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A perseverança do discípulo de Jesus Cristo

A PERSEVERANÇA DO DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO
(Lição 13 – 24 de Setembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
“E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perserança.” (Lc 8.15).

VERDADE APLICADA
Jesus nos chamou para sermos Seus discípulos e nos deu o Seu Espírito Santo e a Sua Palavra para sermos perseverantes.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
IDENTIFICAR a relevância da perserança;
SUGERIR o cultivo de hábitos saudáveis para sermos perseverantes;
APRESENTAR três atitudes de perserança.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Hb 12.1 – Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
Hb 12.2 – Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, assentou-se à destra do trono de Deus.
Hb 12.2 – Considerai, pois, aquele, que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.

INTRODUÇÃO
As tribulações, pelejas levam-nos a amadurecer em Cristo. O cenário de adversidade que muitas das vezes estamos inseridos é um combustível a mais para colocarmos à prova a nossa perseverança. Perseverança essa que vai nos impulsionar a prosseguir para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3:14)

1. A IMPORTÂNCIA DA PERSEVERANÇA
A perseverança faz parte do vocabulário cristão. É uma herança herdada desde o nascimento da igreja, até os dias de hoje. Na medida que a perseguição aumentava, mas os irmãos perseveravam e a igreja crescia em números.

1.1 O que significa ser perseverante?
O nosso dicionário fala da característica ou qualidade daquele que luta, que persiste e não desiste facilmente diante de uma dificuldade. Porém, a peleja do discípulo de Jesus Cristo é diária, contínua, porque nossa guerra não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades (Efésios 6:12). O próprio Senhor disse que devemos perseverar até o fim. (Marcos 13:13).

1.2 Cultivando hábito saudáveis
Jesus usou a metáfora do sal para ensinar aos discípulos, e também a nós, que devemos ter uma atuação preservadora no mundo, onde os padrões morais estão cada vez mais sendo deturpados. É impossível influenciarmos as gerações atuais e futuras sem um equilíbrio na nossa vida cristã. O bom testemunho parte do pressuposto da busca espiritual, das coisas que vêm do alto, perseverando em fugir das coisas mundanas. Na epístola de Tiago ele exorta aqueles que querem amizade do mundo, chamando os de infiéis e inimigo de Deus. (Tiago 4:4)

1.3 É necessário um novo coração
Mediante o novo nascimento, mantemos plena comunhão com Deus, reconhecendo o seu senhorio em todas as esferas de nossas vidas. Nascer de novo é sofrer uma transformação radical de vida, começando pelo interior, abrangendo todo o coração, desejo e vontade. Quando Jesus Cristo torna-se o centro de nossas vidas, nossas atitudes passam a ser pautadas segundo a palavra de Deus. Buscamos a paz de Deus, a direção do senhor e o refrigério do Espírito Santo para conduzir nos por um novo e vivo caminho. (Hebreus 12:14).

2. A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
Tudo que nos é proposto tem um começo, meio e fim. O novo nascimento é o ínicio da caminhada, porém a certeza da chegada se dar através do alimento da palavra. Pois, só assim haveremos de apresentar frutos ao nosso Senhor, e a convicção que a carreira foi completa.

2.1 A necessidade de priorizar                                        A missão que nos foi outorgada nesta terra não é de relevância secundária. Muito pelo contrário, o Senhor tem pressa que os seus realizem, desempenhe de maneira prioritária. É bem verdade que muitos são chamados e poucos são os escolhidos, mas nós que fazemos parte desse exército temos que ter a convicção de que nada vai nos afastar do propósito de Deus em nossas vidas.

2.2 A pessoa de Jesus, nossa maior motivação
Em tudo, o Senhor Jesus Cristo é a nossa maior motivação. Se fossemos mensurar através da representatividade do nosso Senhor pelas Escrituras Sagradas, poderíamos citar que Ele é o mesmo, ontem, hoje, e eternamente. (Hebreus 13:8). Ou mesmo, narrar como ele se apresenta no evangelho segundo escreveu (João 1) já estaríamos suficientemente abastecido e alimentados para prosseguir de forma motivacional e perseverando naquilo que fomos chamados.

