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17 de julho de 2016

Comentários Adicionais da Revista Betel

REVISTA BETEL
3º TRIMESTRE DE 2016

 M   A   T   E   U   S 
"Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei". 

Jesus venceu a tentação e o tentador - Comentários Adicionais

JESUS VENCEU A TENTAÇÃO E O TENTADOR
(Lição 4 – 24 de Julho de 2016)

TEXTO ÁUREO
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” (Hb 4.15).

VERDADE APLICADA
Jesus obteve vitória decisiva na tentação no deserto. Do mesmo modo, o cristão deve vencer suas tentações.

OBJETIVOS DA LICÃO
* MOSTRAR que Jesus em tudo foi tentado;
* APRESENTAR as três investidas do tentador em relação a Jesus;
* RELEMBRAR como Jesus enfrentou e venceu a tentação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 4.1 - Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
Mt 4.2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
Mt 4.3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Mt 4.4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Mt 4.11 - Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.

INTRODUÇÃO
Sabemos que Satanás tentou Adão e Eva no jardim do Éden, mais uma vez querendo impedir os planos de Deus, ele tentou Jesus no deserto. Temos ciência que o diabo é um ser real, um anjo caído e rebelde, não um símbolo ou uma ideia. Ele luta constantemente contra Deus e contra aqueles que seguem e obedecem ao Senhor. Jesus foi o principal alvo das tentações do diabo. Este obteve sucesso contra Adão e Eva, e esperava ser bem-sucedido em sua investida contra Jesus, mas foi frustrado. Lembre-se de que Satanás escolhe situações adequadas para seus ataques. Precisamos estar alerta tanto nos períodos de vitória quanto nos de desânimo.

1. CONDUZINDO A TENTAÇÃO
Após seu batismo Jesus foi conduzido ao deserto, mas não por vontade própria. O Espírito Santo que habitava nele com toda a plenitude impelia-o com força irresistível. No deserto Jesus foi ininterruptamente perseguido pelo diabo durante quarenta dias e noites. As tentações de Satanás são constantes; ele está sempre tentando fazer-nos viver a seu ou ao nosso modo, ao invés de ao modo de Deus.

1.1. Local da tentação
As tentações que o Senhor Jesus teve de superar no deserto eram muito mais graves que as dos primeiros seres humanos. No início, Adão e Eva encontravam-se no esplêndido paraíso, eram visitados por Deus e não sabiam nada a respeito das terríveis tribulações e dos assédios de Satanás. Aqui, Jesus estava no inóspito deserto, onde havia apenas areia e pedras, na verdade Jesus passava por uma prova final de preparação antes de iniciar seu ministerio público. Jesus, embora cheio de poder divino, venceu como humano todas as investidas de Satanás na dependência do Pai e do Espírito Santo. Jesus demonstrou tanto a importância como a eficácia de se conhecer e aplicar as Escrituras para combater a tentação. Este tempo de prova mostrou que Jesus verdadeiramente era o Filho de Deus, capaz de vencer o diabo e suas tentações.

1.2. Tentação e tentador
Ciente que Jesus um dia reinará sobre toda a criação, o diabo tentou fazer com que Ele antecipasse seu reinado. Se Jesus tivesse cedido às astúcias de Satanás, sua missão terrena em morrer por nossos pecados, a fim de nos salvar e dar-nos a oportunidade de ter a vida eterna — estaria perdida. Esta tentação por parte de Satanás evidencia a humanidade de Jesus. Ela foi uma oportunidade para Jesus reafirmar o plano de Deus quanto a seu ministério. Também nos indica o que fazer quando formos tentados. A tentação de Jesus também foi uma demonstração importante de sua pureza, pois Ele não pecou, enfrentou a tentação e venceu. Quando as tentações parecerem especialmente fortes ou quando você imaginar que pode ponderar e ceder, cogite a eventualidade de Satanás estar tentando obstruir os desígnos de Deus para a sua vida ou para a vida de outra pessoa. Não ceda, permaneça confiando firmemente em Deus, assim, poderás dizer igual ao apóstolo Paulo: “Posso todas as coisa em Cristo que me fortalece” (Fp 4.13).

