamos com nossas mãos para o nosso sustento, por trás de tudo, é Ele quem nos dá saúde, nos preserva e nos sustenta.

O povo havia saído do Egito cheio de usos e costumes da cultura egípcia. Está escrito em Dt 8:3 “Ele te humilhou, e te deixou ter fome...”, com isso Deus queria que o povo aprendesse os seus usos e costumes, cultura, (suas Leis), porque Ele tem um novo alimento para nós todos os dias.

3. CRISTO, O ALIMENTO DIVINO
Existe uma relação muito forte entre o maná do deserto e o Salvador do mundo. Cristo é o pão da vida, o alimento sem o qual a vida não pode continuar (Jo 10.10b). A vida é a nova relação com Deus, que só é possível graças a Jesus Cristo. Sem Ele e separados dele ninguém pode entrar nessa nova relação com Deus.

3.1. Cristo, o maná que dá a vida
Em comparação com o maná do deserto, Cristo, nosso maná espiritual tem poder vivificador (Jo 6.48-51; Hb 9.4,9). O maná sustentava a vida física, mas Cristo dá vida espiritual a todos os que o recebem. O maná era apenas para os judeus, mas Cristo oferece a si mesmo ao mundo todo (Jo 6.51). não custou nada a Moisés assegurar o maná a Israel, mas para Cristo o preço foi de sangue, tendo que morrer na cruz para se tornar disponível para saciar a fome universal. Como é triste observar que a maioria das pessoas do mundo caminha sobre Cristo, como se Ele fosse o maná deixado no chão, em vez de inclinar-se para recebê-lo a fim de poder viver. Deus testava a obediência de Israel ao fazê-lo pegar o maná o maná diariamente, e isso ainda é um teste para o povo de Deus (Êx 16.4). Infelizmente, muitos cristãos ainda anseiam pela alimentação carnal do mundo (Êx 16.3).

Muitos cristãos, em vez de começar o dia se inclinando em busca do alimento espiritual, esperam que o pastor ou o professor da escola Bíblica dominical recolha o maná para eles e os alimente. Este é o teste de nossa caminhada espiritual: eu tenho Cristo e sua Palavra em alto apreço, a ponto de iniciar meu dia recolhendo o maná?

Entretanto no Evangelho segundo escreveu João no cap. 8 nos versos 32 ao 35 está escrito: “ Replicou-lhe Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. Assim como disse Jesus até aqueles que o viram, mesmo assim não acreditaram nele, e nós hoje também temos a sua palavra viva e muitos também não acreditam Nele.

3.2. A satisfação eterna do verdadeiro maná
O maná fora apenas um tipo de sua missão de satisfazer a fome que o espírito humano tem pela verdade, amor, e esperança; Ele não veio apenas para satisfazer uma fome passageira, mas para comunicar vida, e que está à disposição de todos aqueles que desejarem. Vamos recorrer a Ele, abandonando tudo o mais. Ir a Cristo é deixar de ter fome; confiar nele e saciar nossa sede. Se Ele tem poder para nos levar aos céus, também tem poder para nos dar as bênçãos da terra da terra. “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Todos os que vão a Ele provam que estão incluídos nas dádivas do Pai, dádiva feita antes que os mundos fossem criados (Jo 10.28-29; 17.5-6).

João escreveu em seu Evangelho que Jesus fez a analogia do maná que mata a fome física, comparando a Ele que mata a fome física e a espiritual e ainda dá a vida eterna.

