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28 de junho de 2015

Os milagres do Novo Testamento - Comentários Adicionais

OS MILAGRES DO NOVO TESTAMENTO
(Lição 01 – 5 de julho de 2015)

TEXTO ÁUREO
E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.14).
VERDADE APLICADA
A obra redentora de Cristo repousa sobre Sua ressurreição, pois se Cristo não ressuscitasse, o Cristianismo seria como qualquer outra religião.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar que Jesus não pode ser desvinculado de Seus milagres porque eles autenticam Sua pregação;
Mostrar que os milagres realizados por Jesus eram de caráter salvífico e não para impressionar ninguém;
Entender que o pilar da fé cristã é a ressurreição de Cristo e sem ela é vã a nossa fé.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 2.1 – E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Ef 2.2 – Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Ef 2.3 – Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Ef 2.6 – E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
INTRODUÇÃO DA REVISTA
Neste trimestre estudaremos lições sobre sinais, milagres e livramentos do Novo Testamento. O Cristianismo é por si a religião dos sinais, milagres e maravilhas, e isto contribui decisivamente para que o Cristianismo seja uma religião diferente das demais. Uma igreja sem o sobrenatural de Deus não passa de uma mera religião. Sendo assim, sinais, milagres e maravilhas funcionam como uma espécie de credencial para a igreja cristã e por isto elas (sinais – milagres - maravilhas e igreja) não podem em hipótese alguma andarem distantes. Apesar de ser um tema que gera fascínio por sua própria natureza, não podemos e nem devemos esquecer, que infelizmente, é também um assunto que vêm gerando algumas controvérsias, descrença e ceticismo, e, isto se deve quase, exclusivamente, aos excessos e equívocos que muitas igrejas e pregadores vêm cometendo. Portanto, compreender o verdadeiro papel dos sinais, milagres e livramentos, quer seja os realizados no início desta dispensação, quer seja os operados na propagação da fé, se torna um imperativo para os cristãos dos dias atuais. Diante disto, desejamos a todos os professores e alunos da Escola Bíblica Dominical o melhor proveito de cada lição e, se Deus assim nos permitir, estaremos em cada semana, postando comentários adicionais no intuito de enriquecer, ainda mais, os estudos dessa revista.
INTRODUÇÃO DA LIÇÃO
A lição desta semana trata-se dos milagres do Novo Testamento. Há muito o que se aprender dos milagres operados por Jesus e pelos seus Apóstolos narrados nos Evangelhos e no Livro de Atos, respectivamente. Além de atestarem a divindade do Mestre e seu poder sobre a vida e sobre a morte, esses milagres encerram ensinos práticos para a vida cristã, produzindo crescimento espiritual, tanto para o cristão individualmente, como para a igreja como um todo.
1. O SIGNIFICADO DOS MILAGRES DE JESUS
Milagres na teologia comum ou usual “são atos ou feitos extraordinárias e sobrenaturais de Deus que suspende ou interrompe o curso natural das coisas” (Mc 10.27). De acordo com as Escrituras, esse modo de Deus agir ou manifestar-se é um ato de sua soberana vontade. No Novo Testamento, mais especificamente nos quatro evangelhos, a sensação que temos é que tais atos ou feitos passaram a fazer parte do cotidiano daqueles que seguiam a Jesus (Jo 20.30-31). Neles encontramos não menos trinta e cinco relatos em que Jesus age diretamente como protagonista, acalmando tempestades, andando sobre as águas, multiplicando alimentos, curando enfermos, expelindo demônios, ressuscitando mortos, etc. Depois ao comissionar os seus discípulos, incumbiu-os não só de levar a mensagem de “boas Novas” de salvação, mas também da realização destes feitos milagrosos, o que a torna também atual para nós (Mt 10.7-8; Mc 3.14-15; Lc 9.1-6; Mc 16.17-18). Afinal, esses milagres de curas e ressurreições de mortos foram operados pelos apóstolos mediante o poder do Espírito Santo e que também está em nós (At 3.6-9; 9.33-41; 14.8-9; 20.9-10). Portanto, estes sinais e maravilhas não cessaram com a morte desses abnegados servos de Deus, mas continuaram acontecendo no seio da igreja do primeiro século e continuam até os dias de hoje. Jesus mesmo disse que aqueles que cressem Nele realizaram também milagres e sinais até maiores dos que Ele mesmo realizou (Jo 14.12-14). Entretanto, cabe ressaltar que os milagres sempre teve e sempre terá propósitos específicos no Reino de Deus (Jo 20.31). Jesus não realizou milagres para promover a si ou ostentar seu poder diante dos homens. Certa vez, ele recusou demonstrar algum tipo de sinal só para atender ao pedido de um grupo de fariseus (Mt 16.1-4). O apóstolo Paulo também nunca perdeu tempo com exibicionismo de poder (1 Co 1.22-23). Da mesma forma a igreja e os cristãos contemporâneos precisam entender que os milagres não podem servir para a promoção ou ostentação de quem quer seja (At 8.18-23; Is 42.8). Há muitos cristãos e grupos que buscam se afirmar tomando como referência os milagres, com o pretexto de serem os únicos onde há manifestação do poder de Deus e transformam, muitas vezes, os cultos em verdadeiros espetáculos. Essa é uma posição muito perigosa, porque desvia objetivamente o propósito dos milagres, tirando a glória de Deus para centralizarem sobre si (Sl 62.11). Lembremos que os verdadeiros milagres devem ser operados por Deus de conformidade com a sua vontade, sua glória e seus propósitos (Is 42.8; Mt 9.8; Jo 6.14; 9.2-3; 11.4).
1.1. O poder milagroso da pregação de Jesus
Os atos milagrosos realizados por Jesus foram partes importantes e imprescindíveis de sua pregação e de seu ministério. Assim como Deus reconstruiu o mundo dos caos usando apenas a Palavra e tudo passou a existir (Gn 1.1-25). Da mesma forma, Jesus ao operar milagres o fazia pelo poder da Palavra. A Palavra transforma, cura e cria novidade de vida em meio ao caos deste mundo com visíveis reflexos tanto nas esferas do espírito, como também do corpo físico e da vida em sociedade (Mc 16.17-20; Gl 1.8-9; 1 Co 2.4; Hb 2.3-4). Foi através da Palavra que Jesus perdoou pecados (Mt 9.2-8), curou paralíticos (Mc 2.1-12), expeliu demônios (Mc 5.8; 9.25), e transformou pescadores em discípulos (Mt 4.12-25; Mc 1.16-20; Lc 5.1-11). É por esta razão que os atos milagrosos e a pregação de Jesus formavam uma unidade intrínseca. Eram esses atos (sinais, milagres e prodígios) que confirmavam e davam sentidos à sua pregação, e esta, por sua vez, quem dava o real significado a esses milagres (Mt 9.32; 12.22). Desconsiderar o agir miraculoso de Jesus seria o mesmo que mutilar sua pregação de Boas Novas que ora estava sendo proclamada e implantada através de sua pessoa.
1.2. Os milagres anunciam a chegada do Reino de Deus
