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Revista Betel - 1º Trimestre de 2017


REVISTA BETEL DO PRÓXIMO TRIMESTRE

JANEIRO A MARÇO DE 2017
1º Trimestre de 2017

A adoração em tempo integral - Comentários Adicionais

A ADORAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL
Lição 10 – 04 de Dezembro de 2016


TEXTO ÁUREO
“Porque d’Ele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm 11.36).

VERDADE APLICADA
Adoração envolve tudo o que está no interior da pessoa e tudo o que está fora dela.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Destacar a objetividade da adoração na vida;
Enfatizar a adoração como centralidade da vida;
Mostrar exemplos de vidas que priorizaram a adoração.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Rm 12.1 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentei os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Rm 12.2 - E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, que é o vosso culto racional.

Rm 12.3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

INTRODUÇÃO
Percebe-se que há uma forte negligência na adoração verdadeira em muitas igrejas e, muito do que é feito em nome da adoração hoje, na realidade desonra a Jesus Cristo.

1. O CONCEITO DE ADORAÇÃO DE PAULO
o apóstolo Paulo faz uma forte declaração em Romanos 12.1-2 sobre o conceito de adoração em tempo integral. Essas suas palavras vêm depois do que possivelmente é a maior exposição de teologia de toda a escritura.

1.1. ADORAÇÃO COMO UM NOVO ESTILO DE VIDA
As igrejas têm vivido uma crise no que diz respeito a adoração. Muitos são os cristãos que acreditam que, ao frequentar a igreja uma vez por semana, já estão cumprindo sua “quota” de adoração semanal. Mas isso é um engano! Um culto por semana na igreja, não é suficiente para que nos tornemos adoradores. É necessário buscar uma transformação de nossa vida para uma vida de adoração; é necessário também, aprender apresentar o nosso corpo “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1), é preciso ter a adoração como um compromisso. A adoração é tão importante no nosso relacionamento com Deus, porque é a única coisa que podemos dar a alguém que não precisa de nada (Sl 116.12-19). Pense nisso. O que você dá à pessoa que tem tudo? Será que existe alguém que tenha tudo? Sim, Deus tem tudo e não precisa de nada. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos que nele habitam” (Sl 24.1). Então, o que podemos lhe dar? A não ser o que Ele realmente deseje, "a nossa adoração". Deus está à procura de adoradores verdadeiros (Jo 4.23). Temos que ter a adoração como um estilo de vida? Estamos prontos para adorá-lo publicamente em nossos sentimentos, em nossos pensamentos e por nossas palavras e atos? Estamos mergulhando na dimensão da adoração particular, daquele momento do dia onde estamos a sós com o Todo Poderoso? Estamos nos fortalecendo da adoração coletiva, na igreja, com o povo de Deus? Ou só sentamos naquela cadeira para cumprir um protocolo semanal? Meus queridos irmãos, que essas perguntas possam inquietar os nossos corações, e nos fazer refletir para a nossa condição de VERDADEIROS ADORADORES.

1.2. ADORAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSO RELACIONAMENTO EXTERIOR
Uma demonstração de atitudes externas que deixam incandescente a luz da adoração é exaltada por Paulo partir do capítulo doze de Romanos, Paulo ensina a prática da graça de Deus, quando menciona que devem apresentar os corpos como oferta agradável a Deus, através do culto racional, não sendo conforme este mundo, mas renovando a mente para conhecer a perfeita vontade de Deus. Que cada um não pense de si nada além do que realmente é, sem soberba, pois assim como o corpo tem muitos membros, e cada um tem uma função, assim também os eleitos sendo muitos, não deixem de ser cada um como que membros uns dos outros. Cada um tem um dom diferente do outro, segundo a graça que foi dada a cada um. “Amai-vos” uns aos outros exorta Paulo, e que seja um amor sem hipocrisia. A paciência, oração e perseverança também devem ser constantes. Se possível, no que depender da pessoa, todos devem ter paz uns com os outros, pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se sede, de beber. A máxima é vencer o mal com bem. A maior luz do adorador é demonstrada através de suas atitudes para com Deus e ao próximo, ser exemplo dos féis, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si próprio com atitudes reais, é realizar um dos maiores cultos de adoração a Deus; isso é demonstrado de muitas formas, mas principalmente, zelando da figura de Cristo em nós e levando o grande amor d’Ele, conquistando almas com atitudes e amor ao próximo, conduzindo-os para o seu reino. Isso é outro culto de adoração muito agradável a Deus (Mt 10.8).