2.3 A palavra de Deus como fundamentação
A Palavra do Senhor é base, alicerce, porque é inspirado por Deus. O apóstolo Paulo descreve em sua Segunda Carta á Timóteo 3:16-17 que a palavra é de extrema importância para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça. A fim, de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda obra. É impossível o discípulo de Jesus Cristo perseverar se o mesmo não for capacitado, preparado para cumprir o seu ministério.

3. ATITUDES DE PERSEVERANÇA
Sabemos que a caminhada é árdua, difícil e por isso muitos ficam pelo caminho. Enxergam os obstáculos como intransponível, mas para os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo vale lembrar das palavras por ele proferidas: “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis”. (Mateus 19:26)

3.1 Perseverar na palavra de Deus
O Mestre Jesus Cristo, sempre ensinou os seus discípulos para que os mesmos fossem perseverantes na palavra. Tais ensinamentos foi extremamente assimilado pelo apóstolo Paulo, que por sua vez sempre se preocupou em exortar os obreiros a serem firmes na palavra. O apóstolo em suas considerações finais na sua Segunda Carta a Timóteo, demonstra a sua apreensão a apostasia, que haveriam de vir em tempos vindouros. Desta forma, ele encoraja o seu servo a permanecer fiel a pregação, independente se a mensagem fosse para corrigir, repreender ou exortar. (Timóteo 4:1-5)

3.2 Perseverar no amor
Sem amor, jamais haverá o genuíno Cristianismo. O próprio Jesus Cristo exortou ao anjo da igreja que se encontrava em Éfeso. Igreja essa dotada de um grande preparo teológico, dinâmico e rica em obras. Todavia ao longo da jornada, parou de perseverar, esquecendo a prática do verdadeiro amor. (Apocalipse 2:4-5). Que essa amnésia não venha nos contaminar e que possamos amar uns aos outros, assim como o Senhor nos amou.

3.3 Perseverar na Frutificação
O senhor Jesus, quando instruiu aos doze antes de enviá-los para obra, a recomendação inicial é que eles pregassem a cerca do reino dos céus. (Mateus 10:7). Logo depois, ele fala dos dons de cura, libertação, purificação, ressuscitação. A propriedade estabelecida é a palavra, o que vem primeiro é a palavra. Talvez, seja esse o grande engano da nossa geração, querem apresentar primeiramente os dons e esquecem da priori, que é a Palavra do Senhor. Estamos nos apresentando a Jesus igual a figueira. “linda, formosa, exuberante, porém sem frutos.” (Marcos 11:12-14)

CONCLUSÃO
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. (2 Timóteo 4:7).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Bíblia de Estudo MacArthur. Edição Revista e Atualizada. Baueri, SP: SBB, 2013.
Revista do professor: Jovens e Adultos. Evangelismo, Missões e Discipulado – A tarefa primoedial da igreja. Rio de Janeiro: Editora Betel – 3º Trimestre de 2017. Ano 27 n° 104. Lição 13 – A perseverança do discípulo de Jesus Cristo.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Pb. CLODOALDO ALVES CARVALHO, servo da casa do Senhor.




O Processo de Formação do Discípulo II - Comentários Adicionais

(Lição 12 – 17 de Setembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lc 9.23).

VERDADE APLICADA
O Senhor Jesus Cristo continua chamando e estabelecendo condições para ser Seu discípulo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
IDENTIFICAR o significado de ser discípulo de Jesus;
DEMONSTRAR a necessidade da coerência na vida do discípulo de Jesus Cristo;
COMPREENDER as atitudes indispensáveis do discípulo de Jesus Cristo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 14.25 – Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
Lc 14.26 – Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.27 – E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.33 – Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.34 – Bom é o sal, mas, se o sal degenerar, com que se adubará?
Lc 14.35 – Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Introdução
Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo (Lucas 14.33). O versículo acima resume o que precisa ser feito para se tonar um discípulo de Jesus Cristo, tem que negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo, deixando as coisas desse mundo para traz. O discípulo precisa renunciar a vida desse mundo e viver como Paulo afirmou:  "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2.19-20).

