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2 de agosto de 2015

O segredo dos milagres apostólicos - Comentários Adicionais

O SEGREDO DOS MILAGRES APOSTÓLICOS
(Lição 06 – 9 de Agosto de 2015)
TEXTO ÁUREO
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).
VERDADE APLICADA
Os milagres autenticam a pregação e são o cartão postal de uma Igreja viva e movida pelo Espírito Santo.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR o que é ser testemunha e o que é o revestimento do Espírito Santo;
MOSTRAR que o futuro da Igreja necessitava que o projeto estivesse sólido antes da execução;
EXPOR o tempo que Jesus levou para ensinar Seu modelo aos discípulos.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
At 1.1 - Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
At 1.2 - Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
At 1.3 - Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
At 1.4 - E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
INTRODUÇÃO
O assunto desta semana aborda os ensinamentos práticos narrados no Livro de Atos dos Apóstolos. Nos evangelhos Jesus pregava, ensinava e operava sinais, milagres e maravilhas demonstrando o seu poder. No Livro de Atos Ele continua a ensinar e a fazer as mesmas obras, porém agora, através dos muitos servos em muitos lugares e em beneficio de muita gente, pelo Espírito Santo. Jesus mesmo disse: “Estes sinais hão de seguir os que crerem. E em meu nome...” (Mc 16.17). Assim, antes de ascender aos céus, Ele delegou não só para os seus apóstolos, mas continua franqueando para todos os seus servos hoje, o poder de reproduzir em seu nome, o mesmo caráter que teve como também os mesmo sinais e milagres que realizou (Jo 14.12-14, At 3.6).
1. PODER PARA TESTEMUNHAR
Em Atos 1.8, Lucas afirma: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas,...”. “Poder ou virtude” no grego é “dinamis”, de onde vêm as palavras “dínamo, dinamite, dinâmico”. Foi isso que se sucedeu com os apóstolos no dia de pentecoste (At 2.1-13; 2.43) e é justamente isso que acontece com o crente quando recebe o Espírito Santo. Esse poder mudou o nosso planeta e alterou todo o curso de sua história, pois não ficou confinada em Jerusalém, mas já estava destinada a alcançar os confins da terra (At 1.8), inclusive o Brasil.
1.1. Poderosas testemunhas
Para se tornar poderosas testemunhas de Cristo e dar continuidade ao seu trabalho aqui, era necessário mais do que o “direto conhecimento de alguma coisa”, era preciso “capacitação”, que somente se obtém com o revestimento de poder. O Espírito Santo seria a força motriz da vida dos apóstolos e da igreja que ali surgiria. Aquele poder os capacitaria a dar continuidade ao ministério que Jesus começou. Através deles, o mundo veria o que um homem pode fazer quando se está nas mãos de Deus. Eles, assim como nós, se tornariam poderosas testemunhas de Jesus Cristo.
1.2. Convicção para prosseguir
Segundo o comentarista da lição, para que o Reino de Deus fosse bem sucedido, era preciso que tivesse a convicção de quem eram e como deveriam agir (Ef. 6.10,12). A morte de Cristo, parece que abalou a convicção dos discípulos, levando-os a desistirem de tudo e voltar às suas antigas profissões (Jo 21.3). Entretanto, após o aparecimento de Cristo ressurreto e de serem revestidos com o poder de Deus, eles ganharam ânimo, vigor e determinação para continuar. Daqui por diante, mesmo sofrendo oposição e perseguição por partes das autoridades, eles não cessavam de afirmar e confirmar que Jesus era a esperança e salvação para a humanidade. Agora, para eles mais “importava obedecer a Deus do que aos homens”, ainda, que para isto suas vidas fossem expostas à morte. A ressurreição de Cristo e o revestimento de poder trouxeram mais convicção fazendo deles verdadeiras testemunhas.
1.3. Entendendo o porquê do revestimento