3.3. Jesus, o maná essencial para a vida
Nenhuma busca da mente humana e nenhum desejo do coração do homem pode encontrar a verdade de Deus apartado de Jesus. O único caminho para alcançar essa nova relação é através de Jesus (Jo 1.1-3; 14.6). Jesus é o essencial sem o qual a vida não pode nem começar; nem continuar (Jo 3.16). Quando de verdade o conhecemos, e o recebemos, todos os desejos insatisfeitos, e insaciáveis do coração e da alma desaparecem. A fome e a sede da situação humana se apagam quando Cristo vive em nós. Todo esse processo nos dá vida. Isto é, situa-nos em uma nova e bonita relação com Deus (Jo 8.32). a possibilidade de obter isto é grátis e universal (Mt 11.28). o convite se formula a todos os homens e consiste apenas em curvar-se para pegá-lo em gesto de humilhação, pois do céu já nos foi dado (Jo 6.51).

Professor (a) você pode usar a 1° estrofe do Hino 328 da Harpa Cristã como ilustração para concluir a lição.

No Evangelho segundo escreveu João no cap 8 verso 32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, em todo o seu evangelho ele deixa bem claro que Jesus é essa verdade, onde registrou Jesus declarando que no cap. 14:6 “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, e ninguém vem ao Pai se não por mim”, apontando que Ele é o verdadeiro maná/alimento em seu significado único e completo, como já comentamos no tópico 1.1, onde está registrado nas Escrituras Sagradas em Ex 16:15b “Disse-lhes Moisés isto é o pão que o Senhor vos dá para nosso alimento” e em João 6:48 ao 51, Jesus disse: “Eu sou o pão dá vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne”.

CONCLUSÃO
O grande privilégio de servir a Cristo é que Ele oferece: primeiro, uma nova satisfação em vida. Onde o coração humano se harmoniza e a vida deixa de ser uma mera existência tornando-se algo que é motivo de excitação e de paz. Segundo, Ele nos garante estarmos seguros até além da vida. Ou seja, Ele nos oferece vida no tempo presente, e vida na eternidade.

Aprendemos nessa lição o significado do maná, sua qualidade, sentido físico e espiritual, e a sua analogia com Jesus, que é o verdadeiro maná que não pode faltar em nossas vidas.

QUESTIONÁRIO

1. O que significa maná?
R. “Oque é isso?” em hebraico.
2. Qual o dia que o maná não deveria ser colhido?
R. No sábado.
3. A brancura do maná simboliza o que?
R. Lembra a pureza e a impecabilidade de Jesus.
4. O que simboliza inclinar-se para recolher o maná?
R. Humilhar-se diante de Cristo.
5. O que nos oferece o pão de Deus que desce do céu?
R. Vida na eternidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GENEBRA, Bíblia de Estudo, Edição Revista e Ampliada, Editora Revista Cristã, são Paulo, 1993, p. 111-113, 746, 1381-1388.
DISPONÍVEL, em: https://www.artigos.com...>religião
Revista do professor: Jovens e Adultos. Liderança Cristã. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 1 – O agir de um Deus sobrenatural.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Evangelista Wesley Batista – Bacharel em Teologia e Pós Graduado em Didática do Ensino Superior.

10 de outubro de 2014

LIÇÃO 2 – NOÉ, O MILAGRE DO LIVRAMENTO E DA CURA


LIÇÃO 2 – 12 DE OUTUBRO DE 2014 - EDITORA BETEL
NOÉ, O MILAGRE DO LIVRAMENTO E DA CURA

TEXTO ÁUREO 
“Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca”. Gn 7.23

VERDADE APLICADA 
Livramento e cura são dois aspectos pertinentes a salvação, uma graça exclusiva oferecida por Deus aos seus filhos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Demonstrar a importância de sermos um milagre de Deus para a nossa geração;
Apresentar a necessidade de trabalharmos naquilo que Deus nos fala para a nossa salvação;
Mostrar o valor da salvação conferida pela graça de Deus para todos os que creem.

TEXTOS DE REFERÊNCIA 
Gn 6.5 - E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
Gn 6.7 – Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração.
Gn 6.7 – E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até ao réptil, e até a vae dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
Gn 6.17 – Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo que há na terra expirará.