1. A identidade do discípulo
Em Lucas 6.40 está escrito que se o aluno que for bem instruído será parecido com o mestre, morto para esse mundo e tudo o que nele há, tendo uma vida de trabalho e de autonegação, sem esperar tratamento honroso nesse mundo. Como Cristo sofreu por amor dos perdidos desse mundo, trabalhando e fazendo todo o bem que podia, assim deverá ser o seu verdadeiro discípulo. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou (1 João 2.6).

1.1. O significado do termo “discípulo”
A palavra discípulo se refere a um estudante ou aprendiz. Significa aprender com o mestre, absorvendo todo ensinamento para um dia ser parecido com ele, ou seja, ser um imitador. Os discípulos de Jesus seguiam seu Mestre para onde quer que ele fosse, estavam o tempo todo aprendendo os seus ensinamentos e sendo preparado a fazer como ele fazia. Resumindo, o discípulo é um seguidor, um imitador, e isso tem que ser levado ao pé da letra. Ser discípulo de Jesus significa obedecer ao seu chamado para segui-lo, ficando a cada dia mais parecido com Ele, dando continuidade o que Ele começou pregando as boas novas, fazendo novos discípulos e sendo exemplos para os novos seguidores da palavra de Deus.

1.2. Resgatando nossa identidade como discípulo
Como ser discípulo significa ser um seguidor de Jesus, necessariamente após a conversão exige-se uma mudança de vida. O novo Cristão não faz parte da multidão que apenas ouve a palavra, mas deve se tornar discípulo praticante da palavra (Tiago 1.22). Nos dias atuais se dizer cristão ficou até em moda, muitas igrejas estão cheias de pessoas que não seguem os mandamentos de Cristo. Dizem-se discípulos, mas não querem parecer com Cristo, sendo seus imitadores. O discípulo tem que negar a si mesmo e fazer a vontade do seu Senhor, negando os seus próprios desejos para cumprir à vontade dele. Ninguém pode se dizer Cristão sem parecer com Cristo. A definição de discípulo e simples de entender significa ser imitador de Cristo.

1.3. O significado de ser um discípulo de Jesus Cristo
Na passagem de Mateus 4.18-22, vimos que os primeiros discípulos após ouvirem o chamado largaram tudo o que estavam fazendo e seguiram a Jesus Cristo. Eles não sabiam o que iram fazer, mas entendiam perfeitamente o que significava ser discípulo. Sabiam que ser discípulo era aprender com o mestre, andar com ele, imitar tudo que via e absorver tudo que ouvia, era ter um relacionamento próximo e íntimo, para um dia se tornar parecido com Ele. Então ser um discípulo de Jesus Cristo é ter um compromisso sério com os seus ensinamentos, sendo cada dia mais parecido com Cristo. Para sermos discípulos verdadeiros, temos de apresentar os nossos corpos como sacrifícios a ele, sendo transformados e renovados pela palavra do Senhor (Romanos 12.1-2).

2. O que significa seguir a Jesus?
Com certeza é parecer o máximo possível com Cristo, reconhecendo Jesus como o nosso único e verdadeiro Mestre devemos aprender das palavras e do exemplo dele nos esforçarmos para desenvolver o caráter dele, tornando-nos "coparticipantes da natureza divina" (2 Pedro 1.4). Assim procuraremos pensar como Jesus pensa, e agir como ele agiria.

2.1. A resposta humana ao chamado de Cristo
Todos os discípulos de Jesus responderam ao chamado irresistível do Mestre e o seguiram. Desde que o homem caiu em pecado Deus sempre buscou a reconciliação com a sua criação, para isso enviou o seu filho amado para nos salvar bastando para isso atendermos ao seu chamado. “Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Colossenses 1.22). Ao aceitar o chamado de Jesus Cristo significa que o discípulo crê na promessa de salvação da alma e de vida eterna e para isso decide obedecer, negar a si mesmo e carregar a sua cruz. "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9.23). Quem aceita ao chamado do Mestre também aceita levar o seu jugo que é suave leve, porque ele o ajuda a carregar e não faz como os fariseus que colocava um peso enorme em seus seguidores, mas não faziam o menor esforço em obedecer a palavra. Em Lucas 14.27, Jesus disse: “E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo”. O discípulo tem que pôr em prática o que aprendeu para agradar a Jesus e vai onde Ele manda ir. Muitas vezes não é fácil, mas para seguir o Mestre exige sacrifício.

