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Revista Betel do Próximo Trimestre

1º TRIMESTRE DE 2018
L E V Í T I C O

Se no livro de Êxodo encontramos o registro da ação poderosa de Deus para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida (Êx 3.7-8), no livro de Levítico lemos sobre as instruções de Deus para o Seu povo sobre como deveria se aproximar d'Ele, ter comunhão com Ele, cultuá-Lo e viver na Terra Prometida. A expressão que mais se destaca nesse livro é: santidade. A mensagem central de Levítico é: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). Portanto, trata de assuntos que são totalmente relevantes também para a Igreja: redenção pelo sangue; ofertas; relacionamentos interpessoais; dízimo; ministério; bens materiais; ações de graças; entre outros. É um livro que aponta diretamente para Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, e Seu sacrifício na cruz. Tanto que alguns consideram o livro de Levítico como o “Evangelho do Antigo Testamento”. Que o Espírito Santo nos conduza neste estudo, a fim de que contribua para vivermos em santidade e comunhão com Deus.

Lição 10 - Santificação: Vontade e chamado de Deus para nós

SANTIFICAÇÃO: VONTADE E CHAMADO DE DEUS PARA NÓS
(Lição 10 – 03 de Dezembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

VERDADE APLICADA
A santificação é o aspecto prático da salvação, consistindo de um processo que envolve mudança do caráter e da maneira de viver.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
ENSINAR que a santificação em todo cristão deve progredir cada vez mais;
REVELAR a importância da santificação interior; pois a batalha contra o pecado é dedicada no campo da mente;
MOSTRAR que a santificação é a vontade de Deus para a sua igreja.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1 Ts 4.2 – Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus.
1 Ts 4.3 – Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação;
1 Ts 4.4 – Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;
1 Ts 4.7 – Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.
1 Ts 4.8 – Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.

A fé que nos une a Deus e nos torna produtivos - Comentários Adicionais (Pr. Altevi)

A FÉ QUE NOS UNE A DEUS E NOS TORNA PRODUTIVOS
(Lição 09 – 26 de novembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: mas o justo viverá da fé.” (Rm 1.17).

VERDADE APLICADA
A fé é a virtude pela qual acreditamos em Deus e em tudo que Ele disse e revelou, porque, sendo Ele a própria verdade, jamais falhará.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
APRESENTAR a fé como um dom, seu fundamento e seu impacto;
EXPLICAR a nossa responsabilidade com as Escrituras e como a fé sem obras é morta;
MOSTRAR como a fé nos une a Deus, nos faz ser produtivos e nos recompensa além dessa vida.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Rm 1.17 – Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: mas o justo viverá da fé.
Hb 11.1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.
Hb 11.2 – Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.
Hb 11.3 – Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Hb 11.6 – Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

INTRODUÇÃO
A fé que nos une a Deus e nos torna produtivos são demonstradas não por obras sacrificiais, que trazem glória para o nosso ego, mas por obediência, que traz o fruto do Espírito. Nossas vitórias são conquistadas e demonstradas por confiança e obediência total a Deus e à sua Palavra.

1. O FIRME FUNDAMENTO DA FÉ
Após ser colocado, um fundamento não pode ser removido. Ninguém modifica, aperfeiçoa, faz reparos em fundamento algum. Quantas construções são embargadas pela Defesa Civil ou pelo CREA, por terem seus fundamentos mal feitos, por não ter capacidade suficiente para suportar a construção e assim, são demolidas. O firme fundamento das coisas que se esperam, significa o convicto, o concreto, sólido e seguro fundamento, a base, a origem das coisas que se esperam. Então, se não há esperança não há fé. O homem não pode viver sem esperança! Mas, ao mesmo tempo a fé existe algo concreto, uma certeza, uma prova da existência das coisas que não se veem. Ou seja, se eu realmente vejo uma coisa ou já a possuo, eu não preciso ter fé. Quando o homem não havia inventado o avião, ele tinha que ter fé que um dia voaria. Mas, a partir do momento que o avião existe e voa, não necessitamos mais de ter fé que este aparelho realmente voa. Isto é muito claro. Então, a prova das coisas que não se veem é tão importante quanto a esperança. Um claro exercício de fé, pode ser visto, com muita ênfase, quando conjugado com a gratidão. Quando oramos agradecendo a Deus pelas dádivas e bênçãos futuras, convictos de que, em breve as receberemos, estamos exercitando a fé da melhor forma. Não é a toa que Abraão foi chamado o pai da fé. Quando Abraão garantiu aos seus servos que voltaria com seu filho estava firmado na promessa de que de Isaque surgiria uma grande nação e pronto! Ele cria nesta promessa e, sem saber como Deus ia fazer, estava disposto a sacrificar o filho que, tinha convicção, que seria pai de uma grande nação. Por isso, garantiu aos seus criados que voltaria com filho(Gn 22; Rm 4.17).

1.1. Conceito bíblico da fé
Para a pessoa ter uma confiança firme, ela precisa de fortes motivos. Na realidade, “firme confiança” vem de uma palavra que significa mais do que um sentimento ou pensamento positivo. Por isso, fé é ter certeza de algo que se baseia em provas. As qualidades invisíveis de Deus — isto é, seu poder eterno e Divindade — são claramente vistas desde a criação do mundo, porque são percebidas por meio das coisas feitas.’ (Rm 1.20). Muitos acreditam em Deus porque foram ensinados assim desde criança. Talvez digam: ‘Eu fui criado assim.’ Mas Deus quer que as pessoas que o adoram acreditem mesmo que Ele existe e que as ama. É por isso que a Bíblia deixa bem claro que precisamos nos esforçar para confiar e nos aproximar de Deus. Isso vai nos ajudar a conhecê-lo de verdade.