1.3. ADORAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSO COMPORTAMENTO PESSOAL
A adoração reflete-se num comportamento diferente e numa postura de vida onde o adorador passa a vigiar e toma uma posição muito mais radical em relação ao pecado, pois ele sabe que isso fere o coração de Deus. Muitos confundem adora com louvar, o povo de Israel realizava festas e havia muito "louvor" com danças e instrumentos musicais, havia louvor pela colheita, pelas bênçãos e por diversos outros motivos. A adoração vai muito, além disso, pois se trata de um sentimento de entrega e amor ao criador, que se reflete em comportamentos e gestos que demonstram uma profunda admiração e temor a Deus. O maior testemunho de um adorador é sua vida e sua entrega. Ganhar almas para Jesus é o grande objetivo e a maior evangelização não se faz com palavras e sim com exemplo. Levar os outros a conhecer o "Deus criador de todas as coisas" através de nosso comportamento é o maior presente que podemos levar a todos aqueles que ainda não o conhecem. Quando nós conhecemos verdadeiramente nosso Deus e nos apaixonamos por Ele, queremos que todos compartilhem deste sentimento envolvente e transformador.

2. A ADORAÇÃO COMO PRIORIDADE DE VIDA
Maria procurou sentar-se aos pés de Mestre em adoração. Resolveu priorizar a adoração em sua vida, escolheu a boa parte (Lc 10.41-42), o que não lhe seria tirada. A adoração de Maria teve significado eterno, enquanto a tarefa de Marta nada significou além daquela tarde especial.

2.1. O EXEMPLO DO CULTO DE ABEL
Nós não sabemos como se deu a “conversão” de Abel ao Senhor. Eu, no entanto, imagino que tenha vindo pela graça de Deus por instrumentalidade dos pais de Abel. Sim, creio que Adão e Eva tenham testemunhado a Abel sobre os efeitos da desobediência e do pecado. Creio que Adão e Eva tenham pregado a Abel sobre a promessa de Deus de enviar um descendente que “pisaria a cabeça da serpente”, desfazendo-lhe os efeitos e poder sobre a morte física e espiritual. E, sim, creio que o Senhor Deus deu a Abel a capacidade de crer nesta mensagem, uma espécie de pronto evangelho, a fim de poder oferecer ao Senhor um louvor e uma oferta (porque ofertas estão ligadas também à adoração) ao Senhor. O que Abel ofereceu parece ter vindo do grande cuidado e atenção que ele dava à sua relação com Deus. Hebreus diz que foi pela fé que ele ofereceu, como um justo, ou seja, como um justificado, perdoado, salvo. Abel ofereceu algo que, futuramente, seria prescrito pelo próprio Senhor e seria registrado em Êx 13.12, Nm 18.17 e Pv 3.9. Deus se agradou do louvor e oferta de Abel porque vinham conforme a vontade de Deus, e não conforme aquilo que Abel achava o melhor. Abel ouviu a Deus e quis agradá-lo. Abel creu no Senhor com todo seu coração e quis fazer a vontade de Deus e não a sua própria. Abel ofereceu uma oferta ao Senhor que foi fruto do seu louvor ao Senhor. Essa entrega de vida, essa autonegação, essa disposição em dar aquilo que lhe era melhor faz de Abel um exemplo para nós, faz de Abel um homem do qual o mundo não era digno (Hb 11.38).