2.2. A necessidade de coerência na vida do discípulo de Cristo
O discípulo coerente tem que necessariamente parecer com o Mestre Jesus, senão alguma coisa está errada. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. (1 João 2.3-6). Quem afirma ser discípulo de Jesus é cheio de compaixão, libera perdão as pessoas, age com amor com todo mundo, vive honestamente, todos dão bom testemunho a respeito dele.

2.3. Identificando a verdadeira fé do discípulo de Cristo
Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim (João 15.4). O discípulo que possui fé verdadeira carrega em sua vida a identidade de Cristo, se parece e anda como Ele, e busca fazer tudo que Ele mandou. Podemos conhecê-lo pelos bons frutos que produz, e alguém que possui o caráter de Cristo sendo obediente a palavra de Deus. “Nisto é glorificado meu pai em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (João 15.8).

3. Atitudes do discipulo de Jesus
O discípulo de Jesus produz fruto (João 15.8). Pelo fato que aceita a palavra de bom e reto coração, e desenvolve a sua fé com perseverança, ele se torna frutífero (Lucas 8.15). O discípulo produz fruto pelas boas obras que faz (Tito 3.14; Efésios 2.10). Produzimos fruto quando obedecemos ao nosso Senhor (Lucas 6.46), progredindo com perseverança (Hebreus 12.1).

3.1. Amar a Cristo acima de tudo e de todos
Em Mateus 22.36-40 está escrito: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas". Em João 14.21 está escrito: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. Essas duas passagens bíblicas como muitas outras demonstra que devemos amar a Deus e a Cristo acima de todas as coisas, até mesmo mais que a nossa própria vida. Em Lucas 9.24 Jesus declara: “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará”. Por isso quem ama a Cristo deve deixar as coisas deste mundo e se entregar totalmente para garantir a vida eterna.

3.2. Levar a sua cruz
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Em Gálatas 6.14 o apostolo Paulo faz essa declaração, ele não estava ofendido em levar a sua cruz ou tampouco tinha vergonha dela, ele estava morto para esse mundo e não se importava com o que pensavam dele e seguia para o alvo que era Cristo, dia após dia. Nos também devemos imitar o apostolo Paulo buscarmos a cada dia nos desvencilharmos dos embaraços deste mundo de horror e crucificarmos a nossa carne com suas concupiscência e paixões.

3.3. Renunciar tudo quanto tem
Muitos estão ou são enganados com falsas promessas de que servir a Jesus é fácil, que os sofrimentos irão acabar e que vão ter uma vida só bênçãos materiais, felicidades e por aí vai. Mas quando surgem as lutas, as adversidades desse mundo contra os que decidem seguir o Mestre, se desviam ou ficam murmurando dentro das igrejas. Seguir a Jesus, ser um discípulo fiel é ter que renunciar as oferendas desse mundo, e buscar a cada dia ficar mais parecido com Ele, e isso não são fáceis. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo (Lucas 14.33). Portanto quem não abrir mão de tudo que tem não pode ser discípulo de Cristo. Não estou falando de dinheiro, estou falando da atitude de obedecer a Sua palavra, de deixar de lado os prazeres e as ilusões que este mundo oferece de dedicar tempo em estudar meditar e pregar o evangelho aos que ainda não tiveram a oportunidade de salvação, e principalmente em dar o exemplo aos irmãos e aos descrentes que nos observam constantemente.

Conclusão
Irmãos ser discípulo significa negar as si mesmo e levar a sua cruz, deixando a própria vontade para seguir a de Deus, é abrir mãos dos interesses particulares em favor dos interesses do próximo, é morrer para esse mundo com tudo o que ele oferece para buscar os valores espirituais de Cristo. Precisamos entender que de nada adianta ganhar todo o mundo e perder a salvação. Devemos a cada dia nos aperfeiçoarmos através do estudo e meditação da palavra de Deus, buscando a perfeição com a orientação do Espirito Santo de Deus. Se você decidiu ser discípulo de Jesus sirva com amor e sinceridade sem qualquer tipo de interesse, entendendo que a recompensa por sua obediência será entregue naquele grande dia na glória.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HENRY: Bíblia de Estudo Matthew Henry; tradução (João Ferreira de Almeida revista e corrigida) - Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2015.