1.2. Alguns tipos de fé
Fé natural. É inato ao homem, ele já nasce acreditando em alguma coisa; acredita que, ao entrar no avião, ele chegará ao seu destino; come acreditando que o alimento o fará bem; trabalha acreditando no salário do final do mês, arrisca em oportunidades acreditando que chegará ao sucesso, arrisca em projetos, muitas vezes nunca imaginados, mas acredita que dará certo e, aconteça o que acontecer ele se determina em continuar fazendo aquilo, muitas vezes contra a opinião de todos. Em detrimento a tudo isso ele afirma que vai dar certo, chegando, muitas vezes, ao sucesso pleno (são conhecidos como visionários).

Fé Salvadora. Já mencionada anteriormente, é a que faz com que o homem se aproxime de Deus, pois para agradar-lhe é necessário acreditar que ele existe e é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Ela é imprescindível para aqueles que acreditam e decidiram entrar nas fileiras dos fiéis, certos de que, um dia, estarão para sempre com o Senhor em Glória.

Fé Sobrenatural. Através dos dons do Espírito Santo, nossa fé é acrescentada e é, através dela, que acreditamos em milagres fora da razão humana. A Bíblia e a história moderna têm muitos exemplos dessa fé. Muitas vezes, na modernidade, essa fé tem chocado até os especialistas na medicina.

1.3. A fonte da fé
Acreditamos que Deus existe e é muito superior ao homem, na realidade Ele foi o criador do próprio homem e é Ele quem nos dará a certeza de algo que ainda não vemos ou exista de fato. A fé, então, é um presente, um dom? As Escrituras afirmam que a fé é um dom, um presente que Deus deu ao homem (Ef 2.8). Na verdade, se a fé é um dom de Deus, então, Deus é a própria fonte de fé. Ora, como cremos que Ele de fato existe e é real, a fé que vem dEle também é real. Se cremos que Ele criou o universo, ciou o homem pela palavra de fé, como vimos, então, o maior desejo de Deus é que o homem receba de presente a fé a qual será um instrumento, um veículo, um modo pelo qual podemos com Deus nos relacionar e por este instrumento entender as leis da criação e do universo.

2. A FÉ QUE FAZ A DIFERENÇA
A fé que faz a diferença deve ser uma fé consciente. Quem tem, sabe que tem. Tiago afirmou que a fé deve ser produtiva, caso contrário, é uma fé morta, que não serve para nada. A vitória que vence o mundo é a nossa fé: crendo que Jesus Cristo é o Filho de Deus e tomando posse da vida com Ele; tendo por base esse fundamento sólido, a fé verdadeira nos levará a romper barreiras. No capítulo 11 da carta aos Hebreus, o autor faz uma lista de exemplos de Fé que fez a diferença para a história do cristianismo e da humanidade como um todo. Lá está registrado a galeria dos Heróis da Fé que, através de suas atitudes, deixaram exemplos de fé que faz a diferença. Pena que não há tempo para comentar. Mas o que dizer de Abel, Noé, Abraão, Sara e outros mais. Foram exemplos extraordinários da FÉ QUE FAZ A DIFERENÇA.

2.1. Baseada na revelação de Deus
A fé está baseada e descansa sobre a Palavra de Deus prometida para cada tempo. Por exemplo, temos a Noé que recebeu a revelação da Palavra e sobre essa revelação estava sua fé, a fé para construir a arca onde ele e sua família se salvariam. Era a fé em ação quando ele estava trabalhando na construção da arca. A fé tem de estar fundamentada na Palavra de Deus prometida para o tempo em que a pessoa está vivendo. Quando Pedro saiu do barco para andar sobre a água, ele fez isso pela fé. Jesus o chamou, e Pedro confiou que o poder de Deus o sustentaria assim como estava sustentando Jesus. Da mesma forma, quando nos dedicamos a servir a Cristo, nós fomos motivados pela fé. Jesus nos chamou para ser seus discípulos e seguir os seus passos. Nós tivemos de exercer fé em Jesus e em Deus, confiando que eles nos sustentariam de várias maneiras. Por isso fazemos questão de aguardá-lo na firme esperança e cientes de que um dia estaremos sempre com o Senhor.

2.2. Move à obediência
Quando perguntamos a alguém se tem fé, logo a resposta e sempre positiva sim, claro, Deus existe; Mas se mudar de foco, e perguntamos se você obedece aos conselhos de Deus, as respostas, já mudam de figura, muitas vezes Deus nos propõe desafios que parece loucos, para justamente, ver nossa fé, e nossa obediência. Na obediência é a parte onde mais erramos, é onde as bênçãos de nossas vidas são recolhidas, ou adiadas. Será que Deus é perverso? Ou agimos por conta própria, e impedimos a vitória chegar em nossas vidas e famílias. Você irmão, está esperando algo em Deus? O que você está fazendo para conseguir? Tem exercitado sua fé? Tem sido obediente a palavra do Senhor? Tem praticado de fato? Ou você está pensando conseguir bênçãos sem compromisso com a causa de Deus? Não adianta negociar com Deus, Deus não é Deus de barganha.

2.3. Fé singular
Tendo visto o objeto da fé, partamos agora em direção à forma ou à essência singular e natureza da fé. A essência de algo é aquilo que faz com que este algo seja o que é. A essência de uma coisa a identifica e a distingue de todas as demais coisas. Uma coisa pode possuir apenas uma única essência. Logo, se há duas essências, há também duas coisas. Portanto, de semelhante modo, a fé possui uma essência que lhe é exclusiva. A fé verdadeira é a fonte das boas obras. Estas são frutos e característica da fé, tornando-se evidente, portanto, que onde as boas obras estão ausentes, também a fé verdadeira está ausente. “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2:26). Certamente o corpo está morto, caso a respiração tenha cessado. Semelhantemente, tal fé está morta, isto é, a verdadeira fé não está presente quando ela não se manifesta. Mesmo se sustentarmos que o amor e a observância dos mandamentos não são a forma ou natureza essencial da fé, longe esteja de nós sustentar que a fé pode existir sem o amor. Quando um homem torna-se um crente, ele não apenas recebe iluminação aos olhos do entendimento e, em certo grau, se torna familiarizado com o Mediador e os benefícios da aliança, mas também se torna, desse modo, amorosamente cativo. O crente se regozija no fato de que há salvação, perdão de pecados e um Espírito que o santifica. Ele se regozija no fato de que há um Cristo e que Ele lhe é oferecido. Ele tem amor pela verdade (2 Ts 2:10). Tendo agora recebido e tendo sido unido a Cristo pela fé, seu amor para com Deus e Cristo é inflamado, e com toda sua disposição ele deseja ser obediente. Nós O amamos porque ele nos amou primeiro (1Jo 4:19).