Geralmente o termo usado para “testemunha” é “mártir”, ou seja, aquele que é capaz de sacrificar a própria vida pela verdade que está anunciando. Portanto, testemunhar no seu real sentido é muito mais que simplesmente “pregar ou falar de alguma coisa”. Testemunhar é deixar Cristo assumir o controle total de sua vida e defendê-Lo até às últimas circunstâncias. O apóstolo João, posteriormente, quando foi exilado na Ilha de Pátmos, explica que os motivos que o levaram à tortura, à perseguição e ao exílio foram: a Palavra e o testemunho de Jesus Cristo (Ap 1.9). Portanto, havia um motivo pelo qual eles receberiam aquele revestimento de poder. Era um poder dado para testemunhar (At 1.8). É a falta de revestimento que justifica o porquê do fracasso e insucesso no testemunho e na vida de muitos cristãos. Só haverá testemunho eficaz em palavra, em obras e em milagres, quando o crente estiver cheio do Espírito Santo. Busquemos pois ser cheio do Espírito Santo (Ef 5.18).
2. A PACIÊNCIA DE ESPERAR ANTES DE AVANÇAR
A chave do Livro de Atos é o verso 8 do capítulo 1. Foi por esta razão que Cristo os instruiu a permanecer em Jerusalém e somente avançar após serem revestidos(Lc 24.48-49). Eles somente foram bem sucedidos em continuar sua missão porque cumpriram as coordenadas e se prepararam antes de prosseguir. Jesus sabia perfeitamente o que sucederia se eles não cumprissem as suas coordenadas. Não se pode construir um grande edifício sem um alicerce capaz de suportá-lo.
2.1. Quarenta dias de seminário
O escritor do Livro de Atos é o único que afirma ter Jesus ficado 40 dias com os seus discípulos, após a sua ressurreição. O assunto principal de Jesus durante esses 40 dias era sobre o Reino de Deus e a promessa sobre o batismo com o Espírito Santo. Entretanto, os discípulos estavam apreensivos com a restauração de Israel. Queriam saber se tal fato aconteceria naqueles dias (At 1.7). Eles ainda não tinham uma compreensão exata das coisas. Parece que ainda confundiam o reino espiritual com o político. Ao ouvirem Jesus explicar-lhes as Escrituras à luz de tudo quando acontecera, sua fé foi inteiramente firmada nEle. Começaram a compreender a natureza e extensão de Sua obra e a reconhecer que deveriam proclamar ao mundo as verdades a eles confiada. Foram 40 dias marcantes, reveladores, transformadores e de muito aprendizado.
2.2. A arte de esperar
Esperar é uma arte e a impaciência é a causa de muitos desastres. Jesus não principiou seu ministério antes do batismo e da capacitação do Espírito Santo em sua vida. Da mesma forma a igreja precisava de um revestimento com o Espírito Santo, como forma de preparação, antes que saísse para cumprir seu ministério de alcance mundial. Conforme determinação do mestre eles deveriam aguardar em Jerusalém até que do alto fossem revestido com poder. Com isto eles aprenderam a arte de esperar, a arte testemunhar e a arte de cultivar o hábito da oração. O Senhor sabe o que é melhor para nós e “seu tempo” é o melhor para nossas vida (At 2.2).
2.3. A promessa do Pai
A descida do Espírito Santo no Pentecoste é o cumprimento da promessa de Deus e marca o inicio da era da igreja o qual terminará com o arrebatamento. Era a promessa de Jesus para a Dispensação da Igreja (Jo 14.16). Vale aqui ressaltar que ter o Espírito Santo não é o mesmo que ser batizado com o Espírito Santo. Os discipulos, mesmo antes do Pentecoste, já tinham o Espírito Santo (Jo 20.22). O batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder que capacita o crente a fazer a obra de Deus e ser uma autêntica testemunha de Cristo(At 1.8; Lc 24.49). Essa promessa não ficou restrita aos cristãos do primeiro século, como defendem alguns expositores antipentecostais. A promessa é para “tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).
BREVE POSTAREMOS O ÚLTIMO TÓPICO DA LIÇÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 06 – O segredo dos milagres apostólicos.
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Atos dos Apóstolos. 1º Trimestre de 2011. Ano 21 n° 78. Rio de Janeiro. Editora Betel.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Atos. Editora CPAD – 3º Trimestre de 1996.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Atos dos Apóstolos. Editora CPAD – 1º Trimestre de 2011.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. A Missão Integral da Igreja. Editora CPAD – 3º Trimestre de 2011.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília.