1.3. Instrumentos da tentação
Jesus não foi tentado dentro do Templo ou em seu batismo, mas no deserto, onde se sentia cansado, só e faminto, quando estava mais vulnerável. É exatamente nestas condições que Satanás aproveita para nos tentar, quando estamos sob tensão física ou emocional (solitários, cansados, ponderando grandes decisões ou em dúvida). Mas é importante salientar que Satanás, também nos tenta em nossos pontos fortes. Essa era a intenção de Satanás, induzir Jesus a usar seus poderes divinos. Observe a afirmação do diabo: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (Lc 4.3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata. De fato, era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Todavia, a questão era como ele obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há  aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? Ou será que o grande poder que Jesus tinha seria usado a fim de satisfazer seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição: a Palavra de Deus. Veja a resposta de Jesus Cristo: Está escrito: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Lc 4.4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação.

2. ESFERA DA TENTAÇÃO
O escritor aos Hebreus diz que Jesus em tudo foi tentado, mas sem pecado. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”(Hb 4.15). Jesus sabe em primeira mão o que experimentamos, Ele está disposto e é capaz de ajudar-nos em nossas lutas. Quando você for tentado, recorra a Ele, peça-lhe forças.

2.1. Carências de natureza física
O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais frágeis, ele tentou Jesus fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são frequentemente ligadas a carências de natureza física (sofrimento ou desejos físicos). É verdade que Jesus estava com fome e fraco depois de jejuar por quarenta dias, mesmo assim, preferiu não usar seu poder divino para satisfazer o seu desejo natural por comida. Comer quando se está faminto é bom, todavia, o momento era errado. Jesus estava no deserto para jejuar, não para fazer uma refeição. Jesus não fez uso de seu poder divino, a fim de experimentar completamente a humanidade, Jesus não usou seu poder para transfomar as pedras em pão como Satanás queria, mas fez uso da Palavra de Deus “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4.4). Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.

2.2. Prazer nas coisas religiosas
A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão em suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (Mt 4.5-6). Observe que Satanás cita as Escrituras; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas frequentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2Co 11.13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. Aqui o diabo fez três enganos: Primeiro - não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: ”Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz, por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus; Segundo - ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor, ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui; Terceiro - Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. Cuidado! Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1Pe 5.8). Jesus pôde resistir a todas as tentações do diabo porque não apenas conhecia as Escrituras, mas também as obedecia. Em Efésios 6.17, é dito que devemos usar o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. A Palavra de Deus é uma espada que deve ser utilizada no combate espiritual. Conhecer os versículos bíblicos é um importante passo para nos ajudar a resistir aos ataques do diabo. Porém, é fundamental obedecer a Palavra de Deus. Veja que Satanás havia memorizado as Escrituras, mas não obedecia. Conhecer e obedecer a Palavra nos ajuda a fazer a vontade de Deus, ao invés de satisfazer a vontade do Diabo.

2.3. Ambição pelo poder
O Diabo teria poder para dar as nações do mundo a Jesus? Será que Deus, o Criador do mundo, não teria o controle sobre elas? O diabo pode ter mentido sobre a grandeza de seu poder ou fundamentado sua oferta no controle temporário que tem do mundo, por causa do pecado do homem, aqui Jesus foi tentado a tornar-se o governante político das nações naquele exato momento, Satanás desejava frustar o plano de Deus para salvar a humanidade do pecado, estava tentando encobrir a visão de Jesus, para que Ele enfocasse o poder terreno, não o plano do Deus. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Rm 1.16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. O diabo ofereceu o mundo inteiro a Jesus, desde que Ele “apenas’’ se ajoelhasse e o adorasse. O ardil de Satanás continua do mesmo jeito, ele nos oferece o mundo, tentando envolver-nos pelo materialismo, na busca pelo poder. Podemos resistir às tentações do mesmo modo que Jesus o fez. Se você não almeja algo que o mundo oferece, cite as palavras de Jesus ao diabo: "Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele serviras". (Mt 4.10).

3. O TRIUNFO SOBRE A TENTAÇÃO
A ousadia do diabo não tem limites, ele foi capaz de tentar o Filho de Deus oferecendo-lhes atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais curto caminho ao poder e à vitória. Jesus foi tentado, mas triunfou sobre as investidas de Satanás, recusou todas as prospostas oferecidas pelo diabo; O reino de Jesus seria ganho pelo modo que o Pai tinha determinado.