De acordo com as Escrituras, o Reino de Deus apresenta tanto o aspecto presente como futuro. No seu aspecto presente, há um vinculo inseparável entre a chegada do Reino de Deus e os milagres operados por Jesus. Os milagres são sinais visíveis da antecipação do Reino entre nós (Lc 10.19; 11.20). Eles possuem, portanto, um valor de revelação, na medida em que expressam o poder e a glória de Deus sobre a criação. Assim, pois, o milagre segue sendo um sinal que provoca a reflexão e o discernimento; ele não é realizado somente na ordem da natureza ou na parte física da pessoa, também se manifesta sobre tudo, no silêncio da transformação do coração humano. Neste caso, o Reino de Deus se torna uma realidade presente e visível através do poder divino em ação. Seria o próprio Deus manifesto em pessoa através de Jesus e de seu poder. Sendo assim, Jesus não só anunciou a chegada do Reino como também a notificou através de seu ministério de cura, expulsão de demônios e de muitos outros milagres (Lc 7.18-22; 11.20). Foram os sinais e milagres operados por Ele que anunciaram a chegada desse novo tempo e que serão plenamente consumado na dispensação do Milênio (Sl 89.36-37; Is 11.1-9; Dn 7.13-14; Ap 20.4-6). Este fato se evidencia de forma mais clara, quando da observação, no original, do termo “dynamis”, para designar esses sinais e milagres, deixando subtender que a ênfase não recaia necessariamente sobre o caráter milagroso das obras em si, mas sobre o poder nelas manifestas, em oposição ao reino de satanás (Mt 8.29; Mc 3.20-; Lc 4.41; 12.20) e, simultaneamente na implantação do poder salvífico de Deus (Jo 1.12; 3.16; Ef 2.8-9; 1 Tm 1.15). Deste modo os milagres de Jesus estavam tanto a serviço do Reino de Deus para destruição do reino das trevas, quanto a serviço do ser humano e de sua salvação. Os milagres de Deus possuem caráter salvífico (Mc 2.5-11; Hb 13.8).
1.3. Os milagres de Jesus ilustram a realidade do Reino
Os milagres de Jesus, além de manifestar a glória de Deus e revelar a Jesus como Salvador de todos os males humanos, também tinha como objetivo autenticar e confirmar o ministério e pregação Jesus; revelar o reino e a identidade messiânica Dele; e, ilustrar e mostrar a realidade do Reino, isto é, manifestar a misericórdia e compaixão Dele para com o homem na sua miséria. O Reino de Deus não é algo indescritível, nem é uma ideia vaga ou uma esperança utópica, mas sim uma realidade que se evidencia em superação de doença, sofrimento, pecado, morte bem como em libertação dos poderes maléficos que aprisionam os homens (Mt 12.28). É o Reino de Deus quem determina a compreensão dos milagres. Os milagres apenas ilustram o que vem a ser Reino de Deus. Através do seu Reino, Deus se aproximou dos necessitados e moribundos, curando, salvando e dando a sua companhia aos indignos de sua presença e de seu amor. Contudo, a presença do Reino de Deus não significa que as provações terminaram; há ainda muito sofrimento reservado para Jesus e seus seguidores (Jo 16.32-33). Por isso Jesus enfatiza a importância de reconhecer agora a presença do Reinado de Deus. Ele deve governar nossas vidas agora, não apenas no porvir.
2. A MULTIFORME SABEDORIA DE DEUS
O milagres operados por Deus, nunca teve como propósito criar espetáculos. Os que assim agem, transformando esses sinais e milagres em shows, são aqueles que buscam sua própria glória (At 8.18-23). Nem todo fenômeno sensacional significa que é manifestação de Deus. Milagre em sentido autêntico e amplo acontece quando o ser humano é colocado de volta para Deus. Assim, em Jesus, o próprio Reino de Deus serve de critério para distinguir entre “milagres de Deus” e “outros acontecimentos” que, sem dúvida, existem, mas que não recupera o homem para Deus.
2.1. Os efeitos milagrosos da graça
Em Deus, graça é ação. Em nós, é amor imerecido. Graça, portanto, é o amor de Deus transformado em ação. O que significa dizer que Deus age e reage, porém não se orienta em “méritos” adquiridos pelo homem. Ele os vê sob a perspectiva de suas necessidades objetivas e vem ao encontro delas (Ef 2.8-9; Tt 2.11). É um ato da expressão do amor de Deus para com os necessitados. É um atributo de Deus exercido para com os seres humanos (Ef 2.1-3). Por isso, não podemos definir milagres unicamente como aqueles “feitos que rompem as leis da natureza”, como já anteriormente definido. O perdão dos pecados (Mc 2.5-12; Lc 7.48-), a conversão (Jo 3.3; 2 Co 5.17), a transformação do pecador (Lc 19.1-10), a regeneração (Tt 3.3-8), etc, estes a nosso ver, também, são milagres não menos inferior à cura de um cego, de um paralítico, libertação da opressão maligna ou ressurreição de mortos. Ao contrário, um estudo mais criterioso na teologia do Novo Testamento, estes milagres nada mais são do que variantes do único e grande milagre: a revelação da graça de Deus para o homem pecador, doente, cativo e morto em seus delitos e pecados (Ef 2.1-6).
2.2. A relação entre a fé e o milagre
Como bem colocado pelo comentarista da lição, existe uma relação muito estreita entre a fé e o milagre. Ainda que às vezes a fé não sirva de premissa para Jesus operar milagres, sabemos que a operação de milagres se caracteriza como um chamado para a fé. Embora o agir de Deus independa de qualquer mérito ou ação humana, é somente pela fé que podemos assimilar o milagre transformador de Deus e experimentar as suas maravilhas que se traduzem em liberdade, esperança, renovação diária, etc. Um milagre jamais nasce com base em cálculos racionais, ao contrário ele sempre está ligado a uma atitude de fé (Hb 11.1-3). Essa relação entre a fé e os milagres é enfatizado pelo apóstolo João quando escreve: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 20.31).
2.3. O alcance dos atos milagrosos
Uma vez que o ser humano não é composto apenas de alma e espírito, mas também possui necessidades físicas e emocionais, tanto a evangelização como a operação de sinais e milagres devem contemplá-lo como um todo. O Evangelho deve atingir as pessoas na sua integralidade. Conforme as Escrituras a missão do Senhor Jesus na terra era pôr em liberdade os oprimidos, através da pregação das boas novas aos pobres, da libertação aos cativos e da restauração física e espiritual do ser humano (Lc 4.18 - Ver também Isaías 61.1-3). Seu principal objetivo é introduzir em suas fronteiras todos seres humanos que estavam arraigados no reino das trevas (Cl 1.13). O Senhor veio para ir ao encontro destes necessitados. Diferente do império das trevas, que procura neutralizar a pessoa do “ser” e o substitui pelo o “ter”; o Reino de Deus veio para resgatar o ser humano como pessoa, como um “ser” que precisa ser restaurado e socializado e para tanto buscou todos os meios e recursos para alcançá-los. Essa mesma instrumentalidade e esfera que operou Jesus, durante o seu ministério terreno, está também presente na igreja para que os milagres se realizem e as boas novas cheguem a todos até os confins da terra (Mt 10.8; At 1.8). No entanto, devemos aqui lembrar que os milagres visam alcançar e beneficiar os necessitados e não aqueles que têm a incumbência de ministrá-la (2 Rs 5.15-16; At 8.18-23). A igreja não proclama a si mesma, mas o Reino de Deus (At 14.22; 1 Ts 2.12; Cl 1.13-14).
3. RESSURREIÇÃO, O PILAR DA FÉ CRISTÃ
