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21 de maio de 2015

Revelando as impurezas da alma - Comentários Adicionais

REVELANDO AS IMPUREZAS DA ALMA
(Lição 08 – 24 de maio de 2015)

TEXTO ÁUREO
“E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve: e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Nm 12.10).
VERDADE APLICADA
O que distingue uma pessoa das demais não é o seu nível de unção, nem tampouco os milagres que opera, mas a qualidade do seu caráter diante de Deus.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Esclarecer a verdade pecaminosa por detrás da desculpa de Miriã e Arão;
Ensinar como Deus resolveu a questão entre os irmãos;
Explicar por que Miriã ficou leprosa e como o pecado pode atingir quem está próximo de nós.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Nm 12.5 - Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e ambos saíram.
Nm 12. 6 - E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele.
Nm 12.7 – Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.
Nm 12.8 - Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?
INTRODUÇÃO
Comece a lição fazendo uma pergunta e peça para que seus alunos façam uma reflexão: Você tem inveja de alguém? Tem inveja da vida espiritual de algum irmão? Depois destaque que todo aquele que se dispõe a fazer a obra de Deus, deve se preparar não só espiritualmente, mas, também emocionalmente, para enfrentar as más línguas e as oposições que virão. Oposições sempre foi uma realidade constante e presente na obra de Deus. Em todas as épocas e lugares, onde algo começa a ser feito para a glória de Deus, pessoas e instituições se levantam contra, na tentativa de impedir a todo custo a implantação, o avanço ou a conclusão do projeto divino (Ne 2.20; 4.9). É quase impossível um ungido passar ileso das más línguas e das oposições, principalmente, se tem sucesso na realização da obra de Deus. O pior opositor é aquele camuflado, pois diferente do opositor declarado, que é cheio de si e não concorda com nada, o camuflado se apresenta como quem quer ajudar, mas fica às escondidas falando mal e contrariando a liderança. Faz críticas, mas nunca apresenta soluções. São como um ferimento interno que vai matando aos poucos. Estás sofrendo oposição? Estás dentro da vontade de Deus? Caso tenhas certeza disto, não desista. Ore, vigie e avance, pois o Senhor é contigo. Use a oração, a vigilância e as armas que o Senhor te concedeu. Moisés, Josué, Neemias, Paulo e todos os outros servos de Deus, recorreram à oração quanto sofreram oposição. Enquanto oravam avançavam na realização da obra que lhes fora confiada.
1.  A INVEJA DOS IRMÃOS DE MOISÉS
Miriã e Arão ocuparam posição de honra ao lado de Moisés no livramento do povo de Israel (Mq 6.4). Eles eram favorecidos com dons especiais. Miriã, por exemplo, além de profetisa carregava consigo os dons de poesia e de música. Foi ela, por exemplo, quem liderou e conduziu as mulheres de Israel no cântico e na dança, à margem do Mar Vermelho (Êx 15.20-21). Já Arão tinha o dom da Palavra. Era um excelente orador (Êx 7.1). Na afeição do povo e nas honras estavam apenas abaixo de Moisés. Entretanto, a aceitação por parte de Moisés dos conselhos de seu sogro e a nomeação, por determinação divina, de 70 anciões para lhes auxiliar nos trabalhos, sem lhes consultar (Nm 11.16-30), provavelmente, tenha despertado em Miriã e Arão um receio de que suas influências junto a Moisés e ao povo diminuíssem. Com isto o espírito do descontentamento bateu à porta de sua alma. Sentindo-se desprezados por Moisés, vieram achar motivos para queixa, no fato de haver Moisés escolhido uma esposa de outra nação, em vez de tomar uma dentre os judeus (Nm 12.1). Na verdade, a crítica a Moisés era só uma fumaça na qual escondiam o ciúme, a inveja e o desejo de serem reconhecidos. Dificilmente o pecado da inveja será identificado, porém as críticas a revela e causa grandes males.  
1.1. Entendendo o sentimento da murmuração
A murmuração é a arma utilizada pelo inimigo para destruir o povo de Deus (1 Co 10.10). Associada à insatisfação pessoal ou ao desejo obstinado de verem seus caprichos serem atendidos, geralmente, ela costuma gerar oposição cega, doentia e maligna (Nm 11.4). É um espírito de discordância, na maioria das vezes sem sentido e sem razão (Nm 11.1), pois para eles tudo passa a ser motivos para contendas e murmurações. Israel é um exemplo disso. Numa caminhada pelo deserto com famílias, cargas e animais eram naturais que os obstáculos surgissem diante deles. Mas, era também natural, mesmo diante das adversidades surgidas, que todos se alegrassem no Senhor. A final eles tinham sido libertos da escravidão e estavam em direção à terra que mana leite e mel! No entanto, diante das lutas, adversidades e provas o povo estavam sempre murmurando: Murmuraram por falta de água (Êx 15.24; 17.3), murmuraram por falta de pão (Êx 16.2-3), murmuraram por medo dos gigantes (Nm 14.2), e agora Miriã e Arão murmuram por ciúmes e inveja (Nm 12.1-2; 16.1-3). A Bíblia diz que: “Os sofrimentos do tempo presente, não são para comparar com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18). Ao permitir obstáculos pelo caminho Deus estava realizando um trabalho didático, dizendo-lhes: “Não o esqueçam! Volte-se para Mim, Eu ajudo vocês. Não murmurem, Mas, Clamem a Mim e eu Lhes trarei o socorro”. Deus estava querendo mostrar de onde vem o socorro! Será que conseguiremos entender isso? Não entender isto levou o povo a uma peregrinação de mais de 38 anos pelo deserto sem rumo e sem direção até que todos perecessem. Eles experimentaram dos grandes milagres de Deus, mas, infelizmente, não alcançaram a promessa, pois se esqueceram do poder de Deus demonstrados em seus benefícios, como muitas vezes, nós também esquecemos.
1.2. O contraste entre personalidades
A fidelidade e mansidão de Moisés, sua habilidade para ser humilde e aberto à direção de Deus, foram qualidades que o diferenciaram do restante do povo de Israel e até mesmo de seus próprios irmãos Arão e Miriã. Moisés não fora escolhido porque era mais esperto, mais forte ou mais articulado. Não foi por acaso que Deus lhe havia separado para ser profeta e mediador da Antiga Aliança, revelando-lhes a Sua Lei. Ele foi escolhido porque tinha caráter e personalidade que agradava a Deus e também porque permitiu que Deus o direcionasse. Deus sabia que podia confiar no seu caráter e em toda sua fidelidade. Diferente, por exemplo, de Arão que tinha uma personalidade fraca e sem nenhum senso de direção divina. Isto fica evidente, em pelos menos duas situações: a) quando ele mostrou fraqueza ao deixar induzir-se por Miriã e juntar-se a ela; b) quando consentiu o pedido dos rebeldes e cooperou com eles em fazer o bezerro de ouro (Êx 32.2-6). Por incrível que pareça, em todos os seus desvios, Arão, nunca aparece como o principal iniciador da ação errada, mas, sempre permitindo que as circunstâncias ou as influências os desviasse de uma ação correta. Em todas as situações ele poderia ter mostrado personalidade e senso de direção divina, e utilizados como oportunidades para instruírem tanto a Miriã como aos rebeldes a fidelidade e o princípio da obediência a Deus. No entanto, sua personalidade foi facilmente seduzida e influenciada por eles.
1.3. Falou o Senhor somente a Moisés?
Era de se esperar que um sacerdote e uma profetisa, pessoas de intimo relacionamento com Deus, se portassem de modo digno. Porém a falta de vigilância permitiu que Miriã e Arão cedessem ao espírito diabólico do ciúme, da inveja e do “ser reconhecido”. Miriã chama e convence Arão para juntos questionarem Moisés: “Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não o falou também por nós?” (Nm 12.1). A necessidade de ser reconhecido é uma realidade na vida de todo ser humano, e quando nos relacionamos diariamente com alguém em posição de destaque, essa necessidade é ainda mais alimentada e encontra força no nosso ego, podendo se transformar no que chamamos de síndrome luciferiana, ou seja: desejo exacerbado de ser igual ou maior do que nossos superiores (Comentários do Pr. Almerindo Luna Góis).
2. TRATANDO AS IMPUREZAS DA ALMA