3.1. Sujeitando-se a Deus
Jesus Cristo era humilde e estava disposto a renunciar a seus direitos em obediência a Deus e servir ao povo, Jesus poderia ter vencido todas as tentações usando de seu poder divino, mas preferiu sujeitar-se a Deus em obediência: “Mas, aniquilou-se, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2.7,8).Jesus não desistiu de sua divindade, mas deixou de lado o direito e a glória e poder em sinal de submissão à vontade do Pai. Foi como humano e na dependência de Deus Pai, que Jesus resistiu e venceu todas as investidas de Satanás. Um princípio que nos garante a vitória sobre a tentação é a dependência de Deus. Tiago 4.7 diz: "Submetam-se a Deus". E no verso 10 recomenda: "Humilhem-se diante do Senhor, e ele vos exaltará". No fundo este é o resumo de tudo o que já dissemos. Você não pode viver dependendo da sua própria força, da sua própria capacidade, da sua disciplina pessoal. Você só será vitorioso se depender do poder de Deus! Humilhar-se significa reconhecer sua impotência, suas fraquezas, suas áreas vulneráveis. Tiago está dizendo: "Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará". Não tente dar uma de forte dizendo que não precisa de ajuda. Você precisa da ajuda de Deus para vencer a tentação. Seja humilde e reconheça! O livro da sabedoria concorda, dizendo: "A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra" (Pv. 29.23). Você quer ser vitorioso nas tentações? Reconheça que precisa de Deus e dependa dele para viver.

3.2. Resistindo ao diabo
A tentação é uma experiência constante para todos nós, é um desejo incontrolável que nasce no coração e, se for alimentada, transforma-se em pecado. Mas, o diabo não pode ser ignorado ou desprezado. "Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão que ruge, procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé" (1Pe 5.8). Satanás vai usar todos os recursos e estímulos para alimentar e potencializar os desejos errados do seu coração. Foi isso o que ele fez com Eva no Éden. Despertou e estimulou o desejo latente por poder e independência: "Vocês não querem ser como Deus?", (Gn 3.1-6). O diabo usou a mesma estratégia com Jesus, o Filho de Deus, no deserto, alimentando desejos que não podiam ser satisfeitos daquela forma. Portanto, devemos tomar uma atitude firme em relação ao diabo na luta contra a tentação. É preciso conhecer o inimigo e suas estratégias e estar preparados para se defender com as armas adequadas. Nos dois exemplos acima fica evidente que Eva não estava preparada para responder aos argumentos do diabo e, por isso, deixou-se iludir. (Gn 3.6). Ela não se lembrava com exatidão o que Deus lhe havia dito e não soube responder corretamente ao diabo. Por outro lado, Jesus estava extremamente preparado para responder às propostas do diabo. Ele sabia manejar com destreza a sua principal arma, a Palavra de Deus, (Mt 4.1-11).

3.3. Ser servido pelos anjos
Jesus resistiu adequadamente todas as tentações do diabo, observe o que diz o texto: “Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou, e os anjos vieram e o serviram" (Mt 4.10,11). Jesus com onipotente autoridade,ordena Satanás sair de de sua presença, e logo em seguida, eis que vieram anjos, e o serviram. A expulsão do inimigo foi completa. Foi estabelecida a gloriosa supremacia do Senhor, não somente sobre o homem, mas também sobre o mundo espiritual. E os anjos vieram e agiram como seus servos, não, primeiramente, em lhe trazer comida, mas em dar-lhe a confirmação do solidário apoio e suporte divino. A tentação do Senhor chegou ao fim. Ao vencedor servem os anjos de Deus. A arma com que Jesus conquistou a vitória foi tão somente a palavra de Deus: “Está escrito”. O maligno estava derrotado. A Bíblia é e sempre será a academia dos lutadores de Deus, o arsenal espiritual.

CONCLUSÃO
Satanás está constantemente trabalhando contra Deus e contra aqueles que o seguem, ele tentou Eva no jardim do Éden e a convenceu a pecar. Com o propósito de impedir o plano de salvação de Deus para a humanidade, Satanás tentou Jesus no deserto, mas não conseguiu induzí-lo a ceder. Portanto, ser tentado não é pecar. Pecar é ceder a tentacão e/ou levar os semelhantes ao erro. Quando enfrentarmos Satanás e formos forçados a lidar com suas tentações, bem como com toda a desordem que estas causam, devemos nos lembrar de Jesus. Ele usou a Palavra de Deus contra Satanás e foi o vencedor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada, tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri, SP: SBB, 2013.

HENRY’S, Mathew. Comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Mateus – Uma visão paronâmica do Evangelho do Rei. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 100. Lição 4 – Jesus venceu a tentação e o tentador.

RIENECKER, Fritz. Comentário Esperança. Evangelho de Mateus. Curitiba-PR: Editora Evangélica Esperança, 1998.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS      
Pb. Ancelmo Barros de Carvalho. Servo do Senhor Jesus.