2.2. O EXEMPLO DA ADORAÇÃO DE ENOQUE
Por quase cinco séculos depois da morte de Abel, ninguém se destacou como servo fiel de Deus. Ao contrário, a conduta pecaminosa e ímpia se tinha tornado a norma. Foi durante este período de degeneração espiritual que Enoque viveu para profetizar ao povo a necessidade de nos voltar para ele, chamando ao arrependimento. A cronologia bíblica fixa o seu nascimento em 3.404 aC. Dessemelhante dos seus contemporâneos, Enoque mostrou ser um homem aceitável para Deus. O apóstolo Paulo o incluiu entre os servos de Deus, cuja fé se destaca como exemplo de adoração para os cristãos. Quem era Enoque? Com que desafios se confrontou? Como os enfrentou? E de que importância é a sua integridade para nós? Enoque foi o sétimo depois de Adão. Ele vem da geração que começou após a morte de seu irmão Abel. Podemos encontrar todos os detalhes das sete gerações no início do capítulo 5 de Gênesis. A versão resumida, encontramos em 1 Crônicas 1.1-4: “Adão, Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jarede, Enoque, Metusalém, Lameque, Noé, Sem, Cam e Jafé.” Sabemos muito pouco sobre Enoque. O pouco que sabemos, contudo, nos permite compreender o porque de Deus tê-lo colocado na lista de heróis da fé, na lista daqueles cujo testemunho devemos imitar, enquanto perseveramos nós também em nossas próprias histórias de vida. Mas, o diferencial na vida de Enoque é o que está no início do verso 22: “Andou Enoque com Deus”. O que significa andar om Deus? Andar com Deus significa andar com pensamentos em Deus. Significa também andar com atos de amor pelo Senhor e pelo próximo, dizendo não ao pecado e a tudo que sua geração lhe oferecia e chamando-os ao arrependimento. Significa que o coração de Enoque estava o tempo todo em atitude de adoração a Deus.
2.3. O EXEMPLO DE ADORAÇÃO DE NOÉ
É conhecido que Noé foi o sobrevivente do dilúvio e tornou-se uma peça chave no recomeço da história humana, porém isso foi o resultado de uma vida integra e justa diante de Deus. Noé desfrutava de uma comunhão muito grande com Deus com um caráter justo e integro totalmente diferente do restante da população de sua época que possuíam um nível moral completamente corrompido pelo pecado. Ele também é descrito nas Escrituras como um homem de fé, devoto e obediente a Deus. Noé já tinha quase 500 anos de experiência de vida quando recebeu de Deus o aviso da destruição da raça humana e a ordem para que construísse a Arca. Embora com toda essa experiência ele parecesse ser um homem totalmente qualificado para a missão dada pelo Senhor, foram suas qualificações espirituais que realmente fizeram diferença. A Bíblia diz que Noé achou graça aos olhos do Senhor. A civilização da época de Noé já era suficientemente desenvolvida para que a notícia dos feitos de Noé e a pregação de arrependimento fossem divulgadas por toda a terra (Gn 6.11). Mesmo com todos os avisos do juízo de Deus sobre os ímpios, Noé foi ridicularizado pela população de sua época. Mesmo com toda dificuldade no processo de construção da Arca, pela dificuldade de se imaginar um evento nunca visto antes (Hb 11:7) e tendo que suportar todo o escárnio de seus contemporâneos, Noé foi fiel a Deus, construiu a Arca, colocou sua família e os casais de cada espécie de animais dentro dela conforme a ordem de Deus. Quando todos estavam dentro da Arca, Deus trancou a porta pelo lado de fora e a terra foi inundada. Após o Dilúvio, Noé ofereceu um sacrifício de ação de graças a Deus com animais limpos e aves.
3. CENTRALIDADE DA ADORAÇÃO NA BÍBLIA
Desde o início (Gênesis) até a consumação (Apocalipse), a adoração está entrelaçada na urdida e na trama do texto bíblico (Dt 6.4-5; Mc 12.29-30).
3.1. ADORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