Sabemos que só o Senhor pode livrar nossa alma dessas impurezas. Devemos vigiar para não se sentir insatisfeito ou enciumado com o fato de alguém ser usado por Deus, ou ser coroado de êxitos em suas atividades, pois isto pode nos levar as impurezas espirituais.  Quando uma pessoa deseja ter, ser ou tomar o lugar do outro ela denegri a imagem dos outros, produzindo assim comentários maledicentes contra os outros. Na maioria das vezes atribuímos isto ao coração, quando na verdade são atributos da alma humana, o corpo com todos os seus órgãos jamais poderiam reproduzir algum desejo ou sentimentos se não houvesse o ego, amigo íntimo e fiel da alma. A alma é invisível e como sua existência deve-se à união do fôlego (espírito de DEUS) com o barro (corpo humano), então podemos imaginar que a mesma exista em nosso ser ocupando uma posição intermediária em relação ao espírito e o corpo. Assim sendo a alma corresponde ao que chamamos de vida animal. Nos humanos ela é dotada de livre arbítrio, razão e sentimentos, diferente, portanto, dos animais irracionais, pois o espírito soprado sobre o homem é diferente do que respiram os animais. A alma é a parte sensível do nosso ser, que está sujeita ás influências tanto do que vem de cima (do espírito ou de DEUS), como do que vem de baixo (do corpo ou da carne). É na alma então que se processam os sentimentos e desejos humanos, bons ou maus, por isso ela pode estar triste ou alegre, animada ou desanimada, salvar-se ou perder-se, viver ou morrer. É da alma o nome EU, e o Cognome EGO. São da alma as expressões: “eu estou triste”, “eu estou alegre” etc, ou ainda “eu tenho um espírito e moro em um corpo” (Comentários do Pr. Almerindo Luna Góis).
2.1. Colocando as coisas em pratos limpos
Pela ordem da narrativa bíblica (Nm 12.1) e pela sanção atribuída (Nm 12.10) deduz-se que foi Miriã a instigadora do episódio. Moisés nada falou e nem se defendeu da malvadez de sua irmã e de seu irmão, manteve-se tranquilo com sua consciência pura. Moisés foi vítima da língua ferina, mesmo sendo o homem mais manso da terra (Nm 12.3). No fundo parece que ele sabia que o Senhor resolveria a questão. Não deu outra! Deus convoca os três irmãos para uma conversa fora do acampamento e coloca tudo em pratos limpos. Defendeu Moisés, repreendeu Arão e puniu Miriã (Nm 12.6). “Vocês não temeram criticar meu servo Moisés”? Questiona Deus. “Vocês têm muita coragem de falar mal de Moisés, com quem Eu falo cara a cara”, disse Ele (Nm 12.8). Depois disso Miriã fica leprosa, já que foi ela quem começou o episódio. Naquele tempo a lepra era uma doença maldita. Quando alguém era achado leproso logo era considerado impuro e lançado fora do acampamento (Lv 13.45-46).
2.2. Se entre vós houver profeta
“Se entre vós houver profeta eu me revelo por visões, sonhos, enigmas e figuras. Não é assim com o meu servo Moisés” (Nm 12.6). Deus fez questão mostrar a diferença no relacionamento que Ele mantinha com  eles e com Moisés, afirmando que com eles e demais profetas só falavam por sonho, figura ou revelação, mas com Moisés era diferente (Nm 12.6-8). Ele deixa claro que Moisés era mais do que um profeta e com ele não tinha esse negócio de revelar por figura, pois com ele Deus falava face a face, do mesmo modo que um homem fala ao seu amigo (Nm 12.8; Êx 33.11).
2.3. Moisés, o servo de Deus
Todo e qualquer servo de Deus é digno e merecedor de respeito. Deus tem um cuidado especial para com todos os seus servos, principalmente, com aqueles que estão ativos na realização de sua obra (Nm 14.28-29). Foi por esta razão que mesmo Moisés não falando nada, Deus toma as suas dores e Ele próprio convoca uma reunião (Nm 12.4). Da mesma forma que Deus protegeu e defendeu Moisés, Ele defende e protege Seus líderes das acusações e maledicências de quem quer que seja. É triste a situação do povo de Deus quando se levanta contra o ungido de Deus. Miriã, Arão e nem o povo de Israel imaginaram as consequências desastrosas de suas ações contra o escolhido de Deus (Nm 14.29-34). Infelizmente hoje a história se repete com pessoas que não sabem avaliar a importância da unção de Deus na vida dos seus ministros, chamados e separados para exercerem a liderança da Igreja. Não quero dizer com isto, que quando não concordo com determinada situação, eu tenho que me manter calado e não tenha direito de expor minha opinião. Toda e qualquer palavra dita a seu tempo é oportuna. Assim, quando discordamos de algo, devemos dirigir diretamente ao responsável de forma amável e respeitosamente abordarmos o assunto, sem macular a honra e a dignidade daquele que foi escolhido por Deus para liderar a Sua obra.
3. LIÇÕES PRÁTICAS
Que lição prática devemos aprender com este incidente? Além das citadas pelo comentarista, muitas outras lições podem ser aprendidas com os erros cometidos por Miriã e Arão: a) Que embora estejamos cem por cento envolvidos na obra de DEUS, não estamos imunes ao aflorar destes sentimentos, e por isso, devemos vigiar; b) que a inveja é uma das piores e mais nocivas impurezas induzidas por satanás para destruir a alma humana; c) Que Deus está atento a tudo que ocorre em nosso interior; d) que embora nos cause dor, a disciplina do Senhor sempre nos livrará do pior; e) que os problemas da igreja, tais como divisões, rebeliões, porfias contendas e até mesmo o atrofiamento de uma congregação tem suas origens na alma insatisfeita de alguém.
3.1. A lepra de Miriã
Lições de advertências também são ensinadas através deste episódio. Deus trata a cada servo da forma que Ele julga conveniente e conforme Seus propósitos. Miriã e Arão tiverem que aprender uma lição de humildade de uma das formas mais desagradáveis possíveis para a sua época. O texto diz que a lepra sobre o corpo de Miriã era como a neve (Nm 12.10). Ela ficou imunda, excluída, suspensa da comunhão e isolada - Pessoas invejosas sempre ficam sozinhas (Nm 5.2). Esta lição serviu também para todo o povo de sua época, bem como para nós nos dias atuais, pois um de seus objetivos foi e é também reprimir o crescente espírito de inveja e descontentamento. Da mesma forma que Deus puniu Miriã punirá qualquer um que permitir que a inveja, o ciúme e o espírito de rebelião caracterizem suas vidas. O juízo de Deus é sempre manifestado sobre quem ousa atacar a Obra ou rebelar-se contra os Seus ungidos.
3.2. Escolhendo o perdão sobre a ofensa
Quando Arão percebeu o juízo de Deus e viu o estado em que ficou a sua irmã, imediatamente confessa o seu erro e pediu misericórdia a Moisés, que teve de intercedeu por eles ao Senhor (Nm 12.11). O arrependimento de Arão pelo pecado cometido é tocante, tanto na sua intensidade quanto em sua solicitude. A Bíblia diz que aquele que confessa e deixa o pecado alcança misericórdia (Pv 28.13). Moisés intercede pelos seus caluniadores. Podemos aprender aqui que a nossa intercessão bem pode significar o perdão dos pecados para alguém (Nm 12.13). Que valiosa lição podemos tirar do perdão e do amor de Moisés (1 Pe 2.23). Pela oração de Moisés Deus perdoou a Arão e Miriã. Ela, porém não foi restaurada de imediato, pois o próprio Deus exigiu os sete dias de recolhimento requeridos para a purificação da lepra (Nm 12.14-15; Lv 14.8). É que a ofensa além de ser demasiadamente grave para ser perdoado tão facilmente (se é que assim podemos dizer) esse tempo deveria servir de lição dando-lhe oportunidade para pensar no que fez.   
3.3. A sujeira que impede os santos de prosseguir
Do castigo de Miriã todos tiveram conhecimento. Deus quis claramente mostrar ao povo o grande perigo de falar mal do seu líder, Moisés. Enquanto Miriã estava fora do acampamento, o progresso de Israel havia parado. Eles não puderam progredir até que Miriã estivesse de volta ao acampamento (Nm 12.15). O seu pecado afetou todo o povo diretamente. Quando permitimos que estas impurezas tomem contas de nossas almas, estamos agindo como instrumentos de satanás para prejudicar, não só a nossa vida, mas também a obra de Deus. Por isso, devemos tratar e cuidar de nossa alma, procurando purificação para essas “impurezas” e buscando crescer em Cristo.
CONCLUSÃO
O ciúme, a inveja, o orgulho e todas as demais impurezas estão ligados a alma e se não forem “mortificadas” pela cruz, poderão se manifestar num ou noutro momento. Este episódio nas Escrituras é um grande alerta para o povo de Deus, especialmente no que se refere a rebelião contra os líderes que o Senhor tem constituído. Cuidado, pois ter o sentimento de inveja indica que não estamos satisfeito com nós mesmo e muito menos com o que Deus tem nos dado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 08 – Revelando as impurezas da alma.
BÍBLIA DE ESTUDO NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Português. Tradução das Notas de Gordon Chown – Editora Vida. 2001.
REVISTA DO PROFESSOR: Jovens e Adultos. Livro de Números. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 1996 Ano 06 n° 19.
COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa

Pr. Almerindo Luna Gois

18 de maio de 2015

Lição 08 - Revelando as impurezas da alma

REVELANDO AS IMPUREZAS DA ALMA
(Lição 08 – 24 de maio de 2015)

TEXTO ÁUREO
“E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve: e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” (Nm 12.10).
VERDADE APLICADA
O que distingue uma pessoa das demais não é o seu nível de unção, nem tampouco os milagres que opera, mas a qualidade do seu caráter diante de Deus.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Esclarecer a verdade pecaminosa por detrás da desculpa de Miriã e Arão;
Ensinar como Deus resolveu a questão entre os irmãos;
Explicar por que Miriã ficou leprosa e como o pecado pode atingir quem está próximo de nós
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Nm 12.5 - Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e ambos saíram.
Nm 12. 6 - E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele.
Nm 12.7 - Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.
Nm 12.8 - Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?

17 de maio de 2015

Revista do Próximo Trimestre

Revista do 3º Trimestre de 2015
Julho a Setembro
SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO
 O poder de Jesus e o segredo do sucesso apostólico. 

Ao estudarmos sobre os milagres acontecidos no Novo Testamento, observamos que eles credenciavam a pregação da Palavra de Deus e a ela estavam vinculados (Mc 16.17, 18). Ainda hoje esse poder está à nossa disposição. Milagres não são coisas do passado. Eles sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê. Os milagres nunca aconteceram para que Deus ostentasse Seu poder diante dos homens. Eles sempre trouxeram consigo uma mensagem especial e tornaram possível a compreensão do reino anunciado por Jesus Cristo. Outro fato importante é que um milagre não salva a alma, mas é essencial à fé, pois sem ele a Igreja não se difere das demais religiões. Uma Igreja sem milagres é como um mar sem peixes ou um céu sem estrelas. Não há como separar o Evangelho do sobrenatural porque ele é o poder de Deus para a salvação todo aquele que crê (Rm 1.16).