O plano de Deus para a redenção humana está alicerçado em três fundamentos doutrinários: o nascimento virginal de Jesus (Is 7.14; Lc 1.27,35); sua morte na cruz (1 Pe 1.18-21; 3.18; Rm 3.24-26)) e sua ressurreição (Rm 4.25; 1 Co 15.14). A ressurreição do Senhor Jesus se torna um dos mais extraordinários acontecimentos da história, pois representa a sua vitória sobre a morte e a consumação da salvação prometida por Deus, desde a queda do homem no Éden. O Novo Testamento relatam cinco casos de ressurreição de mortos: a) o da filha de Jairo que acabara de falecer (Mc 5.35-42); b) o do filho único da viúva de Naim que estava sendo levado para o cemitério (Lc 7.11-15); c) o de Lázaro que estivera sepultado há quatro dias e já cheirava mal (Jo 11.25-44); d) o de Dorcas (At 9.36-42); e) e o de Êutico (At 20.9-12). No entanto, o maior milagre foi a ressurreição do próprio Jesus. A ressurreição de Jesus não significa que tenha apenas regressado da morte para a vida terrena. Se assim fosse, Jesus teria que morrer de novo. Deus lhe outorgou uma nova vida que supera a morte. Aqueles cinco receberam de novo a vida, mas tornaram a morrer e permanecem mortos até hoje. Jesus, porém, recebeu um corpo glorificado e nunca mais morrerá, tornando-se a primícia de todos, isto é, o primeiro. A sua ressurreição é a garantia de que nós, assim como Ele, também havemos de ressuscitar (1 Jo 3.2; Ef 2.6; 1 Co 15.20-28; 51-54; 1 Ts 4.14-17; 2 Co 5.1-8; 2 Tm 4.6-8). É sobre este grande pilar que repousa a nossa fé (Jo 11.25-26; 2 Co 5.4).
3.1. A realidade da ressurreição
A morte é um dos nossos inimigos (1 Co 15.26). Ela entrou no mundo por causa do pecado (Rm 5.12). Além da morte física, o pecado produziu a morte espiritual, que é infinitamente mais grave (Rm 3.23). Quando as Escrituras diz que Cristo morreu por nossos pecados, está dizendo que Cristo se submeteu, não somente à morte física, mas também à morte que significa a "pena do pecado" (Lc 7.50; Rm 3.23; 1 Co 1.18; Ef 2.5-8). Essa é a razão de sua morte se tornar num dos pilares do Novo Testamento e na sua doutrina central (1 Co 15.3). Assim, a morte de Cristo tem eficácia redentora (Rm 8.32); Jesus foi muito mais do que um simples mártir. O Filho de Deus foi oferecido como sacrifício pelo pecado (Rm 3.21-26; Jo 3.16). A realidade da ressurreição reside no fato de que se Cristo não tivesse ressuscitado, então, não seria verdade o que a Bíblia diz (Lc 24.44-46; 1 Co 15.4) e ele próprio afirmou ser (Jo 11.24-25), e sua morte não seria uma morte expiatória. Não haveria prova de que a sua morte substitutiva tenha sido suficiente. A ressurreição revela a vitória completa sobre a morte e o pecado, e sobre os seus efeitos no homem e na criação (1 Co 15.54-57; Rm 1.4-5; 4.23-25). Portanto, a ressurreição significa que a morte expiatória de Cristo foi uma divina realidade, e que o homem pode “sim” encontrar o perdão dos seus pecados. Jesus morreu por nós e agora vive por nós. Sem a ressurreição de Cristo, o cristianismo seria tão frágil e sem vida quanto qualquer outra religião criada pelos homens, cuja a morte tragou seus fundadores e os seus restos mortais continuam até hoje, sem esperança, em suas sepulturas, mas com Jesus foi diferente. Ele ressuscitou, venceu a morte e agora está à destra da Majestade de Deus. A morte vicária de Jesus e a realidade de sua ressurreição faz do cristianismo uma religião diferente de todas as outras religiões.
3.2. O grande milagre da cruz
Entender o grande milagre da cruz, requer de nós a compreensão de dois fatos, em que uma contraposta à outra, são duas extremidades. De um lado, o pecado do homem aponta para sua necessidade; de outro, a graça de Deus mostra Sua provisão. Daí, necessariamente definirmos “graça”, como o “amor imerecido” para com os que perderam o direito, e estão por natureza debaixo de um julgamento para condenação. Uma dádiva gratuita da generosidade de Deus para com alguém que não tem o direito de reclamá-la. A manifestação da graça é a doutrina da salvação olhada do ponto de vista prático. É a obtenção da salvação pela fé, sem pagar nada, pois o preço já foi pago e ninguém pode restituí-lo. Através do grande milagre da cruz, Jesus nos comprou e nos libertou da escravidão do pecado, e ainda, de quebra, nos garante viver em comunhão com Deus à qual nem a morte poderá interromper ou destruir (Jo 11.25-26).
3.3. O poderoso efeito da ressurreição
Os efeitos da ressurreição de Cristo não provém de uma teoria, muito menos de especulações ou opiniões pessoais, mas da certeza e da experiência dos que foram testemunhas dos encontros com o Cristo ressuscitado os quais afirmaram: “Nós o temos visto”; “Ele tem aparecido”; “Ele vive”. É essa certeza dos relatos da ressurreição que a torna o alicerce da teologia cristã. Sem ela o cristianismo seria uma religião destituída de fé, esperança e nem vida eterna (1 Co 15.1-27). Como já disse, nossa salvação está baseada em um Cristo vivo e não de um Cristo morto (1 Pe 1.3-5; Ap 1.18). Sem a Sua ressurreição não adiantaria mais pregar, pois todos estaríamos “abraçando” ou conduzindo alguém a “abraçar” um morto. No entendimento de Paulo, não pode haver um evangelho sem um salvador vivo (1 Co 15.13-17). Parece que foi esse sentimento ou entendimento que também tiveram os discípulos, logo depois da morte de Cristo. Com medo, dúvidas e sem esperança eles parecem ter desistido de tudo e voltaram às suas antigas profissões (Jo 21.3). Entretanto, após o aparecimento de Jesus ressurreto (Jo 3.4-14; Lc 24.36-49), eles ganharam ânimo, vigor e determinação para continuar transmitindo o Evangelho. Mesmo sofrendo oposição e perseguição por partes das autoridades, eles não cessavam de afirmar e confirmar que Jesus era a esperança e salvação para a humanidade. Agora, para eles mais “importava obedecer a Deus do que aos homens”, ainda, que para isto suas vidas fossem expostas à morte. O encontro com o Jesus Ressuscitado fez dos discípulos verdadeiras testemunhas.
CONCLUSÃO
Milagres não são coisas restritas apenas ao passado. Eles foram e sempre serão uma realidade na vida de todo cristão. Milagres sempre acompanhou e acompanhará o povo de Deus, trazendo suas bençãos e fortalecendo a fé. No entanto, precisamos aprender com eles. A igreja contemporânea precisa exercer o discernimento quanto às suas fontes, práticas e propósitos (Dt 13.1-2; Mt 7.22-23; 1 Ts 5.21; 2 Ts 2.7-10). Uma postura mais firme e doutrinária é a base para que continuemos sendo instrumentos de cura, libertação e de crédito como foi no princípio (At 2.41-44; 9.31).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Sinais, Milagres e Livramentos do Novo testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 96. Lição 01 – Os milagres do Novo Testamento.
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel – 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Jesus Cristo. Editora CPAD – 1º Trimestre de 2008.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. Atos dos Apóstolos. Editora CPAD – 1º Trimestre de 2011.
LIÇÕES BÍBLICAS: Jovens e Adultos. A Missão Integral da Igreja. Editora CPAD – 3º Trimestre de 2011.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília.