Lição 06 - O segredo dos milagres apostólicos

O SEGREDO DOS MILAGRES APOSTÓLICOS
(Lição 06 – 9 de Agosto de 2015)
TEXTO ÁUREO
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1.8).
VERDADE APLICADA
Os milagres autenticam a pregação e são o cartão postal de uma Igreja viva e movida pelo Espírito Santo.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR o que é ser testemunha e o que é o revestimento do Espírito Santo;
MOSTRAR que o futuro da Igreja necessitava que o projeto estivesse sólido antes da execução;
EXPOR o tempo que Jesus levou para ensinar Seu modelo aos discípulos.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
At 1.1 - Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
At 1.2 - Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
At 1.3 - Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.

At 1.4 - E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.

30 de julho de 2015

O milagre do perdão - Comentários Adicionais

O MILAGRE DO PERDÃO
(Lição 05 - 2 de Agosto de 2015)

TEXTO ÁUREO
Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos” (Jo 20.23).

VERDADE APLICADA
A pessoa incapaz de perdoar destrói a ponte pela qual ela mesma deveria passar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
 Ensinar o conceito do perdão e os malefícios causados por sua ausência;
► Mostrar a grandeza do perdão, seu alcance e a responsabilidade que temos em conceder perdão a todos que dele precisam;
 Apresentar o perdão como o maior de todos os milagres, porque somente através dele a salvação pode ser experimentada.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 7.44 - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. 
Lc 7.45 - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
Lc 7.46 - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
Lc 7.47 - Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

INTRODUÇÃO
Perdoar é a decisão moral de remover o ódio. Etimologicamente, a palavra "perdão" vem do latim perdonare que significa a ação de perdoar, ou seja, aceitar ou pedir desculpas; se redimir em relação a algo de errado. A expressão "pedir perdão" é usada quando alguém reconhece o seu erro e pede desculpas para a pessoa com quem foi injusto. O perdão é um mandamento bíblico ordenado por Jesus Cristo. Os efeitos do perdão são benéficos tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado. O objeto do perdão pode ser uma mágoa, um pecado, um sentimento de culpa, um prejuízo sofrido, uma palavra maldosa, uma atitude infeliz, uma omissão, uma traição - enfim, coisas que fazemos ou deixamos de fazer no dia a dia. Quando estas coisas são tratadas com o remédio divino do perdão, milagres podem acontecer em nossa vida.

1. ENTENDENDO O CONCEITO DO PERDÃO
Todo ser humano é falho, imperfeito e sujeito a erros. Se você, conscientemente, sabe que foi o autor de uma ou várias atitudes que causaram dor, humilhação e prejuízo às pessoas, aí não basta fechar a porta do quarto e orar. Você precisa procurar a pessoa ofendida e pedir-lhe perdão. Seu pedido de perdão deve ser sincero. Se deu prejuízo financeiro por exemplo, siga o exemplo de Zaqueu. Não banque o esperto, para levar vantagem. Cada caso é um caso, mas o que importa é mostrar para Deus que você está arrependido e disposto a pedir perdão com sinceridade.

1.1. O conceito de Amós
Para os rabinos, uma pessoa deveria ser perdoada no máximo até três vezes e, se houvesse transgressão na quarta, o tal deveria ser castigado... Os mestres judaicos (os rabinos) ensinavam a perdoar até três vezes. Eles usavam a história de Israel, lembrando que Deus perdoara as nações inimigas apenas três vezes (veja isso em Amós 1.3, 6, 9, 11 e 13). Ora, se o próprio Deus perdoara apenas três vezes, diziam os mestres, por que ser mais justo que ele e perdoar mais vezes que ele? Perdoar três vezes estava de bom tamanho. Pedro resolveu “arrasar”: dobrou o número que os mestres rabinos recomendavam e deu mais um de quebra: “até sete?”.  Além disso, sete é um número simbólico, na cultura do Oriente antigo, pois era o número de dias na semana. Era o número que contava o tempo. Seu valor era mais que matemático, era simbólico. Na mística judaica dava a idéia de algo completo, bem extenso. Pedro não apenas excedeu o ensino dos mestres como mostrou que estava cheio de disposição para perdoar. Mas Jesus o contrariou e colocou o fim a essa doutrina elevando a prática do perdão a uma matemática exponencial.

1.2. Quem não perdoa não é perdoado
Uma lição que percorre todo o Novo Testamento é que o homem deve perdoar para ser perdoado (Jo 20.23). Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados. Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende. Se fluímos com o Pai Celestial no mesmo espírito perdoador, permanecemos na reconciliação alcançada pelo Senhor Jesus. Contudo, se nos negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação vertical é comprometida pela ausência da horizontal. Cristo também nos advertiu com clareza sobre isto em uma de suas parábolas (faladas num contexto que envolvia o perdão):Esse princípio é aplicado conforme o assunto supracitado, pois se o ser humano não experimentou o perdão de Deus, também não terá disposição para tal. Quem não perdoa a seu próximo, não pode pretender que Deus o perdoe. “Bem-aventurados os misericordiosos”, disse Jesus, “porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5.7). Se não possuo disposição espiritual e mental para perdoar, logo, como esperarei ser também perdoado.

1.3. Os malefícios da falta de perdão
No ano de 1999, o Dr. Fred Luskin criou o projeto da universidade de Stanford para o perdão. Ele visava o impacto das emoções negativas, como raiva, mágoa e ressentimento no sistema cardíaco, causados pela ausência do perdão. Quem não perdoa, está preso. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc. Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar: - “Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa)”? Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo: “Entra em acordo sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo” (Mt 5:25,26). Não sei exatamente como é esta prisão, mas sei que Cristo não estava brincando quando falou dela. A falta de perdão me prende e pode prender a vida de mais alguém. Isto é um fato comprovado. Tenho presenciado gente que esteve presa por tantos anos, e ao decidir perdoar foi imediatamente livre. Isto também pode acontecer com você, basta decidir perdoar.