12 de maio de 2015

1ª Semana Acadêmica 2015

SEMANA ACADÊMICA 2015

No Reino de Deus "Despenseiros" são todos aqueles responsáveis por receber e transmitir os oráculos de Deus. O objetivo desta Semana Acadêmica é destacar a relação destes despenseiros com os oráculos de Deus, bem como chamar a atenção para a responsabilidade na hora de alimentar o povo com a saudável Palavra de Deus. Estes cinco homens de Deus foram cuidadosamente selecionados porque tem compromisso de transmitir a Palavra de forma pura, genuína e com profundidade.


Venha participe conosco!  Haverá entrega de certificado, com 10 horas, para os participantes com pelo menos 75% de frequência. Contatos para críticas, esclarecimentos ou sugestões podem ser feitos pelo e-mail: assembleiadedeus@ebd316.com  e WhatsApp: (61) 8354-8309.

Homenagem Dia das Mães

A Escola Bíblica Dominical da AD316, Samambaia Sul/DF, realizou, às 8h da manhã,  um ESPECIAL  e delicioso café da Manhã à todas suas ALUNAS MAMÃES.  PARABÉNS Á TODAS AS MAMÃES PELO SEU DIA!!!!
 Veja outras imagens na página"Homenagem Dia das Mães".

Oração, a busca mais sublime de Moisés - Comentários Adicionais

ORAÇÃO, A BUSCA MAIS SUBLIME DE MOISÉS
(Lição 07 – 17 de maio de 2015)

TEXTO ÁUREO
Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14).

VERDADE APLICADA
Orar é dar oportunidade ao Senhor para nos instruir, aconselhar e interferir em tudo o que diz respeito ao nosso querer e efetuar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Discorrer sobre o significado da oração;
Apresentar níveis de intercessão e oração;
Mostrar as descobertas e os benefícios de estar na presença do Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Dt 9.17 – Então, peguei as duas tábuas, e as arrojei das minhas mãos, e as quebrei ante os vossos olhos.

Dt 9.18 – Prostrado estive perante o Senhor, como dantes, quarenta dias e quarenta noites; não comi pão e não bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido, fazendo mal aos olhos do Senhor, para provocar à ira.

Dt 9.19 – Pois temia por causa da ira e do furor com que o Senhor tanto estava irado contra vós outros para vos destruir; porém ainda esta vez o Senhor me ouviu.

Dt 9.20 – O Senhor se irou muito contra Arão para o destruir; mas também orei por Arão ao mesmo tempo.

INTRODUÇÃO
A oração é essencial na vida do cristão, através da oração temos a oportunidade de nos envolvermos de modo significativo na obra do Reino. Deus estava prestes a destruir o povo por causa do pecado no episódio do bezerro de ouro (Êx 32.4). Porém Moisés pondo-se como mediador entre Deus e o povo clamou por misericórdia e Deus atendeu sua oração. É difícil de entender como Deus trabalha, Deus estava disposto a exterminar o povo, mas devido a oração de Seu fiel servo “Moisés” (Êx 32.11), Deus muda de propósito e atende a sua súplica, isso mostra que Deus faz de Seus servos cooperadores com Ele no serviço de Seu reino. 

1. ENTENDENDO A ORAÇÃO
A oração é nossa comunicação pessoal com Deus, no entanto, essa definição vai muito além. Na verdade, a “oração” inclui orações de pedidos por nós mesmos e por outros (às vezes chamadas orações de petição ou intercessão), confissão de pecado, adoração, louvor e ação de graças. A oração não foi instituída para que Deus pudesse descobrir nossas necessidades, pois Jesus nos diz: “porque o [...] Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem” (Mt 6.8). O Criador quer que oremos porque a oração expressa nossa confiança em Sua pessoa e faz elevar a nossa fé. Então devemos orar com fé, pois demonstra nossa confiança e dependência de Deus.

1.1. O princípio da oração
A oração nos traz à comunhão mais profunda com Deus, e Ele nos ama e tem prazer em nessa interação com Ele. Quando oramos, o avanço do Reino se processa. Desse modo, a oração nos dá oportunidade de nos envolvermos de modo significativo na obra do Reino. É natural que Deus tenha prazer em tal atividade e dê tanta ênfase a ela e ao relacionamento conosco. A razão pela qual Deus quer que oremos é que na oração Deus permite que nós, como criaturas, fiquemos envolvidos em atividades que são eternamente importantes. “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Co 3.9).

1.2. Deus trabalha em conjunto
Quando oramos verdadeiramente, nós como pessoas, na totalidade de nosso caráter, estamos nos relacionando com Deus como uma pessoa, na totalidade do Seu caráter. Assim, tudo o que pensamos ou sentimos a respeito de Deus é expresso em nossa oração. Deus não ignora a intercessão de um servo fiel, enquanto houver esperança de salvação, somente quando o pecado chega ao extremo é que Deus não atende a intercessão (Jr 15.1; Ez 14.14,16). É um mistério insondável, o de Deus se deixar persuadir por um ser humano falível e mudar o cumprimento de um fato já por Ele anunciado e voltar-se da ira para a misericórdia. Nosso Deus, não é um Deus inexorável, mas um Deus pessoal, que se compraz em mover-se pelo amor, fé e oração do Seu povo fiel.

1.3. A oração é um exercício secreto, solidário e paciente
Embora reconheçamos a importância da oração, temos dificuldade em orar constantemente, as pessoas não conseguem orar regularmente. É mais fácil fazer qualquer outra coisa do que orar. Há uma ideia popular de que a oração é uma coisa muito fácil, uma espécie de atividade comum que pode ser feita de qualquer forma, sem nenhum cuidado ou esforço. A oração era uma prática cristã normal, mas parece que a oração está “fora de moda”. Muitos procuram soluções rápidas e fáceis para seus problemas; por espiritualidade instantânea sem que haja disciplina ou sacrifício, não querem entender que as respostas para seus pedidos acontecem no tempo de Deus e por isso, poucos são os que buscam a Deus em oração. Em Efésio 6.18 temos a declaração de orar sempre. Orar “sempre” é o grande desafio do crente! Orar “guiado pelo Espírito Santo” é o segredo da vitória. O Espírito Santo tem o mesmo papel que o mapa tem para o viajante. Ele indica o melhor caminho e nos leva seguros até o nosso destino.