23 de junho de 2015

Sinais, milagres e livramentos do Novo Testamento

SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS
DO NOVO TESTAMENTO

Neste trimestre estudaremos lições sobre sinais, milagres e livramentos do Novo Testamento. O Cristianismo é por si a religião dos sinais, milagres e maravilhas, e isto contribui decisivamente para que o Cristianismo seja uma religião diferente das demais. Uma igreja sem o sobrenatural de Deus não passa de uma mera religião. Sendo assim, sinais, milagres e maravilhas funcionam como uma espécie de credencial para a igreja cristã e por isto elas (sinais – milagres - maravilhas e igreja) não podem em hipótese alguma andarem distantes. Apesar de ser um tema que gera fascínio por sua própria natureza, não podemos e nem devemos esquecer, que infelizmente, é também um assunto que vêm gerando algumas controvérsias, descrença e ceticismo, e, isto se deve quase, exclusivamente, aos excessos e equívocos que muitas igrejas e pregadores vêm cometendo. Portanto, compreender o verdadeiro papel dos sinais, milagres e livramentos, quer seja os realizados no inicio desta dispensação, quer seja os operados na propagação da fé, se torna um imperativo para os cristãos dos dias atuais. Diante disto, desejamos a todos os professores e alunos da Escola Bíblica Dominical o melhor proveito de cada lição e, se Deus assim nos permitir, estaremos em cada semana, postando comentários adicionais no intuito de enriquecer, ainda mais, os estudos dessa revista. 
Pr. Osmar Emídio de Sousa 

Lição 01 - Os milagres do Novo Testamento

OS MILAGRES DO NOVO TESTAMENTO
(Lição 01 – 5 de julho de 2015)

TEXTO ÁUREO
E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Co 15.14).
VERDADE APLICADA
A obra redentora de Cristo repousa sobre Sua ressurreição, pois se Cristo não ressuscitasse, o Cristianismo seria como qualquer outra religião.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ensinar que Jesus não pode ser desvinculado de Seus milagres porque eles autenticam Sua pregação;
Mostrar que os milagres realizados por Jesus eram de caráter salvífico e não para impressionar ninguém;
Entender que o pilar da fé cristã é a ressurreição de Cristo e sem ela é vã a nossa fé.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 2.1 – E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Ef 2.2 – Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Ef 2.3 – Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

Ef 2.6 – E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

Aspecto da vida de Moisés - Comentários Adicionais

ASPECTO DA VIDA DE MOISÉS
(Lição 13 – 28 de junho de 2015)

TEXTO ÁUREO
Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?” (Ex 15.11).