Você é um Verdadeiro Discípulo de Jesus? - https://www.estudosdabiblia.net/d113.htm < acessado em 08/092017.

https://entendaabiblia.blogspot.com.br/2009/03/comprovacao-de-um-verdadeiro-discipulo.html <acessado em 08/092017. 

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
Dc. Carlos Cezar, servo de Jesus Cristo. 

O processo de formação do discípulo I - Comentários Adicionais

o processo de formação do DISCÍPULO i
(Lição 11 – 10 de Setembro de 2017)

TEXTO ÁUREO
Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.” (Tt 2.11).

VERDADE APLICADA
A vida de discípulo de Jesus começa com o novo nascimento e continua em crescimento e vitalidade espirituais até alcançar a estatura completa de Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
CONSCIENTIZAR sobre a importância dos primeiros passos;
MOSTRAR como Deus tomou a iniciativa, visando a restauração do homem;
DEIXAR claro acerca da necessidade de uma resposta humana à manifestação de Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Tt 2.11 – Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
Tt 2.12 – Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,
Tt 2.13 – Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
Tt 2.14 – O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

INTRODUÇÃO
Ao iniciar a vida cristã o discípulo deve dar seus primeiros passos, que são de extrema importância para sua formação como cristão.

1. A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS PASSOS
Os primeiros passos são considerados o inicio da jornada cristã, porque é através deles que chegamos ao conhecimento do Reino de Deus, e assim nascemos para uma nova vida em Cristo.

1.1. É preciso nascer de novo
Nossa entrada no Reino de Deus, se dar através do novo nascimento, este novo nascimento acontece através da regeneração, podemos definir regeneração da seguinte maneira: É um ato secreto de Deus pelo qual ele nos concede nova vida espiritual. Isso às vezes chamamos de “nascer de novo”. Na linguagem de João 3.3-8. Esta grande obra procede de Deus: Filhos nascidos não do sangue, nem da vontade carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (Jo 1.13). Este novo nascimento é essencial à visão espiritual, como podemos conferir no Evangelho segundo João 3.3. Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus, através da regeneração se produz nova criatura. Portanto se alguém está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas já passaram tudo se fez novo (2 Co 5.17). Também se faz necessária à salvação, o Apostolo Paulo escrevendo sua epístola a Tito nos faz um alerta: Não por obras de Justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espirito Santo (Tt 3.5; Tg 1.18; 1 Pe 1.3). A obra regeneradora acontece na vida do homem não por mérito próprio do homem, mas mediante a palavra de Deus. Tendo sido regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível pela palavra de Deus, a qual vive e permanece para sempre (1 Pe 1.23). Esta obra soberana de Deus na regeneração também foi predita na profecia de Ezequiel. Por meio dele Deus prometeu que haveria um tempo no futuro quando ele daria nova vida espiritual a seu povo: Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis (Ez 36.26-27).

1.2. A grande salvação
A salvação do homem é realizada através de Cristo, é um ato de amor, o Senhor entregou seu próprio filho para que nós fossemos salvos. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Há três aspectos da salvação e cada um deles se caracteriza por uma palavra que o define: Justificação: É um termo que nos faz lembrar um tribunal, o homem culpado e condenado perante Deus, é absolvido e declarado justo, isto é, justificado. Nós éramos culpados, mas Jesus assumiu a culpa em nosso lugar, o apóstolo Paulo escrevendo sua carta aos romanos relata que somos justificados pela fé, e não depende de obras (Rm 3.28). Regeneração: A alma morta em transgressões e ofensas precisa de uma nova vida, e esta é concedida por um ato divino de regeneração. A pessoa, por conseguinte, torna-se herdeira de Deus e membro de sua família. Não por obras de justiça que nós fizemos, mas segundo a sua misericórdia nos salvou, pelo lavatório da regeneração e renovação do Espírito Santo (Tito 3.5). Santificação: O homem salvo é aquele cuja s e harmonizou com Deus e, portanto foi adotado na família divina, dedicando-se agora a servi-lo. Em outras palavras, sua experiência de salvação, ou seu estado de graça consiste em justificação, regeneração, adoção e santificação. Sendo justificado ele pertence aos justos; sendo regenerado, ele é filho de Deus; sendo santificado, ele é “santo” literalmente uma pessoa santa. Porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. (1 Pedro 1.16). Como podemos rejeita tão grande salvação?