2. A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO
Jesus contou a história de um servo que devia uma impagável soma em dinheiro a seu senhor, o qual havia sido perdoado... É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Mc 16.16; At 2.37-38; 8.35-38; Rm 10.9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (At 8.22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida". Jesus conta a história de um servo que devia uma certa quantidade a seu Senhor e lhe clama por misericórdia o que é prontamente atendido, no entanto esse servo, ao encontrar-se com alguém que lhe devia não usou de misericórdia e não perdoou seu devedor. As conseguências veremos a seguir.

2.1. Sem perdão, sem misericórdia
A primeira dívida superava o valor do resgate... O significado desta ilustração dada por Jesus Cristo é muito forte. Temos um rei e dois tipos de devedores. Se a parábola ilustra o reino de Deus, então o rei figura o próprio Deus. O primeiro devedor tinha uma dívida impagável, enquanto que a do segundo estava ao seu alcance. Não há como comparar a dívida de cada um. Dez mil talentos da dívida do primeiro servo era o equivalente a cerca de 200.000 dias de trabalho, enquanto que os cem denários que o outro servo devia era o equivalente a apenas cem dias de trabalho. Esta diferença revela a dimensão da dívida que cada um de nós tinha para com Deus, e que, por ser impagável, estávamos destinados à prisão e escravidão eterna. Contudo, sem que fizéssemos por merecer, Deus em sua bondade nos perdoou. Portanto, Ele espera que façamos o mesmo. O cristão que foi perdoado de seus pecados e recusa-se a perdoar um irmão – seu conservo no evangelho – terá seu perdão revogado.

2.2. O perdão abre a porta para o Reino de Deus
João Batista, o precursor de Jesus Cristo, preparou o caminho do Senhor com a mensagem do arrependimento, ou seja, a mensagem do perdão divino sobre todo aquele que desejasse viver uma nova vida de paz (Mt 3.1, 2)... Entenda bem: coração aberto para o perdão é porta aberta para usufruirmos do Reino de Deus! As bênção advindas do Reino de Deus pode ter mil nomes: pode ser a saúde que você almeja, a paz interior pela qual luta, a restauração do seu casamento, o equilíbrio financeiro, a libertação de um vício, a quebra de uma maldição, entre outros. Sem perdão, a bênção fica do outro lado da porta. Sem perdão, há uma porta bem fechada e emperrada entre você e a bênção. Portanto tenha a coragem de se abrir ao perdão, e a porta da bênção lhe será aberta. Tire a mão da mágoa, do ódio, do desejo de vingança, coloque-a na maçaneta do perdão e abra a porta! "O perdão inaugura a cura". O perdão abre portas! Sem ele, não se conquista bênção alguma! Quer saber de uma coisa? O perdão pode abrir portas que estão fechadas há anos, há décadas, portas que estão fechadas uma vida inteira.

2.3. O perdão é a quitação completa da dívida
A grandeza do perdão deve ser vista pela grandeza do pecado que Deus perdoa num momento único. Paulo nos afirma que a cédula de acusação contra nós foi cravada na cruz (Cl 2.14)... O maior exemplo de remissão está na Cruz de Cristo, “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.” Mas o pecado não estará isento de cair no lamaçal novamente. Não existe aquela coisa de “uma vez salvo salvo para sempre”. A Bíblia afirma que a alma que pecar essa morrerá, Jesus precisa estar vivo e atuando em sua vida na qualidade de Santo e a sua obra não deve ser invalidade através de erros cometidos por nós. “aquele que é santo santifique-se ainda”.

3. O MAIOR DE TODOS OS MILAGRES
Consideravelmente, o perdão é o maior de todos os milagres. Nele está contido o ingresso para a salvação e esta é precedida quando o perdão é estabelecido. Pois, sem ele não há reconciliação. Vejamos alguns motivos dessa graça divina (Ef 2.8, 9)...

3.1. O milagre do perdão
Por mais que venhamos interpretar um milagre como estupendo ou glorioso, cada milagre realizado por Deus tende a nos atrair para Sua presença, causando em nossas vidas outro ainda maior que é o da salvação (Lc 10.20). Somente o sangue do próprio Criador - Jesus Cristo - poderia nos dar a garantia de salvação contra o pecado, pois foi Ele quem nos criou, como lemos no texto acima, logo Ele somente poderia pagar o preço por suas criaturas caídas em pecado, afim de poder garantir-lhes o perdão e a remissão da culpa pelo pecado. E de fato Ele o fez, vindo a este mundo, trazer as boas novas da salvação para esta raça decaída, também oferecendo a sí mesmo como sacrifício para remoção dos nossos pecados, cujo sangue é o único que tem tal poder. E para que este trabalho fosse completo, Ele deveria ressuscitar, pois assim obteria vitória completa sobre o pecado e a morte. Vejamos o que a Bíblia diz sobre isto: E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co 15.17).