INTRODUÇÃO
Diante de uma sociedade perversa e corrompida, Noé achou graça diante de Deus, e foi escolhido juntamente com sua família para se tornar o salvador de seu tempo. Sua missão era construir uma arca, anunciar um dilúvio, e preparar-se para o dia final.

1. NOÉ, O MILAGRE DE LIVRAMENTO
Nos dias de Noé a corrupção humana chegou a tal ponto que o Senhor se entristeceu de ter feito o homem (Gn 6.6). Salvar os justos e reiniciar uma nova civilização foi o único meio que Deus encontrou para aquele mundo imperdoável.

A Bíblia não relata os detalhes dos primeiros 500 anos da vida de Noé, mas alguns fatos ficam evidentes. Ele viveu numa circunstância difícil, um período da história em que quase todas as pessoas se dedicavam ao pecado. As pessoas eram carnais, totalmente rebeldes contra seu Criador (Gn 6:1-3). Noé foi casado e pai de três filhos, Sem, Cam e Jafé, que também se casaram (Gn 7:13). O fato mais importante sobre a vida de Noé não vem da perspectiva humana de algum momento de importância histórica. O que mais importa é a avaliação de Deus da vida deste homem: “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn 6:9).

1.1. A corrupção generalizada daqueles dias
A época de Noé foi marcada por grandes avanços, o que contraria o pensamento de muitos que veem aquela civilização como primitiva e recém-saída das “cavernas”. Havia trabalhos como o cultivo de sementes e armazenamento de colheitas, e o pastoreio de vários tipos de animais eram coisas comuns. Porém veio a construção de grandes cidades, a descoberta da metalurgia, a música e a ciência da guerra, pois havia famosos valentes da antiguidade (Gn 6.4b). Estes tais são responsáveis pela grande corrupção, pois a mistura da linhagem piedosa com a impiedosa levou a corrupção que houve naquele período. Deus criou o homem bom e perfeito, isso significa que ele trouxe uma lei em seu coração, mas o pecado se incrustou de tal forma na vida humana que Deus não teve outro jeito a não ser destruir aquela sociedade impiedosa (Gn 6.5-7).

1.2. O Juízo de Deus para o fim daquela sociedade
Toda terra foi invadida por uma onda de maldade tão grande que incomodou os céus. A alma humana ficou tão contaminada que tudo quanto pensava refletia egoísmo, violência desmedida e desprezo às coisas de Deus. Cremos que Deus não permitiu que tais coisas continuassem, porque certamente iriam comprometer o plano messiânico da redenção, aliás, esse era o verdadeiro propósito de Satanás, impedir a vinda do Messias. A maldade foi tanta que até mesmo os animais foram afetados, por isso, disse Deus: “Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até o réptil, e até a ave dos céus” (Gn 6.7). Então, o fim daquela geração foi marcado pelo juízo Divino através de um dilúvio universal que seria o único remédio para aquela situação.

1.3. Noé, o homem com quem Deus contou
    De toda aquela geração, o único justo encontrado por Deus foi Noé (Ez 14.14). Ao contrário de Moisés, Elias e do Senhor Jesus, Noé não fez milagres, ele foi o milagre em pessoa. Numa época em que a inversão de valores se tornou comum, o certo era errado, e qualquer que fizesse o contrário era humilhado e ridicularizado, podemos dizer que Noé foi um milagre por inteiro (Gn 6.9). Deus pôde contar com esse homem, ele não falhou, foi honrado o suficiente para ir contra a correnteza da maldade, perseverando em fazer a vontade de Deus. Àqueles que defendem que a linhagem de Sete era santa, veem aqui um fator crítico, visto que ela também se perdeu em meio à corrupção. Noé, porém, conservava a sua piedade e integridade, influenciava a sua família, tornando-se assim, um milagre extraordinário de liderança (Gn 6.8).