26 de junho de 2016

O ministério de Jesus Cristo na região da Galileia - Comentários Adicionais

O ministério de jesus cristo na região da galileia
(Lição 05 - 31 de Julho de 2016)

Texto Áureo
“E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.” (Mt 4.18).

Verdade Aplicada
Jesus escolheu homens simples para que, depois da Sua morte, através deles, o mundo fosse abalado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
* MOSTRAR o ponto inicial do ministério público do Senhor Jesus;
* APRESENTAR como Jesus desenvolveu o Seu trabalho discipulador;
* ENSINAR sobre os aspectos do trabalho de Jesus e Sua fama.

Textos de Referência
Mt 4.23 – E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Mt 4.24 – E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava.
Mt 4.25 – E seguia-o uma grande multidão da Galileia, Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém do Jordão.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO
A lição desta semana tem como objetivo, além dos já expostos na lição, mostrar que o ministério terreno de Jesus Cristo foi o mais perfeito, didático e inigualável ministério já exercido por alguém neste mundo. A autoridade, a maneira e os métodos que Ele utilizava na explanação de Sua mensagem e ensino tem sido motivo de estudo até os dias de hoje, tanto por parte dos cristãos como pelo mundo secular. Ele sabia comunicar-se de modo apropriado e aproveitava como ninguém os recursos de que dispunha para transmitir os seus ensinamentos. Não foi à toa que alcançou tamanha popularidade (Mt 4.24-25; 14.1; Mc 1.28,45; Lc 4.14; 5.15; 7.17) e se tornou conhecido pelos seus contemporâneos como Mestre (Mt 22.16; Jo 3.1-3; 13.13) e depois ao longo da história como “Mestre dos mestres”.

1 – O INICIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS
O inicio do ministério público de Jesus Cristo se deu na Região da Judeia (região sul), onde se preparou e exerceu seu ministério por um período de mais ou menos oito meses. Lembremos que Jesus era natural da Judeia, porém morava em Nazaré, região da Galileia (Mt 2.19-23; Lc 4.14-16). Ele volta para a Judeia com o intuito de ser batizado por João Batista (Mt 3.13-15; Mc 1.9-11; Lc 3.21), de receber a unção do Espírito Santo (Mt 3.16-17; Mc 1.10-11; Lc 3.22; Jo 1.32-34) e de ser tentado pelo Diabo no Deserto daquela região (Mt 4.1-11; Mc 1.12-13; Lc 4.1-13). Estes eventos além de servirem de preparação marcaram também o inicio de Seu ministério público (At 10.38). Mais tarde, ainda nesta região, Ele volta ao Jordão (Jo 1.28-34) e reúne à sua volta um pequeno grupo de seguidores - João, André, Simão, Filipe e Natanael (Jo 1.35-51). Algum tempo depois Ele aparece em Jerusalém e expõe publicamente Sua missão na purificação do templo (Jo 2.13-22); recebe a visita noturna de Nicodemos, onde explica o propósito da Sua missão (Jo 3.1-21), e ministra por mais algum tempo na região da Judeia (Jo 3.22). Algum tempo depois Herodes Antipas manda prender João Batista (Mt 4.12) e Jesus é rejeitado pelos judeus (Jo 5.16). Estes dois eventos marcaram o fim do início do ministério de Jesus na região da Judeia.

1.1. Jesus volta para a Galileia
A Bíblia diz que depois destes dois eventos Jesus volta à região da Galileia (região norte), onde reinicia seu ministério público (Mt 4.12; Mc 1.14; Jo 7.1). De acordo com o historiador Flávio Josefo, a Galileia tinha à época 204 cidades e vilarejos, com população média de 15 mil pessoas, e um total de mais ou menos 3 milhões de habitantes. Chegando nessa região Ele vai primeiro a Nazaré, cidade que morava e havia crescido (Mt 2.19-23; Lc 4.14-16). Entrando Ele na sinagoga deles deram-Lhe o rolo do Profeta Isaías e levantando-se leu a passagem que se encontra em Isaías 61.1-3, depois declara aos presentes, que aquela Escritura estava se cumprindo em sua pessoa: Ele era o Messias enviado por Deus para evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor. Porém, esta mensagem não foi vista com bons olhos pelos seus concidadãos, que depois de questionar sua origem e sua família, o expulsam da cidade (Lc 4.16-30). Jesus vai então morar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali (Mt 4.12-13; Jo 7.1), também região da Galileia, onde exerceu seu ministério durante mais ou menos dois anos. Mateus é o mais específico e diz que essa mudança é o cumprimento da profecia de Isaías 9.1-2: “Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mt 4.15-16). Jesus é a luz que leva vida e salvação para aqueles que estão em trevas espirituais. Esse período do ministério de Jesus se tornou o mais conhecido e mais falado, sendo também considerado o período mais popular de seu ministério (Mt 4.12-13; Lc 4.29-31; Jo 2.1-12). A duração total do ministério de Jesus é calculada com base nas festas pascais de que Ele participou. Ele iniciou seu ministério na véspera de uma páscoa (Jo 2.11-13,23) e morreu na véspera de outra (Jo 11.55; 13.1; 19.14 – Ver Jo 18.28,39), tendo participado apenas de duas páscoas (Jo 5.1 e Jo 6.1-4).