3.2. O perdão nos coloca no âmbito da felicidade
Qual é o motivo de nossa alegria como cristãos? Qual de nós não se alegraria ao realizar milagres extraordinários em nome de Jesus?.... A verdadeira felicidade está na fonte do perdão chamada JESUS! Já que só Ele foi até a cruz, muitos homens e mulheres (João, Maria, Marta, entre outros) estavam próximos da cruz, mas isso não resolve. Jesus é quem foi pregado, portanto, só Ele tem o caminho para a felicidade. Uma felicidade que não depende das circunstâncias desta vida, uma felicidade que não é passageira, pelo contrário, é eterna. Se você quer receber esta felicidade em sua vida hoje, faça uma oração a Deus confessando os seus pecados, faltas e falhas, sabendo que Ele é fiel e justo para lhe perdoar.

3.3. O propósito do poder sobrenatural de Deus
Vivemos em um mundo abarrotado de novidades e informações, onde a ciência predomina e a tecnologia produz coisas que até duvidamos ser possíveis.... Para viver sem amargura e felizes a bíblia ensina: bem-aventurado (feliz) o que é perdoado (Sl 32.1 e 2) – Quando somos perdoados nosso coração fica leve, nosso rosto sorridente, o peso da culpa e da dor são retirados de nós. O Senhor é quem dá o perdão (Dn 9.9 - 10) –“ Mas tu és misericordioso e estás pronto para nos perdoar, mesmo quando nos revoltamos contra ti. Desobedecemos à tua ordem, ó Senhor, nosso Deus, e não seguimos as leis que nos deste por meio dos teus servos, os profetas”. O verdadeiro perdão vem de Deus. Jesus tem autoridade para perdoar (Mt 9.6) – Jesus demonstrou sua autoridade de perdoar quando foi para a cruz em nosso lugar. Portanto, só Ele, que se entregou por nós, tem capacidade para dizer: “Perdoados estão os teus pecados”. O bom ânimo vem com o perdão (Mt 9.2) – O Senhor nos diz que o perdão nos dá um ânimo novo, novas expectativas, vontade de viver, porque com ele vem a certeza que tudo será diferente.

CONCLUSÃO
O perdão é a ajuda do Espírito Santo para nos livrarmos de todo sentimento ruim, seja ele qual for. Através do perdão, somos libertos, livres e com condições de seguir em frente. Nunca é tarde para reconhecer os erros, pedir perdão e recomeçar. O perdão é remissão de uma dívida. É paz e alegria no coração.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS
HOCKING DAVID. As Sete Leis da Liderança Cristã. 2ª ed. São Paulo: Abba, 1996;

LINKS:




COMENTARISTA ADICIONAL:

PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.

18 de julho de 2015

O milagre da filha de Jairo - Comentários Adicionais

O MILAGRE DA FILHA DE JAIRO
(Lição 04 – 26 de julho de 2015)

TEXTO ÁUREO 

“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.18).

VERDADE APLICADA 

Jesus entrou na casa de Jairo para res­suscitar o que estava morto. Essa é a proposta do Evangelho: dar vida com abundância a todo o que nEle crer.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Informar quem era Jairo e o que implicava ele ir até Jesus;

Mostrar a qualidade da fé que Cristo almeja ver em nossas vidas;

Ensinar que Jesus age no tempo certo e que Ele é tão surpreendente quanto poderoso.

TEXTOS DE REFERÊNCIA 

Mc 5.22 – E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,

Mc 5.23 - E rogava-lhe muito, di­zendo: Minha filha está moribun­da; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.

Mc 5.24 E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.

Mc 5.35 Estando ele ainda falan­do, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que en­fadas mais o Mestre?

Mc 5.36 - E Jesus, tendo ouvido es­tas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.


COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO

O contexto desse texto mostra que Jesus é a esperança dos desesperançados. O impossível pode acontecer quando Jesus intervém. Ele acalmou o mar e fez cessar o vento quando os discípulos estavam quase a perecer (4.35-41). Ele libertou um homem desprezado pela família e pela sociedade de uma legião de demônios e fez dele um missionário (5.1-20). Ele curou uma mulher hemorrágica, depois que todos os recursos humanos haviam se esgotado (5.25-34). Sabendo do que Jesus é capaz de realizar, Jairo vem abertamente implorando a Jesus pela cura de sua filha que está doente, mas não se trata de uma pessoa comum, Jairo é nada menos que “um dos principais da sinagoga”. Ele se dirige a Cristo com grande humildade e reverência, embora fosse um dos principais, quando se aproximou de Jesus prostrou-se aos seus pés, dando-lhe honra como alguém muito mais importante. Jairo confiava que se Jesus fosse com ele em sua casa e lhe impusesse às mãos em sua filha que estava “moribunda”, ela seria restaurada daquela enfermidade.