O primeiro culto. O primeiro registro de culto que temos está em Gênesis 4.1-7. Ali os dois irmãos Caim e Abel vão juntos prestar culto ao Senhor. Supõe-se que a oferta de Caim foi rejeitada porque não foi acompanhada de um espírito de adoração, mas ele estava apenas se conformando com a tradição familiar. Caim traz apenas dos frutos, não há especificação; Abel traz do melhor do rebanho, aqui há especificação. Caim é superficial, cumpre sua religiosidade. Abel dá o melhor, intenso, homem de fé (Hb. 11.4), é adorador. Nesta cena quem vai oferecer os sacrifícios são os próprios sacrificantes, não existe sacerdote intermediário, é tudo muito simples. Nos inícios da adoração no Antigo Testamento é sempre assim, há uma grande ênfase na adoração doméstica, é o pai de família quem invoca Deus, constrói altares, oferece sacrifícios (Gn. 8.20; 12.7; 26.25; 35. 1; Êx. 17.15). Esta adoração doméstica, mesmo depois da construção do Tabernáculo não perece, a Páscoa que a família israelita celebrava em casa é seu exemplo (Êx. 12).
3.2. O TABERNÁCULO
O povo saiu da adoração particular para o culto coletivo no templo, com muito simbolismo e liturgia rebuscada (1Cr. 29. 20-36; Sl. 42.4). A construção da Tenda da Congregação ou tabernáculo estabelece todo um sistema de adoração coletiva. Este sistema comportava: 1- Sacerdotes. Estes agiam como intermediários entre o povo e Deus (Êx. 28); 2- Sacrifícios. Desde o começo os holocaustos faziam parte da adoração bíblica. O livro de Levítico divide-os em diversas categorias (Lv 1-6); 3- Festas. A adoração do povo quase toda se concentrava em torno de grandes festas (Lv 23). Nestes dias todos os fieis deveriam se apresentar diante de Deus com ofertas apropriadas; ninguém deveria ir a presença do Senhor de mãos vazias (Dt 16.16-17). O sistema de culto visto no Tabernáculo e depois no templo restringia a adoração a um lugar (templo), e a uma casta de pessoas (sacerdotes), mostrando com isso a imperfeição que permeava aquela dispensação (não se assuste dispensação é termo bíblico (Ef 3.2)). O autor de Hebreus diz que tudo aquilo tinha prazo de validade, e acabaria quando Cristo, a realidade que cumpriu aqueles símbolos chegasse (Hb. 8-10). Adoração na sinagoga. Quando o povo do Reino do Sul foi levado ao cativeiro para a Babilônia (o Reino do Norte já havia ido para a Assíria (2 Rs. 17; 25)) perdeu seu templo, seu centro de culto. Então se desenvolve nesta situação as sinagogas, casas de instrução da Lei do Senhor, onde o povo se reunia mesmo no exílio para estudar a Lei e adorar a Deus (veja André Paul. Judaísmo Tardio, p. 170). O povo a terra, perde a liberdade, mas não perde a adoração, ela é essencial na vida e é Deus quem o exige.
3.3. A ADORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
A adoração na Igreja Primitiva era algo essencial, vital. Todos os dias, de casa em casa ou no templo, os irmãos se reuniam para celebrar ao Senhor (At. 2. 46). Entende-se que a adoração era vista como serviço reverente a Deus, por meio de Jesus Cristo, e impulsionada pelo Espírito Santo. O culto racional dos irmãos era prestado visando o bem comum, e em ação de graças ao Senhor que tudo fez e proporcionou a salvação. Assim, como soberano, Ele, e só Ele, deveria ser adorado. Esta era a compreensão daquele povo. Para aqueles irmãos a adoração poderia ser espontânea e carismática, sem implicar em desordem ou bagunça. O Espírito que os unia, também os levava a ordem e a decência, sem com isso transformar-se o culto num ritualismo morto. Se a Igreja atual quiser cultuar a Deus, fazendo um culto que Ele aceite, deve urgentemente se espelhar na adoração do NT. Evitar espetáculos e show que exaltam unicamente a figura humana e dar muito valor à oração e Palavra de Deus debaixo da unção divina que deve ser a estrela principal de um culto agradável a Deus.
CONCLUSÃO
Através do estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir muito melhor diante das adversidades da vida.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Revista do professor: Jovens e Adultos. Adoração e Louvor. Rio de Janeiro: Editora Betel – 4º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 101. Lição 10 – Adoração em tempo integral.