Jesus nos alertou sobre os dias de Noé, e o que antecede sua vinda é a corrupção generalizada, crise de integridade, sodomia, e profanação a tudo o que se considera sagrado. Noé não se intimidou, começo e terminou, não teve medo de testemunhar a verdade em meio à corrupção. De igual modo, o Senhor conta com os justos, somente eles podem brilhar em meio às trevas (Fp 2.15).
Quando Deus escolheu exemplos de fé para ensinar o povo de Judá no sexto século a.C., um dos três nomes que ele usou foi o de Noé (Ezequiel 14:12-20). Ele como Daniel e Jó, se destacou por sua coragem de fazer a vontade de Deus no meio de uma geração especialmente perversa e rebelde. Vamos ver algumas lições importantes da vida de Noé. A Bíblia relata poucas informações da primeira metade da vida de Noé. Mas, certamente, a importância deste homem na segunda metade da vida foi baseada na sua fidelidade a Deus durante os primeiros séculos de vida. É isso mesmo – séculos de fidelidade antes de ser chamado por Deus para sua missão mais importante. Naquela época, pessoas viviam muito mais do que hoje. O avô de Noé viveu na terra mais do que qualquer outro homem no registro bíblico – 969 anos (5:27). O próprio Noé atingiu a idade impressionante de 950 anos (9:29).

2. OS TRABALHOS DE NOÉ EM PROL DA SALVAÇÃO
  Não devemos pensar que somente a justiça de Noé lhe salvaria juntamente com sua família. Sua fé deveria ser acrescida de obras, ou seja, ele precisava trabalhar por sua salvação e garantir a vida de tudo quanto Deus lhe confiou (Hb 11.7; Tg 2.14-18).

2.1. Noé recebe instruções
  Noé jamais coxeou entre dois pensamentos, ele sempre esteve atento ao que Deus lhe falou, e trabalhou para que a vontade de Deus se cumprisse, renunciando aos seus prazeres e se tornando inimigo dos malfeitores (Tg 4.4). O registro do Gênesis é tão impressionante que demonstra que Noé foi capaz de ouvir não apenas a voz de Deus, mas também foi hábil em atendê-lo. Noé ouviu da parte de Deus instruções precisas de como construir uma arca capaz de salvar a sua família, animais e algum outro humano que estivesse disposto a crer nesse tipo de salvação. Para ouvir a voz de Deus devemos, primeiramente, sufocar outras vozes como: a voz do nosso coração que sempre gosta de se acomodar ao peado; as vozes da sociedade afastada de Deus. Essas vozes contrárias à vontade de Cristo ganham o mundo, porém, perdem a eterna salvação (Mc 8.36).

  Será que isso vale à pena? Claro que não! Por isso, quem tem ouvidos ouça o que Cristo diz às igrejas, porque hoje vivemos os dias proféticos anunciados por Jesus (Mt 24. 37-39). Eis adiante de nós o grande exemplo de Noé e das Palavras do Senhor Jesus com uma severa advertência. Ser fiel a Deus de modo integral.

2.2. Noé executa diligentemente às ordens de Deus
  Noé recebeu ordens cuja obediência representava: a salvação da raça humana; a de diversos animais e também do plano Divino em relação ao Messias. Essa salvação consistiu em obedecer a detalhes minuciosos da construção da arca como: o acolhimento dos animais; a provisão de viveres para sua família e animais, e por fim, a ordem de Deus para entrar na arca (Gn 6.22;7.5). Embora fosse Noé o construtor da arca, a salvação foi um ato da Graça Divina que se consolidou através de sua completa submissão (Gn 6.8). E aqui cumpre ressaltar essa diligência que é tão aclamada pelo Senhor no Sermão Profético: cinco virgens prudentes; dos três servos, somente dois foram fiéis em relação aos talentos a eles confiados pelo Senhor; e finalmente, as nações fiéis que serão tratadas como ovelhas na sua vinda (Mt 25.1-46).   