3. EFEITO DA FÉ QUE FAZ A DIFERENÇA
A fé que faz a diferença é a fé que leva à ação. É aquela fé cujos efeitos Justifica e dar paz (Rm 5.1), que transforma a fraqueza em força e converte a confiança em esperança (1 Co 16.13; Rm 1.17), que nos faz produzir frutos dignos de louvor e para glória de Deus.

3.1. Produz obras
Muitos irmãos ficam perplexos com a passagem de Tg 2.14, pensando que Tiago contradiz Paulo, quando, inúmeras vezes, disse que um homem é salvo e justificado através da fé no Senhor Jesus Cristo e na Sua ressurreição, sem a necessidade de obras. Algo que devemos esclarecer do princípio é que a Palavra de Deus nunca se contradiz. O que geralmente acontece, e está acontecendo nesta passagem, é um problema de compreensão daquilo que a Palavra de Deus nos diz. Tenho aqui a intensão de ajudar o leitor tanto no entendimento desta passagem de Tiago 2 quanto oferecer uma visão mais ampla sobre a salvação. A confissão sendo genuína é uma confissão de fé que já está internalizada no coração. Neste caso a consequência natural desta fé são os frutos e as obras. Colocando-o de forma diferente: ainda que as obras não precedam a salvação e a fé (pois nós não somos salvos pelas obras), elas são, contudo, uma consequência natural da salvação, elas surgem como um fruto, como um resultado da fé presente no coração. Enquanto algumas religiões pregam que seremos salvos se formos bons e fizermos boas obras, o verdadeiro Cristão deve pregar que, somos levados a fazer boas obras, como fruto e convicção da Salvação que nos foi garantida na cruz do Calvário, sendo, as boas obras, fruto dessa novidade de vida em Cristo Jesus. O que deverá dar muito mais prazer e satisfação.

3.2. Produz resistência
A Palavra de Deus se confirma na resistência do Crente. Primeiro, Pedro diz que é preciso resistir, ficar sóbrio, vigilante. Depois, Paulo diz que é para resistir no dia mau, usar a armadura de Deus. Todos nós enfrentamos lutas e dificuldades. Não podemos pregar um evangelho de vida fácil e divertida, como se fosse um parque de diversão. Ora, se precisamos de armadura é porque temos que entrar numa luta, numa batalha, significa que somos o exército de Cristo. Um exército só resiste à guerra, à batalha, quando está bem preparado, armado e equipado. Um exército vencedor tem, por exemplo, táticas de guerra, estratégias de ataque e de defesa e armas bem desenvolvidas e eficazes. Numa guerra, um exército é composto por soldados unidos, lutando por uma causa. Há, também, um general dando as ordens, bem como alimento e água para permanecerem muito tempo no campo de batalha. Veja 2 Timóteo 2:3-4: “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou”. Nós somos soldados de Cristo. E qual é a comparação que podemos fazer? A nossa batalha são as circunstâncias, os problemas, as vicissitudes e as adversidades que sobrevêm às nossas vidas. Onde estão as nossas táticas? Na Bíblia Sagrada. Quais são as nossas armas? São espirituais e poderosas em Deus. Estamos unidos em um só Corpo. O nosso homem interior é renovado, por isso temos resistência. O nosso alimento e a nossa água são a Graça Genuína. Temos todos os pré-requisitos para vencermos todas as batalhas e para vermos todos os nossos inimigos batendo em retirada, pois o nosso General é Cristo.

3.3. Produz vitória
A fé nos conduz a ver as vitórias sobre situações que as circunstâncias apresentam como derrotas, isto é, a ver o possível de Deus operando nos impossíveis dos homens. É o sobrenatural operando no natural. Fé é trazer esperança onde não há perspectivas. É trazer a alegria e a paz de Deus sobre todas as frustrações e inquietações. Assim como a fé nos aproxima de Deus, a falta dela nos afasta. A manifestação de que se crê em Deus está nas atitudes de fé. Quando há fé, os milagres acontecem. O milagre é algo que não depende da inteligência nem do conhecimento, depende da fé. Jesus não opera maravilhas onde há incredulidade. Ele só pode agir mediante a nossa fé. Na verdade, a fé não é nossa, ela é um dom de Deus derramado em nossos corações, operando para a justiça. Através dela, trazemos a existência o poder, a glória e as maravilhas de Deus para as nossas vidas. A fé é um poderoso recurso, é o sobrenatural de Deus para os homens. Todo homem de fé encara os problemas com vistas nas soluções que vêm do alto, pois a fé constrange o coração de Deus a nosso favor. A fé é conhecida e confirmada através dos frutos presentes em nós. É o canal de comunicação entre Deus e os homens, sem ela não agradamos e não temos como nos comunicar com Ele, pois “é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe…” (Hb 11.1). Através da fé, Deus chama à existência aquilo que não existe. Em verdade, no mundo da fé, as vitórias que buscamos já aconteceram. Quem vive pela fé sempre é vitorioso, pois a fé não conhece derrota – “…e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.” (1Jo 5.4).