Bíblia de Estudo Pentecostal, Revista e Corrigida, Traduzida em Português por João Ferreira de Almeida com referências e algumas variantes. Edição 1995.

Links:









COMENTARISTA ADICIONAL:

PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.

Lição 10 - A Adoração em tempo integral

A ADORAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL
(Lição 10 - 4 de Dezembro de 2016)

Texto Áureo
“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm 11.36).

Verdade Aplicada
Adoração envolve tudo o que está no interior da pessoa e tudo o que está fora dela.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
·         DESTACAR a objetividade da adoração na vida;
·         ENFATIZAR a adoração como centralidade da vida;
·         MOSTRAR exemplos de vidas que priorizavam a adoração.

Textos de Referência
Rm 12.1 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
Rm 12.2 - E não sede conformados com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Rm 12.3 – Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

esboço da lição
INTRODUÇÃO
1. O CONCEITO DE ADORAÇÃO DE PAULO
1.1. Adoração como um estilo de vida
1.2. Adoração através de nosso relacionamento exterior
1.3. Adoração através de nosso comportamento pessoal
2. A ADORAÇÃO COMO PRIORIDADE DE VIDA
2.1. O exemplo do culto de Abel
2.2. O exemplo da adoração de Enoque
2.3. O exemplo de adoração de Noé
3. A CENTRALIDADE DA ADORAÇÃO NA BÍBLIA
3.1. A adoração no Antigo Testamento
3.2. O tabernáculo
3.3. A adoração no Novo testamento
CONCLUSÃO

Revista Betel - Comentários Adicionais

4º Trimestre de 2016
Outubro a Dezembro
Adoração & Louvor

A oração como adoração - Comentários Adicionais

A ORAÇÃO COMO ADORAÇÃO
(Lição 09 - 27 de Novembro de 2016)

Texto Áureo
“Contudo, o Senhor mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida.” (Salmo 42.8)

Verdade Aplicada
A oração é um dos ingredientes essenciais de uma verdadeira adoração.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
·         RESGATAR a oração como adoração;
·         COMPREENDER que oração e louvor se complementam;
·         INCENTIVAR a prática da oração como adoração.

Textos de Referência
Salmo 42.1 – Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!
Salmo 42.2 – A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?
Salmo 42.3 – As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?
Salmo 42.4 – Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.

A DOUTRINA BÍBLICA SOBRE A ORAÇÃO:

A doutrina Bíblica sobre a oração se fundamenta sob três aspectos:

1 – Na crença ou fé: O homem crer que existe um ser criador, sustentador e galardoador dos bons.

2 – Na necessidade: O humano se sentirá incompleto sem um ser supremo que responda suas aspirações.

3 – Na experiência: vivida e ensinada pelos escritores sagrados.
a) Em Hebreus 11.6 está escrito: “De fato, sem fé é impossível agradar a DEUS, portanto é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe e que se torna galardoador os que o buscam”.
b) No salmo 42 vs 1 e 2, está escrito: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti ò DEUS. A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo: quando irei e me verei perante a face de DEUS”?
c) No salmo 34 vs 4 a 6 está escrito: “Busquei o SENHOR e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores. Contemplai-o e sereis iluminados, e os vossos rostos jamais sofrerão vexames. Clamou este aflito e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações”.

A ORAÇÃO E A VIDA CRISTÃ:

A vida cristã não pode ser exercida sem a prática da oração. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porem, sejam conhecidas diante de DEUS as vossas petições pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6). “orai sem cessar” (1 Ts 5.17).

OS SIGNIFICADOS BENÉFICOS DA ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ:

1. Para o viver diário proporcionando acerto e livramento em cada passo: “O que preserva com vida a nossa alma, e não permite que nos revelem os pés” (Sl 66.9). “Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda” (Sl 121.3).

2. Para a provisão do sustento diário. “O pão nosso de cada dia da-nos hoje” (Mt 6.11).

3. Para segurança. “Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6.13).

4. Para lutar e vencer contra os poderes invisíveis. “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no ESPÍRITO, e para isso vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

OS SIGNIFICADOS BENÉFICOS E NECESSÁRIOS DA ORAÇÃO NO EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO:

1. Para poder libertar oprimidos do diabo. “Mas esta casta não se expele se não pela oração e jejum”. (Mt 17.21).

2. Para manter-se isento da influência dos poderes humanos, políticos, financeiros, sociais etc: “Antes de tudo exorto que se use a prática de súplicas, e orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e todos que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.1-3).
3. Para manter a inspiração divina devida à pregação do evangelho. “Restitui-me a alegria da salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário. Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão” (Sl 51.12-13). “Venham também sobre mim as tuas misericórdias, SENHOR, e a tua salvação, segundo a tua promessa. Saberei responder aos que me insultam, pois confio na tua palavra. Não tire jamais de minha boca, a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos. Assim observarei de contínuo a tua lei, para todo o sempre. E andarei com largueza, pois me empenho pelos teus preceitos. Também falarei dos teus testemunhos na presença dos reis, e não me envergonharei. Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo. Para os teus mandamentos, que amo, levantarei as minhas mãos, e meditarei nos teus decretos” (Sl 119.41-48).