VERDADE APLICADA
Todo o ser humano é dotado de heroísmo e fragilidade, a diferença está na capacidade de escolha. As oportunidades de uma vida poderosa sempre aparecerão, basta apenas ter coragem para crer e vivê-las intensamente.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Apresentar Moisés como um homem de renuncias, sensível ao sofrimento alheio e paciente na obscuridade;
Mostrar as lições de cada praga derramada juntamente com a grandeza de um Deus Onipotente;
Ensinar que Moisés era apenas um homem, mas com uma forte aliança co Deus e que soube fazer a escolha certa.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Sl 40.4 – Muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti, se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.
Sl 40.6 – Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.
Sl 40.7 – Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.
Sl 40.8 – Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus; sim, a tua lei está dentro do meu coração.

INTRODUÇÃO
A Bíblia não é um livro de contos de super-heróis. Nenhum personagem do Livro Sagrado tem suas experiências relatadas de forma a convencer-nos de que se tratava de seres sobrenaturais. Todos os homens são apresentados como homens “sujeitos às mesmas paixões que nós”. Moisés não é uma exceção. Um bebê frágil e indefeso, precisou ser escoltado por sua irmã mais velha enquanto descia rio a baixo até ser recolhido pelas mulheres que se banhavam no Nilo; precisou fugir da presença de faraó para não ser morto por um crime que cometeu sendo denunciado por aqueles a quem pensava proteger; trabalhou como pastor para sustentar sua família; conheceu a reprovação do povo que tirara do jugo da servidão; irou-se, cansou-se, titubeou muitas vezes. No entanto conheceu o cuidado de Deus, foi chamado seu amigo, conversou com ele frente a frente, negociou com Deus e teve o privilégio de passar seus últimos momentos sobre a Terra sem Sua companhia, desfrutando de uma intimidade que nunca mais será vista. Nesta última lição vamos recapitular a história deste homem e reaver seus exemplos para nossas próprias vidas.

1. AS QUALIDADES DE UM HOMEM TRABALHADO POR DEUS
Este tópico nos falam de algumas atitudes de Moisés que nos servirão de espelho para vermos o quanto precisamos melhorar o nosso relacionamento com Deus.

1.1. Um homem de renúncia
A maior renúncia na vida de Moisés pode ser considerada a que fez à vaidade. No inicio da caminhada pelo deserto, o sogro de Moisés observa seu sofrimento e também o do povo que aguardava o dia inteiro para ser ouvido por seu líder, única instância de recurso, único árbitro de todas as questões. Em situações assim, naturalmente o homem cede à vaidade e se acostuma a ser requisitado constantemente. O ego infla e qualquer intervenção, mesmo que bem intencionada no sentido de ajudar, é rejeitada sob as mais diversas explicações que nada mais são que justificativas para se manter a vaidade do reconhecimento. Porém, o sogro, recém chegado, orienta a Moisés que procure “homens capazes (...) e põe-nos sobre eles por maiorais” (Ex 18,21). Moisés poderia ter alegado como ouvimos muitas vezes: ainda é cedo para isso, o povo não está pronto, é preciso cautela antes de delegar funções, você, meu sogro, ainda não pode formar opinião sobre os assuntos deste povo. No entanto, Moisés, “deu ouvido à voz de seu sogro e fez tudo quanto tinha dito” (idem, 24). Moisés abre mão de alimentar a vaidade da influência exclusiva que exercia sobre o povo em nome do bem estar, tanto do povo quanto de si mesmo. Da mesma forma, quando o povo incitou Deus à ira fundindo um ídolo ao ponto de ele querer consumi-los a todos de uma única vez, o Senhor propôs a Moisés fazer dele “uma grande nação” (Ex 32, 10). A proposta de Deus não era nada irrelevante. Em última análise, Deus manteria a aliança que fez com Abraão – uma vez que Moisés era hebreu – mas reiniciaria todo o projeto. Na verdade, nem mesmo a tribo de Levi, da qual Moisés era descendente, mereceria lembrança, todas as outras seriam dizimadas e ele, Moisés figuraria necessariamente entre os patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó. Vindo a proposta de Deus, aceitá-la seria o razoável para qualquer homem, principalmente aquele que não consegue renunciar à vaidade de ser lembrado e possuir importância sobre os demais. “Porem Moisés suplicou ao Senhor seu Deus” (idem, 11) e constrangeu Deus a lembrar-se da aliança que fizera aos patriarcas, rejeitando a deferência feita a si mesmo. “Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo” (idem, 14).

1.2. Um homem de sensibilidade e justiça
Moisés sempre foi um homem justo. Foi o senso de dever e de justiça que o fez cair em desgraça no Egito diante de faraó quando mata um egípcio que maltratava um escravo hebreu. Esse mesmo senso de justiça, logo em seguida lhe garante guarida em uma casa longe do Egito, quando defende as filhas daquele que viria a ser seu sogro e benfeitor. Quando os obreiros do tabernáculo o informaram de que as ofertas para a construção já ultrapassavam a necessidade “mandou Moisés que fizessem passar uma voz pelo arraial dizendo: nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais“. (Ex 36.6). Moisés estava atento à obra que precisava fazer, mas também às vicissitudes do povo e nesse episódio o Texto afirma que o povo foi “proibido” de contribuir com mais do que o necessário. Um verdadeiro exemplo!