1.2. A pregação de Jesus
Pregar o Evangelho foi também uma das funções de Jesus em seu tríplice ministério (ensinando, pregando e curando) na região da Galileia e em outros lugares por onde passavam, tanto ao ar livre, como nas sinagogas (Mt 4.23-25; 9.35). Ele pregava principalmente a chegada do Reino de Deus ao mundo e os convidava ao arrependimento (Mt 4.17,23; 6.33; 10.7; Mc 1.15; Lc 10.9; 21.31). Sua pregação não só determinava as condições para fazer parte desse Reino, como também, denotava a natureza espiritual e pessoal desse reino ao introduzir em suas fronteiras todos os seres humanos que estavam arraigados no reino das trevas (Cl 1.13). Ele veio para resgatar o ser humano como pessoa, como um “ser” que precisava ser restaurado e socializado e para tanto buscou todos os meios e recursos para alcançá-los.

1.3. Jesus e Sua equipe
Conforme o comentarista da lição, na formação de sua equipe Jesus não estava à procura de meros seguidores ou simpatizantes para acompanhá-lo no seu ministério. De fato, Ele ao chamar e escolher pessoas para fazer parte de sua equipe, exigia delas confiança, obediência e principalmente disposição para largar tudo (Mt 9.9; 10.37; 19.27) e, se necessário, dar a sua própria vida (Mt 16.24-25; MC 8.34-35; Lc 9.23-24). Mas, Jesus não fez isto de maneira aleatória. Antes de formar sua equipe Ele orou (Lc 6.12-13) e se dedicou pessoalmente ao processo de escolha (Mt 4.19-22; 9.9; Jo 1.35-51). Além de proativo Ele também se colocou como exemplo dando espontaneamente a sua vida em prol de todos (Jo 10.17-18). Ele praticava aquilo que ensinava (Fp 2.3-11). Não existe outra forma de alcançar um ministério bem sucedido, a não ser se colocando como exemplo aos demais liderados, buscando incessantemente a direção de Deus, e sendo proativo naquilo que se propõe realizar.

2. JESUS CHAMA AO DISCIPULADO
Na chamada ao discipulado Jesus seleciona, chama, capacita e envia.  Assim, Ele não só selecionou e montou sua equipe, mas também instruiu e capacitou a cumprir sua missão (Mc 8.31-32; 9.31). No Reino de Deus, não há como falar sobre discipulado sem fazer uma alusão àquela conhecida frase: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Vale ressaltar que Jesus não chamou os doze para serem objetivamente “apóstolos”, mas primeiramente, para serem discípulos, isto é, pessoas disponíveis a aprender as lições do seu mestre. Ele treinou os seus discípulos para posteriormente se tornarem apóstolos. A primeira parte no processo do discipulado (ato de chamar) é uma tarefa fácil, mas, a segunda parte deste processo ou mais especificamente o ato de “formar” parece ser uma tarefa bem mais complicada e difícil. Todavia, essa mesma “instrumentalidade” que Jesus operou, na preparação dos discípulos, deveria também operar a igreja, para que a obra de Deus continue sendo realizado e as “Boas Novas” cheguem a todos, até os confins da terra (Mt 10.8; At 1.8). Treinar discípulos para fazer parte de uma equipe pode ser trabalhoso, mas é fundamental para que o ciclo do discipulado não seja interrompido (Lc 6.12-13).

2.1. O chamado
Para o chamado, Jesus parece não levar em conta os títulos acadêmicos ou o preparo científico de seus convocados, mas apenas que eles tenham fé e disposição para atendê-Lo. Outro fato interessante, é que Jesus ao chamar seus discípulos, também não os fez em um “ambiente religioso”, ao contrário, foi até onde eles vivem no seu dia a dia. Todos foram chamados em situações comuns do seu cotidiano, quer seja próximo à uma coletora de impostos (Mt 9.9), quer seja junto ao Mar da Galileia (Mt 4.18-22), etc. Isto corrobora com a ideia de que o caráter do chamado de Deus, não tem necessariamente haver com o grau de instrução ou de religiosidade que alguém possa ter, mas com a disposição de renunciar seus próprios anseios e de entregar-se incondicionalmente a Deus. Atender ao chamado pressupõe uma doação completa à Pessoa de Jesus e uma atitude de viver a vida que não é sua, mas de Deus (Mt 16.24-25; MC 8.34-35; Lc 9.23-24).