CONCLUSÃO
Assim, podemos concluir que a fé deve estar muito íntima à gratidão. O Servo de Deus que vive de fé em fé, deve viver uma vida de gratidão, ainda que em meio a grandes batalhas; pois ele consegue, pela fé, enxergar a grande vitória que está por vir e, com isso, agradecer a Deus, muitas vezes, sem saber como Ele vai agir, mas, como ele tem, como “firme fundamento”, a certeza da vitória, e vive os momentos de luta com alegria como “prova” do que ainda não viu, mas certo de que a vitória, em todas as situações, Deus já as tem garantidas.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Revista do professor: Jovens e Adultos. Doutrinas fundamentais da Igreja de Cristo, O legado da Reforma Protestante e a importância de perseverar no ensino dos Apóstolos. Rio de Janeiro: Editora Betel – 4º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 105. Lição 9 – A fé que nos une a Deus e nos torna produtivos.

Bíblia de Estudo Pentecostal, Revista e Corrigida, Traduzida em Português por João Ferreira de Almeida com referências e algumas variantes. Edição 1995.

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COMENTARISTA ADICIONAL:

PR. ALTEVI OLIVEIRA DA COSTA - Servo do Senhor Jesus Cristo, administrador de empresas públicas e privadas, Bacharel em Teologia pela FATAD, pós-graduado em administração de cooperativas pela UNB, MBA em cooperativismo de crédito no Canadá, Estados Unidos e Espanha.

A ordenança da ceia do Senhor - Comentários Adicionais (Ev. Aliendres e Natália)

A ORDENANÇA DA CEIA DO SENHOR


(Lição 08 - 19 de Novembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.” (1 Co 11.26).

VERDADE APLICADA
A Ceia do Senhor é uma ordenança de Cristo, um memorial de Sua morte redentora e um alerta de Seu retorno.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
EXPLICAR o significado da Ceia, sua origem e seu propósito;
APRESENTAR a Ceia como uma celebração de unidade e comunhão com o Senhor;
MOSTRAR os aspectos importantes da Ceia e revelar seu caráter profético.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1 Co 11.23 – Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
1 Co 11.24 – E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
1 Co 11.25 – Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
1 Co 11.26 – Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

introdução
No contexto da lição número 8, tornam-se importante situar o objetivo e as raízes históricas da Ceia como uma instituição, ordenança e memorial do Senhor, suscitando para a Igreja dos dias atuais a necessária pausa para a reflexão já proposta por Paulo no texto base situado em 1 Coríntios 11.

1. A Ceia do Senhor e seu significado
Segundo a Teologia Sistemática, “Uma Perspectiva Pentecostal”, escrito por Stanley Horton, o termo “ordenança” também se deriva do latim “ordo” = “uma fileira”, “uma ordem”. Relacionada ao batismo nas águas e à Santa Ceia, a palavra “ordenança” sugere que essas cerimônias sagradas foram instituídas por mandamento, ou “ordem”, de Cristo. Ele ordenou que fossem observadas na Igreja, não porque transmitem algum poder místico ou graça salvífica, mas porque simbolizam o que já aconteceu na vida de quem aceitou a obra salvífica de Cristo. [...] As ordenanças, determinadas por Cristo e celebradas por causa do seu mandamento e exemplo, não são vistas pela maioria dos pentecostais e evangélicos como capazes de produzir por si mesmas uma mudança espiritual, mas como símbolos ou forma de proclamação daquilo que Cristo já levou a efeito espiritual nas suas vidas.

Como um memorial, a Ceia foi instituída pelo Senhor Jesus, no contexto histórico da Páscoa Judaica, antecedendo sua traição, prisão, escárnio e sacrifício final. Desta forma, a primeira Ceia foi celebrada por Jesus no momento da refeição da Páscoa e junto com seus doze discípulos. A Ceia do Senhor tem alguns paralelos com a Páscoa Judaica, que é constituída de sombras das coisas futuras, conforme quadro abaixo:

PÁSCOA JUDAICA
SIMBOLOGIA
Antiga Aliança
Libertação do Egito
Cordeiro macho e sem defeitos
Sacrifício substituindo os primogênitos
Sangue do cordeiro
Identificação para salvação do anjo da morte
Participar da refeição da Páscoa
Representava a identificação com a morte do cordeiro
Atitude do participante
Comiam adequadamente vestidos e calçados Prontos para sair do estado de escravidão para libertação (mudança de vida)
CEIA DO SENHOR
SIMBOLOGIA
Nova Aliança
Memorial do Sacrifício. Libertação do pecado pela morte de Cristo.
Pão
O corpo de Cristo (o cordeiro) “partido” por nós
Suco de Uva
O sangue de Cristo derramado para remissão dos pecados
Ato de participar da Ceia
É um ato de comunhão com Cristo e com a Igreja e de participação nos benefícios de sua morte sacrificial.
Atitude do participante
Autoexame das motivações, do coração, santo temor e reverência.

Como evento do ministério terreno de Jesus, a ceia recebe referências em quatro passagens bíblicas, sendo elas: Mateus 26; Marcos 14; Lucas 22 e I Coríntios 11. Participar da Ceia é participar da Nova Aliança de Deus através de seu Filho Jesus Cristo. Segundo o comentário da Bíblia de Estudos Nova Versão Internacional, a Ceia do Senhor deve ser realizada com regularidade (“todas as vezes que comerdes... e beberdes... anunciais a morte do Senhor...”), mas não há instruções categóricas quanto ao intervalo de tempo entre uma celebração e outra, apenas a indicação “Até que Ele venha”. Comer o Pão e beber o Cálice mostra que estamos relembrando a morte de Cristo por nós e renovando nosso compromisso de servi-lo.

2. A importância do discernimento
Desde a igreja primitiva, os cristãos apontam várias possibilidades diferentes de compreensão para o que Cristo quis dizer por “Isto é o meu corpo”. Embora a maioria dos crentes concorde que o Senhor está presente à sua mesa, sua presença é interpretada de diferentes maneiras. A doutrina católica romana para a Ceia, oficialmente adotada no IV Concílio Laterano (1215) e reafirmada no Concílio de Trento (1551), é chamada transubstanciação. Essa doutrina defende que quando o sacerdote abençoa e consagra o pão e o vinho ocorre uma mudança metafísica de modo que o pão é transformado no corpo físico de Cristo e o vinho no sangue literalmente. Existem ainda outras duas posições teológicas, mais presentes entre os protestantes (evangélicos). Uma delas considera que o pão e o vinho permanecem inalterados, mas Cristo está espiritualmente presente no pão e no vinho (consubstanciação). A outra posição defende que o pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo (memorial).