2. MOISÉS, UM HOMEM DE ORAÇÃO
Moisés sabia da necessidade de Deus em sua vida, bem como da importância de Sua presença junto ao povo de Israel, se não fosse com a ajuda e a misericórdia de Deus em socorrer a Israel, o povo não teria resistido a tanta aflição. Moisés recorria a Deus sempre que precisava, tinha total confiança que somente Deus tinha poder para libertar da escravidão e conduzi-lo por mão forte e poderosa a terra da promessa. É por isso que Moisés sempre clamava a Deus na hora da necessidade, aliais, ele meditava no Criador em todos os momentos, da mesma forma, devemos orar para que Ele nos faça escolher o caminho certo. A oração é o meio que Deus determinou para recebermos a sua misericórdia, graça e auxílio em tempo de necessidade. “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno (Hebreus 4.16).

2.1. Moisés, intercessor e mediador.
Deus estava prestes a destruir toda a nação por causa do pecado, o povo sabia dos mandamentos de Deus e mesmo assim, não tinha o coração disposto a obedecer, apesar de todos os livramentos que Deus operou em seu meio, eles reclamavam e não tinha paciência de saber esperar e confiar na providência de Deus, foi o caso do bezerro de ouro, quando Moisés subiu ao monte a encontrar-se com Deus, o povo perdeu a paciência e pressionaram a Arão e disse: Êxodo 32.1“...faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu”. Quanto desprezo e falta de sabedoria! Entretanto Moisés as descer do monte e perceber que o povo havia de desviado implorou por misericórdia e Deus a poupou. Aqui está um dos incontáveis exemplos bíblicos a respeito da misericórdia de Deus. Embora mereçamos sua ira. Deus está disposto a nos perdoar e restaurar. Assim como Moisés, podemos interceder a Deus pelas pessoas e pedir que Ele nos use para levar-lhes a mensagem da sua misericórdia. Como poderia Deus arrepender-se? Ele não muda de ideia, é a mesma forma que um pai decide não disciplinar o seu filho. Em vez disso. Deus mudou seu comportamento para permanecer coerente com sua natureza. A princípio, quando Deus quis destruir o povo. Ele estava agindo consoante a sua justiça. No entanto, mediante a intercessão de Moisés, Deus condescendeu para agir de acordo com a sua misericórdia. Por diversas vezes. Deus avisara ao povo que se eles mudassem os seus maus caminhos. Ele não os condenaria. Eles mudaram, e Deus cumpriu sua promessa.

2.2. Moisés e a vontade soberana de Deus
João nos diz: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos” (l Jo 5.14,15). Jesus nos ensina a orar: “seja feita a tua vontade” (Mt 6.10), e ele próprio nos deu o exemplo, quando no jardim do Getsêmani orou: ”... não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mt 26.39). Moisés sabia reconhecer a soberania de Deus, suas orações eram dirigidas a Ele por meio de fé e confiança, todavia, tudo estava no comando do Criador e cabia a Deus decidir o que lhe apraz. Nem todos os pedidos feitos ao Senhor serão respondidos a contento de quem o faz, observe que o próprio Moisés suplicou a Deus para entrar na terra prometida e não lhe foi permitido (Dt 3.25,26). “Rogo-te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano! Porém o Senhor indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes o Senhor me disse: Basta; não me fales mais deste assunto; As únicas orações que Ele prometeu “ouvir”, no sentido de escutar com simpatia e de comprometer-se a responder quando elas são feitas de acordo com a Sua vontade, são as orações dos cristãos feitas por meio do mediador, Jesus Cristo (cf. Jo 14.6).

2.3. Moisés: sua devoção e ação
O Senhor declarou a Moisés que ele haveria de destruir o povo de Israel por causa do seu pecado (Ex 32.9,10), “Moisés, porém, suplicou ao Senhor para não destruir o povo. Quando Deus deseja punir seu povo por seus pecados, ele declara: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (2Cr 7.14). É importante frisar a atitude de Moisés ao suplicar a Deus pelo perdão do povo, ele age imediatamente para eliminar o mal cometido, ele destrói o bezerro de fundição e manda eliminar o povo que estava comemorando e adorando aquela imagem (Êx 32. 20, 25-28). A oração é elo de comunicação e comunhão com Deus, através da humilde oração, Deus revela Sua vontade aos Seus fiéis, porém façamos igual a Moisés, orar e tomar atitudes, lançar fora tudo que impede o agir de Deus em nossas vidas. Quando o povo de Deus orar (com humildade e arrependimento), então Ele ouvirá e os perdoará. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (l Jo 1.9).

3. Moisés e a presença de Deus
Moisés tinha aprendido a depender de Deus, ele sabia que somente Deus tinha poder e força para capacitar, fortalecer e cuidar de seu povo, ele mesmo era testemunha da providência de Deus em sua vida, pois desde criança Deus já estava preservando sua vida e preparando para ser o libertador de Israel. É por isso que Moisés não fazia nada sem consultar a Deus, pois Sua presença dava certeza que a missão seria bem-sucedida.

3.1. Um abismo chama outro abismo
A intimidade de Moisés com Deus aumentava a cada dia e ele sempre ousava querer conhecer mais a Deus. Moisés orou para ver a manifestação da glória de Deus. Seu objetivo era assegurar-se de que a presença de Deus era com ele, Arão e Josué. Além disso, desejava conhecer esta presença por experiência. Pelo fato de sermos finitos e moralmente imperfeitos, não podemos existir e ver Deus como Ele é. Somente podemos conhecê-lo através de suas obras e seus atos, e não podemos compreender como Ele é de fato separadamente de Jesus Cristo (Jo 14.9). Jesus prometeu revelar-se aos que cressem (Jo 14.21). 34.6.7 - Esta é a resposta de Deus ao pedido de Moisés para ver a sua gloriosa presença (Êx 33.18). O que é a glória de Deus? É o seu caráter, sua natureza, sua forma de relacionar-se com as criaturas. Note que Deus não concedeu a Moisés uma visão do seu poder e majestade, mas do seu amor. A glória de Deus é revelada através da sua misericórdia, graça, compaixão, fidelidade, seu perdão e justiça. Podemos refletir e compartilhar a glória de Deus quando nosso caráter se assemelha ao dEle.