1.3. A paciência na obscuridade
Moisés se encontrava em uma condição paradoxal na corte de faraó. Não era um egípcio, mas possuía o status de príncipe porque fora adotado como filho da filha de faraó. Da narrativa dos acontecimentos que culminaram na sua fuga do Egito podemos chagar às seguintes possibilidades de trabalho: 01) Moisés era reconhecido como um “não egípcio” na corte pelo fato de faraó o condenar à morte pelo assassinato de um egípcio que feria um hebreu. Há poucas fontes que nos permitem conhecer o direito no Egito antigo. Porem em uma estela de Karnak, proveniente da XIX dinastia, fundada a partir de 1293 AC, sabe-se que a pena de morte era aplicada quando o acusado mentia ao tribunal, profanava túmulos e cometia qualquer crime contra o rei e o estado. O faraó e seus sucessores eram inimputáveis, ou seja, a eles não se podia atribuir qualquer culpa (1). Quando Moisés mata o egípcio que feria a um de seus irmãos, sabia que estava cometendo um crime contra o estado – o egípcio em questão provavelmente era um funcionário do estado que aplicava as severas leis de faraó sobre os hebreus – logo, que seria punido com a pena capital tendo em vista que não era um príncipe, apesar de viver como tal. Moisés se certifica de que não havia outros egípcios que o pudessem denunciar, comete o assassinato e oculta o cadáver. Matar um algoz estatal diante dos escravos hebreus poderia servir de senha para a comunidade de seus irmãos. Senha esta que sinalizasse que eles possuíam um aliado disposto a qualquer coisa para defendê-los dentro da corte de faraó, mas que esse aliado deveria permanecer oculto. Com assassinato calculado do egípcio Moisés anunciava, mas somente aos hebreus, que reivindicava a liderança do povo oprimido. Moisés, por ser um cortesão do Egito, participava da desconfiança profunda que os hebreus reservavam aos egípcios. Ao retornar no dia seguinte para testar a repercussão de sua atitude temerária, procurou exercer justiça entre seus irmãos, mas dessa vez de modo sereno. Os excessos dos egípcios fizeram com que os hebreus desconfiassem de que Moisés poderia matá-los e, sabendo que dele poderiam prevenir-se uma vez que era um criminoso contra as leis de faraó, o denunciaram. A atitude confiante do hebreu que vivia na corte custou-lhe a vida de príncipe e não lhe propiciou acolhimento entre seus irmãos. No dia seguinte à sua fuga, Moisés era um fugitivo de um dos reis mais poderosos da Terra. Ao chegar a Midiã, era conhecido com egípcio, mas, na verdade, sabia que não passava de um escravo foragido. A vida na casa de Jetro era bem diferente da que possuía na corte de faraó. O cortesão egípcio agora era um humilde pai de família que se sustentava pastoreando ovelhas. Os primeiros anos, com certeza, foram anos de amargura e sofrimento, sobre tudo, emocional. Moisés teve que aprender a sobreviver no deserto, na companhia escassa dos nômades do deserto, protegendo-se das intempéries sob os mantos de peles, único abrigo nos longos períodos que passava longe de casa, alimentando o rebanho. Com o tempo, a vida nos palácios do Egito foi se tornando uma lembrança cada vez mais pálida. As vicissitudes da lida de pastor não permitiam mais a Moisés sonhar com as câmaras da casa da filha de faraó. O príncipe do Egito perdeu espaço definitivamente para o pastor midianita. Não se pode dizer que Moisés aguardava seu destino de líder dos hebreus enquanto vivia em Midiã, mas podemos dizer que Deus sim. O homem pode perder a esperança e do desespero pode emergir uma nova personalidade, novas metas, ou até mesmo pode emergir nada que parece ser o caso de Moisés. Ele não se tornou em um grande líder entre os midianitas, depois de quarenta anos ainda apascentava ovelhas que lhe pertenciam. Mas enquanto ele salvava a própria pele encarnando um obscuro alimentador de ovinos, Deus estava atento à desgraça cada vez mais acentuada do povo hebreu. Moisés chamava agora o Egito, lugar aonde nasceu e cresceu, onde vivera como príncipe e onde estavam seus irmãos oprimidos de “terra estranha” (Ex 2,22), mas o Senhor estava observando cada evento que sucedia ao seu povo. Os quarenta anos da vida de Moisés no deserto apascentando ovelhas nos desertos nos ensinam que Deus não muda quando o homem muda, Deus não se transforma quando o homem se transforma, Deus não se anula quando homem se anula, Deus não desiste quando o homem desiste. E nos ensina sobre tudo que Deus age quando determina agir. Se Moisés esperava ser o libertador de Israel quarenta anos atrás, Deus não esperava que ele fosse. Agora quando já não quer, é o tempo que determinou pelo seu próprio poder. Moisés, na verdade, foi beneficiário da paciência, mas da paciência de Deus.

2. MOISÉS, UM HOMEM DE FEITOS EXTRAORDINÁRIOS
Pode-se elencar uma série bastante grande de “feitos extraordinários” realizados por Deus através de Moisés. Porém um feito de Moisés é digno de ser anotado aqui nesta ultima lição. Moisés reage ao chamado divino com ceticismo a respeito de seu chamado e de suas qualificações para os encargos que Deus lhe atribuía. Imediatamente após uma decepção segue-se o trauma. “A terminologia trauma em medicina admite vários significados, todos eles ligados a acontecimentos não previstos e indesejáveis que, de forma mais ou menos violenta, atingem indivíduos neles envolvidos, produzindo-lhes alguma forma de lesão ou dano”. Em uma análise positiva, o trauma funciona para a mente como um alerta contra a renovação do dano. Um indivíduo traumatizado por conta de um afogamento evita o quanto pode aproximar-se de um curso d’água em que possível é afogar-se de novo. Com o cicatrizar das feridas, o trauma desarma o alerta, mas jamais desaparece. Se uma nova situação ameaçar renovar as sequelas que desencadearam o trauma é ele quem vem primeiro à mente. Depois de vários anos sem nadar, um afogado renova o trauma ao precisar fazê-lo antes que possa nadar novamente. Moisés reluta com Deus acirradamente antes de retornar ao Egito e aceitar o destino que o Senhor lhe impunha. E as razões de Moises estão todas ligadas aos hebreus. Ele não temia faraó porque sabia que seu crime havia prescrevido. Mas temia ser desprezado novamente por seus irmãos porque, ao que parece, lhe doeu mais esse desprezo que perder a condição de príncipe do Egito. De certa forma, ao matar o egípcio, Moisés renunciava a essa condição, mas não esperava jamais não ser acolhido por aqueles a quem desejava proteger. Do inimigo não se espera mais que inimizade, mas o desprezo daquele a quem se deseja aproximar-se como amigo é “um acontecimento não previsto que, de forma violenta” o atingiu. Vencer o trauma de uma grande decepção é realmente um feito extraordinário. Talvez seja o maior exemplo que Moisés tenha nos dado como servos de Deus. Servir ao Senhor é estar pronto para atender ao seu chamado no seu tempo, mesmo que isso nos cause espanto, dor, mesmo que isso renove amarguras. O momento que Deus determinou para a sua obra é o único em que ela pode ser feita com sucesso. Antes ou depois só trará decepção.