É ponto pacífico entre os cristãos que participar da Ceia do Senhor é um elemento essencial na fé Cristã. Participar da Ceia é cumprir a ordenança de Cristo e fortalecer os pilares da fé em Cristo. Através da Ceia, a Igreja vem proclamar, não um herói morto, mas um Salvador ressuscitado e vencedor. E é perante esse Grande Salvador, ressurreto, que nos reunimos para celebrar a Ceia. Então fica a pergunta: Alguém seria digno de participar da mesa do Senhor? O que torna o homem apto a tomar parte do corpo e do sangue do cordeiro imaculado? Seus esforços pessoais? Sua santidade? Seus talentos? Os títulos a ele conferidos? Sua humildade? Seu conhecimento profundo dos costumes evangélicos? O quê? “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8-9). Sendo assim, a participação na Ceia do Senhor, é precedida de arrependimento dos pecados cometidos e de uma real conversão (At. 3.19). Não se trata de um ritual externo, com foco na aparência, mais que isso, a celebração é espiritual e se vincula diretamente a uma relação individual e particular com o próprio Cristo. Portanto, é necessário que haja em cada um a autoconsciência e a averiguação sobre a seguinte questão: Como entendo o significado da Ceia e de minhas ações nesse memorial? Questão que se devem buscar respostas a partir de um autoexame, dirigido pelo Espirito Santo e sob o parâmetro da Palavra de Deus. Esta atitude honra ao sacrifício de Cristo, pois ninguém seria digno de participar da Ceia do Senhor; uma vez que somos pecadores e carecemos de sua graça para alcançar a salvação. Logo, devemos nos preparar para a Ceia por intermédio de uma saudável introspecção, da confissão dos nossos pecados e da solução das diferenças com as outras pessoas. Essas ações removem as barreiras que afetam nosso relacionamento com Cristo e com os outros crentes, sua Igreja. Portanto, o passaporte que dá direito aos da fé de participarem da Ceia do Senhor é a lavagem regeneradora no sangue de Cristo, pois esse sangue é o único capaz de purificar o homem de toda e qualquer iniquidade, “mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 Jo 1.7).

A Ceia é do Senhor! É Ele quem estabelece quem deve ou não participar de sua mesa, a partir dos parâmetros já estabelecidos em sua Palavra. Sendo assim, fica a pergunta: será que eu tenho fundamento para impedir ou mesmo para impor a participação de outra pessoa na Ceia que é do Senhor? Somos chamados a testar nossas próprias motivações e sondar nossas intenções de coração, é a isso que Paulo nos desafia “examine-se cada um a si mesmo” (1 Co 11.28). Mesmo com a participação rotineira, como costume na Ceia, não devemos permitir que a nossa reverência neste ato seja diminuída ou anulada, uma verdade também válida para os demais cultos.

A consciência de nossos pecados não deve nos afastar da Ceia do Senhor, mas essa consciência deve dirigir o modo como participamos dela. É necessário que o crente tenha convicção que sua fé em Cristo e o genuíno arrependimento e confissão dos pecados cometidos - sejam quais forem esses pecados - é que o torna digno de assentar-se à mesa do Senhor. É o poder regenerador do sacrifício de Cristo que nos purifica! Portanto, a Ceia do Senhor, embora seja realizada na reunião de crentes, é uma ordenação para cada um de nós. O pão é partido para cada um; de igual modo o cálice. Sendo assim, a responsabilidade de cumprir essa ordenança é individual; e o fazer de forma indigna também traz consequências individuais.

3. Lições da Ceia do Senhor
Aprendizagens podem ser proporcionadas e acumuladas pelo devido espírito reflexivo e de discernimento que viermos a cultivar para a participação na Ceia do Senhor. Aprendizagem e vivência de igreja enquanto corpo – comunhão horizontal – percepção e preocupação com o meu próximo, exercício do amor fraterno “nisto conhecereis que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35).
Conforme Horton em Teologia Sistemática, “A comunhão com Cristo também denota comunhão com o seu corpo, a Igreja. O relacionamento vertical entre os crentes e o Senhor é complementado pela comunhão horizontal de uns com os outros. Amar a Deus está vitalmente associado com o amor ao nosso próximo (Mt 22.37-39)” (p.574).

O aprendizado da comunhão tem sido posto em lugar de fragilidade nos dias atuais. A partir da construção de muros relacionais a cada dia mais altos e mais espessos; abordar, cumprimentar, escutar e se envolver, importar-se, ou seja, estar em comunhão – tem se tornado mercadoria rara nas prateleiras, ou melhor, nos bancos das igrejas.

Rememorar com gratidão e alegria as garantias remidoras do sacrifício de Jesus na cruz, o qual tem valor para a eternidade, o privilégio do “novo pacto”, firmado por este sacrifício perfeito e sem máculas de Cristo é “Trazer à memória aquilo que nos traz esperança” (Lm 3.21). Esta memória pode ser considerada a maior de todas as aprendizagens resultantes da participação na Ceia do Senhor com o devido discernimento. Por isso anunciamos a Morte do Senhor até que Ele venha, pois, fazendo isso, tomamos parte na sua morte para vivermos também a sua vida gloriosa. Logo, a Ceia do Senhor produz em nos da fé um olhar em:

  • Retrospectiva para a cruz, como um memorial de sua morte e motivação para vencermos o pecado – passado (1 Co 11.26);
  • Interior – presente – para a consciência da necessidade de comunhão com Cristo (1 Co 11.28);
  • Futuro – quando todos os crentes entrarão na presença do nosso Senhor Jesus (Mt 26.29; 1 Co 11.26).