3.2. Sem a Tua presença não iremos
Por causa do pecado de Israel, Deus falou a Moisés que um anjo estaria no seu lugar na caminhada pelo deserto rumo a terra prometida (Êx 33. 1-3). Moisés não se alegrou com esta decisão e voltou a interceder pela Sua presença. Depois de Moisés insistir em oração (Êx 33.12,13, Deus mudou o seu plano, atendeu a petição de Moisés e concordou que a Sua presença acompanharia os israelitas, assim Moisés teve plena confiança em seguir sua jornada porque Deus se fazia presente.

3.3. Entrando na presença
Os atos da vida de Moisés expressavam atitudes de dependência em Deus. Em ÊX 34.29) O rosto de Moisés resplandecia após ter estado algum tempo com Deus. Via-se claramente que a presença de Deus era com ele. Façamos como Moisés, devemos entrar na presença de Deus e ficar tempo a sós com Ele, ainda que nosso rosto não venha iluminar como o de Moisés, mas o tempo gasto em oração e leitura bíblica devem causar um efeito tal que as pessoas saibam que estivemos e estamos sempre na presença de Deus.

CONCLUSÃO
Moisés sabia que Israel não tinha capacidade para vencer as batalhas por suas próprias forças, mas só alcançaria a vitória pelo poder de Deus, que viria do alto por meio da oração e atitudes. Todo sucesso que os israelitas obtiveram foi por causa da presença de Deus que encorajava, dava segurança e certeza da vitória para Seu povo.

FONTES:
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Bíblia Sagrada de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

HOFE, Paul. O Pentateuco. Santa Catarina: Editora Betânia, 1983.

MACKINTOSH C. H. Estudos sobre o livro de Êxodo. Diadema, SP: Depósito de Literatura Cristã, 2001.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 07 – Oração, a busca mais sublime de Moisés.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Diácono ANCELMO BARROS DE CARVALHO, servo do Senhor Jesus
Email: ancelmobarros@gmail.com

4 de maio de 2015

Moisés, um sábio recebendo conselhos - Comentários Adicionais

MOISÉS, UM SÁBIO RECEBENDO CONSELHOS
(Lição nº 06 – 10 de maio de 2015)

TEXTO ÁUREO
E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez” (Êx 18.25).

VERDADE APLICADA
A unção e o chamado são qualidades indispensáveis a um líder, mas a capacidade de ouvir e aprender são imprescindíveis para o avanço ministerial.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1. Mostrar o valor dos sábios conselhos e como o ensino cristão deve ser priorizado;

2. Aprender a relevância de estar em consonância com a Palavra de Deus;

3. Ensinar a importância da aplicação da Palavra de Deus na vida cotidiana.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 18.17 - 0 sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.

Êx 18.18 – Certamente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.

Êx 18.19 - Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sé tu peio povo diante de Deus e leva tu as coisas a Deus;

Êx 18.20 - e declara-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.

Êx 18.24 – E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto lhe dissera.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

INTRODUÇÃO
A Palavra de Deus diz: “não havendo sábios conselhos, o povo cai; mas havendo uma multidão de conselheiros haverá segurança” (Pv 11.14). Na lição desta semana conheceremos alguns sábios conselhos transmitidos por Jetro a Moisés, seu genro, que refletiram diretamente no sucesso de sua liderança e uma enorme contribuição para as áreas de gerenciamento e seguimentos administrativos. Estes princípios e métodos de delegação e descentralização influenciam, até os dias de hoje, diversas empresas, escritórios, consultórios etc. A convicção e sabedoria com que aconselhou o grande líder, Moisés, mostra que Jetro não era apenas um homem de visão, mas também, um excelente administrador e consultor gerencial.

1. MOISÉS RECEBE JETRO
Jetro pertencia ao povo de Midiã (ou Madian), também conhecido como “queneus” (Nm 24.21), eram habitantes das regiões montanhosas que ficam a leste do Golfo de Ácaba e descendentes diretos do quarto filho do casamento de Abraão com Quetura, a qual contraíra após a morte de Sara (Gn 25.1-6; Cr 1.32). Quando Moisés fugiu do Egito, foi Jetro quem o acolheu em sua casa, dando-lhe comida e trabalho e ainda a sua filha Zípora como esposa, com a qual teve dois filhos: Gérson e Eliezer (Êx 18.3-4; At 7.29). Não sabemos ao certo quando e nem o motivo pela qual Moisés enviara sua esposa Zípora e seus dois filhos de volta à casa de seu sogro, Jetro, em Midiã (Êx 18.2-4). Provavelmente, isto tenha acontecido naquela estalagem, quando eles estavam indo de volta para o Egito, e, o texto diz que o Senhor o “quis matar”. Naquele incidente Zípora tomou uma pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e lançou aos pés de Moisés e o acusou de esposo sanguinário (Êx 4.24-26). Depois deste incidente, não vemos mais Zípora e seus filhos seguindo com Moisés para o Egito. É provável que nesta ocasião Moisés a tenha enviado de volta para o seu sogro junto com os seus dois filhos. Agora, tempos depois, Jetro foi informado que Deus abençoara a missão de Moisés libertado os israelitas, e que eles estavam acampados junto ao monte de Deus (Monte Sinai) próximos de sua região (Êx 18.5-6). Sabiamente, Jetro toma Zípora e os seus filhos e vai ao encontro de Moisés e os entrega de volta, para mantê-los juntos e unidos nos restantes da longa jornada (Êx 18.2-5).

1.1 O encontro entre o sogro e o genro
Diferente dos dias atuais, onde sogra e nora ou sogro e genro são, às vezes, motivos de chacotas e brincadeiras. Aqui, sogro e genro se respeitavam. Ele nutriam entre si um relacionamento saudável (Ex 18.7). Para ambos este encontro foi exteriorizado pelos sentimentos de alegria, afetividade e respeito. Houve muita celebração no reencontro o que mostra que eles se davam muito bem e que havia reconhecimento de gratidão e respeito mútuo entre eles (Êx 18.6-9). Entretanto, nesse encontro com Moisés, Jetro, constatou que aquele, apesar de todos os feitos que Deus realizara através dele e de suas boas intenções, estava sob duas escalas de valores invertidas: a) separado e longe de sua família e por isso ele as trouxe de volta (Êx 18.5), b) carga de trabalho, além de suas possibilidades e por isso ele aconselhou sobre a descentralização (Êx 18.17). Com isto, queremos dizer, que a sabedoria do sogro não foi demonstrada apenas no conselho que ele deu ao genro sobre delegação de poder, mas também, ao levar de volta sua família. Certamente, ele também conhecia os princípios bíblicos os quais orientam que marido, mulher e filhos devam viver e permanecer juntos (Mc 10.6-9; 1 Co 7.5-6; 1 Tm 5.8).