2.2. Os homens chamados ao discipulado
O discipulado de Jesus é assim: Ele chama pessoas, do ponto de vista humano, incapazes de desenvolver algum projeto de vida. E mostra-lhe o maior projeto que um ser humano pode imaginar: o Reino de Deus. Quando somos chamados por Jesus para viver e pregar o Evangelho, percebemos que não estávamos prontos a dizer "sim" para o seu projeto. O nível do Reino é alto demais para a nossa natureza caída. Mas à medida que vamos se despindo de nós mesmos, nos tornamos mais parecido com Jesus. O Evangelho vai sendo impregnado em nossa natureza, tornando-se parte da nossa vida. Então passamos a ser uma nova criatura, tendo outra mente e outra perspectiva de vida que só encontramos com Jesus (2 Co 5.17).

2.3. O preço do discipulado
O chamado é de graça e não tem nenhum custo, mas o preço do discipulado custa alto: exige renúncia. As palavras de Jesus a esse respeito são claras: “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33). Com isto Jesus quis dizer, dentre outros: a) Que o nosso AMOR a Ele deve estar acima de qualquer vinculo familiar: “Se alguém vier a mim e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e a filhos, a irmãos e irmãs, e também à própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26-27 – ver também Mt 8.18-22; Lc 9.57-62; 14.26-27); b) Que o nosso COMPROMISSO com Ele deve estar acima de nossa própria vida: “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, toma a sua cruz e siga-me. Porquanto, quer quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa acha-la-á” (Mt 16.24-25 – Ver também Mc 8.34-35; Lc 9.23-27). O bom de Jesus é que Ele não engana e não ilude ninguém, e nem camufla as implicações envolvidas no seu chamado. Ele sempre apresenta a verdade dos fatos, pois deseja que seus discípulos estejam conscientes das provações e tribulações que a vida pode lhes reservar (Mt 5.10-12). É por isso que aquele que o abraça o deve fazer de forma consciente (Lc 9.23a). Esse é o preço que se paga pela obediência irrestrita em seguir o Filho de Deus neste mundo corrupto. Estamos dispostos a pagar o preço da obediência ao Senhor Jesus? Estamos conscientes da opção que um dia fizemos de seguirmos o caminho da cruz? O que recebemos quando resolvemos seguir a Cristo? A renúncia aos nossos olhos pode parecer perda! Mas aos olhos de Jesus é uma grande demonstração de confiança e fé nas promessas o qual será recompensada pela dádiva da salvação (Lc 9.24b). Um dia todos que renunciaram e se tornaram discípulos de Jesus receberão a coroa da vida como recompensa por sua fidelidade (Ap. 2.10). Assim, a glória da vida futura compensa todos os esforços da renuncia que temos que fazer. Como bem disse o comentarista da lição: “O prêmio para os que obedecem é incomparavelmente maior do que o investimento”.

3. AS FACES DO MINISTÉRIO DE JESUS
Jesus ao exercer seu trabalho ministerial na terra o fez de forma tríplice. O Evangelho de Mateus, assim relata: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando toda sorte de doenças e de enfermidades” (Mt 9.35). Esse texto reúne três termos (ensino, pregação e cura) que em si resume todo o trabalho desenvolvido por Jesus ao longo de seu ministério terreno. Apesar de serem distintos, tanto em sua natureza quanto em sua estrutura, estas faces do ministério de Jesus estão intimamente relacionadas entre si. O ministério de cura e de libertação evidenciam e autenticavam o ministério de pregação e de ensino exercido por Jesus (Mc 1.27-28; Jo 2.23; 3.2; 4.48). O ministério de pregação e do ensino, por sua vez, deram real significado ao ministério de cura e de libertação (Mt 9.32; 12.22; Jo 6.63). A Palavra por Ele pregada ou ensinada tinha poder para transformar, curar e criar novidade de vida em meio a um caos com visíveis reflexos, tanto nas esferas da alma como também do corpo. Foi através da Palavra, pregada ou ensinada, que Jesus curou paralíticos (Mc 2.1-12), expeliu demônios (Mc 5.8; 9.25), e transformou pescadores e publicanos em discípulos (Mt 4.12-25; 9.9-13; Mc 1.16-20; Lc 5.1-11). O contato inicial era a pregação. A solidificação de sua mensagem se dava pelo ensino, e os obstáculos (doenças, demônios e enfermidades) eram removidos para que as pessoas pudessem entender e se apropriar Reino que se apresentava entre eles. Uma igreja que se preza como igreja de Jesus, não deve deixar de exercer também esse tríplice ministério.