4. Para escolher os homens que deverão fazer parte do ministério. “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a DEUS. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze de entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos” (Lc 6.12-13).

5. Para entender e discernir os mistérios e visões de DEUS (At 10.1 e 19,20).

6. Para experimentar o poder de DEUS na operação de grandes livramentos. “Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a DEUS, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todos” (At 16.25-26).

A ORAÇÃO COMO ELEMENTO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO:

1. A adoração deve ser um estado ou um estilo de vida, é aquela característica pela qual o adorador deve ser conhecido ou identificado, e isso é oração. Desse estilo de vida provem as demais modalidades na prática da oração sobre as quais falamos acima. Nesse caso faz-se necessária a seguinte pergunta: Eu adoro porque oro, ou oro porque adoro. Quem vem em primeiro lugar em nossa vida, a oração ou a adoração?

2. Quando o crente se separa para está com DEUS, ele o faz porque é um adorador e então ele ora, nessa oração três atitudes serão necessárias: (Comentário da revista, tópico 1).

a) Amor para com os outros, pois o amor para com DEUS se evidenciará neste. “Se alguém disser amo a DEUS; e aborrece seu irmão, é mentiroso, pois aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a DEUS a quem não vê” (1 Jo 4.19).

b) O desprendimento das coisas materiais. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt 6.19).

c) O exercício da verdadeira humildade.

EXISTEM ORAÇÕES QUE NÃO FAZEM PARTE DA ADORAÇÃO?

Segundo a conceituação apresentada acima, a oração não deve ser feita com outro fim que não seja adoração.

1. Não se pode usar a oração para preencher lapsos de tempo ocioso em função da má organização do culto, por exemplo: enquanto fulano chega, ou enquanto afina o violão vamos fazer mais uma oração.

2. Não se faz oração para expulsar demônio.

3. Não se ora por alguém desconhecido só porque este pediu.

4. No culto serão suficientes: uma oração para abertura e outra para o encerramento, a não ser em casos especiais. O excesso de oração no culto pode conotar meninice e descaso. Assim sendo podemos dizer que muito do que vemos com nome de oração, nem ao menos são, quanto menos elemento da adoração.

5. Usar a oração para satisfazer desejos de interesseiros ou para consagrar e ungir objetos pessoais equivale a mercadejar coisas sagradas intransferíveis. “Não deis aos cães o que é santo, e não lanceis antes os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se vos dilaceram” (Mt 7.6).

EXEMPLOS DE ADORADORES QUE USARAM A ORAÇÃO PARA ADORAR:

1. Ana (1 Samuel 1.9-18);

2. Davi (Salmo 32);

3. Daniel (Dn 9);

4. Paulo e Silas (At 16.25);

5. João (Ap 1.9-18);

6. JESUS (Lc 22.39-46);

7. A igreja de Jerusalém (At 2.41-47; 4.29-31).

Conclusão:

O apóstolo Pedro diz assim: “O fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pd 4.7). Temos, portanto ai uma ideia de qual deve ser o grau de qualidade das nossas orações, pois não é algo que para realização do qual possamos dispensar cuidados ou critérios, bem como não se pode orar sem a verdadeira consciência do que se está fazendo, ou seja com sobriedade, sob pena de não sermos aceitos por aquele aquém oramos.

FONTES DE CONSULTAS:

Bíblia revista e atualizada, anotada pelo dr. Scofield.

Encilopédia Agnos.

Revista da E.B.D. EItora Betel.

Novo comentário da bíblia, Prof. F. Davidson.

Encilopédia, Orlando S. Boyer.

COMENTÁRIOS:

Pr. Almerindo Luna Góis