2.1. Trevas palpáveis
Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Ex 3.19-20). Em Êxodo 7.4-5, Deus reiterou o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinha como propósitos: julgar tanto o governo quanto o povo pelos seus atos. A praga das trevas, foi apenas uma das dez que Deus operara através de Moisés e esta atingiu, conforme o comentarista da lição, mais diretamente a Faraó o qual era considerado o filho de Ra, o deus sol. Até hoje ainda existem religiões e seitas que cultuam o sol, numa repetição daqueles cultos falsos praticados pelos egípcios. Deus, o criador do Sol, resolveu dar uma lição não só a Faraó, mas a todos os idólatras do astro rei. O Senhor provocou o maior eclipse solar de que o Egito tivera conhecimento. De repente tudo, ficou tão escuro, dentro e fora do palácio e das casas, que tinha-se a impressão de que as trevas eram palpáveis. Enquanto isso, na localização onde estavam os israelitas, todos tinham luz (Êx 10.21-29). Este feito serviu para demonstrar que o nosso Deus era mais poderoso que o deus de Faraó (Êx 10.21-29).

2.2. O sangue nos umbrais da porta
Após a praga das trevas, Deus não mais se dirigiu a Faraó, pois ele não mais quis ver Moisés (Êx 10.28). O Senhor chamou a Moisés e lhe falou que ainda restava uma praga, a última, ante a qual Faraó não teria mais condição de resistir. O Senhor disse que, à meia noite, sairia pelo meio do Egito, decretando a morte de todos os primogênitos (Êx 11.1-10). Foi a noite mais terrível que o Egito já passou. Não havia uma casa em que não houvesse luto pela morte de seus primogênitos, exceto o arraial onde vivia os israelitas, por causa do sangue nos umbrais das portas de cada casa. O sangue deveria ser posto sobre ambas as ombreiras (partes verticais da porta) e na verga (parte horizontal, sobre as ombreiras). Nestas partes, o sangue seria vistos e suas casa salvas, quando da passagem do anjo (Êx 12.23). Da mesma forma, é pelo sangue de Cristo, sobre nós, que somos salvos da ira de Deus (Rm 5.9).

2.3. O dedo de Deus
O pó da terra transformou-se em piolhos que incomodavam a todos. Os egípcios consideravam os piolhos como os insetos mais imundo que existia. Homens e mulheres raspavam seus cabelos e usavam perucas para não correrem o risco de pegarem piolhos. Eram considerados muito higiênicos. Esta praga infestou o Egito de tal forma que tirou o sossego de todos. A este feito os magos também tentaram imitar, mas não conseguiram. Deus permite que o inimigo vá até certo ponto, mas seu poder maligno é limitado. Diante disto, tiveram de reconhecer que era o dedo de Deus (Êx 8.16-19). Como disse o comentarista: “Se o dedo de Deus pode fazer isso ao inimigo, o que não poderá fazer a mão?”.

3. MOISÉS, APENAS UM HOMEM
O que torna a história de Moisés instrutiva para nossas vidas não é, como dito na introdução a este estudo, o caráter extraordinário das inumeráveis passagens que ela possui. A história de Moisés nos é de um valor inestimável por (apesar de não constituir uma exceção na bíblia), tratar-se da história de um homem comum. Moisés se irava, se decepcionava, desistia, insistia, negociava, se cansava, era um pai de família, trabalhava, errava e acertava. Seus irmãos lhe trouxeram problemas no exercício de seu ministério, seu sogro lhe deu conselhos valiosos. Houve quem o ajudasse a suportar a carga pesada de conduzir um povo numeroso e “obstinado”, houve quem se rebelasse contra sua autoridade. Amou seus liderados e precisou puni-los com severidade. Experimentou a decepção de muitas vezes ver suas palavras proferidas em vão, mas viu muitos de seus projetos postos em prática. Contudo Moisés podia ouvir Deus falar consigo “como um homem fala a seu amigo”. Deus não espera de nenhum homem super poderes. O que um amigo espera de outro é atenção, deferência, alguma exclusividade que caracterize intimidade. Isso Moisés aprendeu a dar a Deus desde o dia da sarça que poderia ser desprezada como mais um arbusto incendiado pelo sol. Naquele dia Moises soube ouvir e soube falar. Abriu seu coração e revelou seus medos sem rodeios. Compreendeu quem lhe abordava e atendeu ao seu chamado.

3.1. Os descontroles de Moisés
Apesar de Moisés ter se tornado conhecido como sendo o homem mais manso da terra (Nm 12.3), isto não o isentou de cometer alguns descontroles emocionais e o fazer perder a bênção de entrar na terra prometida. Às vezes perdemos oportunidades, relacionamentos e passamos vexames por não controlarmos nossas emoções. Moisés em pelo menos três ocasiões se deixou levar pela cólera e por isso arcou com grandes prejuízos: a) matou um egípcio e teve que viver no deserto como fugitivo (Êx 2.11-16); b) destruiu as as tábuas da lei as quais Deus havia escupido e entregue em suas mãos (Êx 32.16-19); c) feriu a rocha pela segunda vez, quando Deus o havia orientado apenas a falar e por isso foi privado de entrar na terra prometida (Nm 20.11-12). Aprendamos com a história dele, antes que venhamos sofrer com as nossas.