3.1. Ministério da pregação e ensino
Através do ministério da pregação, Jesus, procurou despertar nos corações de seus ouvintes o desejo de conhecer o Reino dos Céus e apontou-lhes o arrependimento como condição básica para fazer parte dele (Mt 3.8-9; 4.17; 9.13; Mc 1.15; Lc 5.32; 13.2-3).  Já no ministério de ensino procurou fortalecer as convicções interiores de seus ouvintes ensinando-lhes princípios e valores para a vida cristã (Mt 5.1 a 7.29). Com base nisto, podemos afirmar: a) Pregar está relacionado com anunciar, proclamar, divulgar etc. Enquanto, que ensinar está relacionado com o vivenciar; b) A pregação conduz ao despertar da fé. Ensinar conduz a um viver na fé; c) Pregar é o anúncio das Boas Novas de Salvação. Ensino é a instrução de como vivenciar as Boas Novas de Salvação; d) A pregação tem como finalidade conduzir o indivíduo ao conhecimento do conteúdo como um todo, como por exemplo, Jesus, salvação, perdão, etc. No ensino, esse conteúdo será destrinchado e aplicado no crescimento e desenvolvimento daqueles que se dispôs a aprender; d) A pregação é o primeiro anuncio. O ensino é a continuidade deste anuncio.

3.2. Ministério de cura e libertação
Uma das faces do ministério de Jesus foi também a operação de milagres, especialmente a cura e a libertação. Essa parte do ministério realizado por Jesus trouxe o Reino futuro de Deus para o presente (Mc 1.14-15). Duas coisas se tornaram evidentes através do Seu ministério de cura e libertação: a destruição do reino de Satanás (Mt 8.29; 1 Jo 3.18; Lc 4.40-41; 13.16); e a implantação do poder salvador de Deus (Jo 1.12; 3.16; Ef 2.8-9; 1Tm 1.15). Jesus não só expulsava os demônios, mas curava também. Satanás tem uma setença decretada com o início do ministério terreno de Jesus. Não precisamos mais temer o inimigo de nossas almas, pois ele foi derrotado pelo poder de Jesus. Os evangelhos sinóticos usam o termo grego “dynamis” para designação dos milagres operados por Jesus. Esse termo não ressalta o caráter milagroso das obras em si, mas o poder que nelas se manifestam. Desconsiderar o ministério de cura e libertação de Jesus seria o mesmo que mutilar sua pregação e ensino que ora estava sendo proclamada e apresentada através de sua pessoa.

3.3. A fama de Jesus em seu ministério
A fama de Jesus não foi algo buscado por Ele em seu ministério, ao contrário, no exercício de seu trabalho Ele sempre procurava se afastar e até pedia para que não fossem divulgados seus milagres (Mc 1.34, 44-45; Lc 5.14-15). Jesus não exerceu seu ministério interessado publicidade ou para agradar ou receber elogios (Mt 22.16). Ele não estava nem aí para os “ibopes” oferecidos pelos homens! Seu compromisso não era com estas coisas, mas com a Palavra de Deus e com a glória do Pai (Mt 22.16; Jo 17.4)! Hoje muitos exercem seu ministério para serem famosos e reconhecidos pelos homens, e não por Deus. Fazem de tudo para estarem em evidência ou se tornarem conhecidos. Infelizmente, a fama e a popularidade se tornam para eles o alicerce para a continuação do seu trabalho ou de suas ações. A fama e a popularidade de Jesus se deram naturalmente por três razões básicas: a) Seu ministério era de ordem prática e isso atraiam pessoas de todos as camadas sociais, culturais e de todos os lugares (Mt 4.23-25; 7.28; Lc 10.25-37; 38-42; 11.1-13); b) Seu ministério satisfazia às necessidades físicas e espirituais das pessoas e isso mantinham o interesse das multidões que o seguiam (Mt 4.24,25; c) Seu ministério era exercido com autoridade, simplicidade e bondade e isso atraia a admiração e o respeito não só das multidões (Mt 7.28-29; Mc 1.27-28) como daqueles que não gostavam dele, pois disseram: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo 7.46). A mensagem de Jesus Cristo era a expressão da autoridade de um ensinador autêntico da Palavra de Deus. Muito longe de serem filosofias complicadas, suas pregações e ensinos eram práticos e perfeitamente adaptáveis às crianças, velhos, jovens e adultos; bem como às pessoas leigas, comuns, doutores e mestres da lei (Mt 7.24-27). Além, de ir ao encontro das necessidades de todos, trazia também a solução para todos os problemas. Ninguém jamais transmitiu mensagens e ensinos tão profundos quanto os de Jesus. Suas palavras não alcançavam apenas o ouvido ou a mente, mas também o coração e a consciência dos seus ouvintes: “Porventura não nos ardia o coração, quando ele pelo caminho nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (Lc 24.32). Elas produziam nos seus ouvintes o impacto capaz de despertar as consciências adormecidas, conduzindo-os à realidade dos deveres para com Deus. Ele mesmo já havia dito: “As palavras que vos tenho dito são espírito e vida” (Jo 6.63).