1. JAIRO, O LÍDER DE UMA SINAGOGA

Jairo era chefe da sinagoga, também um líder na comunidade. A sinagoga era o lugar onde os judeus se reuniam para ler o livro da Lei, os Salmos e os Profetas, era o lugar onde aprendiam e ensinavas a seus filhos o caminho do Senhor. E Jairo era o responsável pelos serviços religiosos no centro da cidade no sábado e pela escola e tribunal de justiça durante o restante da semana. Ele supervisionava o culto, cuidava dos rolos da Escritura, distribuía as ofertas, além de ser responsável pela administração e cuidado do edifício onde funcionava a sinagoga. O líder da sinagoga era um dos homens mais importantes e respeitados da comunidade.

1.1.    Deixando de lado a religiosidade

A posição religiosa, social e econômica de um homem, mesmo sendo bem visto diante do povo, não significa que a pessoa não enfrente algum sofrimento. Jairo era líder, rico, influente, mas a enfermidade chegou à sua casa. Seu dinheiro e sua influência não foram suficientes para manter a morte do lado de fora da sua casa. Os filhos dos ricos também adoecem e morrem. John Charles Ryle diz que a morte vem aos casebres e aos palácios, aos chefes e aos servos, aos ricos e aos pobres. Somente no céu a doença e a morte não podem entrar. Ciente da grave realidade que estava passando, Jairo despojou-se de seu status, e prostrou-se aos pés de Jesus, pois somente Jesus Cristo é suficientemente grande para vencer todas as barreiras na hora da necessidade. Muitas vezes, o orgulho pode levar um homem a perder as maiores bênçãos. Ao prostrar-se aos pés de Jesus, Jairo reconheceu que estava diante de alguém maior do que ele, do que os líderes judaicos, do que a própria sinagoga. Reconheceu o poder de Jesus, se prostrou, não expôs nenhuma exigência, apenas pediu com humildade. Ele se curvou e não tentou tirar proveito da sua condição social ou posição religiosa. John Henry Burn diz que não há lugar na terra mais alto do que aos pés de Jesus. Cair aos pés de Jesus é estar em pé. Aqueles que caem aos seus pés, um dia estará à sua destra.

1.2. Jairo, o principal da sinagoga

Quando Jesus chega em Cafarnaum é cercado por uma multidão que o recebem de forma calorosa. Neste momento, chega a procura de Jesus um homem de muita importância e bastante influente do lugarte. (v.22) Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jai­ro, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés. Jairo era sem dúvida um dos homens mais conceituados do lugar, representante da sinagoga, agora, está prostrado no pó, aos pés de Jesus. Ele arrisca muita coisa ao descer até a praia, ir à "reunião subversiva" e agora ajoelhar-se diante do pregador itinerante perseguido. Mesmo sendo o principal da sinagoga, Jairo deixa de lado sua posição social e status e de maneira insistente suplica a Jesus: Minha filhinha está à morte. Muitas pessoas já fizeram pedidos a Jesus (1.40; 6.56; 7.32; 8.22); este suplica com insistência. Por amar a filha, Jairo deixa para trás os preconceitos e o orgulho e decide-se por Jesus. Nada mais o vincula ao passa­do, tudo a este enviado de Deus.Só entendemos completamente a aflição deste pai se a vemos no contexto do pensamento daquela época. No entendimento judaico rígido, a morte de um filho era, além da perda pessoal, um castigo para os pais. Agora isso tinha acontecido com ele, o presidente da sinagoga. Ele, que não estava acostuma­do a ser questionado, viu sua posição religiosa ruir e sentiu a ira de Deus. A posição era radical, já que, segundo (Lc 8.42), a filha era única. Sua própria linhagem estava-se extinguindo. Para um judeu isto significava muito. Por isso rogoua Jesus (v.23): vem, impõe as mãos sobre ela, para que sare e viva.

1.3.    Duas grandes realidades

Mesmo sendo um principal da sinagoga, Jairo não estava isento de sofrimento, agora estava vivendo momento de tristeza, todos os bens que possuíam não foram bastantes para devolver sua alegria, sua filhinha querida de doze anos tinha acabado de falecer (v.35). “Estando ele ainda falando, chegaram alguns dos principais da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfada mais o Mestre? ” Porém ao ouvir essas palavras, Jesus fala para Jairo: não temas, crê somente. Jairo estava temeroso e sem esperança. As palavras de Jesus a Jairo naquele momento difícil também serve para nos: 'Não temas, crê somente". Na hora que os nossos recursos acabam, Jesus nos encoraja a confiar Nele.