3.2. O sábio sabe o limite do tempo
Ao longo de nossa vida estamos passivos de experimentar alguns momentos de dissabores, frustrações, injustiças, sofrimento, perdas, etc. Momentos avassaladores que pode provocar a ira e nos levar a perda do controle e consequentemente a cometer deslizes. O sábio precisa aprender a lidar com ela e controlá-la, pois não podemos recuperar os momentos em que fomos possuídos por ela e muito menos pela consequência que ela provoca (Pv 16.32; 29.8,11,22). O mal depois de feito dificilmente pode ser corrigido. Quem não gostaria de voltar atrás e ter outra oportunidade de corrigir o que errado foi feito? A maior conquista de um homem é o de poder limitar e controlar suas próprias emoções, especialmente o da ira. Aquele que consegue resistir em sua ira e não perder o controle de suas emoções é considerado de muito mais honra do que aqueles que conseguiram grandes conquistas militares.

3.3. Toda a capacitação vem de Deus
Já com oitenta anos, Moisés ainda era um homem sem expectativa e sem aspirações de vida com relação ao seu povo. Mas Deus o havia escolhido e tudo estava sobre o seu controle. Em uma certa ocasião, quando Moisés estava apascentado o rebanho de seu sogro, o Senhor lhe apareceu e o chamou pelo seu nome e o designou para a missão de libertar o seu povo do Egito (Êx 3.7-10). Acredito que naquele momento passou um filme na cabeça de Moisés de tudo o que passara no Egito e de como ele faria para libertar seiscentos mil homens, mais as mulheres, crianças e animais, sem um exército e sem armamentos adequados! Moisés se sentiu completamente incapacitado e logo esbravejou dizendo: “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Ex 3.11). Porém, não era pela sua própria capacidade e muito menos pela sua força e estratégias que Moisés libertaria o povo do Egito, mas pela força do próprio Deus. Moisés seria apenas um instrumento, uma ferramenta a qual Deus usaria. Não somos diferentes de Moisés, somos pequenos e incapazes, mas é Deus quem nos chama e nos capacita para realizar os seus grandes feitos e projetos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

REVISTA DO PROFESSOR: jovens e adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel - 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 13 – Aspectos da vida de Moisés.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Presbítero Herivelto Paiano


12 de junho de 2015

Escola Bíblica de Férias 2015

ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS 2015

DATA: 30,31 de Julho e 1º de Agosto de 2015
 Sexta e Quinta 14 ás 17 horas - Sábado de 8h30 às 16h
LOCAL:  AD316 -  Samambaia Sul/DF

6 de junho de 2015

Semana Acadêmica 2015

A Escola Dominical da Assembleia de Deus da 316 de Samambaia Sul realizou nos últimos dias 1º a 5 de junho de 2015, mais uma Semana Acadêmica, sobre o tema: "O Despenseiro dos Mistérios de Deus", com base em 1º Corintios 4.1-5. Nossa igreja foi impactada com estudos maravilhosíssimos não deixando a desejar em nada em relação a grandes eventos e conferências realizadas pelo Brasil a fora. Nós experimentamos o que poderíamos chamar de "Avivamento da Palavra". Fomos "alimentados" e "orientados" com a genuína Palavra de Deus, às quais foram expostas de forma simples, mas com uma profundidade fora do normal. Esta Semana marcará com certeza um novo ciclo na vida de nossa igreja e de cada acadêmico que dela participou. Só temos que agradecer a Deus e pedir que Ele abençoe a cada um destes cinco homens de Deus, que se mostraram verdadeiros despenseiros dos mistérios de Deus. Também agradecer a cada participante que nos prestigiou com sua presença! Já estamos agendando e trabalhando para que a do próximo ano, se Deus assim permitir, seja daqui para melhor!     






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12 de maio de 2015

1ª Semana Acadêmica 2015

SEMANA ACADÊMICA 2015

No Reino de Deus "Despenseiros" são todos aqueles responsáveis por receber e transmitir os oráculos de Deus. O objetivo desta Semana Acadêmica é destacar a relação destes despenseiros com os oráculos de Deus, bem como chamar a atenção para a responsabilidade na hora de alimentar o povo com a saudável Palavra de Deus. Estes cinco homens de Deus foram cuidadosamente selecionados porque tem compromisso de transmitir a Palavra de forma pura, genuína e com profundidade.


Venha participe conosco!  Haverá entrega de certificado, com 10 horas, para os participantes com pelo menos 75% de frequência. Contatos para críticas, esclarecimentos ou sugestões podem ser feitos pelo e-mail: assembleiadedeus@ebd316.com  e WhatsApp: (61) 8354-8309.

Homenagem Dia das Mães

A Escola Bíblica Dominical da AD316, Samambaia Sul/DF, realizou, às 8h da manhã,  um ESPECIAL  e delicioso café da Manhã à todas suas ALUNAS MAMÃES.  PARABÉNS Á TODAS AS MAMÃES PELO SEU DIA!!!!
 Veja outras imagens na página"Homenagem Dia das Mães".

13 de abril de 2015

Escola Bíblica Fora do Templo



A EBD da AD316 realizou neste último domingo (12/04/2015) sua Escola Bíblica no Clube do Cefis. A aula para os adultos foi ministrada ao ar livre, durante a manhã, pela professora MARIA ALVES, em classe única. As crianças também realizaram suas escolinhas ao ar livre. Depois da escola foi servido um delicioso churrasco e à tarde ficou livre para o lazer. O Carlos Fernandes, superintendente da AD de BURITIS-MG, veio junto com sua esposa prestigiar o nosso evento, conforme havia prometido. Foi um dia memorável! Obrigado Carlos Fernando e a todos que participaram conosco!
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15 de fevereiro de 2015

Curso Teológico Paulo Leivas Macalão

Estão abertas as inscrições para o 2º Curso Básico de Teologia "Paulo Leivas Macalão".  O curso tem duração de 2 anos, com encontros semanais (uma vez por semana) na Igreja. Interessados procurar o irmão ANCELMO na igreja ou ligar para o nº  (61) 8329-8113.
Foto da 1ª Formatura - Dez 2014