   A história de Noé não termina com esta avaliação positiva pela parte de Deus. Ele provou a sua fé, cumprindo uma tarefa fenomenal. Deus ordenou que ele construísse uma arca de aproximadamente 130 metros de comprimento – certamente o maior navio da antiguidade. Dá para imaginar as atitudes de outras pessoas enquanto este “louco” construía seu navio em terra seca, longe de qualquer mar. As pessoas do mundo podem nos tratar como loucos quando insistimos em fazer a vontade de Deus. Os servos de Deus não têm lugar neste mundo. Enquanto Noé recusou seguir o caminho do mundo, ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca, Noé obedeceu: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (6:22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica. O autor de Hebreus resumiu a história da fé de Noé: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hebreus 11:7).

2.3. Noé o pregoeiro da justiça
     
 Entre vários aspectos da integridade de Noé em seus dias, a Escritura o declara como pregoeiro da justiça (2Pd 2.5). Ele denunciava que Deus iria trazer o dilúvio sobre aquele mundo, e sobre todos aqueles que desprezassem a oportunidade. Isso se daria porque, de acordo com as palavras de Jesus os homens comiam, bebiam, casavam e se davam em casamento, o que traduz com perfeição a palavra: “impio” ou irreligioso. A postura de Noé como pregador indica a nossa responsabilidade e compromisso em anunciar o juízo de Deus (2Tm 4.1-5).

     Explique aos seus alunos(as) que assim como a arca livrou a família de Noé, e as criaturas que nela estava. Da mesma forma, a morte de Cristo irá libertar a criação da escravidão do pecado (Rm 8.18-23).

     Além de fazer a arca, Noé pregou a palavra de Deus (2 Pedro 2:5). Talvez as tendências dos homens de medir o sucesso de um líder religioso pelo tamanho de uma igreja rejeitariam um pregador como Noé. Apenas sete pessoas – a própria família – deram importância à mensagem que ele pregou. Devemos lembrar que Deus não mede o sucesso por padrões humanos.

3. NOÉ E O VALOR DA SALVAÇÃO ALCANÇADA POR ELE
     A arca é uma imagem luminosa de nossa salvação em Cristo (1pd 3.18-22). Jesus falou que muitos estariam desatentos para esse evento, e que Ele viria de forma inesperada, como um ladrão. Noé já estava na arca quando veio o dilúvio, e nós onde estaremos? Será que sabemos o valor desse dia?

3.1. Noé o valor do livramento
     Assim que vieram as águas do dilúvio Noé e sua família estavam seguros dento da arca. A arca foi o lugar idealizado por Deus para o escape na hora do juízo. Noé alcançou essa grandiosa salvação através da sua fé, ele vivia numa terra árida e seca onde a chuva parecia ser uma piada de mau gosto. Enquanto todos viviam despreocupados e zombando, veio o dilúvio e consumiu a todos. O mais interessante é que a mesma arca que livra também condena. O tempo se aproxima, Jesus está às portas, e devemos estar atentos porque como as virgens, muitos estão com as lamparinas apagando e dormem acomodados desperdiçando a oportunidade de comprar azeite (Mt 25.7-10).

     Devemos correr enquanto é tempo para que não nos suceda o que aconteceu com a geração de Noé. Quando deram por si, a porta já havia se fechado, e de igualmente modo, as virgens néscias também ficaram de fora (Lc 21.18).

3.2. O valor da cura
     A salvação das águas do dilúvio significou a eliminação de toda uma civilização. Se fosse nos dias de hoje seria a eliminação de oito bilhões de pessoas, e aí muitos pensam: Como Deus foi capaz de condenar tantos assim? Seriam todos culpados de fato? Não podemos jamais esquecer que Deus é amor, mas também é justiça e juízo (Dt 4.24; Hb 12.29). No modo de Deus agir, as águas do dilúvio lavaria a humanidade, que totalmente suja pelo pecado, apenas manchava o mundo que Ele criou. Todavia, em meio à sujeira, havia no bom sentido da palavra, alguém para ser aproveitado no começo de uma nova história. Desse modo, Deus, usando de misericórdia deu a Noé um mundo novo e totalmente limpo por causa de sua justiça. O mesmo ele fará conosco, Sua Igreja. Ele purificará esse mundo perverso e nos entregará um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1,4-7).  