REFERÊNCIAS:
Bíblia de Estudo Pentecostal
Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo Nova Versão Internacional
Bíblia a Mensagem em Linguagem Contemporânea
WILLMINGTON, Harold L. Manual De Discernimento Bíblico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
HORTON, Stanley M, Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Trad. Jorge Camargo, Lena Aranha, Regina Aranha. São Paulo: Templus, 2012.

Comentários Adicionais:
Ev. Aliendres Souto e Natália Souto

A ordenança do batismo em águas - Comentários Adicionais (Ev. Samuel)

A ORDENANÇA DO BATISMO EM ÁGUAS
(Lição 07 - 12 de novembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Rm 6.4).

VERDADE APLICADA
O batismo em água é uma ordenança de Jesus que simboliza o que já aconteceu na vida de quem foi regenerado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
EXPLICAR o que é o batismo em águas e o seu significado;
APRESENTAR o batismo como sentido de justiça, autoridade e de fidelidade à missão;
MOSTRAR o batismo como ordenança, celebração e troca de autoridade.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 3.13 - Então, veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
Mt 3.16 - E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
Mt 28.19 - Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
At 2.38 - E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO
As origens do batismo nas águas acontecem em uma era muito remota bem mesmo antes de João Batista. Sua origem se deu no movimento judaico chamado Proselitismo, o apóstolo Paulo, refletindo a partir da experiência do batismo cristão, vê na bem conhecida travessia do Mar Vermelho, narrada pela Bíblia, o acontecimento em que todo o povo israelita foi, simbolicamente, batizado (1 Coríntios 10:1-2).

1. ASPECTOS GERAIS DO BATISMO
O batismo nas águas simboliza a confiança total e dependência completa do crente no Senhor Jesus Cristo, bem como o compromisso de viver obedientemente a Ele. O batismo também expressa a unidade com todos os santos (Efésios 2:19), isto é, com cada pessoa em cada nação na terra que é um membro do Corpo de Cristo (Gálatas 3:27-28). O batismo nas águas transmite isso e mais, mas não é o que nos salva. Em vez disso, somos salvos pela graça através da fé, não por obras (Efésios 2:8-9). Somos batizados porque o nosso Senhor assim ordenou: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:19).

1.1. Aspectos históricos
É provável que esta interpretação citada pelo apóstolo Paulo na introdução deste comentário não seja originalidade sua, mas que fosse a interpretação comum dos mestres judeus, tanto mais que, desde o fim do Cativeiro babilônico começou a surgir entre o povo judeu a prática do “batismo dos prosélitos”, que consistia numa cerimônia em que os gentios convertidos ao Judaísmo eram mergulhados ou lavados em água para passarem também sob a nuvem do Mar Vermelho. Esta é a primeira forma de batismo administrada na Palestina, segundo os estudiosos este batismo foi a base usada por João Batista para instaurar o batismo de arrependimento, visto que não há nenhuma passagem da revelação bíblica do Antigo Testamento onde alguém tenha recebido de Deus o mandamento de “ir e batizar” indivíduos ou grupos. Um tal mandamento só aparece no Novo Testamento, em Jesus Cristo (Mateus 28:19).

1.2. Definição da Palavra Batismo?
A Palavra Batismo vem do original grego βαπτισμόςv (Baptismos) que é um verbo. A palavra batismo é muito rica de significados. Em virtude disto, encontramos várias opiniões sobre a mesma: Segundo o Dicionário Brasileiro GLOBO (1987) a palavra batismo vem do grego “Baptismu”, que significa imersão; ablução. O Dicionário Eletrônico Houaiss (2001) define a palavra batismo como vinda do gr. “Baptismós”, adaptada para o latim “baptismus”, com significado de ablução e imersão. O Dicionário Grego-Português de Pereira (1976, p. 101) traz as seguintes definições: “Baptós” = Submergido, Mergulhado; Tingido, Colorido; de onde se pode tirar água. “Báptô” (bapsô) = Submergir, Mergulhar; Temperar (o ferro, o aço); tirar água; Afundar-se submergir-se, dar mergulhos. “Baptismô” = Submergir, Mergulhar; tirar (água). “Baptismós” = Imersão; Ablução; Como vemos, os dicionários mostram a riqueza de significados da palavra batismo, norteando-a principalmente, para ablução e imersão, isto possibilita duas vertentes para a defesa teológica do batismo por imersão e por aspersão que é praticada na igreja Presbiteriana e no clero Católico Romano, este é um assunto que por si só já merece uma lição inteira.

1.3. A importância do Batismo
O batismo nas águas simboliza a confiança total e dependência completa do crente no Senhor Jesus Cristo, bem como o compromisso de viver obedientemente a Ele. O batismo também expressa a unidade com todos os santos (Efésios 2:19), isto é, com cada pessoa em cada nação na terra que é um membro do Corpo de Cristo (Gálatas 3:27-28). O batismo nas águas transmite isso e mais, mas não é o que nos salva. Em vez disso, somos salvos pela graça através da fé, não por obras (Efésios 2:8-9). Somos batizados porque o nosso Senhor assim ordenou: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo O batismo nas águas é para os crentes. Antes de sermos batizados, devemos chegar a crer que somos pecadores necessitados de salvação (Romanos 3:23). Devemos também crer que Cristo morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados, que Ele foi sepultado e que ressuscitou para assegurar nosso lugar no céu (1 Coríntios 15:1-4). Quando nos voltamos para Jesus, pedindo a Ele que perdoe nossos pecados e seja nosso Senhor e Salvador, nascemos de novo pelo poder do Espírito Santo. Nossa salvação eterna é garantida, e começamos a morrer para nós mesmos e viver para Cristo (1 Pedro 1:3-5). Sendo assim, nesse momento estamos biblicamente qualificados para sermos batizados (Mateus 28:19).

2. BATISMO: FORMA, FORMULA E CONDIÇÃO
Conforme fizemos um breve comentário para não sermos exaustivo no tópico 1.2, existem várias controvérsias sobre a maneira “adequada” de se proceder o batismo, a bíblia não procede um manual litúrgico de como deve ser feito esta prática, uma vez que seu simbolismo é maior do que a cerimônia em si, se a salvação fosse condicionada a isto, ela não seria por graça e sim por obras, o ato do batismo é uma confissão pública de fé e esta é sua essência.