2. ALCANÇANDO MILAGRES

As más notícias podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor. Elas podem pôr um fim aos nossos recursos, mas não nos recursos de Jesus. Na presença de Jesus, Jairo tinha acabado de saber que sua única filha tinha morrido. Agora não tem mais solução; para de incomodar o Mestre? Disseram seus amigos. Porém Jesus conhecendo o sofrimento de Jairo e sabendo da fé que ele depositava em Sua pessoa, diz a ele para não temer. Jesus disse para Marta: Se creres verás a glória de Deu. As nossas causas irremediáveis e perdidas têm solução nas mãos de Jesus. A morte é terrível, mas Jesus é mais poderoso do que a morte. As chaves da morte estão na sua mão. Um dia Ele tragará a morte para sempre (Is 25.8). Quando as coisas parecem totalmente perdidas, procure refugiar-se em Jesus, pois com Ele há alegria e esperança.

2.1. Quando tudo parece contrário

Jairo recebe um recado de sua casa: não enfade mais a Jesus, sua filha já morreu. Agora é tarde, não adianta mais incomodar o mestre. Nopensamento daqueles amigos as esperanças haviam se esgotado. Eles pensaram: há esperança para os vivos, mas nenhuma para os mortos. A causa parecia perdida. Jairo está atordoado e abatido. A última faísca de esperança é arrancada de seu coração. O mundo desabou sobre a sua cabeça. Uma solidão incomensurável abraçou a sua alma. Mas Jesus, sem acudir às palavras dos mensageiros que vinham da casa de Jairo, não reconhece a palavra da morte como palavra final, contrapõe-lhe a palavra da fé e diz-lhe: Não temas, crê somente. Jesus encorajou o pai aflito a continuar acreditando que seu pedido, pela sua filha, não seria em vão. Jesus havia parado no caminho para realizar a cura da mulher do fluxo de sangue. Podemos imaginar o quanto Jairo estava preocupado, pois agora, tratava-se da morte e não apenas a enfermidade que estava em sua casa. A cura da mulher hemorrágica serviria para que Jairo aumentar sua fé em Cristo, mas quando estamos preocupados, ás vezes não conseguimos visualizar a graça de Jesus que faz o impossível tornar realidade. Mas Jesus logo fala a Jairo: Não temas, nem pense que a minha visita em à sua casa não terá um propósito, creia que Eu farei que essa história seja transformada em um episódio feliz. Crê somente. Conserve a confiança em Jesus, dependa Dele, Ele certamente fará o melhor, devemos crê na ressurreição e não ter medo.

2.2. Ele tem a última palavra

Jairo rompeu todas as barreiras e foi buscar ajuda do Senhor Jesus. Embora imaginamos que os nossos problemas não tenham soluções, sempre há esperança na pessoa de Jesus (5.41,42). É por isso que Jairo não apenas suplica a Jesus, mas o faz com insistência. Ele persevera na oração. Ele tem uma causa e não está disposto a desistir dela, ele clama por misericórdia. Não há nenhuma dúvida no pedido de Jairo. Ele crê que Jesus tem poder para levantar a sua filha do leito da morte. Ele crê firmemente que Jesus tem a solução para a sua urgente necessidade. Às vezes, as aflições tornam-se fontes de bênçãos quando elas nos trazem a Jesus. Jairo crê que se Jesus for com ele e impor as mãos sobre sua filhinha ela será salva e viverá. Jairo crê na eficácia do toque das mãos de Jesus.Quando Jesus vai conosco podemos ter a certeza da vitória, Ele leva em conta a nossa dor. Jesus sempre se importa com as pessoas: Ele fez uma viagem pelo mar revolto à região de Gadara para libertar um homem louco e possesso. Agora, Ele caminha espremido pela multidão para ir à casa do líder da sinagoga. Contudo, no meio do caminho para para conversar com uma mulher anônima e libertá-la do seu mal. Acredite, Jesus se importa com você. Sua causa toca-lhe o coração.

2.3. Ela apenas dorme

Aqueles que pranteavam riram quando Jesus disse: “A menina nãoestá morta, mas dorme”. A menina havia falecido, porém Jesus usou a imagem do sono para indicar que a condição era temporária e que a vida e a saúde da menina seriam restauradas.Jesus suportou as ofensas da multidão, a fim de ensinar uma importante liçãode como manter a esperança e a confiança nEle. Atualmente, a maior parte das pessoas zomba das afirmações de Cristo, que lhe parecem ridículas. Quando você for depreciadopor expressar sua fé em Jesus e a esperança na vida eterna, lembre-se de que os descrentes não enxergam as situações deacordo com a perspectiva de Deus. Jesus falou que a menina estava dormindo usando o eufemismo com que se costuma descrever a morte, a fim de poupar os sentimentos dos entes queridos. A morte não é embelezada, mas relativizada, declarada com prazo. A correlação com (Jo 11) é útil, no (v. 14) Jesus diz, sem iludir, que Lázaro morreu, enquanto diz no (v. 11) que ele dorme. "Ela morreu" é uma palavra à qual Deus não se curva. "Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem" (Lc 20.38; Mc 12.27). Para ele a menina só estava morta até ser chamada do seu sono. Olhando da ressurreição para trás, a morte é apenas um  sono.