1.2 O sacerdote e o líder
Jetro, o sacerdote, possuía sabedoria e experiência de como organizar e administrar bem os ofícios religiosos; Moisés, o líder, tinha o chamado e a boa vontade para executar os oráculos de Deus, mas lhe faltava ainda experiência para liderar uma multidão de mais ou menos 2,5 milhões de pessoas, entre homens, mulheres, crianças e estrangeiros (Dt 1.9-10; Êx 12.37-38), e resolver os problemas que iam surgindo e acumulando (Êx 18.13-14). Deus, além de chamar e vocacionar Moisés para um dos trabalhos mais importantes de toda história de Israel, falava com ele face a face. Mesmo assim, Moisés teve humildade em acatar os conselhos de seu sogro, o sacerdote, que foram de excelente valia para o desenrolar do seu ministério. Ele reconheceu que sozinho, não era capaz de cuidar do rebanho do Senhor (Êx 18.24). Sempre que necessário, Deus coloca pessoas sábias e espirituais em nossas vidas para nos auxiliar, pois sabe, que o líder cristão, por mais capacitado que seja, não conseguirá realizar suas atividades de liderança sem a ajuda de seus cooperadores. Lamentavelmente, há muitos, em nosso meio, que não tem a humildade de aceitar ajuda de seus auxiliares, muito menos receber conselhos que sugerem mudanças no seu modo de trabalhar e de fazer as coisas.

1.3 A visão descentralizadora de Jetro
Jetro era um homem de visão e um exímio observador. Ele observou como Moisés se assentava e sozinho aconselhava o povo. Viu diante dele um homem trabalhando incansavelmente. Viu também o povo, em pé debaixo de um sol escaldante, numa fila interminável, aguardando para ser atendido (Êx 18.13-14). Com sua experiência e sabedoria ele percebeu que se Moisés continuasse executando as coisas daquele jeito, ele sofreria um terrível desgaste mental, físico e emocional. Isto, sem contar com os sentimentos de frustração e de outras consequências mais, advindas pelo fato de não poder resolver todos os problemas do seu povo. Continuar naquele ritmo poderia levá-lo a um fracasso, com seríssimas implicações ministeriais, sociais e familiares. Há muitos líderes e pastores, em nossos dias, que centralizam tanto o seu trabalho ministerial, que acabam se frustando e trazendo prejuízos ao seu ministério, à igreja e sobretudo aos seus familiares. Precisamos aprender com esta lição, que Deus pode usar outras pessoas para nos ajudar a carregar nossas cargas e executar o trabalho de uma forma melhor e com resultados mais significativos.

2. OS SÁBIOS CONSELHOS DE JETRO
Nenhum conselho será considerado sábio ou dito como bom se não trouxer advertências, benefícios, aperfeiçoamento, solução para o erro ou causar transformações. Os sábios conselhos de Jetro além de mudarem o rumo do povo de Israel, serviu de modelo de liderança e de descentralização que são utilizados até os dias de hoje. Seus conselhos revelaram a verdadeira sabedoria. Moisés como líder estava na incumbência de cuidar dos problemas sociais e espirituais de Israel. Por isso, na manhã seguinte, depois de uma noite de celebração e adoração (Êx 18.12), já antes de brotar os primeiros raios solares, lá estava Moisés iniciando suas atividades de intermediador dos oráculos de Deus, só indo terminar com o por do sol (Êx 18.13-14). Observando este procedimento, Jetro, faz alguns questionamentos: “Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, permanecendo todo o povo junto de ti desde a manhã até ao cair da tarde?” (Ex 18.14). Depois de ouvir as razões e motivos declarados por Moisés (Ex 18.15-16), com firmeza e segurança ele diz: “Não é bom o que fazes” (Êx 18.17). Uma das etapas mais difíceis em todo aconselhamento é o de ter que corrigir ou exortar, pois requer do conselheiro muita prudência, sabedoria e o bom senso no uso das palavras. Os sábios conselhos de Jetro estavam acompanhados de todos estes ingredientes.

2.1 O segredo de Jetro
A eficácia ou sucesso da descentralização não está apenas em delegar a alguém autoridade, mas principalmente, em preparar alguém com qualidades e características que possa exercer bem essa liderança. Na liderança cristã essas qualidades e características vão além de meras habilidades e capacidades técnicas para gerir. Os candidatos cristãos precisam da capacidade de autogovernar, liderar através do conhecimento e da experiencia tanto na Palavra como no relacionamento com Deus. Não basta ao líder cristão apenas conhecimentos e habilidades técnicas, mas conhecimento de Deus e de seus decretos. O desafio de Moisés, antes de dividir as tarefas entre os seus liderados, era, primeiro, ensinar o povo as leis e as ordenanças para que eles pudessem conhecer e entender os caminhos em que deveriam andar e a obra que deveriam fazer. Esse conhecimento seria primordial, pois além de capacitar as pessoas ao autogoverno, trariam como consequências naturais a prevenção e solução dos problemas, já que seriam possivelmente evitados e/ou facilmente resolvidos. Esse foi o segredo ensinado por Jetro a Moisés, antes dele escolher os seus auxiliares (Êx 18. 19-20).

2.2 Conhecendo a cartilha divina
Como é que alguém vai cuidar dos assuntos ou das coisas que pertencem a Deus se não O conhece e nem procura conhecer a sua Palavra? Através do profeta Oseias, Deus, estabelece um princípio que é aplicável hoje, tanto quanto foi para os daqueles tempos, quando assim mandou escreveu: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos (Os 4.6). Em Mateus 22.29 Jesus disse: “Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus”. Deus quer ser conhecido do seu povo e pelo seu povo. A falta do conhecimento de Deus é o único motivo que pode levar o povo de Deus à destruição. É por isso que Oseias ainda diz: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3).

2.3 Homens de qualidade para liderar
No conselho, Jetro sugere a Moisés, que procure dentre todas as tribos, homens com as seguintes qualificações: capazes e responsáveis; tementes a Deus; que sejam honestos e dignos de confiança; homens de verdade, isto é, que deveriam falar a verdade, corajoso, destemido e ousados (Êx 18.21-22). O erro de muitos líderes, nos dias de hoje, é colocar pessoas para assumir uma função só para preencherem uma lacuna, ou porque são boazinhas, ou ainda, porque querem “prender” uma pessoa na igreja com um cargo ou função, sem que elas tenham as qualificações necessárias. O texto de referência diz que Moisés escolheu homens capazes e os pôs por cabeças sobre o povo(Êx 18.25).