2.1. A forma do batismo
Batismo por imersão - Batismo por imersão ou batismo por submersão (do latim immersione; ato ou efeito de imergir; mergulho, Afogar) é a forma de batismo caracterizada pela imersão total em água, adotada por algumas das igrejas cristãs, especialmente, dentre batistas, adventistas e pentecostais e antes deles anabatistas, cátaros, albigenses, donatistas e, no entender daqueles que adotam essa forma de batismo, a própria igreja primitiva. É também a forma utilizada pelos mórmons. Conforme ja citamos na etimologia da palavra nada mais é que o étimo grego "βαπτο" (bapto), ao qual se acrescentou o sufixo “-ismós” para formar "βαπτισμα" (baptisma), inarredavelmente significa “imersão”, posto que exatamente esta é a etimologia do verbo “βαπτιζειν” (baptizein, "imergir"/"mergulhar"). Batizar, portanto, deve ser semanticamente compreendido como sendo o ato mergulhar um corpo dentro de outro corpo, no caso, um corpo liquido, a água. Por extensão, a ação o efeito de sepultar um morto comporta também inteira e perfeitamente toda a sematologia da palavra batismo.
Efusão - Efusão ou afusão, significa derramar ou entornar. Denomina também uma forma de batismo, onde a água é derramada sobre a cabeça do neófito. Na prática é similar à aspersão como modo de batismo. Fusão é uma outra maneira possível de realizar um batismo. É a situação em que o neófito entra na água sem submergir, mas também lhe é derramada água sobre a cabeça.
Aspersão - Em um contexto religioso, chama-se aspersão ao ritual de borrifar água com o aspersório. No batismo por aspersão, a água é borrifada, espalhada ou chuviscada sobre o batizando. Na prática, a aspersão é muito similar à efusão, na qual a água é derramada sobre a cabeça do batizando. Esta forma de batismo é adotada por algumas igrejas cristãs, em especial a Igreja Católica e os primeiros movimentos protestantes surgidos com a Reforma, tais como o Luteranismo, o Anglicanismo, o Presbiterianismo, o Congregacionalismo e a Igreja Metodista do Brasil.

2.2. A fórmula do batismo
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). O batismo deve ser feito em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, no batismo, nascemos de novo para entrar no reino de Deus (João 3:5), onde temos comunhão com o Pai (João 14:23), o Filho (João 14:23; Gálatas 3:27) e o Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). A mesma preposição usada em Mateus 28:19 aparece, também, em Atos 8:16 e 19:5. Esses dois versículos, como Gálatas 3:27, afirmam que entramos em Cristo através do batismo. Pelo fato que Cristo é perfeitamente unido com as outras pessoas divinas, quando entramos em comunhão com ele, gozamos, também, de comunhão com os outros (João 17:20-21). Em Atos 2:38 e 10:48 por esta ocasião temos no livro de Atos um novo batismo, na sua terceira viagem, Paulo encontrou, em Éfeso, uns doze homens que haviam sido batizados no batismo de João, depois de ouvir o ensinamento de Paulo, foram batizados em o nome de Jesus (Atos 19:1-7). Por que foi necessário esse segundo batismo? O próprio Paulo não disse, em Efésios 4:5, que há um só batismo? O caso citado, em Atos 19, esclarece vários pontos importantes. Observe: Há um só batismo válido para cada pessoa. O batismo de João teve um papel importante numa época anterior. O próprio Jesus foi batizado por João, cuja pregação veio de Deus (João 1:6). Mas, como veremos nas observações abaixo, o batismo de João não estava mais em vigor quando Paulo chegou a Éfeso. Para aqueles homens, o batismo de João não foi suficiente, o batismo de João, por ser pregado antes da morte de Jesus, foi um batismo de arrependimento, apontando assim como os sacrifícios do antigo testamento para sua finalidade que era o batismo em nome da Trindade. Continuar praticando esse batismo, décadas depois da morte e ressurreição de Jesus, não traria nenhum benefício espiritual. A pergunta de Paulo (Atos 19:2) foi uma maneira direta de verificar qual batismo foi pregado aos doze em Éfeso. O Espírito Santo desceu no dia de Pentecostes (Atos 2) e foi pregado para judeus e gentios a partir daquele momento. Esses homens haviam ouvido uma mensagem incompleta de Apolo (Atos 18:24-28) ou de alguém com o mesmo entendimento parcial do evangelho.

2.3. Condição para ser Batizado
E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (Atos 8:36,37). Jesus e os apóstolos, ao revelarem a nova aliança, instruíram seus ouvintes sobre vários pré-requisitos que devem ser observados antes do batismo. Vamos considerar alguns trechos que falam a respeito dessas exigências divinas. Antes de voltar ao céu, Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). Destes versículos aprendemos dois pré-requisitos importantes:
Ouvir - Para ser batizada, a pessoa tem de ouvir (entender) a pregação do evangelho. Percebemos, portanto, a importância da pregação da palavra de Cristo (veja Romanos 10:14-17). Também aprendemos que somente pessoas capazes de compreender a mensagem do evangelho podem ser batizadas. Uma criança pequena ou outra pessoa incapaz de entender que Jesus morreu por nossos pecados, foi sepultado e se ressuscitou não tem condições de ser batizada.
Crer - Muitos ouvem, mas nem todos aceitam o testemunho dos apóstolos. Temos o privilégio de ler e estudar os relatos bíblicos da vida de Cristo, que “...foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). Esta fé no divino Filho de Deus é essencial para a nossa salvação, como Jesus mesmo disse: “...se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24). Obviamente, a pessoa que crê em Jesus como Cristo e Senhor abertamente confessará a sua fé (Romanos 10:9-10; Atos 8:37). No dia de Pentecostes, Pedro falou da obediência a Cristo para receber a salvação: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Baseado neste versículo, podemos incluir mais um pré-requisito:
Arrepender-se - O arrependimento é a decisão de mudar a nossa direção na vida. Antes de ouvir a palavra de Cristo, o homem serve ao pecado (Efésios 2:1-2,12). Se aceitar a palavra de Deus com um coração bom (veja Lucas 8:11,15), decidirá mudar a sua vida, morrendo para o pecado (Romanos 6:2-3). A decisão de mudar (o arrependimento), se for sincera, terá um efeito na prática. João Batista descreveu este efeito como “frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8). Qualquer pessoa que ainda não pecou (por exemplo, crianças inocentes) não precisa se arrepender. Uma pessoa ainda incapaz de tomar as suas próprias decisões não pode se arrepender, e assim não tem condições de ser batizada. Mas, se ainda não cometeu pecado, continua segura nas mãos de Deus. O batismo é para aqueles que já pecaram. Estes, sim, podem ouvir, crer, arrepender-se e ser batizados.