1.3. A realidade e gravidade do pecado
A realidade do pecado nos dias atuais esta bastante evidente, o homem se tornou escravo do pecado e dos prazeres. Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado, é escravo do pecado ( João 8.34), o pecado em si traz várias gravidades na vida do homem. O coração natural é enganoso e perverso como descreve o profeta Jeremias em seu livro. Enganoso é o coração acima de todas as coisas, e gravemente enfermo; quem o poderá conhecer (Jr 17.9). A natureza mental e moral é corrupta (Gn 6.5,12; 8.21; Rm 1.19-31), a mentalidade da carne é inimiga de Deus (Rm 8.7-8); o pecador é escravo do pecado (Rm 6.17; 7.5) ele é controlado pelo príncipe do poder do ar (Ef 2.2); está morto em transgressões e pecado; e é digno de ira (Ef 2.1; 2.3). Esta é a realidade e as gravidades que o pecado trazem para o homem.

2. DEUS TOMOU A INICIATIVA

2.1. A manifestação da Graça
A graça comum. Graça vem da palavra hebraica hessed, e do termo grego charis, cujo sentido mais comum é o de “favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia”. A partir dessa conceituação, podemos ver a “graça comum”, pela qual Deus dá aos homens as estações do ano, o dia, a noite, a própria vida, ou seja, todas as coisas (At 17.25b). A graça salvadora. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. Está à disposição de “todos os homens”, mas só é alcançada por aqueles que creem em Deus, e aceitam a Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Por intermédio dela, Deus salva, justifica e adota o pecador como filho (Jo 1.12). Graça justificadora e regeneradora. A Graça de Deus é a fonte da justificação do homem (Rm 3.21-26). Uma vez nascida de novo, a pessoa passa a ser “nova criatura” (2 Co 5.17), tomando parte na família de Deus: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus” (Ef 2.19). Graça santificadora. A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do convertido, se ele se dispuser a negar-se a si mesmo para ter uma vida de santidade. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Diz a Bíblia: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

2.2. A fé que salva
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem (Hebreus 11.1), para alcançarmos a salvação é preciso termos fé, ou seja, acreditar que podemos alcançá-la, porque sem fé não agradamos a Deus; aquele que se aproxima de Deus tem que ter fé para saber que ele existe e é galardoador daqueles que o buscam. Cristo realizou a salvação do homem ao morrer na cruz do calvário. A fé é atitude mediante a qual o homem abandona toda confiança em seus próprios esforços para obter a salvação, quer sejam eles ações de piedade, de bondade, ou seja, lá oque for. É a atitude de completa confiança em Cristo, de dependência exclusiva dele, a respeito de tudo quanto esta envolvido na salvação (1 Jo 3.16), A fé é a única maneira de alguém receber a salvação. A fé em Jesus Cristo nos torna justificados como o Apostolo Paulo nos relata em seus escritos aos Gálatas. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. (Gálatas 2.16).