3. LIÇÕES PRÁTICAS
Os conselhos de Jetro dados a Moisés é uma lição que deveria ser aprendida e posto em prática por todos aqueles que ocupam posição de liderança. Os conselhos em si, já são na verdade, lições práticas. O que Moisés precisaria fazer era apenas algumas mudanças em seus procedimentos diários como, dividir com pessoas capazes e tementes a Deus as responsabilidades do ministério e do aconselhamento. Moisés não deixaria de ser o líder daquele povo. Ele, simplesmente, deveria criar equipes e distribuir as tarefas em pequenos, médios e grandes grupos, descentralizando e delegando os poderes de decisão a estes. Na prática, isto além de evitar os desgastes físicos e emocionais com as sobrecargas de trabalhos, ele e o povo ganharia tempo e celeridade na solução das causas e questões sociais e espirituais de pequeno e médio porte, bem como nas tomadas de decisões. Aquele que ouve um bom conselho e o coloca em prática, demonstra autocrítica, humildade e sabedoria. Foi o que Moisés fez (Dt 1.9-15).

3.1 Pessoas sábias planejam antes de agir
Ao observar o contingente de pessoas, Jetro faz um planejamento estratégico para aquela realidade e orienta Moisés a escolher homens com um perfil de liderança e distribua com eles responsabilidades de acordo com a capacidade de cada um para liderar. Mesmo tendo certeza de que seu conselho era bom, Jetro ainda põe em submissão a Deus o seu plano (Êx 18.23). Ainda que os nossos planos e projetos pareçam ser o melhor, precisamos consultar a Deus sua aprovação final. Podemos observar aqui, que Jetro, além de um excelente estrategista, ele era ainda um homem equilibrado, observador, íntegro, de bom senso e conselheiro. Segundo o texto sagrado ele era ainda sacerdote e príncipe de Midiã (Êx 3.1; 18.1). Ele era também chamado ou conhecido por Reuel(Êx 2.18-21). Por conta do texto de Jz 4.11, alguns querem atribuir a ele, também, o nome de Hobabe, mas isto, não procede. Este equívoco pode ser explicado no fato de que o termo hebraico “chathan”, serve tanto para designar “sogro” como para designar “cunhado”. Se assim for, na hora de fazer a tradução do texto de Juízes 4.11, transcreveram este termo por sogro em relação a Hobabe. Mas, observando outros textos, podemos afirmar que Hobabe era de fato cunhado e não sogro de Moisés (Nm 10.29). Portanto, Hobabe e Jetro não podem ser a mesma pessoa.

3.2 Ensinar o caminho em que deve andar
Outro grande foco do conselho de Jetro a Moisés era que este devia ensinar ao povo as leis e os decretos, mostrando-lhes como eles devem viver e o que devem fazer (Êx 18.19-20). Neste conselho, Jetro deixa subtendido que grande parte dos conflitos ocorridos entre o povo vinham à tona pelo fato de que cada um defendia suas próprias orientações e convicções. Ensinar o caminho que Deus desejava a eles e traçar suas diretrizes para um viver saudável era o que Moisés precisava realizar de imediato, segundo o conselho de Jetro (Êx 18.20). A maioria dos que frequentam gabinetes pastorais, em busca de soluções para os seus conflitos, são pessoas que tem pouco ou nenhum conhecimento da Palavra de Deus.

3.3 Homens selecionados
Pelo tamanho e importância que tinha o ofício de julgar as mais diversas causas do povo de Deus, Jetro bem sabia que os cooperadores, não poderiam ser qualquer pessoa. Tinham de ser homens selecionados a dedos. Deveria ser uma escolha criteriosa analisando as qualificações morais e espirituais, bem como as aptidões individuais de cada um. O dever de procurar e eleger esses cooperadores era de Moisés, porém, ele já coloca em prática o principio da descentralização, quando escolhe aqueles que farão parte do primeiro escalão e delega ao povo a escolha dos demais que farão parte dos outros escalões (Êx 18.25; Dt 1.13). Como a Bíblia diz que havia 600.000 mil homens adultos com Moisés no deserto, sem contar mulheres e crianças (Êx 12.37; Nm 26.51). Um simples cálculo indica que não seria tarefa fácil, para Moisés, escolher a dedo e sozinho mais de 78.000 mil homens que fariam parte de sua estrutura organizacional, conforme foi recomendada por Jetro (Ex 18.21).

CONCLUSÃO
Jetro, através de seus conselhos, apresentou um caminho seguro para Moisés, que exigiu dele decisões imediatas. Ao responder positivamente a tudo que acabara de ouvir, Moisés deu passos seguros em direção ao desenvolvimento de seu ministério. O resultado foram dias melhores não só para Moisés, mas também para todos. Todos nós, líder ou não, precisamos de conselheiros colocados por Deus, para nos ajudar. Interessante é que Deus sempre faz a sua parte colocando pessoas sábias, espirituais e equilibradas em nossas vidas para nos auxiliar. Duro, porém, é dizer que por causa de nossa arrogância, na maioria das vezes rejeitamos os sábios conselhos que vêm até nós. Sigamos o exemplo de Moisés que, ouvindo sábios conselhos, conduziu o povo de Deus à terra prometida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Revista do professor: Jovens e Adultos. Moisés, o legislador de Israel. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2015. Ano 25 n° 95. Lição 06 – Moisés, um sábio recebendo conselhos.

Bíblia de estudo nova versão internacional. Português. Tradução das Notas de Gordon Chown – Editora Vida. 2001.

LIÇÕES BÍBLICAS - EDITORA CPAD. 2º Trimestre de 1996. Aprendendo com os erros e acertos dos servos de Deus.
UM SOGRO COMO ESTE – disponível em: (http://www.igrejanovageracao.org/estudos-biblicos/um-sogro-como-este) Acesso em: 28 de abril de 2015.

O CONSELHO DO SACERDOTE JETRO AO SEU GENRO MOISÉS – disponível em: (http://arsenaldopregador.blogspot.com.br/2011/09/o-conselho-do-sacerdote-jetro-ao-seu.html). Acesso em: 28 de abril de 2015.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pr. Osmar Emídio de Sousa - Servidor Público Federal; consagrado a pastor pela Assembleia de Deus, Ministério de Madureira e Superintendente da EBD. É formado em Direito e também bacharel em Missiologia e em Teologia Pastoral, pela FATAD - Faculdade de Teologia das Assembleias de Deus de Brasília.