3. O SIGNIFICADO DO BATISMO
O entendimento do batismo é fundamental para a consolidação deste “mandamento” que é ordenança do culto quando propício.

3.1. União com Cristo
Muitos têm ensinado que o batismo significa morte e ressurreição com Cristo. Isso é parte da verdade, mas confunde um pouco o próprio batismo com as suas consequências. O batismo é basicamente uma coisa: união com Cristo, a consequência direta e imediata de sermos unidos a Ele. Enumeramos abaixo todas as realidades espirituais que estão diretamente associadas ao batismo. A morte de Jesus é a nossa morte. Portanto estamos mortos para o pecado (Rm 6.3,4,6; Cl 2.12; 3.3), para o mundo (Gl 6.14) e para a lei (Rm 7.4; Gl 2.19). A sua ressurreição é a nossa nova vida para servimos a Deus (Rm 6.4,8,11; 2Co 5.17; Ef 2.5,6; Cl 2.12). Sua exaltação é a nossa vitória sobre todas as potestades (Ef 1.20-23; 2.6). Embora esses textos não se refiram ao batismo, é evidente que a nossa posição é n’Ele. E é no batismo que somos colocados nesta posição. Temos o perdão dos pecados (At 2.38). Somos lavados e purificados (At 22.16). Somos introduzidos no corpo de Cristo que é a igreja (1Co 12.13).

3.2. Morte e sepultamento do nosso velho homem
Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:3-4). O batismo anuncia a morte, sepultamento e a ressurreição de Cristo, e também nossa comunhão com Ele. Seu ensino tem dois pontos. Primeiro, pensem na união representativa com Cristo, de tal forma que, quando nosso Senhor foi morto e enterrado, foi para nosso próprio benefício, e desta forma fomos enterrados com Ele. Isso nos ensina do batismo na medida que declara abertamente uma crença. Declaramos através do batismo que cremos na morte e Jesus, e desejamos comungar de todo Seu mérito. Mas há outro assunto tão importante quanto este: trata-se da realização da nossa união com Cristo, que é demonstrada por meio do batismo, não tanto como uma doutrina da nossa confissão, mas como uma experiência nossa. Há um tipo de morte, de sepultamento, de ressurreição, e de viver em Cristo que deve se apresentar em todos nós que realmente somos membros do corpo de Cristo.

3.3. Andar em novidade de vida
Compreender que morremos com Cristo, na cruz, que fomos com Ele sepultados e nascemos de novo, para vivermos em novidade de vida, vivermos segundo a justiça de Deus, sendo seus servos, para revelarmos a mundo a Sua glória e assim, andarmos de maneira digna do reino, respondendo de maneira efetiva ao nosso chamado e ao propósito de Deus. Paulo fala sobre estas coisas no capítulo seis da carta aos romanos, como ele afirma no verso três, sobre termos morrido com Cristo: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?” (Romanos 6:3, BEARA), e ele responde no verso quatro: ”Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.” (Romanos 6:4, BEARA). E nos versos seis e sete, ele diz: ”sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado.” (Romanos 6:6-7, BEARA), por isso, como está no verso doze: ”Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Romanos 6:12, BEARA). E no verso dezesseis, ele deixa claro quanto a quem servir e de quem somos servos: ”Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?” (Romanos 6:16, BEARA) e responde no verso dezoito, que devemos ser servos da justiça: ”e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Romanos 6:18, BEARA). E podemos ler que devemos oferecer os nossos membros para servir a justiça, como ele afirmou no verso dezenove: ”Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.” (Romanos 6:19, BEARA). E temos que entender que oferecemos os nossos membros a justiça quando nos empenhamos na jornada de santificação, abandonando as práticas da velha natureza (despindo da mesma), e adotando em nossa vida os valores eternos do reino de Deus, como ele afirmou nos versos vinte e dois e vinte e três: ” Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:22-23, BEARA). Crer em tudo isso que Paulo escreveu aos romanos é um ato de fé, é viver por fé, é crer naquilo que Deus falou, na obra que Cristo realizou na cruz em nosso favor, para nos libertar do poder e domínio do pecado, para que não mais sejamos escravos do mesmo, para que não mais vivamos segundo a natureza humana, mas nos oferecermos a Deus, como servos da justiça, para fazer a Sua vontade, andando entre os homens como Seus filhos, como cidadãos do reino, isto é, andando de forma digna da nossa vocação, revelando entre os homens obras que glorificam a Deus. Temos que entender que fomos libertos, estamos livres do domínio do pecado, não precisamos mais nos submeter aos desejos da carne, nem fazer qualquer coisa que fazíamos. Fomos libertos para servir a Deus e revelá-lo ao mundo por meio da igreja, a assembleia dos santos por meio dos relacionamentos que desenvolvemos. “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.” (Romanos 6:4).

CONCLUSÃO
O Batismo é um sacramento instituído no novo testamento para a igreja no período da graça e precisa ser mantido até que Jesus retorne para buscar sua igreja.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Ev. Samuel da Silva Souza