A história de Noé não termina com esta avaliação positiva pela parte de Deus. Ele provou a sua fé, cumprindo uma tarefa fenomenal. Deus ordenou que ele construísse uma arca de aproximadamente 130 metros de comprimento – certamente o maior navio da antiguidade. Dá para imaginar as atitudes de outras pessoas enquanto este “louco” construía seu navio em terra seca, longe de qualquer mar. As pessoas do mundo podem nos tratar como loucos quando insistimos em fazer a vontade de Deus. Os servos de Deus não têm lugar neste mundo. Enquanto Noé recusou seguir o caminho do mundo, ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca, Noé obedeceu: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (6:22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica. O autor de Hebreus resumiu a história da fé de Noé: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hebreus 11:7).

3.3. O valor eterno
     Jamais devemos pensar no dilúvio como um mero evento natural, mas uma intervenção divina com propósitos eternos. Alguns cientistas atribuem ao dilúvio meras causas naturais removendo consequentemente a intencionalidade divina. Ao salvar Noé e sua família Deus estava recomeçando a humanidade inteira, pois por ela repovoaria o mundo. Foi através de Noé e de Sem, que Deus estabeleceu a linhagem pela qual viria o Messias (Lc 3.36). Fica nítido que a corrupção geral humana foi uma tentativa de Satanás frustrar a vinda do Messias. O dilúvio foi, portanto, a reação Divina para manter a sua palavra e seu plano de salvação, nisto reside o eterno valor da salvação. A justiça de Deus trouxe o dilúvio e também não poupou os anjos que se rebelaram contra Deus. Assim, Deus os prendeu em prisões reservando-os para o juízo final (2Pd 2.4-5).

     Quando as trombetas anunciarem a vinda gloriosa do Senhor para Sua igreja, somente os salvos ouvirão. Não haverá mais tempo para se aprontar, e esse dia será de grandes surpresas. Devemos vigiar enquanto é dia, pois a noite virá e não haverá mais tempo para o arrependimento (Mt 24.42).

     O que separou Noé dos outros homens da sua época? O fato que ele foi separado – santificado – diferente da maioria. Ele teve coragem e, mais importante, teve fé para fazer a vontade de Deus quando outros se rebelaram. Ele não foi conduzido pelos outros, pois seguia a vontade de Deus em cada passo de sua vida. Não era perfeito, mas era um homem justo e íntegro, usado e amado por Deus.

CONCLUSÃO
O dilúvio foi o antídoto para cura a perversão da humanidade. Durante cento e vinte anos ele trabalhou para garantir a salvação da raça humana, representada apenas por oito pessoas. Noé foi o milagre de Deus para aqueles últimos dias. Deus quer que façamos o mesmo em nosso tempo.

QUESTIONÁRIO

1. Qual o meio encontrado por Deus para tratar aquele mundo imperdoável?
R. Salvar os justos e reiniciar uma nova civilização.
2. O que sentiu o Senhor ao ver uma corrupção generalizada?
R. Se arrependeu de ter feito o homem.
3. Para curar a perversão da humanidade que antídoto Deus usou?
R. O dilúvio.
4. A salvação de Noé consistiu em obedecer a que?
R. Obedecer aos detalhes minuciosos da construção da arca.
5. A arca é um símbolo de quem?
R. Do próprio Jesus Cristo e da salvação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia Sagrada, Revista e Corrigida, Tradução de João Ferreira de Almeida.
Revista do professor: Jovens e Adultos. Liderança Cristã. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 2 – Noé, o milagre do livramento e da cura.
Links:
http://www.esbocosermao.com/2011/02/alianca-de-deus-com-noe.html

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.