CONCLUSÃO
Todos que tiveram a oportunidade de participar pessoalmente do ministério terreno de Jesus foram abençoados e receberam as verdades celestiais de forma única. No entanto, Cristo preocupou-se em fazer com que Seu ministério chegasse até nós. Ele separou e capacitou homens para permaneceram ao seu lado continuamente e depois lhes confiou às mesmas funções e ministério (Mt 10.1-8; Mc 3.13-19; Lc 6.12-16). Não fomos chamados para sermos expectadores ou para desfrutarmos apenas das bênçãos do Reino, mas também para compartilhar com outras pessoas o poder transformador de Jesus. É preciso que sejamos instrumentos nas mãos de Deus para que a fome seja mitigada, a sede saciada, o corpo e a alma curados de suas enfermidades e feridas, os escravos do pecado libertos etc. Os valores, as exigências e as bênçãos do Reino são para serem vividos e proclamados aos milhares que perecem sem luz. É preciso que aprendamos com Jesus o que significa missão e o que ela exige.     

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Revista BETEL DOMINICAL: Jovens e Adultos. Mateus – Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 100. Comentarista: Bispo Manoel Ferreira. Lição 05 – O ministério de Jesus Cristo na região da Galileia.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Matthew Henry. Almeida Revista e Corrigida. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel. 1ª Edição, 2014.

BÍBLIA. Português. A Bíblia Explicada. S.E. McNair. 4ª edição. CPAD – Rio de Janeiro. 1983.

COLEÇÃO DE ESTUDOS BÍBLICOS. Mateus: O Evangelho do Rei (Cap 1 a 13). Editor Responsável: Alberto José Bellan. 1ª edição. Editora Z3 Ltda. São Paulo/SP. 2016.

COMENTÁRIO BÍBLICO BROADMAN. Novo Testamento. Editor Geral Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira. 3ª edição. Editora JUERP. Rio de Janeiro. 1986. Volume 8.

GONÇALVES, JOSÉ. Lucas, O Evangelho de JESUS, o Homem Perfeito. Editora CPAD. Pág. 63.

LIÇÕES BÍBLICAS. Maturidade Cristã nº 19 - Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: Editora CPAD – 3º Trimestre de 1989. Comentarista: Pr. Severino Pedro da Silva.

PONTOS SALIENTES. Lições para Escola Dominical. Editora JUERP – Rio de janeiro. 1994.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa. Servidor Público Federal; Bacharel em Direito pela faculdade PROJEÇÃO; Bacharel em Missiologia pela antiga Escola Superior de Missões de Brasília; bacharel em Teologia Pastoral, pela FATAD (Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília); Pastor credenciado na CONAMAD e superintendente da EBD, na AD316, Subsede da ADTAG.

20 de junho de 2016

Lição 04 - Jesus venceu a tentação e o tentador

JESUS VENCEU A TENTAÇÃO E O TENTADOR
(Lição 4 – 24 de Julho de 2016)

TEXTO ÁUREO
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” (Hb 4.15).

VERDADE APLICADA
Jesus obteve vitória decisiva na tentação no deserto. Do mesmo modo, o cristão deve vencer suas tentações.

OBJETIVOS DA LICÃO
* MOSTRAR que Jesus em tudo foi tentado;
* APRESENTAR as três investidas do tentador em relação a Jesus;
* RELEMBRAR como Jesus enfrentou e venceu a tentação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 4.1 - Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
Mt 4.2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
Mt 4.3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Mt 4.4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Mt 4.11 - Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.