2.3. A obra da regeneração
A regeneração é ato divino que concede ao pecador que se arrepende e que crê uma vida nova e mais elevada, mediante a união pessoal com Cristo. O Novo Testamento descrever a regeneração da seguinte forma: Nascimento. Deus Pai é quem gera, e o crente é “nascido de Deus” (1Jo 5.1), nascido do “Espirito” (Jo 3.8), nascido do alto (Jo 3.3-7). Purificação, Deus nos salvou pelo lavar regenerador (Tt 3.5). A alma foi lavada completamente das impurezas da vida pregressa recebendo novidade de vida, experiência simbolicamente expressa pelas águas do batismo (At 22.16). Vivificação, somos salvos também pelo lavar renovador do Espirito Santo (Cl 3.10; Rm 12.2; Ef 4.23; Sl 51.10). A essência da regeneração é uma vida nova concedia por Deus pai mediante Jesus Cristo e pela operação do Espirito Santo. Criação. Aquele que criou o homem no princípio e soprou em suas narinas o fôlego de vida o recria pela operação do Espírito Santo (2 Co 5.17; Ef 2.10; Gl 6.15). O resultado prático é uma transformação radical na natureza, no caráter, nos desejos e nos propósitos da pessoa. Ressurreição (Rm 6.4-5; Cl 2.13; 3.1; Ef 2.5-6). Como Deus vivificou o barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus pecados e a faz viva para realidade do mundo Espiritual. A regeneração mudança que Deus opera na alma quando a vivifica, quando a levanta da morte do pecado para a vida de justiça.

3. A PARTICIPAÇÃO HUMANA

3.1. A necessidade de arrependimento
O arrependimento é o primeiro passo, a ser dado para se mudar de vida, é o reconhecimento que somos pecadores e necessitamos mudar nosso viver e nossas atitudes quando um pecador se arrepende há grande alegria no céu. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento (Lucas 15.7). O arrependimento consiste de uma radical transformação de pensamento, atitude e direção, abandonar o pecado e voltar-se para Deus e seu serviço (At 3.19; 26,20; Lc 1.16; At 9.35), o arrependimento é uma revolução naquilo que mais é determinativo na personalidade humana, sendo reflexo na consciência, da radical mudança operada pelo Espírito Santo pela ocasião da regeneração. Nada é mais relevante a nossa situação, em relação a Deus do que nosso pecado, e a salvação para qual o arrependimento se dirige, é a salvação do pecado. A necessidade de arrependimento como uma condição da salvação, é claramente inscrita no testemunho bíblico. Nosso Senhor de início ao seu ministério público com a mensagem: Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus (Mateus 4.17). Um de seus anúncios finais antes da ascensão, foi que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados, a todas as nações (Lc 24.47).

3.2. A necessidade de submissão
A vida do discípulo de Jesus tem que ser totalmente submissa a Deus, o discípulo tem que se submeter à vontade de Deus, deixar que o Senhor domine sua vida, o discípulo tem que ser submisso aos lideres e pastores. Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hebreus 13.17), submissão ao Senhor é importante para que o Espírito Santo possa operar em na vida do Discípulo, porque nos dias atuais vivemos no meio de uma geração incrédula e desobediente, é preciso renunciar para viver neste presente século: O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai. (Gálatas 1.4).

3.3. A permanente batalha espiritual
Após o novo nascimento o discípulo começa enfrentar uma batalha espiritual. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6.12), é uma batalha na qual não podemos lutar desarmados temos que usar nossas armais espirituais para combater o inimigo de nossas almas. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus (Ef 6.14-17). Nesta batalha o discípulo tem que está com sua vida consagrada ao Senhor para não se embaraçar com as coisas desta vida. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra (2 Timóteo 2.4),esta é uma batalha que não estamos sós pois o anjo do Senhor sempre esta conosco. O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra (Salmo 34.7).

CONCLUSÃO
Conclui-se que é de suma importância que o discípulo seja uma pessoa nascida de novo, e que esteja disposta a entrar na batalha pelo reino de Deus e a vida eterna.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
THOMPSON: Bíblia de Estudo letra grande/compilado e redigido por Frank Charles Thompson; tradução (João Ferreira de Almeida)- São Paulo: Editora Vida,2014.

BERKHOF, Louis, Teologia Sistemática/Louis Berkhof; traduzido por Odayr Olvetti. -3ª Ed. Revisada, São Paulo: Cultura cristã, 2009.

PEARLMAN, Myer, Conhecendo as doutrinas da Bíblia/Myer Pearlman: tradução Lawrence Olson - 3ª. Edição. São Paulo: Editora Vida, 2009.

COMENTÁRIOS ADICIONAIS:

Pb. José Pereira Nunes, Bacharel em Teologia pela faculdade Evangélica Hokemãh (FATEH), Pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela faculdade Mauá de Brasília.