3. DESAFIANDO O PODER DA MORTE

Nós olhamos para uma situação e dizemos: não tem jeito! Colocamos o selo da desesperança e dizemos: impossível! Então, somos tomados pelo desespero e a nossa única alternativa é lamentar e chorar. Mas Jesus olha para o mesmo quadro e diz: é só mais um instante, isso é apenas passageiro, ainda não é o fim, eu vou estancar suas lágrimas, vou aliviar sua dor, vou trazer vida nesse cenário de morte! Os imprevistos dos homens não frustram os propósitos divinos. Os impossíveis dos homens são possíveis para Ele. Tudo que acontece está na direção de Deus, não há nada que posso impedir o agir de nosso Deus, nem mesmo a morte, até ela tem que sair para que haja vida.

3.1. Ele ouviu toda a conversa

Acontecem alguns problemas em nossa vida que dizemos: não tem solução! Nada mais pode reverter o quadro!Quando isso acontecer, devemos tomar o exemplo de Jairo,ele estava desesperado devido ao momento crítico, porém decidiu ir ao encontro de Jesus. Quando saiu de casa, sua filha estava apenas enferma, mas ainda tinha vida, agora já não tem mais o que fazer, a esperança de cura acabou, sua filhinha não está apenas doente, a notícia tinha acabado de chegar: ela havia morrido. Esse era o quadro de sofrimento que tomava conta do coração daquele pai. Mas Jesus ouviu toda conversa, Ele estava ciente do que acontecia. Jesus com uma palavra de ânimo olha para o mesmo quadro e diz: é só mais um instante Jairo, isso é apenas passageiro, ainda não é o fim, eu vou estancar suas lágrimas, vou aliviar sua dor, vou trazer vida nesse cenário de morte!

3.2. Menina, a ti te digo, levanta-te

Para os mensageiros que foram avisar Jairo e a multidão que estava em sua casa pensaram que a morte era o fim da linha, uma causa perdida, uma situação irremediável, mas a morte também precisa bater em retirada diante da autoridade de Jesus. Os que estavam na casa riram de Jesus, não conheciam o Deus vivo, por isso, riram o riso da descrença. Diante do coral da morte, ergue-se o solo da ressurreição: Tomando-a pela mão, disse: “Talita cumi”, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar. (5.41,42). “Talita cumi” era uma expressão em aramaico, que a jovem menina podia entender, pois o aramaico era a sua língua nativa. Assim, Jesus estava demonstrando a ela não apenas seu poder, mas também, sua simpatia e seu amor. Jesus não precisa fazer uso de nenhum encantamento nem palavra mágica. Somente com sua palavra de autoridade, se impõe à morte. Diante da voz do onipotente Filho de Deus, a morte curva sua fronte altiva, dobra seus joelhos e prostra-se, vencida, perante o Criador!

3.3. Ação antes do milagre

Jesus Cristo decidiu que algumas pessoas não eram dignas de testemunhar o milagre; eram as pessoas “profissionais em choro”, choravam ruidosamente, eram ignorantes das coisas de Deus, não compreenderam quando Cristo falou da morte como um sono, eram escarnecedores e riram-se de Jesus ridicularizando suas palavras. Jesus conduziu os pais da criança para testemunhar o milagre. O objetivo do Senhor era o fortalecimento da fé e o consolo deles, pois eram os que realmente estavam sofrendo; eles choravam em silêncio e Jesus desejava enxugar suas lágrimas e devolver alegria em suas vidas.

CONCLUSÃO

Quando Jesus vai conosco, o choro da morte é transformado na alegria da vida (5.42). Aonde Jesus chega, entra a cura, a libertação e a vida. Onde Jesus intervém, o lamento e o desespero são estancados. Diante dele, tudo aquilo que nos assusta é vencido. A morte, com seus horrores não pode mais ter a palavra final. A morte foi tragada pela vitória. Na presença de Jesus há plenitude de alegria. Só Ele pode acalmar os vendavais da nossa alma, aquietar nosso coração e trazer-nos esperança no meio do desespero.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

HENRY’S, Mathew. Comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 4 – O milagre da filha de Jairo.
POHL, Adolf. Comentário Esperança. Evangelho de Marcos. Curitiba-PR: Editora Evangélica Esperança, 1998.

DIAS, Hernandes Lopes. MARCOS, O Evangelho dos Milagres. SP: Editora Hagnos, 2006.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Presbítero ANCELMO BARROS DE CARVALHO, servo do Senhor Jesus
Email: ancelmobarros@gmail.com